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domingo, 20 de março de 2022

Lançamentos: livros jornalísticos movimentam a leitura em Brasília

 

Por Chico Sant'Anna

Dois livros de autoria de jornalistas da Capital Federal movimentam a agenda literária nesse mês de março. Filho de pandemia - Os 110 dias do diário de um pai no momento mais desafiador para qualquer família, de Diego Amorim, chefe de redação do site O Antagonista. 

A segunda obra é Nas asas da mamata, é do quarteto Eduardo Militão, Eumano Silva, Lúcio Lambranho e Edson Sardinha. O livro traz um extenso levantamento de viagens parlamentares bancadas pelo contribuinte.

A “farra das passagens aéreas”, dizem os autores, foi o maior escândalo político desde a redemocratização. Com 560 parlamentares investigados, teve mais alvos do que a Operação Lava Jato e a CPI dos Anões. A diferença é que ninguém foi punido e só uns poucos devolveram o dinheiro. “O caso ficou no passado? Em parte, sim. Em parte, não. Isso porque episódios de uso indiscriminado de passagens aéreas por autoridades continuam acontecendo hoje. A diferença é que, desta vez, eles se aproveitam de outra brecha na transparência: os voos fretados de jatinhos no Congresso e os jatos exclusivos proporcionados pela Força Aérea Brasileira ao Poder Executivo.”

Os autores compilaram dados desde 2019, início do atual governo. Foram compiladas doze 12 situações em que voos da FAB ou os jatinhos do Congresso, nos quais há menos transparência sobre passageiros e gastos; serviram para fazer viagens de propósito no mínimo duvidoso. Estimativas e custos mínimos apontam para despesas de mais de R$ R$ 2 milhões.

“A falta de transparência que existia em 2009 permitiu o escândalo das passagens aéreas no Congresso e, de certa forma, no Executivo, no TCU e no Supremo também”, afirma Militão. Geralmente, eram voos comerciais, como das empresas Gol, Latam e Passaredo. “Agora, é a falta de transparência, de novo, que permite episódios no mínimo suspeitos em 2021, desta vez na Força Aérea Brasileira e ainda no Congresso Nacional”, completa Eumano.

Em 2009, depois do escândalo, o Congresso Nacional passou a publicar todos os voos dos parlamentares, com rota, nome dos passageiros, gastos feitos e proibição de que parentes participassem das viagens. A brecha ficou para os voos fretados. Neles, ninguém sabe se o parlamentar viajou sozinho ou acompanhado. Cid Gomes (PSB-CE) se negou a dar esses detalhes neste ano.

“Na Força Aérea Brasileira, acontece algo parecido. Ninguém sabe o nome de todos os passageiros. Os relatos de parentes e amigos viajando com autoridades são confirmados em redes sociais”, destacam Militão e Eumano. E, para piorar, existe o sigilo das despesas dos voos. “Um parlamentar que deseja viajar para o exterior pela Câmara, precisa justificar o motivo da viagem, fazer um relatório e ter todas as suas despesas com hospedagem, diárias e passagens publicadas”, afirmou Militão. “Mas, se ele for ao exterior com o apoio da FAB, nada disso é exigido. E a despesa vai ficar em sigilo”, completou Eumano.

Sobre os autores

Eduardo Militão, nascido em 1978, é jornalista em Brasília desde 2000. Repórter do UOL, trabalhou no Correio Braziliense, Congresso em Foco, Piauí, Isto é e The Intercept. Ganhou um prêmio Esso, dois Embratel e dois de associação de procuradores do Ministério Público.

Eumano Silva, nascido em 1964, é jornalista, formado em 1987 na UnB. Chefiou as sucursais de Época e Isto é em Brasília. Escreveu os livros Operação Araguaia (Prêmio Jabuti), A morte do diplomata e O levante dos ribeirinhos.

Lúcio Lambranho, nascido em 1973, foi repórter no Correio Braziliense, no Jornal do Brasil e no Congresso em Foco e editor no Metrópoles, em Brasília. Recebeu os prêmios Vladimir Herzog e Embratel de Jornalismo Investigativo.

