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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Livro: El Caudillo Leonel Brizola tem reedição de 2020 ampliada e atualizada

Leonel Brizola morreu há 16 anos e, em 2022, terá seu centenário de nascimento. Que Brasil temos hoje para confrontar com a mensagem esfuziante do líder trabalhista que fez as escolas integrais e arrebatou a política brasileira com sua pregação nacionalista? Bolsonaro? A volta dos militares?  A ascensão dos milicianos junto com o recrudescimento do neoliberalismo?



A reedição digital de 2020 do livro El Caudillo Leonel Brizola, editado em papel, em 2008, vem com a ampliação de nove capítulos e outros acréscimos atualizados aos originais, pretendendo colocar estes questionamentos. E isto ocorre no exato momento em que o país experimenta sua mais aguda crise de liderança e em que a pandemia e o consequente descalabro social e econômico nos remete a repensar nossos rumos e no Brasil que desperdiçamos. O livro será lançado a partir de domingo, dia 21/06/20, às 17 horas, com o ex-governador Nilo Batista e a deoutada Juliana Brizola. Estão previstas outras lives com o ex-presidente Fernando Collor, o ex-ministro Manoel Dias, o vereador Leonel Brizola Neto e outros.


À disposição nos sites amazon.com.br, da editoraoka.com.br e outras plataformas digitais, o livro, de autoria do jornalista FC Leite Filho, questiona como a incapacidade - ou a mentalidade - dominante limita e degrada a educação. E a tal ponto, que o presidente da República, para construir um único colégio militar, em São Paulo, avisa que vai passar o pires entre seus amigos empresários, caso haja carência orçamentária. Para onde foi o dinheiro?

Tudo parece estar indo para pagar a dívida e o restinho que fica é destinado a aumentar as forças policiais e construir prisões. Evidencia-se cada vez mais esta prioridade securantista, como uma triste lembrança da ditadura de 1964, numa vitória daqueles que massacraram Brizola, depois de vilipendiar suas escolas e seu programa de policiamento comunitário integrado.


A obra aborda, igualmente, um Rio de Janeiro onde viceja a polícia que mais  mata no mundo – e também a que mais morre e se suicida. E isso depois de uma infinidade de intervenções militares, tantas vezes arremessadas contra o governador, inclusive por políticos tidos por impolutos, mas que hoje estão condenados, como o caso de um ex-governador, a 282 anos de prisão, por crimes de corrupção. Por que o Rio, 26 anos depois de ter aquele homem deixado o governo, canhestramente apodado de responsável pela violência e a criminalidade, registrou 3 mil e tantas mortes cometidas por policiais?

Em troca dos programas de educação e humanização tentados numa época que já vai ficando perigosamente distante, o que prevalece hoje são as ideias e métodos da política de combate às drogas aplicados inicialmente em Medellín, na Colômbia, baixo o bordão da “tolerância zero”.


O Rio de Brizola, Darcy Ribeiro, Nilo Batista  e do coronel negro Nazareth Cerqueira era tão ruim assim ou as cabeças é que estão viradas? É isso que o autor tenta entender na atualização e ampliação deste El Caudillo Leonel Brizola, editado originalmente em 2004. Com tal objetivo, ele entrevistou e reentrevistou os personagens desta saga que continuam vivos: o ex-presidente Fernando Collor, que não pôde ser ouvido na época da edição impressa e me recebeu em seu gabinete de Senador, Nilo Batista, Vera Malaguti, Manoel Dias, João Vicente Goulart, Leonel Brizola Neto, Julana Brizola e Alceni Guerra. Ainda foram ouvidos Ana Rebés Guimarães, Beto Almeida, Carlos Alberto Kolecza, Carlos Bastos, Francis Maia, Gabriel Salgado, Georges Michel Sobrinho, José Augusto Ribeiro, Luiz Salomão, Oswaldo Maneschy, Pedro Caús e Vieira da Cunha,  


FC Leite Filho também pesquisou novos  dados nos documentos e livros lançados desde então, assim como mergulhou na internet e nos vídeos de debates e documentários do YouTube. É  para esta preciosa nova ferramenta de informação, inclusive primária, a que agrega o Facebook e o Twitter, que o autor quer pedir a atenção do amigo leitor. Lá estão perpetuados os grandes momentos de Brizola na TV, desde o exercício  de seu direito de resposta ao Jornal Nacional, na voz de Cid Moreira [1], a suas intervenções acalorados nos debates[2] das campanhas presidenciais, no programa de Jô Soares, no Roda Viva, no Canal Livre e no programa eleitoral do PDT. Ele fez questão de linká-los neste livro, para que na sua versão eletrônica, e-book, o leitor possa, pelo celular, que hoje está melhor do que o computador de mesa ou laptop , não apenas ler o texto integral do livro, como também acessar de imediato cada um desses vídeos, que fez questão de contextualizar em cada segmento.


Francisco das Chagas Leite Filho, conheceu Leonel Brizola, ainda no exílio, em Lisboa, quando o entrevistou para o Correio Braziliense, durante o Encontro de Trabalhistas no Exílio e Trabalhistas no Brasil, em junho de 1979. De lá até sua morte, ambos estabeleceram uma amizade que lhes permitia conversar franca e abertamente sobre os vários problemas da política, pessoalmente, ou pelo telefone.

Repórter e analista político, FC nasceu em Sobral – Ceará, em 1947. Em 1968, mudou-se para Brasília, onde terminou seu curso na UnB, em 1970. Depois, militou nos principais jornais - Correio Braziliense, Diário Popular (SP), Estado de Minas, Jornal do Brasil, Correio do Povo (RS), O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de Minas. Começou na reportagem de cidade, depois cobriu Educação e Política. Entre 1977-78, atuou como correspondente do Correio Braziliense, em Londres. Em 1987, tornou-se membro do Diretório Nacional e assessor na Liderança do PDT na Câmara dos Deputados. Em dezembro de 2006, lançou o cafenapolitica,com.br, blog de análise política nacional e internacional. Em 2009, abriu seu Canal no Youtube. É igualmente autor de quatro livros: Brizola Tinha Razão, em 1987, El Caudillo Leonel Brizola – Um Perfil Biográfico, edição impressa, em junho de 2008, Quem Tem Medo de Hugo Chávez?, em 2012, e Argentina Sacudida – Cristina Kirchner – Breve Perfil da Líder Peronista ,em 2019, todos publicados pelo editor José Carlos Venâncio, nas editoras Cela, Global, Aquariana e OKA.



