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domingo, 18 de junho de 2023

Rádio: Nova Brasil FM ganha um toque candango

Apesar de a Constituição Federal determinar a obrigatoriedade da regionalização da produção de conteúdos jornalísticos, são poucas as redes nacionais de radiodifusão que cumprem à norma. Na maioria dos casos, essas redes geram seus conteúdos padronizados para todo o Brasil, a partir de uma cabeça de rede, no Rio de Janeiro ou São Paulo. Dessa forma, na Amazônia sabe-se mais sobre as águas do Rio Tietê do que do Rio Negro.

Vários teóricos da comunicação não se cansam de colocar que a saída para uma boa rede nacional ou mesmo internacional de informação é priorizar o local. E esse parece ser agora o caminho a ser trilhado pela Nova Brasil FM. 

A rede nasceu, em 2.000, dos escombros da Rede Manchete FM, cujas emissoras foram adquiridas pelo ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, já falecido. As cinco emissoras da Manchete, inclusive a de Brasília, estavam na ocasião arrendadas à Igreja Renascer em Cristo.

Com os novos proprietários, a programação deixou a pregação de lado e passou a focar fortemente a MPB, samba e outros grandes ritmos da música nacional. O jornalismo nunca foi uma marca registrada, apenas algumas notas informativas, muitas vezes desatualizadas e, ainda assim, com um viés paulistano, já que a chamada cabeça de rede sempre foi em São Paulo.

Agora, o ventos parecem estar mudando. O slogan Nova Brasil FM: mais moderna, mais brasileira, ganha um novo adjetivo: mais brasiliense. A iniciativa, além de propiciar ao ouvinte brasiliense informações sobre fatos mais próximos de sí mesmo, é importante para revitalizar o combalido mercado de trabalho de jornalistas e comunicadores da Capital Federal.
Mas quem nos traz - na terceira pessoa - os detalhes de toda essa empreitada é o jornalista Diego Amorim, ex-Antagonista, que acumula a direção da emissora na Capital Federal e o trabalho tradicional de jornalista.
Confira.

 

Do Setor de Rádio e TV Sul, todas as manhãs, Diego Amorim
 e Hariane Bittencourt comandam o Jornal Nova Brasil Brasília.
Prestes a completar 22 anos em Brasília, no próximo dia 29, a Nova Brasil FM tem oxigenado a sua programação local e conquistado uma identidade cada vez mais brasiliense. De 8h às 9h, o jornalista Diego Amorim, que acumula o cargo de diretor-executivo da rádio desde agosto de 2022, ancora o Jornal Nova Brasil Brasília ao lado de Hariane Bittencourt, uma das melhores repórteres de sua geração, que também atua na Record TV.

O toque brasiliense mais acentuado fica por conta
 de Marcia Zarur, ex-Globo, na coluna Nossa Cidade.
Em junho, houve a estreia de uma série de colunas dentro do jornal local, com destaque para um reforço de peso no time: Marcia Zarur, ex-Globo, e que, ao lado da jornalista Samanta Salu lideraram o movimento "Mexeu com Brasília, Mexeu Comigo", em defesa da preservação da Capital Federal.

Ela, agora, está todas as segundas-feiras no dial da emissora: assina a coluna "Nossa cidade".

Há sete meses, a nova sede da Nova Brasil FM em Brasília foi inaugurada, em um espaço arrojado e moderno, com dois estúdios no último andar da torre comercial do shopping Pátio Brasil, no coração do Plano Piloto.

Desde a aquisição da Nova Brasil FM pelo Grupo Thathi de Comunicação, a rádio tem se modernizado e há um grande investimento na praça de Brasília, de onde reportagens e colunas são produzidas para veiculação também na rede e nas TVs do grupo, no interior de São Paulo.

