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quinta-feira, 8 de março de 2018

A mídia não ouve as mulheres

Embora mais da metade dos jornalistas no Brasil sejam do sexo feminino, na hora de definir as fontes de informações, a mídia “esquece” as mulheres. Elas representaram apenas 24% das pessoas ouvidas, lidas ou vistas em jornais, televisão e rádio

Publicado anteriormente no Misto Brasília
O jornalista especializado em temas científicos Ed Yong percebeu há dois anos que suas reportagens continham uma distorção. Inspirado pela autora Adrienne LaFrance, sua colega na revista The Atlantic, que examinou o desequilíbrio de gênero em seus textos, ele analisou seu próprio trabalho e descobriu que, nas 23 reportagens que havia escrito desde janeiro, apenas 24% das pessoas citadas eram mulheres. Era preciso mudar sua forma de trabalhar.
"Eu acho que a tarefa dos jornalistas não é apenas refletir sobre o que está acontecendo na sociedade. Eles também têm a responsabilidade de se manifestar sobre essas questões", diz Yong à Agência DW.
"Nós criamos um mundo ao nosso redor por meio das histórias que escrevemos, além de informar sobre esse mundo. Adrienne expressou isso muito bem em seu texto quando constatou que estava contribuindo ativamente para um mundo em que as vozes das mulheres eram subestimadas. E suas contribuições, minimizadas. Esse não é um mundo no qual eu quero viver e com o qual quero contribuir."
Embora mais de metade da população mundial seja do sexo feminino, mulheres e meninas são sub-representadas na mídia. Os homens não apenas dominam o setor de imprensa, estabelecendo os objetivos editoriais, produzindo reportagens e expressando suas opiniões como especialistas: eles também são os protagonistas das histórias contadas.
As conclusões de Yong sobre seu próprio trabalho refletem a situação nos meios de comunicação em todo o mundo.
As mulheres também representaram apenas 24% das pessoas ouvidas, lidas ou vistas em notícias de jornais, televisão e rádio em 2015, de acordo com um relatório do Projeto de Monitoramento Global de Mídia (GMMP, na sigla em inglês) que abordou a desigualdade de gênero no noticiário.
A proporção se manteve a mesma de um relatório anterior do GMMP publicado em 2010. Ela também é comparável com outros estudos sobre a representação das mulheres na mídia. As estatísticas são semelhantes na própria Deutsche Welle.
Faltam realmente especialistas? - A jornalista americana Lauren Bohn enfrenta o desequilíbrio de gênero na mídia desde que se mudou para o Egito e começou a cobrir o Oriente Médio. Enquanto a Primavera Árabe varria a região, ela ficou impressionada com a falta de mulheres nas reportagens sobre as revoltas.
"Embora existissem tantas mulheres que pudessem opinar na Praça Tahrir ou na Síria ou na Tunísia, por algum motivo em minhas próprias reportagens – mesmo eu sendo tão consciente –, a maioria das pessoas citadas eram homens. E a maioria desses homens citados não eram apenas homens brancos, mas geralmente estavam em Washington ou em Nova York”, diz.
A partir daí ela começou a se esforçar para incluir mais mulheres em seu trabalho. Mas logo descobriu que buscar mulheres como fontes simplesmente não era suficiente.
"Lembro-me de perguntar a opinião de uma mulher egípcia, que tinha um doutorado de uma escola de elite ocidental e que tinha feito pesquisas de campo em toda a região, e ela me disse: ‘Esta não é minha área de especialização'. Lembro-me de responder: ‘Se essa não é sua área de especialização, não sei de quem então é essa área de especialização'.”
"Por outro lado, sempre que eu recorria a um homem, ele se prontificava não apenas a me fornecer opiniões, mas também para dar um ponto de vista condescendente, como se estivesse pronto para escrever um livro sobre um assunto que havia surgido apenas uma hora antes”.
Essas ideias levaram Bohn e o pesquisador turco-americano Elmira Bayrasli a iniciar o Foreign Policy Interrupted, um programa de bolsas de estudo e uma plataforma educacional que busca mudar a proporção de homens para mulheres falando sobre questões de política externa na mídia.
O programa reúne jornalistas e especialistas, editores, produtores, grupos de reflexão e organizadores de conferências e oferece treinamento de mídia e workshops sobre escrita e publicação de reportagens. O boletim semanal do grupo coloca em destaque o trabalho feito por mulheres e dissipa argumentos como, por exemplo, que não há especialistas em Coreia do Norte.
Quinze minutos a mais - Yong decidiu corrigir a relação homem-mulher em seu trabalho acompanhando seu progresso em uma planilha, enquanto buscava as pessoas certas, as mulheres certas, para incluir em suas reportagens. Isso acabou demandando um pouco mais de tempo, contou ele, foram mais ou menos 15 minutos extras para procurar especificamente por mulheres a serem incluídas nas reportagens. Mas, segundo Yong, isso não foi difícil. Após quatro meses de esforço extra, ele conseguiu aumentar a proporção de vozes femininas para 50%.
"Eu acho que os homens deveriam assumir a responsabilidade por coisas como esta de forma séria. Se você considera que os homens superam em número as mulheres nas redações e contam com todos os tipos de vantagens estruturais na mídia, assim como o fato de que as fontes masculinas são mais numerosas que as femininas, parece lógico apontar que os homens têm uma responsabilidade maior de corrigir esse desequilíbrio”.
Além da responsabilidade, o tema também deveria ser de interesse dos homens, afirma Lauren Bohn.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Livro Jornalista a Serviço das Fontes disponível gratuitamente na web