Edson Sardinha, nascido em 1978, é diretor de redação do Congresso em Foco. Ganhou duas vezes o Prêmio Vladimir Herzog e uma vez o Embratel. Contribuiu para que o Congresso em Foco levasse o Prêmio Esso.

Serviço:

Informações de como obter o livro: Paulo Tadeu - editor@matrixeditora.com.br - Tel. (11) 99104-4471

 

Diário de pai para filho

Filho de Pandemia também traz um tema atual, trata dos dramas provocados pela Pandemia da Covid-19. Trata-se de um diário escrito de pai para filho, com relatos de cenas e sentimentos de uma família com o desafio extra de ter um recém-nascido em casa em plena pandemia. “Não é exagero dizer que se trata de um documento histórico sobre como as famílias encararam este momento tão desafiador para toda a humanidade.” – comenta Diego.

O próprio autor define assim a sua obra, convidando à leitura:

"Este diário é um presente para o meu filho. Mas é um presente para mim e para você também. Com relatos iniciados na Páscoa de 2021, em meio ao avanço da pandemia e diante da expectativa da vacinação, abro as portas da minha casa para você. Coloque a máscara, lave as mãos ou use o álcool em gel, mantenha certo distanciamento, mas pode entrar. A minha casa é também a sua. Os meus sentimentos são os seus. O meu cansaço é o seu. As minhas alegrias são as suas. Este diário une todo mundo que sabe que a vida vale a pena. Às vezes, é verdade, dói um bocado, os dias assustam, mas sempre, sempre vale a pena."

O prefácio é do ex-presidente do STF, Aires Brito. Eis um trecho:

"Diego Amorim se desnuda ou se dá por completo em seu tão inato quanto exemplar humanismo. Revela o quanto de 'Humano, demasiado humano' (para lembrar Nietzsche) é preciso botar para fora nesses dramáticos momentos em que o destino da humanidade inteira transita por um fio de navalha, permito-me dizer. (...) Extremamente preocupado com os malefícios da pandemia e sobre o que fazer para entendê-la tecnicamente e contribuir para o seu eficaz enfrentamento em perspectiva pessoal, familiar e coletiva, sobretudo.Com o que se dota de um tipo de coragem e de imaginação à moda Albert Einstein e Hannah Arendt, para quem 'É preciso fazer das dificuldades oportunidades'."

 

Serviço:

Informações de como obter o livro: Contato: (61) 98155 6857

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Livro: Jornalista bahiano lança "Os cadernos de viagem de Valter Xeu: a culpa é de Fidel"

Por Carlos Alberto Vittorio




O título do livro difere muito do seu conteúdo. A intenção do jornalista baiano Valter Xeu era, originalmente, festejar a história do “Pátria Latina” que começou como um jornal impresso e, seguindo os trilhos da modernidade – ou a fatalidade da maioria dos impressos –, virtualizou-se nesta era digital. Se ele consegue isto? Consegue, sim. Mas nesse caminho de contação da vida do Pátria Latina, Xeo nos guia pelas ruas de Havana, nos conduz com maestria pela história dos bares, restaurantes e hotéis habaneros a ponto de nos sentirmos lá.
São experiências vívidas que temos ao passear com Valter Xeu ao longo do Malecón, o calçadão que se tornou o símbolo da cidade sem deixar de protegê-la das ondas provocadas pelos ciclones e tempestades caribenhas. Histórias como as dos astros norte-americanos que frequentavam (e se embriagavam) nos restaurantes que  também eram frequentados pelos mafiosos que saiam dos Estados Unidos para gerenciar seus negócios em Cuba.
Valter Xeu transita com facilidade pelos pontos de Havana e aproveita para contar histórias das dezenas e dezenas de amigos e colegas de labuta que levou para conhecer a ilha de Fidel. E é a partir dessas histórias que ele relata a nascença, a gênese do Pátria Latina, uma ideia semeada na sua cabeça e na cabeça de dois outros jornalistas que o acompanhavam por Fidel Castro durante uma entrevista que, no caso de Fidel, durou quase uma noite inteira.
Nesse livro, o jornalista que saiu de Feira de Santana, na Bahia, pra correr o mundo sem falar outra língua que não a sua, conta também outras histórias e defende suas bandeiras com leveza feroz como um Quixote do século 21.
Perambulando pela Rússia, pelo Irã, a paixão desse baiano cosmopolita só não comporta os Estados Unidos, alvo constante de suas críticas. Xeu defende países e povos como se defendesse a própria casa. É a sua ‘raison d’être’. Mas isso não faz dele um “esquerdopata” indigesto. Muito pelo contrário. Ele é provocativo e faz pensar.
Neste “A culpa é de Fidel” Xeu compila várias entrevistas extremamente interessantes, alguns artigos instigantes assinados por ele e por outros jornalistas e publicados no Pátria Latina. O livro respira política mas traz passagens românticas envolvendo o próprio autor como o caso da cubana que o trocou por um guapo espanhol ou a paixão que lhe rendeu uma filha caribenha. Traz também trechos hilariantes como o da ocasião em que ele decidiu presentear alguns amigos cubanos com a legítima farinha copioba que o sertão da Bahia generosamente produz e quase acaba preso no aeroporto José Marti.
Este é um livro incomum resultado das mais de cinquenta viagens do seu autor cruzando o Atlântico em direção a Cuba, ao Irã, à Rússia, à Coreia do Norte ou mesmo à África da sua ancestralidade e vale a pena ser lido de cabeça leve e coração tranquilo.
O livro de Valter Xeu é assim bem como ele: pleno, cheio de altos e baixos porém generosamente humano, generosamente político, generosamente gentil.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Livro: Literatura infanto-juvenil é tema de análise da jornalista Graça Ramos

