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sexta-feira, 14 de abril de 2017
Governo usa verba de publicidade para aprovar reforma da Previdência
domingo, 30 de outubro de 2016
Internet concentra um terço dos investimentos em propaganda
sexta-feira, 11 de março de 2016
Órgão público poderá ser obrigado a divulgar gasto com anúncio publicitário
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Investimento publicitário cai no primeiro bimestre
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Opinião: A Globo sempre viveu com dinheiro público
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| Fernando Henrique Cardoso e Roberto Marinho. Foto de Miguel do Rosário |
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Blogs e mídia comunitária poderão ter 10% da verba publicitária pública do DF
segunda-feira, 24 de junho de 2013
10 grandes empresas de mídia monopolizam verba publicitária federal
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Projeto-de-lei propõe desconcentração de verba publicitária oficial
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Opinião: Publicidade oficial: quais critérios adotar?
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| Fotos: Roberto Parizotti/Brasil de Fato |
Considerada a centralidade política da mídia privada comercial e o fato de que o Estado brasileiro constitui-se em um de seus principais financiadores, o que está em jogo é a própria democracia na qual vivemos. Não seria essa uma razão suficiente para a Secom interpretar constitucionalmente os seus critérios técnicos?
Por Venício Lima, (*) Artigo publicado originalmente no Observatório da Imprensa.
A epígrafe acima foi escrita pelo servidor público que ocupa o cargo de Secretario Executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM-PR), em artigo publicado recentemente neste Observatório (16/4/2013), e se refere “às programações publicitárias do governo federal – administrações direta e indireta, incluídas as empresas estatais”. [Neste artigo vamos desconsiderar as empresas estatais que competem no mercado de bens e serviços com as empresas privadas comerciais.]
Substituídas – na epígrafe – as palavras “SECOM” e “governo”, ela poderia ter sido assinada por qualquer diretor de marketing de uma empresa privada, produtora de bens de consumo em grande escala, por exemplo, “sandálias de dedo”.
Os critérios técnicos de “negociação e de distribuição de investimentos” oficiais de publicidade são iguais àqueles utilizados pelas empresas privadas comerciais que atuam no mercado de bens e serviços? A publicidade institucional de governo e a publicidade de empresas que buscam lucro no mercado têm os mesmos objetivos e obedecem aos mesmos critérios?
O que diz a Constituição?
O artigo 1º da Constituição de 1988 reza que um dos fundamentos da democracia brasileira é o pluralismo político (inciso V) e, logo em seguida, o artigo 5º garante que é livre a manifestação do pensamento (inciso IV). Essa garantia é confirmada no caput do artigo 220, que impede a existência de qualquer restrição à manifestação do pensamento, à expressão e à informação.
Por outro lado, o inciso I, do artigo 2º do Decreto nº 6.555/2008 que “dispõe sobre as ações de comunicação do Poder Executivo Federal” determina que “no desenvolvimento e na execução das ações de comunicação previstas neste Decreto, serão observadas as seguintes diretrizes, de acordo com as características de cada ação: afirmação dos valores e princípios da Constituição”.
Não seria, portanto, responsabilidade primeira da negociação e distribuição de qualquer investimento oficial – inclusive, por óbvio, aqueles de publicidade – proteger e garantir o pluralismo político e a liberdade de expressão (de todos)?
Se passarmos dos fundamentos políticos para os econômicos, constata-se que critério técnico “a programação de recursos deve ser proporcional ao tamanho e ao perfil da audiência de cada veículo” desconsidera também os princípios gerais da atividade econômica definidos no “Título VII – Da Ordem Econômica e Financeira” da Constituição.
Na verdade, contrariam-se os incisos IV (livre concorrência), VII (redução das desigualdades regionais e sociais) e IX (tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte) do artigo 170, e o parágrafo 4º (repressão ao abuso de poder econômico, com vistas à eliminação da concorrência e aumento arbitrário dos lucros) do artigo 173.
Como justificar, então, que os investimentos oficiais de publicidade possam adotar um critério técnico que conduza à homogeneização do discurso político e sustente o controle histórico da liberdade de expressão por oligopólios de mídia?
Quantidade x qualidade
Para além das razões constitucionais, um “planejador de mídia” poderia ainda argumentar que a utilização exclusiva dos critérios “tamanho e perfil da audiência de cada veículo”, exclui a programação chamada “qualitativa”.
