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segunda-feira, 9 de março de 2026

Livro sobre a fabricação dos invisíveis na história do Brasil pode ser baixado gratuitamente


O livro “Quem somos nós na fila do pão? A fabricação dos invisíveis na história do Brasil” pode ser baixado e lido gratuitamente por meio desse link.


O livro “Quem somos nós na fila do pão? A fabricação dos invisíveis na história do Brasil”, lançado pelo jornalista José Cristian Góes em 2022 e com todas as edições impressas esgotadas, será agora distribuído gratuitamente no formato digital, pela Mangue Jornalismo de Sergipe.

Editado pela Edise, “Quem somos nós na fila do pão?” é parte da tese de Doutorado em Comunicação e Sociabilidade defendida pelo jornalista Cristian Góes na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). No livro, ele propõe um percurso crítico para discutir o “Outro” e as identidades, recorrendo a alguns elementos da História.

“Busquei mergulhar na trajetória da formação nacional para pensar sobre quem é o Outro em nós”, informou Cristian.

No trabalho emergem discussões sobre as manipulações identitárias, genocídios, escravização indígena e africana, o nascimento dos ‘Ninguéns’. A violência e o racismo são temas vitais no livro. Cristian Góes trata da fantasia da nação e da pátria, da participação da igreja na pedagogia racista e a construção ideológica dos invisíveis para consolidar a ideia de país.

“O Outro é fabricado no Brasil como repulsa, prevalecendo como a Diferença contra nós, que será sempre pobre, indígena, negra, criminosa, suja, doente, ameaça constante em permanente controle e extermínio. Todavia, a elite brasileira também produziu um Outro como desejo, referência, a ser imitado”, analisa Cristian Góes.

Para o autor, há um acerto de contas histórico entre nós que ainda está em aberto e que precisa ser enfrentado. Além desse livro, a tese de Cristian Góes foi dividida em outros dois livros:

·        “A Comunidade Invisível”, editado pela Ponte Editora, em Portugal.

·        “O jornalismo e a experiência do invisível: teoria, método e estudo de caso”, pela Editora Appris, de Curitiba/PR.

O livro “Quem somos nós na fila do pão? A fabricação dos invisíveis na história do Brasil” pode ser baixado e lido gratuitamente por meio desse link.

O autor:

José Cristian Góes é jornalista, doutor em Comunicação pela UFMG, com doutoramento sanduíche na Universidade do Minho/Braga, Portugal. É mestre em Comunicação pela UFS. 

Foi repórter e colunista em jornais, revistas e portais e trabalhou em assessoria de comunicação. Foi secretário de Comunicação da prefeitura de Aracaju, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe e membro da Comissão Nacional de Ética dos Jornalistas. 

É servidor público federal e coordena a Mangue Jornalismo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Pesquisa aponta indução dos algoritmo do Instagram a transtornos alimentares em mulheres

Decréscimo da autoestima e insatisfação corporal surgem da pressão por padrões de beleza. Quanto maior o engajamento na rede social também maior é a influência negativa

Da Ascom do Uniceub

O Instagram é uma rede social que vai além da informação dinâmica. A vitrine social mostra pessoas, lugares e situações como sinônimo de pertencimento social, sucesso e felicidade plena. Por vezes, distorce a imagem da realidade e acaba frustrando homens e mulheres, sobretudo o público feminino. Com base nos efeitos psicológicos causados pela rede, a estudante de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Stephanie Popoff, realizou uma pesquisa com 118 mulheres de 18 a 54 anos e usuárias assíduas do Instagram, para identificar a relação entre o uso da rede como comportamento de risco associado aos transtornos psicológicos e alimentares em jovens adultas.

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Os resultados são impactantes: das 118 mulheres entrevistadas, 83,9% relataram ter tido diagnóstico de transtornos psiquiátricos, sendo os transtornos de ansiedade os mais prevalentes na amostra 51,5%, seguidos por transtornos de humor 24,2%. Outras 14,1% participantes afirmaram ter diagnóstico de transtornos alimentares. “A utilização excessiva de alguns conteúdos recomendados pelo algoritmo do Instagram pode influenciar para o surgimento de transtornos alimentares, considerando que a insatisfação corporal é um fator de risco para a manifestação de transtornos alimentares”, explica Stephanie.

Orientador do projeto e professor de Psicologia do CEUB, Daniel Barbieri destaca que pelo fato da rede social estar integrada à vida das pessoas, provoca diferentes graus de engajamento, de modo que as pessoas consideram uma parte significativa da vida e se importam com as reações. “As pessoas que postam muitas informações são diretamente afetadas pelas reações estabelecidas – o que se relaciona à autoestima das mulheres com maior engajamento nas redes sociais”, considera. “Mulheres que são mais engajadas no Instagram podem passar o dia inteiro sofrendo publicações de outros engajamentos”, alerta Daniel.

A partir da interpretação dos dados, as informações pessoais - fotos, momentos históricos – são aquelas mais sujeitas a gerar os julgamentos estéticos e alimentares. “De fato, as redes sociais são interessantes em vários contextos, por possibilitar a comunicação entre as pessoas, mas tem uma faceta perigosa, que é potencialmente danosa à saúde mental”, considera Daniel. De forma complementar, a estudante de Psicologia do CEUB arremata: “O mais crítico é porque a rede opera como propagadora de determinados ideais de beleza que, muitas vezes, são insustentáveis ou até mesmo inexistentes”.

Maior engajamento e menor autoestima

A pesquisa da aluna do CEUB se propôs a investigar de que maneira o uso do Instagram está relacionado à autoestima e a satisfação corporal de mulheres adultas, tendo em vista que a plataforma utiliza estritamente a imagem corporal como ferramenta de interação entre os usuários. Também buscou correlacionar o uso exacerbado do Instagram como comportamento de risco associado aos transtornos alimentares em jovens adulta.

