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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Justiça de Brasília decreta falência da Revista Foco

A Vara de Falências, Recuperações Judiciais, Insolvência Civil e Litígios Empresariais do Distrito Federal decretou, dia 13/4, a falência da empresa Magazine Foco Editora Eireli Epp, responsável pela edição da Revista Foco, uma revista que poderia ser classificada editorialmente como people press da Capital Federal. 
A Revista Foco era editada
pela jornalista Consuelo Badra
Era muito comum encontrá-la em salas de esperas de clínicas, consultórios, bem como salões de beleza.
A revista, com edição cara, impressa em papel couché e em policromia, focava o hight society de Brasília e tinha como editora a jornalista Consuelo Badra.

Consuelo foi uma das primeiras jornalistas mulheres a ser âncora na Rede Globo, ainda na década de 70, e, posteriormente, se notabilizou no colunismo social.
A revista, cuja periodicidade era mensal, chegou a tirar 230 edições. A última data de novembro de 2015 e versava sobre as festas natalinas que estavam por vir. Ela foi às bancas com 130 páginas.

Jornalistas como Florian Madruga, Carlos Chagas, Marcio Cotrim, Rangel Cavalcanti, Renato Riela e Gilberto Amaral, dentre outros, eram alguns dos colaboradores habituais da publicação.
Em 2015, a empresa responsável pela revista entrou com pedido de recuperação judicial, afirmando estar em crise econômico-financeira. 
Na ocasião, segundo os autos do processo, a dívida acumulada totalizava R$ 29 milhões. A recuperação judicial equivale à antiga concordata. O pleito foi deferido pela justiça que nomeou um interventor.
Agora, com a determinação da falência, devem ser suspensas todas as ações ou execuções contra a empresa. Os credores devem se habilitar junto à Massa Falida.
A justiça determinou a apreensão de todos os bens e valores eventualmente existentes. Essa decisão, ainda cabe recurso.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Lusofonia: Aqui e Acolá junta Brasil e Portugal... em quadrinhos

Do Portugal Digital

Unindo talentos do Brasil e de Portugal a Jupati Books, selo da brasileira Marsupial Editora, acaba de lançar a obra em quadrinhos "Aqui e Acolá: histórias dos dois lados do Atlântico". A obra é o primeiro passo na intenção de contribuir com a ampliação da presença da banda desenhada portuguesa no Brasil.
O livro, com 96 páginas em preto e branco, traz quatro bandas desenhadas (BD – Banda Desenhada, nome dado às "histórias em quadrinhos") em terras lusitanas. São histórias inéditas criadas por oito autores (quatro de cada país) consagrados em seus países de origem, que se uniram em duplas para desenvolver roteiro e arte, num grande intercâmbio cultural e artístico.
"Além do Arco-Íris" traz roteiro do português João Mascarenhas e arte do brasileiro Brão Barbosa, "O que teria acontecido na caverna do fim da Terra?" roteiro de Laudo Ferreira (brasileiro) e arte de Carla Rodrigues (portuguesa), "Transitários" roteiro de Osvaldo Medina (português) e arte de Laudo Ferreira (brasileiro).
O livro apresenta ainda "O gato", com roteiro de Samanta Flôor (brasileira) e arte de João Mascarenhas (português), "Correr o fado", com roteiro de Carla Rodrigues (portuguesa) e arte de Mario Cau (brasileiro), "Lisdu", que tem roteiro de Brão Barbosa (brasileiro) e arte de Osvaldo Medina (português), "Herança Maldita", com roteiro de Pedro Serpa (português) e arte de Samanta Flôor (brasileira) e "Oceano entre nós", que tem roteiro de Mario Cau (brasileiro) e arte de Pedro Serpa (português).
"Enquanto a presença de autores brasileiros está crescendo nas livrarias portuguesas, ainda há pouco material de nossos patrícios em terras tupiniquins. Decidimos apostar em projetos diferenciados. Já estamos programando o lançamento de vários títulos de autores lusitanos - todos inéditos no Brasil, através de uma parceria com as editoras portuguesas "Polvo" e "Kingpin", incluindo obras de artistas que participaram deste lançamento", comenta o editor Lúcio Luís.
A obra está à venda em livrarias especializadas e também pela loja virtual http://www.lojamarsupial.com.br/

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Editora Abril deixa de publicar revista Playboy

Com base na 247.


