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quinta-feira, 8 de março de 2018

A mídia não ouve as mulheres

Embora mais da metade dos jornalistas no Brasil sejam do sexo feminino, na hora de definir as fontes de informações, a mídia “esquece” as mulheres. Elas representaram apenas 24% das pessoas ouvidas, lidas ou vistas em jornais, televisão e rádio

Publicado anteriormente no Misto Brasília
O jornalista especializado em temas científicos Ed Yong percebeu há dois anos que suas reportagens continham uma distorção. Inspirado pela autora Adrienne LaFrance, sua colega na revista The Atlantic, que examinou o desequilíbrio de gênero em seus textos, ele analisou seu próprio trabalho e descobriu que, nas 23 reportagens que havia escrito desde janeiro, apenas 24% das pessoas citadas eram mulheres. Era preciso mudar sua forma de trabalhar.
"Eu acho que a tarefa dos jornalistas não é apenas refletir sobre o que está acontecendo na sociedade. Eles também têm a responsabilidade de se manifestar sobre essas questões", diz Yong à Agência DW.
"Nós criamos um mundo ao nosso redor por meio das histórias que escrevemos, além de informar sobre esse mundo. Adrienne expressou isso muito bem em seu texto quando constatou que estava contribuindo ativamente para um mundo em que as vozes das mulheres eram subestimadas. E suas contribuições, minimizadas. Esse não é um mundo no qual eu quero viver e com o qual quero contribuir."
Embora mais de metade da população mundial seja do sexo feminino, mulheres e meninas são sub-representadas na mídia. Os homens não apenas dominam o setor de imprensa, estabelecendo os objetivos editoriais, produzindo reportagens e expressando suas opiniões como especialistas: eles também são os protagonistas das histórias contadas.
As conclusões de Yong sobre seu próprio trabalho refletem a situação nos meios de comunicação em todo o mundo.
As mulheres também representaram apenas 24% das pessoas ouvidas, lidas ou vistas em notícias de jornais, televisão e rádio em 2015, de acordo com um relatório do Projeto de Monitoramento Global de Mídia (GMMP, na sigla em inglês) que abordou a desigualdade de gênero no noticiário.
A proporção se manteve a mesma de um relatório anterior do GMMP publicado em 2010. Ela também é comparável com outros estudos sobre a representação das mulheres na mídia. As estatísticas são semelhantes na própria Deutsche Welle.
Faltam realmente especialistas? - A jornalista americana Lauren Bohn enfrenta o desequilíbrio de gênero na mídia desde que se mudou para o Egito e começou a cobrir o Oriente Médio. Enquanto a Primavera Árabe varria a região, ela ficou impressionada com a falta de mulheres nas reportagens sobre as revoltas.
"Embora existissem tantas mulheres que pudessem opinar na Praça Tahrir ou na Síria ou na Tunísia, por algum motivo em minhas próprias reportagens – mesmo eu sendo tão consciente –, a maioria das pessoas citadas eram homens. E a maioria desses homens citados não eram apenas homens brancos, mas geralmente estavam em Washington ou em Nova York”, diz.
A partir daí ela começou a se esforçar para incluir mais mulheres em seu trabalho. Mas logo descobriu que buscar mulheres como fontes simplesmente não era suficiente.
"Lembro-me de perguntar a opinião de uma mulher egípcia, que tinha um doutorado de uma escola de elite ocidental e que tinha feito pesquisas de campo em toda a região, e ela me disse: ‘Esta não é minha área de especialização'. Lembro-me de responder: ‘Se essa não é sua área de especialização, não sei de quem então é essa área de especialização'.”
"Por outro lado, sempre que eu recorria a um homem, ele se prontificava não apenas a me fornecer opiniões, mas também para dar um ponto de vista condescendente, como se estivesse pronto para escrever um livro sobre um assunto que havia surgido apenas uma hora antes”.
Essas ideias levaram Bohn e o pesquisador turco-americano Elmira Bayrasli a iniciar o Foreign Policy Interrupted, um programa de bolsas de estudo e uma plataforma educacional que busca mudar a proporção de homens para mulheres falando sobre questões de política externa na mídia.
O programa reúne jornalistas e especialistas, editores, produtores, grupos de reflexão e organizadores de conferências e oferece treinamento de mídia e workshops sobre escrita e publicação de reportagens. O boletim semanal do grupo coloca em destaque o trabalho feito por mulheres e dissipa argumentos como, por exemplo, que não há especialistas em Coreia do Norte.
Quinze minutos a mais - Yong decidiu corrigir a relação homem-mulher em seu trabalho acompanhando seu progresso em uma planilha, enquanto buscava as pessoas certas, as mulheres certas, para incluir em suas reportagens. Isso acabou demandando um pouco mais de tempo, contou ele, foram mais ou menos 15 minutos extras para procurar especificamente por mulheres a serem incluídas nas reportagens. Mas, segundo Yong, isso não foi difícil. Após quatro meses de esforço extra, ele conseguiu aumentar a proporção de vozes femininas para 50%.
"Eu acho que os homens deveriam assumir a responsabilidade por coisas como esta de forma séria. Se você considera que os homens superam em número as mulheres nas redações e contam com todos os tipos de vantagens estruturais na mídia, assim como o fato de que as fontes masculinas são mais numerosas que as femininas, parece lógico apontar que os homens têm uma responsabilidade maior de corrigir esse desequilíbrio”.
Além da responsabilidade, o tema também deveria ser de interesse dos homens, afirma Lauren Bohn.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