Graça Ramos lança livro de reflexão e referência para pais e educadores

A jornalista e escritora Graça Ramos lança seu mais novo livro “Habitar a Infância: como ler literatura infantil“, no próximo dia 6 de junho, no Carpe Diem (104 sul). Mestre em Literatura e doutora em História da Arte, ela reuniu todo o seu instrumental teórico e experiência pessoal para preparar uma obra que é pura declaração de amor à leitura e aos pequenos leitores. Publicado pela Tema Editorial, o livro reúne textos dedicados à literatura infantil e juvenil. Mais do que um guia para os chamados intermediários – aqueles que se colocam entre o livro e a criança – Graça buscou envolver os adultos no jogo de imaginação e sentidos proposto nas obras que abordou.

Os 68 textos que assina, publicados originalmente no blog “A pequena leitora”, não subestimam, em nenhum momento, a inteligência e a complexidade das crianças a que se destinam as obras analisadas. Sua linguagem coloquial e envolvente convida os leitores a visitarem temas variados, leves ou densos, que tanto podem ser sugestões de leitura para as férias da criançada como uma delicada incursão pelo tabu da morte. Cada artigo é pontuado por livros relacionados ao principal tema abordado, o que torna “Habitar a Infância” de uma riqueza bibliográfica singular.

O cardápio é bem variado. São mais de 300 obras de literatura infantil organizadas nas referências bibliográficas completas que compõem a edição. O índice onomástico é outro recurso inserido no livro para facilitar a experiência dos pais e educadores em busca de autores que possam enriquecer e diversificar o universo infantil. “Quisemos oferecer orientação, sempre valorizando a inteligência do adulto e da criança”, explica Graça Ramos, que ilumina com seu olhar crítico e amoroso os textos literários que comenta. 

“Concentração e fruição”

Na era da comunicação digital, o fascínio que as telas exercem sobre as crianças e jovens pode ser melhor equilibrado com o estímulo à leitura de livros impressos, um formato que se modernizou e também tem seus trunfos para atrair atenção. As imagens coloridas e inteligentes que costumam acompanhar as boas publicações de literatura infantil merecem atenção especial da autora, até por sua formação em História da Arte. No mundo conectado e dispersivo em que vivemos, a leitura é ato de “concentração e fruição”, observa a autora.  

Uma sugestão valiosa que ela apresenta aos adultos é que não imponham a leitura às crianças. De maneira diferente da educação formal nas escolas, o ambiente familiar deve ser estimulante para conquistar a adesão das crianças à leitura. Dispor livros nas prateleiras mais baixas das estantes para que os pequenos possam alcançá-los e se interessar pelas obras é também bom começo para uma jornada de descobertas. Aproximar o objeto-livro das crianças, desde bebês, é o caminho mais recomendado.