Editora Abril, controlada pela família Civita, anunciou que não mais publicará a revista Playboy, um dos mais tradicionais títulos da casa, que estava presente há 40 anos no mercado editorial. Em crise financeira, a Abril, que também edita Veja, decidiu ainda fechar os títulos Men's Health e Woman's Health. A empresa tem encontrado dificuldades para se adaptar à era digital não apenas no mercado erótico, como também em outras áreas de atuação; novas revistas poderão ser fechadas nos próximos meses e a própria Abril pode ser vendida.
Segundo a revista Imprensa, em razão da medida, doze jornalistas que atuavam nas publicações foram demitidos. O resto da equipe será distribuída em outras redações da editora.
Em nota oficial, a Editora Abril informou que a decisão faz parte de uma "estratégia de reposicionamento focado nas necessidades dos leitores e do mercado" iniciado há um ano com a "revisão do portfólio de produtos e a radical readequação das ofertas Abril à sua audiência, anunciantes e agências". As marcas serão publicadas pela última vez no próximo mês de dezembro. A Abril informou ainda que os assinantes destas revistas, depois, "poderão optar por outra revista do portfólio Abril, nas versões impressa ou digital".
Com uma linha editorial agressiva, a Abril tem encontrado dificuldades para se adaptar à era digital não apenas no mercado erótico, como também em outras áreas de atuação – novas revistas poderão ser fechadas nos próximos meses e a própria Abril pode ser vendida.
A retirada de circulação das revistas dá, segundo o comunicado da editora, "continuidade à estratégia de reposicionar-se focando e dirigindo seus esforços e investimentos às necessidades dos leitores e do mercado". O presidente da Abril, Alexandre Caldini, informou que os novos investimentos em expansão digital ancoradas por Big Data e Branded Contente. "Temos marcas fortes, marcas respeitadas, que pautam o país em moda, beleza, política, negócios e diversos outros temas, como o mercado automotivo, design e decoração. O que estamos ofertando ao mercado publicitário com muito sucesso é a Jornada do Consumidor. Nossos anunciantes acompanham seu grupo definido de consumidores nos ambientes on e off-line - na web, nas redes sociais, em nossos sites, em nossas revistas, no mobile, onde seja -, entrando assim nas conversas que definem as decisões dos consumidores.".

Cortes anteriores

Além dos três títulos, a Abril já havia se desfeito de algumas outras marcas em 2015. Em junho, a editora havia demitido 120 funcionários e vendido títulos como Placar, Contigo, Você SA, Você RH, Ana Maria, Tititi e Arquitetura e Construção, repassadas à Editora Caras. No mesmo mês, a revista Educar para Crescer foi descontinuada e Guia Quatro Rodas incorporada às revistas Viagem e Turismo, Veja São Paulo e Veja Rio.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Opinião: O envelhecimento dos leitores da 'Veja'

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:


A queda pode ser corajosa, pode ser digna, pode ser épica. 
Ou pode ser cômica e patética. 
A queda da Veja vai pelo segundo caminho. 
Um episódio é particularmente revelador do anedotário que cercará a transformação de uma grande revista, na Era do Papel, para uma revistinha nos tempos digitais.
Considere.
O presidente da Abril, Fabio Barbosa, procurou o diretor de redação da Veja, Eurípides Alcântara, para tratar de um assunto que o preocupara: o envelhecimento dos leitores da revista. Este é um drama para qualquer publicação. Nos anos 1980, o Estadão perdeu uma liderança centenária para a Folha exatamente pelo envelhecimento de seus leitores.
Leitor jovem, como qualquer tipo de consumidor jovem, é tudo que os editores querem: isso costuma garantir fidelidade por muito tempo. E é um excepcional fator de atração de anunciantes, também eles em busca de jovens, com seu imenso apetite por consumir, consumir e ainda consumir.
Para jornais e revistas, há um drama adicional: leitores velhos não demoram muito a morrer. É triste, mas é a vida como ela é.
Posto diante do problema do envelhecimento dos leitores, Eurípides se saiu com a seguinte resposta: “Somos que nem o Charles Aznavour. Sempre vamos ter o nosso público.”
Não ficou claro se Fabio Barbosa comprou a resposta. Mas uma frase dessas, numa corporação, jamais morre numa única conversa. Não se sabe bem como, ela passou a ser contada como piada entre os executivos da Abril.
Não é a única.
Gargalhadas explodem quando é rememorada a primeira reunião de Alexandre Caldini, comandante da divisão de revistas da Abril, com os novos subordinados. “Nosso negócio é revista”, disse ele. “Quem não acredita em revista pode levantar e ir embora.” Só faltou, para a perfeição, o fecho justo: “O último apaga a luz, por favor.”
De volta a Aznavour.
Não é algo que possa ser usado como arma de vendas pela equipe de propaganda, naturalmente. Quem anuncia quer um público interessado em consumir mais que bengalas e medicamentos diversos.
O público que lota as exibições de Taylor Swift é mais auspicioso, aos olhos do chamado mercado, do que os veteranos que prestigiam Charles Aznavour.
Fora da comédia, como a Veja se rejuvenesceria para ganhar público jovem?
É a chamada missão impossível.
O conteúdo teria que ser outro, capaz de captar o espírito do tempo. E a mídia, em si, também: o papel morreu.
Dito tudo isso, é divertido imaginar os funerais da Veja com a trilha sonora de Charles Aznavour.
Dance in the old fashioned way.

sábado, 16 de agosto de 2014

Opinião: Carta Capital: quanto valem estes 20 anos?