[1] Um dos vídeos postados pelo Canal Youtube Edasjr até ali com 883.521 visualizações: https://www.youtube.com/watch?v=ObW0kYAXh-8

 

[2] Vídeo-extrato do debate presidencial com Marília Gabriela, da Bandeirantes: Paulo Maluf se recusa a dar um aparte e Brizola o chama de “filhote da ditadura” – Postado por veja.com  https://www.youtube.com/watch?v=685oJ6FZFvk


terça-feira, 6 de junho de 2017

Livro analisa o isolamento e o preconceito em torno da Lepra no Brasil

Por Daniela Arbex

Praga e isolamento perpétuo cercam uma simples palavra que designa uma doença por todos temida: a lepra. Durante milênios, o leproso foi isolado da sociedade, abandonado para ser morto em florestas e cavernas, deteriorado a tal ponto que simplesmente olhá-lo era considerado mau agouro. 
Vinda da Ásia e do Oriente Médio, a doença penetrou na Europa devido às conquistas de Alexandre, o Grande, e às jornadas orientais das cruzadas pró-cristianismo. A discriminação e o medo sempre a cercaram. 
No Brasil, a lepra chegou marcada por todos os antecedentes negativos e não teve destino diferente. A cura da doença surgiu nos anos 1940, mas o isolamento compulsório em leprosários prosseguiu até 1986. 
Os resultados do preconceito se firmaram na sociedade a ponto de, mesmo curados, os ex-leprosos carregarem o estigma para todo o sempre. Libertos, continuaram presos às dificuldades. Até hoje buscam familiares que ficaram perdidos por causa dos anos de isolamento social. 
São profissionalmente rejeitados e ainda temidos por muita gente não saber que a lepra — denominada “hanseníase” a partir dos anos 1960 — é uma doença como outra qualquer, com tratamento e cura. Em uma conversa com Artur Custódio, coordenador do Morhan (Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase), a repórter Manuela Castro, da TV Brasil, descobriu realidades tristes dos doentes e dos antigos leprosários, que funcionavam como verdadeiras cidades autônomas, cercadas e isoladas do resto do mundo. 
Essas descobertas foram divulgadas no programa Caminhos da Reportagem, no episódio “Hanseníase, a história que o Brasil não conhece”, que foi agraciado com o prêmio Jornalista Tropical e com a Menção Honrosa do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro. 
A partir do programa, Manuela idealizou este livro, que traz, com fartas ilustrações e depoimentos ora comoventes ora alarmantes, toda a realidade das famílias desintegradas, das práticas desumanas e do preconceito que insiste em condenar os ex-internos ao isolamento social que já sofriam na Idade Média e nos tempos bíblicos.
Esses depoimentos, os inúmeros dados históricos e as reações dos doentes, que ainda sofrem com o estigma arraigado na sociedade, configuram um documento da maior importância, escrito com fluência e de fácil compreensão para todos os leitores. O poder de impacto dessa leitura poderá exercer efeitos bastante benéficos e esclarecedores sobre esse grande mal.
 
Leprosos expulsos da cidade de Bauru (SP), acampados
na beira da estrada, no início do século XX
Holocausto brasileiro
 
O medo envolve esta praga a partir do nome: lepra. Para vencê-lo, foi necessário vencer a palavra, substituindo-a por “hanseníase” no Brasil a partir dos anos 1960. Palavra que carrega um significado de pavor e isolamento inumano desde milênios, atravessando a Bíblia, a história do Oriente Médio, da Ásia e da Europa, atingindo indiferentemente reis e pobres da mais baixa classe, ela abriga uma doença que passou a ter cura nos anos 1940. Mas o Brasil, com seu atraso científico e social, ignorou ou subestimou isso. O pavor brasileiro se espalhou facilmente entre as políticas de saúde, os médicos interessados apenas em lucro, a ignorância, a pobreza, as regiões desassistidas e as famílias em pânico. Conheça esse contexto e depoimentos alarmantes acerca de uma realidade ainda presente no país, neste livro documento da repórter Manuela Castro. É outra das muitas pragas que o Brasil ainda não venceu.

A Autora

Manuela Castro é apresentadora e repórter da TV Brasil desde 2008. Com experiência em coberturas especiais no Brasil e no mundo, recebeu diversos prêmios com o programa Caminhos da Reportagem. Além de duas premiações com o episódio “Hanseníase, a história que o Brasil não conhece”, também foi agraciada com os prêmios Sebrae de Jornalismo, Ministério do Meio Ambiente e CNBB de Comunicação.
 
 
“Quando o silêncio e o preconceito se unem o resultado é a chaga do esquecimento. Neste livro, Manuela Castro dá visibilidade ao drama de brasileiros que foram condenados à exclusão por causa da hanseníase, doença que atravessou a vida de milhares de pessoas, criando um abismo entre elas e suas famílias. Ao resgatar o drama dos leprosários no Brasil, a jornalista desvenda uma realidade surpreendente, na qual o mal não é a doença, mas a forma de a sociedade lidar com ela.”  

segunda-feira, 2 de maio de 2016

2017 será o fim da TV analógica para 349 cidades no país

O Ministério das Comunicações publicou, na quinta-feira, 28/4, a lista com as 349 cidades que terão o sinal analógico da TV aberta em 2017. A portaria complementa a relação divulgada em janeiro deste ano, indicando as capitais que terão o switch-off este ano. Já a lista atual traz o grupamento de cidades que serão afetados pelo fim das transmissões analógicas até 2017.
Segundo o secretário de Comunicação Eletrônica, do Ministério das Comunicações, Roberto Martins, a relação com as cidades que serão afetadas com o switch-off em 2018 deve sair até julho, completando um número total de cerca de 1.200 municípios, onde há necessidade de desligamento do sinal analógico para o uso da frequência de 700 MHz para a banda larga móvel.
Os demais municípios, que poderão manter o sinal analógico e a banda larga móvel ao mesmo tempo, somente serão especificados em decreto presidencial, que ainda não tem prazo para publicação. Nessas cidades, conforme acordo entre teles e radiodifusores, terão o switch-off até 2023.

