Caros leitores e leitoras.

domingo, 15 de setembro de 2019

Ufop seleciona professor visitante de Comunicação


Por Chico Sant'Anna

O Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Minas Gerais, lançou edital para pré-seleção de professores visitantes

As vagas de professores visitantes, nacionais e estrangeiros, serão distribuídas de acordo com as seguintes categorias:
  1. Professor Visitante Sênior 1 (PVS1 - Equivalente ao Professor Titular): portador do título de doutor há pelo menos 16 anos, devendo demonstrar que atende aos requisitos exigidos para Bolsista Produtividade em Pesquisa ou Desenvolvimento Tecnológico Nível 1-CNPq da área da proposta, ou reconhecida atuação em gestão para internacionalização; 
  2. Professor Visitante Sênior 2 (PVS2 - Equivalente ao Professor Associado IV): portador do título de doutor há pelo menos 10 anos, devendo demonstrar que atende aos requisitos exigidos para Bolsista Produtividade em Pesquisa ou Desenvolvimento Tecnológico Nível 2-CNPq da área da proposta, ou reconhecida atuação em gestão para internacionalização;
Serão pré-selecionados dois candidatos para cada uma das seguintes linhas de apoio:

  1. Elevação dos Níveis de Qualidade dos Programas de Pós-Graduação 
  2. Apoio à Inserção Internacional dos Programas de Pós-Graduação
  3. Apoio à Inovação Tecnológica 
  4. Apoio à Projetos de Pesquisa Estratégicos
O professor visitante será contratado no regime de dedicação exclusiva (40h/semana) por prazo mínimo de 3 meses e máximo de 12 meses no caso de brasileiros ou no mínimo de 3 meses e máximo de 24 meses no caso de estrangeiros. O contrato do professor visitante poderá ser prorrogado, desde que o tempo máximo da contratação não ultrapasse o limite de 24 meses se brasileiro ou 48 meses, se estrangeiro.

As inscrições vão até 12 de novembro de 2019. Mais detalhes no edital, disponível aqui

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

GDF decide privatizar gestão da Rádio Cultura FM

Por Chico Sant'Anna


Esse ano de 2019 de fato não está sendo um bom ano para a radiodifusão pública. Depois do governo federal decidir fechar a legendária Rádio MEC, do Rio de Janeiro,  e de nomear um general para dirigir a Empresa Brasileira de Comunicação, holding da Rádio Nacional e da TV Brasil,  agora é a vez da radiodifusão pública da Capital Federal ser atacada.
O governador Ibaneis Rocha decidiu privatizar a gestão do único veículo do comunicação pública do Distrito Federal, a Rádio Cultura FM.
Para saber mais sobre esse tema, continue a leitura aqui:

domingo, 4 de agosto de 2019

Concurso para Jornalistas e RPs

Vagas nos estados do Rio e de São Paulo.



Por Chico Sant'Anna


Dois concursos estão com vagas abertas para profissionais de Comunicação: um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro. 
No Rio, o Conselho Regional de Medicina estadual – Cremerj está com as inscrições abertas para  selecionar, dentre outras funções, profissionais de Comunicação Social. Podem se candidatar Jornalistas e Relações públicas, mas há apenas uma vaga.
A função é de nível superior, exige a formação universitária na respectiva área e o registro profissional. O salário é de R$ 6.669,00 para uma jornada semanal de 30 horas de trabalho. O selecionado terá como tarefa assessorar a Diretoria nas questões de comunicação e imprensa, produzir conteúdo para todo e qualquer veículo de comunicação do Cremerj, monitorar redes sociais e notícias de assuntos de interesse do Cremerj, realizar cobertura jornalista de eventos, reuniões, solenidades, e demais atividades, divulgar eventos de Educação Médica Continuada, auxiliar no preparo e aprovar peças de material jornalístico, institucional, de campanhas, eventos etc, produção e envio de releases, atendimento à imprensa, dentre outras responsabilidades da área de Comunicação.

Webdesigner

Há também vaga para profissional de Web Designe. O selecionado será enquadrado nas funções de nível médio e o salário é de R$ 2.565,00, com jornada de 40 horas de trabalho por semana.

As inscrições vão até 18 de agosto e a data da prova é 29 de setembro. Mais detalhes no edital, disponível aqui.

Prefeitura de Rio Preto

Também tem concurso na cidade paulista de Rio Preto. A Prefeitura municipal seleciona profissional para atuar como Jornalista multimídia na produção e elaboração de reportagens, edição de textos, edição de áudios e edição de vídeos; apresentação em áudio e vídeo. Gerir redes sociais, atendimento e acompanhamento individual e coletivo aos Gestores das Áreas da Administração Pública, orientando-os quanto ao relacionamento com as mídias, visando à execução das políticas e programas de comunicação e publicidade oficial e institucional vigentes.

A jornada é de 40 horas semanais e o salário de R$ 4.942,46 + R$ 750,00 em benefícios.
Também a vaga para Relações Pública na função de Agente de Cerimonial. O profissional terá a missão de coordenar e realizar eventos e cerimoniais, visando ao atendimento das políticas e programas de comunicação e publicidade oficial e institucional vigentes. O salário e jornada são os mesmos da vaga de jornalista, acima.

As inscrições vão de 8 a 30 de agosto. Mais detalhes no edital, disponível aqui.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

FNDC condena decisão de Bolsonaro de fechar a Rádio Mec

Rádio mais antiga do Brasil será extinta por Bolsonaro. A extinção da emissora é arbitrária, antidemocrática e fere a diversidade e a pluralidade previstas na Constituição Federal.



