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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

III Conapir: Mulheres negras querem políticas de comunicação e tratamento de gênero igualitário

Por Angelica Basthi

Como estimular uma agenda para as mulheres e de promoção da igualdade racial nos meios de comunicação no Brasil?
Como pensar as políticas de comunicação a partir de temas como convergência tecnológica, marco regulatório e universalidade de acesso? 
Qual a relação entre as políticas de comunicação, as mulheres negras e a III CONAPIR?
Para garantir respostas a essas e outras questões, um grupo de comunicadoras negras (jornalistas e ativistas da área de comunicação) das cinco regiões do país estão desde último domingo em Brasília.
Elas chegaram com o objetivo de sensibilizar os cerca de mil delegadosas da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), que ocorre de 5 a 7 de novembro, no Centro de Convenções Brasil 21. As integrantes entendem a comunicação como eixo estratégico a ser contemplado nas políticas da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e dos demais órgãos governamentais.

Leia também:

Mulheres negras: Imagem na mídia é esteriotipada.


A ideia é solicitar o apoio das delegações para as estratégias políticas de comunicação debatidas durante uma reunião de mulheres negras ocorrida em São Paulo no mês de agosto. A meta, com base na plataforma de comunicação das mulheres negras, é fortalecer o debate que vem sendo construído pelosas delegadosas nos estados.
“O regimento não permite criar propostas novas, mas sempre é possível agregar um termo ou um conceito”, afirma Nilza Iraci, presidenta do Geledés – Instituto da Mulher Negra e uma das articuladoras do encontro.
Estratégias
O grupo fará várias ações para dialogar, sobretudo, com as propostas do GT 8 (Comunicação) do subtema 2, intitulado Políticas de Igualdade Racial: avanços e desafios, que integra o eixo Estratégias para o desenvolvimento e enfrentamento ao racismo. “Além disso, vamos fazer uma cobertura jornalística diferenciada do evento, buscando destacar como a questão das mulheres é abordada. Para isso, criamos uma página no Facebook e no Twitter para garantir uma maior visibilização”, explica Mara Vidal, do Instituto Patrícia Galvão.
Entre as instituições representadas no grupo presente em Brasília, estão: Pretas Candangas; Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT); SOS Corpo − Instituto Feminista para a Democracia, Coletivo Leila Diniz / Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB); Instituto Negra do Ceará (Inegra) / Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB); Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA); Instituto Flores de Dan; Cunhã − Coletivo Feminista; o Núcleo de Jornalistas Afro-Brasileiros do Rio Grande do Sul e as Comissões de Jornalistas de Igualdade Racial de Alagoas, do Distrito Federal, do Rio de Janeiro e de São Paulo (COJIRA AL, DF, RJ e SP), vinculados aos Sindicatos dos Jornalistas dos respectivos estados.

Conheça a Plataforma das Comunicadoras Negras:

1) Instituir um órgão regulador independente para supervisionar as atividades relacionadas à radiodifusão e às telecomunicações, garantindo mecanismos de participação cidadã no acompanhamento e na regulação do sistema de comunicações;

2) Criar o Conselho Nacional de Comunicação deliberativo, autônomo e representativo de toda a diversidade nacional, garantindo a diversidade étnico-racial, de gênero, de orientação sexual e regional − composto por uma esfera nacional articulada com esferas estaduais e municipais;

3) Criar uma Política Nacional de Comunicação para o Enfrentamento ao Racismo e pela Democratização da Mídia, instituindo um Observatório Nacional para o desenvolvimento de estudos sobre mídia e racismo;

4) Fortalecer a mídia comunitária:
- alocando maior parcela do espectro de frequência FM para essas emissoras, simplificando e acelerando o processo de outorgas, abolindo características limitantes em relação à cobertura, à potência e ao número de estações por localidade;
- criando um fundo de financiamento geral às radiodifusoras comunitárias e de territórios quilombolas, garantindo condições de sustentabilidade para essas emissoras; e
- assegurando a liberação de concessões para comunidades tradicionais, com recorte para as de matriz africana, paridade racial e de gênero; e com acesso ao fundo de financiamento geral;