Capas de Carta Capital ao longo desses 20 anos (Arte CartaCapital)
Carta Capital faz aniversário depois de duas décadas a nadar contra a corrente diante de caluniadores dados à concorrência desleal

Por Mino Carta

Esta é a edição do 20º aniversário de Carta Capital. A ocasião oferece óbvios motivos de satisfação a quem a publica e aos seus leitores. Mas a fatalidade interfere com indiferença feroz na vida do País e lança uma sombra de profunda tristeza sobre nossa celebração. 
Estamos envolvidos no pesar da nação, golpeada pelo desaparecimento de Eduardo Campos, o jovem líder pernambucano herdeiro de notáveis tradições, candidato à Presidência da República nas próximas eleições, já intérprete de um papel importante e certamente destinado a um futuro decisivo na política brasileira.
Tratava-se de um amigo verdadeiro de Carta Capital, de cujos debates capitais participou mais de uma vez, a última em março passado, ao lado de Paul Krugman e Delfim Netto, entre outros. Saiu-se com brilho. Falava com fluência e clareza, tinha ideias e ideais. Almoçamos lado a lado no intervalo do evento, como se dera, anos atrás, no Recife, no encantador Leite no centro da cidade. Grande e forte, cavalheiro cortês, os olhos o traíam, de certa forma, mostravam energia irresistível, impulso avassalador. Assim dele me lembrarei.
Entristeceu-me, no começo oficial da campanha eleitoral, quando Carta Capital definiu seu apoio à reeleição de Dilma Rousseff, o dissabor que Eduardo fez chegar aos meus ouvidos, na crença de ter sido apontado como candidato da direita. Entendera mal. Entre os motivos de nossa escolha estava a percepção de que ele, a despeito de suas crenças sinceras, acabaria tragado pela virulenta campanha anti-Dilma, anti-Lula, anti-PT, desfechada desde sempre pela mídia nativa, de sorte a trazer para o lado da reação quem se opusesse aos alvos do seu ódio. Não tive a oportunidade, infelizmente, de explicar as nossas razões.

A vida, bem sabemos, é um átimo imensurável, a não ser, talvez, pelos pés alados de Hermes. Sobra a memória, caminhada para trás nem sempre feliz. Mesmo as boas lembranças carregam a saudade de nós mesmos. E então me vem à mente uma reunião de junho de 1994 na sala de estar da minha casa. Lá estavam Nelson Letaif, George Duque Estrada, Bob Fernandes, Wagner Carelli. Falava-se do projeto de uma revista ainda sem nome. Tomávamos vinho branco.
Vínhamos de experiências comuns em épocas diversas, sedimentadas por Bob, Nelson e Wagner na redação de Isto É, da qual havíamos saído em turvas circunstanciais. Outra figura da turma, a minha fiel secretária Mara Lúcia da Silva, para quem telefonei no dia seguinte. “Mantenha-se de prontidão – avisei –, a revista vai sair.” Telefonei também para os eternos amigos fraternos, Luiz Gonzaga Bel­luzzo e Raymundo Faoro para comunicar o que me parecia ser boa-nova. Por mais de duas décadas, contávamos com eles como conselheiros e colaboradores.
Mensal, a publicação, que os recursos não permitiam voos mais amplos. Nascia de uma ideia inicial de Andrea Carta, meu sobrinho, então diretor da Carta Editorial, fundada por meu irmão em agosto de 1976. Andrea imaginava uma revista de Economia e Negócios, disse a ele que esta eu não saberia fazer. Propus uma publicação para fiscalizar o poder onde quer que se manifestasse, na política, na economia e na cultura. Concordou. Muitas mudanças se deram ao longo do caminho, porque a revista ganhou corpo e fôlego. O que nunca mudou foi a linha editorial.
Mensal, de meados de agosto de 1994 a março de 1996. Quinzenal até agosto de 2001. Enfim semanal de uma nova editora batizada Confiança, ousada aventura, estranhamente confiante, conduzida por dois cidadãos desprovidos de qualquer vocação empresarial. Felizmente, contamos com a competência comercial e administrativa da equipe comandada por Manuela Carta e, anos depois, também por Luís Moraes. E, enfim, com a entrada em cena de um novo sócio sabedor das coisas, Eduardo da Rocha Azevedo.
Nem todos os fundadores estão aqui hoje. Outros jornalistas vieram, afinados com o projeto capaz de se opor ao pensamento único para defender o seu, insólito no panorama. Ou, por outra, a denunciar a permanência insuportável, a resistência implacável da casa-grande e da senzala, a precipitar um desequilíbrio social monstruoso. Se houve melhoras com os governos Lula e Dilma, e as houve, não foram suficientes. E, como a mídia nativa se empenha em demonstrar diariamente, a mentalidade dos senhores fica intocada, infensa ao mais tímido exame de consciência.
De todo modo, mantenho viva a convicção de que a atual Carta Capital é a melhor entre as publicações que tive a honra e o prazer de dirigir. Obra coletiva de uma redação impecável, encabeçada pe­­lo redator-chefe Sergio Lirio.
O tempo é invenção do homem, e se sujeita a adquirir dimensões diferentes. Quanto valem 20 anos de vida de uma revista que nada contra a corrente, obviamente incompreendida por muitos leitores dos jornalões e dos semanalões, constantemente alvejada pelos escribas dos donos da casa-grande e hostilizada pelos sabujos que chamam o patrão de colega? Creio que valham mais do que quantos foram vividos por escribas e sabujos, e seus patrões.
Este é um dia feliz. Mas é também muito triste, Eduardo Campos vai fazer falta. Ao acima assinado, por exemplo. E ao Brasil.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