O professor Aldo Schmitz lança o seu terceiro livro na área da comunicação, intitulado Jornalista a serviço das fontes, pela Combook, editora sem fins lucrativos, por isso o e-book é gratuito e o livro impresso pelo custo da impressão.

O livro reúne alguns artigos do autor divulgados em publicações científicas e eventos de pesquisadores em jornalismo no período de 2012 a 2015 e que abordam a migração e as contribuições dos jornalistas para a comunicação das organizações.

Segundo o autor trata-se de um paradoxo, "pois quem, a princípio, deveria vigiar, questionar, criticar e até mesmo denunciar, assume um papel profissional para promover e inclusive defender as fontes"

Schmitz é jornalista, com mestrado em jornalismo e doutorando em sociologia política pela UFSC. Trabalhou 5 anos como repórter e por 20 anos na gestão da comunicação pública e empresarial. Desde 2007 atua como professor do Instituto Superior de Comunicação (ISCOM). 

É autor também dos livros Fontes de notícias (2011) e Agência de comunicação (2013).

A versão digital (e-book em pdf) deste e de outros livros é gratuita e o livro impresso pode ser adquirido pelo custo de impressão, acrescido do valor da remessa. 

Link para informações, baixar o e-book grátis ou adquirir o livro impresso (12,00):http://iscom.com.br/combook/jornalista-servico-fontes

domingo, 12 de janeiro de 2014

Brasil: Internet supera o rádio e se torna segunda maior fonte de informação

Publicado originalmente no Paraiba.com

A Internet já passou o rádio e se consolidou como o segundo meio mais consultado pelos brasileiros atrás de informação - perdendo apenas para a TV aberta. Esta é a conclusão da "Pesquisa Brasileira de Mídia 2013", um amplo trabalho do Ibope Inteligência contratado pela secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) para balizar sua estratégia de comunicação.
Houve entrevistas nos 27 estados nacionais, com um total de 18.312 entrevistados em 848 municípios, com uma margem de erro de um ponto. A ponderação dos entrevistados foi por sexo, grupos de idade, instrução e atividade.
Cada entrevistado poderia indicar até três meios de comunicação preferidos. em uma lista que incluía TV aberta, Internet, rádio, jornal impresso, revista impressa.
A primeira questão foi sobre o meio de comunicação mais usado. Pela ordem de preferência as respostas foram:
1. TV aberta, com 78% de primeira opção, 13% de segunda e 2% de terceira.
2. Internet, com 12% de primeira opção, 17% de segunda e 9% de terceira.
3. Rádio, com 8% de primeira opção, 32% de segunda e 6% de terceira.
4. Jornal impresso, com 1% de primeira opção, 5% de segunda e 7% de terceira.
5. Revista impressa, com 1% de segunda opção e 2% de terceira opção.