Veja a lista:


  • Agrupamento: São Paulo/SP
Data do desligamento: 29/03/2017

Municípios do estado de São Paulo: Arujá, Barueri, BiritibaMirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato , Franco da Rocha, Guararema, Guarulhos, Ibiúna, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Mairiporã, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santa Isabel, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, São Paulo, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.


  • Agrupamento: Goiânia/GO
Data do desligamento: 31/05/2017

Municípios do estado de Goiás: Abadia de Goiás, Abadiânia, Alexânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Brazabrantes, Caldazinha, Campo Limpo de Goiás, Caturaí, Goianápolis, Goiânia, Goianira, Guapó, Hidrolândia, Inhumas , Itauçu, Leopoldo de Bulhões, Nerópolis, Nova Veneza, Ouro Verde de Goiás, Pirenópolis, Santa Bárbara de Goiás, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Terezópolis de Goiás e Trindade.


  • Agrupamento: Salvador/BA
Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado da Bahia: Aratuípe, Cairu, Camaçari, Candeias, Dias D'Ávila, Itaparica, Jaguaripe, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Maragogipe, Nazaré, Salinas da Margarida, Salvador, Santo Amaro, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Saubara, Simões Filho, Terra Nova e Vera Cruz.

  • Agrupamento: Fortaleza/CE
Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado do Ceará: Aquiraz, Beberibe, Cascavel, Caucaia, Eusébio, Fortaleza, Guaiúba, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape, Pacajus, Pacatuba, Pindoretama e São Gonçalo do Amarante.


  • Agrupamento: Juazeiro do Norte/CE
Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado do Ceará: Barbalha, Caririaçu, Crato, Juazeiro do Norte e Missão Velha.


  • Agrupamento: Sobral/CE

Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado do Ceará: Forquilha, Massapê, Santana do Acaraú e Sobral.


  • Agrupamento: Belo Horizonte/MG
Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado de Minas Gerais: Araçaí, Baldim, Belo Horizonte, Betim, Brumadinho, Cachoeira da Prata, Caeté, Capim Branco, Confins, Contagem, Esmeraldas, Florestal, Fortuna de Minas, Funilândia, Ibirité, Igarapé, Inhaúma, Itaúna, Jequitibá, Juatuba, Lagoa Santa, Mário Campos, Mateus Leme, Matozinhos, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Prudente de Morais, Raposos, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Sabará, Santa Luzia, São Joaquim de Bicas, São José da Lapa, São José da Varginha, Sarzedo, Sete Lagoas, Taquaraçu de Minas e Vespasiano.

  • Agrupamento: Recife/PE
Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado de Pernambuco: Abreu e Lima, Araçoiaba, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Igarassu, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Itapissuma, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Olinda, Paulista, Recife e São Lourenço da Mata.


  • Agrupamento: Campinas/SP
Data do desligamento: 27/09/2017

Municípios do estado de São Paulo: Aguaí, Águas da Prata, Águas de São Pedro, Alumínio, Americana, Amparo, Araçariguama, Araçoiaba da Serra, Araras, Artur Nogueira, Boituva, Cabreúva, Campinas, Campo Limpo Paulista, Capela do Alto, Capivari, Cerquilho, Charqueada, Conchal, Cordeirópolis, Cosmópolis, Elias Fausto, Engenheiro Coelho, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra,Hortolândia, Indaiatuba, Iperó, Ipeúna, Iracemápolis, Itapira, Itatiba, Itobi, Itu, Itupeva, Jaguariúna, Jarinu, Jumirim, Jundiaí, Leme, Limeira, Louveira, Mairinque, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Mombuca, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Piedade, Piracicaba, Pirassununga, Porto Feliz, Porto Ferreira, Rafard, Rio Claro, Rio das Pedras, Saltinho, Salto, Salto de Pirapora, Santa Bárbara D'Oeste, Santa Cruz da Conceição, Santa Gertrudes, Santa Maria da Serra, Santa Rita do Passa Quatro, Santo Antônio de Posse, São João da Boa Vista, São Pedro, São Roque, Serra Negra, Socorro, Sorocaba, Sumaré, Tambaú, Tapiraí, Tatuí, Tietê, Torrinha, Valinhos, Vargem Grande do Sul, Várzea Paulista, Vinhedo e Votorantim.


  • Agrupamento: Franca/SP
Data do desligamento: 27/09/2017

Municípios do estado de São Paulo: Aramina, Barretos, Batatais, Buritizal, Colina, Colômbia, Cristais Paulista, Franca, Guaíra, Guará, Igarapava, Ipuã, Itirapuã, Ituverava, Jaborandi, Jeriquara, Miguelópolis, Nuporanga, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga, Ribeirão Corrente, Rifaina, São Joaquim da Barra e São José da Bela Vi s t a .

  • Agrupamento: Ribeirão Preto/SP
Data do desligamento: 27/09/2017

Municípios do estado de São Paulo: Altinópolis, Barrinha, Brodowski, Cravinhos, Jaboticabal, Jardinópolis, Luís Antônio, Morro Agudo, Orlândia, Pitangueiras, Pontal, Ribeirão Preto, Sales Oliveira, Santa Cruz da Esperança, Santo Antônio da Alegria, São Simão, Serra Azul, Serrana, Sertãozinho e Taquaral.

  • Agrupamento: Santos/SP
Data do desligamento: 27/09/2017

Municípios do estado de São Paulo: Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.

  • Agrupamento: Vale do Paraíba/SP
Data do desligamento: 27/09/2017

Municípios do estado de São Paulo: Aparecida, Atibaia, Bragança Paulista, Caçapava, Cachoeira Paulista, Campos do Jordão, Canas, Cruzeiro, Guaratinguetá, Igaratá, Jacareí, Lorena, Pindamonhangaba, Piquete, Potim, Roseira, São José dos Campos, Taubaté e Tremembé .


  • Agrupamento: Vitória/ES
Data do desligamento: 25/10/2017

Municípios do estado do Espírito Santo: Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória.