Bárbara Lins, antes na CBN, agora ancora
o Mesa pra Dois Brasília.
Outra novidade recente na Nova Brasil FM da capital federal foi a contratação de Bárbara Lins, um fenômeno nas redes sociais e conhecida na cidade por seu site Descobertas Bárbaras. Na internet ela revela todos os melhores cantinhos do DF e do Entorno para curtir aquele fim de semana, um feriado prologado, tudo com as raízes na natureza do Planalto Central.

Na emissora, Bárbara assumiu, em maio, o comando do Mesa pra Dois Brasília, programa que alia informação leve, boas entrevistas e muita música brasileira, claro.

"A Nova Brasil FM é uma marca já consagrada e com rejeição praticamente zero. Não há quem não goste da Nova Brasil. Temos conseguido fazer com que a rádio seja um lugar de bons contrastes, por onde passam autoridades locais e nacionais, políticos influentes e gente da cena cultural do nosso quadradinho. A rádio é da cidade", comentou o diretor-executivo da rádio, Diego Amorim.

De acordo com os levantamentos mensais do Kantar Ibope, a Nova Brasil FM em Brasília costuma ser a rádio mais feminina da cidade -- com o maior percentual de mulheres entre os ouvintes -- e uma das líderes de afinidade com o público das classes A e B da capital, ou seja, a rádio com a qual essa audiência mais se identifica.

Em Brasília, a sintonia da Nova Brasil é a 97,5 FM. A rádio está nas redes sociais (Instagram, Tik Tok, Twitter e YouTube) e toda a programação local é também transmitida ao vivo com imagens. A Nova Brasil FM tem, ainda, o seu aplicativo próprio, disponível para os sistemas Android e IOS.

A programação da rede conta com outros nomes consagrados no jornalismo e no rádio, como Heródoto Barbeiro, Mauro Tagliaferri, Michelle Trombelli, Lorena Calabria, Roberta Tiepo, Luciano Oliva, Ana Pellicer, Fabiane Pereira e Didi Couto.

Sendo a maior rede de rádio do país de música 100% brasileira, a Nova Brasil FM tem entre as suas bandeiras a brasilidade, a inclusão, a pluralidade e a valorização da identidade nacional, temas explorados nos programas da faixa das 22h. O Samba Nova, aos fins de semana, faz tanto sucesso que agora está também na programação da semana, de 20h às 21h.

Nova Brasil FM: mais moderna, mais brasileira, ... mais brasiliense.

sábado, 13 de março de 2021

A regionalização da produção pelas mãos do Cade

 

Programa Carrosel, na TV Brasília, marcou época na
transmissão local de conteúdos na Capital Federal

Avaliando as chamadas “condutas anticompetitivas” nos segmentos de TV aberta e por assinatura, o Cade aponta que a estruturação em redes, para efeitos de concentração, "é negativa, pois limita a variedade de conteúdo, sendo transmitida menos programação do que existiria, se cada geradora fosse diretamente responsável pelos produtos audiovisuais transmitidos".


Por Chico Sant’Anna*
Publicado originalmente no Observatório da Imprensa

 

 A Constituição Federal definiu, após mobilização da Fenaj, Fitert e Fitel, que a produção educativa, cultural e jornalística no rádio e na televisão deve ser regionalizada. O artigo 221, porém, nunca vigorou devido à falta de regulamentação. Não por falta de iniciativas. A pressão de grandes redes midiáticas e a chamada bancada da mídia nunca permitiram que isso acontecesse. Agora, estudo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade, órgão do ministério da Justiça com poder de avaliar a existência de cartéis e monopólios na economia brasileira, pode fazer com que a regionalização venha acontecer.

Desde 1988, a concentração da produção midiática se exacerbou, chegando ao rádio. Pela lei, não existe emissora repetidora de rádio. Todas são geradoras e, como tal, obrigadas a produzir localmente seus conteúdos. O modelo da TV, contudo, migrou pro rádio. Emissoras regionais passaram a ser simples retransmissoras da produção do Centro-Sul, notadamente, do Rio de Janeiro e São Paulo.