A segunda questão foi sobre o meio de comunicação mais usado para se informar sobre o Brasil. A única mudança relevante é no item rádio, onde 6% dos ouvidos apresentam como primeira opção de informação e 22% como segunda. A diferença de 32% para 22% como segunda opção provavelmentte se deve aos que usam o rádio como entretenimento apenas.
No caso das revistas, o percentual dos que a usam para se informar cai para zero porcento como primeira e segunda opção; e para 1% como terceira opção.
Faixas etárias
Por faixa etária, os dados surpreendem. Na faixa de 16 a 25 anos, depois da TV aberta, há um franco predomínio da internet. 25% das pessoas consultadas a consideram como primeira opção de uso, contra 4% do rádio e zero porcento de jornais impressos e revistas.
Até a faixa de 55 anos, a Internet supera o rádio e até a faixa dos 65 anos supera os jornais impressos. É superada levemente pelos jornais impressos na faixa de mais de 65 anos - mas apenas 2% dos leitores dessa idade privilegiam os jornais.
Embora preponderante em todas as faixas de idade, é significativo o fato de que enquanto 85% do público com mais de 65 anos trata a televisão como primeira opção, para a faixa dos 16 aos 25 anos esse percentual cai para 70%.
Renda
No recorte por renda, a Internet cresce expressivamente nas faixas de maior renda. Para a faixa até um salário mínimo, a primeira opção é a TV aberta, com 83%; a segunda é o rádio, com 10%; a terceira, a internet, com 5%; jornais e revistas impressos tem menos de 1%. Quando se salta para o outro extremo, de renda superior a 5 SM, a TV cai para 65%, a internet sobe para 25%, o rádio cai para 6%, jornais impressos para 3% e revista impressa continua abaixo de 1%.
Na frequência de uso, a internet também supera o rádio. 65% dos que preferem a TV assistem todos os dias da semana, contra  19% do rádio, 25% da Internet, 5% dos que lêem jornal e 1% dos que lêem revista. Na média de uso por dia, a Internet é campeão. A Internet é usada 3:48 horas por dia no final de semana, 3:44 horas durante a semana, contra 3:27 da TV no final de semana e 3:25 durante a semana.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

E-livro "Fontes de Notícias" grátis na internet


O livro "Fontes de Notícias", de autoria do jornalista e professor de comunicação, Aldo Antonio Schmitz, está disponível na versão digital (PDF) para download gratuito ou impresso pelo preço do custo de impressão (8,90).

Trata-se do primeiro livro publicado no Brasil que trata exclusivamente das fontes. Resultado do seu mestrado em Jornalismo na UFSC, a obra verifica e mostra as ações e as estratégias das fontes nas relações com a mídia. 

Para isso, busca fundamentos em várias concepções e abordagens das fontes nos estudos do jornalismo. Reúne e revisa as diferentes tipificações para propor uma inédita classificação das fontes. 

Registra as peculiaridades da assessoria de imprensa e a profissionalização das fontes, bem como confronta a ética de lado a lado. Apresenta a pesquisa de campo feita com 440 fontes, assessores e jornalistas de todo o Brasil. 

Com isso, o obra elucida as ações e as estratégias das fontes em persuadir os jornalistas a reproduzir os fatos, o enfoque, as falas e os seus interesses. Segundo o autor, pretende contribuir para introduzir os estudos sobre fontes nos cursos de jornalismo, bem como alertar as fontes sobre o campo minado do jornalismo e os jornalistas quanto aos interesses das fontes.

