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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

TVs de olho na população hispânica dos EUA

De Daniele Frederico. do Tela Viva News

Com uma população de aproximadamente 50 milhões de hispânicos nos Estados Unidos, as redes de TV e as produtoras que realizam e distribuem conteúdo para este público estão em evidência no mercado de televisão norteamericano.
Durante o congresso da Natpe 2012, que acontece entre os dias 23 e 25 em Miami, alguns acordos de cooperação foram anunciados para a produção de conteúdos para o mercado hispânico, além de novidades nos canais já existentes.
A Televisa, rede mexicana de televisão, anunciou uma parceria com a tradicional produtora e distribuidora de conteúdos dos Estados Unidos Lionsgate, para a produção de programas de TV para o mercado norteamericano, com histórias e características da comunidade latina. “Para os canais de TV, é uma oportunidade de olhar para esses 50 milhões de hispânicos”, diz o presidente e CEO da Televisa, Emilio Azcarraga, lembrando que destes 50 milhões, cerca de 70% são mexicanos. “A Univision teve muito sucesso com programação para a população hispânica em espanhol. Olhamos para esse acordo com a Lionsgate como uma oportunidade de desenvolver conteúdo para o mercado geral dos Estados Unidos”, disse Azcarraga.
A Univision, porém, não ficou para trás na produção de conteúdo em inglês para o mercado hispânico. Também durante a Natpe, anunciou que o primetime do canal passará a contar com closed caption em inglês.

Novo entrante

Outro acordo que foi fechado recentemente e que afetará o mercado hispânico nos Estados Unidos é o que cria o Mundo Fox, nova rede em espanhol realizada em parceria entre a Fox International Channels e a colombiana RCN.
Apesar de representar mais concorrência, o presidente da Univision, César Conde, afirmou durante a Natpe que a entrada da Fox com a RCN apenas fortalece o mercado. “Achamos que a competição é ótima. É uma outra voz no mercado, falando da importância dessa comunidade”, diz. Além da Univision, a Telemundo apresenta programação em espanhol para a população hispânica dos Estados Unidos.
Uma das dificuldades enfrentadas pelos canais voltados aos hispânicos é tentar aumentar as receitas publicitárias. Segundo Conde, um dos obstáculos para que isso aconteça são algumas idéias pré-concebidas sobre esses canais. “Existe uma percepção errada de que não há escala para os canais. A verdade é que essas redes têm apelo universal”, diz Conde. “A segunda concepção errada é a de que são pessoas mais velhas que assistem a esses canais, mas isso não é verdade. A terceira é que a língua é uma barreira. Mas existem muitos bilíngües assistindo”, diz.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Publicações segmentadas faturam mais e contratam

É com um tom otimista que a mídia segmentada, formada por publicações que abrangem setores tão variados quanto o varejo, a contabilidade ou energia elétrica, encara este ano. Com a expectativa de repetir os resultados do ano passado, e alavancada pela expansão de ramos como a indústria e a área de serviços, as publicações especializadas cresceram e também contrataram. Os dados constam da pesquisa anual realizada pela Associação Nacional de Editores de Publicações (Anatec).

O presidente da Anatec, Pedro Renato Eckersdorff, afirma que tal desempenho deve-se, sobretudo, à expansão generalizada de alguns setores da economia e que a mídia segmentada apenas acompanha esse crescimento. Segundo o estudo da Anatec, as previsões feitas em 2009 para 2010 foram plenamente confirmadas: 42% das editoras de nicho registraram aumento médio de receita de 17%, mesmo patamar apontado por gigantes como a Editora Abril. Ainda que outros 42% dos pesquisados afirmem ter mantido o faturamento, Eckersdorff diz que, no geral, o setor foi muito bem e deve repetir o feito este ano.

Ainda conforme a pesquisa, 74% dos participantes preveem aumento da receita publicitária, o que é um ótimo indicador de crescimento. Outro dado que confirma a performance das pequenas editoras é o item de empregabilidade: 25% das editoras geraram novas vagas e aumentaram os quadros em até 15%. Para este ano, 20% dos entrevistados esperam elevar as contratações em 19%.

A convergência entre o meio impresso e a internet continuará a se acelerar: as receitas geradas pela internet deverão crescer, em média, 26% este ano sobre 2010, conforme apostam 68% dos entrevistados. E até mesmo a tiragem aumentou: 25% afirmaram que s publicações aumentaram os números impressos em 13%, em média.