Para essa apuração, a pesquisadora entrevistou 118 mulheres adultas, de 18 a 54 anos e usuárias assíduas do Instagram por meio de três questionários distintos. Entre pontuações que significam “discordo totalmente e concordo totalmente” as mulheres responderam sobre os conteúdos preferidos e se sentem pressionadas por determinados tipos de padrão.

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Livro: A política contada e cantada no cordel versus a grande mídia

Por Chico Sant'Anna


O momento não podia ser melhor. Período eleitoral, discussão sobre o voto dos nordestinos, um cenário perfeito para se lançar o livro Política e Literatura de Cordel - o folheto de política como mídia informativa alternativa, popular e contra-hegemônica. Em tempos de redes sociais, zap zap, o pesquisador e jornalista cearense, Alberto Perdigão, mergulhou nos folhetins da literatura de cordel que tratam de política. A obra discute a poesia-reportagem como alternativa à notícia do jornal e analisa as narrativas do cordel sobre o golpe que destituiu a presidente Dilma Rousseff

Política e Literatura de Cordel - o folheto de política como mídia informativa alternativa, popular e contra-hegemônica (RDS, 2022, 352 p.) será lançado, com a presença do autor, em Brasília, nesta sexta-feira (21), às 17 horas, na livraria Sebinho (Comércio Local Norte 406, bloco. C, loja 44). A obra reúne uma coletânea de 12 artigos resultantes de uma pesquisa inédita, realizada por Perdigão, durante os anos de 2016 e 2021.

Dois dos capítulos analisam a narrativa de oito folhetos de cordel de autores nordestinos, publicados durante o processo de destituição da presidente Dilma Rousseff. Nas poesias-reportagens da amostra, os poetas-repórteres optam pela versão de golpe, diferentemente da perspectiva de impeachment apresentada pela mídia convencional. A amostra está reproduzida na íntegra em um dos anexos do livro.

“São mistos de notícia e de editorial perfeitos na rima e na métrica, e impecáveisl do ponto de vista da narrativa jornalísitica”, afirma Perdigão. Os artigos foram publicados em anais de congressos e em revistas científicas. A obra homenageia três pesquisadores da literatura de cordel já falecidos, que contribuíram com a pesquisa do autor: Joseph Luyten, que morreu em 2016, Gilmar de Carvalho (2021) e Arievaldo Viana (2021).

O autor

Alberto Perdigão (Fortaleza, 1963) - jornalista, mestre em políticas públicas e sociedade, pesquisa o folheto informativo da literatura de cordel, com ênfase no folheto de política. Atua como editor, apresentador em programas de jornalismo popular, e como professor de comunicação comunitária e alternativa. É autor dos livros Comunicação Pública e TV Digital (EdUece, 2010 - dissertação de mestrado), Comunicação Pública e Inclusão Política (RDS, 2014 - artigos jornalísticos) e Únicos (Editora Radiadora, 2021 - poesias). 


Serviço:
Livro
- Política e Literatura de Cordel - o folheto de política como mídia informativa alternativa, popular e contra-hegemônica
Autor -  Alberto Perdigão - 
Contato WhatsApp - (85) 99988.8638.
Capa: Rafael Limaverde.
Ilustração da capa: Hamurábi Batista
Lançamento no DF - Livraria Sebinho (Comércio Local Norte 406, bloco. C, loja 44) sexta-feira (21), às 17h
ISBN: 978-65-88668-36-8

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Livro revela o papel dos algoritmos na propagação das fake news

Pesquisa de Magaly Prado, doutora em Comunicação e Semiótica, pontua o uso da inteligência artificial na formação de radicalizações e bolhas sociais. 


De meros conjuntos de instruções para a realização de uma tarefa, os algoritmos se tornaram personagens de destaque em um amplo debate sobre a sustentação dos preceitos democráticos em todo o mundo. Eles também são o ponto de partida do livro Fake News e Inteligência Artificial, lançamento da editora Almedina Brasil. A obra da Doutora em Comunicação e Semiótica, Magaly Prado, explora as origens da desinformação, analisa o impacto destrutivo das notícias falsas e indica os caminhos para a superação do problema.

Fruto de um trabalho de quatro anos de pesquisa e ampla investigação de áreas do conhecimento como big data, machine learning e blockchain, o livro explora o uso da inteligência artificial para a produção e disseminação de conteúdos inverídicos, enganosos, dissimuladores e potencialmente danosos. Presentes no dia a dia da população, mesmo que disfarçados ou despercebidos, os algoritmos hoje influenciam a tomada de decisões, contribuem para as radicalizações e fomentam a formação de bolhas sociais.

Ao abordar diferentes vertentes da inteligência artificial, Magaly Prado revela como o uso indevido destas tecnologias tem afetado negativamente as democracias. Com apenas alguns cliques, é possível produzir páginas, fotos, áudios e vídeos adulterados com o intuito de reforçar opiniões, mesmo que autoritárias ou discriminatórias, ou ainda desmoralizar poderes e personalidades. Esta praticidade, aliada às possibilidades de rápida distribuição de conteúdos, tem minado a confiança em instituições como o poder público, imprensa, as organizações científicas e as entidades artístícas.

Em Fake News e Inteligência Artificial, a autora se debruça sobre temas como a disputa pelas informações pessoais dos usuários na internet, o papel dos algoritimos nas mídias sociais e na distribuição de notícias e a conexão entre polarização e desinformação. Sem se abalar pelo pessimismo, a especialista destaca ainda as possibilidades, já existentes, para o controle e eventual eliminação das fake news. Isso sem desconsideradar argumentações essenciais como a necessidade de uma regulação que não incite e não emule a censura.

