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domingo, 24 de novembro de 2013

La Plata: formando um novo tipo de jornalista na Argentina

Por FC Leite Filho, no blog Café com Política
Por que os meios de comunicação, tão abrangentes no seu alcance, não abordam temas que falem de perto às populações? Tomemos, por exemplo, a Educação. Quem tem dúvidas de que campanhas massivas de TV, rádio, jornais e internet seriam capazes de mobilizar vontades e engajar governos e sociedade num arrrastão para superar nosso fosso educacional? Em vez de priorizar os assaltos, crimes passionais, mexericos de celebridades e outros tipos de sensacionalismo que só emburrecem a população, por que não voltar um pouco as câmeras para incentivar a a construção, reforma e conectividade das escolas para que nelas os alunos se sintam mais úteis e diminuam a evasão que atinge mais de 50% na maioria dos países emergentes, inclusive o Brasil?

Foi na Universidade Nacional de La Plata a instalação do primeiro curso de Jornalismo da América Latina. Veja abaixo a reportagem de Leite Filho para o Café na Política
(O Café na Política é um programa de meia hora transmitido pela TV Cidade Livre de Brasília, Canal 8 da NET  (só no Distrito Federal), às segundas, às 7 da manhã, às quartas, às 19, e às quintas-feiras, às 13 horas. É também reproduzido no Youtube, desde seu início, há quatro anos)

Este é um dos propósitos da Faculdade de Periodismo e Comunicação Social da Universidade de La Plata, que o cafenapolitica.com.br, visitou na Argentina, ouvindo professores e alunos. Com cinco mil alunos, 800 ingressados a cada ano, esta que tem o pioneirismo de ser o primeiro curso superior de Jornalismo, fundado em 1934, dedica-se à formação deste novo profissional. É sabido que milhares de faculdades ao redor do mundo despejam todo ano o que entendemos por  jornalistas de mercado. Trata-se do profissional dedicado a abordar  não penas em seus noticiários, mas principalmente em suas novelas, filmes e programas de auditório, o sensacionalismo, a violência e a vida fútil dos magnatas. Por apelar para os instintos menos nobres do público, esses temas acabam entretendo e cativando audiências passivas cada vez maiores, o que multiplica algumas vezes os lucros dos gigantes da comunicação, mas ao mesmo tempo desembocam na marginalização e empobrecimento das nossas populações.
Os repórteres FC Leite Filho e Helena Iono passaram todo o dia 4 de novembro de 2013 dia em La Plata, uma segunda-feira especialmente movimentada, pois havia eleição para o diretório acadêmico, em que disputavam quatro diferentes chapas, para conhecer de perto os projetos e realizações desta instituição dirigida pela jornalista e professora Florencia Saintout, lá entrevistando o vice-diretor Carlos Ciappina, professores e estudantes.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Pesquisa pretende definir perfil do jornalista brasileiro

Desde o dia 24 de setembro, os jornalistas brasileiros podem participar do mais amplo levantamento sobre o perfil da profissão já feito no país, respondendo a um questionário detalhado disponível na internet. O projeto de pesquisa, do Núcleo de Estudos sobre Transformações no Mundo do Trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina (TMT/UFSC) tem o apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor).

Outros trabalhos semelhantes
 
Pesquisas semelhantes já foram realizadas dentro e fora do Brasil. Nos casos brasileiros os trabalhos limitaram-se a analisar públicos mais reduzidos, como são os casos de Heloiza Herscovitz, (2000), que analisou jornalistas de São Paulo, de Isabel Siqueira Travancas (1983), que analisou o perfil do jornalista carióca, e de Chico Sant'Anna, editor deste blog, que analisou para sua tese de doutorado o perfil dos jornalistas que cobrem o Congresso Nacional, em Brasília, para a imprensa tradicional comparativamente aos que são contratados pelo Senado Federal para atuar em suas mídias parlamentares. Em Portugal, Joaquim Trigo de Negreiros (2004), realizou pesquisa semelhante.
Os resultados obtidos com a participação espontânea dos profissionais serão comparados a dados colhidos junto a 1.102 jornalistas, uma amostra selecionada entre mais de 92 mil nomes de registrados em funções jornalísticas, em relações fornecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. É a primeira vez que uma pesquisa com jornalistas brasileiros vai comparar dados de websurvey com levantamentos por amostragem.
"O uso de internet para a realização de pesquisas quantitativas ainda é recente no Brasil", observa o coordenador da pesquisa, o professor Jacques Mick, do Departamento de Sociologia e Ciência Política da UFSC. "Não temos como saber, a priori, se a participação espontânea dos jornalistas com acesso à internet corresponderá à distribuição do conjunto da categoria. Por isso, optamos por comparar os dados obtidos por meio de duas estratégias distintas de pesquisa", explica.
A equipe de pesquisa, formada por professores e alunos de graduação, mestrado e doutorado, está desenvolvendo ações de divulgação do link para o questionário por email, redes sociais e sites de notícias. Os jornalistas são convidados a responder e a compartilhar com os colegas os links para o questionário. Fenaj, FNPJ e SBPJor ajudarão a divulgar os canais de coleta de dados. Os jornalistas registrados que integram o plano amostral estão sendo localizados desde 17 de setembro pela internet ou por telefone e convidados a participar.
O questionário para participação direta está disponível na página da pesquisa na internet - http://perfildojornalista.ufsc.br, onde há mais informações sobre os objetivos, a equipe e os procedimentos metodológicos. O questionário também está disponível em https://pt.surveymonkey.com/s/perfil_jornal_aberto. O tempo médio de preenchimento é de apenas dez minutos.
(Mais informações com o Prof. Jacques Mick, no telefone (48) 9982-8495 ou no email jacques.mick@ufsc.br.)
Fonte: Fenaj

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Livro analisa os "Jornalistas-intelectuais no Brasil"

Em obra vigorosa e instigante, Fábio Pereira analisa a trajetória de dez renomados jornalistas-intelectuais e investiga como se constrói o perfil desse profissional numa época de grandes mudanças na forma de fazer jornalismo.