Na visão de Graça Ramos, não se trata de induzir os pais a uma visão utilitarista da leitura, como se interessasse apenas formar futuros profissionais bem-sucedidos. O que ela quer mesmo é liberar o imaginário infantil, deixar que as mentes levantem voo graças a textos e imagens irresistíveis. Reconhecidas em toda sua complexidade existencial, as crianças podem encontrar na leitura caminhos para entender a diversidade do mundo e construir um repertório que lhes permita alcançar toda sua potencialidade como cidadãos.

Os quatro capítulos que compõem o livro reservam um olhar atento também às políticas públicas voltadas para a educação do público infantojuvenil. Graça Ramos aponta a carência de bibliotecas especializadas nesse segmento e a ausência de espaços conhecidos como “bebetecas”, comuns em países desenvolvidos e destinados aos muito pequenos. A palestra que proferiu na Academia Brasileira de Letras sobre a nova crítica da literatura infantojuvenil é o fecho de um livro que representa um presente a todos que se interessam pela melhor formação das crianças brasileiras.


Ficha técnica
TítuloHabitar a infância: como ler literatura infantilAutora: Graça RamosCapa, ilustrações e projeto gráfico: Sérgio LuzEditora: Tema Editorial

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Livro analisa o vedetismo no jornalismo

Fama e Jornalismo partilham o mesmo espaço na sociedade atual, cercada de mídia


Tradicionalmente, o jornalista é alguém que se apaga ante a objetividade da informação apresentada. A chamada objetividade jornalística, que pede o distanciamento do jornalista em relação ao fato noticioso, vem sofrendo transformações.
Nos últimos anos, num cenário de midiatização, temos observado que alguns jornalistas que transmitem a notícia são também noticiados. Essa dinâmica se evidencia com o aparecimento dos profissionais de jornalismo diante das câmeras de TV e ganha ainda mais força com os movimentos que são provocados pelas redes sociais.
São essas transformações observáveis nas bases do jornalismo e da sociedade que intrigam a jornalista e pesquisadora Ana Lúcia Medeiros, que decidiu observar esse fenômeno no trabalho de doutorado que realizou na Universidade de Brasília.
A tese dá origem ao livro “Noticiador-Noticiado: perfis de jornalistas numa sociedade em midiatização”, que será lançado no restaurante Carpe Diem da 104 Sul, em Brasília, no próximo dia 10 de abril.
A obra aborda os processos de mudança nas lógicas jornalísticas e nas relações que se estabelecem entre jornalistas famosos e seus circuitos de interação, os internautas e telespectadores, que consomem e, ao mesmo tempo, retroalimentam a mídia com informações.
Para realizar o trabalho, Ana Lúcia Medeiros entrevistou profissionais que atuam em emissoras de TV de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Salvador. A autora observa que, ao aparecer, o jornalista evidencia as competências pessoais. O que se manifesta como curioso é que não há um perfil específico do jornalista que adquire o status de celebridade nem um padrão determinado que estabeleça critérios para que um jornalista se torne conhecido.
A pesquisadora observou que cada entrevistado tem em suas singularidades a marca que o faz um profissional famoso. Também verificou que cada um deles reage de uma maneira particular aos processos da fama; assim como averiguou que não há um modo de reação uníssono da sociedade a essa situação da visibilidade adquirida pelo jornalista.
Entrevistas com Tadeu Schmidt, Caco Barcellos, Rachel Sheherazade, Ticiana Villas Boas e Rosana Jatobá dão corpo à obra. Alexandre Garcia, Juca Kfouri, Francisco José, Beatriz Castro e Malu Fontes fazem parte de um trabalho preliminar que permitiu o avanço das observações sobre as particularidades dessa profissão que sofre transformações à medida que a sociedade passa a interagir como coautora nos processos midiáticos, em constante movimento que se manifesta longe de terminar.
  • Lançamento: Restaurante Carpe Diem – 104 Sul – Brasília
  • Data: Domingo, 10 de abril de 2016, a partir das 18h30
  • Preço: R$ 39,00