5) Estimular a produção regional e independente, de modo a garantir a veiculação (Regulamentação do art. 221, da Constituição Federal, sobre finalidades da programação):
- assegurando cotas para a produção nacional – regionais e locais – e independente na programação dos diferentes meios de comunicação (TV aberta, rádio, TV por assinatura, catálogos de Video on Demand VOD), contemplando a diversidade de gênero, raça, etnia e orientação sexual e incluindo veiculação desses conteúdos em horário nobre;
- implementando políticas públicas que estimulem a produção e viabilizem a veiculação em todos os meios de comunicação, por meio de aulas, programas e campanhas voltadas para a construção da cidadania e o combate ao sexismo, ao racismo, à homofobia, à lesbofobia, à intolerância religiosa e a todas as formas de discriminação, considerando as Leis n. 10.639/2003 e n. 11.645/ 2008;

6) Criar fundos de fomento e incentivo à produção de conteúdo audiovisual independente por meio de editais e ampliação dos percentuais de fundos setoriais de apoio e investimento, levando em consideração as produções locais e regionais e garantindo o acesso das mulheres e da população negra à produção de conteúdo, com especial atenção as mulheres negras;
- Promover chamadas regulares de editais públicos destinados especificamente ao financiamento de empreendedores e empreendedoras, produtores e produtoras negros e negras de comunicação que tenham como foco a diversidade étnicorracial, degênero, religiões de matrizes africanas, cultural, regional e geracional como ferramenta de enfrentamento ao racismo e a todas as formas de discriminação;

7) Implementar políticas públicas de formação, acesso e inclusão digital para a população negra, povos indígenas, quilombolas, ciganos, comunidades de matriz africana e mulheres negras;

8) Fortalecer o sistema público (regulamentação do art.223, sobre complementaridade entre os sistemas): Reservar, em todos os serviços analógicos e digitais, um terço das frequências para o sistema público, entendido como aquele integrado por meios comunitários e organizações de caráter público, geridos de maneira participativa, a partir da possibilidade de acesso universal do(s) cidadão(s) à suas estruturas dirigentes, e submetidos a controle social;
- Fortalecer a Empresa Brasil de Comunicação, garantindo ampliação significativa de sua abrangência, autonomia política e editorial em relação ao governo, mecanismos de gestão participativa e financiamento público;
- Implantar cotas raciais na programação das emissoras de rádio e TV públicas;
- desenvolver campanhas e programas de combate ao racismo e à intolerância religiosa, e disseminar as Leis 10.639/2013 e 11.645/2008;

9) Estabelecer que 30% do orçamento do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações tenha recorte étnicorracial, priorizando a realização de projetos na área de tecnologia da informação e comunicação, garantindo a inserção cidadã da juventude e mulheres negras;

10) Mudar o processo de concessão de outorgas, instituindo mecanismos de transparência, regras e procedimentos democráticos nos processos de concessão e renovação que atendam aos objetivos da pluralidade e da diversidade informativa e cultural, sem privilegiar critérios econômicos.
- As regras do licenciamento devem conter exigências quanto ao cumprimento de padrões de conteúdo, garantindo a diversidade étnico-racial, de gênero, etária, religiosa, de orientação sexual e regional. A renovação das outorgas não deve ser automática;
- Deve ser efetivado o fim das concessões para políticos, com a proibição da exploração direta ou indireta dos serviços por ocupantes de cargos públicos eletivos ou seus parentes até o segundo grau, e para instituições religiosas de qualquer natureza;
- Regular a sublocação da grade, evitando a ocupação indiscriminada do espectro por programas religiosos, proibir as transferências diretas ou indiretas de outorgas, e impedir o arrendamento total ou parcial ou qualquer tipo de especulação sobre frequências;
- Garantir a participação efetiva da população negra e povos indígenas, como forma de assegurar o direito à comunicação, informação e cultura próprias, com prioridade para juventude, mulheres, comunidades de matriz africana, quilombolas.



sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Mídia: Regulamentação e hipocrisia

Por José Dirceu,

O ministro Franklin Martins foi à Europa convidar entidades internacionais para que participem de um seminário que será organizado pelo governo federal em novembro, no qual será discutido um projeto de regulamentação da comunicação por meios eletrônicos no Brasil.
A proposta será discutida pelos próximos parlamentares, que têm mandato até 2014, num amplo processo de debates como é da regra do jogo democrático. O mesmo caminho foi trilhado pelos demais países democráticos que aprovaram em seus Parlamentos legislações de regulação da mídia.
A mídia não é um segmento econômico qualquer. Seu produto são os fatos, as opiniões e as ideias, importantes para o debate político, para a fiscalização dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, para a formação da opinião pública. Mas a mídia, como outros segmentos econômicos, precisa ser regulada para que se impeça que meios de comunicação exerçam seu poder significativo de mercado, ou seja, a força de seu monopólio, quando ele ocorre, em detrimento dos direitos do cidadão e das liberdades individuais.
Embora as legislações modernas dos países desenvolvidos contemplem a regulação da mídia como peça importante da garantia dos direitos democráticos, as entidades que representam os maiores jornais e as redes de TV e Rádio já estão em alerta. Especularam, em seus jornais, que o governo do presidente Lula estuda medidas “autoritárias” de “limitação da liberdade de imprensa”.
Esse receio só pode ser fruto de ingenuidade ou má-fé: a viagem do ministro à Europa se dá justamente em um momento em que o Velho Continente, por meio da União Europeia, também está discutindo a regulamentação do setor.
No caso europeu, há necessidade de atualizar as leis vigentes para contemplar as possibilidades mais recentes de comunicação pela Internet. Já no Brasil, a necessidade de revisão é mais ampla, pois a legislação da radiodifusão data de 1962, mais do que ultrapassada. Uma legislação caduca, atropelada pelo advento da Internet e da convergência tecnológica que permite que por meio da mesma rede se transmita múltiplos serviços. Pelo celular, por exemplo, se pode acessar a Internet, ler notícias, mandar e-mails, jogar e assistir aos programas de televisão.
Essa nova realidade de comunicação multimídia por diversos meios, que vão muito além do rádio e da TV, exigem uma nova regulação. Em primeiro lugar, para evitar que a entrada em cena das operadoras de telecomunicações, fortes e poderosas, formem novos monopólios, aumentado ainda mais a concentração de mercado. Em segundo, para impedir que as empresas de mídia atuais ampliem seu poder de mercado, sem mecanismos de controle social. E mais do que isso: é preciso garantir espaço para as produções de conteúdo nacional.
Isso os países europeus já têm. Na França, o Conselho Superior do Audiovisual tem a missão de garantir que os canais de rádio e televisão reflitam a diversidade cultural francesa por meio da democratização das outorgas de transmissão e do controle de origem dos conteúdos: nas rádios, há uma cota de músicas em língua francesa que tem de ser transmitida, e, na TV, 60% do conteúdo tem de ser europeu —e, destes, 40% de origem francesa.
O CSA francês é formado por dez conselheiros, sendo que nove deles são indicados pelo governo (três pelo presidente, três pelo Senado e três pela Câmara dos Deputados). Esse modelo predomina na Europa. No Reino Unido e em Portugal, existem ainda órgãos governamentais aos quais a população pode encaminhar reclamações referentes à qualidade da programação e do conteúdo jornalístico dos canais que desfrutam de outorgas públicas.
No caso português, um dos mais recentes na Europa (foi instituído em 2005), a regulação atinge também os jornais impressos, os blogs e os sites independentes. Mesmo nos Estados Unidos, ainda tido como expoente máximo da democracia pelas empresas de comunicação brasileiras, justamente pela ausência de uma regulamentação unificada e sólida, um órgão forte —o FCC (Comitê Federal de Comunicação, em inglês)— regula o conteúdo das emissoras de televisão para evitar abusos contra os consumidores e cidadãos.
As limitações de propriedade lá são ainda maiores do que aqui no que se refere à comunicação de massas.
Nos países desenvolvidos, falar em regulamentação não causa furor, nem tentativas de rotulagem como aqui no Brasil. A compreensão mais ampla sobre seus direitos e suas responsabilidades, especialmente as socioculturais, permite com que europeus debatam de forma aberta a regulação do setor de comunicações, inclusive com a participação das empresas e profissionais.
É apenas disso que se trata a proposta apoiada pelo PT e que os monopólios brasileiros demonizam, como se temessem mortalmente o escrutínio de sua própria audiência. São medidas de inclusão social e cidadã adotadas em países de tradição democrática forte e consolidada, portanto, em nada se assemelha ao tolhimento da liberdade de expressão ou a autoritarismo.
No Brasil, no entanto, são tratadas como “ditatoriais” pela mídia corporativa, que busca a autorregulação à margem do Estado e da opinião do povo brasileiro. Seria mais produtivo que abandonassem tal hipocrisia e abraçassem o importante papel que têm em mãos: o de contribuir para o desenvolvimento do país nesse setor tão crucial para o nosso futuro.