Sobre a autora

Magaly Prado, é doutora em Comunicação e Semiótica e mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela PUC-SP, é também professora da pós-graduação Transformação Digital. Bolsista de pós-doutorado da Cátedra Oscar Sala (Instituto de Estudos Avançados) e da Escola de Comunicações e Artes (ECA), integra o time de pesquisadores do Center for Artificial Intelligence (C4AI), da Universidade de São Paulo (USP). Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero, é autora dos livros “Produção de Rádio: um Manual Prático”, “Webjornalismo”, “História do Rádio no Brasil”, “Ciberativismo e Noticiário: da mídia torpedista às redes sociais” e “Fake News e Inteligência Artificial”.

Ficha técnica

Livro: Fake News e Inteligência Artificial
Autora: Magaly Prado
Editora: Editora Almedina Brasil, selo Edições 70
ISBN: 9788562938658
Páginas: 424 - Formato: 13x23x0,7
Preço: R$ 99,00 - Onde encontrar: Editora Almedina, Amazon

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Censo apura o perfil racial dos profissionais de imprensa no Brasil

Levantamento quer traçar o perfil racial dos jornalistas em atuação no Brasil
Estudo quer identificar o perfil étinico racial dos 
jornalistas em atuação no Brasil.
Foto de Chico Sant'Anna.

O Censo, iniciado em 16 de agosto, busca dimensionar o Perfil Racial da Imprensa Brasileira. Questionário será enviado por email aos 61 mil jornalistas em atividade no País, convidando-os a responderem a pesquisa que tem 13 questões e leva até 5 minutos de duração.


O objetivo do estudo é medir a presença de todas as raças no Jornalismo brasileiro com vistas a permitir, a partir desse conhecimento, o planejamento e a implementação de políticas afirmativas de diversidade e inclusão nas redações jornalísticas. Uma maior diversidade no jornalismo o tornará mais inclusivo e menos preconceituoso, e distorções que ainda são muito comuns, sobretudo em relação aos negros, muito pouco representados tanto quantitativa quanto qualitativamente nas redações, poderão de fato começar a ser combatidas.

A iniciativa é da newsletter Jornalistas&Cia e do Portal dos Jornalistas, em parceria com o Instituto Corda – Rede de Pesquisas e Projetos e I’Max, e conta com o apoio institucional de ABI – Associação Brasileira de Imprensa, Ajor – Associação de Jornalismo Digital, Aner – Associação Nacional dos Editores de Revista, ANJ – Associação Nacional de Jornais, JEeduca – Associação dos Jornalistas de Educação, Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, Rede de Jornalistas Pretos e Universidade Zumbi dos Palmares. Conta ainda com o patrocínio da ADM.

Para estimular uma participação expressiva dos 61 mil jornalistas brasileiros em atividades nas redações, o Censo está realizando uma campanha de estímulo com depoimentos de jornalistas e outras personalidades da sociedade brasileira, como os jornalistas Pedro Bial, Juca Kfouri, Roberto D’Ávila, Flávia Oliveira, Flávia Lima e Wanderley Nogueira, os escritores Laurentino Gomes e Antônio Torres, o maestro João Carlos Martins, a empresária Luiza Trajano, o economista e ex-ministro Maílson da Nóbrega, o ator Paulo Betti, o jornalista e também ex-ministro Miguel Jorge, entre outros. Todos eles apoiam a campanha e recomendam os jornalistas brasileiros a participarem do Censo, pela relevância de se conhecer o Perfil Racial da Imprensa Brasileira e, com isso, contribuir para a diversidade nas redações, para um jornalismo mais plural e equânime, e para o fortalecimento da Democracia e da Liberdade.

domingo, 15 de setembro de 2019

Ufop seleciona professor visitante de Comunicação


Por Chico Sant'Anna

O Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Minas Gerais, lançou edital para pré-seleção de professores visitantes

As vagas de professores visitantes, nacionais e estrangeiros, serão distribuídas de acordo com as seguintes categorias:
  1. Professor Visitante Sênior 1 (PVS1 - Equivalente ao Professor Titular): portador do título de doutor há pelo menos 16 anos, devendo demonstrar que atende aos requisitos exigidos para Bolsista Produtividade em Pesquisa ou Desenvolvimento Tecnológico Nível 1-CNPq da área da proposta, ou reconhecida atuação em gestão para internacionalização; 
  2. Professor Visitante Sênior 2 (PVS2 - Equivalente ao Professor Associado IV): portador do título de doutor há pelo menos 10 anos, devendo demonstrar que atende aos requisitos exigidos para Bolsista Produtividade em Pesquisa ou Desenvolvimento Tecnológico Nível 2-CNPq da área da proposta, ou reconhecida atuação em gestão para internacionalização;
Serão pré-selecionados dois candidatos para cada uma das seguintes linhas de apoio:

  1. Elevação dos Níveis de Qualidade dos Programas de Pós-Graduação 
  2. Apoio à Inserção Internacional dos Programas de Pós-Graduação
  3. Apoio à Inovação Tecnológica 
  4. Apoio à Projetos de Pesquisa Estratégicos
O professor visitante será contratado no regime de dedicação exclusiva (40h/semana) por prazo mínimo de 3 meses e máximo de 12 meses no caso de brasileiros ou no mínimo de 3 meses e máximo de 24 meses no caso de estrangeiros. O contrato do professor visitante poderá ser prorrogado, desde que o tempo máximo da contratação não ultrapasse o limite de 24 meses se brasileiro ou 48 meses, se estrangeiro.

As inscrições vão até 12 de novembro de 2019. Mais detalhes no edital, disponível aqui

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Pesquisa avalia credibilidade popular da imprensa

Coletiva no Senado; Foto de Chico Sant'Anna
Segundo a pesquisa, 60% dos brasileiros acreditam nas notícias que leem ou ouvem.


