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quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Leonel Brizola, a vida em livro


Jornalista Cleber Dioni Tentardini  escreve sobre o governador de dois estados do Brasil

 

Por Márcia Turcato

Único brasileiro eleito pelo voto popular para governar dois estados, o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro. Este feito cabe ao engenheiro Leonel de Moura Brizola (1922-2004), gaúcho da cidade de Carazinho. Menino pobre que trocou o interior pela capital, Porto Alegre, em 1936, em busca de trabalho e de estudo. Foi engraxate e ascensorista, e em 1946 ingressou no curso de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Isso mudou o rumo da sua própria história. Trocou a mesa de cálculos pela política e deu início a uma trajetória singular. A vida de Brizola é revelada página a página no mais novo livro do jornalista Cleber Dioni Tentardini, “No fio da história”, com lançamento nacional marcado para o mês de março e pré-venda já aberta nas plataformas digitais.

Deputado estadual, deputado federal, prefeito de Porto Alegre, governador do Estado, em dez anos – de sua estreia em 1947 à eleição espetacular de 1958. Brizola pagou o preço de permanecer fiel ao povo de onde emergiu. Se o tivessem apanhado nos dias do golpe de 1964, ele teria sido morto”, conta o autor do livro.

Brizola voltou ao Brasil depois de 15 anos de exílio e perseguições que nunca cessaram, para retomar o fio de sua trajetória. Foi duas vezes governador do Rio de Janeiro, mas as elites mais uma vez o impediram de chegar à presidência da República. Esse personagem fascinante da história do Brasil ganha uma biografia, muito bem ilustrada, resultado de duas décadas de pesquisas, entrevistas e reportagens feitas por Tentardini.

O autor foi a campo vasculhar arquivos históricos, museus, bibliotecas, secretarias de escolas, igrejas e cartórios, até reconstituir a vida dos pais do menino que se tornou Brizola e da região onde nasceu e cresceu no Norte do Rio Grande do Sul. Tentardini foi o único a entrevistar os irmãos do político e a sobrinha, criada como sua irmã. Também encontrou outros familiares, colegas e professores das séries iniciais e amigos de infância.

A obra está recheada de curiosidades, vitórias, derrotas, decepções, amores, fúrias, perseguições, reconciliações, conchavos, e dezenas de fotos, antigas e atuais, charges e reproduções de jornais, inclusive um achado inédito, guardado em cofre: a histórica metralhadora com que o governador gaúcho se movimentava no Palácio Piratini, em Porto Alegre, sede do governo do estado, durante o Movimento da Legalidade, o maior acontecimento político que sacudiu o Brasil após a renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961.

O livro remonta cenários e esclarece passagens marcantes da política nacional e internacional através de entrevistas e valiosos trabalhos acadêmicos, divulgados recentemente, e das memórias inabaláveis de jornalistas como Flávio Tavares e Carlos Bastos, e de militares como Emílio Neme e Pedro Alvarez. 

Sobre o autor

Gaúcho de Santana do Livramento, Cleber Dioni Tentardini é jornalista, com quase três décadas de carreira em jornais impressos, revistas e portais jornalísticos, com vários prêmios conquistados. É autor de Patrimônio Ameaçado, sobre as fundações gaúchas extintas; O menino que se tornou Brizola, livro-reportagem; e Usina Eólica Cerro Chato, a primeira usina de geração de energia a partir dos ventos construída no Pampa pela Eletrosul/Eletrobras. Coautor dos perfis parlamentares de João Goulart e Leonel Brizola, da Assembleia Legislativa do RS, e pesquisador de uma dúzia de livros, entre os mais recentes, História Ilustrada do Rio Grande do Sul e Viamão 300 anos. 

Serviço:

O livro está em pré-lançamento com valor promocional de R$ 80,00 por R$ 65,00.
Informações pelo e-mail dfatoeditora@gmail.com.
O lançamento, pela D’fato Editora Jornalística, está previsto para março deste ano.

 

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Livro: El Caudillo Leonel Brizola tem reedição de 2020 ampliada e atualizada

Leonel Brizola morreu há 16 anos e, em 2022, terá seu centenário de nascimento. Que Brasil temos hoje para confrontar com a mensagem esfuziante do líder trabalhista que fez as escolas integrais e arrebatou a política brasileira com sua pregação nacionalista? Bolsonaro? A volta dos militares?  A ascensão dos milicianos junto com o recrudescimento do neoliberalismo?



