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sexta-feira, 1 de abril de 2016

[Opinião] Jornalismo Ambiental: entre a lama de Mariana e a lama da Política Nacional

Por Carolina Salles, Fernanda Favorito e Júlio Mahfus, publicado anteriormente em JusBrasil.

É óbvio que as questões ambientais, em especial a sua preservação, não interessam ao capitalismo brasileiro.

O Brasil sofreu no último ano dois grandes desastres: um político e um ambiental. 
Ambos geraram uma lama tóxica que talvez só o tempo seja capaz apagar. Falamos sobre a crise do governo Dilma e o desastre em Mariana, com o rompimento da barragem da empresa San Marco.
Mas vejam como um apagou o outro dos noticiários, deixando um prejuízo ambiental fantástico e pessoas impunes aos delitos praticados.
O rompimento da barragem de rejeitos é o maior da história mundial. Destruiu inteiramente o distrito de Bento Rodrigues. No entanto, o que assusta é o ineditismo numérico: seriam necessários quase seis bilhões de dólares para recuperar a área.
Mas por que este assunto não interessa a população?
O que efetivamente está por trás de tudo isso?
É óbvio que as questões ambientais e em especial a sua preservação, não interessam ao capitalismo brasileiro. Ao contrário. Existe uma sistemática tentativa de minimizar todas as regras protetivas, alegando-se sempre, que o desenvolvimento econômico não acontece em muitas regiões, em decorrência destas regras.
Este discurso acaba sendo internalizado pela população. Os temas ambientais estão longe da política e dos noticiários. E a própria pulação não consegue visualizar que os recursos naturais são finitos. A questão da água é um grande exemplo disso. Continuamos a desperdiçar, como se nossos mananciais e nossas reservas fossem capazes de durar séculos, quando na verdade, durará apenas algumas década.
A tragédia de Mariana tende a cair no esquecimento, enquanto o cenário político brasileiro estiver turbulento e especialmente, impregnado com políticos que vêem no viés economicista a única saída para as crises que o próprio capitalismo impõe. Cabe, portanto a nós, ficarmos relembrando. Não apenas para recuperar, mas para que novos desastres não aconteçam.
O tema do meio ambiente, precisa ser melhor compreendido no jornalismo. Não pode e nem deve ficar adstrito à cobertura dos desastres e, muito menos, simplificá-lo em simples tabelas matemáticas. 
É fundamental que seja investigativo e esclarecedor, a fim de oportunizar que a população compreenda a necessidade premente de se apropriar desta questão.
Mais do que isso, a educação ambiental precisa estar presente no cotidiano do brasileiro. É necessário que essa preocupação venha do berço, mas também nas escolas e que a mídia reforce a necessidade deste diálogo.
Não podemos nos lembrar do meio ambiente apenas em um dia especial, como por exemplo, o dia do meio ambiente ou achar que fazemos nossa parte apagando as luzes de casa por uma hora, na chamada Hora do Planeta e nos outros dias, deixar as luzes de casa acessas sem necessidade, utilizar a água sem se preocupar que ela é um recurso finito.
O debate deve ser mais profundo do que apenas o anúncio em um único dia e deve acontecer diariamente.
Nem mesmo no dia da água, que foi celebrado, no último 22 de março, a tragédia de Mariana foi lembrada. O Rio Doce foi devastado e esquecido no meio da lama da Samarco e da Vale, cujo nome não é mencionado em mais nenhuma notícia. 
Aliás, nem a Samarco é mais mencionada, ninguém cobra a dívida que esta tem com a população, com todas as espécies mortas e com a biodiversidade vitimada.
À mídia interessa apenas o que traz retorno imediato e não apenas de audiência, mas para seus interesses escusos e questionáveis. Vemos incontáveis reportagens sobre política, muitas apoiando as ilegalidades cometidas durantes as investigações da Operação Lava Jato, tudo em nome de um jornalismo que de imparcial não tem nada ou quase nada.
Queremos sim, que todos paguem a sua conta e somente as que, de fato, lhes cabem. Não queremos que um único partido seja culpado enquanto os demais não são sequer investigados. É a seletividade da mídia que incomoda e a sua falta de memória também.
A tragédia de Mariana não figura mais em nenhum noticiário, mesmo sendo a maior de todas, nunca o meio ambiente brasileiro foi atacado desse jeito, mas a indignação acabou, a Samarco, aos poucos, se livra da conta e de suas responsabilidades, de reparar os danos ambientais causados e ninguém parece se importar realmente.