Avaliando as chamadas “condutas anticompetitivas” nos segmentos de TV aberta e por assinatura, o Cade aponta que a estruturação em redes, para efeitos de concentração, "é negativa, pois limita a variedade de conteúdo, sendo transmitida menos programação do que existiria, se cada geradora fosse diretamente responsável pelos produtos audiovisuais transmitidos".

Para o Cade, a concorrência pela audiência das programações só ocorre entre as cabeças de rede de abrangência nacional. "Historicamente, a última entrada significativa no mercado de cabeças de rede nacionais se deu em 1999, com a entrada da Rede TV. Portanto, tal mercado não é dinâmico. O mercado é também altamente verticalizado, uma vez que para se tornar uma cabeça de rede nacional, a empresa deve atuar simultaneamente nas etapas de transmissão de conteúdo, programação e produção de conteúdo", aponta o órgão.

Embora o Cade não mencione, há o inciso II, do artigo 221, até hoje desrespeitado, que prevê a produção independente que objetive a divulgação da cultura nacional e regional.

A bandeira da regionalização, levantada na década de 80 pelos trabalhadores do setor, tinha como pano de fundo preservar as diferentes culturas regionais, dar espaço a valores locais, evitar a pasteurização da informação, e fomentar maior geração de emprego e renda.

Gerações que nasceram após o advento das transmissões via satélite não vivenciaram os telejornais locais, que tratavam de temas locais, nacionais e internacionais. Tão pouco os programas musicais e humorísticos das diversas cidades. Aqui mesmo no DF, a TV Brasília embalou gerações com programas do tipo Carrossel, Quem Sabe Viaja. Nomes como Carranquinha e Titio Darlan encantaram milhares de crianças. Hoje, não teriam espaço na grade de programação.

Na música, valores locais como Ney Matogrosso, Cassia Eller, Paralamas do Sucesso, dentre tantos outros, só conseguiram vingar depois que migraram para o Rio e São Paulo e lá obter a visibilidade midiática que só as cabeças-de-rede propiciam. Até no Jornalismo, do Planalto Central, muita gente foi buscar espaço no Rio e São Paulo. Vide os casos recentes de Poliana Abrita e Tadeu Schmidt, mas no passado teve também Amália Rocha, Mauro Naves, Ana Paula Padrão, Leilane Neubarth, dentre vários e várias outras.

Para as empresas é mais barato produzir e mais fácil gerir uma só grade de programação, difundida nacionalmente. Se reduz custos, este modelo diminui a oferta de trabalho, a diversificação cultural e informativa e fortalece uma agenda temática formulada a partir de uma única perspectiva. Com as grandes redes, o caboclo da Amazônia sabe mais das enchentes do Tietê do que as dos igarapés amazônicos.

O Cade aponta ainda como condutas anticompetitivas os contratos de direito de transmissão de eventos esportivos. "Principalmente com relação ao abuso de poder econômico, abuso de posição dominante e acordo de exclusividade". Nos anos 70, em Brasília, podia se ver o futebol do Rio, na Globo, o paulista, na Bandeirantes, e o do Rio Grande do Sul, na TV Nacional – hoje TV Brasil – já que os generais de plantão apreciavam o futebol gaúcho. Hoje, na maioria dos casos, o jogo é um só para todo o Brasil. O espectador é obrigado a torcer ou secar times que não lhe dizem nada culturalmente.

Não se sabe até onde o Cade pretende levar suas conclusões. Pautaria o governo a disciplinar a regionalização da produção de rádio e TV? O momento atual, em que o Palácio do Planalto tem se bicado com a maioria dos grandes conglomerados midiáticos, pode ser um elemento motivador para que o Executivo proponha um novo modelo.

Pensar num país com as dimensões do Brasil com um só cardápio de conteúdos midiáticos é ruim e joga contra a criatividade regional. Entretanto, mudar de supetão as regras da produção teleradiofônica, principalmente depois dos efeitos econômicos da Covid, pode ser nocivo à maioria dos meios de comunicação e levar alguns à sucumbência.