A reedição digital de 2020 do livro El Caudillo Leonel Brizola, editado em papel, em 2008, vem com a ampliação de nove capítulos e outros acréscimos atualizados aos originais, pretendendo colocar estes questionamentos. E isto ocorre no exato momento em que o país experimenta sua mais aguda crise de liderança e em que a pandemia e o consequente descalabro social e econômico nos remete a repensar nossos rumos e no Brasil que desperdiçamos. O livro será lançado a partir de domingo, dia 21/06/20, às 17 horas, com o ex-governador Nilo Batista e a deoutada Juliana Brizola. Estão previstas outras lives com o ex-presidente Fernando Collor, o ex-ministro Manoel Dias, o vereador Leonel Brizola Neto e outros.


À disposição nos sites amazon.com.br, da editoraoka.com.br e outras plataformas digitais, o livro, de autoria do jornalista FC Leite Filho, questiona como a incapacidade - ou a mentalidade - dominante limita e degrada a educação. E a tal ponto, que o presidente da República, para construir um único colégio militar, em São Paulo, avisa que vai passar o pires entre seus amigos empresários, caso haja carência orçamentária. Para onde foi o dinheiro?

Tudo parece estar indo para pagar a dívida e o restinho que fica é destinado a aumentar as forças policiais e construir prisões. Evidencia-se cada vez mais esta prioridade securantista, como uma triste lembrança da ditadura de 1964, numa vitória daqueles que massacraram Brizola, depois de vilipendiar suas escolas e seu programa de policiamento comunitário integrado.


A obra aborda, igualmente, um Rio de Janeiro onde viceja a polícia que mais  mata no mundo – e também a que mais morre e se suicida. E isso depois de uma infinidade de intervenções militares, tantas vezes arremessadas contra o governador, inclusive por políticos tidos por impolutos, mas que hoje estão condenados, como o caso de um ex-governador, a 282 anos de prisão, por crimes de corrupção. Por que o Rio, 26 anos depois de ter aquele homem deixado o governo, canhestramente apodado de responsável pela violência e a criminalidade, registrou 3 mil e tantas mortes cometidas por policiais?

Em troca dos programas de educação e humanização tentados numa época que já vai ficando perigosamente distante, o que prevalece hoje são as ideias e métodos da política de combate às drogas aplicados inicialmente em Medellín, na Colômbia, baixo o bordão da “tolerância zero”.


O Rio de Brizola, Darcy Ribeiro, Nilo Batista  e do coronel negro Nazareth Cerqueira era tão ruim assim ou as cabeças é que estão viradas? É isso que o autor tenta entender na atualização e ampliação deste El Caudillo Leonel Brizola, editado originalmente em 2004. Com tal objetivo, ele entrevistou e reentrevistou os personagens desta saga que continuam vivos: o ex-presidente Fernando Collor, que não pôde ser ouvido na época da edição impressa e me recebeu em seu gabinete de Senador, Nilo Batista, Vera Malaguti, Manoel Dias, João Vicente Goulart, Leonel Brizola Neto, Julana Brizola e Alceni Guerra. Ainda foram ouvidos Ana Rebés Guimarães, Beto Almeida, Carlos Alberto Kolecza, Carlos Bastos, Francis Maia, Gabriel Salgado, Georges Michel Sobrinho, José Augusto Ribeiro, Luiz Salomão, Oswaldo Maneschy, Pedro Caús e Vieira da Cunha,  


FC Leite Filho também pesquisou novos  dados nos documentos e livros lançados desde então, assim como mergulhou na internet e nos vídeos de debates e documentários do YouTube. É  para esta preciosa nova ferramenta de informação, inclusive primária, a que agrega o Facebook e o Twitter, que o autor quer pedir a atenção do amigo leitor. Lá estão perpetuados os grandes momentos de Brizola na TV, desde o exercício  de seu direito de resposta ao Jornal Nacional, na voz de Cid Moreira [1], a suas intervenções acalorados nos debates[2] das campanhas presidenciais, no programa de Jô Soares, no Roda Viva, no Canal Livre e no programa eleitoral do PDT. Ele fez questão de linká-los neste livro, para que na sua versão eletrônica, e-book, o leitor possa, pelo celular, que hoje está melhor do que o computador de mesa ou laptop , não apenas ler o texto integral do livro, como também acessar de imediato cada um desses vídeos, que fez questão de contextualizar em cada segmento.


Francisco das Chagas Leite Filho, conheceu Leonel Brizola, ainda no exílio, em Lisboa, quando o entrevistou para o Correio Braziliense, durante o Encontro de Trabalhistas no Exílio e Trabalhistas no Brasil, em junho de 1979. De lá até sua morte, ambos estabeleceram uma amizade que lhes permitia conversar franca e abertamente sobre os vários problemas da política, pessoalmente, ou pelo telefone.