O livro é uma publicação da Combook, editora sem fins lucrativos, especializada em obras paradidáticas na área de comunicação social.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Fontes jornalísticas é o tema de jornada em Paris

A associação PILAR (Presse, Imprimés, Lecture dans l’Aire Romane, na sua versão em francês) organiza uma jornada en París, versando sobre as fontes jornalísticas. 
Denominada "Las fuentes en la prensa: verdades, rumores y mentiras", ela acontece no Colegio de España, sábado 20 de outubro.
Três eixos nortearão os debates. Veja mais detalhes, em espanhol, abaixo.
1. Relación entre periodismo y fuentes en una perspectiva diacrónica: capacidad y límites de los medios de comunicación como constructores y transmisores de la realidad social.
- De las fuentes periodísticas al « periodismo de fuentes »: ¿Periodistas o publicistas?
 - Papel de las fuentes y función del periodista desde la prensa decimonónica a la esfera pública mediática. El creciente control político de la información pública. -Fuentes y nuevas tecnologías: un periodismo sin periodistas.
- De la fuente a la red: el proceso de construcción, selección y filtros de la información.
2. Información y opinión pública: -El fenómeno del rumor: mecanismos y discursos, vínculos con la propaganda, participación en la construcción de una realidad y tratamiento en el marco periodístico. -El anonimato, las fuentes ocultas y su incidencia en la credibilidad de la información.
3. Escrituras y géneros periodísticos. Lenguajes para crear, narrar e inventar.

Mais informações, clique aqui.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Portugal: artigo analisa relações Fonte e Jornalista

Por Estrela Serrano, publicado no blog Vai e Vem, de Portugal

O Assessor

Deu grande alarido nos jornais e televisões, com direito a menção no editorial do jornal Público, um artigo de Fernando Lima, assessor do Presidente da República, sobre Comunicação Política publicado numa revista brasileira, intitulada “Campaigns & Elections”, dirigida a profissionais de comunicação política cujo primeiro número editado no Brasil possui um subtítulo elucidativo: “Como jogam os craques da Comunicação Política”. Não se trata de um artigo científico, com estudos de caso ou discussões conceptuais, mas de sim de uma reflexão do autor sobre práticas de comunicação política, escrita numa linguagem pouco rigorosa, aliás no estilo do subtítulo.

O alarido que o texto provocou só encontra explicação no facto de o autor ser assessor do Presidente, para mais, ligado a um dos mais graves “casos” ocorridos no Portugal democrático, em Agosto de 2009, conhecido como “Escutas a Belém”, de tentativa (consumada) de influenciar e condicionar o exercício da actividade jornalística, no caso, o jornal Público, que se prolongaria por meses, com a colaboração activa de responsáveis editoriais do jornal (na altura), como ficou demonstrado num fax de um editor para um jornalista desse jornal divulgado pelo Diário de Notícias, no qual a “encomenda” do assessor é descrita ao pormenor.

 A não ser por estes factos, as reacções ao artigo são estranhas pois parecem desconhecer que as fontes de informação sejam elas directas ou intermediadas por agências, assessores, etc. são uma parte da informação, com interesses próprios que não são os interesses da outra parte, isto é, dos jornalistas. Os primeiros, procuram que a informação lhes seja favorável. Os segundos, que ela seja verdadeira, credível e (se possível) “nova” e (ainda melhor) “exclusiva”, competindo-lhes assegurar-se de que ela obedece a estes requisitos. Se houver manipulação da parte da fonte é porque o jornalista se deixou manipular, ou porque não trabalhou a informação ou por outro motivo qualquer.

Não há nesta relação santos e pecadores. Não há jornalismo sem fontes e não há notícias sem jornalistas. Uns querem ser notícia outros precisam denotícias. As notícias são o resultado dessa “negociação”.

O melhor livro que li sobre essa relação é este. Analisa as relações entre os jornalistas e três instituições no Canadá: Polícia, Parlamento e Tribunais.

Negotiating Control: A Study of News Sources

Os três investigadores falam de“negociação” nas relações entre fontes e jornalistas para o controle da informação. Não há nada de novo nem de “mal” nisso. A não ser quando cada parte não sabe do seu ofício e se deixa dominar pela outra. Os exemplos abundam, também cá. Como mostra o (mau) exemplo acima citado.