Regulamentar o artigo 221 por “canetada”, seja medida provisória ou norma do Cade, não seria de bom alvitre. O Congresso Nacional é que deveria tomar à frente a responsabilidade. Junto com a regionalização, a exemplo do que ocorre em países como a França, deveria pensar também na regulamentação da distribuição de verbas publicitárias, públicas e privadas, para que mídias locais, regionais e nacionais sobrevivam. Lá, canais nacionais de TV, por exemplo, não veiculam propaganda do varejo. Essa publicidade cabe às mídias locais, impressas, radiofônicas ou televisivas. 

Mas esse é um debate mais profundo, que fica para outro artigo.

 

 

*Chico Sant’Anna é jornalista, documentarista e pesquisador em Comunicação, com Doutorado pela Universidade de Rennes 1 – França. Durante a Constituinte, era vice-presidente Regional da Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj, tendo atuado diretamente nas gestões para a redação do Capítulo da Comunicação Social, na Constituição de 1988.

segunda-feira, 14 de março de 2016

[veja o vídeo] Cidadania, TV e Sociedade, debate a regionalização da produção na TV

Passados 30 anos, diversos dispositivos da Constituição Federal ainda não entraram em vigor pela falta de regulamentação em lei ordinária. Dois desses dispositivos são os incisos II e III do art. 221 da Constituição Federal, que versam sobre à presença da produção independente em emissoras de televisão e à regionalização da programação audiovisual em televisão aberta. A regionalização, segundo a Constituição, deve abrigar as produções culturais, artísticas e jornalísticas.


Para trata dessa regulamentação, o programa Cidadania, da TV Senado, TV e Sociedade, recebeu o senador Walter Pinheiro (PT-BA), autor, quando ainda era deputado federal, do projeto de lei que trata desse tema. No Cidadania também são analisados os avanços da tecnologia e mobilidade na área de comunicações e seus efeitos sobre a sociedade.

O Cidadania TV e Sociedade está disponível no youtube e pode ser visto aqui, abaixo.


segunda-feira, 7 de maio de 2012

TV UNESP divulga música independente do interior de São Paulo

Enviado por Dino Magnoni
Música independente, de qualidade, fora dos grandes centros e de qualquer estilo. Esse é o foco do programa Som e Prosa que completa em maio seis meses no ar. Produzido pela TVU em Bauru, interior de São Paulo, o programa Som e Prosa é referência como espaço para a música independente.

Em seu curto tempo em exibição, o programa já trouxe como destaque cerca de 20 artistas. Desde música caipira, rock, samba, heavy metal e até a orquestra sinfônica da cidade. Além de música, o Som e Prosa é também palco para importantes discussões que permeiam o universo da música.

Para Cláudia Paixão, produtora do programa, Som e Prosa cumpre também um importante papel social ao levantar e discutir temas como indústria fonográfica, preconceito musical, direito autoral, busca por novas sonoridades, rótulos musicais, entre outros. “Buscamos sempre dar prioridade aos trabalhos que estão fora do eixo comercial, entendendo que esses já contam com um espaço para divulgação em outras emissoras”, ressalta Cláudia.

Entre toda a miscelânea musical que já passou pelo palco do Som e Prosa está Rafael Castro. Para o músico lençoense, a iniciativa é pioneira no interior e explora uma região ainda carente de divulgação. “Com poucos meses de programa, o Som e Prosa já começa a preencher a importantíssima lacuna da produção cultural na grade da TV pública do centro-oeste paulista."

Já para o músico e compositor Wander Beh a pluralidade encontrada no programa tem um grande potencial como intercambio de expressões culturais. “Som e Prosa não é um programa de música, é um ponto de encontro que deve manter suas portas e janelas abertas por muitas primaveras”. 