III Conapir: Mulheres negras querem políticas de comunicação e tratamento de gênero igualitário

Por Angelica Basthi

Como estimular uma agenda para as mulheres e de promoção da igualdade racial nos meios de comunicação no Brasil?
Como pensar as políticas de comunicação a partir de temas como convergência tecnológica, marco regulatório e universalidade de acesso? 
Qual a relação entre as políticas de comunicação, as mulheres negras e a III CONAPIR?
Para garantir respostas a essas e outras questões, um grupo de comunicadoras negras (jornalistas e ativistas da área de comunicação) das cinco regiões do país estão desde último domingo em Brasília.
Elas chegaram com o objetivo de sensibilizar os cerca de mil delegadosas da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), que ocorre de 5 a 7 de novembro, no Centro de Convenções Brasil 21. As integrantes entendem a comunicação como eixo estratégico a ser contemplado nas políticas da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e dos demais órgãos governamentais.

Leia também:

Mulheres negras: Imagem na mídia é esteriotipada.


A ideia é solicitar o apoio das delegações para as estratégias políticas de comunicação debatidas durante uma reunião de mulheres negras ocorrida em São Paulo no mês de agosto. A meta, com base na plataforma de comunicação das mulheres negras, é fortalecer o debate que vem sendo construído pelosas delegadosas nos estados.
“O regimento não permite criar propostas novas, mas sempre é possível agregar um termo ou um conceito”, afirma Nilza Iraci, presidenta do Geledés – Instituto da Mulher Negra e uma das articuladoras do encontro.
Estratégias
O grupo fará várias ações para dialogar, sobretudo, com as propostas do GT 8 (Comunicação) do subtema 2, intitulado Políticas de Igualdade Racial: avanços e desafios, que integra o eixo Estratégias para o desenvolvimento e enfrentamento ao racismo. “Além disso, vamos fazer uma cobertura jornalística diferenciada do evento, buscando destacar como a questão das mulheres é abordada. Para isso, criamos uma página no Facebook e no Twitter para garantir uma maior visibilização”, explica Mara Vidal, do Instituto Patrícia Galvão.
Entre as instituições representadas no grupo presente em Brasília, estão: Pretas Candangas; Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT); SOS Corpo − Instituto Feminista para a Democracia, Coletivo Leila Diniz / Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB); Instituto Negra do Ceará (Inegra) / Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB); Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA); Instituto Flores de Dan; Cunhã − Coletivo Feminista; o Núcleo de Jornalistas Afro-Brasileiros do Rio Grande do Sul e as Comissões de Jornalistas de Igualdade Racial de Alagoas, do Distrito Federal, do Rio de Janeiro e de São Paulo (COJIRA AL, DF, RJ e SP), vinculados aos Sindicatos dos Jornalistas dos respectivos estados.