  • Agrupamento: Rio de Janeiro/RJ

Data do desligamento: 25/10/2017

Municípios do estado do Rio de Janeiro: Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Petrópolis, Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Tanguá.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Imprensa do Brasil incita a queda do governo, diz Repórter sem Fronteiras

A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) constata a permanência de conflitos de interesse na mídia brasileira e segue preocupada com os atos de violência perpetrados contra os jornalistas no país


O Brasil se encontra agora na 104a posição no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa estabelecido pela Repórteres sem Fronteiras, publicado no dia 20 de abril de 2016. Essa posição, entre os 180 países que aparecem no ranking, não está à altura de um país que deveria ser uma referência regional. É o quinto ano consecutivo de queda do Brasil na classificação da RSF. Em 2010, o país se encontrava na 58a posição.

Quais são os motivos por detrás desse tombo? O aumento de casos de violência contra os jornalistas e a ausência de vontade política para desenvolver mecanismos de proteção mais eficientes para os comunicadores estão entre as principais razões. Não se trata de uma queda relativa à situação dos outros países presentes no ranking, mas sim uma piora em absoluto. 

Seu índice de desempenho passou de 25,78 em 2014 a 31,93 em 2015, o que corresponde à uma importante degradação. Ainda assim, o gigante da América Latina continua na frente de países como o Equador (109a), a Guatemala (121a) e ainda bem acima da Colômbia (134a), da Venezuela (139a), do México (149a) e de Cuba (174a).

Liberdade de Imprensa

No Brasil, os principais obstáculos à liberdade de imprensa, assim como o clima de desconfiança em relação aos jornalistas, se aprofundaram ainda mais com a recessão econômica e a instabilidade política que atravessa o país.

O cenário midiático continua caracterizado pela grande concentração da propriedade dos meios de comunicação, nas mãos de algumas poucas grandes famílias e industriais, que em muitos casos têm relações estreitas com políticos ou ainda que detém eles mesmos, direta ou indiretamente, cargos eletivos, como governadores e parlamentares.

Assim, o fenômeno do “coronelismo eletrônico”, descrito pela RSF no seu relatório “O país dos 30 Berslusconis” (2013), segue como uma realidade premente no cenário brasileiro.

Como consequência, existe uma forte dependência dos meios de comunicação em geral em relação aos centros de poder.

A cobertura midiática da crise política, em particular a partir do início do ano, evidencia essa situação. Os principais meios de comunicação nacionais agem de forma a incitar suas audiências a precipitarem a saída da Presidenta Dilma Rousseff do poder. 

É difícil para os jornalistas de grandes conglomerados de comunicação trabalharem de forma serena, sem sofrer influências de interesses privados e partidários. Esses conflitos de interesse permanentes são evidentemente prejudiciais à qualidade da informação difundida.

A ausência de mecanismos nacionais de proteção aos jornalistas ameaçados e o clima de impunidade, alimentado por uma corrupção onipresente, também ajuda a explicar a queda do país no ranking da RSF. 

O Brasil é o terceiro país mais mortífero das Américas para os jornalistas, atrás apenas do México e de Honduras. Em 2015, sete jornalistas foram assassinados no país. Todos eles investigavam temas sensíveis, como a corrupção local ou o crime organizado. 

O grau de violência em algumas regiões, em particular as mais distantes dos grandes centros urbanos, torna a cobertura desses assuntos ainda mais perigosa. A impunidade que prevalece na maioria desses casos favoriza a multiplicação desses crimes.

Finalmente, as ações violentas perpetradas por agentes da polícia militar contra jornalistas durante manifestações também persistem. Os jornalistas locais, assim como os correspondentes internacionais que cobrem essas manifestações são frequentemente insultados, ameaçados e detidos arbitrariamente, quando não se tornam alvos dos próprios manifestantes que os associam aos proprietários dos meios de comunicação para os quais trabalham.

Publicado desde 2002 pela Repórteres sem Fronteiras, o Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa mede o grau de liberdade dos jornalistas em 180 países a partir de uma série de indicadores (pluralismo, independência dos meios de comunicação, ambiente e autocensura, quadro legislativo, transparência, infraestrutura e violência).


Entenda a metodologia e encontre o Ranking da Liberdade de Imprensa de 2016 no site RSF.org.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Telecomunicações: Cabo submarino Angola-Brasil começa a ser construído

A Angola Cables e a Nec anunciaram na terça, 12/4, o início da construção do Sistema de Cabos do Atlântico Sul (SACS). Trata-se de uma infraestrutura de cabo submarino que ligará Fortaleza à capital angolana, Luanda, uma distância de 6,2 mil km. 
A Telebrás prevê que esta conexão reduzirá em 80% o custo de saída de Internet do Brasil e de outros países da América do Sul para a Ásia e a África. 

A fornecedora japonesa ressalta que o cabo será conectado a um centro de controle com tecnologia de redes definidas por software (SDN) e terá capacidade inicial de 40 Tbps (100 Gbps x 100 comprimentos de ondas x 4 pares de fibra). 

Leia também:


O custo total do projeto é de US$ 160 milhões, que será financiado pelo Banco de Cooperação Internacional do Japão (JBIC) e pela Sumitomo Mitsui Bank Corporation, com apoio da Nippon Export and Investiment Insurance, por meio do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA). A previsão de conclusão ainda é para 2018. 