O governo de Jair Bolsonaro planeja extinguir a Rádio MEC AM, do Rio de Janeiro, emissora mais antiga do país, e que atualmente compõe o sistema de radiodifusão da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A informação foi dada na semana passada pelo jornalista Lauro Jardim, colunista do diário O Globo. Segundo ele, a emissora fica no ar até o próximo dia 31 de julho, quando deverá ser desligada. Embora não tenha havido ainda um anúncio oficial da extinção, trabalhadores da emissora já estão sendo informados da decisão, que se configura no mais recente e grave ataque do atual governo contra a comunicação pública e o patrimônio histórico e cultural do país.   

A MEC é a primeira rádio do Brasil, no ar desde 1923. Sua história de pioneirismo começou como Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, criada pelo antropólogo Edgard Roquette-Pinto, considerado o pai da radiodifusão nacional. Com cerca de 50 mil registros e produções, a emissora possui um patrimônio de gravações de depoimentos que vão de Getúlio Vargas a Monteiro Lobato, passando por crônicas de Cecília Meireles e Manuel Bandeira.

A programação é totalmente voltada para a difusão da cultura brasileira. Contempla toda a diversidade da música nacional, de gêneros como o choro, a música regional, a música instrumental e de concerto. Tem ainda programas dedicados a literatura, cinema, dramaturgia e as artes como um todo. A Rádio MEC AM preenche, portanto, uma demanda de programação de qualidade que não é oferecida, nem de longe, pelas emissoras comerciais. Por causa disso, possui um público fiel e entusiasta de ouvintes. A extinção da emissora atenta gravemente contra o direito à comunicação da população brasileira, e carioca, em particular, de poder contar com alternativas de programação no rádio que tenham relevância cultural e artística. Ao mesmo tempo, é uma decisão que agride o segmento artístico e cultural do país, ao encerrar um espaço importantíssimo de projeção desse patrimônio brasileiro, sem contar o próprio ataque à memória, já que a história dessa emissora fala por si e justifica não apenas sua existência, mas a necessidade de sua preservação e promoção.

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) repudia com veemência a eventual extinção da Rádio MEC AM, por considerar que isso prejudicará a diversidade e pluralidade que devem guiar o sistema de mídia no Brasil, além de ser uma decisão arbitrária e antidemocrática, mais um capítulo do desmonte da EBC e da comunicação pública. Não há justificativa plausível para essa decisão. O argumento de que é preciso "cortar custos" da EBC não encontra respaldo na realidade, já que a empresa fechou o ano de 2018 com lucro líquido de mais R$ 20 milhões. Além disso, a EBC, por lei, deveria contar com receita extraordinária de mais de R$ 2 bilhões, oriunda da Contribuição para Fomento da Radiodifusão Pública (CFRP), que são recursos arrecadados das empresas de telecomunicações para financiar a comunicação pública no país, como prevê a Lei 11.652/2007. Esses recursos, no entanto, têm sido usados pelo governo para fazer superávit primário, desvirtuando por completo sua destinação original prevista na legislação.

Além disso, é completamente irracional a decisão de eliminar um ativo que agrega audiência relevante e qualificada e ajuda a manter uma importante referência de comunicação pública na sociedade. Nesse sentido, reafirmamos nossa disposição em defesa da EBC e lutaremos para que a decisão de extinguir a rádio MEC AM seja revertida. A comunicação pública é um pilar democrático e atacá-la dessa forma é atacar a própria democracia. Não nos calaremos.

Brasília, 8 de julho de 2019.

Acadêmicos de Comunicação Social protestam contra o fechamento da Rádio MEC

Pesquisadores e professores da área de Comunicação representados pelas entidades abaixo assinadas vêm a público repudiar a notícia de que a Rádio MEC AM será extinta no fim do mês, conforme publicado pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, na última sexta-feira, dia 5 de julho de 2019. A Rádio MEC AM é a mais antiga emissora em operação contínua, figurando entre as primeiras iniciativas de radiodifusão no país, ao lado da Rádio Clube de Pernambuco, criada em 1919. 

Com o nome Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, foi inaugurada em 1923 por um grupo de intelectuais liderados pelo antropólogo Edgard Roquette-Pinto, um dos pioneiros da divulgação científica no Brasil. 

Em 1936, Roquette-Pinto doou a emissora ao Ministério da Educação, com a condição de que fosse assegurada sua preservação como rádio educativa e cultural. Com a extinção de sua fundação mantenedora, a MEC AM foi transferida na última década para a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), holding de comunicação pública do governo federal.

O fim da Rádio MEC AM, portanto, é injustificável pois configura o rompimento de um contrato de cessão da emissora ao governo federal.. Além disso, ofende a memória de Roquette-Pinto, que se dedicou por décadas à educação e à cultura nacional. Por seus estúdios e redações, passaram grandes nomes da cultura nacional, como os maestros Villa-Lobos, Isaac Karabtchevsky e Guerra Peixe, os escritores Mário de Andrade, Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Fernando Sabino e Manuel Bandeira, a atriz Fernanda Montenegro, a cantora Bidú Saião e o jornalista e ex-senador Arthur da Távola.

Entendemos que, após o decreto que autorizou a migração de emissoras AM para a Frequência Modulada, em 2014, a sustentabilidade de quem permanecesse nas ondas médias ficaria comprometida. Apesar dos apelos de pesquisadores e professores de rádio, a EBC não solicitou a migração da MEC AM. 

É trágico que não tenha sido buscada uma solução para assegurar a viabilidade desse importante canal de comunicação pública e educativa, mantido por uma equipe de alto nível, a despeito de todas as dificuldades decorrentes da falta de investimentos básicos em infra-estrutura na EBC nos últimos anos.

Solicitamos ao governo federal, na figura do secretário de Governo da Presidência da República, general Luiz Eduardo Ramos, que reveja a decisão e busque uma alternativa para a emissora, que há 96 anos promove a educação e a cultura, ajudando a integrar o território nacional. Sugere-se que a emissora seja realocada em FM e que retome sua denominação original, Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.