Até que ponto a mudança na identidade e nas práticas do jornalista afastaram-no dos valores da intelectualidade? Como algumas pessoas convivem com esse duplo reconhecimento? Qual é o papel dos meios de comunicação no cenário atual, marcado pela ideia de uma "crise dos intelectuais" e também por uma nova forma de fazer jornalismo, pautada pela falta de profundidade e pela velocidade cada vez maior dos acontecimentos?

Estas são algumas das perguntas respondidas em Jornalistas-intelectuais no Brasil (Summus Editorial, 184 p., R$ 51,90), de Fábio Pereira. Partindo de entrevistas com dez grandes nomes da imprensa brasileira - Adísia Sá, Alberto Dines, Antônio Hohlfeldt, Carlos Chagas, Carlos Heitor Cony, Flávio Tavares, Juremir Machado da Silva, Mino Carta, Raimundo Pereira e Zuenir Ventura -, o autor desvenda como eles conciliam literatura, jornalismo, artes, universidade e militância política.

Para reconstituir a trajetória profissional desses ícones do jornalismo brasileiro, Pereira recorreu não somente a longas entrevistas ao vivo, mas também a biografias e reportagens publicadas sobre eles, além de ter analisado muitas das obras que eles próprios produziram.

Em oito capítulos, ele aborda a transformação histórica de intelectuais em jornalistas - sobretudo na França - verifica os mecanismos pelos quais as identidades de ambos se misturam, examina o papel exercido pela notoriedade, pela reputação e pelo engajamento na carreira dos profissionais e reproduz os conceitos de "jornalista" e "intelectual" descritos pelos próprios entrevistados.

Ao reconstituir a trajetória profissional dos entrevistados, o autor aponta contradições e recompensas trazidas pelo duplo papel desempenhado pelo jornalista-intelectual. "Diariamente, esbarramos com esses jornalistas-intelectuais na mídia, nas livrarias e bibliotecas, nas universidades, nas rodas de leitura e nos espaços de debate intelectual. Eles merecem nossa atenção justamente porque sua trajetória evidencia as tensões que marcam as relações entre o meio jornalístico e o meio intelectual no Brasil", afirma o autor.

De fato, os depoimentos de cada um permitem reconstruir a história do jornalismo brasileiro e também fazer um paralelo entre o jornalismo praticado hoje e aquele exercido algumas décadas atrás. Para os estudiosos do assunto, trata-se de um verdadeiro documento histórico a respeito da profissão de jornalista.

Segundo a jornalista Cremilda Medina, que assina o prefácio, Pereira conseguiu reunir num só termo - jornalistas-intelectuais - profissões que muitas vezes, histórica e culturalmente, parecem antagônicas. Para ela, porém, "a narrativa autoral do jornalista só se distingue de outras narrativas inteligentes pela urgência da contemporaneidade e pela linguagem do diálogo social que pesquisa a vida inteira" - e é por descortinar esse processo que a obra de Pereira tem tanto mérito.

O autor

Fábio Henrique Pereira é jornalista e doutor em Comunicação pela Universidade de Brasília, com estágio de doutoramento na Université de Rennes 1 (França). Trabalha desde 2002 com pesquisa na área de sociologia profissional e identidade dos jornalistas. É autor de vários artigos em periódicos científicos e de capítulos de livros editados em português e francês. Organizou, com Viviane Resende, a coletânea Práticas socioculturais e discurso: debates transdisciplinares, publicada em e-livro pela editora LabCom. Atualmente, é professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília e pesquisador do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UnB (Nemp), além de editor do site Observatório Mídia&Política.

Título: Jornalistas-intelectuais no Brasil
Autor: Fábio Pereira
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 51,90
Páginas: 184 (17 x 24)
ISBN: 978-85-323-0717-0

domingo, 24 de maio de 2009

Livro tenta traçar perfil ideal do assessor de imprensa

Acaba de ser lançada mais uma obra que trata da controversa atividade de assessoria de imprensa que, no Brasil, guarda uma histórica disputa entre jornalistas e relações-públicas. Trata-se do livro "Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia" do jornalista Rodrigo Capella, coordenado pela professora-doutora Marli dos Santos.
O livro é resultado da tese que Capella apresentou recentemente na PUC-SP e traz um estudo embasado em entrevistas com relações-públicas, jornalistas, assessores de imprensa e estudiosos de comunicação, tais como Bernardo Kucinski, Inácio Araújo, Lauro Jardim, Luiz Zanin Oricchio, Manoel Carlos Chaparro, Nelson Blecher e Paulo Nassar, entre outros.
Rodrigo Capella é assessor de imprensa e escritor. Formado em jornalismo pela Umesp, Capella é pós-graduado em comunicação jornalística, com ênfase em jornalismo institucional, pela PUC-SP.

Ficha Técnica:
Título: Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia
Autor: Rodrigo Capella
Editora: Clube de Autores
Número de páginas: 157
Preço: R$ 30,35 Para comprar, acesse:
https://correio2.senado.gov.br/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://clubedeautores.com.br/book/1281--Assessor_de_Imprensa