Repórter e analista político, FC nasceu em Sobral – Ceará, em 1947. Em 1968, mudou-se para Brasília, onde terminou seu curso na UnB, em 1970. Depois, militou nos principais jornais - Correio Braziliense, Diário Popular (SP), Estado de Minas, Jornal do Brasil, Correio do Povo (RS), O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de Minas. Começou na reportagem de cidade, depois cobriu Educação e Política. Entre 1977-78, atuou como correspondente do Correio Braziliense, em Londres. Em 1987, tornou-se membro do Diretório Nacional e assessor na Liderança do PDT na Câmara dos Deputados. Em dezembro de 2006, lançou o cafenapolitica,com.br, blog de análise política nacional e internacional. Em 2009, abriu seu Canal no Youtube. É igualmente autor de quatro livros: Brizola Tinha Razão, em 1987, El Caudillo Leonel Brizola – Um Perfil Biográfico, edição impressa, em junho de 2008, Quem Tem Medo de Hugo Chávez?, em 2012, e Argentina Sacudida – Cristina Kirchner – Breve Perfil da Líder Peronista ,em 2019, todos publicados pelo editor José Carlos Venâncio, nas editoras Cela, Global, Aquariana e OKA.



[1] Um dos vídeos postados pelo Canal Youtube Edasjr até ali com 883.521 visualizações: https://www.youtube.com/watch?v=ObW0kYAXh-8

 

[2] Vídeo-extrato do debate presidencial com Marília Gabriela, da Bandeirantes: Paulo Maluf se recusa a dar um aparte e Brizola o chama de “filhote da ditadura” – Postado por veja.com  https://www.youtube.com/watch?v=685oJ6FZFvk


sábado, 22 de outubro de 2016

Minas Gerais tem a sua "bancada parlamentar do rádio"​

Em 64  anos, rádio de Minas Gerais "elege" 24 parlamentares


Por Carlos Eduardo Cherem, publicado originalmente no portal UOL

Uma das rádios mais populares entre os mineiros, a rádio Itatiaia tem ajudado a alavancar a carreira política de vários profissionais que participam ou participaram de sua programação. Já são 24 os integrantes da "bancada da rádio" ao longo dos seus 64 anos de história.

Os dois últimos foram Álvaro Damião (PSB), repórter de esporte, e Catatau da Itatiaia (PSDC), comentarista sobre direitos do consumidor, que foram eleitos vereadores em Belo Horizonte no início do mês.Uma das rádios mais populares entre os mineiros, a rádio Itatiaia tem ajudado a alavancar a carreira política de vários profissionais que participam ou participaram de sua programação. Já são 24 os integrantes da "bancada da rádio" ao longo dos seus 64 anos de história.
Além dos novos vereadores, há atualmente o apresentador João Vítor Xavier (PSDB) e locutor esportivo Mário Henrique Caixa (PV) que são deputados estaduais, e o apresentador de programa policial Laudívio Carvalho (SD), que é deputado federal.
Fundada em 1952, já foram 12 profissionais de comunicação eleitos para a Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, outros seis eleitos para Assembleia Legislativa de Minas, três para a Câmara Federal e um para a Câmara Municipal e Assembleia.
Junia Marise, por exemplo, além de vereadora, foi deputada estadual e federal, senadora e vice-governadora de Minas Gerais. E um dos mais conhecidos integrantes políticos da rádio é o jornalista Hélio Costa (PMDB), que foi deputado federal por dois mandatos, senador e ministro das Comunicações. Costa também se candidatou ao governo em 2010, mas acabou perdendo para o senador Antonio Anastasia (PSDB)
 "A rádio (Itatiaia) não incentiva, nem coloca obstáculos", afirma o proprietário da Itatiaia Emanuel Carneiro. "É direito do profissional participar do processo democrático", diz o radialista.
 Para Carneiro, o fato de diversos nomes da rádio ter sido eleito revela a "intimidade" com que os locutores têm com a população de Belo Horizonte. "A atenção que damos, em toda a programação, sobretudo no jornalismo e esporte, à opinião das pessoas, faz com que tenhamos intimidade com a população", diz o executivo.

Essa relação de "intimidade" com o ouvinte, na avaliação de Carneiro, é reforçada pela possibilidade de opinião dos comentaristas nos programas, e pelo fato de os repórteres estarem sempre nas ruas da capital mineira.