Se questão houver no artigo do assessor do Presidente é o facto de ele, ao discorrer sobre matéria na qual é entendido, não ter acautelado o efeito do seu escrito, atendendo ao enquadramento que necessariamente dele seria feito.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Blogs são fonte de informação para 28% dos brasileiros, diz pesquisa

Por André Barrocal, da Carta Maior


Pesquisa CNT/Sensus sobre popularidade do governo apura pela primeira vez o peso da blogosfera como fonte de informação. Dos entrevistados, 16% dizem recorrer a blogs de notícias "sempre" e 12%, "às vezes". "Números são muito expressivos", diz analista. Quase 20% da população pretende ter acesso à internet em até 12 meses.

Os blogs de notícias são uma fonte de informação permanente para 16% dos brasileiros, cerca de 21 milhões dos 135 milhões de eleitores que estavam aptos a votar na eleição do ano passado. Outros 12% da população recorrem à blogosfera “às vezes”, o equivalente a 16 milhões de eleitores. Os dados fazem parte de uma pesquisa periódica sobre a popularidade do governo feita pelo instituto Sensus a pedido da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). A mais recente edição foi divulgada na última terça-feira (16/08). Foi a primeira vez que o levantamento tentou descobrir os hábitos dos brasileiros na internet. “A blogosfera tem sido crescentemente uma fonte de informação. Vinte milhões de eleitores usando a internet para se informar sempre é muita coisa”, disse à Carta Maior o diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes. “Eu, por exemplo, aposentei o jornal escrito.”

A pesquisa buscou apurar também a penetração das três redes sociais mais populares no Brasil, as quais funcionam de alguma forma como fonte de informações ou meio de fazê-las circularem. Entre os entrevistados, 27% declararam que têm Orkut, 15%, que têm Facebook e 8%, Twitter. Para Ricardo Guedes, de maneira geral, os números revelam uma penetração “muito expressiva” das redes sociais. A CNT informou, por meio da assessoria de imprensa, que a inserção deste tipo de assunto na pesquisa não teve nenhuma razão especial.

Segundo Ricardo Guedes, é importante ter a dimensão do peso da blogosfera e das redes sociais porque elas cada vez mais ajudam a formar a opinião das pessoas e dos eleitores. De acordo com a pesquisa, 25% dos brasileiros (33 milhões de eleitores) dizem usar a internet “diariamente”, enquanto 10% utilizam “alguns dias por semana”. Há ainda 19% que disseram que não tem internet nem em casa, nem no trabalho, mas que pretendem ter nos próximos 12 meses.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Jornalista lança livro sobre fontes em congresso mundial


O jornalista e professor Aldo Antonio Schmitz lança no dia 1º de agosto, o seu livro Fontes de notícias: ações e estratégias das fontes no jornalismo, pela Editora Combook, no primeiro Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana, o Confibercom 2011, que se realiza na Universidade de São Paulo (USP), de 31 de julho a 4 de agosto.
O livro
Trata-se da primeira obra publicada no Brasil que aborda exclusivamente as fontes de notícias. “O livro verifica e demonstra as ações e estratégias das fontes no relacionamento com os jornalistas”, explica Schmitz, que pesquisou 440 fontes, assessores de imprensa e jornalistas de praticamente todo o País.
Segundo o autor, o livro editado pela Combook é uma contribuição aos estudos sobre as fontes de notícias nos cursos de Jornalismo e Relações Públicas, bem como alerta as fontes sobre o campo minado do jornalismo e os jornalistas quanto aos interesses das fontes.
O autor
Aldo Antonio Schmitz é jornalista, com mestrado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Tem pós-graduação em Gestão da Comunicação Empresarial e Educação a Distância. Trabalhou como repórter e por 20 anos na gestão da comunicação pública e empresarial, como gerente de Comunicação da WEG e sócio da agência EDM Logos.
Desde 2007 atua como professor em cursos de extensão e pós-graduação no Instituto Superior de Comunicação (ISCOM), onde coordena em Florianópolis o MBA em Comunicação Pública e Empresarial e o MBA em Jornalismo: Gestão Editorial, ambos em convênio com a Universidade Tuiuti do Paraná e apoio da Associação Catarinense de Imprensa (ACI).
Confibercom
No dia 1º de agosto, durante o Confibercom, Aldo Antonio Schmitz também apresenta o trabalhoClassificação das fontes de notícias, uma matriz inédita onde tipifica as fontes por categoria, grupo, ação, crédito e qualificação. “Essa classificação mostra os tipos de fontes e as suas interferências no jornalismo”, complementa o autor.
Este é um dos 570 trabalhos selecionados do Brasil, Portugal, Espanha, Argentina e Bolívia, entre quase mil inscritos de vários países ibero-americanos, que segundo a coordenadora geral do congresso, Margarida Kunsch, visam “debater as grandes questões ligadas ao campo das Ciências da Comunicação”.
O primeiro Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana é promovido pela Confederação Iberoamericana (Confibercom) e Federação Brasileira (Socicom) das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação.
Informações adicionais no site do Confibercom: www.confibercom.org