segunda-feira, 7 de março de 2016

Lusofonia: Aqui e Acolá junta Brasil e Portugal... em quadrinhos

Do Portugal Digital

Unindo talentos do Brasil e de Portugal a Jupati Books, selo da brasileira Marsupial Editora, acaba de lançar a obra em quadrinhos "Aqui e Acolá: histórias dos dois lados do Atlântico". A obra é o primeiro passo na intenção de contribuir com a ampliação da presença da banda desenhada portuguesa no Brasil.
O livro, com 96 páginas em preto e branco, traz quatro bandas desenhadas (BD – Banda Desenhada, nome dado às "histórias em quadrinhos") em terras lusitanas. São histórias inéditas criadas por oito autores (quatro de cada país) consagrados em seus países de origem, que se uniram em duplas para desenvolver roteiro e arte, num grande intercâmbio cultural e artístico.
"Além do Arco-Íris" traz roteiro do português João Mascarenhas e arte do brasileiro Brão Barbosa, "O que teria acontecido na caverna do fim da Terra?" roteiro de Laudo Ferreira (brasileiro) e arte de Carla Rodrigues (portuguesa), "Transitários" roteiro de Osvaldo Medina (português) e arte de Laudo Ferreira (brasileiro).
O livro apresenta ainda "O gato", com roteiro de Samanta Flôor (brasileira) e arte de João Mascarenhas (português), "Correr o fado", com roteiro de Carla Rodrigues (portuguesa) e arte de Mario Cau (brasileiro), "Lisdu", que tem roteiro de Brão Barbosa (brasileiro) e arte de Osvaldo Medina (português), "Herança Maldita", com roteiro de Pedro Serpa (português) e arte de Samanta Flôor (brasileira) e "Oceano entre nós", que tem roteiro de Mario Cau (brasileiro) e arte de Pedro Serpa (português).
"Enquanto a presença de autores brasileiros está crescendo nas livrarias portuguesas, ainda há pouco material de nossos patrícios em terras tupiniquins. Decidimos apostar em projetos diferenciados. Já estamos programando o lançamento de vários títulos de autores lusitanos - todos inéditos no Brasil, através de uma parceria com as editoras portuguesas "Polvo" e "Kingpin", incluindo obras de artistas que participaram deste lançamento", comenta o editor Lúcio Luís.
A obra está à venda em livrarias especializadas e também pela loja virtual http://www.lojamarsupial.com.br/

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

País perde assinantes de telefonia fixa e de TV paga em 2015

Com base no Tela Viva News

Sinal da evolução tecnológica e da crise econômica. O Brasil fechou o ano de 2015 com menos assinantes de TV paga e também de telefonia fixa.

Em 2015 foram desativados 1,45 milhão de linhas fixas. As maiores perdas vêm das concessionárias, que desativaram no ano 1,78 milhão de acessos, contra um saldo positivo de 330 mil linhas das autorizadas.
Mas as empresas autorizadas também perderam assinantes no segundo semestre. Entre novembro e dezembro de 2015, foram 93,2 mil linhas a menos e 152,7 mil desde junho. A Telefônica foi a de pior desempenho em dezembro, entre as autorizadas, e a Oi, entre as concessionárias. No ano, a Oi perdeu 1,33 milhão de acessos fixos. A Telefônica perdeu 415 mil assinantes. A Algar cresceu cerca de 8 mil assinantes em 2015.
Entre as autorizadas, o grupo Telecom Americas (Claro/NET/Embratel) continua liderando com 11,6 milhões de linhas. A Oi continua como a concessionária com maior número de assinantes, com 14,9 milhões em dezembro. Em junho, o numero de linha ativas da companhia era de 15,5 milhões.
Segundo a Anatel, em dezembro eram contabilizados 859,1 mil orelhões e 177,2 mil de assinaturas do telefone popular (Aice). A densidade do serviço – número de acessos por grupo de cem habitantes – chegava a 21,24. 

TV paga: queda de 2,8%, em 2015

As operadoras de TV por assinatura perderam, no ano de 2015, um total de 535 mil assinantes, ou uma queda de 2,8%, fechando dezembro com 19,05 milhões de acessos, segundo dados da Anatel divulgados nesta sexta, 29. A queda anual acabou sendo menor do que o acumulado dos últimos 12 meses registrados em novembro porque dezembro foi um pouco menos ruim para o mercado (perda de 113 mil acessos, contra uma perda de 235 mil acessos que havia sido registrada no ano anterior, e porque o mês de novembro de 2014 havia sido especialmente ruim para o mercado, e agora este mês deixa de entrar na conta de variação anual. De qualquer maneira, foi o primeiro ano em que o mercado de TV por assinatura perdeu base desde 2002.
O mês de dezembro foi positivo para as operadoras Net, que cresceu 28,8 mil clientes, para 7,165 milhões de acessos; para a Sky, que voltou a crescer em dezembro, acumulando 31,17 mil novos assinantes e chegando a 5,44 milhões de assinantes; e Oi, que cresceu 1,4 mil clientes e totalizou 1,168 milhão de assinantes. Quem mais perdeu base foi a Claro HDTV, que viu uma erosão de 113 mil clientes em dezembro, fechando o mês e o ano com 2,732 milhões de assinantes. Com isso, o grupo América Móvil (que inclui a Net) perdeu 92 mil assinantes no mês, totalizando 9,9 milhões de assinantes de TV paga.

Desempenho anual


A Net foi a operadora que mais cresceu em 2015. A expansão da operadora, segundo dados da Anatel, foi de 365 mil clientes, ou 5,3%. Já a Claro HDTV foi a que mais perdeu base no ano, com 650 mil assinantes a menos (uma queda de quase 20%). A Sky perdeu quase 200 mil assinantes em 2015 no Brasil, com uma retração de 3,6%, e a Oi perdeu 134 mil clientes, com uma queda de 10,4%. A GVT (hoje Vivo TV) cresceu 13,7%, ou 121 mil clientes, e a Vivo TV cresceu cerca de 2%, ou 15,22 mil clientes.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Comportamento: brasileiros falam menos ao celular e ampliam o uso de internet em 2015

Da Agência Brasil

A mudança de comportamento dos usuários de telefonia móvel fez com que, em 2015, o total de linhas de celulares caísse no país pela primeira vez.