As paróquias do município
"Eles (os repórteres e locutores) vão para as paróquias, vão para as feiras, acompanham os casos de polícia. Eles trabalham nas ruas, não ficam na redação. Isso reforça a relação com a população, estão sempre presentes aos fatos. Isso faz diferença entre ter ou não ter penetração", diz Carneiro.

"Não vejo problema nenhum, deles serem candidatos. Se voltam (para a rádio) ou não, se forem eleitos, é decisão de cada um".

"Quase todos que se candidataram e perderam (a eleição), voltaram para a rádio. Alguns que vencem a eleição, às vezes não voltam por causa do acúmulo de atividades. Porém, se quiser voltar, pode voltar", afirma o executivo.

"Faz parte do jogo democrático".
O deputado federal Laudívio Carvalho (SD) explica que, embora não consiga manter o programa diário "Itatiaia Patrulha", às 17h, que tinha na rádio, após sua eleição em 2014, com as atividades legislativas que teve de assumir, ele continua participando de diversos programas da Itatiaia, sempre que pode.

"Mantenho contato com as pessoas, através da rádio, isso é muito importante. Participo direto dos programas, sempre emitindo a minha opinião", afirma o deputado.

"Meu voto é de opinião. Meu voto é de quem ouviu durante 35 anos a minha opinião, sobretudo sobre segurança, na Itatiaia", diz Carvalho.

"Me enterrem com meu radinho ligado na Itatiaia"
A professora da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), Nair Prata, diretora da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares de Comunicação) e vice-presidente da Associação Brasileira de História da Mídia, conta que Juvenal Rosalvo Bispo, 87, morador de Belo Horizonte, poucas horas antes de morrer em 2008, teve frustrado seu último pedido em vida: ter um rádio na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) no hospital onde estava internado para ouvir a programação da Itatiaia.  O filho dele tentou, mas não conseguiu entrar com o aparelho "escondido" no hospital.

No dia seguinte, em 11 de novembro de 2008, o jornalismo da rádio Itatiaia deu ampla cobertura ao enterro de Bispo no Cemitério da Paz, em Belo Horizonte.

"O filho, com a concordância da viúva e de outros parentes, colocou no caixão, junto ao corpo do pai, um rádio ligado na Itatiaia, com pilhas novas", diz a professora.

"A Itatiaia representa Belo Horizonte. Representa Minas Gerais. Não há qualquer outro órgão de imprensa no Estado que tenha essa condição", afirma Prata.

A especialista explica que não é somente a audiência da rádio na região metropolitana de Belo Horizonte que, segundo ela, a Itatiaia tem o primeiro lugar há décadas (com 94% da audiência na programação esportiva), que explica o sucesso dos seus locutores nas urnas.

Prata lembra que Belo Horizonte não é sede de nenhuma das grandes redes de televisão, que estão concentradas no eixo Rio-São Paulo e isso incomoda a população. "A última emissora genuinamente mineira, com forte programação local e de jornalismo, a TV Itacolomi, acabou no fim da década de 1970, causando grande comoção na população, que se sentiu órfã", diz.

Assim, explica a professora, quando a Itacolomi acabou, a rádio Itatiaia soube assumir o papel de "representar" a população, identificando-se como defensora dos interesses de Minas Gerais.

"O slogan da TV Itacolomi era "a TV de Minas". A Itatiaia adotou o slogan "a rádio de Minas" e soube incorporar muito bem esse papel de representante dos interesses da cidade, dos moradores", afirma.

"Mas não é só isso", diz a especialista. "O fato de ter duas redações, de jornalismo e de esportes, funcionando 24 horas por dia, com diversas equipes de repórteres na rua, mantendo uma cobertura ágil e de qualidade das notícias locais, sustenta também o prestígio da Itatiaia que é alguma coisa inabalável, pelo menos até hoje", afirma.

"Qualquer líder político, empresário, sindicalista, morador de rua, dona de casa, motorista de táxi que vá falar com a cidade, o faz pela Itatiaia", afirma Prata.

"Os locutores, apresentadores e repórteres da rádio, por tudo isso, são bastante conhecidos e prestigiados. E alguns deles se candidatam e conseguem ser eleitos. Outros não. Há também muitos que se candidatam, mas perdem a eleição", diz a pesquisadora.