Com 30 minutos de duração e periodicidade semanal, o programa Som é Prosa pode ser assistido pelo canal 45 UHF e 32 pela NET em Bauru. 
Todos os programas também podem ser vistos através da página do programa www.tv.unesp.br/someprosa.

60% das cidades brasileiras não têm emissora local de rádio

Da Assessoria de Comunicação da Abert

Apesar de completar 90 anos de história no país, o rádio comercial está presente apenas em 40% (2.235) dos municípios brasileiros.  Considerando uma média de 8 mil habitantes por município, isso significa dizer que 26,8 milhões de habitantes de 3.350 cidades estão sem acesso ao serviço, aponta levantamento da Abert.

O estudo foi realizado a partir de cruzamento de dados oficiais do Ministério das Comunicações. Acesse aqui o quadro Perfil do Rádio Comercial Brasileiro.

O Nordeste é a região com a pior distribuição de emissoras comerciais: somente 29% do total de 1.794 municípios têm estações. Nas demais regiões, a porcentagem é de 42% no Sudeste (708 do total de 1.668 cidades); 44% no Sul (517 de 1.188) e 48% no Norte (338 de 450). 

O serviço comercial do rádio é mais desenvolvido no Centro-Oeste, onde a cobertura alcança pouco mais da metade dos municípios (56%). O Distrito Federal é a única unidade da federação que tem o alcance do rádio comercial em 100% do seu território.  Já o Rio Grande do Norte e o Piauí ficam com o pior déficit, com 17% e 19% de cobertura, respectivamente.

De acordo com presidente da Abert, Emanuel Soares Carneiro, a ausência de rádios comerciais tem implicações negativas no desenvolvimento social, cultural, e, sobretudo, econômico. “Vemos que há um vazio de radiodifusão em diversas regiões do país e isso afeta diretamente os índices de desenvolvimento e as condições de vida das pessoas”, afirma.

A afirmação de Emanuel Carneiro é confirmada por uma pesquisa da Tendências Consultoria Integrada que comprova que a inserção do rádio tem relação direta com melhores índices de desenvolvimento. De acordo com o estudo, um estado cujo aumento da inserção do rádio foi de 10% teve um acréscimo de 3,01% em seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

Vácuo - Na opinião de Emanuel Carneiro, a defasagem do serviço comercial de rádio nos municípios seria resolvida com a criação de um plano de outorgas comerciais. Hoje, o critério para distribuir concessões parte da manifestação de interesse do empresário em prestar o serviço em uma determinada cidade. 

Para ele, no decorrer do tempo, esse modelo produziu um ‘devastador’ efeito sobre o setor de rádio comercial no Brasil, reduzindo o seu potencial e sua abrangência.  Ao mesmo tempo, em muitos casos, rádios comunitárias e educativas acabaram ocupando este espaço e, indevidamente, cumprindo funções que caberiam por lei às comerciais. Hoje, há 1.978 municípios atendidos apenas com rádios comunitárias ou educativas.