José Dirceu, 64, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e integrante do Diretório Nacional do PT

As opiniões aqui postadas são de responsabilidade de seus autores

terça-feira, 13 de julho de 2010

Governo paulista investe 156,5% mais em publicidade

Do M&M Online

O primeiro semestre de 2010 foi bastante agitado para a publicidade do governo do Estado de S.Paulo. No período, a administração do Estado investiu uma média mensal de R$ 23,6 milhões em publicidade - um montante bastante superior a média dos meses dos primeiros semestres dos anos de 2007, 2008 e 2009, que havia ficado em R$ 9,2 milhões.

Considerando todo o investimento dos seis primeiros meses de 2010, o PSDB destinou R$ 141,8 milhões à publicidade, um investimento 156,5% superior do que o mesmo período dos três anos anteriores.

De acordo com o informado pela Secretaria Estadual de Comunicação do Estado, até o final do ano de 2010 podem ser investidos mais R$ 20 milhões em publicidade. Por conta do ano eleitoral, a lei prevê que os investimentos em publicidade nessa época não podem ultrapassar a média dos três anos anteriores. Nos três meses imediatamente antecedentes ao pleito eleitoral, o governo estadual fica proibido de realizar campanhas publicitárias.

Para efeitos de comparação, no primeiro semestre de 2007, o governo paulista investiu um montante de R$ 19,5 milhões. Já nos primeiros seis meses de 2008, o montante se elevou para R$ 33,9 milhões e, em 2009, o total dos investimentos publicitários no primeiro semestre foi de R$ 111,8 milhões.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Inscrições abertas para o Mídia Cidadã 2010

Acontecem entre os dias 5 e 7 de agosto, na Cidade de Pato Branco-PR, a VI Conferência Brasileira e a I Conferência Sul-Americana de Mídia Cidadã. As inscrições com apresentação de trabalhos podem ser feitas até 15 de julho.

A programação consiste em conferências, mesas redondas e apresentações de trabalhos, sejam eles relatos de experiências, papers ou vídeos. Ocorrerá ainda, ao longo dos três dias, a II Mostra Nacional de Vídeo Cidadão, a III Feira Nacional de Mídia Cidadã e o VI Congresso de Educação da Fadep. Profissionais, pesquisadores, acadêmicos, representantes de movimentos sociais e da sociedade civil estão convidados a participar.

O evento está sendo promovido pela Cátedra UNESCO de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, vinculada à Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), e pela Faculdade de Pato Branco (FADEP) por meio dos cursos de Comunicação Social, Educação Física e Pedagogia, e da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro-PR).