A bancada da rádio Itatiaia em 64 anos

1. Alberto Rodrigues – vereador

2. Aldair Pinto – vereador

3. Álvaro Damião – vereador

4. Antônio Roberto – deputado federal

5. Catatau da Itatiaia – vereador

6. Dênio Moreira – deputado estadual

7. Dirceu Pereira – deputado estadual

8. Edson Andrade – vereador

9. Eduardo Lima – vereador

10. Eli Diniz – vereador

11. Fernando Sasso – vereador

12. Hélio Costa – deputado federal, senador e ministro

13. João Vítor Xavier – vereador e deputado estadual

14. José Lino Souza Barros – vereador

15. Junia Marise – vereadora, deputada estadual e federal, senadora e vice-governadora

16. Laudívio Carvalho – deputado federal

17. Mário Henrique Caixa – deputado estadual

18. Mário de Oliveira – deputado federal

19. Nelson Carvalho – deputado estadual

20. Olavo Leite Kafunga Bastos – vereador

21. Tancredo Naves – deputado estadual

22. Vilibaldo Alves – vereador

23. Wânia Carvalho – vereadora

24. Wellington de Castro – deputado estadual

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

MPF quer cassar licenças de rádio e TV de 40 congressistas

Por Ricardo Mendonça e Paula Reverbel, da Folha de São Paulo
O Ministério Público Federal, por meio de suas sedes estaduais, promete desencadear ações contra 32 deputados federais e oito senadores que aparecem nos registros oficiais como sócios de emissoras de rádio ou TV pelo país.
Entre os alvos da iniciativa inédita -lançada com aval do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e coautoria do Coletivo Intervozes-, estão alguns dos mais influentes políticos do país, como os senadores Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, Edison Lobão (PMDB-MA), José Agripino Maia (DEM-RN), Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Jader Barbalho (PMDB-PA) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Na Câmara, devem ser citados deputados como Sarney Filho (PV-MA), Elcione Barbalho (PMDB-PA), ex-mulher de Jader, Rodrigo de Castro (PSDB-MG) e Rubens Bueno (PR), líder do PPS na Casa.
No Ministério das Comunicações, todos eles constam como sócios de emissoras.
Baseado em dispositivo da Constituição que proíbe congressista de “firmar ou manter contrato com empresa concessionária de serviço público” (Art. 54), a Procuradoria pedirá suspensão das concessões e condenação que obrigue a União a licitar novamente o serviço e se abster de dar novas outorgas aos citados.
No total, os 40 parlamentares radiodifusores aparecem como sócios de 93 emissoras.
A primeira leva de ações foi protocolada em São Paulo na quinta-feira (19) contra veículos associados aos deputados Antônio Bulhões (PRB), titular de concessões de rádios em Santos, Gravataí (RS), Olinda (PE) e Salvador; Beto Mansur (PRB), com rádios em Santos e São Vicente; e Baleia Rossi (PMDB), vinculado a duas rádios no interior paulista.
Nas peças (ações civis públicas), quatro procuradores e o advogado Bráulio de Araújo, do Intervozes (entidade que milita na área de comunicação), citam o caso do ex-deputado Marçal Filho (PMDB-MS), condenado no STF (Supremo Tribunal Federal) por falsificação do contrato social de uma rádio.
Conforme o acórdão do STF (documento da decisão final), Marçal falsificou papéis justamente para omitir a condição de sócio da emissora. No processo, os ministros Roberto Barroso e Rosa Weber fizeram considerações sobre o artigo 54 da Constituição, o mesmo evocado agora contra parlamentares radiodifusores.
Barroso disse que a norma “pretendeu prevenir a reunião de poder político e controle sobre veículos […], com os riscos decorrentes do abuso”.
Weber afirmou que “há um risco óbvio na concentração de poder político com controle sobre meios de comunicação de massa” e que, sem a proibição expressa na Constituição, “haveria risco de que o veículo, ao invés de servir para o livre debate e informação, fosse utilizado apenas em benefício do parlamentar”.
Ela lembrou ainda que “tal distorção” foi reconhecida pelo próprio ex-deputado Marçal no processo, quando afirmou que resolveu virar sócio da rádio em seu Estado porque “não teve mais espaço em empresas controladas por seus adversários políticos”.
CONFLITO
Outro argumento das ações da Procuradoria é o do conflito de interesses. Os procuradores lembram que cabe ao Congresso apreciar atos de outorga e renovação de concessões. Conclui então que congressistas radiodifusores “estarão propensos” a votar sempre pela aprovação para não prejudicar futuras análises de seus processos.
As peças citam uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de 2011 que deu aval a 38 concessões e 65 renovações em apenas três minutos e com só um deputado presente. Citam ainda casos de políticos que votaram na aprovação de suas próprias outorgas ou renovações.