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Pesquisa de mestrado analisa fontes jornalísticas

A dissertação “Fontes de notícias: ações e estratégias das fontes empresariais nas relações com jornalistas de economia e negócios” , de autoria do jornalista Aldo Antonio Schmitz, será defendida no dia 17 de dezembro, sexta-feira, às 9 horas, na sala de videoconferência do CCE da Universidade Federal de Santa Catarina e transmitida pela internet.



Além do orientador, Francisco José Karam, compõem a banca examinadora os professores Jorge Kanehide Ijui (ambos da UFSC) e Wilson da Costa Bueno, da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp).

No trabalho, o mestrando fez 440 entrevistas com 71 executivos, 92 jornalistas de economia e negócios e 277 assessores de comunicação empresarial para verificar e demonstrar as ações e as estratégias, inclusive os equívocos, das fontes de notícias.

Para acompanhar a transmissão ao vivo, clique aqui.
Para mais detalhes, clique aqui.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Direitos das Fontes

O blog Quando as Fontes Pautam, editado pelo jornalista Aldo Antonio Schmitz, discute esta semana os direitos das fontes de notícias, que se arrogam uma série de prerrogativas, geralmente não reconhecidas pelos jornalistas.
Para mais detalhes e participação neste debate, clique aqui.

domingo, 20 de junho de 2010

Jornais e TV: as fontes de informação política

Do M&M Online

A maioria da população recorre à televisão e aos jornais (mídias tradicionais) para obter informações sobre o governo federal e a política brasileira. Esse é o principal dado revelado na pesquisa sobre hábitos de consumo de mídia encomendada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).

Segundo o estudo, a TV ainda é a maior fonte de informação para a população brasileira. De acordo com a Secom, 73,6% dos entrevistados a indicaram como sua mídia predileta para obter informações políticas. Bem mais atrás, em segundo lugar, os jornais aparecem, com 12,7% de preferência entre os pesquisados. A mídia impressa praticamente empata com as conversas com amigos e parentes - um dos itens da pesquisa citados como fonte de informação - que obteve 12,9% da preferência dos entrevistados. Além disso, 96,6% das pessoas responderam que assistem e ouvem, diariamente, televisão e rádio.

Apesar disso, uma grande parcela da população (57,2% dos pesquisados) ainda se mostra desinteressada em política, não citando o assunto como uma das discussões permanentes em seu cotidiano. Apesar disso, as pessoas demonstram interesse em obter informações, de maneira geral. 46,1% dos entrevistados declararam ter o hábito de ler jornais regularmente.