Sobre a autora:

Ana Lúcia Medeiros é jornalista, formada pela Universidade Federal da Paraíba; doutora e mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília. Fez doutorado-sandwich na Université de Rennes-1 (França). Estudos pós-doutorais na Universidade Federal da Bahia. É autora do livro “Sotaques na TV” e de  artigos em livros e publicações acadêmicas na área da Comunicação. Foi ombudsman e repórter (Secom/UnB). Durante o período em que foi professora na Universidade Católica de Brasília (1999-2006) e professora substituta na Universidade de Brasília (2006-2008), idealizou e coordenou as agências de comunicação OPN (UCB) e Facto (UnB). Foi repórter colaboradora do Jornal da USP e trainee em televisão.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Documentário conta a história de personagens que mudaram a vida pela leitura

  • Uma moradora de rua que não sabe ler, mas que não arreda o pé da Biblioteca Parque Estadual do Rio de Janeiro. 
  • Um gari que se apaixonou pelos livros, virou escritor e hoje grava áudio livros para deficientes visuais. 
  • Uma menina pobre que se inspirou em um livro de literatura infantil para virar bailarina e hoje é professora de dança na comunidade carente onde cresceu.

O documentário Leitores sem Fim, produzido pela TV Câmara, com direção e roteiro do jornalista Beto Seabra, relata histórias de pessoas que tiveram a vida modificada pelo hábito da leitura. 
A partir da realidade de bibliotecas públicas localizadas em regiões de baixa renda no Rio de Janeiro, o documentário mostra o novo modelo que se pretende criar de espaços culturais, baseado na experiência exitosa das Bibliotecas Parque da Colômbia.
O documentário mostra também a situação da leitura no Brasil e o esforço de parlamentares para universalizar as bibliotecas escolares no país. Ao contar histórias de vida e o debate político sobre o tema da educação e da leitura, o vídeo aponta saídas para os problemas da violência urbana e da baixa escolaridade entre jovens.

Serviço:

Pré-estreia: 17 de fevereiro (quarta-feira) às 19h – no auditório da TV Câmara
Estreia: 19 de fevereiro (sexta-feira), às 21h30. Reprises: Sábado – 19 h e domingo – 19h
Ficha técnica:
Direção e Roteiro – Roberto Seabra
Duração: 37 minutos
Produção - João Gollo
Edição e Finalização – Guem Takenouchi
Direção de Fotografia - Kátia Coelho
Imagens – Flávio Estevam
Assistente de Câmera e Som Direto – Alessandro Palmier
Videografismo – Diego Cajueiro e Pedro Mafra
Pesquisa - João Gollo e Roberto Seabra
Trilha Sonora Original - Alberto Valério

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Faculdade de Comunicação da UnB realiza lançamentos de seis livros.

Por Dione Moura


Evento será no Sebinho 406 Norte.

No dia 11 de novembro, a Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília  promoverá o lançamento de seis  obras coletivas de estudos de comunicação, com ênfase nos estudos de jornalismo. O evento acontece no café Sebinho, na 406 Norte, a partir das 19h e contará com a participação dos autores. O evento é organizado pela Linha Jornalismo e Sociedade do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UnB.
Os seis livros apresentam o resultado de estudos e reflexões desenvolvidos por pesquisadores da UnB. Também se propõem a debater questões emergentes do Jornalismo e da Comunicação, a partir do diálogo com pesquisadores de outras instituições de ensino e pesquisa brasileiras e de países como Bélgica, Canadá, França e Portugal. As temáticas cobertas pelos trabalhos incluem as transformações do jornalismo, suas relações com a literatura e a história, o uso da análise de conteúdo como  metodologia de pesquisa, as relações entre mídia e política e o jornalismo no Poder Legislativo.

Série Jornalismo e Sociedade

Dentre os seis livros que integram a noite de lançamentos estão os dois primeiros volumes da Série Jornalismo e Sociedade, uma parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UnB  e a Editora Insular.
A série contempla a divulgação de estudos empíricos e esforços de teorização que buscam construir/discutir/fazer avançar uma Teoria do Jornalismo e da Notícia, bem como discussões sobre o jornalismo como práxis, as formas de (auto)regulação da profissão e seu papel na promoção da democracia e da cidadania no contexto brasileiro e em comparação com outros países.
Ela conta com um Conselho Editorial formado por professores e pesquisadores de universidades brasileiras e de outros países da América do sul, além de pesquisadores da América do Norte.