Publicado originalmente em O Estado de S.Paulo, em 10 de Julho de 2017

Levantamento realizado pelo Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, vinculado à universidade inglesa de Oxford, revela que os cidadãos continuam confiando nos meios de comunicação para se manterem informados. 
Intitulada Relatório de Jornalismo Digital 2017, a pesquisa também mostra que o Brasil é um dos países em que essa confiança é mais acentuada. 
Segundo ela, 60% dos brasileiros entrevistados afirmaram que acreditam nas notícias que leem ou ouvem e que reconhecem a responsabilidade das empresas na filtragem das informações que veiculam.

Ao todo, foram entrevistadas mais de 70 mil pessoas, num total de 36 países. A média de confiança nos meios de comunicação entre os países pesquisados foi de 43%. O país em que o nível de confiança é mais alto é a Finlândia, com 62%, seguido pelo Brasil. Os índices de confiança também são expressivos em Portugal, Polônia e Holanda. Nos Estados Unidos, o índice é de 38%. Entre os países em desenvolvimento, a Coreia do Sul é o que registra um dos índices mais baixos, de 23%.

A tendência é de crescimento dos níveis de confiança. Levantamento realizado no ano passado com mais de 33 mil pessoas de 28 países, pela consultoria americana de relações públicas Edelman, mostrou que a confiança cresceu globalmente de 45%, em 2015, para 47%, em 2016. Esse foi o índice mais alto desde a eclosão da crise financeira de 2007-2008, quando 380 bancos de pequeno e médio portes quebraram e grandes instituições, como o Lehman Brothers, faliram. No Brasil, o índice pulou de 51% para 54%, entre 2015 e 2016.

Alertando para os efeitos das novas tecnologias sobre a qualidade da informação, a pesquisa mostra que 40% dos entrevistados consideram que as empresas de comunicação estão no caminho certo, criando blogs especializados para investigar a veracidade das notícias publicadas na internet. Revela, igualmente, o impacto negativo da proliferação de mensagens caluniosas e de notícias falsas - as chamadas fake news - nas redes sociais. Segundo a pesquisa, os aplicativos que têm ganhado mais espaço são os que permitem comunicação mais privada, como o WhatsApp. Já os aplicativos que utilizam algoritmos para definir quais informações terão maior visibilidade, como o Facebook, têm perdido espaço.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Livro analisa as mediações entre o rádio e as mídias sociais

Acaba de ser publicado o novo livro do pesquisador Marcelo Kischinhevsky, Rádio e mídias sociais: Mediações e interações radiofônicas em plataformas digitais de comunicação (Ed. Mauad X).

O trabalho sistematiza resultados de pesquisa sobre a reconfiguração da indústria da radiodifusão diante da convergência midiática, desenvolvida ao longo dos últimos cinco anos junto ao Curso de Jornalismo e ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom) da Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCS/UERJ),

O livro aborda o rádio como um meio de comunicação expandido, que extrapola as transmissões em ondas hertzianas e transborda para as mídias sociais, o celular, a TV por assinatura, sites de jornais, portais de música. 

Um meio em que não apenas a escuta se dá em múltiplos dispositivos, ambientes e temporalidades, mas também a produção, a edição e a veiculação de conteúdos ocorrem com agilidade crescente e muitas vezes sem fronteiras. Discute ainda como o rádio hertziano é cada vez mais desafiado por novos atores do entorno digital (os chamados serviços de rádio social), ainda que permaneça relevante no novo ecossistema midiático.

Sobre o autor

Marcelo Kischinhevsky coordena o AudioLab (Laboratório de Áudio) e lidera o Grupo de Pesquisa Mediações e Interações Radiofônicas, certificado pelo CNPq.

Lançamento
O lançamento oficial acontece no Rio de Janeiro, dia 14/9, às 19h, na Livraria Blooks (Praia de Botafogo, 316. Haverá também , no Rio de Janeiro). Haverá um pré-lançamento porocasião do Congresso da Intercom, que acontece em São Paulo, .

Abraços sonoros,

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Fruto de pesquisa científica, livro analisa o "instante decisivo" do fotojornalismo

O livro A máquina de acelerar o tempo: conversas sobre o fotojornalismo contemporâneo é leitura essencial para fotojornalistas, jornalistas, fotógrafos, estudantes de comunicação e aqueles dedicados em arvorar o fino véu envolvedor da reportagem fotográfica. A reflexão apresentada por Alan Marques tem o apoio na sua experiência de mais de duas décadas como fotojornalista e na pesquisa feita para mestrado em Comunicação na UnB.

A questão tratada nesta obra está na inter-relação de meios com a procura das convergências e dos conflitos do conceito do Instante Decisivo inserido no fotojornalismo, feito anteriormente com película fotográfica e agora na fixação do visível com o digital. A publicação apresenta análise do ser-fotojornalista, a modulação desse sujeito e a racionalização da captura do mundo pela fotografia noticiosa. O desenho deste livro se forma aos poucos, na premissa do livro Images à la Sauvette (1952), de Henri Cartier-Bresson (1908-2004) e a influência do pensamento desse fotógrafo nas definições basilares do pensar e do fazer da reportagem visual.

Leia no blog Brasília, por Chico Sant'Anna:

A pergunta feita no estudo parte da expectação de um momento síntese definido por Cartier-Bresson e prossegue na pesquisa se esse conceito ecoaria na modulação do fotojornalista, armado com máquina fotográfica digital, em ação na captura do visível. Levou-se em consideração a arquitetura do ambiente atual, em que a internet e as inúmeras ferramentas digitais que envolvem a fotografia configuram toda a forma de comunicação e de mediação de fatos noticiosos.
Esse escavar do solo epistemológico do fotojornalismo atual é a tentativa de entender os sentidos despertos e os campos problemáticos oriundos tanto da película fotográfica quanto da fotografia digital.