Aqueles que quiserem se inscrever como ouvintes podem se cadastrar até o dia 28 de julho. Para facilitar a locomoção dos participantes do Mídia Cidadã 2010, a Prefeitura Municipal de Pato Branco disponibilizará transporte gratuito dos hotéis conveniados até a Faculdade.

Mais informações, clique aqui .


quinta-feira, 25 de março de 2010

Crise! Que crise? Mídia brasileira cresce 4% em 2009

Do MM Online

Faturamento total dos veículos foi de R$ 22,273 bilhões, segundo o Projeto Inter-Meios

Descontada a inflação medida pelo IGP-M, o crescimento é de 2,2%

O faturamento da mídia brasileira com publicidade cresceu 4% (nominais) no ano passado, totalizando R$ 22,273 bilhões, segundo os números consolidados do Projeto Inter-Meios relativos ao ano de 2009. Descontada a inflação medida pelo IGP-M, o crescimento é de 2,2%.

Os destaques ficam por conta da TV aberta, que ampliou sua participação no total dos investimentos publicitários (chegando a 60,9% de share), e da internet, que registrou índice de crescimento de 25,2%.

No caso da TV aberta, que responde pela maior fatia do bolo publicitário, o faturamento entre janeiro e dezembro do ano passado foi de R$ 13,569 bilhões, valor 7,6% maior que o do mesmo período do ano anterior.

Já a TV por assinatura não conseguiu um resultado tão bom: as verbas publicitárias aplicadas no meio foram 2,5% maiores que em 2008, chegando a R$ 823 milhões, o que garantiu a manutenção de seu share em 3,7%.

Num ano muito bom para o rádio, o meio registrou crescimento de 9,4%, o que em valores absolutos significa um faturamento de R$ 987 milhões e um ligeiro incremento em sua participação no total, passando para 4,4%.

A internet faturou quase a mesma coisa que o rádio (R$ 950 milhões), mas seu índice de crescimento foi o maior entre todos os meios e sua participação encosta na do rádio (4,3%).

A mídia exterior também se saiu bem: como um todo cresceu 12,3%, tendo faturado R$ 659 milhões e aumentado seu share para 3%.

O ano foi ruim para a mídia impressa: os jornais tiveram queda de 8,1% no faturamento publicitário (R$ 3,135 bilhões); nas revistas, o recuo foi de 6,2% (R$ 1,712 bilhão); e no segmento de guias e listas, de 19,7% (R$ 356 milhões). Neste último caso, as empresas apontam migração de verbas das listas impressas para as online.

Com esses resultados, o meio jornal, ao final de 2009, registrava share de 14,1%; revista, 7,7%; e guias e listas, 1,6%. Da mesma forma, o meio cinema faturou 7,6% menos com publicidade (R$ 82 milhões).

O resultado completo pode ser conferido no site do Projeto Inter-Meios.

domingo, 21 de março de 2010

Relatório analisa a saúde da mídia nos EUA


The State of the News Media 2010 é o nome do relatório sobre a saúde da imprensa e da mídia nos Estados Unidos. Este é o sétimo relatório deste tipo editado pelo Project for Excellence in Journalism do Pew Research Center's Project for Excellence in Journalism.
O relatório, em inglês está disponível na Internet. Para ler, basta clicar aqui.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Com receita de R$ 19,8 bilhões, faturamento da mídia brasileira cresce 2%

Por Eliane Pereira, do M&M Online

O faturamento da mídia brasileira cresceu apenas 2,07% entre janeiro e novembro de 2009, em relação a igual período do ano anterior (sem descontar a inflação), totalizando R$ 19,8 bilhões. O resultado foi apurado pelo Projeto Inter-Meios, que contabiliza o faturamento dos veículos de comunicação. O maior índice de crescimento vem da internet: 23,3%, mas a maior fatia continua, de longe, na TV aberta, que fica com 60,7% da verba aplicada pelos anunciantes em compra de mídia. No período, o meio arrecadou R$ 12 bilhões, 5,7% a mais que no ano anterior.