As seis obras que forma a coletânea são as seguintes:

Mudanças e Permanências no Jornalismo

Dione Moura, Fábio Pereira, Zélia Leal Adghirni  (Orgs.)

Série Jornalismo e Sociedade, vol. 1.

Este primeiro volume da Série Jornalismo e Sociedade (Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UnB e Editora Insular) analisa as transformações e permanências do jornalismo, suas reais mutações e constâncias, a partir das contribuições expostas e discutidas por primeira vez entre pesquisadores da América Latina e de países francófonos (Bélgica, Canadá e França) durante o I Colóquio Mejor – Mudanças estruturais no jornalismo, no âmbito da Rede de Estudos Sobre o Jornalismo (Réseau d’études sur le journalisme). 

Notícia em fragmentos. Análise de conteúdo no jornalismo

Thaís de Mendonça Jorge (Org.)

Série Jornalismo e Sociedade, vol. 2.

Segundo volume da Série Jornalismo e Sociedade, o livro quer ajudar pesquisadores, professores e alunos, principalmente os de Mestrado e de Doutorado, como também os de Graduação em Jornalismo, no uso da técnica da Análise de Conteúdo de modo mais eficaz, por meio de situações que podem funcionar como modelos deste conjunto de técnicas.

Narrativas da Identidade Brasileira: Jornalismo e redes sociais.

Célia Maria M. Mota e Paulo Henrique Soares de Almeida (Orgs.)

Os textos selecionados para este livro fazem parte de uma pesquisa cujo foco é a análise das representações da identidade nacional em textos de jornalismo, telejornalismo e de redes sociais, área em que os autores produziram diversos artigos apresentados em eventos científicos nacionais e internacionais.

Jornalismo e Literatura: aventuras da memória.

Dione Moura; Elen Geraldes; Fábio Pereira, Madalena Oliveira; Zélia L. Adghirni (orgs)

Edição Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho/Faculdade de Comunicação da UnB

Jornalismo, Literatura e Memória são áreas distintas, mas possuem fortes pontos de encontro. A coletânea traz artigos que  partem falam da junção  entre jornalismo e literatura, em sua maioria, mas que também procuram examinar diversos aspectos da memória (memória política, memória social,  memória coletiva, historiografia e memória, informação e memória, cotidiano e outras interfaces).

Jornalismo e Poder Legislativo: relações entre mídia e política no Brasil

Zélia Leal Adghirni (Org.)


A coletânea reúne oito textos que aproximam o jornalismo e o Poder Legislativo, tomando como pano de fundo o Brasil contemporâneo. Assinados por autores provenientes de várias instituições, e especialmente baseados na capital federal, os capítulos se cruzam, se interrogam e se encontram numa reflexão crítica e profunda sobre as relações entre o Parlamento e a sociedade. Trata-se de uma obra inédita sobre um tema que certamente atrairá a atenção de leitores interessados em conhecer a política representativa e em compreender como os fatos políticos são midiaticamente abordados.

Novos questionamentos em mídia e política

Julián  Hérmann; Liziane Guazina; Fábio Pereira (orgs.)


Este livro trata de Comunicação e Ciência Política trazendo ao debate as relações entre mídia e política – sem liberdade de expressão não há democracia – e a importância da primeira como manifestação do pluralismo político e meio de cobrança junto ao poder público. 
“Fundamentalmente, o nosso intuito é estudar o papel multifacetado e contraditório da mídia – é ela um ator político? público? privado? – nas transformações políticas recentes no Brasil e na América Latina, para entender seus avanços, problemas, paradoxos e ambiguidades. Para isso, nosso ponto de partida é evitar a idealização normativa, tanto da democracia quanto do papel da mídia, verificar os fatos e contrastar as teorias com a realidade empírica”, explicam os organizadores da obra.
Dessa discussão em torno do papel da mídia como ator político, emerge o fato de que muitas teorias ainda precisam ser desenvolvidas sobre a relação entre mídia e política e é nesse sentido que esta publicação pode contribuir.