A obra é enriquecida com os pensamentos e as ponderações, na forma de entrevista, dos jornalistas Orlando Brito, Evandro Teixeira, Rogério Reis, Wilton Júnior, Diego Padgurshi, Domingos Peixoto, Lula Marques, Sérgio Marques, Ana Nascimento, Tarso Sarraf, André Coelho, Jorge Willian, André Dusek, Ed Ferreira, Juca Varella, Fábio Pozzebom, Dida Sampaio, Monique Renne, Sérgio Amaral e Beto Barata, sobre a reportagem fotográfica. São considerações, raciocínios, posicionamentos e observações forjadas em seis décadas de jornalismos por vinte dos mais influentes repórteres-fotográficos brasileiros.

Sobre o autor:
Alan Marques é graduado em Jornalismo e mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília. Como fotojornalista atua na Folha de S.Paulocom passagens pelo Jornal de Brasília e O Globo. Atualmente, é diretor do Sindicato dos Jornalistas, onde coordena a Comissão do Repórter-Fotográfico do DF.

Serviço:

A máquina de acelerar o tempo: conversas sobre o fotojornalismo contemporâneo Lançamento em Brasília: dia 24 de junho, sexta-feira, às 19h30.
Local: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF.SIG Quadra 2, Lotes 420/430/440 - Brasília - DF, Cobertura C-13 Cep: 70800-110. Telefone:(61) 3343-2251
Acompanhe os debates sobre o livro na página do Facebook 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Livro analisa o vedetismo no jornalismo

Fama e Jornalismo partilham o mesmo espaço na sociedade atual, cercada de mídia


Tradicionalmente, o jornalista é alguém que se apaga ante a objetividade da informação apresentada. A chamada objetividade jornalística, que pede o distanciamento do jornalista em relação ao fato noticioso, vem sofrendo transformações.
Nos últimos anos, num cenário de midiatização, temos observado que alguns jornalistas que transmitem a notícia são também noticiados. Essa dinâmica se evidencia com o aparecimento dos profissionais de jornalismo diante das câmeras de TV e ganha ainda mais força com os movimentos que são provocados pelas redes sociais.
São essas transformações observáveis nas bases do jornalismo e da sociedade que intrigam a jornalista e pesquisadora Ana Lúcia Medeiros, que decidiu observar esse fenômeno no trabalho de doutorado que realizou na Universidade de Brasília.
A tese dá origem ao livro “Noticiador-Noticiado: perfis de jornalistas numa sociedade em midiatização”, que será lançado no restaurante Carpe Diem da 104 Sul, em Brasília, no próximo dia 10 de abril.
A obra aborda os processos de mudança nas lógicas jornalísticas e nas relações que se estabelecem entre jornalistas famosos e seus circuitos de interação, os internautas e telespectadores, que consomem e, ao mesmo tempo, retroalimentam a mídia com informações.
Para realizar o trabalho, Ana Lúcia Medeiros entrevistou profissionais que atuam em emissoras de TV de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Salvador. A autora observa que, ao aparecer, o jornalista evidencia as competências pessoais. O que se manifesta como curioso é que não há um perfil específico do jornalista que adquire o status de celebridade nem um padrão determinado que estabeleça critérios para que um jornalista se torne conhecido.
A pesquisadora observou que cada entrevistado tem em suas singularidades a marca que o faz um profissional famoso. Também verificou que cada um deles reage de uma maneira particular aos processos da fama; assim como averiguou que não há um modo de reação uníssono da sociedade a essa situação da visibilidade adquirida pelo jornalista.
Entrevistas com Tadeu Schmidt, Caco Barcellos, Rachel Sheherazade, Ticiana Villas Boas e Rosana Jatobá dão corpo à obra. Alexandre Garcia, Juca Kfouri, Francisco José, Beatriz Castro e Malu Fontes fazem parte de um trabalho preliminar que permitiu o avanço das observações sobre as particularidades dessa profissão que sofre transformações à medida que a sociedade passa a interagir como coautora nos processos midiáticos, em constante movimento que se manifesta longe de terminar.
  • Lançamento: Restaurante Carpe Diem – 104 Sul – Brasília
  • Data: Domingo, 10 de abril de 2016, a partir das 18h30
  • Preço: R$ 39,00

Sobre a autora:

Ana Lúcia Medeiros é jornalista, formada pela Universidade Federal da Paraíba; doutora e mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília. Fez doutorado-sandwich na Université de Rennes-1 (França). Estudos pós-doutorais na Universidade Federal da Bahia. É autora do livro “Sotaques na TV” e de  artigos em livros e publicações acadêmicas na área da Comunicação. Foi ombudsman e repórter (Secom/UnB). Durante o período em que foi professora na Universidade Católica de Brasília (1999-2006) e professora substituta na Universidade de Brasília (2006-2008), idealizou e coordenou as agências de comunicação OPN (UCB) e Facto (UnB). Foi repórter colaboradora do Jornal da USP e trainee em televisão.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Livro Jornalista a Serviço das Fontes disponível gratuitamente na web



O professor Aldo Schmitz lança o seu terceiro livro na área da comunicação, intitulado Jornalista a serviço das fontes, pela Combook, editora sem fins lucrativos, por isso o e-book é gratuito e o livro impresso pelo custo da impressão.

O livro reúne alguns artigos do autor divulgados em publicações científicas e eventos de pesquisadores em jornalismo no período de 2012 a 2015 e que abordam a migração e as contribuições dos jornalistas para a comunicação das organizações.

Segundo o autor trata-se de um paradoxo, "pois quem, a princípio, deveria vigiar, questionar, criticar e até mesmo denunciar, assume um papel profissional para promover e inclusive defender as fontes"

Schmitz é jornalista, com mestrado em jornalismo e doutorando em sociologia política pela UFSC. Trabalhou 5 anos como repórter e por 20 anos na gestão da comunicação pública e empresarial. Desde 2007 atua como professor do Instituto Superior de Comunicação (ISCOM). 