Bráulio de Araújo afirma que, no futuro, também poderá entrar com ações contra políticos que escondem a propriedade de rádios e TVs em nome de parentes ou laranjas.
Nessa primeira leva, só serão acionados veículos que têm o próprio parlamentar no quadro societário.
Além dos processos da Procuradoria, uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental sobre o tema está sendo formulada para ser levada ao STF. Nesse tipo de ação, os ministros não são provocados a condenar ou absolver casos individuais, mas a analisar a situação em geral à luz da Constituição.
OUTRO LADO
Dos 40 congressistas que constam como sócios de rádios ou TVs, sete creem que a legislação permite esse tipo de participação, desde que eles não exerçam funções administrativas nas emissoras.
Essa opinião foi manifestada por Baleia Rossi (PMDB-SP), Fernando Collor (PTB-AL), Gonzaga Patriota (PSB-PE), João Henrique Caldas (SD-AL), João Rodrigues (PSD-SC), Ricardo Barros (PR-PR) e Victor Mendes (PV-MA).
“O ordenamento jurídico permite [ser sócio]. Não exercendo direção, não há vedamento legal”, disse Caldas.
Presidente da Frente Parlamentar de Radiodifusão, Rodrigues, que também defende essa tese, afirmou que, se necessário for, deixará a Câmara para manter o controle de sua rádio em Nanoai (RS). “Sou radiodifusor antes de ser deputado. Não vou colocar a minha vida profissional e aquilo que me sustenta fora por causa de um mandato.”
Collor, em nota, afirmou que não participa da gestão das emissoras: “As concessões às empresas da Organização Arnon de Mello estão dentro da legalidade conforme a interpretação corrente das normas constitucionais”.
O Código Brasileiro de Comunicações, de 1962, diz apenas que parlamentar não pode ser diretor de veículo. Não proíbe nem autoriza expressamente a possibilidade de ser sócio. Para os signatários das ações do Ministério Público, a Constituição de 1988 afastou essa dúvida ao dizer que congressista não pode ter “contrato” com concessionárias de serviço público.
Outros quatro parlamentares também confirmaram que são sócios de emissoras: Aníbal Gomes (PMDB-CE), Domingos Neto (Pros-CE), Felipe Maia (DEM-RN) e José Agripino (DEM-RN).
Sócio de uma rádio e uma TV em Natal, outra rádio em Mossoró (RN) e uma terceira em Currais Novos (RN), Agripino disse que todas são herança de seu pai. “Não foram concessões dadas a mim. É uma questão nova para o Judiciário. Além disso, minha participação é minoritária” (ele divide as emissoras com a mãe e dois irmãos).
Neto afirmou que a Difusora de Inhamuns é de sua família “há mais de cem anos” e que ele hoje tem 5% da firma. Maia e Gomes disseram que já eram proprietários de suas rádios antes de assumir mandato. Gomes foi além: “Desconhecia a legislação e achei que era permitido que um deputado mantivesse a rádio, desde que tivesse sido concedida antes do começo do mandato”, afirmou.
Dez afirmaram que não são mais sócios de emissoras ligadas aos seus nomes: Acir Gurgacz (PDT-RO), Afonso Motta (PDT-RS), Antônio Bulhões (PRB-SP), Fábio Faria (PSD-RN), Jaime Martins (PSD-MG), Jorginho Mello (PR-SC), Beto Mansur (PRB-SP), Roberto Rocha (PSB-MA), Rubens Bueno (PPS-PR) e Soraya Santos (PMDB-RJ).
“Tem mais de 20 anos que saí da rádio”, disse o deputado Rubens Bueno. “Comprei e vendi, era uma coisa pequena, insignificante.”
A assessoria de Soraya Santos disse que “há dez anos a deputada transferiu a titularidade [da rádio Cantagalo, no Rio] para uma igreja”.
Bulhões, Motta, Faria, Martins, Mello e Rocha sugerem que há defasagem no cadastro do ministério, hipótese refutada pela pasta.
Rodrigo de Castro (PSDB-MG) disse que a rádio em seu nome “só existe no papel”, nunca funcionou de fato.
Aécio Neves (PSDB-MG), sócio de uma FM em Betim, na região metropolitana de BH, informou que só comentará quando for notificado.
Folha não conseguiu entrar em contato com Átila Lira (PSB-PI), César Halum (PRB-TO), Dâmina Pereira (PMN-MG), José Nunes (PSD-BA), Júlio César (PSD-PI) e Cabuçu Borges (PMDB-AP).
Adalberto Cavalcanti (PTB-PE), Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), Damião Feliciano (PDT-PB), Edison Lobão (PMDB-MA), Félix Mendonça (PDT-BA), Jader e Elcione Barbalho (PMDB-PA), José Rocha (PR-BA), Sarney Filho (PV-MA), Magda Mofatto (PR-GO) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) não responderam.
O Ministério das Comunicações não quis comentar a iniciativa do Ministério Público, pois não foi notificado.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