E-livro gratuito trata de revistas customizadas

A Combook, editora sem fins lucrativos, está lançando mais um livro de comunicação, Revista customizada: o jornalismo a serviço das fontes, de autoria da jornalista Andréa Fischer. 

Trata-se do primeiro livro publicado no Brasil que aborda especificamente o segmento de revistas customizadas, publicação corporativa que vem ganhando mercado no país. 

A obra é voltada para jornalistas, assessores de comunicação, relações públicas, professores e estudantes de graduação e pós-graduação em Comunicação Social, principalmente.

Enlace para informações e baixar o e-livro grátis: http://iscom.com.br/combook/revista-customizada/

Segundo a autora, a obra faz um levantamento e pesquisa sobre os mais importantes títulos e editoras especializada e apresenta os requisitos para aqueles jornalistas que  pretendem ou atuam neste segmento.

Andréa Fischer, a autora, é formada em jornalismo pela UFSC e pós-graduada comunicação pública e empresarial. Desde 2009 escreve e edita matérias para revistas customizadas.

A editora Combook, que publica somente livros na área de comunicação, adota o critério de acesso aberto (e-books grátis), "por entender que o conhecimento deve ser universal e irrestrito", justifica o editor Aldo Antonio Schmitz.

A versão digital (e-book em pdf) deste e de outros livros é gratuita e a versão impressa pode ser adquirida pelo custo de impressão (R$ 9,20), acrescido da remessa pelos Correios (R$ 3,80). 


domingo, 3 de março de 2013

A agonia da Time, a maior revista semanal do mundo



Por Paulo Nogueira para o Diário do Centro do Mundo

A “Time” foi a revista mais importante do século passado. Inventou um gênero – semanal de informações –, virou leitura obrigatória entre os americanos e foi copiada em quase todo o mundo. (No Brasil, a “Veja” é cria da “Time”.)
A internet ameaça agora a sobrevivência da revista. No segundo semestre de 2012, as vendas em bancas caíram 23,2%, em mais um passo dramático no declínio. A empresa que é dona da “Time” – a Time Warner – cogita a hipótese de se desfazer de sua divisão de revistas, da qual a “Time”, junto com a semanal de celebridades “People”, é a maior estrela. Ou era.

MURDOCH RECUA
A comunidade de negócios está elogiando a decisão de Rupert Murdoch de dividir em duas suas operações no conglomerado News Corp. De um lado, a florescente área de entretenimento, em que se destaca a Fox. De  outro, a problemática área de jornais e revistas, que inclui jornais como o “Times” de Londres e o “Wall Street”.
Um analista de investimentos comentou: “Acreditamos que a utilidade da divisão de publicações como geradora de caixa já ficou para trás.”

sábado, 20 de outubro de 2012

Revista ‘Newsweek’ não terá mais versão impressa


A partir de 31 de dezembro, a revista semanal americana "Newsweek" vai se tornar exclusivamente digital e passará a se chamar "Newsweek Global", com uma edição mundial unificada, informaram ontem Tina Brown, editora-chefe da "Newsweek Daily Beast", e Baba Shetty, presidente da companhia, por meio de uma nota divulgada no site "Daily Beast".
A transição envolverá corte de pessoal, mas a mensagem não informa de quantos nem quando ocorrerá.
De acordo com os dois executivos, a fonte principal de receitas da revista digital, que estará disponível para leitores de mídias eletrônicas e tablets, virá do número de assinaturas. Parte do conteúdo também estará disponível na internet por meio do site "Daily Beast". ...
"Estamos conduzindo uma transição com a 'Newsweek', e não dizendo adeus à revista", insistiram Brown e Shetty no comunicado.
A decisão de suspender a publicação em papel da revista criada há 80 anos se deve "à situação econômica desafiadora da produção e distribuição de uma publicação em papel".
A "Newsweek", que se fundiu ao site "Daily Beast", de Brown, em 2010, vem conquistando audiência crescente, em parte devido à popularidade de aparelhos como Kindle, da Amazon; iPad, da Apple; e Nook, da Barnes & Noble. O crescimento levou a revista americana a um "ponto de inflexão", no qual se tornou mais lucrativo distribuir a publicação apenas via canais digitais, disseram Brown e Shetty no comunicado.