A internet registrou com faturamento de R$ 827 milhões. O share da web no bolo publicitário já chega a 4,2%, maior que o da TV por assinatura (3,7%) e bem próximo do rádio (4,5%). Este último manteve o bom desempenho dos meses anteriores, crescendo 8,6% em faturamento, o que representa uma verba de R$ 884,2 milhões. Já a TV paga cresceu apenas 0,5%, com R$ 726,4 milhões.

A maré não foi boa para jornais, revistas, guias e listas e cinema, que viram seus faturamentos encolherem entre janeiro e novembro. A maior queda, da ordem de 21%, foi no segmento de guias e listas (R$ 333 milhões), seguido de cinema, com 10,4% (R$ 71,6 milhões); jornais, com 9,5% (R$ 2,8 bilhões); e revistas, com 8,5% (R$ 1,5 bilhão).

Já a mídia exterior se saiu bem, tendo faturado R$ 589 milhões nos 11 meses computados, quantia 11,7% superior a 2008. O meio tem 3% dos investimentos publicitários. Entre as diversas categorias que o compõem, destaque para o digital out of home, que cresceu 48% (chegando a R$ 81 milhões). Outdoor cresceu 9,2% (R$ 329 milhões); mídia móvel, 8,9% (R$ 24, 2 milhões); e mobiliário urbano, 5,4% (R$ 121,1 milhões). Na contramão, os painéis tiveram queda de 1,4% (R$ 34 milhões).

Os resultados completados podem ser verificados no site do projeto. O acesso é livre.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O faturamento da mídia brasileira com publicidade não está crescendo em 2009.

Do M&M Online

Dados do Projeto Inter-Meios que consolidam o movimento de caixa dos veículos de janeiro a agosto apontam uma pequena oscilação positiva de 0,02% em relação ao mesmo período de 2008. A comparação entre os dois meses de agosto mostra queda de 4,7% neste ano.
Nos oito primeiros meses de 2009, o faturamento somado foi de pouco mais de R$ 13,3 bilhões. O meio com melhor desempenho é a internet, com alta de 22,6%, atingindo R$ 550 milhões. Somente outros três apresentam crescimento: mídia exterior (11,3%, somando R$ 407 milhões), rádio (6,3%, totalizando R$ 605 milhões) e TV aberta (3,2%, acumulando R$ 8 bilhões).
Em contrapartida, houve queda em guias e listas (-20,6%, R$ 238 milhões), jornal (-11,2%, R$ 2 bilhões), revista (-9,5%, R$ 979 milhões), cinema (-6,9%, R$ 49 milhões) e TV por assinatura (-1,8%, R$ 465 milhões). Com isso, o share acumulado até agosto é de 60,4% em TV aberta; 14,9% em jornal; 7,3% em revista; 4,5% em rádio; 4,1% em internet; e 3,5% em TV por assinatura.A informação é da coluna Em Pauta, publicada na edição 1383 de Meio & Mensagem que circula com data de 2 de novembro de 2009.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Seminário ‘O negro na Mídia’