O exemplo clássico continua sendo a centenária revista inglesa The Economist que, apesar de ter circulação relativamente pequena (1,4 milhões de exemplares, 4/5 deles fora do Reino Unido, sendo que metade só nos Estados Unidos), permanece como um dos veículos mais influentes junto às elites dominantes de todos (ou quase todos) os países do Ocidente.
Generalização dos critérios técnicos da SECOM-PR
A lógica dos critérios técnicos da SECOM-PR está sendo também adotada para a distribuição de recursos de publicidade oficial por governos estaduais, prefeituras, além do Judiciário e do Legislativo. Em pelo menos uma unidade da federação, iniciativa parlamentar pretende alterar esses “critérios técnicos”.
Em junho de 2012, foi apresentado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul o Projeto de Lei 159/2012, que institui a Política Estadual de Incentivo às Mídias Locais e Regionais, de autoria do deputado estadual Aldacir Oliboni (ver íntegra abaixo). O PL prevê que o estado destine pelo menos 10% dos recursos de publicidade oficial (1) a periódicos, jornais e revistas impressas, com tiragem entre 2.000 (dois mil) e 20.000 (vinte mil) exemplares, editados sob a responsabilidade de empresário individual, micro e pequenas empresas; e (2) a veículos de radiodifusão local, devidamente habilitados nos termos da legislação brasileira.
Na Justificativa do PL, o deputado Aldacir Oliboni argumenta:
“A distribuição desconcentrada dos recursos de publicidade oficial, os quais, historicamente, acabam destinados majoritariamente para grandes empresas, é uma medida substantiva para o desenvolvimento de uma comunicação local voltada aos reais interesses dessas comunidades. (...) Possibilitar que estes pequenos veículos se viabilizem, contribui decisivamente para a construção de uma comunicação cidadã e para a liberdade de opinião e expressão de comunidades e segmentos que, na maioria das vezes, não tem oportunidade de veiculá-las a partir dos grandes meios de comunicação. (...) Esse fomento servirá também para maior isenção no fluxo de informações fortalecendo a própria democracia, visto que possibilitará a desconcentração das notícias e versões noticiosas divulgadas, as quais, nos dias de hoje, estão centralizadas nos grandes conglomerados de comunicação existentes no Estado e no País”[ver aqui].
Da mesma forma, a Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) tem reivindicado que 30% dos recursos publicitários oficiais sejam destinados às pequenas empresas de mídia.
Em artigo publicado neste Observatório (“Por que o governo deve apoiar a mídia alternativa“], defendi esta posição citando, inclusive, o precedente de estímulos já existentes para a agricultura familiar (Lei nº 11.947/2009) e para a atividade audiovisual (Lei 11.437/2009).
Mídia e democracia
Apesar do Decreto nº 6.555/2008 [“dispõe sobre as ações de comunicação do Poder Executivo Federal”] e de sua regulamentação pela Instrução Normativa SECOM-PR nº 2/2009 [“disciplina as ações de publicidade dos órgãos e entidades integrantes do Poder Executivo Federal”]existirem desde o governo do presidente Lula – e apesar da negativa do atual Secretario Executivo da SECOM-PR – as pequenas empresas de comunicação questionam a interpretação dos critérios técnicos para distribuição dos recursos oficiais de publicidade que vem sendo praticada nos últimos dois anos (ver “Secom concentra verbas nos grandes veículos“).
De qualquer maneira, nem o Decreto nem a Norma trazem (nem poderiam trazer) nenhuma restrição à distribuição dos investimentos para a chamada mídia alternativa (empresas de audiência qualificada e que não podem concorrer, em igualdade de condições – porque iguais não são – com portais como o UOL ou com conglomerados empresariais como as Organizações Globo).
Aliás, a convergência de mídias provocada pela digitalização tem levado governos de outras democracias a buscar formas de financiar especificamente a mídia digital. É o que ocorre, por exemplo, na França. Após dois meses de negociações, o governo de François Hollande chegou a um acordo, no início de fevereiro, para que o Google estabeleça um fundo de 60 milhões de euros para ajudar na transição para o digital. O fundo vai “impulsionar a inovação na área de mídia digital”. Os projetos que forem submetidos a financiamento serão avaliados segundo critérios de inovação e viabilidade de negócio e o fundo será gerido por uma administração composta por representantes do Google, da imprensa francesa e membros independentes (ver aqui).