sábado, 28 de abril de 2012

Manifesto denuncia falta de espaço na mídia do DF para a arte e cultura

Enviado por Henrique Inácio



Carta aberta a mídia brasiliense

Vimos por meio desta reinvindicar dos donos de tv's, dos diretores, dos editores de vt, dos assistentes de produção espaço nos jornais locais, pois se vocês não sabem, não existe mais agenda cultural decente em nenhuma das tv's locais. Se acham que estou exagerando podem perder seu tempo tentando vislumbrar algo semelhante a espaço cultural na grade de programação dos jornais de todas
as tv's, e digo todas porque a Tv Globo apresenta um arremedo de agenda na sexta ou sábado, bem como a Tv Brasília, vejam só a tv que tem o nome da cidade não faz uma agenda diária dos eventos de arte e cultura da própria cidade.
Digo diária sim porque já faz tempo a cidade dispõe no seu cardápio musical, artísitico, cênico, de inúmeras opções e de todos os gêneros.
Pedimos, não,exigimos uma programação voltada para a Capital, para os artistas locais, regionais, que não ficam devendo em nada em qualidade, desempenho e talento para os nacionais e internacionais, pelo contrário, basta ligar o rádio ou a MTV, que vcs poderão comprovar o que falo.
Chega de nos tratar como idiotas, chega de nos tratar como imbecis, não aguentamos mais este misto de cultura ditado por uma elite ou segmento. A cultura deve ser diversa, ampla e irrestrita.
Chega de tentar vender e de empuirrar estes valores culturais decrépitos, podres...ninguém aguenta mais!!
Sem estilo, sem apuro, sem musicalidade, sem poesia...
Queremos a valorização da cultura local, lutaremos com todas as ganas para manter a relevância da arte local, regional desta cidade, desta capital de todos os brasilienses, de todos os brasileiros.
Nosso repúdio à banalização por meio dos meios de comunicação às artes significa a retomada das diretrizes humanas e sociais alinhadas com o pensamento libertário de todas as revoluções que já existiram e que renovaram a forma de pensar e agir das das pessoas do planeta.
Queremos espaço que nos é de direito, pois as rádios e tv's são concessões do estado e porquanto devem atender às demandas do povo, das gentes, dos artistas, artesãos, trabalhadores, labutadores, donas de casa, chefes, funcinários públicos, médicos,  engenheiros, profissionais liberais, autônomos, de todos que fazem parte desta capital do Brasil. Não adimitimos mais este descaso, este desmando que afronta nosso gosto musical, artísitico-teatral. Afronta nossa cultura tão vasta, tão rica.
Conclamamos todos vocês, que como nós estão indignados com tal situação, a se manifestar, a divulgar, comunicar, telefonar, seja via email, post, sms, etc, em todos os cantos do Distrito Federal.
Vamos nos unir numa só voz e gritar bem alto:
Viva a cuiltura de Brasília, chega de ingerência cultural, chega de disfarce, de maquiagem cultural, de imposição e manobras. Chega desta prisão artísitica a qual fomos sujeitados, chega de distrato com a arte do povo brasiliense.
--
Henrique Inácio
Diretor & Produtor
Brasilia Estúdios

quinta-feira, 1 de março de 2012

O Brasil que a TV nos mostra

Por Laurindo Lalo Leal Filho*, publicado originalmente na Revista do Brasil

O Brasil que se vê na TV está restrito ao Rio e a São Paulo, salvo raras exceções. Exibem-se nas novelas e nos telejornais lindas paisagens e graves problemas urbanos dessas metrópoles para todo o país. Fico a me perguntar o que interessa ao morador de Belém o congestionamento da Marginal do Tietê, exaustivamente mostrado pelas redes nacionais de TV? Não haveria fatos locais muito mais importantes para a vida dos telespectadores do Pará do que as mazelas da capital paulista?

No entanto, o conteúdo que vai ao ar não é determinado pelos interesses ou necessidades do telespectador, e sim, pela lógica comercial. Para o empresário de TV local, é mais barato e mais lucrativo reproduzir o que a rede nacional de televisão transmite, inserindo alguns comerciais da região, do que contratar profissionais para produzir seus próprios programas.

Para as grandes redes trata-se de uma economia de escala: com um custo fixo de produção, o lucro cresce à medida que os anúncios são veiculados num número crescente de cidades. Isso ocorre porque, como qualquer outra atividade comercial, a lógica do capital é a da concentração, regra da qual a televisão, movida pela propaganda, não escapa. Só que a TV não é, ou não deveria ser, apenas um negócio como outro qualquer. Por transmitir valores, ideias, concepções de mundo e de vida, ela é também um bem cultural, e não uma simples mercadoria.
Daí, a necessidade de ser regulamentada e ter os seus serviços acompanhados de perto pela sociedade.