É autor também dos livros Fontes de notícias (2011) e Agência de comunicação (2013).

A versão digital (e-book em pdf) deste e de outros livros é gratuita e o livro impresso pode ser adquirido pelo custo de impressão, acrescido do valor da remessa. 

Link para informações, baixar o e-book grátis ou adquirir o livro impresso (12,00):http://iscom.com.br/combook/jornalista-servico-fontes

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Faculdade de Comunicação da UnB realiza lançamentos de seis livros.

Por Dione Moura


Evento será no Sebinho 406 Norte.

No dia 11 de novembro, a Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília  promoverá o lançamento de seis  obras coletivas de estudos de comunicação, com ênfase nos estudos de jornalismo. O evento acontece no café Sebinho, na 406 Norte, a partir das 19h e contará com a participação dos autores. O evento é organizado pela Linha Jornalismo e Sociedade do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UnB.
Os seis livros apresentam o resultado de estudos e reflexões desenvolvidos por pesquisadores da UnB. Também se propõem a debater questões emergentes do Jornalismo e da Comunicação, a partir do diálogo com pesquisadores de outras instituições de ensino e pesquisa brasileiras e de países como Bélgica, Canadá, França e Portugal. As temáticas cobertas pelos trabalhos incluem as transformações do jornalismo, suas relações com a literatura e a história, o uso da análise de conteúdo como  metodologia de pesquisa, as relações entre mídia e política e o jornalismo no Poder Legislativo.

Série Jornalismo e Sociedade

Dentre os seis livros que integram a noite de lançamentos estão os dois primeiros volumes da Série Jornalismo e Sociedade, uma parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UnB  e a Editora Insular.
A série contempla a divulgação de estudos empíricos e esforços de teorização que buscam construir/discutir/fazer avançar uma Teoria do Jornalismo e da Notícia, bem como discussões sobre o jornalismo como práxis, as formas de (auto)regulação da profissão e seu papel na promoção da democracia e da cidadania no contexto brasileiro e em comparação com outros países.
Ela conta com um Conselho Editorial formado por professores e pesquisadores de universidades brasileiras e de outros países da América do sul, além de pesquisadores da América do Norte.

As seis obras que forma a coletânea são as seguintes:

Mudanças e Permanências no Jornalismo

Dione Moura, Fábio Pereira, Zélia Leal Adghirni  (Orgs.)

Série Jornalismo e Sociedade, vol. 1.

Este primeiro volume da Série Jornalismo e Sociedade (Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UnB e Editora Insular) analisa as transformações e permanências do jornalismo, suas reais mutações e constâncias, a partir das contribuições expostas e discutidas por primeira vez entre pesquisadores da América Latina e de países francófonos (Bélgica, Canadá e França) durante o I Colóquio Mejor – Mudanças estruturais no jornalismo, no âmbito da Rede de Estudos Sobre o Jornalismo (Réseau d’études sur le journalisme). 

Notícia em fragmentos. Análise de conteúdo no jornalismo

Thaís de Mendonça Jorge (Org.)

Série Jornalismo e Sociedade, vol. 2.

Segundo volume da Série Jornalismo e Sociedade, o livro quer ajudar pesquisadores, professores e alunos, principalmente os de Mestrado e de Doutorado, como também os de Graduação em Jornalismo, no uso da técnica da Análise de Conteúdo de modo mais eficaz, por meio de situações que podem funcionar como modelos deste conjunto de técnicas.

Narrativas da Identidade Brasileira: Jornalismo e redes sociais.

Célia Maria M. Mota e Paulo Henrique Soares de Almeida (Orgs.)

Os textos selecionados para este livro fazem parte de uma pesquisa cujo foco é a análise das representações da identidade nacional em textos de jornalismo, telejornalismo e de redes sociais, área em que os autores produziram diversos artigos apresentados em eventos científicos nacionais e internacionais.

Jornalismo e Literatura: aventuras da memória.

Dione Moura; Elen Geraldes; Fábio Pereira, Madalena Oliveira; Zélia L. Adghirni (orgs)

Edição Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho/Faculdade de Comunicação da UnB

Jornalismo, Literatura e Memória são áreas distintas, mas possuem fortes pontos de encontro. A coletânea traz artigos que  partem falam da junção  entre jornalismo e literatura, em sua maioria, mas que também procuram examinar diversos aspectos da memória (memória política, memória social,  memória coletiva, historiografia e memória, informação e memória, cotidiano e outras interfaces).

Jornalismo e Poder Legislativo: relações entre mídia e política no Brasil

Zélia Leal Adghirni (Org.)


A coletânea reúne oito textos que aproximam o jornalismo e o Poder Legislativo, tomando como pano de fundo o Brasil contemporâneo. Assinados por autores provenientes de várias instituições, e especialmente baseados na capital federal, os capítulos se cruzam, se interrogam e se encontram numa reflexão crítica e profunda sobre as relações entre o Parlamento e a sociedade. Trata-se de uma obra inédita sobre um tema que certamente atrairá a atenção de leitores interessados em conhecer a política representativa e em compreender como os fatos políticos são midiaticamente abordados.

Novos questionamentos em mídia e política

Julián  Hérmann; Liziane Guazina; Fábio Pereira (orgs.)


Este livro trata de Comunicação e Ciência Política trazendo ao debate as relações entre mídia e política – sem liberdade de expressão não há democracia – e a importância da primeira como manifestação do pluralismo político e meio de cobrança junto ao poder público. 
“Fundamentalmente, o nosso intuito é estudar o papel multifacetado e contraditório da mídia – é ela um ator político? público? privado? – nas transformações políticas recentes no Brasil e na América Latina, para entender seus avanços, problemas, paradoxos e ambiguidades. Para isso, nosso ponto de partida é evitar a idealização normativa, tanto da democracia quanto do papel da mídia, verificar os fatos e contrastar as teorias com a realidade empírica”, explicam os organizadores da obra.
Dessa discussão em torno do papel da mídia como ator político, emerge o fato de que muitas teorias ainda precisam ser desenvolvidas sobre a relação entre mídia e política e é nesse sentido que esta publicação pode contribuir.