Do Boletim Informativo do SJP-RS

A invisibilidade da população negra na mídia brasileira e a desagregação de dados por raça/etnia nos censos nacionais de 2010 da América Latina e Caribe são assuntos do II Seminário Estadual O Negro na Mídia: a invisibilidade da Cor - que nesta segunda edição tem como temática os indicadores da negritude e os meios de comunicação – e do Encontro Latino-americano de Comunicação, Afrodescendentes e Censos de 2010.
Agendados para os dias 17 e 18 de setembro no auditório da Associação Riograndense de Imprensa – ARI, Avenida Borges de Medeiros, 8º andar, centro de Porto Alegre, os dois eventos estão com inscrições abertas até 15/09, podendo as fichas de inscrições serem solicitadas pelo e-mail: web@jornalistasrs.brte.com.br. Os encontros reunirão técnicos de institutos internacionais de pesquisa, especialistas em indicadores socioeconômicos das Nações Unidas e do governo brasileiro.
Os dois eventos são uma realização do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, através do Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros, com apoio da Associação Riograndense de Imprensa, ARI, da Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj, do UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e do Centro de Informação das Nações Unidas – UNIC. Com inscrição gratuita, os organizadores esperam a adesão de representantes das Comissões de Jornalistas Pela Igualdade Racial – Cojiras - de Brasília, Alagoas, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Alagoas, além de ongs e movimento social negro.
Marcado para dia 17/9, às 18h30min, o II Seminário Estadual O Negro na Mídia: a Invisibilidade da Cor ao propor o tema Indicadores da Negritude e os Meios de Comunicação, quer proporcionar aos jornalistas, universitários dos cursos de Comunicação e Jornalismo e público em geral um repensar sobre as diferenças étnico-raciais, práticas de discriminação e racismo, a identidade e auto-estima da população negra brasileira. Já o Encontro Latino-americano de Comunicação, Afrodescendentes e Censos de 2010 acontecerá na manhã da sexta-feira, 18/9, com início previsto para as 8h30min.
A intenção dos organizadores é dar visibilidade estatística de afrodescendentes na região das Américas, como uma ação política que garanta a coleta e análise de dados desagregados por raça/etnia nos censos de 2010/2012. A desagregação de dados por raça/etnia pode resultar no aperfeiçoamento das políticas públicas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial, de acordo com os compromissos assumidos pelos Estados da região e reiterados na Conferência de Revisão de Durban, realizada em Genebra, em abril de 2009.

Quem estará presente:

Para participar dos dois seminários virá Maria Inês Barbosa, coordenadora do programa de Gênero, Raça e Etnia do UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas) Brasil e Cone Sul; um outro convidado é Mário Lisboa Theodoro, Diretor de Cooperação e Desenvolvimento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA-Brasília /DF; também confirmaram suas presenças: Giancarlo Summa, Diretor do Centro de Informação da Organização das Nações Unidas no Brasil – RJ/RJ e José Carlos Torves – Diretor do Departamento de Mobilização,Negociação Salarial e Direito Autoral da Federação Nacional de Jornalistas – Fenaj.

Datas: 17 e 18 de Setembro (quinta e Sexta-feira)
Horário: 18h30min (dia 17/9 - quinta-feira) e às 8h30min (dia 18/9 - sexta-feira)
Local: Auditório da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) – Av. Borges de Medeiros, 915/ 8 º andar – Centro
Entrada franca
Inscrições: web@jornalistasrs.brte.com.br ( p/ solicitar a ficha de inscrição)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Opinião: O esforço de Arias e o golpismo da mídia

Por Argemiro Ferreira, da Carta Maior, em 21/07/2009

Figuras de uma foto amplamente divulgada na mídia, feitas de fibra de vidro, parecem saídas de um desfile de escola de samba. O regime do golpe diz que estavam num jardim da casa presidencial e representam o presidente deposto (Zelaya) ao lado de heróis da independência no século XIX. Um presidente não precisa necessariamente ter bom gosto, mas seria ridículo ver nisso "prova" de que era ditador - estapafúrdia alegação dos golpistas.
O artigo completo de Argemiro Ferreira, você confere na Carta Maior.

As opiniões expressas aqui são de responsabilidade de seus autores.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Seminário Internacional de Mídia sobre Paz no Oriente Médio

O Rio de Janeiro vai sediar, nos dias 27 e 28 de julho, o XVII Seminário Internacional de Mídia sobre Paz no Oriente Médio. O evento é promovido conjuntamente pelo Departamento de Informação Pública da Organização das Nações Unidas e pelo Ministério das Relações Exteriores e se realizará no Palácio Itamaraty do Rio de Janeiro.