Conheça a Plataforma das Comunicadoras Negras:

1) Instituir um órgão regulador independente para supervisionar as atividades relacionadas à radiodifusão e às telecomunicações, garantindo mecanismos de participação cidadã no acompanhamento e na regulação do sistema de comunicações;

2) Criar o Conselho Nacional de Comunicação deliberativo, autônomo e representativo de toda a diversidade nacional, garantindo a diversidade étnico-racial, de gênero, de orientação sexual e regional − composto por uma esfera nacional articulada com esferas estaduais e municipais;

3) Criar uma Política Nacional de Comunicação para o Enfrentamento ao Racismo e pela Democratização da Mídia, instituindo um Observatório Nacional para o desenvolvimento de estudos sobre mídia e racismo;

4) Fortalecer a mídia comunitária:
- alocando maior parcela do espectro de frequência FM para essas emissoras, simplificando e acelerando o processo de outorgas, abolindo características limitantes em relação à cobertura, à potência e ao número de estações por localidade;
- criando um fundo de financiamento geral às radiodifusoras comunitárias e de territórios quilombolas, garantindo condições de sustentabilidade para essas emissoras; e
- assegurando a liberação de concessões para comunidades tradicionais, com recorte para as de matriz africana, paridade racial e de gênero; e com acesso ao fundo de financiamento geral;

5) Estimular a produção regional e independente, de modo a garantir a veiculação (Regulamentação do art. 221, da Constituição Federal, sobre finalidades da programação):
- assegurando cotas para a produção nacional – regionais e locais – e independente na programação dos diferentes meios de comunicação (TV aberta, rádio, TV por assinatura, catálogos de Video on Demand VOD), contemplando a diversidade de gênero, raça, etnia e orientação sexual e incluindo veiculação desses conteúdos em horário nobre;
- implementando políticas públicas que estimulem a produção e viabilizem a veiculação em todos os meios de comunicação, por meio de aulas, programas e campanhas voltadas para a construção da cidadania e o combate ao sexismo, ao racismo, à homofobia, à lesbofobia, à intolerância religiosa e a todas as formas de discriminação, considerando as Leis n. 10.639/2003 e n. 11.645/ 2008;

6) Criar fundos de fomento e incentivo à produção de conteúdo audiovisual independente por meio de editais e ampliação dos percentuais de fundos setoriais de apoio e investimento, levando em consideração as produções locais e regionais e garantindo o acesso das mulheres e da população negra à produção de conteúdo, com especial atenção as mulheres negras;
- Promover chamadas regulares de editais públicos destinados especificamente ao financiamento de empreendedores e empreendedoras, produtores e produtoras negros e negras de comunicação que tenham como foco a diversidade étnicorracial, degênero, religiões de matrizes africanas, cultural, regional e geracional como ferramenta de enfrentamento ao racismo e a todas as formas de discriminação;

7) Implementar políticas públicas de formação, acesso e inclusão digital para a população negra, povos indígenas, quilombolas, ciganos, comunidades de matriz africana e mulheres negras;

8) Fortalecer o sistema público (regulamentação do art.223, sobre complementaridade entre os sistemas): Reservar, em todos os serviços analógicos e digitais, um terço das frequências para o sistema público, entendido como aquele integrado por meios comunitários e organizações de caráter público, geridos de maneira participativa, a partir da possibilidade de acesso universal do(s) cidadão(s) à suas estruturas dirigentes, e submetidos a controle social;
- Fortalecer a Empresa Brasil de Comunicação, garantindo ampliação significativa de sua abrangência, autonomia política e editorial em relação ao governo, mecanismos de gestão participativa e financiamento público;
- Implantar cotas raciais na programação das emissoras de rádio e TV públicas;
- desenvolver campanhas e programas de combate ao racismo e à intolerância religiosa, e disseminar as Leis 10.639/2013 e 11.645/2008;

9) Estabelecer que 30% do orçamento do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações tenha recorte étnicorracial, priorizando a realização de projetos na área de tecnologia da informação e comunicação, garantindo a inserção cidadã da juventude e mulheres negras;

10) Mudar o processo de concessão de outorgas, instituindo mecanismos de transparência, regras e procedimentos democráticos nos processos de concessão e renovação que atendam aos objetivos da pluralidade e da diversidade informativa e cultural, sem privilegiar critérios econômicos.
- As regras do licenciamento devem conter exigências quanto ao cumprimento de padrões de conteúdo, garantindo a diversidade étnico-racial, de gênero, etária, religiosa, de orientação sexual e regional. A renovação das outorgas não deve ser automática;
- Deve ser efetivado o fim das concessões para políticos, com a proibição da exploração direta ou indireta dos serviços por ocupantes de cargos públicos eletivos ou seus parentes até o segundo grau, e para instituições religiosas de qualquer natureza;
- Regular a sublocação da grade, evitando a ocupação indiscriminada do espectro por programas religiosos, proibir as transferências diretas ou indiretas de outorgas, e impedir o arrendamento total ou parcial ou qualquer tipo de especulação sobre frequências;
- Garantir a participação efetiva da população negra e povos indígenas, como forma de assegurar o direito à comunicação, informação e cultura próprias, com prioridade para juventude, mulheres, comunidades de matriz africana, quilombolas.