Novas tecnologias abrem brechas

Como concessões públicas, as emissoras têm obrigação de prestar esses serviços de maneira satisfatória, atendendo às necessidades básicas de informação e entretenimento a que todos tem direito.
Caso contrário, caberiam reclamações, processos e punições, como ocorre em quase todas as grandes democracias do mundo. Aqui, além de não existirem órgãos reguladores capazes receber as demandas do público e dar a elas os devidos encaminhamentos, não temos uma legislação capaz de sustentar esse processo. Por aqui vale tudo. E quem perde é a sociedade, empobrecida culturalmente por uma televisão que a trata com desprezo.

Diretores de emissoras chegam a dizer, preconceituosamente, que “dão ao povo o que o povo quer”. Um caso emblemático da falta que faz essa legislação é o da produção e veiculação de programas regionais.

Se o mercado concentra a atividade televisiva no eixo Rio-São Paulo, cabe a lei desconcentrá-lo, como determina artigo 221 da Constituição, até hoje não regulamentado. Sua tramitação é seguidamente bloqueada no Congresso por parlamentares que representam os interesses dos donos das emissoras de TV. Em 1991 a então deputada Jandira Feghali apresentou um projeto de lei estabelecendo percentuais de exibição obrigatórios para produção regional de TV no Brasil. Doze anos depois, em 2003, após várias concessões feitas para atender aos interesses dos empresários, o texto foi aprovado na Câmara e seguiu para o Senado, onde dorme um sono esplêndido até hoje. São mais de vinte anos perdidos não apenas para o telespectador, impossibilitado de ver o que ocorre na sua cidade e região.

Perdemos também a oportunidade de abrir novos mercados de trabalho para produtores, jornalistas, diretores, atores e tantos outros profissionais obrigados a deixar suas cidades em busca de oportunidades limitadas nos grandes centros. Mas se os interesses empresariais das emissoras bloqueiam esse florescimento artístico e cultural, as novas tecnologias estão abrindo brechas nessas barreiras.

O barateamento e a diminuição dos equipamentos de captação de imagens impulsionaram o vídeo popular e a internet vem sendo um canal excelente de divulgação desses trabalhos.

Programação regional

Combina-se a vontade e a capacidade de fazer televisão fora das emissoras tradicionais com a necessidade do público de acompanhar aquilo que acontece perto de sua casa ou de sua cidade. O que não descarta a necessidade da existência de programação regional nas grandes emissoras, como forma de tornar o Brasil um pouco mais conhecido pelos próprios brasileiros.

 
*Sociólogo e jornalista. É professor de Jornalismo da ECA-USP

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Sudeste consome e produz mais de 60% do conteúdo online

Do M&M Online

De todo o conteúdo online consumido no Brasil, 66% vêm da região Sudeste, que inclui os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. A região é responsável, ainda, por 67% do total de usuários da internet brasileira - são 73 milhões de internautas, de acordo com os dados da ComScore -, e pelo consumo de 65% dos minutos totais gastos online pelo brasileiro.

A ComScore é uma consultoria norte-americana especializada no meio digital e agora dispõe de capacidade de segmentar o uso da internet no Brasil com base nas cinco regiões geográficas do País - Sul, Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

No mesmo levantamento, a consultoria concluiu que os usuários entre 6 a 14 anos (que representam 12% do total de internautas brasileiros) gastam 60% do tempo conectados em sites de entretenimento e comunicação como mensageiros instantâneos (Messenger) e redes sociais (Twitter, Facebook e Orkut, por exemplo).
Em maio, 40,7 milhões de usuários acessavam a internet de casa ou do trabalho. Os 73 milhões de usuários computados pela comScore incluem os usuários que acessam a internet em locais públicos como cafés, universidades e outros, como as Lan houses.
Ainda na faixa dos 6 aos 14 anos, os sites de entretenimento são responsáveis por 25% do tempo de acesso, os mensageiros instantâneos ocupam 22% dos acessos e as redes sociais, 15% do tempo total.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Cinema: Barcelona exige cota de filmes em Catalão

Do M&M Online

Salas de cinema se posicionam contra lei que obriga 50% de filmes com legenda ou dublagem em catalão; além disso, cabeleireiros se posicionam contra cobrança por exibição pública de música.