Circulação em queda

Barry Diller, veterano executivo de mídia e presidente-executivo da IAC/InteractiveCorp, que tem participação majoritária na Newsweek Daily Beast, havia declarado em julho que estava estudando transformar a "Newsweek" em revista exclusivamente on-line, devido ao custo de produção. O "Daily Beast" recebe mais de 15 milhões de visitantes únicos por mês, alta de 70% sobre um ano antes, grande parte devido à "Newsweek". O volume de páginas de anúncios publicitários em revistas dos EUA caiu 8,8% no primeiro semestre de 2012, segundo dados do Information Bureau, da Publisher. A "Newsweek" teve alta de 7,6%. Mas a circulação da revista vem caindo há vários anos nos EUA e está em cerca de 1,5 milhão atualmente.

Fonte: Jornal O Globo - 19/10/2012

domingo, 14 de outubro de 2012

Leitura de Bordo, mais nova revista de Turismo. Editada em Brasília

Uma nova revista está circulando é a Revista Leitura de Bordo, editada em Brasília pelo jornalista Alfredo Bessow. Com tiragem de 25 mil exemplares e periodicidade bimestral, Leitura de Bordo também pode ser acessada pela internet, basta clicar aqui.
Feita "aqui" em Brasília, a revista tem conteúdo e abordagem diretamente relacionados com o turismo, tanto assim que o slogan de referência que a publicação usa é "informação para quem viaja".
Apesar do nome, a publicação não é fidelizada a nenhuma empresa de aviação. A distribuíção foca, principalmente os aeroportos, embaixadas, Congresso Nacional, poderes Executivo e Judiciário, além de uma "circulação" bem direcionada junto a agências de viagens de todo o País.

Se desejar, dê uma viajada abaixo na última edição da Leitura de Bordo.

domingo, 29 de julho de 2012

Rio de Janeiro: Lapa ganha revista cultural

Por Jô Ramos

O mercado de revistas culturais acaba de ganhar um reforço de peso: a Revista Lapa Legal Rio, que será lançada nesta semana, no dia 3 de agosto. A publicação será mensal, dirigida ao público brasileiro, e tem como proposta registrar as manifestações culturais do bairro da Lapa e do centro do Rio onde se concentram, hoje, muitos dos melhores restaurantes e bares da cidade, além de galerias, museus, igrejas e construções históricas. Tudo isso perto do coração financeiro da cidade.
Com o início do projeto de revitalização da Zona Portuária, anunciado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, Lapa Legal Rio será uma observadora atenta do processo de transformação do Centro da Cidade e, mais particularmente, dessa região que uma vez recuperada, se integrará ao bairro da Lapa como grande centro artístico, cultural e de lazer da Cidade Maravilhosa.
A Lapa Legal Rio será divulgada em toda a rede hoteleira da cidade, casas de câmbio, agências de viagem, aeroportos etc., como forma de atrair o turismo para as atividades na região. Isso sem falar nos empresários que atuam na área. Uma parte da tiragem será distribuída em bancas de jornal estrategicamente escolhidas no centro da cidade, zona sul e zona norte.
A revista terá agenda cultural, dica gastronômica, teatro, cinema, música, entrevista e personalidades que serão convidadas a escreverem sobre diversos temas.
O objetivo da Lapa Legal Rio é informar, além de divertir e divulgar a cultura brasileira.

sábado, 7 de abril de 2012

Opinião: O que aconteceria se a revista Veja fosse inglesa?

Publicado originalmente na Brasil 247


NA INGLATERRA, UM ESCÂNDALO SEMELHANTE, MAS MENOS GRAVE DO QUE O ESQUEMA CACHOEIRA-VEJA, JÁ PROVOCOU PRISÕES, O FECHAMENTO DE UM JORNAL, DEMISSÕES E ATÉ A RENÚNCIA DE JAMES MURDOCH, FILHO DO MAIOR MAGNATA DA MÍDIA GLOBAL; NO BRASIL, HÁ UM PACTO DE SILÊNCIO EM TORNO DE ROBERTO CIVITA.


