sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Jornalismo: ultra-localismo na pauta

Por Greta Paz
Na segunda-feira, 16/11, professores e alunos da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, representantes do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e jornalistas do Grupo RBS reuniram-se para dar início ao projeto denominado Locast. O objetivo da pesquisa é fazer uma forma de cobertura jornalística que trabalhe com o ultra-localismo.
Os pesquisadores do MIT David Boardman e Steve Pomeroy ministraram o workshop que detalhou o projeto e explicou o funcionamento do aplicativo que será utilizado. "O primeiro contato com os participantes foi muito bom pela acolhedora recepção que fizeram. Estou gostando muito de estar aqui", empolga-se David.

Notícias serão produzidas em vídeos não para as massas, mas focadas em públicos menores com interesses em comum. A primeira etapa da pesquisa, que se dará pela produção dos conteúdos acontece até o dia 23/11. “Esta é uma pesquisa histórica para a Famecos", vibra o professor da PUCRS e coordenador do projeto Eduardo Pellanda pelo pioneirismo da faculdade no estudo sobre mudanças na forma de encarar a dinâmica do jornalismo.

Essa nova utilização proposta pela parceria entre Famecos, MIT e RBS fará com que as pessoas construam uma nova perspectiva não só da capital gaúcha, mas também da disseminação da informação. "Este projeto é visto por nós como mais uma forma de fazer jornalismo. Enxergamos isso como algo suficientemente maduro para ir além de um experimento", esclarece o coordenador de projeto online do Grupo RBS, Thiago Medeiros.

Estudantes de graduação, pós-graduação, professores, repórteres e editores do Grupo RBS já estão envolvidos na construção e manutenção do portal com a tecnologia Android.

As matérias, feitas pelos repórteres, estarão ligadas a um mapa via GPS, marcando assim a localização exata do acontecimento. Todo o conteúdo é feito com celular e a edição acontece na hora. A postagem é automática, mas pode passar pelo crivo de editores, se assim for necessário. A pesquisa é inédita no Brasil e a única oficial entre o MIT e uma Faculdade de Comunicação.
Aqui você pode acessar as imagens do projeto.

Argentina descriminaliza delitos contra a honra

O Congresso Nacional argentino aprovou uma nova lei que descriminaliza os delitos contra a honra. Calúnia, injuria e difamação não mais constarão do código pelan argentino.
Veja abaixo, em espanhol, o informe do Observatorio Latinoamericano para la Libertad de Expresión de la Federación Latinoamericana de Trabajadores de la Comunicación Social (FELATRACS).

Por unanimidad el Senado aprobó la reforma que elimina los delitos contra el honor establecidos en el Título II del Código Penal Argentino. La ley que despenaliza los delitos de Calumnias e Injurias fue aprobada por el Poder Legislativo, el miércoles 18 de noviembre de 2009, en Buenos Aires. Ley ampliamente reclamada por los organismos de derechos humanos y periodistas. Con esta ley, en ningún caso configurarán delito de calumnia o injurias las expresiones referidas a asuntos de interés público". Así como, ya no existen penas sino multas que van de 1500 pesos a 20 mil.
La norma dispone la adecuación de "los parámetros internacionales y constitucionales en términos de libertad de expresión". Se han modificado los artículos que van desde el 109 al 117 de la Ley 11.179, del Título II de Delitos contra el Honor. Incidiéndose fundamentalmente en la modificatoria de los artículos 109 y 110 del Código Penal relacionados con las calumnias e injurias. En la primera, lo expresado: "La calumnia o falsa imputación de un delito que dé lugar a la acción pública, será reprimida con prisión de uno a tres años". El Poder Ejecutivo la reformuló con la siguiente propuesta: "La calumnia o falsa imputación a una persona física determinada de la comisión de un delito concreto y circunstanciado que dé lugar a la acción pública, será reprimida con una multa de pesos tres mil a pesos treinta mil. En ningún caso configurarán delito de calumnia las expresiones referidas a asuntos de interés público o las que no sean asertivas".
Por su parte, el artículo 110 sancionaba: "el que deshonrare a desacreditare a otro, será reprimido con multa de pesos mil quinientos a pesos noventa mil o prisión de un mes a un año". La propuesta de reforma indica: "el que intencionalmente deshonrare o desacreditare a una persona física determinada será reprimido con una multa de pesos mil quinientos a pesos veinte mil. En ningún caso configurarán delito de injurias las expresiones referidas a asuntos de interés público o las que no sean asertivas. Tampoco configurarán delito de injurias los calificativos lesivos del honor cuando guardasen relación con un asunto de interés público".
Además, se expresa que el acusado de calumnia o injuria quedará exento de pena, si se retractara públicamente. La retractación no importará para el acusado la aceptación de su culpabilidad.