Uma mudança de comportamento dos usuários de telefonia móvel fez com que, em 2015, o número de linhas de celulares caísse no país pela primeira vez. Serviços como o de TV por assinatura e telefonia fixa também tiveram sua primeira queda no número de usuários, motivada pela crise econômica. No entanto, os serviços de internet fixa e móvel, especialmente na tecnologia 4G, tiveram forte expansão no ano.
O setor de telefonia celular, que vinha crescendo a cada mês, apresentou uma queda de 2,8% no número de linhas ativas neste ano. Em janeiro, havia 281,7 milhões de linhas ativas no país e, em outubro (número mais recente da Anatel), o número havia caído para 273,8 milhões. A tendência de queda na telefonia celular era esperada só para daqui a dois ou três anos pelos agentes do setor, mas começou a ocorrer em junho deste ano.
Boa parte da queda é atribuída à diminuição do número de celulares com chips pré-pagos, segmento que teve redução de 4,5%. O percentual corresponde a uma queda de 10 milhões de chips. No mesmo período, os celulares pós-pagos apresentaram leve aumento, de 0,3%.
A queda no número de usuários de celular pode ser explicada por uma mudança de comportamento dos brasileiros. Em vez de ter dois ou três chips em cada aparelho para usar os serviços de voz, os clientes estão optando por trocar mensagens de texto e de voz por meio de aplicativos como o WhatsApp, que utilizam apenas dados de internet.
"O brasileiro tinha dois ou três chips para se comunicar com pessoas de várias operadoras. Na medida em que ele passa a se comunicar por meio de mensagens, ele não precisa mais disso, o que precisa é de um pacote de dados. Então, vemos o usuário descartando esse segundo ou terceiro chip, o que está levando a um encolhimento da base de pré-pagos", diz Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco. Segundo ele, essa tendência deve continuar porque o usuário está abandonando o serviço de voz e passando a gastar em dados.
Por causa desse comportamento, o acesso à internet móvel, que já tinha aumentado em mais de 50% no ano passado, cresceu 13,5% entre janeiro e outubro de 2015. O destaque foi para o crescimento dos acessos em 4G, que passaram de 7,8 milhões em janeiro para 20,4 milhões em outubro. A banda larga fixa teve um aumento de 5,4% no número de assinantes. Em janeiro eram 24,1 milhões de usuários, e em setembro cresceu para 25,4 milhões.
O setor de TV por assinatura foi outro que apresentou uma queda pela primeira vez este ano. Em janeiro, eram 19,65 milhões de assinantes, mas os números começaram a cair em maio. Os dados mais recentes divulgados pela Anatel são de outubro e mostram que o número de assinantes passou para 19,39 milhões, uma queda de 1,3%. No ano passado, o setor havia crescido 8,7%. Entre 2010 e 2014, o número de assinantes dobrou.
A crise econômica foi um dos principais motivos para a queda do número de assinantes. O especialista Eduardo Tude explica que a principal queda foi na tecnologia por satélite, que oferece planos mais baratos para atender famílias de renda mais baixa. "Esse pessoal acabou cortando a TV por assinatura e isso deu um impacto este ano. Acredito que, com a melhoria da situação econômica, o setor pode voltar a crescer".

Na telefonia fixa também houve queda no número de usuários. Em janeiro, havia 45 milhões de linhas ativas e, em outubro, foram registradas 44,04 milhões de linhas de telefonia fixa, uma queda de 2,2%. A crise econômica também pode ser apontada como a causa da redução do número de usuários. "Já havia uma migração dos usuários de concessionárias para as autorizadas, mas o número total se mantinha estável, com um pequeno crescimento, e este ano estamos vendo uma queda. Acredito também que seja devido à crise econômica", diz o especialista. 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Brasil: Piora a qualidade da banda larga fixa em 2015

Por Tela Viva News

Qualidade do serviço ficou abaixo do verificado nos últimos três anos. Oi, Vivo e Tim tem os piores desempenho no atendimento de metas.


O indicador de medição geral da qualidade do serviço de banda larga fixa recuou para 59,5% do atendimento das metas no primeiro semestre deste ano. De acordo com relatório divulgado pela Anatel na quinta-feira, 19/11, este percentual ficou abaixo dos índices de cumprimento de metas verificados durante os anos de 2012 (70,94%), 2013 (70,55%) e 2014 (67,85%).
As metas relativas à reação do usuário tiveram o pior desempenho: ficaram em 54%, ante 66,8% do ano passado e 80,1% alcançados em 2013. Também caíram os índices referentes a atendimento e rede. Os indicadores que se destacaram com o maior percentual de descumprimento de metas, no primeiro semestre de 2015, foram o de perda de pacote (29,8% das medições ficaram na meta) e o de solicitações de reparo (apenas 12,9% das medições ficaram na meta).

A Cabo Telecom apresentou, proporcionalmente, o maior percentual de cumprimento de metas, com 92,3% de um total de 78 indicadores referentes à área geográfica onde se encontra em efetiva operação, seguida pela Algar (86,7% de 240), Sky (78% de 686), América Móvil (75,4% de 1854), GVT (69,3% de 1458), Sercomtel (66,7% de 78), TIM (50% de 834), Vivo (44,5% de 834) e Oi (31,9% de 1992).