Entre nós, trata-se da observância (ou não) de fundamentos e princípios constitucionais expressos nas ideias liberais de pluralidade e diversidade. Se fossem cumpridos, o critério técnico da SECOM-PR deveria ser “a máxima dispersão da propriedade” (Edwin Baker) e a garantia de que mais vozes fossem ouvidas e participem ativamente do debate público.
Repito o escrito em outra ocasião. Tem razão a Altercom quando afirma que há justiça em tratar os desiguais de forma desigual e há de se aplicar, nas comunicações, práticas que já vêm sendo adotadas com sucesso em outros setores.
Considerada a centralidade política da mídia privada comercial e o fato de que o Estado brasileiro constitui-se em um de seus principais financiadores (se não, o principal), o que está em jogo é a própria democracia na qual vivemos.
Não seria essa uma razão suficiente para a SECOM-PR interpretar constitucionalmente os seus critérios técnicos?
Projeto de Lei nº 159 /2012
[Disponível aqui.]
Institui a Política Estadual de Incentivo às Mídias Locais e Regionais no Estado do Rio Grande do Sul e dá outras providências.
Art. 1º – Fica instituída a Política Estadual de Incentivo às Mídias Locais Regionais no Estado do Rio Grande do Sul, pela qual, observados os preceitos legais sobre a matéria, os Poderes do Estado poderão destinar percentual não inferior a 10% (dez por cento) da sua receita anual de publicidade, prevista no Orçamento para a divulgação de obras, anúncios, editais, programas, serviços e campanhas em gerais, aos veículos mencionados nesta Lei.
Art. 2º – Para os efeitos desta Lei, considera-se Mídia Regional e Local os seguintes veículos:
I – periódicos, jornais e revistas impressas, com tiragem entre 2.000 (dois mil) e 20.000 (vinte mil) exemplares editados sob responsabilidade de empresário individual, micro e pequenas empresas;
II – veículos de radiodifusão local, devidamente habilitados em conformidade com a legislação brasileira;
§ 1º – As mídias apontadas devem ter reconhecimento regional e local, caracterizando-se por serem prioritariamente dirigidas às regiões do Estado, ou a locais ou segmentos específicos da sociedade gaúcha.
§ 2º – A critério dos Poderes do Estado, poderá ser exigido que a tiragem a que se refere o item I seja atestado por instituto de pesquisa de notória reputação.
Art. 3º – Para efeito de habilitação aos recursos públicos, as mídias regionais interessadas deverão observar os seguintes critérios:
I – ter, no mínimo, dois anos de funcionamento sem interrupção de suas atividades;
II – ter em seu quadro de pessoal jornalista responsável;
III – não manter vínculos que a subordinem ao comando de outras empresas jornalísticas e de radiodifusão, escolas, igrejas, partidos políticos, sindicatos, associações de classe, associações representativas de setores industriais ou de serviços;
IV – não possuir proprietário, sócio ou gerente que exerça estas mesmas funções em outra mídia beneficiária;
V – não possuir proprietário, sócio ou gerente, ou parentes até o segundo grau destes, que ocupem cargos públicos eletivos ou de confiança nos âmbitos Municipal, Estadual ou Federal;
VI – veicular conteúdo eminentemente editorial, sendo vedado o benefício a mídias destinadas exclusivamente a conteúdos publicitários.
Art. 4º – O Estado poderá regulamentar a presente Lei.
Art. 5º – Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.
Sala das Sessões, 28 de junho de 2012.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
72% da publicidade do governo federal na internet vai para grandes grupos
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Opinião: Propaganda nos governos tucanos
Está se tornando uma marca comum aos governos tucanos os altíssimos gastos realizados com publicidade, ao que parece, investimentos tidos como prioridade para os Estados e prefeituras que administram, em detrimento de recursos destinados a áreas problemáticas como Saúde, Educação e Segurança, mobilidade urbana.
Segundo divulgação recente do jornal Folha de S. Paulo, entre 2007 e 2011, o governo do Estado de São Paulo gastou R$ 608,9 milhões com publicidade. Para efeito de comparação, esse montante corresponde a 30% do que gastou o Governo Federal no mesmo período e seis vezes o investimento da Secretaria da Cultura em 2011!
E não é apenas o exagero do valor das verbas destinadas à publicidade o que chama a atenção. O jornal revelou também que a principal agência que atende o governo do Estado desde 2007, a Lua Propaganda, tem como sócio o publicitário Rodrigo Gonzalez, filho de Luiz Gonzalez, marqueteiro responsável pelas campanhas eleitorais de Geraldo Alckmin e José Serra, inclusive pela atual campanha de Serra à Prefeitura de São Paulo.