Respeitosamente,
Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom
Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom)
Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom)
Rede de Rádios Universitárias do Brasil (RUBRA)
Rede de Pesquisa em Radiojornalismo (RadioJor)
Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (ALCAR) 
Grupo de Trabalho História da Mídia Sonora (Associação Brasileira de História da Mídia - Rede Alcar)
Associação Brasileira de Professores de Jornalismo (ABEJ) 

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Internet: Tecnologia 5G chinesa chega à Venezuela


A Venezuela deve ser o primeiro país latino-americano a possuir a Internt 5G. No Brasil, segundo o jornal El Pais, a previsão de chegada da Internet 5G é 2022. Apesar das sanções-norte-americanas, que impedem acesso a novas tecnlogias, os venezuelanos firmam acordo com a China, que irá prover os recursos técnicos necessários.
O 5G é a evolução da atual rede de celulares de quarta geração. Trata-se de uma rede mais potente e veloz - deve ser dez vezes mais veloz do que a 4 g - que, além de ser “inteligente”, causa menos impacto ao meio ambiente. As redes 5G prometem aos seus futuros usuários uma cobertura mais ampla e eficiente, maiores transferências de dados, além de um número significativamente maior de conexões simultâneas. As redes 5G devem consumir até 90% menos energia que as redes 4G atuais e deve ser bem mais rápida, com o tempo de conexão entre aparelhos móveis inferior a 5 ms (milissegundos). Ela permitirá um maior número de conexão de aparelhos numa mesma área, cerca de 50 a 100 vezes maior que o atual e para os usuários, as baterias devem durar bem mais.
Veja abaixo, em espanhol, a reportagem da HispanTV.





Llega la 5G a Venezuela de la mano de la cooperación estratégica integral China-Venezuela. Vamos adelante en la tecnología”, anunció Nicolás Maduro, presidente de Venezuela, durante un acto de celebración del 45º aniversario de las relaciones entre los dos países.


El presidente venezolano, Nicolás Maduro, anuncia la pronta instalación de tecnología 5G y el lanzamiento de un nuevo satélite con el apoyo de China.
“Llega la 5G a Venezuela de la mano de la cooperación estratégica integral China-Venezuela. Vamos adelante en la tecnología”, reiteró el mandatario durante un acto de celebración del 45º aniversario de las relaciones entre los dos países, organizado el viernes en Caracas, capital venezolana.
Maduro informó también de la fabricación y el lanzamiento de Guaicapuro, el tercer satélite de Venezuela, después del Bolívar y Miranda, insistiendo en que dicho satélite de telecomunicaciones será uno de los más vanguardistas a nivel mundial.
“Estamos dando los pasos para la construcción y puesta en órbita de Guaicaipuro, nuestro héroe de la resistencia indígena contra el colonialismo. Guaicaipuro pronto va a llegar hecho satélite al espacio sideral”, indicó.
Tras destacar las estrechas relaciones entre Caracas y Pekín en todos los campos, el líder chavista sostuvo que China es una “gran potencia” que no está en busca de imponer su “dominio” a otros países.
En mayo, Maduro anunció que Venezuela iba a invertir en el gigante tecnológico chino Huawei, ZTE y otras empresas chinas con el fin de elevar las capacidades de todo el sistema de comunicaciones del país.
China, que desde hace años tiene estrechas relaciones con Caracas, ha sido uno de los defensores más fuertes de Venezuela frente al plan golpista de Estados Unidos y sus aliados que hasta han amenazado al país sudamericano con medidas militares para sacar a Maduro del poder.
De hecho, Washington ha expresado su gran inquietud por el aumento de las relaciones de China con Venezuela y Cuba, en distintos ámbitos, como el económico y el militar. Al respecto, varios analistas y observadores, entre ellos el politólogo estadounidense Noam Chomsky, han señalado la pérdida de poder del país norteamericano en esta región.

Finanças: Jornal Brasil Popular realiza noite de caldos na próxima sexta (5/7)


Confraternização vai reunir colaboradores e leitores para comemorar os 4 anos de circulação do Jornal do Brasil Popular. Participe!


Jornal independente, alternativo, é assim: tem que buscar fundos de todas as maneiras: doações, vaquinhas e até promovendo confraternizações. Por isso, está agendada uma noite de Caldos e muita conversa boa para o dia 5 de julho, sexta-feira, às 19 horas, na sede da Escola de Samba Acadêmicos da Asa Norte.

Os antigos e novos colaboradores e leitores do Jornal Brasil Popular vão se reunir para comemorar o quarto ano de vida deste jornal que já se tornou símbolo de resistência na luta por uma comunicação democrática.

Ingressos já estão disponíveis antecipadamente pelo WhatsApp 61 99196-124.7. A colaboração é de R$ 30 para o ingresso individual ou R$ 50 para o casal), dando direito a um rodízio de caldos.

Leia também:

Jornal

O Brasil Popular é um jornal colaborativo que busca estimular o debate sobre os rumos políticos do Brasil, sempre em contraponto à mídia tradicional, mostrando a importância da normalidade democrática e a necessidade da manutenção dos direitos trabalhistas e sociais. Nasceu denunciando o golpe político-midiático-judicial, no dia 4 de dezembro de 2015, com a manchete “Golpe, nunca Mais”.