Serviço
Data: 11 de novembro de 2015 (Quarta-feira)
Horário: 18h30 às 22h
Local: Sebinho 406 Norte, Asa Norte, Brasília, D.F.
Presença dos organizadores e diversos autores na noite de lançamento.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Da vitrola ao iPod: livro conta a história da indústria fonográfica no Brasil

Da vitrola ao iPod: uma história da indústria fonográfica no Brasil concentra-se, de maneira extensa e aprofundada, na história das gravações musicais brasileiras dos anos 1960 à atualidade.
Pela sua originalidade, pela riqueza de informações e pela rigorosa elaboração, este livro é daqueles que estavam faltando no meio universitário e no mercado editorial brasileiros.
O  autor, Eduardo Vicente, detentord uma graduação em Música Popular, pela Unicamp, e um mestrado em Sociologia, pela mesma universidade, é atualmente professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Ele reuniu em seu trabalho de doutorado, ora publicado em forma de livro, a sua experiência nesses dois campos de atividade, algo que não é comum no campo acadêmico brasileiro.


Sobre o autor: 
Eduardo Vicente possui graduação em Música Popular e mestrado em Sociologia pela Unicamp, doutorado em Ciências da Comunicação pela ECA/USP e pós-doutorado pelo Centre for Media and Cultural Research da Birmingham City University (UK). É professor do Departamento de Cinema, Rádio e TV da ECA/USP e do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais da mesma instituição. Edita a revista Novos Olhares e coordena o MidiaSon: Grupo de Estudos e Produção em Mídia Sonora. É bolsista de Produtividade em Pesquisa PQ 2 (CNPq).

Serviço: 

Livro: Da vitrola ao iPod
Assunto: História
Edição: Alameda (tel.: 11 3012-2400)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Pesquisadores de Comunicação de faculdades não federais querem participar dos editais do governo federal

Pesquisadores e professores de escolas de Comunicação Social que não fazem parte da rede do Ministério da Educação afirmam que os editais e chamadas públicas lançados pelo governo privilegiam apenas as universidades federais.

Desde a primeira gestão do governo Dilma Houssef, os editais e chamadas públicas do governo federal tem privilegiado as universidades federais. E ao começar o segundo mandato, os editais seguem com o mesmo enfoque, como é o caso do Edital Mais Cultura nas Universidades, do MinC.

O princípio de  defesa das instituições de ensino superior públicas federais estaria correto não fosse a realidade da universidade brasileira, principalmente no que diz respeito aos estudos de Comunicação. Neste caso, o que está ocorrendo é uma distorção, afirmam os pesquisadores Cosette Castro, da Universidade Católica de Brasília (UCB), Alvaro Benevenuto Jr., da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Maria Cristina Gobbi, da Unesp, Sergio Gadini, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Cristiano Max Pinheiro, da Feevale, no Rio Grande do Sul e Alberto Perdigão, da Universidade de Fortaleza (Unifor). 

Os  seis pesquisadores que atuam em universidades públicas municipais e estaduais, comunitárias, confessionais e privadas contam que existem 106 universidades federais no país com cursos de Comunicação. “Eles  recebem 9,4% dos alunos brasileiros (18.700 jovens), mas 100% dos seus pesquisadores podem participar dos editais do governo federal”.
De outro lado, estão 1.246 universidades públicas municipais e estaduais, comunitárias, confessionais e privadas que recebem  90,6% dos estudantes de Comunicação do país. São 206 mil 374 alunos espalhados pelo Brasil que - junto com seus professores e pesquisadores - são impedidos de participar dos editais e chamadas públicas do governo federal. Esses estudantes têm como espaço de formação o mercado, enquanto os estudantes das universidades públicas federais são preparados  para pesquisar, pensar políticas públicas e futuramente ocupar altos cargos.

A partir dessa realidade, os pesquisadores do Centro-Oeste, Sul, Sudeste e Nordeste do país decidiram lançar na quinta-feira, 19/2, uma carta aberta ao ministro da Cultura, Juca Ferreira, extensiva ao ministro da secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Thomas Traumann, através do site de petições Avaaz. Nele  solicitam  que os editais e chamadas públicas do governo federal sejam ampliados para todas as universidades, com critérios claros de participação, inclusive para jovens cursos de pós-graduação em Comunicação que leve em consideração o currículo e experiência dos pesquisadores.

“Trata-se de uma dupla exclusão”, diz Cosette Castro, que coordena o Observatório Latino-Americano das Indústrias de Conteúdos Digitais (Olaicd) na Universidade Católica de Brasília, do qual participam pesquisadores brasileiros e de oito países da Região. A primeira ocorre  dentro  do próprio governo. “Ao excluir as demais universidades, tratam  os professores e pesquisadores como cidadãos de segunda categoria. No entanto, se observamos os currículos Lattes desses pesquisadores encontramos uma importante produção acadêmica reconhecida dentro e fora do país”.

A segunda exclusão é ainda mais perversa, conta a pesquisadora,  porque atinge  90,6% dos estudantes de Comunicação do Brasil, entre eles a camada mais pobre  da população.  “50% dos estudantes de universidades privadas, comunitárias ou confessionais recebem bolsa integral ou parcial do PROUNI”. Eles são diretamente prejudicados pelos editais do governo federal, já que não podem participar de projetos de iniciação científica e outras chamadas que possibilitam a formação de um jovem pesquisador, seja no âmbito da graduação ou da pós-graduação.