Outro dado importante revelado na pesquisa aponta que a propaganda política dos candidatos e partidos não costuma permanecer na memória da população. Entre os entrevistados pela Secom, somente 23,3% conseguiu lembrar, espontaneamente, de alguma campanha governamental.
M&

terça-feira, 20 de abril de 2010

Banco Mundial libera base de dados a jornalistas e pesquisadores

O Banco Mundial decidiu abrir o acesso a mais de dois mil indicadores sobre financiamentos, negócios, saúde, economia e desenvolvimento humano, que até então só eram fornecidos mediante assinatura paga.
A decisão do Banco Mundial faz parte de um esforço de facilitar o acesso a informações a pesquisadores acadêmicos, jornalistas, estudantes e ONGs.
Para acessar a base de dados em espanhol do Banco Mundial, clique aqui.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Pesquisa do Instituto FSB mostra que mídia impressa é a mais consultada pelos Deputados

Políticos jovens mostram afinidade com a internet. Folha permanece como mídia de maior credibilidade. Revista Veja e Jornal Nacional se destacam. Influência da Mídia nas decisões da Casa é moderada.

Do Instituto FSB, 15/06/2009

Em um levantamento feito com 235 deputados federais de todas as Unidades da Federação e de 18 dos 19 partidos com representação na Câmara, o Instituto FSB Pesquisa identificou que os deputados federais ainda têm nos jornais impressos sua principal fonte de informação (65%). A mídia impressa é seguida pela Internet (17%), telejornais (13%), rádios (2%), revistas (1%) e por outros meios (2%).
Confirmando o aparentemente inevitável crescimento da Internet como ferramenta predominante de informação, o estudo identificou que a vantagem e predominância dos jornais diminui a cada geração. Entre os deputados com mais de 53 anos (116 entrevistados), a vantagem desta mídia como principal fonte de informação dos deputados federais é de 64 pontos (72% preferem os jornais, contra apenas 8% que dizem preferir a Internet). Já no grupo com idade até 45 anos (57 parlamentares), a diferença cai para 17 pontos.
Quanto à preferência entre os diferentes títulos, mantiveram-se as posições observadas na primeira edição da pesquisa, realizada no ano passado: Folha de S. Paulo (citada por 77% dos deputados como um dos 3 jornais de sua preferência), O Globo (citado por 38%), O Estado de S. Paulo (29%), Correio Braziliense (28%) e Valor Econômico (10%). Outros jornais foram citados com menor frequência, o que sugere uma relevância importante dos títulos editados fora do eixo São Paulo-Rio-Brasília. Em geral, o nível de credibilidade é bom (média 7 numa escala de 0 a 10), com pequena vantagem para os diários econômicos.
A pesquisa também mostra a força de alguns jornais que circulam fora do eixo SP-RJ-DF. Entre eles estão títulos tradicionais como A Tarde, lido por 33% da bancada baiana, o Estado de Minas, lido por 38% da bancada mineira e a Zero Hora, lido por expressivos 71% dos deputados federais gaúchos.
No campo das revistas semanais, a Veja se manteve na liderança, com declaração de 73% dos entrevistados. Em segundo e terceiro lugares estão: Istoé, com 43% e Época, com 36%.
Na mídia eletrônica, os telejornais da Rede Globo tiveram maior preferência: Jornal Nacional (57%), Jornal da Globo (31%) e Jornal da Dez (21%). Com relação às rádios de preferência dos entrevistados estão em destaque a CBN, na liderança com 53%, na sequência, vem a BandNews FM, com 16%, seguida pela Jovem Pan, com 10%.
Na mídia online, o UOL continua em primeiro lugar, com 20%, seguido do Blog do Noblat, com 15%, do G1 (12%), do Terra (11%), Blog do Josias (5%) e iG (1%). No primeiro levantamento feito em 2008, apenas 20% das respostas sobre sites e blogs da preferência do entrevistado não se referiam a um desses seis veículos. “Constatamos que o percentual sobe para 53% na pesquisa deste ano, indicando que a atenção dos parlamentares volta-se a um número mais amplo de sites e blogs, acompanhando a tendência mundial na adoção do uso da internet para pesquisas e obtenção de informação”, completa Wladimir Gramacho, Diretor Executivo da FSB Comunicações.
Outra questão interessante foi sobre a influência que a mídia exerce nas decisões e votos dos deputados. O resultado médio foi moderado - grau 4,5 numa escala de 0 a 10. Entretanto, 30% dos entrevistados afirmam que a força da mídia em suas posições está num intervalo bem mais alto, entre 7 e 10.
O estudo completo pode ser acessado aqui.