Serviço
Data: 11 de novembro de 2015 (Quarta-feira)
Horário: 18h30 às 22h
Local: Sebinho 406 Norte, Asa Norte, Brasília, D.F.
Presença dos organizadores e diversos autores na noite de lançamento.


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

TV Câmara lança Casa das Palavras, novo programa sobre livros

Jornalista Paulo José Cunha
é o âncora do novo programa
de literatura da TV Câmara
A TV Câmara conta com nova atração – o Casa das palavras, programa sobre livros. Semanal, a produção dura cerca de meia hora e vai ao ar às quintas-feiras, às 22 horas,  com reprise aos sábados, às 20 horas. 
A TV Senado, emissora cô-irmã, também possui um programa sobre literarura. O Leituras é comandado pelo jornalista Maurício Melo, que também possui uma coluna de livros de temática internacional dentro do programa Diplomacia.
O ato de lançamento do Casa das palavras ocorreu na quarta-feira (15) no auditório da TV. O jornalista e escritor Lira Neto, autor da série biográfica sobre Getúlio Vargas, dividida em três volumes de cerca de 500 páginas cada, participou do evento.
Durante o que classificou como "bate-papo" com a plateia, Lira Neto destacou que o novo programa pode ajudar a desmistificar algumas ideias preconcebidas sobre livros e leitores no país. "O brasileiro lê. E gosta de ler", afirmou o escritor, que citou seu próprio sucesso editorial como exemplo e lembrou que tem uma "recepção calorosa" da juventude em todas as regiões do País.
"O mercado consumidor de livros no país hoje é formado principalmente por jovens", revelou o autor, que defende a dessacralização do livro como forma de incentivo à leitura. "Vida longa ao ‘Casa das Palavras'. E que ele sirva para estimular a leitura como prazer, não como obrigação", concluiu.
Sonho
Apresentador e um dos diretores da atração, Paulo José Cunha definiu o programa como "a realização de um antigo sonho". Para Jorge Cartaxo, que divide a direção com Cunha, não há programa semelhante na TV brasileira. "Os que existem tratam de literatura, não de livros especificamente", afirmou.
O diretor da Secretaria de Comunicação Social da Câmara, Sérgio Chacon, lembrou que o Parlamento é um local onde se lê e se fala muito. "Aqui é a casa da palavra, e o programa reflete bem esta ideia". Para Edmilson Caminha, do conselho editorial do programa, o "Casa das Palavras" ajuda a Câmara em uma das mais importantes missões de uma instituição parlamentar, que é a de disseminar a cultura e democratizar o conhecimento.
SERVIÇO
Programa Casa das Palavras
Estreia: quinta-feira (16), às 22 horas, na TV Câmara
Periodicidade:
 toda quinta, às 22 horas, na TV Câmara, com reprise aos sábados, às 20 horas
Apresentação:
 Paulo José Cunha