Em julho do ano passado, a Inglaterra foi palco de um dos maiores escândalos de mídia em todos os tempos, quando se descobriu que um jornal do magnata australiano Rupert Murdoch, o News of the World, mantinha um esquema de pagamento de propinas a membros da Scotland Yard para ter acesso exclusivo a grampos telefônicos e investigações policiais. Desta maneira, o tabloide publicava furos de reportagem relacionados a celebridades e membros da família real, além de pessoas comuns. Até vítimas do ataque terrorista a uma estação de metrô tiveram suas ligações interceptadas por jornalistas do News of the World, com a conivência dos policiais.
O escândalo provocou consequências drásticas tanto na mídia como na área pública. Rupert Murdoch fechou o jornal, publicou um anúncio de página inteira pedindo desculpas pela postura antiética e se viu forçado a demitir vários executivos. Três dias atrás, seu filho, James Murdoch, também renunciou ao cargo de presidente da BSkyB, um dos principais grupos de mídia da Inglaterra, para não prejudicar as investigações. E o premiê David Cameron também demitiu autoridades da área de segurança pública. Em função do escândalo, Murdoch hoje responde a processos tanto nos Estados Unidos como no Reino Unido.
Do lado de baixo da linha do Equador, a revista Veja protagoniza um escândalo que guarda semelhanças com o do News of the World, mas é mais grave. Na Inglaterra, a aliança do veículo de comunicação se dava com policiais. No Brasil, o pacto se deu com um dos maiores contraventores do País, o bicheiro Carlos Cachoeira, que pretendia legalizar o jogo em todo o País. Nesta parceria, que durou mais de uma década, Veja publicou diversos “furos” de reportagem fornecidos pelo bicheiro. Num grampo, Cachoeira chegou a se jactar de, através de Veja, ter derrubado vários corruptos. “Tudo via Policarpo”, disse ele, referindo-se ao jornalista Policarpo Júnior, diretor da sucursal brasiliense da revista Veja. E ambos trocaram várias ligações telefônicas, captadas pela Operação Monte Carlo (leia mais aqui).
Com as informações já disponíveis, surgem indícios cada vez mais consistentes de que Cachoeira produziu diversos vídeos ilegais utilizados pela revista Veja. O mais recente seria o do Hotel Naoum, em Brasília, onde o ex-ministro José Dirceu se encontrou com o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, e com o ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli. As imagens realizadas, segundo o inquérito policial, não eram do circuito interno do hotel, mas sim de equipamentos de espionagem privados.
Silêncio absoluto
Até agora, Veja tem preferido varrer o assunto para debaixo do tapete, apostando que tudo cairá no esquecimento. No Congresso, o único parlamentar a se manifestar sobre o caso foi o deputado Fernando Ferro (PT/PE), que defende a CPI sobre a Operação Monte Carlo e um capítulo dedicado à associação de Veja com o crime organizado.
Nas últimas semanas, o 247 tentou obter uma posição da Abril, da revista Veja e do próprio jornalista Policarpo Júnior sobre a parceria com Cachoeira. Todos se omitiram. O único que falou pela Editora Abril foi o blogueiro Reinaldo Azevedo, que exaltou a conduta de Veja, afirmando que as reportagens de Veja, independentemente dos métodos, pouparam alguns milhões aos cofres públicos. Se é assim, temos argumentado, no 247, que Cachoeira deveria ser solto, condecorado e nomeado diretor-geral da Polícia Federal. Afinal, se faz tão bem ao País...
No entanto, se a revista Veja fosse publicada na Inglaterra, as cobranças seriam muito maiores. Lá, onde se preza o conceito de accountability, ou seja, de todos que prestem contas por seus atos, o silêncio não seria uma alternativa possível. A esta altura, Roberto Civita já estaria sendo convocado a prestar explicações.
As opiniões aqui expressas são de responsabilidade de seus autores

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O estranho sumiço da Revista Carta Capital em Goiânia