Agência Senado: leitores têm interesse diferente da agenda midiática

Na semana da Consciência Negra webleitores da Agência Senado demonstram maior interesse sobre as notícias que tratam de racismo, xenofobia e da própria temática negra. As estatísticas sobre os acessos às matérias disponibilizadas revelam um interesse popular diferente daquele que a agenda midiática da grande mídia vem potencializando nas suas páginas do noticiário político.
Segundo levantamento feito pela a Agência Senado de Notícias, as matérias mais lidas nos dias 18 e 19/11 demonstravam interesse sobre o projeto que criminaliza a homofobia e o preconceito contra idosos e deficientes (5.962 acessos). Em seguida, o destaque ficou com o noticiário referente à celebração pelo Senado Federal do Dia Nacional da Consciência Negra (2397 acessos)
Logo a seguir, o interesse se concentrou sobre o noticiário relativo à vigília dos aposentados em defesa ao fim do fator previdenciário e pela concessão de reajustes iguais ao do salário mínimo, temas abordados pelo senador Paulo Paim e retratados em duas notas (1952 acessos).
Estes temas superaram em interesse as notícias sobre a reforma administrativa do Senado Federal, que vem sendo propalada pela grande mídia, mas que ficou em quarto lugar na prioridade de leituras dos leitores da Agência Senado (1442 acessos). O noticiário sobre as medidas legislativas referentes às mudanças climáticas e ao aquecimento global (três matérias) foi o quinto tema a despontar maior curiosidade, praticamente empatado com a reforma administrativa do SF (1441 acessos).
A aprovação do projeto que regulamenta o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos (alvo do noticiário da Rede Globo durante toda a semana) não conquistou muitos leitores, ficou em 6º lugar (751 acessos).

Veja abaixo a relação das matérias mais acessadas no portal da Agência Senado, nos dias 18/11/2009 e 19/11/2009, até as 17h21.

1º - Adiada votação de projeto que criminaliza preconceito contra idosos, deficientes e homossexuais (5962 acessos).
2º - Senado celebra Dia Nacional da Consciência Negra (2397).
3º - Paim comanda vigília por aposentados no Plenário do Senado (1952)
4º - Sarney: reforma administrativa deve ser votada este ano (1442).
5º - Relatório enumera sugestões para reduzir emissão de gases de efeito estufa (1.441)
6º - Aprovado projeto que regulamenta Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos (751)
7º - CCJ analisa decisão do TCU sobre aposentadoria especial de policial (404).
8º - Lido no Plenário requerimento de criação da CPI da Previdência Social (404).
9º - Propaganda de alimentos é discutida no Senado (327)

Canais da Band estreiam em Angola

A Bandeirantes atravessa o Atlântico e chega à Angola. Os angolanos poderão agora assistir aos canais Band International e Band News por meio da Uau TV, de Angola. A Uau TV é a primeira operadora angolana de DTH, e conta com 12 canais, todos transmitidos em língua portuguesa. O Band News terá a programação transmitida ao mesmo tempo em que é exibida no Brasil.