E o alerta feito pelo Brasil Popular em 2015 se transformou em realidade e segue rumo ao desmonte do Estado, com a quebra da soberania nacional, destruição da Previdência Pública e conluio para prender opositores políticos. Em seu ano 4, o Jornal Brasil Popular continua sendo uma resistência aos tempos sombrios, sempre em busca de esclarecer a população sobre essas questões.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Contra "coronéis", jornalistas de Alagoas entram em greve por melhores salários


As empresas de comunicação se negaram a repor a inflação nos salários dos seus empregados e ainda decidiram reduzir em 40% o piso salarial da categoria, que em Alagoas significa teto salarial.





Os jornalistas de Alagoas entraram em greve, nesta terça-feira, 25/6, motivados pelo desrespeito dos empresários da Comunicação para com os seus trabalhadores. 


Em resposta à pauta de reivindicação dos jornalistas, que pleiteavam a correção salarial com base na inflação dos últimos doze meses, todos os veículos de Alagoas propuseram a redução dos salários de seus jornalistas em R$1.400,00. Em relação ao piso salarial a proposta é reduzi-lo dos atuais R$ 3.565,27 para R$ 2.150,00.
Além disso, o patronato formado, em grande parte, por representantes das tradicionais oligarquias de Alagoas, propôs que o novo acordo salarial contemplasse os seguintes pontos:

  • acabar com o pagamento de hora extra.
  • acabar com gratificações extras de exercício de atividade de produtor
  • acabar com gratificações extras de exercício de atividade de editor
  • estabelecer o tele-trabalho ou Home Office
  • autorização para tirar a negociação com sindicato e passar a negociar diretamente com os empregados.

   

É forte a adesão dos jornalistas que atuam nas empresas de comunicação do grupo Organização Arnom de Mello, Rádio e TV Gazeta, do senador Fernando Collor de Mello (PROS/AL); do Sistema de Comunicação Pajuçara (TV Pajuçara e TNH1) de propriedade do ex-governador, Guilherme Palmeira, do ex-vice-governador, José Thomaz Nonô e do industrial Emerson Tenório; e na TV Ponta Verde, do grupo Hap Vida. Segundo o Sindicato dos Jornalistas, mais de 90% dos jornalistas aderiram ao movimento.
No último domingo, a presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL), desembargadora Anne Inojosa, indeferiu liminar requerida pela TV Ponta Verde para manter em funcionamento as atividades na empresa durante a greve. 
Para colocar no ar o Bom Dia Brasil, a TV Gazeta, afiliada da Rede Globo reprisou matérias e teve que gravar o programa na noite de segunda-feira. 

Hastag

Os jornalistas criaram então a hastag #QuemPagaFazAoVivo, que já é um dos temas mais comentados nacionalmente no Twitter, juntamente com a hastag #ReduçãoSalarialNão.

Exatamente na data base do acordo salarial dos jornalistas as empresas se negaram a repor a inflação nos salários dos seus empregados e ainda decidiram reduzir em 40% o piso salarial da categoria, que em Alagoas significa teto salarial.

Jornalistas votam pela greve contra
a redução do piso da categoria. Foto: Jon Lins
Em assembleia realizada no início da noite de 24/6, os jornalistas definiram estratégias de mobilização que incluem piquetes em frente às sedes das emissoras de televisão na capital e no interior do estado. A assembleia contou com a presença da presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Maria José Braga, que chegou a Maceió para reforçar a luta dos jornalistas alagoanos. 
A paralisação acontece após uma série de tentativas do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal) para composição de um acordo com as empresas propositoras da redução.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

STF vai decidir se São Paulo deve indenizar fotógrafo ferido pela PM paulista

Fotógrafo Sérgio Andrade da Silva
ficou cego do olho esquerdo
após ser atingido por uma bala de borracha.
O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir sobre a responsabilidade civil do Estado em relação a profissional da imprensa ferido pela polícia, em situação de tumulto, durante cobertura jornalística. O repórter fotográfico Sérgio Andrade da Silva ficou cego do olho esquerdo após ser atingido por uma bala de borracha. A matéria teve repercussão geral reconhecida e é objeto do Recurso Extraordinário (RE) 1209429, interposto por um repórter fotográfico atingido no olho esquerdo bala de borracha, disparada pela Polícia Militar de São Paulo, enquanto cobria um protesto de professores na capital paulista em 18 de maio de 2000.
O recurso questiona acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) que admitiu que a bala de borracha da corporação militar foi a causa do ferimento no olho do repórter, com sequela permanente na visão, durante registro de tumulto envolvendo manifestantes grevistas e policiais, mas reformou entendimento do juízo de primeira instância para assentar a culpa exclusiva da vítima. O TJ-SP concluiu pela improcedência do pedido de indenização por danos materiais e morais contra o Estado.
O repórter alega que a decisão constitui “verdadeiro salvo-conduto” à atitude violenta e desmedida da polícia em manifestações públicas, imposição de censura implícita ao inibir que sejam noticiadas ações dos agentes estatais, e risco à atividade da imprensa. Assevera ofendidos os princípios da cidadania e da dignidade da pessoa humana e os direitos à vida, à liberdade e à segurança. Argumenta ainda que houve, para além da responsabilidade objetiva, ao menos inadequação dolosa ou culposa por parte do agente policial.
O Estado de São Paulo, parte recorrida, aponta sensacionalismo na alegação de censura à profissão jornalística, a qual entende não demonstrada. Reafirma que, embora o repórter não tenha sido alvo dos disparos, assumiu o risco ao permanecer no confronto. A decisão do tribunal estadual, alega o estado, mediante análise das provas, afastou o nexo de causalidade, concluindo pela culpa exclusiva da vítima. Ainda segundo a argumentação do ente federado, o cidadão comum deve proteger-se no exercício da profissão.
Manifestação
Relator do recurso, o ministro Marco Aurélio manifestou-se pela existência de repercussão geral da matéria. “Está-se diante de tema a exigir pronunciamento do Supremo”, disse. A manifestação do relator foi seguida, por maioria, em deliberação no Plenário Virtual da Corte. O mérito do recurso será submetido a posterior julgamento pelo Plenário físico do STF.

domingo, 23 de junho de 2019

UFAM seleciona professor de Jornalismo


Concurso selecionará um professor adjunto para as áreas de Radiojornalismo e Teorias da Comunicação. Salário de R$ 9.600,92.