A Lua Propaganda responde ainda pela publicidade da Dersa (empresa rodoviária controlada pelo governo do Estado) e do Nota Fiscal Paulista, programa vitrine dos tucanos em São Paulo.
Em 2009, sob o governo estadual de Serra, os gastos com publicidade somaram R$ 173 milhões em anúncios, quase o triplo do empregado em 2007, início de sua gestão.
Porém, o auge do esbanjamento foi em 2010, ano em que Serra realizou sua campanha derrotada à Presidência da República: R$ 17,6 milhões por mês. Em 2011, primeiro ano do atual mandato de Alckmin, o gasto anual caiu 55% em relação a 2010, mas ainda 17% maior do que em 2007.
Mas o descalabro das verbas gastas com publicidade pelos governos do PSDB não se restringe a São Paulo. Em junho deste ano, o governo de Minas Gerais, de Antonio Anastasia, gastou R$ 4,5 milhões de recursos da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) com a campanha Minério com mais Justiça, destinada a defender a revisão dos royalties de minério.
A campanha durou dois meses, com peças publicitárias veiculadas em diversos meios de comunicação, inclusive inserções em redes de TV aberta e a cabo.
Causa estranhamento a alocação de tal quantia em uma única ação publicitária, quando, todos sabem, o governador mineiro vive reclamando da falta de recursos e da suposta falta de investimentos federais no Estado.
Já a atual gestão tucana do governador do Paraná, Beto Richa, reservou R$ 143,5 milhões para gastos em comunicação e publicidade somente para este ano. O valor destinado à área de Comunicação Social, R$ 52,1 milhões, multiplicou quase cinco vezes em relação ao que foi gasto pela pasta em 2011, R$ 11,6 milhões.
No Diário Oficial do Estado, Richa justificou os gastos afirmando que o governo pretendia "resgatar a confiança da população no governo do Paraná e aumentar a autoestima dos paranaenses em relação ao seu Estado".
Será que para atingir esse objetivo não seria muito mais produtivo investir em Educação, Cultura, Saúde e resolver objetivamente os problemas que afetam não só a confiança, mas também a dignidade da população?
Da publicidade governista em São Paulo, não surpreende, mas também não deixa de ser relevante o fato de que apenas uma emissora a Globo tenha recebido R$ 210 milhões, ou 49,5% de total aplicado em TV entre 2007 e 2011, e o correspondente a 34,5% da verba total, mesmo com sua audiência em declínio: caiu de 41% em 2007 para 38% em 2011.
A distribuição da veiculação feita em mídia impressa também não causa surpresas: Estadão, Folha e Veja foram os maiores agraciados com a publicidade tucana no período.
Vale lembrar que, em julho deste ano, o PSDB apresentou uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) pedindo a investigação de patrocínios de empresas públicas a sítios e blogues cujos conteúdos considera ofensivos à oposição.
Em um evidente atentado à liberdade de expressão, o partido tentou intimidar empresas estatais e governos que anunciam em veículos sem ligações com os mesmos oligopólios midiáticos que tanto têm se beneficiado dos recursos publicitários de suas administrações.
Não é preciso muito esforço para entender o que os governos tucanos, especialmente em São Paulo, pretendem maquiar com tanta propaganda: a má administração em seus governos, incapazes de apresentar políticas e projetos para atender as reais necessidades da população.
Assim, nessa lógica perversa, levam ao pé da letra a máxima de que "a propaganda é a alma do negócio", investindo alto para mostrar aquilo que deveriam ter feito e não fizeram.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Jornalista pede demissão após governo da Bahia censurar sua reportagem
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Gastos em publicidade do GDF em 2011 chegam a R$ 140 milhões
Publicado originalmente no Brasília247
O governo do Distrito Federal gastou 39,7 milhões em publicidade e propaganda em três meses. A Secretaria de Publicidade Institucional tornou público no Diário Oficial do Distrito Federal de quinta-feira (5) os gastos com publicações em jornais, revistas, sites, rádio, divulgações no cinema, nas televisões, nas mídias externas e nas produtoras de julho até setembro de 2011. Segundo o coordenador de fiscalização e acompanhamento publicitário da pasta, Adriano Guimarães, o gasto com publicidade em 2011 deve ficar em pouco mais de R$ 140 milhões.