Jornalistas do Correio Braziliense terão participação nos lucros

Os jornalistas do Correio Braziliense, do grupo Diários Associados, aprovaram a proposta de acordo coletivo que estabelece Programa de Participação nos Lucros (PLR). A distribuição dos lucros líquidos poderá ser feita, a título de adiantamento, ainda em dezembro de 2009. O valor definitivo será sempre o correspondente a 20% do lucro líquido que for apurado no Balanço Anual da empresa, a ser publicado no início de 2010. Esse PLR é extensivo a todas as categorias de empregados do Correio Braziliense.
Dos 141 jornalistas do Correio Braziliense que votaram na proposta de acordo coletivo que estabelece Programa de Participação nos Lucros (PLR) 107 disseram sim (75,9%), 29 disseram não (20,5%), 3 anularam o voto e 2 votaram em branco.
Além das regras já estabelecidas no acordo anterior, assinado dia 16/6/2009 (veja a íntegra no site www.sjpdf.org.br) o Sindicato, com essa aprovação, dará continuidade às negociações do texto final do novo acordo. Já está acertado, conforme texto da cédula de votação, que caso a Convenção Coletiva de Trabalho a ser assinada com o sindicato patronal na data-base de 1º de abril de 2010 contemple um abono superior ao estabelecido pelo PLR, o Correio Braziliense fará a complementação. Caso o abono seja inferior, fica mantido apenas o valor pago pelo PLR fruto desse acordo.
O Sindicato dos Jornalistas do DF vai propor ao Correio Braziliense que além do PLR seja implantado um plano de cargos e salários para corrigir distorções e injustiças na carreira. O Sindicato constatou que há jornalistas classificados na categoria - repórter júnior - há mais de dez anos, uma situação que deve ser combatida.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Spam: MPF quer que operadoras parem de enviar SMS aos clientes

Do Teletime news

As operadoras de telefonia móvel Vivo, Claro, TIM e Oi devem parar de enviar mensagens não solicitadas aos consumidores, seja via SMS ou qualquer outro meio. A recomendação foi feita pelo Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) às companhias.
De acordo com comunicado publicado no site do MPF, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também deve exercer seu poder regulador e proibir que as operadoras encaminhem mensagens não autorizadas para os usuários de celular.
Segundo o procurador da República, Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, autor da recomendação, o cliente tem o direito à privacidade e, por isso, não deve ser incomodado se não desejar. "As empresas ofendem a privacidade do usuário invadindo a sua tranquilidade, o seu sossego, enviando mensagens, promoções, jogos de azar que o cliente não quer receber", ressaltou o procurador.
O MPF diz ainda que as operadoras utilizam os dados cadastrais de clientes para enviar mensagens que, muitas vezes, ele não tem interesse em receber. Para Schusterschitz, os dados cadastrais não são propriedade das empresas e não devem ser utilizados como lista de envio de propaganda ou promoções. "Corremos o risco de uma 'spamização' do celular", destacou.

Internet: Jornal "The Times" cobrará por acesso online

Do M&M Online

Publicação inglesa anuncia a adoção do modelo de assinaturas e de cobrança diária a partir de 2010
A partir do início de 2010, os internautas que quiserem ler e acessar o conteúdo online do jornal britânico The Times terão de pagar por isso. Em conferência da Society of Editors realizada nessa última terça-feira, 17, em Londres, o editor da publicação, James Harding, afirmou que essa é única solução encontrada pelo título para conservar s sua existência de maneira sustentável.
De acordo com Harding, o The Times deverá adotar um modelo de assinaturas online direcionado tanto para os leitores assíduos quanto para os esporádicos. A ideia é fazer com que, por exemplo, aquele internauta que acessa o conteúdo do jornal britânico de vez em quando, possa pagar uma pequena quantia que lhe dê o direito de navegar por toda a publicação digital por um período de 24 horas.
A decisão do editor do "The Times" dá o pontapé inicial para a reformulação na dostribuição de conteúdo jornalístico que vem sendo defendida por Rupert Murdoch, proprietário do News Corp. há meses. Além do "The Times", o "The Sunday Times" - ambos pertencentes a news International - também cobrará pelo seu conteúdo online.De acordo com o dirigente do títulos, os detalhes da mecânica de cobrança ainda estão sendo definidos, mas estima-se que o preço pelo acesso ao conteúdo online do The Times durante um dia fique em US$ 1,50, o equivalente ao valor da edição impressa.
De acordo com o editor chefe do jornal, a tentativa de resgatar as receitas e implementar um modo operacional viável tem o objetivo de tentar "salvar" a mídia impressa e impedir que ela trilhe o mesmo caminho da indústria musical que, segundo ele, foi aniquilada pela "cultura do gratuito".