TV Senado exibe documentário sobre Luiz Carlos Prestes

“PRESTES  – CAVALEIRO DA ESPERANÇA”

Mito ou herói.
Luiz Carlos Prestes, defensor do ideal comunista, colocou suas convicções acima das questões pessoais. Viveu o comunismo e enquanto acreditou nele, foi até as últimas consequências em busca de uma sociedade mais igual.
“Prestes – Cavaleiro da Esperança” é um documentário da diretora Maria Maia, com duração de 40 minutos. O documentário vai ao ar na TV Senado no dia 1º  de maio e conta a história deste revolucionário e  suas tentativas para introduzir o comunismo no Brasil.
Prestes foi preso, exilado duas vezes, comandou a Coluna Prestes e perdeu sua primeira mulher, Olga Benário, assassinada numa câmara de gás nos campos de concentração nazista. Esses e mais outros fatos estão no documentário.
Nas vozes de filhos, da viúva Maria Prestes, de historiadores, de parentes e do próprio Prestes, Maria Maia narra a história deste cidadão do nascimento até a morte. 
A diretora passa por momentos da História do Brasil em que ele atua como protagonista e, outras vezes, como coadjuvante. Em todas as situações, Prestes se mantém fiel aos seus ideais, mesmo que para isso, fosse preciso viver na clandestinidade, longe dos filhos, mãe e esposa ou sofrer com exílio ou em prisões.
O documentário revela a vida de privações e de tormentos de Luiz Carlos Prestes em prol de uma causa maior: mais comida, educação e qualidade de vida para os brasileiros.


COMO SINTONIZAR A TV SENADO:

Canais: 07 NET, 118 SKY, 183 TVA, 903 Oi e 121 Via Embratel.
Em operação: Brasília Canal 51 UHF (Geradora da Rede) e 50.1 digital UHF; Gama (DF) Canal 36 UHF; São Paulo (SP) Canal 61.3 digital UHF; Salvador (BA) Canal 53 UHF; João Pessoa (PB) Canal 40 UHF; Recife (PE) Canal 55 UHF; Manaus (AM) Canal 57 UHF; Natal (RN) Canal 52 UHF; Macau (RN) TV 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Pesquisa aponta: Rede Social é lugar de se discutir política.

Da eCRM Social

De cada cem usuários das redes sociais no Brasil, 85 acreditam que as redes sociais são meios de comunicação adequados para a discussão política. O dado é fruto de uma pesquisa levado a cabo pela eCRM123, empresa especializada em gerenciamento das relações entre marcas, produtos e consumidores nas redes sociais.
A pesquisa, realizada em plena campanha municipal, em agosto passado, com 332 pessoas, perguntou aos internautas: “Rede social é lugar para política?”. Detalhando por ferramenta, 40% dos usuários do Facebook, responderam que sim, outros 37% acreditam que todas as redes são eficientes, enquanto 11% preferem o Twitter. Os blogs têm 8% da preferência dos pesquisados e somente 2% apontaram o Google+, à frente apenas do Youtube e do LikedIN, com 1% cada.
Questionados sobre os assuntos que os internautas brasileiros gostariam de discutir nas redes sociais, 49% optaram pelo plano de mandato, 26% por temas relacionados à corrupção, 14% se interessam por esclarecimentos de boatos, 7% preferem discutir sobre outros assuntos e apenas 4% se interessam em falar sobre CPI.
A pesquisa ainda abordou se, após as eleições, os eleitores internautas gostariam de continuar interagindo com seus candidatos nas redes sociais e 86% deram uma resposta positiva. Dos entrevistados, 89% acreditam que prefeituras e governos estaduais deveriam utilizar mais as diversas redes sociais para discutir política com a população.
Com relação à interatividade e ao uso das redes sociais, identificou-se que 36% dos participantes acreditam que seus candidatos não são “interativos”, sendo que 35% acreditam que eles não sabem utilizar as redes corretamente. De acordo com o estudo, exatamente por compreenderem que a interação com seus candidatos não correspondem ao esperado, 43% afirmam ter deixado de curtir, e, portanto, de receber atualizações diretamente da fanpage de seu candidato à eleição. Outros 57%, contudo, afirmam continuar “curtindo”.
Também foi detectado que 45% dos participantes da pesquisa já enviaram mensagens aos seus candidatos, porém apenas 27% deste universo obtiveram uma resposta que tenha agradado.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Livro: Mídia, representação e democracia

O livro Mídia, representação e democracia, organizado por Luis Felipe Miguel e Flávia Biroli, ambos professores do IPOL-UnB, será lançado em Brasília, na quinta-feira, 24/6, a partir das 19:00, no restaurante Carpe Diem (104 Sul, bloco D).