Campanhas publicitárias e serviços de utilidades públicas consumiram quase toda a verba prevista no orçamento de 2011. Adriano Guimarães explica que dos R$ 147 milhões previstos, R$ 140 milhões foram gastos: 50% com a divulgação das projetos e programas executados por esta gestão e a outra metade com avisos, serviços e campanhas educativas. “Foram cerca de 300 campanhas informativas ao longo do ano”, diz.
O governo anunciou nesta semana a reforma de 38 das 303 escolas da rede pública que precisam, urgentemente, de melhorias estruturais. Para isso, ao longo de 2012, serão gastos R$ 105 milhões, menos que a previsão orçamentária para a área de Publicidade Institucional. Na edição do Jornal de Brasília de hoje (6), o subsecretário de Planejamento da Secretaria de Educação, Francisco José da Silva, disse que as outras escolas terão que esperar por recursos oriundos de parcerias com o governo federal.
Veja os gastos em publicidade de julho a setembro de 2011:
Televisão: R$ 13.396.953,75
Jornal impresso: R$ 11.015.148,67
Produção total: R$7.269.449,77
Rádio: R$ 4.172.410,10
Mídia exterior: R$ 2.395.150,98
Revista: R$ 785.861,64
Internet: R$ 629.587,29
Cinema: R$ 101.975,74
Total: R$ 39.765.577,94
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Câmara Legislativa do DF gasta R$ 6 milhões na publicidade de fim de ano
Por Daniela Novaes, do Câmara em PautaNo balanço do final do ano, o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Patrício (PT) afirmou com todas as pompas que a Casa economizou cerca de R$ 110 milhões no decorrer de 2011. Desse total R$ 80,2 milhões foram repassados à Secretaria de Planejamento e Orçamento para ajudar o Governo do DF a pagar as suas contas.
Para comemorar tão grande feito, a Mesa Diretora decidiu então gastar parte do montante economizado, em propaganda nos grandes jornais e televisões, com objetivo de informar a população que economizou. Segundo a Assessoria de Comunicação da CLDF foram destinados R$ 6 seis milhões de reais para este fim.
A pressa em desembolsar seis milhões para fazer veicular a propaganda da economia da Casa, só não foi pior que a determinação da Mesa Diretora, em escolher a seu bel prazer apenas os órgãos da grande imprensa para receberem a verba de publicitária da CLDF, ignorando qualquer critério de uso da verba pública.
Mais verba – No Diário Oficial da Câmara Legislativa do dia 12 de dezembro foi publicado o contrato celebrado entre a CLDF e a AV Comunicação e Marketing Ltda, no valor de R$ 25.000.000.00 (vinte e cinco milhões),para contratação de serviços de publicidade a partir da data da publicação.
A Mesa Diretora não informou se os seis milhões de reais foram retirados do contrato assinado com a AV Comunicações no dia 12 de dezembro, ou se foi sobra de caixa da tão badalada economia da Casa. Já que a economia foi de R$ 110 milhões e o GDF recebeu R$ 80,2 desse montante, sobram aí R$ 29,8 milhões em caixa.
A CLDF possui orçamento que deveria ser utilizado na comunicação institucional, cujo valor é de R$ 8 milhões, que deveriam ser aplicados no Jornal, Rádio e TV Distrital, além da reestruturação do portal da internet. Desses veículos, somente a internet “funciona” atualmente. O restante nunca saiu do papel e não há previsão para isso.
Em outubro passado, Anna Karolina Bezerra, coordenadora de comunicação da Casa afirmou à reportagem do Câmara em Pauta que não havia previsão para que a Rádio e a TV entrassem em funcionamento e o jornal ainda estava sendo projetado. “O que temos é o portal na internet, que a equipe atual pode manter com a estrutura que já existe”, disse.
Equipe enxuta - A equipe de Comunicação tem a mesma estrutura desde 1992, quando a Assessoria foi criada. São cinco jornalistas e quatro fotógrafos, sem contar com quatro profissionais cedidos ou de licença e três em vias de se aposentar. O plano de comunicação está pronto, mas nunca foi posto em prática e não há uma previsão para que isso aconteça.
A Assessoria foi criada numa época em que não existia tanta tecnologia à disposição. Os servidores da área dizem que, para se adequar aos novos tempos, seria necessária contratação e treinamento de pelo menos o dobro de pessoas que atuam efetivamente no setor. e não há nenhuma definição de como será o funcionamento do projeto e nem um direcionamento de como a resumida equipe poderá dar conta de todas as demandas.