Por Chico Sant'Anna

A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) abriu as inscrições para concurso público que selecionará professor para o Curso de Jornalismo, com atuação no Campus Manaus (AM).  Apenas uma vaga está sendo ofertada e ela se destina a área de conhecimento: Radiojornalismo e Teorias do Jornalismo.

Além da graduação em Comunicação Social, habilitação Jornalismo ou Jornalismo, os candidatos deverão ser detentores de doutorado em Ciências da Comunicação, ou Comunicação, ou Jornalismo, ou Sociedade e Cultura na Amazônia, ou ainda Ciências do Ambiente.

O contrato será sob as regras do Regime Jurídico Único, com dedicação exclusiva, na classe Adjunto A, padrão Nível I. A remuneração será de R$ 9.600,92, já incluído o adicional referente ao nível de doutorado. Poderão ser acrescidos a esse valor, mediante solicitação do servidor, Auxílio Alimentação no Valor de R$ 458,00, Auxílio Creche e Pré-Escolar no valor de R$ 321,00 para dependentes com idade inferior a seis anos e Vale Transporte conforme legislação vigente

As inscrições vão até dia 09/07/2019, por meio da Página das inscrições. 

sábado, 22 de junho de 2019

Polícia alagoana busca motoqueiros que atropelaram jornalista em manifestação



Caso vai ser levado ao Ministério Público Estadual e à Comissão de Direitos Humanos da OAB

Fonte: Sindjornal/AL

A jornalista alagoana Fátima Almeida, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, foi propositalmente atropelada por motoqueiros quando participava na sexta-feira (14), da manifestação contra a Reforma da Previdência. A dirigente sindical submeteu-se a exame de corpo de delito, no Instituto Médico Legal (IML), dando continuidade às providências para identificação e responsabilização cível e penal dos motoqueiros que a atropelaram.

O fato foi registrado na Central de Flagrantes, no sábado (15), quando a jornalista formalizou a notícia crime e registrou boletim de ocorrência (B.O.), acompanhada pelo atual presidente do sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal), Izaías Barbosa, da vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Valdice Gomes, e do jornalista Flávio Peixoto, ex-presidente do Sindjornal.

Corpo de delito: Jornalista Fátima Almeida,
atropelada  por motoqueiros, passa por exame no IML
“Estamos aguardando o laudo do IML, para ingressar com representação no Ministério Público de Alagoas para o encaminhamento da denúncia  à Justiça alagoana”, assegurou a jornalista. O caso vai ser levado também à Comissão de Direitos Humanos da OAB/Seção de Alagoas. 
“Vamos acompanhar de perto esse caso para que os fatos sejam esclarecidos e os responsáveis punidos. Tudo o que ocorreu é muito grave. E há provas de que o incidente foi proposital. Não podemos deixar de cobrar essa investigação”, afirmou o presidente do Sindjornal.

Segundo Fátima, além de fotos, há um vídeo no qual um dos motoqueiros envolvidos no atropelamento aparece acompanhando a manifestação desde a concentração do ato na Praça do Centenário. Pessoas que estavam na manifestação e viram a ocorrência já se colocaram à disposição da jornalista para contribuir com a investigação, na qualidade de testemunhas.

“Fazemos questão de levar adiante essa ocorrência, até porque esse tipo de comportamento poderia ter resultado em uma tragédia, envolvendo inclusive mais vítimas.
O atropelamento aconteceu nas  proximidades do prédio da Embratel, descendo a Ladeira dos Martírios, no bairro do Farol. 
“Foram três motoqueiros. Eles cruzaram a via, aceleraram e vieram com tudo pra cima das pessoas”, relembra Fátima, que caiu,  chegou a ser arrastada e teve o braço e os dedos machucados.


sexta-feira, 21 de junho de 2019

Livro: Jornalista de Brasília lança obra sobre Doenças Raras-Ela

Você já ouviu falar sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)?

A doença ficou conhecida no mundo a partir da campanha do “Desafio do Balde de Gelo”, em 2014. Por detrás daquela campanha, mais de 15 mil pessoas no Brasil vivem com diagnóstico de ELA. E um desses brasileiros, é o José Léda.

Há 14 anos, José Léda vive com a doença neurodegenerativa e toda a sua trajetória será contada na biografia “Hei de Vencer”. O livro foi escrito pela jornalista e amiga Hulda Rode, editado pela esposa de José, Sandra Mota Léda, e tem o Prefácio escrito pelo médico Dr. Acary Bulle, chefe do Departamento de Doenças Neuromusculares da UNIFESP. A obra será lançada na próxima sexta-feira, 21 de junho, no Ernesto Cafés Especiais (Asa Norte).

Segundo a autora, a motivação para escrever esta Biografia é a enorme coragem do José para enfrentar, conviver e aceitar a vida com a ELA e suas consequências.

“Com maestria, José fez de seu prognóstico um espetáculo e excelência no viver. As experiências que o acompanham exigem esforço, conhecimento e amor. Amor para enfrentar as intercorrências que lhe são impostas, gradativamente, ao longo de sua jornada. Amor para viver cada minuto da forma que é possível”.

Para Hulda Rode, o título “Hei de Vencer” foi escolhido porque esse é o lema de José e esta Biografia “é um convite a valorizar cada segundo de nossa vida e das pessoas que dela fazem parte. Objetiva, então, falar da vida com a ELA, especialmente, a de José Léda, em todas as suas dimensões. A criança, o homem, o trabalhador, o pai, o esposo, o avô, o filho, o amigo que nos ensina que a coragem é o combustível para vencer todas as estações”.