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

New York Times: Escapando da realidade com a Tv Globo do Brasil

Publicado originalmente no The New York Times

No ano passado, a revista “The Economist” publicou um artigo sobre a Rede Globo, a maior emissora do Brasil. Ela relatou que “91 milhões de pessoas, pouco menos da metade da população, a assistem todo dia: o tipo de audiência que, nos Estados Unidos, só se tem uma vez por ano, e apenas para a emissora detentora dos direitos naquele ano de transmitir a partida do Super Bowl, a final do futebol americano”.
Esse número pode parecer exagerado, mas basta andar por uma quadra para que pareça conservador. Em todo lugar aonde vou há um televisor ligado, geralmente na Globo, e todo mundo a está assistindo hipnoticamente.
Sem causar surpresa, um estudo de 2011 apoiado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que o percentual de lares com um aparelho de televisão em 2011 (96,9) era maior do que o percentual de lares com um refrigerador (95,8) e que 64% tinham mais de um televisor. Outros pesquisadores relataram que os brasileiros assistem em média quatro horas e 31 minutos de TV por dia útil, e quatro horas e 14 minutos nos fins de semana; 73% assistem TV todo dia e apenas 4% nunca assistem televisão regularmente (eu sou uma destes últimos).
Entre eles, a Globo é ubíqua. Apesar de sua audiência estar em declínio há décadas, sua fatia ainda é de cerca de 34%. Sua concorrente mais próxima, a Record, tem 15%.
Assim, o que essa presença onipenetrante significa? Em um país onde a educação deixa a desejar (a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico classificou o Brasil recentemente em 60º lugar entre 76 países em desempenho médio nos testes internacionais de avaliação de estudantes), implica que um conjunto de valores e pontos de vista sociais é amplamente compartilhado. Além disso, por ser a maior empresa de mídia da América Latina, a Globo pode exercer influência considerável sobre nossa política.
Um exemplo: há dois anos, em um leve pedido de desculpas, o grupo Globo confessou ter apoiado a ditadura militar do Brasil entre 1964 e 1985. “À luz da História, contudo”, o grupo disse, “não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original”.
Com esses riscos em mente, e em nome do bom jornalismo, eu assisti a um dia inteiro de programação da Globo em uma terça-feira recente, para ver o que podia aprender sobre os valores e ideias que ela promove.
A primeira coisa que a maioria das pessoas assiste toda manhã é o noticiário local, depois o noticiário nacional. A partir desses, é possível inferir que não há nada mais importante na vida do que o clima e o trânsito. O fato de nossa presidente, Dilma Rousseff, enfrentar um sério risco de impeachment e que seu principal oponente político, Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, está sendo investigado por receber propina, recebe menos tempo no ar do que os detalhes dos congestionamentos. Esses boletins são atualizados pelo menos seis vezes por dia, com os âncoras conversando amigavelmente, como tias velhas na hora do chá, sobre o calor ou a chuva.
A partir dos talk shows matinais e outros programas, eu aprendi que o segredo da vida é ser famoso, rico, vagamente religioso e “do bem”. Todo mundo no ar ama todo mundo e sorri o tempo todo. Histórias maravilhosas foram contadas de pessoas com deficiência que tiveram a força de vontade para serem bem-sucedidas em seus empregos. Especialistas e celebridades discutiam isso e outros assuntos com notável superficialidade.
Eu decidi pular os programas da tarde –a maioria reprises de novelas e filmes de Hollywood– e ir direto ao noticiário do horário nobre.
Há dez anos, um âncora da Globo, William Bonner, comparou o telespectador médio do noticiário “Jornal Nacional” a Homer Simpson –incapaz de entender notícias complexas. Pelo que vi, esse padrão ainda se aplica. Um segmento sobre a escassez de água em São Paulo, por exemplo, foi destacado por um repórter, presente no jardim zoológico local, que disse ironicamente “É possível ver a expressão preocupada do leão com a crise da água”.
Assistir à Globo significa se acostumar a chavões e fórmulas cansadas: muitos textos de notícias incluem pequenos trocadilhos no final ou uma futilidade dita por um transeunte. “Dunga disse que gosta de sorrir”, disse um repórter sobre o técnico da seleção brasileira. Com frequência, alguns poucos segundos são dedicados a notícias perturbadoras, como a revelação de que São Paulo manteria dados operacionais sobre a gestão de águas do Estado em segredo por 25 anos, enquanto minutos inteiros são gastos em assuntos como “o resgate de um homem que se afogava causa espanto e surpresa em uma pequena cidade”.
O restante da noite foi preenchido com novelas, a partir das quais se pode aprender que as mulheres sempre usam maquiagem pesada, brincos enormes, unhas esmaltadas, saias justas, salto alto e cabelo liso. (Com base nisso, acho que não sou uma mulher.) As personagens femininas são boas ou ruins, mas unanimemente magras. Elas lutam umas com as outras pelos homens. Seu propósito supremo na vida é vestir um vestido de noiva, dar à luz a um bebê loiro ou aparecer na televisão, ou todas as opções anteriores. Pessoas normais têm mordomos em suas casas, que são visitadas por encanadores atraentes que seduzem donas de casa entediadas.
Duas das três atuais novelas falam sobre favelas, mas há pouca semelhança com a realidade. Politicamente, elas têm uma inclinação conservadora. “A Regra do Jogo”, por exemplo, tem um personagem que, em um episódio, alega ser um advogado de direitos humanos que trabalha para a Anistia Internacional visando contrabandear para dentro dos presídios materiais para fabricação de bombas para os presos. A organização de defesa se queixou publicamente disso, acusando a Globo de tentar difamar os trabalhadores de direitos humanos por todo o Brasil.
Apesar do nível técnico elevado da produção, as novelas foram dolorosas de assistir, com suas altas doses de preconceito, melodrama, diálogo ruim e clichês.
Mas elas tiveram seu efeito. Ao final do dia, eu me senti menos preocupada com a crise da água ou com a possibilidade de outro golpe militar –assim como o leão apático e as mulheres vazias das novelas.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

TV Paga: crise afeta o setor que perde 100 mil assinantes em setembro

Do Tela Viva News

O mercado de TV paga no Brasil teve uma retração de 100 mil assinantes no mês de setembro, fechando o período em 19,48 milhões de acessos. Individualmente, a operadora que mais caiu foi a Sky, com uma contração de 69,5 mil assinantes, fechando o mês de setembro com 5,537 milhões de acessos.
As operações de TV a cabo do grupo América Móvil, operadas pela Net Serviços, e as operações da GVT pertencentes ao grupo Telefônica/Vivo foram os únicos serviços de TV por assinatura do país a terem crescimento no mês de setembro, segundo dados da Anatel. Todas as outras principais operadoras, segundo levantamento da Anatel, tiveram queda.
A Claro TV também teve uma queda significativa, de 51 mil acessos, para um total de 3,04 milhão de clientes. A OiTV perdeu 10 mil assinantes no mês de setembro, para 1,17 milhão. A Net individualmente cresceu 25 mil assinantes, chegando a 7,09 milhões de clientes, e as operações da GVT (hoje Telefônica/Vivo) cresceram 10,7 mil assinantes, o que compensou a queda de 10 mil assinantes das operações da Vivo TV. Com isso, o grupo espanhol ficou praticamente estável no mês de setembro, mas o grupo América Móvil acabou tendo uma retração de base em função da queda na operadora de DTH.
Também conseguiram um pequeno crescimento as pequenas operadoras de TV paga, que adicionaram cerca de 8 mil assinantes no mês de setembro.
Entretanto, com esse resultado de setembro, os últimos 12 meses do mercado de TV por assinatura acumulam um crescimento líquido de apenas 42 mil assinantes. Mantido o ritmo, é provável que o mercado acumule uma perda de 200 mil a 300 mil assinantes no ano, fechando perto dos 19 milhões, número similar ao de julho de 2014.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Brasil: Pouca presença de negros na TV leva a racismo na infância, dizem especialistas

Para especialistas, representação na mídia está
aquém da proporção de negros no Brasil
“Em um país de maioria negra, não se justifica uma televisão totalmente branca, como nós temos [no Brasil]", afirma escritora.