*Carolina Salles, graduada em Direito, Mestre em Direito Ambiental e Ativista Animal
Fernanda Favorito, graduanda em Direito, Mestre em Hospitalidade e Pós - graduada em Gestão Empresarial
Júlio Mahfus, graduado em Direito, Professor Universitário e ex- Procurador Geral de Cachoeira do Sul


quinta-feira, 29 de maio de 2014

EcoSenado melhor reportagem cinematográfica no 6º Prêmio Sebrae de Jornalismo

O Programa EcoSenado, da TV Senado, sobre o aproveitamento de podas de jardins para a produção de adubo orgânico foi premiado na noite de quarta-feira, 28/5, como Melhor Reportagem Cinematográfica da etapa distrital do 6º Prêmio Sebrae de Jornalismo
O programa trata de um tema extremamente sensível no momento em que nos aproximamos do prazo estipulado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos para o fim de todos os “lixões” do país. 
Em agosto desse ano, após 4 anos de sua entrada em vigor, a lei estabelece que todo o lixo convencional, aquele que não pode ser reciclado, deve ser destinado necessariamente para aterros sanitários. Com isso, uma prática frequente nas grandes cidades brasileiras de encaminhar para os lixões os resíduos de podas de jardim também terá que acabar.
O que o programa mostra é uma alternativa econômica sustentável já em prática aqui no Distrito Federal. Em um sítio nos arredores da cidade do Paranoá, o produtor rural Dario Achkar emprega técnicas que permitem transformar os resíduos de podas em adubo orgânico de alta qualidade.
A equipe premiada é formada por:

Reportagem e Edição: Cesar Mendes;
Imagens: Carlos Alberto Pereira;
Auxiliar: Amaral Neto;
Finalização: Luciano  Barreto;
Produção: Marina Costa;
Estagiário: Talles Rezende.
As dificuldades para a implementação em todo o país das diretrizes previstas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos já foram tema de cinco audiências públicas no Senado, no âmbito da Subcomissão de Resíduos Sólidos. O  tema do programa se insere nesses debates. Os resíduos de podas de jardim, quando descartados de forma inadequada nos lixões, contribuem com a emissão de gás metano, um dos responsáveis pelo problema do aquecimento global. Por outro lado, se tratados adequadamente, com técnicas como as que o programa mostra, pode resultar na produção de adubo orgânico de qualidade, impulsionando a geração de renda.

No plenário do Senado Federal, a premiação foi ressaltada pela senadora Vanessa Graziotin.



Veja aqui a reportagem premiada



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Instituto ambientalista seleciona jornalista

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá lançou edital para selecionar um Analista de Comunicação para atuar em sua Assessoria de Comunicação.
O local de trabalho é em Tefé, no Amazonas, mas o candidato também desenvolverá atividades nas Unidades de Conservação Mamirauá e Amanã, onde o Instituto Mamirauá desenvolve suas atividades, para acompanhar as atividades de campo. O salário bruto é de R$ 3.169,00 mensais e o contrato inicial experimental é por por 90 dias. 
O IDSM custeará o deslocamento da cidade de origem do candidato até Tefé, além de financiar os dez primeiros dias de estadia na cidade, com hospedagem em hotel, para que o selecionado encontre um local para morar.
Oferece, ainda, asistência médica (com coparticipação do funcionário) e rede de computadores on-line 24 horas na sede do Instituto Mamirauá em Tefé.
O IDSM é uma organização Social com Contrato de Gestão assinado com o Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI). Atua no desenvolvimento de pesquisa, monitoramento e extensão em prol da conservação da biodiversidade da Amazônia por meio do uso sustentado e participativo dos recursos naturais e da gestão de unidades de conservação. 

O analista de comunicação atuará em colaboração com mais duas pessoas que formam a estrutura de pessoal da Ascom. Suas atribuições serão: 

  • Atuar, em conjunto com a área de Recursos Humanos, na elaboração e produção de ferramentas de comunicação interna.
  • Identificar as oportunidades de divulgação, levantamento de pautas e apuração de notícias produzidas pelos grupos de pesquisa e coordenações de manejo e desenvolvimento.
  • Redigir, editar e produzir os informativos institucionais, tanto impressos, como eletrônicos.
  • Revisar textos diversos, matérias e comunicados.
  • Fazer registros fotográficos para ilustrar matérias produzidas.
As inscrições podem ser feitas até 7/12, exclusivamente por meio do correio eletrônico, edital72@mamiraua.org.br, colocando no assunto Seleção Técnico de Nível Superior Júnior – Analista de Comunicação. O candidato deverá enviar os seguintes documentos: Currículo; Duas referências profissionais e portfólio com no mínimo três produções de maior relevância, associadas às atribuições que serão desempenhadas no Instituto Mamirauá.

domingo, 3 de junho de 2012

"Jornalismo em Debate" analisa a mídia e a informação sobre meio ambiente e sustentabilidade

Por José Hüntemann, acadêmico de Jornalismo da UFSC.