Publicado na  Carta Capital

“A fotocópia da matéria custa cinco reais, quer que eu reserve? Não tenho mais como tirar outra, porque a tinta da máquina acabou”, oferece, por telefone, a vendedora de uma revistaria de Goiânia. CartaCapital ligava para saber se o estabelecimento ainda tinha em estoque a edição 691, que traz em sua capa reportagem sobre os laços dos negócios ilegais do bicheiro Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres e o governador de Goiás, Marconi Perillo, identificados pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo.
A revista, que teve acesso exclusivo ao relatório da operação da PF, recebe desde a manhã deste domingo 1 inúmeras mensagens em seu portal e contas nas redes sociais Twitter e Facebook a alertar sobre a estranha dificuldade em encontrar a edição nas bancas da capital goiana.
Com medo de quê?
A reportagem de capa, assinada pelo jornalista Leandro Fortes, aborda documentos, gravações e perícias da Operação Monte Carlo que indicam uma sinergia total entre o esquema do bicheiro, Demóstenes e o governador de Goiás, Marconi Perillo.
Uma gravação telefônica de 5 de janeiro de 2011 entre Cachoeira e seu principal auxiliar, Lenine Araújo de Souza, vulgo Baixinho, captada por agentes federais, mostra a interferência do bicheiro no governo de Perillo.
De Miami, o empresário recebe a notícia de que um de seus indicados para o governo de Goiás, identificado apenas por Caolho, foi preterido sem maiores explicações, aparentemente sem o conhecimento do governador. “Marconi, hora que souber disso (sic) vai ficar puto”, reclama o bicheiro, no telefonema a Souza. E acrescenta, a seguir: “Já mandei avisar ele (sic)”.
A reportagem também informa que Demóstenes recebeu ordem de Souza para falar diretamente com o governador – que nega envolvimento no caso – sobre o assunto.
Esta, no entanto, não foi a única interferência do bicheiro no governo de Perillo, segundo a PF. Há registro de conversas em que Cachoeira se mostra incomodado com a atuação de um coronel em Anápolis, que poderia atrapalhar os seus negócios.
Na semana passada, CartaCapital revelou que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) tinha direito a 30% da arrecadação geral do esquema de jogo clandestino comandado pelo bicheiro – e que movimentou, em seis anos, 170 milhões de reais (Leia mais AQUI).
Pelo Twitter, diversos usuários relataram que a edição da revista teria sido comprada em grandes lotes por indivíduos em carros sem placas, supostamente ligados ao bicheiro e a pessoas próximas dos envolvidos nas denúncias ao governador de Goiás, para evitar que a população tivesse conhecimento do caso.
Segundo relatos nas redes sociais, a edição teria sido comprada, em grande parte, logo após a abertura das bancas.
A reportagem de CartaCapital entrou em contato neste domingo, por telefone, com cerca de 30 bancas de jornal, livrarias e revistarias da capital goiana, entre as milhares que existem na cidade.
Apenas seis atenderam à ligação e confirmaram que a revista estava esgotada. Informaram também não ter vendido grande número de revistas a poucos indivíduos ou a alguém com um carro a “recolher” a publicação das bancas.
Devido a dificuldade em averiguar pessoalmente o caso neste domingo, não é possível confirmar se o mesmo ocorreu em outras bancas ou partes da cidade, ou se os próprios contatados foram instruídos a negar a venda em lotes.
Mas os relatos deste tipo de venda são inúmeros, entre eles o do deputado federal Luiz E. Greenhalgh, via Twitter. “São muitas as pessoas que testemunharam o sequestro da CartaCapital em Goiânia. Amigos me telefonaram. Fato inadmissível nos dias de hoje”, disse. (Veja imagem de alguns tweets abaixo).
Em comentários no site da revista, os internautas afirmam não haver mais revistas em diversas partes da cidade e questionam o sorrateiro desaparecimento das edições. “Antes das bancas de revista abrirem, a revistaCartaCapital já estava sendo recolhida pelos jagunços do chefe da quadrilha”, relata o leitor que identifica como Sílvio.
Outro internauta, Flávio Câmara especula sobre a possibilidade de a revista estar esgotada pela ação ‘’de políticos” a agir “estrategicamente” e encobrir “o caso envolvendo Carlinhos Cachoeira e os políticos goianos”.
A leitora Sônia relata ter tentado comprar a revista pela manhã e não a encontrou. “Em uma delas, o rapaz disse que um homem passou e comprou todos os exemplares. Se isso não é manipulação política, qual será o nome disso?”, questiona.
A reportagem de CartaCapital continua a averiguar a situação, a fim de confirmar ou não as denúncias dos internautas.
O texto de Leandro Fortes foi disponibilizado na íntegra na segunda-feira 2 no site de CartaCapital.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Governo de Goiás vai processar Carta Capital

Publicado Originalmente na Brasil 247

SEGUNDO O PROCURADOR-GERAL RONALD BICCA, A MATÉRIA DE CAPA DA PUBLICAÇÃO QUE ASSOCIA O ESTADO AO CRIME É OFENSIVA AO GOVERNADOR MARCONI PERILLO (À ESQ.), CRIA ESTIGMA E MERECE DIREITO DE RESPOSTA COM O MESMO ESPAÇO. NO DOMINGO, A EDIÇÃO DESAPARECEU DAS BANCAS DEPOIS DE TER SIDO COMPRADA DE UMA SÓ VEZ POR GRUPO NÃO IDENTIFICADO