A biografia “Hei de Vencer” é um projeto editorial vinculado ao Instituto Alta Complexidade Política & Saúde, que atua no acolhimento de pessoas com doenças raras em Brasília e produzido pela Editora HR.

Serviço
Lançamento: Hei de Vencer: A história de José Léda
Data: 21 de junho de 2019
Horário: 18h30 às 22h
Local: Ernesto Cafés Especiais, 108 Norte, Asa Norte, Brasília – DF
Informações: (61) 9.8310-7306

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Cinco concursos movimentam as oportunidades para Jornalistas

Por Chico Sant'Anna, com informações do portal do Instituto Superior de Comunicação - Iscom


Nesses tempos de crise econômica e que a imprensa tradicional vem oferecendo poucas oportunidades de trabalho, a dica é ficar de olho nos concursos públicos, em especial, nos que acontecem nos Estados e municípios.
Pelo menos duas prefeituras, Brodowski, em São Paulo e Maragogi, em Alagoas. estão com inscrições abertas. E atenção, nesses dois casos é bom correr, pois as inscrições terminam dia 31 de maio.
Duas universidades federais, a de Goiás e a do Espirito Santo, também lançaram edital de concurso para jornalistas. As vagas não são para lecionar, mas sim para o exercício da função jornalística nessas instituições. No caso da UFG, além da vaga especifica para Jornalista, há uma segunda para Diretor de Produção, na qual poderão concorrer diplomados em Jornalismo, ou Cinema e Áudio Visual, ou Publicidade e Propaganda, ou Rádio e TV, ou Rádio TV e Internet. Para todas as vagas das universidades, o salário será de R$ 4.180,66.
Também o Conselho Regional de Psicologia do Paraná lançou editar para a seleção de Jornalistas, nesse caso é para a formação de cadastro reserva. O cadastro contará com 25 vagas, todas em Curitiba, com salário de R$ 3.663,75.
Em todos os editais é exigido a formação acadêmica de nível superior em Jornalismo, sendo que no caso da vaga de Diretor de Produção, são aceitas as alternativas acima descritas. 

Confira abaixo as informações detalhadas.

Câmara Municipal de Brodowski, SP
1 vaga de assessor de imprensa
Salário: R$ 3.040,95 + 635,20 (alimentação)
Inscrições até 31 de maio
Taxa: R$ 74,00
Banca: Consulplam (consulpam.com.br)
Data da prova: 7/7/2019 (previsão)
Prova objetiva de conhecimentos específicos (30, peso 5), língua portuguesa (10), matemática, direito administrativo, informática e atualidades (10), prova de títulos
Confira aqui o Edital


Prefeitura de Maragogi, AL
1 vaga para jornalista
Salário: R$ 2.000,00
Inscrição até 31 de maio
Taxa: 90,00
Banca: IDHTEC (idhtec.org.br)
Data da prova: 7/7/2019
Prova objetiva de conhecimentos específicos (25) e língua portuguesa (15)
Confira aqui o Edital


Universidade Federal de Goiás
1 Vaga para jornalista e 1 vaga para diretor de produção (graduados em Comunicação Social)
Salário: R$ 4.180,66
Inscrição: 7 a 26 de junho
Taxa: 150,00
Banca: UFG (cs.ufg.br)
Data da prova: 15 de setembro
Prova objetiva de conhecimentos específicos (40), língua portuguesa (10), informática (5) e matemática (5)
Confira aqui o Edital


Universidade Federal do Espírito Santo
1 vaga para jornalista
Remuneração: R$ 4.180,66 + R$ 458,00 (aux. alimentação) = R$ 4.638,66
Inscrições: 6 de maio a 7 de julho
Taxa: R$ 130,00
Banca: UFES (progep.ufes.br)
Data da prova: 18 de agosto
Prova objetiva de conhecimento específico (20, peso 2), língua portuguesa (5), raciocínio lógico (5), legislação (5) e informática (5)
Confira aqui o Edital


Conselho Regional de Psicologia do Paraná
25 Vagas no cadastro de reserva para jornalista
Salário: R$ 3.663,75 + benefícios
Atuação em Curitiba, 25h semanais
Banca: Quadrix (quadrix.org.br)
Inscrição até 8 de julho
Taxa: R$ 65,00
Data da prova: 28 de julho
Prova objetiva de conhecimentos específicos (50), básicos (40: língua portuguesa, noções de informática, raciocínio lógico e atualidades) e complementares (30: legislação e ética na administração pública e direito constitucional)
Confira aqui o Edital

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Revista seleciona editor pra atuar em São Paulo

A revista Repórter Brasil procura jornalista com experiência em edição de revistas jornalísticas para início imediato.
A vaga é pelo regime CLT e o local de trabalho é São Paulo. .

As habilidades procuradas são:

- Experiência em edição de reportagens para revistas será valorizada
- Experiência com cobertura da questão indígena será um importante diferencial
- Afinidade com cobertura política, direitos trabalhistas e questões socioambientais.
- Rigor e precisão na apuração
- Experiência com jornalismo investigativo será valorizada
- Inglês avançado será valorizado
- Comprometimento, responsabilidade e facilidade para trabalhar em equipe

A Repórter Brasil valoriza a diversidade da sua equipe e esse critério será um fator na seleção

Os interessados devem enviar currículos para o email vagas@reporterbrasil.org.br com o assunto Vaga editor até o dia 8 de maio de 2019.

Juntamente com o currículo devem ser anexadas duas amostras do trabalho de edição e uma reportagem de autoria do candidato.