Na semana que antecede a Rio + 20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, o programa "Jornalismo em Debate" irá discutir a forma como a mídia trata as informações sobre meio ambiente e sustentabilidade. Já estão confirmados para a discussão o coordenador do Comitê Facilitador da Sociedade Civil Catarinense para a Rio + 20, professor Daniel José da Silva, o diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, professor João de Deus Medeiros, a presidente da associação FloripAmanhã, Zena Becker, o jornalista Fabrício Escandiuzzi, o professor do Departamento de Jornalismo da UFSC Eduardo Meditsch e o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Celso Schröder. Até o dia do programa, próxima terça-feira, 5 de junho, outros participantes devem confirmar a presença. 
O programa será apresentado ao vivo, a partir das 16h, pelo site da Rádio Ponto UFSC em  www.radio.ufsc.br. Perguntas e colocações podem ser enviadas, desde já, para o e-mail jornalismoemdebateufsc@gmail.com ou pelo twitter @radioponto. 
“Jornalismo em Debate” é uma produção quinzenal de estudantes do Curso de Jornalismo da UFSC, sob a orientação da professora Valci Zuculoto. Com mediação do professor Áureo Moraes, a atividade faz parte da Cátedra FENAJ/UFSC de Jornalismo para a Cidadania, uma parceria entre o Curso de Jornalismo da Universidade e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), com o apoio do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC). Desde a estreia, em abril de 2011, foram discutidos temas como jornalismo internacional, corrupção no futebol, crise econômica mundial, coberturas de tragédias, como a do Realengo, de questões do gênero feminino, da homofobia, da função das redes sociais, da abertura dos arquivos da ditadura, entre outros assuntos que estão na ordem do dia. 
No site da Rádio Ponto ( www.radio.ufsc.br ) é possível baixar e ouvir todas as edições anteriores de “Jornalismo em Debate”. E não esqueçam: os ouvintes e internautas podem participar, antes e durante o programa, encaminhando perguntas pelo e-mail: jornalismoemdebateufsc@gmail.com ou pelo twitter @radioponto.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Bolsas para jornalistas cobrirem a Rio + 20

De Medioslatinos


La Red Journalism Earth Network, financiada por la organización de apoyo al periodismo Internews y la organización brasileña Eco acaban de anunciar la apertura de un programa de becas par periodistas interesados en la cobertura de Río +20, la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el Desarrollo Sostenible que se celebrará en Río de Janeiro, Brasil, entre el 20 y 22 junio de 2012. 
El programa de becas comenzará el 14 de junio. En los días previos a la conferencia los periodistas seleccionados recibirán cursos sobre la temática de la conferencia y pre-conferencias y realizarán por lo menos un viaje de campo. Las organizaciones patrocinantes financiarán los costos de traslado y de la estancia durante el evento. Se encuentran abiertas doce plazas para periodistas de todo América Latina. 
Los candidatos deberán acreditar su compromiso con el tema del desarrollo sustentable, así como el compromiso del medio de comunicación en el que trabajan para publicar el material elaborado durante el programa. El plazo para aplicar a las becas vence el próximo 25 de abril.

Información publicada en el sitio web de Abraji. Para más detalles haga click aquí

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pós em Comunicação Ambiental com inscrições abertas

Enviado por Keyane Dias

O debate ambiental está mais aflorado que nunca. Temas como consumo sustentável, desmatamento, legislação específica e reciclagem já são comuns nos veículos de comunicação. Com isso, o jornalismo ambiental tem se tornado uma especialização promissora, tanto para os que trabalham nas redações quanto para os assessores, que podem atuar em entidades ligadas ao tema.

É fácil observar grandes portais, revistas e jornais impressos que possuem páginas e editorias especializadas nessa área, o que requer profissionais preparados para as particularidades que envolvem o meio ambiente e a ecologia. Atualmente, no Distrito Federal, a pós-graduação em Comunicação Ambiental é oferecida pelo Unicesp. Inscrições e informações sobre o curso podem ser obtidas no site da faculdade, basta clicar aqui.

sábado, 10 de julho de 2010

Bolsas de estudos sobre mudanças climáticas para jornalistas

O programa "Climate Change Media Partnership" está oferecendo bolsas de estudos sobre mudanças climáticas para jornalistas. Interessados têm até o dia 11 de julho para se inscrever.

Destinadas a jornalistas de países em desenvolvimento que cobrem assuntos ambientais, as bolsas pagarão os custos de viagem, hospedagem e participação na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas em Cancún, no México, de 29 de novembro a 10 de dezembro deste ano.

Para mais informações, visite o sítio do programa CCMP (em inglês).

domingo, 24 de janeiro de 2010

Cuiabá será a sede do 3º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambietal

Entre os dias 18 e 20 de março, Cuiabá será a sede da terceira edição do Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, que será realizado no Centro de Eventos do Pantanal.
Nesta terceira edição do Congresso, os olhos estarão voltados para os efeitos da crise econômica global e a necssidade de soluções e alternativas ambientais, que conciliem também o aspecto social e econômico. O 3º CBJA se propõe a fazer análises sobre a suposta dicotomia entre desenvolvimento e meio ambiente, do ponto de vista jornalístico.
No dia 18/3, das 08 às 12h, haverá uma oficina sobre Comunicação Ambiental ministrada pelos jornalistas Efraim Neto e Fabrício Ângelo. Nela, serão abordados temas como jornalismo científico, ambiental, juventude e meio ambiente, democratização da informação ambiental, acrescido de debates atuais sobre a comunicação e a sustentabilidade.