Depois de desaparecer das bancas, a revista Carta Capital vai ser processada. O procurador-geral do Estado de Goiás, Ronald Bicca, confirmou nessa segunda-feira que vai acionar judicialmente a publicação por considerar a capa e a matéria principal ofensivas ao Estado e ao governador Marconi Perillo (PSDB). Segundo Ronald Bicca, o Estado de Goiás vai pedir direito de resposta e que a revista publique, com o mesmo espaço, material de desagravo ao governador e a Goiás.
No último domingo, carros sem placa de identificação percorreram as bancas de jornal de Goiânia, capital de Goiás, com homens comprando, de uma só vez, todos os exemplares disponíveis. A operação tentou conter a repercussão da manchete "O crime domina Goiás", onde são associadas as imagens de Perillo, do senador Demóstenes Torres (DEM) e do empresário e bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Leia as declarações de Ronald Bicca publicadas pelo Terra:
"O governador do Estado não é ligado a nenhum tipo de atividade ilícita. Nosso objetivo é defender nossa honra. Foi um ataque ao Estado de Goiás, ao governo e ao governador do Estado", disse o procurador, que acredita que a revista cria um estigma para todo o Estado.
"Nós já fomos atacados violentamente em 1982, estigmatizados com a questão do Césio 137, os goianos foram discriminados. Os goianos não merecem ser taxados como moradores de um Estado que é dominado pelo crime. Isso não é verdade", disparou o procurador, assegurando que todas as medidas judiciais cabíveis serão tomadas para que se publique, "da mesma forma que foi publicado este ataque indevido e leviano ao Estado de Goiás, para defender o nosso povo e o nosso governo", sublinhou.
"Os outros veículos estão tendo algum cuidado no sentido de não chegar a uma conclusão daquela, em nenhum outro houve a afirmação de que o crime domina Goiás, colocando a foto do governador, fazendo ligação dele com coisas que não lhe dizem respeito e que não estão nas gravações (da Polícia Federal)", disse. Ronald Bicca disse que a Carta Capital fez uma interpretação política dos fatos.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Opinião: Caso Veja-Cachoeira desperta desafio para a liberdade de imprensa no Brasil

Por Luis Nassif, publicado anteriormente em Brasil 247 

Nos próximos meses, a liberdade de imprensa no Brasil enfrentará um dos maiores desafios da sua história: demonstrar capacidade de se abstrair do corporativismo e proceder a uma análise corajosa e isenta sobre fatos que começarão a jorrar nos próximos dias.
Trata-se da ligação da revista Veja com o crime organizado. Mais especificamente com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e seu oficial maior, senador Demóstenes Torres.
Cachoeira elegeu Demóstenes. A revista transformou-o em um político influente, graças à apologia que fazia dele. Juntos, as três pontas produziam escândalos, em um esquema articulado.
Cachoeira armava escândalos, muitos dos quais contra adversários criminosos. A revista repercutia. Graças a essa repercussão, os adversários eram alijados dos esquemas, permitindo a Cachoeira tomar conta do pedaço.
Grande parte dos escândalos eram avalizados por Demóstenes Torres - como o caso Francisco Escórcio, figura folclórica do Senado, acusado pela revista de tentar espionar Demóstenes e o governador goiano Marconi Perillo. A denúncia foi fundamental para o afastamento do presidente do Senado, Renan Calheiros. Depois, comprovou-se que tinha sido fruto de uma mentira orquestrada entre Demóstenes e a revista (http://migre.me/8tWID). Jamais saiu o desmentido.
Até que a Polícia Federal entrasse na parada, todos ganharam.
A revista vendia mais e se tornava mais e mais temida. Cachoeira expulsava inimigos do seu território. Demóstenes se valia do poder conferido pela revista para atuar em favor dos interesses de Cachoeira na administração pública e dos interesses da revista na geração de escândalos.
Escrevi sobre esse tema em 2008, na série "O caso de Veja". Trata-se do capítulo "O repórter e o araponga" (http://migre.me/8tWrc).
Nele conto como Cachoeira, em parceria com a revista, montou o escândalo da propina dos Correios - um grampo mostrando um funcionário recebendo R$ 3 mil de propina. De posse do grampo, a revista monta o escândalo. Como consequência, cai dos Correios o esquema liderado pelo deputado Roberto Jefferson, e assume o esquema do próprio Carlinhos Cachoeira.
Dois anos depois, a Polícia Federal liquidou com o novo esquema, mas a revista poupou seu parceiro.
Agora, a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, chega ao âmago do poder de Cachoeira, e flagra 200 ligações entre ele e o diretor da revista em Brasilia.
Há advogados que se valem da prerrogativa da profissão para atividades criminosas. O mesmo pode ocorrer com setores da mídia.
O grande desafio da mídia será mostrar sua capacidade de autocorreção.
Na Inglaterra, o caso News Corp trouxe lições preciosas. Um veículo ligado ao magnata Rupert Murdoch aliou-se a setores da polícia e afrontou direitos individuais de dezenas de pessoas. Foi denunciado por outro jornal, o The Guardian. As investigações levaram a punições severas aos envolvidos na trama, mas resguardou o valor maior da liberdade de imprensa - justamente porque foi a própria imprensa soube se autopoliciar. Aqui, a Veja se aliou ao crime organizado.
Vamos ver como se comportará a nossa, quando novos detalhes dessa parceria Cachoeira-Veja vierem à tona.