sexta-feira, 8 de março de 2013

Jornalismo, cada vez mais, uma profissão das mulheres


A presença feminina na cobertura do Congresso Nacional
já é historicamente majoritária. Foto: Agência Senado

Em 1986, elas representavam 35,24%  dos profissionais contratados por este segmento.
Em 2007, elas já representavam 53,49%.

Por Chico Sant’Anna

Os ícones do jornalismo brasileiro ainda são, em sua grande maioria, homens. De Hipólito da Costa, passando por Machado de Assis, Nelson Rodrigues, Assis Cheateaubriand, Samuel Wainer e, mais recentemente, Joelmir Betting, Heitor Cony e Joel da Silveira, dentre tantos outros, quase todos os referenciais ainda são masculinos.
Há muito, contudo, a profissão de Jornalista foi, como dizem os técnicos, feminizada. Em bom português, significa dizer que há mais mulheres do que homens trabalhando na coleta, tratamento e disseminação de informações para os jornalistas. Seja nas redações tradicionais,seja nas estruturas de comunicação institucional, o que eu denomino jornalistas das fontes.
“Sem falsa modéstia, eles perceberam em pouco tempo nossa perspicácia, determinação e disciplina” escreveu, em 2000, a então chefe de redação da revista Isto É, em Brasília, Sonia Filgueiras, em um depoimento publicado no livro Elas fazem a Notícia, editado pelo Sindicato dos Jornalistas do DF, com apoio da Unesco e da Federação Internacional dos Jornalistas – FIJ,  da publicação coordenada pelos jornalistas Edgard Tavares, Romário Schettino, Miguel Ribeiro e pelo autor deste artigo.
A presença feminina nas redações e assessorias de imprensa vem num crescendo histórico importante. Ao longo dos dezenove anos (1986-2004) por mim pesquisados para minha tese de doutorado, a participação média dos jornalistas do sexo masculino foi de 58% dos empregos. Mas o mercado de trabalho experimentou um claro processo de feminização.
Se em 1986, pelos dados do Ministério do Trabalho, elas representavam 35,24% da categoria – ou seja, para, aproximadamente seis homens jornalistas existiam pouco mais de três mulheres -, em 2004, elas conseguiram superar as estatísticas masculinas: 52.49% de mulheres comandavam a notícia no Brasil.
Em 2007, último dado que disponho, o gênero, demonstrando a crescente presença nas redações, já representava 53,49%. Desta forma, o plantel praticamente dobrou desde o início da década de 1980.
Ao contrário do que muita gente pensa, as mídias eletrônicas, TV e Rádio, são percentualmente as que menos empregam mulheres. Apesar da visibilidade televisiva e da linha estética das redes de televisão brasileira, que priorizam ê beleza e a juventude, o segmento ainda é um reduto masculino. No rádio e na TV as mulheres jornalistas apresentam, a partir de 2000, queda no espaço ocupado. Entretanto, ai também já se percebe uma mudança permanente. Em 2004, as mulheres representavam 39.23% e, em 2007, 42,25%. Não tenho os dados de 2012, mas não seria surpresa se o quadro já tenha se invertido.
É na imprensa escrita, que existe um maior equilíbrio de gêneros nas redações. E neste setor estaria ocorrendo um processo inverso, ou seja, a masculinização das redações. Pelos dados oficiais, em 2004, as jornalistas ocupavam quase a metade do plantel: 46,89%. Três anos depois, a presença delas havia se reduzido para 45,44%.
A maior presença feminina acontece no ramo das assessorias de imprensa e da comunicação institucional, o qual é responsável pela contratação de seis entre cada dez jornalistas no Brasil. Em 1986, elas representavam 38,96% dos profissionais contratados por este segmento. Em 2004, já eram absoluta maioria: 58,42% mas ai a estabilização é mais visível, em 2007, elas representavam 58,82%.
Uma maior presença feminina no segmento de jornalistas das fontes pode ser atribuída ao perfil dos empregos. Tradicionalmente, é neste segmento, que há uma rotina de trabalho mais adequada às normas trabalhistas, tais como jornada de trabalho regular, inexistência de plantões em fins de semana e feriados, horários de trabalho em períodos diurnos e sem extensão da jornada, os chamados pescoções, conforme o jargão profissional. Para a mulher, que normalmente tem uma dupla jornada de trabalho – casa e emprego – são condições mais favoráveis do que a turbulência das redações.
Independente dos motivos que levam uma maior presença das mulheres no segmento de comunicação institucional, os dados nos levam a concluir que a meta tendência de feminização do jornalismo brasileiro é fortemente impulsionada pelas estruturas de comunicação existentes fora das redações tradicionais.,
Todos esses dados alcançam no máximo o ano de 2007. Passados oito anos, certamente os percentuais já são outros, mas dificilmente foi revertido o processo de feminização da profissão. Estudos acadêmicos e científicos buscam identificar se o majoritário olhar feminino sobre os fatos alterou o perfil informativo. Para Sônia Filgueiras, as mulheres abriram espaço em decorrência do perfil de curiosidade e do perfeccionismo ao produzir o jornalismo. A colunista da Folha de São Paulo, na mesma publicação do Sindicato dos Jornalistas, ressaltou que a opinião pública considera a mulher mais confiável e honesta, firme e responsável.
Os motivos podem ser muitos, inclusive até o salarial, pois pesquisas demonstram que o salário feminino no meio jornalístico é menor do que o masculino, o que revela que se as mulheres conseguiram espaço no setor, não conseguiram, de todo, eliminar as discriminações entre gêneros. Mas o certo é que hoje, como salientou Sônia Filgueiras, “estamos próximos de um equilíbrio saudável, civilizado, entre homens e mulheres”, na busca da notícia.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Roda de conversa – Mulheres, comunicação e movimentos sociais