Os pesquisadores recordam que se -  essa política de exclusão, também presente nas instituições de fomento como a CAPES e o CNPq -  sempre existisse, vários projetos ligados direta ou indiretamente à  área da Comunicação, não poderiam ser desenvolvidos. É o caso do middleware Ginga – que permite a interatividade na TV digital pelo controle remoto e foi desenvolvido em software livre pela PUC-RJ; do Observatório Latino-Americano das Indústrias de Conteúdos Digitais (OLAICD), da UCB - DF ; da TV digital da UNESP, que estaria esperando até hoje para ir ao ar;  ou do  curso de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), de caráter confessional,  que não chegaria a nota 6. Esses são apenas alguns exemplos da expertise existente na academia brasileira, que atuam mais  além das fronteiras das universidades federais.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Pesquisa busca mapear práticas juvenis na internet

Por Dione Moura

Nessa semana, no dia 12/08/2014, a Rede Brasil Conectado, um grupo formado por pesquisadores de universidades de todo o país, lançou o Questionário da Pesquisa Nacional Jovem e Consumo Midiático em Tempos de Convergência. O estudo mapeia o consumo dos meios de comunicação, com ênfase em plataformas digitais, para investigar as práticas, fluxos e rituais de jovens entre 18 e 24 anos na internet e pretende reunir as respostas de milhares de pessoas.
O questionário envolve perguntas sobre o uso de redes sociais, dispositivos móveis e aplicativos, visando comparar resultados das diferentes regiões, a fim de conhecer a diversidade brasileira.
A página do questionário estará disponível no endereço eletrônico da Rede Brasil Conectado: www.redebrasilconectado.com.br
A Rede é coordenada pela professora Nilda Jacks, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e conta com equipes em 26 estados mais o Distrito Federal. A pesquisa foi iniciada em 2012 e já mapeou as práticas de consumo cultural e midiático de jovens da classe C, bem como suas atividades no Facebook. O questionário que será lançado é a última etapa da investigação que pretende construir um mapa das relações entre os jovens e a mídia.

Os resultados da pesquisa serão amplamente divulgados em 2015.
Mais informações,clique aqui.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Livros clássicos sobre rádio disponíveis na Internet

Enviado por  Eduardo Meditsch

O Centro Internacional de Estudios Superiores de Comunicación para América Latina - Ciespal está disponibilizando gratuitamente na internet, em seu repositório digital, toda a sua coleção de livros.
Dentre as obras há algumas consideradas “joias” sobre o rádio, tais como as obras do argentino Mario Kaplun, do colombiano Jimmy Garcia Camargo, Walter Alves, dentre outros.
São textos em espanhol.
Há também manuais de locução, de produção, de radionovelas, de reportagem em áudio, de rádio documentários.
O acervo é considerado, pelos especialistas, um tesouro.
Para acessá-lo, clique aqui.

 Para conhecer outras obras disponiveis na rede, leia também:

domingo, 26 de janeiro de 2014

Novos livros franceses analisam a Comunicação Social e a Política

Dois livros que falam de perto a quem gosta, trabalha e pesquisa a Comunicação Social e a Política acabam de ser lançados na França. 
São eles: "Communication et marketing de l’homme politique", ( em tradução livre, Comunicação e Marketing do Homem Político), de Philippe J. Maarek, ex-presidente do Comité de Recherches en Communication Politique de l'Association Internationale de Science Politique (AISP/IPSA). 
Trata-se da quarta edição da obra, toda atualizada e lançada pela editora LexisNexis.
O livro tem a ambição de mostrar como as campanhas eleitorais são vistas por aqueles que moram no interior da França. Em um de seus capítulos, ele se dedica a analisar as eleições municipais francesas.
Com 545 páginas, na França, o livro custa EU$ 32,00. Mais detalhes, em francês, sobre a obra, clique aqui.
O outro livro é "Les mondes de la communication publique. Légitimation et fabrique symbolique du politique", (em tradução livre,  Os mundos da Comunicação Pública. Legimização e fabricação do simbolismo do político). A obra, editada pela Editora da Universitaires de Rennes, é organizada por tres pesquisadores de ponta, Aldrin, Nicolas Hubé, Caroline Ollivier-Yaniv, 
Jean-Michel Utard, todos associados ao Crape - Centre de Recherche sur l'action politique en Europe (Centro de pesquisa sobre a ação política na Europa).

Segundo informe da editora, o livro busca compreender a ação de legitimizar as ações políticas pelo olhar da Comunicação Pública. São feitas análises das práticas discursivas e semióticas dos atores sociais. 
Com 180 páginas, na França, o livro custa EU$ 18,00. Mais informações, em francês, sobre este livro, clique aqui.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Belém sediará congresso de pesquisadores em Comunicação

Enviado pela profª. Maria Ataide Malcher


Já está no ar o portal do 23º Encontro Anual da COMPÓS, que ocorrerá em Belém do Pará, entre os dias 27 e 30 de maio de 2014. Para acessá-lo, clique aqui.  
No portal, há informações sobre o seminário internacional, inscrições, prazos para submissão de trabalhos e dicas de turismo para aproveitar os encantos de Belém do Pará. Confira também as informações sobre hotelaria oficial do evento e suas tarifas promocionais para os participantes da 23ª COMPÓS.
Criada em 16 de junho de 1991, em Belo Horizonte (Minas Gerais), a Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (COMPÓS) é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, que atua principalmente no fortalecimento e qualificação das Pós-Graduações em Comunicação no país, estimulando o desenvolvimento teórico-científico e tecnológico na área da Comunicação.
Neste ano. o 23º congresso da  Compós 2014 acontece na cidade das Mangueiras, com organização sob responsabilidadedo Programa de Pós-Graduação Comunicação, Cultura e Amazônia (PPGCOM) da Universidade Federal do Pará (UFPA).