domingo, 5 de julho de 2009

Dois livros vão ser lançados nesta quinta-feira


O livro Comunicação e Saúde vai ser lançado na próxima quinta, 9 de julho, às 19h, no Restaurante Fausto e Manoel (104 Norte, Bloco A), em Brasília. A publicação reúne múltiplas abordagens da comunicação para a promoção da saúde. Os artigos fazem uma reflexão de experiências realizadas em países de três continentes (Brasil, México, Portugal e Tanzânia). A obra, apoiada pelo Ministério da Educação, conta ainda com entrevistas de especialistas na área.
Para a jornalista e radialista Mara Régia, o rádio é um importante instrumento à promoção da saúde. Darlan Rosa relata a história de criação e de sucesso permanente do Zé Gotinha. Os médicos e professores Ubirajara Picanço e Maria Josenilda Gonçalves da Costa analisam práticas que possibilitam informar a sociedade adequadamente.
A publicação é resultado das atividades do Projeto Comunicação Comunitária , que pretende ampliar o acesso à mídia e a canais de comunicação que garantam o diálogo dos jovens sobre a promoção da saúde e a prevenção de doenças, e estimular a criação de linguagens audiovisuais que ampliem e diversifiquem as possibilidades de participação social. Além disso, a iniciativa busca realizar divulgação de conteúdo audiovisual visando a disseminação de informação sobre saúde, juventude e comunicação.

O evento também marca o lançamento do livro Responsabilidade Social da Mídia. Análise conceitual e pespectivas de aplicação: Brasil, Portugal e Espanha", resultado de tese de doutorado de Fernando Oliveira Paulino

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Marcha contra o racismo da mídia

Ato contra a intolerância da imprensa brasileira às questões que envolvem gênero e etnia nesta sexta-feira (26), em DF

Fonte: CUT-DF

A CUT-DF e as entidades do Movimento Social Negro convocam o conjunto da classe trabalhadora a participar de manifestação contra a intolerância da imprensa brasileira às questões que envolvem gênero e etnia. O ato será no dia 26 de junho, sexta-feira, às 9h, com
concentração no Colégio Sagrado Coração de Maria (SCRN 702/702 Norte - W3 Norte).

A grande mídia, em geral, tem se posicionado contra políticas afirmativas como as cotas raciais no ensino e no serviço público, o tratamento dado ao Estatuto da Igualdade Racial em discussão no Congresso Nacional desde 2006, o decreto 4.887 que regulariza as terras quilombolas e da lei 10.639, que torna obrigatório o ensino de história e cultura africanas e das populações negras brasileiras nas escolas de todo o país.

A mesma mídia que não tem interesse em pautar as questões do movimento negro, fez um grande lobby para derrubar recentemente a obrigatoriedade do diploma de jornalismo no STF, com o objetivo de precarizar salários e o mercado de trabalho destes profissionais.

domingo, 26 de abril de 2009

Diversidade Sexual e Mídia: Uerj lança curso de extensão

Diversidade Sexual e Mídia: conjuntura e perspectivas é o tema do curso de extensão que a UERJ oferecerá de 20/06 a 25/07, sempre , aos sábados, das 9h às 12h30. No curso, sob responsabilidade de Eduardo Peret haverá palestras e debates sobre os conceitos de Diversidade Sexual e de Identidade de Gênero conforme são apresentados pela mídia e como essa exposição contribui para a formação do senso comum e da cultura.
Será tratada ainda a questão da inserção LGBT no cinema, jornalismo, telenovelas, humor e desenhos animados, entre outros assuntos. Esta é uma primeira experiência, dependendo dos resultados poderá ser aprovada uma proposta de curso mais extenso, incluindo aspectos da Educação e áreas afins.
As inscrições serão realizadas de 13 de maio a 18 de junho, das 9h às 18h,na Uerj - Rua São Francisco Xavier 524, 1º andar, bloco A, sala 1006. Existe a possibilidade de bolsas para estudantes e integrantes de ONGs.
Informações: (21) 2587-7568/7875 ou por e-mail: cext.lpo@gmail.com