O currículo deve ser enviado aberto no corpo do e-mail.

domingo, 7 de abril de 2019

Sesi Nacional seleciona Jornalista

O Serviço Social da Indústria - Sesi Nacional, organização vinculada à Confederação Nacional das Indústrias,  seleciona até o dia 19 de abril um jornalista para contratação na função de Analista de Comunicação Junior.

A vaga será para desempenho em Brasília. O candidato deverá possuir graduação em Jornalismo, Registro Profissional, conhecimento em mídias sociais e domínio em ferramentas de áudio, vídeo e mídias diversas.

Deverá possuir ainda experiência na cobertura de eventos, desenvolvimento de textos para atualização de páginas web e mídias sociais.

Os interessados deverão acessar o portal www.vagas.com,br/v1869566 e cadastrar o respectivo currículo até o dia 19 de abril.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Morre o símbolo da fotografia brasileira. Adeus a Gervásio Baptista.



Brasília perde Gervásio Baptista, 97 anos, que nunca se intimidou com o ambiente solene do Palácio. Gervásio, o Gegê, foi uma referência para todas as gerações de fotógrafos



Por Alan Marques, publicado originalmente no Misto Brasília


Gervásio nos deixou hoje, mas estará sempre presente na lembrança de que viu seu sorriso e ouviu suas piadas. Não tinha como não rir com ele e não aprender como ele. Gegê, querido de todos, alegre para todos, gentil com todos. Todos nós sentiremos sua falta.
Deixo uma breve homenagem nas linhas de artigo que fiz sobre ele. É um texto que fala dele por meio do seu legado: fotojornalismo e a fotografia como arte.

Meu carinho!
Gervásio Baptista nunca se intimidou com o ambiente solene do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional ou STF, porque, com a bagagem de quem cobriu a Guerra do Vietnã (1955-75), a Revolução dos Cravos em Portugal (1974) e foi fotógrafo da Presidência da República durante o governo de José Sarney (1985-90), sempre transitou entre togados,  políticos e entre balas com a leveza de quem fotografa a vida mirando a sua efemeridade.

Como tudo começou
O início da carreira desse fotógrafo foi aos 15 anos, quando entrou para o jornal “Estado da Bahia” com uma câmera de chapa de vidro 9×12 e um flash “que colocava fogo em tudo”.
Não tinha nem um ano de casa quando foi pautado para fotografar Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados, recebendo a Comenda do Vaqueiro, no interior do Estado.
Um jumento tinha sido todo preparado com arreios coloridos e quatro homens levantaram Chateaubriand no colo para colocá-lo no lombo do bicho. Chatô vetou a publicação da imagem, mas acabou levando o jovem fotógrafo para trabalhar no Rio de Janeiro, na revista “O Cruzeiro”.
No final da década de 50, já na revista “Manchete”, Gervásio cometeu uma gafe quando pediu um cigarro a um médico argentino que estava em Cuba. Era Ernesto Che Guevara. O guerrilheiro soltou um palavrão e disse que cigarro era coisa de norte-americano e aquilo era um autêntico charuto cubano, “verdadeiro fumo de homem”. A conversa acabou entre risos.

Fotos mais polêmicas

Nem sempre a relação com fotografados foi assim, tranquila. Encarregado de cobrir a missa de 30 dias da morte do marido da ex-miss Brasil Marta Rocha, Gervásio descobriu já na igreja que a viúva tinha proibido a entrada da imprensa. Tentou se esgueirar pelo telhado do prédio, mas acabou despencando perto da beldade. Fez uma única foto, tomou um soco do sacristão e foi preso.
O gosto pelo ângulo privilegiado o levou a subir em uma estátua de anjo durante o funeral do presidente Getúlio Vargas. Enquanto fotografava, sentiu uma pessoa puxando seu pé. “Rapaz, você vai cair daí”, advertia o homem. “Qualquer coisa o senhor me pega”, disse Gervásio para Tancredo Neves, na época ministro da Justiça.
Mais de 30 anos depois, o então presidente eleito Tancredo estava internado no Hospital de Base de Brasília. Era necessário mostrar que Tancredo estava bem e tranquilizar o país. Foi Gervásio, amigo do presidente, o nome lembrado para fazer a imagem esperada por todos.
Depois de fazer o trabalho, o fotógrafo pediu a Tancredo para acenar aos jornalistas de plantão, em frente ao hospital. O presidente não quis, mas prometeu que no sábado seguinte, quando recebesse alta, todos poderiam fazer fotos. Esse dia nunca chegou.

Nota da Redação 

Gervásio Baptista, conhecido como o "fotógrafo dos presidentes", morreu aos 96 anos, na manhã desta sexta-feira (5/4), por causas naturais. Ele estava em um espaço para idosos em Vicente Pires, no Distrito Federal. Nossa homenagem a esse pioneiro do fotojornalismo brasileiro que inspirou tantas gerações.

domingo, 3 de março de 2019

CNJ lança concurso para escolher nova identidade visual

Por Paula Andrade, da Agência CNJ de Notícias

Dica para publicitários, artistas, designers: o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou nesta quinta-feira (28/2) edital do concurso para desenvolvimento da nova identidade visual do sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe). A ideia é renovar o conceito do PJe, da concepção de sistema para a realidade de plataforma, com uma comunidade de desenvolvimento.
Poderão participar do concurso equipes formadas por servidores, estagiários ou prestadores de serviços dos órgãos do Poder Judiciário. É ilimitado o número de equipes e projetos por tribunal ou conselho e pode haver equipes mistas entre os tribunais. Servidores, estagiários, prestadores de serviço do CNJ e respectivos parentes até o terceiro grau não podem participar.
A equipe deverá apresentar o conceito da identidade visual criada, a logomarca, as aplicações e o manual de identidade visual. Todo o trabalho será avaliado por banca julgadora composta por cinco membros: um conselheiro do CNJ, dois profissionais do mercado com atuação na área de criação visual e dois servidores ou colaboradores da Secretaria de Comunicação Social do CNJ.
A inscrição das equipes poderá ser feita por qualquer um de seus integrantes neste endereço eletrônico < www.pje.jus.br/concursopje>, disponível no período de 18 de março a 18 de abril. Os participantes do projeto vencedor ganharão passagem, hospedagem e os ingressos para participar do evento Singularity Brasil 2019.
O resultado do concurso será divulgado no portal eletrônico do CNJ no dia 8 de maio.
O edital pode ser acessado aqui.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Boechat, o mascote da noite