Na segunda-feira, 1º de fevereiro, 525 dos 795 cinemas da Catalunha, ou cerca de 66% do total, não abriram suas portas. A razão: algumas das principais redes de cinema estão protestando contra um projeto de lei aprovado pela assembleia local que obriga 50% dos filmes que serão exibidos nos próximos cinco anos a ter dublagem ou conter legendas em catalão.
A língua local é um símbolo dos movimentos separatistas que contrapõem a região ao governo central espanhol.
Em posição contrária à dos membros do legislativo local, as redes de cinema temem que a procura por filmes diminua, já que embora o catalão e o castelhano sejam línguas oficiais na comunidade autónoma da Catalunha, nem todos os habitantes conhecem suficientemente bem a língua local, ou tem interesse em ver filmes no idioma. Hoje, apenas 3% dos filmes exibidos estão dublados ou legendados em catalão.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Diversidade: Canadá tem emissora de TV para diversidade étnica

Mitho Makosi Kesikansi-Ke Khu We Meyo Ooske-Uskwinisse, Quviasuvvisiutsiarit ammalu Qitinngumarik.

Não, o blogueiro não está dopado, nem se trata de virus. A mensagem significa Feliz Natal e Próspero Ano Novo em inuktitut, uma das 20 línguas utilizadas para difundir a programação da emissora de TV canadense APTN, que tem por objetivo se multilinguista e multi cultural.
O canal é destinado aos povos nativos e a sigla significa, em inglês, Aboriginal Peoples Television Network. Ela existe há 10 anos, período em que buscou dar espaço, dar a palavra a 633 comunidades ameríndias do Canada. O canal transmite regularmente em 20 idiomas. Do Inuktitut, passando pelo Mohawk, Déné, Innu, Gwichin ou o Miqma'aq e, é claro, o inglês e o francês, idiomas oficiais do Canadá. Desta maneira todos podem se compreender e compreender o vizinho.
O projeto da emissora, segundo seu diretor geral, Jean LaRose, de origem Abénakis do Québec, visa dar conhecimento da diversidade dos povos, celebrar a diversidade cultural, inspirar as crianças do Canadá e homenagear a sabedoria dos mais velhos.
O Canadá reúne 1,2 milhão de pessoas consideradas povos originários, que falam 52 idiomas.
Eles possuem uma representação política denominada Assembléia das Primeiras Nações e é esta assembléia que mantém a emissora desde 1999. A emissora é alvo de críticas, principalmente da sociedade "civilizada" que a consideraç de uma má experiência de transformação social.
Com um orçamento de 42 milhões de dólares canadenses, em 2009, e sem contar com subvenção governamental,o canal é aberto e também distribuídio gratuitamente pelos operadores da cabodifusão graças a uma decisão do CRTC - Conseil de la radiodiffusion et des télécommunications canadiennes.
Os operadores de cabo discordam da decisão e, de certa forma, segundo informou Jean LaRose ao jornal Le Monde, sabotam a iniciativa, alterando sem prévio anúncio o canal em que estará disponível a APTN, ou inserindo-a num canal distante dos canais mais vistos, com o objetivo de que ela não conquiste audiência. Mesmo assim, aemissora estima possuir dois milhões de telespecatdores regulares,
A emissora possui três cabeças de rede, uma na região Leste, da Terrombia Britânica, e outra para toda a região Norte. Conta ainda com um canal de alta definição para todo o Canadá. cada cabeça de rede elabora uma programação específica para à população para a qual vai transmitir.
A matriz fica em Winnipeg, mas há redações e studios em dez cidades canadenses. 140 profissionais trabalham na emissora e 75% deles são membros dos povos origiários e a direção é totalmente composta por ameríndios.

Para mais detalhes, em francês, clique aqui. Para conhece o portal da emissora, clique aqui