No próximo sábado, dia 6 de março, das 9h às 13h, no Clube da Imprensa. 50 anos de Brasília, crise política e eleições. Pautas e temas não faltam. Participe!
Cinquenta anos de Brasília, crise política e eleições. Em 2010, não faltam pautas e temas para debate. Protagonistas da história da capital, jornalistas, militantes feministas, ativistas negras e lideranças sociais exercem papel fundamental no reinventar da cidade-borboleta.
Para que trajetórias e projetos sejam compartilhados às vésperas do Dia Internacional da Mulher, o Clube da Imprensa sedia no próximo sábado (6/3), das 9h às 13h, a Roda de Conversa “Mulheres, comunicação e movimentos sociais”. Participe!
Local: Clube da Imprensa (Setor de Clubes Norte, Trecho 1, Conjunto 2, Lote 1A - Telefone 3306-1156).
Organização:
Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira)/ Sindicato dos Jornalistas/Clube da Impresa de Brasília.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Bolsa e prêmios para mulheres jornalistas

Por Maira Magro, do blog de notícias Jornalismo nas Américas

A Fundação Internacional de Mulheres na Mídia (International Women’s Media Foundation, IWMF) está com inscrições abertas, até 9 de abril de 2010, para a bolsa Neuffer Elizabeth. Até 5 de março, a organização recebe candidaturas para os prêmios Coragem no Jornalismo.

A bolsa Elizabeth Neuffer foi batizada com o nome da correspondente do Boston Globe morta no Iraque em 2003. Neuffer ganhou o prêmio Coragem no Jornalismo da IWMF em 1998.

Uma mulher jornalista será selecionada para passar o ano acadêmico em Boston, nos EUA (de setembro de 2010 a maio de 2011), em um programa que combina a pesquisa acadêmica com a formação na cobertura dos direitos humanos. A bolsa está aberta a mulheres jornalistas de todo o mundo que trabalhem na cobertura de direitos humanos e justiça social. As candidatas devem ter pelo menos três anos de experiência em jornalismo e domínio do inglês.

Saiba mais sobre a bolsa neste press release e nesta série de respostas a perguntas frequentes. Veja também esta lista de bolsistas anteriores. O formulário de inscrição está disponível aqui.

A IWMF também recebe indicações para os prêmios Coragem no Jornalismo. Entre as vencedoras latina americanas, em edições passadas, estão Lydia Cacho e Maribel Gutierrez Moreno, do México; Mabel Rehnfeldt, do Paraguai; Marielos Monzon, da Guatemala; Jineth Bedoya Lima e Maria Jimena Duzan, da Colômbia; e Blanca Rosales Valencia, do Peru. Indicações podem ser feitas aqui.