Por Aylê-Salassié Filgueiras Quintão*

Quando a noite desce a sabedoria emerge. A escuridão é o momento da revelação. Estamos falando do acidente que tirou a vida do jornalista Ricardo Boechat, da Rede Bandeirantes, aos 66 anos . É de impressionar a extensão da sua popularidade, representada por um grande número de seguidores em todo o Brasil.  Poucos haviam percebido. Era ainda dia.
Nascido na Argentina e criado por aqui, depois de conviver , na condição de repórter e comentarista, com diversos públicos  dos jornais, da televisão e do rádio,  Boechat terminou captando a alma do brasileiro: o espírito nacional levemente irônico, sua graça,  as angústias tragicômicas e a provincialidade diante das modernidades latentes..
Temido pelos transgressores do mundo político, era amado pelo cidadão comum. A escuridão de sua morte desnudou o reconhecimento da sabedoria que o acompanhava no relacionamento com a população. Todos o assistiam e, um grande número de ouvintes e telespectadores seguiam quase paradigmaticamente  suas críticas e observações de estilo descontraído, mas veementes.
No rádio, então, era imbatível. Sua comunicação com a população fluía, leve e solta . Sabedoria e bom senso competiam, sim, com a comunicação nas redes sociais. Não mentia . O riso irônico refletia a sensação de indignação e impotência do cidadão .Ele e José Simão, com um “Me engana que gosto”,  gargalhavam, sem constrangimentos nem censura, ante declarações ou iniciativas públicas protelatórias ou mentirosas amplamente veiculadas 
Boechat carregava a sabedoria do homem comum. Era invejável a facilidade com que manejava o discurso jornalístico, que, por ser crítico, não deve e não pode subestimar jamais o sentido da autonomia existencial do indivíduo e o esforço do homem pela sobrevivência. Sua morte traz mais uma luz para os sombrios espaços da redação e dos estúdios.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Cresce a violência contra jornalistas no Brasil

Os casos de agressões a jornalistas cresceram 36,36%, em relação ao ano de 2017. Foram 135 ocorrências de violência, entre elas um assassinato, que vitimaram 227 profissionais. 


A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) apresenta, amanhã, sexta-feira, seu Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil - 2018. O lançamento será no auditório do Sindicato dos Jornalistas no Município do Rio de Janeiro, às 14 horas.
O relatório da FENAJ revela que os casos de agressões a jornalistas cresceram 36,36%, em relação ao ano de 2017. Foram 135 ocorrências de violência, entre elas um assassinato, que vitimaram 227 profissionais. E os números mostram que esse incremento esteve diretamente relacionado à eleição presidencial e episódios associados a ela, como a condenação e prisão do ex-presidente Lula.
Eleitores/manifestantes foram os principais agressores, sendo responsáveis por 30 casos de violência contra os jornalistas, o que representa 22,22% do total. Entre esse grupo, os partidários do presidente eleito Jair Bolsonaro foram os que mais agrediram a categoria, somando 23 casos. Já os partidários do ex-presidente Lula, que não chegou a ser candidato, estiveram envolvidos em sete episódios.
A greve dos caminhoneiros (movimento com características de locaute) também contribuiu para alterar o perfil dos agressores. Com 23 casos (17,04% do total), os caminhoneiros ficaram sem segundo lugar na lista dos que cometeram atos de violência contra os jornalistas.
Caminhoneiros e eleitores/manifestantes foram os responsáveis pelo crescimento significativo do número de agressões físicas, agressões verbais, ameaças/intimidações e impedimentos ao exercício profissional.
Os jornalistas foram vítimas também de políticos, policiais, juízes, empresários, dirigentes/torcedores de times de futebol e populares. Além do assassinato, das agressões físicas e verbais, das ameaças/intimidações e dos impedimentos ao exercício profissional, houve ainda casos de cerceamento à liberdade de imprensa por decisões judiciais, censuras, atentados, prisão e práticas contra a organização sindical da categoria.
Para a presidenta da FENAJ, Maria José Braga, o crescimento da violência contra jornalistas é uma demonstração inequívoca de que grupos e segmentos da sociedade brasileira não toleram a divergência e a crítica e não têm apreço pela democracia. Segundo ela, é preciso medidas urgentes por parte do poder público e das empresas de comunicação para garantir a integridade dos profissionais.
Entre as medidas defendidas pela FENAJ, estão a criação de um protocolo de atuação das polícias em manifestações públicas e a garantia, por parte das empresas de comunicação, de adoção de medidas mitigatórias dos riscos para cada situação específica. “Essas medidas podem e devem variar. Em um caso pode ser necessário, por exemplo, a utilização de equipamentos de proteção individual. Em outro, pode ser melhor o jornalista não estar sozinho”, comenta.
Maria José também ressalta o crescimento das ameaças/intimidações e agressões verbais praticadas por meio das redes sociais. Para a ela, esses casos também são graves e precisam ser denunciados, para que os agressores sejam identificados e punidos.