 Da Agência Brasil

O estudante Anderson Ramos passou boa parte da 4ª série (hoje 5º ano) sendo chamado de “macaco”, “preto fedido”, “sujo” e ouvindo “piadas” por causa do cabelo crespo. As ofensas vinham de colegas da escola que, assim como ele, tinham 10 anos. O menino relatava os casos para a professora, que nada fez, e para a mãe, que demorou a entender que o filho estava sendo vítima de injúrias raciais.

“Quando comecei a chorar muito para não ir à escola e pedi para raspar o cabelo, minha mãe percebeu que eu estava sofrendo com aquilo, mesmo sem eu saber direito o que era”, afirma Ramos, hoje com 20 anos. “Quando a gente é criança, não tem maturidade para fazer a leitura do que aconteceu, mas sente a dor que o racismo causa. E não é brincadeira de criança, é racismo”, diz o estudante.

Apesar de pouco discutido, o racismo na infância e nas escolas existe e precisa ser enfrentado, na opinião de professores e especialistas ouvidos pela Agência Brasil. Eles destacam a pouca representação de crianças negras nos meios de comunicação como uma das causas do problema.

Professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da instituição, Renísia Garcia Filice acredita que o racismo existe dentro das escolas e ocorre de forma cruel, efetiva e naturalizada. Para ela, essa atitude na infância é fruto do que a criança viu ou vivenciou fora do ambiente escolar.

“A criança pode ter vivenciado isso numa postura dos pais, em algum comentário ou até em algo que os professores fizeram ou deixaram de fazer”, diz Renísia. Segundo ela, alguns professores se omitem em situações de racismo pela falta de informação, por naturalizar os casos ou achar que não é um problema. “Por isso, são necessárias práticas pedagógicas para que as crianças se percebam iguais e com iguais direitos”, acrescenta.

Ildete Batista dá aula para crianças de 5 anos em uma escola no Distrito Federal. Ela afirma que as questões raciais aparecem principalmente no momento de disputa e durante as brincadeiras. Professora há mais de 20 anos, Ildete afirma que faltam referências para as crianças. “O que fica como belo é o que aparece na TV, nos livros – inclusive nos materiais didáticos. A gente vê muitas propagandas, livros de histórias infantis em que os personagens são brancos.”
Desde cedo, crianças têm problemas de
auto-representatividade com modelo midiático atual
A professora desenvolve, na escola, um trabalho contra o racismo e para colocar mais referências africanas na educação. Isso, segundo Ildente, vem dando resultados. “No início do ano, uma menina me disse que não gostava do cabelo dela, por ser crespo. Em um desenho, por exemplo, ela se fez loira do olho azul. Agora, no final do ano, ela se desenha uma criança negra com cabelo enrolado. Isso mostra que o trabalho tem que ser feito e, se ele é feito com respeito, a gente consegue vencer esses problemas”, acredita.

Segundo o professor do curso de direito da UnB Johnatan Razen, quando há ofensas entre crianças, no colégio, os pais devem relatar o caso à escola, para a que a instituição promova ações educativas. “Se o caso envolver um professor ou a ofensa vier da instituição – como obrigar uma aluna a alisar o cabelo –, cabe acionar a Justiça”, orienta. Se tiver conhecimento de atitudes racistas dentro do espaço e se omitir, a escola também pode ser responsabilizada penalmente, de acordo com Razen.

Representação

Para a professora do curso de comunicação social da Universidade Católica de Brasília (UCB) Isabel Clavelin, há uma tendência de aumento na representação de crianças negras nos meios de comunicação, nos últimos anos. "Mas elas figuram em papéis de coadjuvantes, e a representação está aquém da proporção de negros no Brasil", diz a pesquisadora.
“Isso tem um efeito devastador, porque a criança se vê ausente ou não se vê como ela realmente é. Ela está sempre atrás. A interpretação dessas mensagens tem um efeito muito danoso, que é a recusa, de se retirar do espaço da centralidade”, afirma Isabel. “Enfrentar o racismo na infância é crucial e deve mobilizar toda a sociedade brasileira, porque ali estão sendo moldadas todas as possibilidades de identidade das pessoas”, acrescenta.
Estudantes sofrem bullying nas escolas
 por conta de injúrias raciais
A escritora Kiussam de Oliviera, que trabalha com a literatura infantil com o objetivo de fortalecer a identidade das crianças negras, afirma que falta representação positiva. “Em um país de maioria negra, não se justifica uma televisão totalmente branca, como nós temos. A partir do momento que as emissoras entenderem que o público negro é grande, nós viveremos uma fase diferente desta que estamos passando, onde há violência por conta da cor da pele, agressões focadas na raça – cada vez mais banalizada."

O estudante João Gabriel, de 11 anos, sente falta de mais crianças negras na televisão. “Nos desenhos e nos programas de TV, quem é gordo e negro está sempre sendo xingado, é sempre tímido e os outros zoam dele. Aí a gente vê isso e acha que é sempre assim. Os colegas acham que todos precisam ser iguais e ser diferente é ruim.”

Novo Programa

Com a maioria dos personagens negros, começa hoje a ser exibido na TV Brasil o desenho colombiano "Guilhermina e Candelário". Para marcar a passagem do Dia da Criança, a emissora exibirá quatro episódios em sequência, às 9h45 e às 13h. A partir daí, o desenho será transmitido de segunda a sábado, na Hora da Criança, faixa de programação de segunda a sexta das 8h15 às 12h e das 12h30 às 17h; e no sábado, das 8h15 às 12h.

A série mostra o cotidiano dos dois irmãos, cuja capacidade de sonhar transforma cada dia em aventura. A cada dia, eles esperam ansiosamente a chegada do Vô Faustino, a quem contam suas aventuras. O avô desfruta das histórias narradas pelos netos e compartilha sua experiência de vida e sabedoria.

Coproduzida pelo Señal Colombia e pela Fosfenos Media, a animação "Guilhermina e Candelário" é um dos primeiros desenhos do gênero com protagonistas negros a ser exibido na TV aberta brasileira.