domingo, 9 de março de 2014

Leituras recomendadas a comunicadores gestores de crise

Por Jão José Forni

Permitam-me algumas sugestões de leitura sobre crises, já que não conseguimos viver sem elas. O Brasil vive hoje três grandes crises. Por mais que o governo faça ou lance programas e use até pirotecnias, como este “Mais Médicos”, não consegue resolver. São as crises nas áreas de segurança, saúde e educação.  Não por acaso, escolhidos “os maiores problemas do Brasil”, em pesquisa recente do Ibope. Por qualquer lado que olhemos, nós só temos retrocessos nesse particular.  Mas ainda há outras, como as crises na mobilidade urbana, pelos transportes que o país oferece, uma vergonha nacional, principalmente nas grandes capitais brasileiras.   
Mas as sugestões de leitura são mais amenas. Para ficar na área do jornalismo e da comunicação, sugiro quatro artigos: “Jornalismo de gabinete acaba gerando factóides” “O Jornalismo diante do assassinato de reputações”, “A crise na mídia e a vocação para pautas negativas” e, postado hoje, “O que a poluição chinesa tem a ver com Jornalismo”.
Outro artigo preocupante é a crise que as grandes e tradicionais livrarias enfrentam na Europa: “Internet e crises ameaçam livrarias na Europa”.  Será muito triste que, com o passar dos anos, livrarias centenárias e verdadeiros patrimônios mundiais se limitem a uma galeria de arquivos para serem lidos nos tablets,  embora seja muito prático e com potencial incrível.  Muitos discordam deste catastrofismo, alegando que o mundo é assim mesmo, que a modernidade aos poucos é assimilada e a gente se acostuma a não ler mais jornalões sentado numa poltrona e curtindo aquele cheiro característico...  Talvez eles tenham razão.  Quem sabe?
Outra boa notícia, essa não é de crise, que gostaria de transmitir. Meu livro “Gestão de Crises e Comunicação – O que Gestores e Profissionais de Comunicação precisam saber sobre crises corporativas” já vendeu 75% da tiragem em cinco meses, principalmente por se tratar de um livro técnico, que não tem condições de concorrer com tantos “tons de cinza” que sujam as prateleiras das livrarias. Por isso, não será nada fácil encontrá-lo na livraria do Shopping, muito menos na pequena livraria. Ao contactar a editora para lançamentos e promoções de marketing, fiquei sabendo de um dado que realmente dificulta concorrer no mercado com uma obra técnica e de um assunto que nem sempre pessoas e organizações gostam de discutir. POR DIA, SÃO LANÇADOS NO BRASIL 90 LIVROS. Quais você acha que a livraria vai escolher para pôr na prateleira?


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Livros clássicos sobre rádio disponíveis na Internet

Enviado por  Eduardo Meditsch

O Centro Internacional de Estudios Superiores de Comunicación para América Latina - Ciespal está disponibilizando gratuitamente na internet, em seu repositório digital, toda a sua coleção de livros.
Dentre as obras há algumas consideradas “joias” sobre o rádio, tais como as obras do argentino Mario Kaplun, do colombiano Jimmy Garcia Camargo, Walter Alves, dentre outros.
São textos em espanhol.
Há também manuais de locução, de produção, de radionovelas, de reportagem em áudio, de rádio documentários.
O acervo é considerado, pelos especialistas, um tesouro.
Para acessá-lo, clique aqui.

 Para conhecer outras obras disponiveis na rede, leia também:

domingo, 26 de janeiro de 2014

Novos livros franceses analisam a Comunicação Social e a Política

Dois livros que falam de perto a quem gosta, trabalha e pesquisa a Comunicação Social e a Política acabam de ser lançados na França. 
São eles: "Communication et marketing de l’homme politique", ( em tradução livre, Comunicação e Marketing do Homem Político), de Philippe J. Maarek, ex-presidente do Comité de Recherches en Communication Politique de l'Association Internationale de Science Politique (AISP/IPSA). 
Trata-se da quarta edição da obra, toda atualizada e lançada pela editora LexisNexis.
O livro tem a ambição de mostrar como as campanhas eleitorais são vistas por aqueles que moram no interior da França. Em um de seus capítulos, ele se dedica a analisar as eleições municipais francesas.
Com 545 páginas, na França, o livro custa EU$ 32,00. Mais detalhes, em francês, sobre a obra, clique aqui.
O outro livro é "Les mondes de la communication publique. Légitimation et fabrique symbolique du politique", (em tradução livre,  Os mundos da Comunicação Pública. Legimização e fabricação do simbolismo do político). A obra, editada pela Editora da Universitaires de Rennes, é organizada por tres pesquisadores de ponta, Aldrin, Nicolas Hubé, Caroline Ollivier-Yaniv, 
Jean-Michel Utard, todos associados ao Crape - Centre de Recherche sur l'action politique en Europe (Centro de pesquisa sobre a ação política na Europa).

Segundo informe da editora, o livro busca compreender a ação de legitimizar as ações políticas pelo olhar da Comunicação Pública. São feitas análises das práticas discursivas e semióticas dos atores sociais. 
Com 180 páginas, na França, o livro custa EU$ 18,00. Mais informações, em francês, sobre este livro, clique aqui.