Na mesma ocasião, será lançado o terceiro número da Revista Brasileira de Ciência Política, do IPOl-UnB, que traz o dossiê "Movimentos sociais e ação coletiva

sábado, 14 de novembro de 2009

Marketing direto: Alô Senado recebe mais de 1 milhão de ligações

Da Agência Senado

A Central de Relacionamento com o Cidadão do Senado Federal, Alô Senado, ultrapassou a marca de 1 milhão de mensagens recebidas em 2009, segundo balanço feito em outubro deste ano pela Secretaria de Pesquisa e Opinião Pública (Sepop).

Canal de comunicação gratuito entre os cidadãos e a Casa, o Alô Senado presta informações e serviços à população e recebe mensagens e sugestões para serem encaminhadas aos parlamentares e aos espaços cedidos aos usuários pelos veículos de comunicação do Senado.

Em 2008, foram 684.169 mensagens recebidas pelo Alô Senado até o encerramento das atividades parlamentares. Em 2009, já são contabilizados 1.167.627 mensagens recebidas.

As mensagens contêm comentários ou questionamentos sobre o Senado Federal, os projetos e leis em tramitação na Casa e a atuação dos senadores. Dentre as propostas mais comentadas este ano estão o PLC 122/06, que especifica os crimes de discriminação; a PEC 28/09, que trata da dissolubilidade do casamento civil; e a PEC 47/08, que dispõe sobre a recomposição das câmaras municipais.

Na avaliação da diretora da Sepop, Ana Lucia Novelli, o aumento no volume de mensagens recebidas pelo Alô Senado deve-se à participação contínua da população na atividade política e maior interesse pela atuação parlamentar. Ela acredita que o cidadão tem adquirido mais consciência do reflexo no dia-a-dia das decisões do Congresso Nacional.

- É necessário ter mecanismos para aproximar o cidadão dos parlamentares, sem que esse vínculo seja apenas a cada quatro anos, em período eleitoral. A população está atenta ao que ocorre no Congresso Nacional e como as decisões interferem no cotidiano - defende.

Para entrar em contato com o Alô Senado basta ligar 0800-61-2211, de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h. O serviço também está disponível em tempo integral via internet.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Veja o vídeo: Internet muda a forma de fazer política

SESSENTA E SETE MILHÕES DE BRASILEIROS TÊM ACESSO À REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES. A INTERNET ESTÁ REVOLUCIONANDO TAMBÉM A FORMA DE SE FAZER POLÍTICA. E COM OS SENADORES, NÃO É DIFERENTE.

VEJA NO VÍDEO A REPORTAGEM DE JÚNIA MELO VEICULADA NA TV SENADO, EM 19/10.

sábado, 15 de agosto de 2009

Opinião: "Ruína de Yeda e omissão da imprensa"

"A grande imprensa do Sudeste vem noticiando tudo com muita discrição e sem contextualizar o problema. Aliás, um problemão. O ruinoso governo de Yeda de certa forma quebra a espinha dorsal do discurso tucano da "excelência da gestão", que deveria ser o diferencial da candidatura presidencial do partido em 2010. Se ela insistir em se candidatar à reeleição, qual será o palanque do presidenciável tucano em terras gaúchas? José Serra (ou Aécio Neves) estarão ao lado de Yeda, única governadora brasileira que tem taxa de rejeição superior à de aprovação? "

Para ler o artigo de Luiz Antonio Magalhães, editor executivo do Observatório da Imprensa, publicado na Carta Maior, clique aqui.

As opiniões expressas neste blog são de responsabilidade de seus autores

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Livro francês analisa a televisão no cenário político

Acaba de ser lançado na França o livro LA TÉLÉVISION SUR LA SCÈNE DU POLITIQUE.
Lançada pela Éditions l'Harmattan, a obra analisa a televisão enquanto a principal fonte de informações do cidadão francês. Segundo a autora, Evelyne Cohen a tv dá o rítmo à vida cotidiana por meio dos telejornais e dos demais programas. Para a autora, a televisão é marcada pelos ideais republicanos e democráticos e é um fator essencial a democratização da política.

Ficha técnica:
LA TÉLÉVISION SUR LA SCÈNE DU POLITIQUE
Éditions l'Harmattan
Autora: Evelyne Cohen
ISBN : 978-2-296-08195-6
204 páginas.
Preço : 20 Euros