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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

TV paga: base de assinantes no Brasil fica 13% menor em 2021


Esta queda é bastante superior à erosão de base de 2020, quando o mercado encolheu 830 mil clientes, e maior do que a queda de base em 2019, quando a queda foi de cerca de 1,8 milhão de assinantes.

Por Samuel Possebon, publicado originalmente em TelaViva

Considerando-se os números reais de acessos divulgados pela Anatel referentes a dezembro, é possível dizer que o mercado de TV paga teve uma queda de cerca de 1,9 milhão de usuários, ou 12,7%, em relação ao número de acessos em dezembro de 2021. Os números não são absolutamente precisos porque no meio de 2021 a agência promoveu uma mudança metodológica na contagem dos acessos, criando um segundo número que em um primeiro momento chegou a representar quase 3 milhões de acessos a mais, e hoje significa cerca de 2,6 milhões de usuários al[em do número regular. O que aconteceu é que a agência passou a contar como clientes de TV paga os usuários dos serviços "livres", que consistem em kits de recepção de TV paga habilitados para receber apenas os canais abertos e obrigatórios, sem nenhum tipo de mensalidade.

Em dezembro de 2021 a agência registrou uma base de 16,04 milhões de usuários de TV paga, dos quais pouco mais de 3 milhões foram adicionados até agosto nessa mudança metodológica, e desde então houve uma perda de cerca de 977 mil clientes. Antes da alteração na forma de contar os números, ocorrida em julho de 2021, o dado da Anatel indicavam 13,9 milhões de assinantes. No final de 2020 eram, 14,83 milhões de acessos. Foram, então, cerca de 900 mil assinantes perdidos entre dezembro de 2020 e julho de 2021, e depois mais 977 mil entre agosto de 2021 e dezembro do ano passado, perfazendo a perda estimada de 1,87 milhão, entre assinantes pagantes e usuários do serviço livre.

Esta queda é bastante superior à erosão de base de 2020, quando o mercado encolheu 830 mil clientes, e maior do que a queda de base em 2019, quando a queda foi de cerca de 1,8 milhão de assinantes. Percentualmente, o tombo de 2021 foi também maior que o de 2019, indicando que já podem ter sido totalmente revertidos eventuais efeitos positivos registrados no período inicial da pandemia, quando as  desconexões se atenuaram. Mas a intensificação das quedas de base decorre justamente de uma aceleração, por parte das operadoras, das desconexões dos planos livre, agora computados pela Anatel, justamente para uniformizar os registros de base e evitar distorções.

Os números da agência também mostram que no mês de dezembro de 2021 a queda foi de quase 410 mil clientes, a maior retração já registrada em um único mês. 

A análise individual de cada operadora mostra dados interessantes. A Claro, maior operadora, teria perdido cerca de 834 mil assinantes de TV paga em 2021, considerando pagantes e os clientes "livres". A Sky, seguindo o mermo critério, perdeu 855 mil; a Oi perdeu outros 176 mil; e a Vivo teve um saldo negativo de 133 mil no ano. O dashboard da Anatel com os dados completos está disponível aqui.

 


terça-feira, 29 de maio de 2018

Crise: TV paga apresenta queda de 8,8 mil clientes em abril

Por Samuel Possebon, da TelaViva News

O mercado de TV por assinatura apresentou queda de 8,8 mil clientes, fechando abril com 17,965 milhões de assinantes. As grandes operadoras, que em março haviam tido um refresco, voltaram a ter quedas significativas em abril. 
A Claro TV (DTH) perdeu 26,5 mil assinantes,  ficando em 1,77 milhão de assinantes. Já a Net (cabo), cresceu 8,4 mil. Com isso, o grupo Claro Brasil, maior operador do país, acumulou queda de 18 mil assinantes, com uma base total de 8,955 milhões de assinantes. A Sky também perdeu base significativamente no mês. 
Foram cerca de 30 mil clientes a menos, fechando com uma base de 5,267 milhões de clientes. Já a Vivo TV acelerou, com 7,5 mil novos clientes, e uma base total de 1,594 milhão de usuários. 
A Oi TV também manteve o crescimento, com 3,2 mil novos assinantes e uma base total de 1,53 milhão. A análise comparativa das pequenas operadoras ficou impossível porque a Anatel fez um ajuste de vários meses na base da Algar, que agora aparece com 119 mil assinantes. 
Com isso, as demais operadoras 498 mil assinantes, contra 468 mil no mês anterior. Segundo os dados da Anatel, a queda de base anual do setor está em 814 mil clientes.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Alta do ICMS sobre TV Paga impacta no custo de vida de fevereiro, diz IBGE

Como era de se esperar, o efeito dominó da decisão de diversos governos estaduais em aumentar a alíquota do ICMS sobre as contas de assinatura de televisão acabou parando no bolso do consumidor. E pesou.
No final de 2015, vários estados, inclusive o Distrito Federal, reajustaram em até 50% o imposto incidente sobre TV paga, seja pelo cabo ou pelo satélite, e internet. A alíquota passou de 10% para 15% e as operadoras já naquela ocasião, avisam que iriam repassar os novos impostos para os consumidores.

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Agora, o IBGE já registrou quanto isso pesou no custo de vida do cidadão. Em média, os gastos com TV por assinatura e internet cresceram 7,86% em fevereiro, impactando no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o mês em 0,90%, de acordo com informações divulgadas na quarta-feira, 9/3.
Pelas estimativas do GDF, a receita, em 2016, proveniente do uso de internet e TV Paga será de R$ 52 milhões. Verba que sairá dos bolsos dos brasilienses, só pra ver TV. Brasília é a campeã de TV por assinaturas. O Distrito Federal é a unidade da federação com a mais alta densidade domiciliar: de cada cem residências, 51,73 possuem TV por assinatura.

Com a taxa de 15% do ICMS, o Distrito Federal também passou a ser a unidade da federação com a mais alta do Brasil. Em Minas Gerais e em Santa Catarina, que também elevaram suas alíquotas, elas passaram para 12% e 12,5%, respectivamente. Nove estados adotaram postura diferente do GDF e não aumentaram a carga tributária sobre TV Paga e mantiveram a alíquota anterior de 10%. São eles: Bahia, Ceará, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, São Paulo e Sergipe.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

País perde assinantes de telefonia fixa e de TV paga em 2015

Com base no Tela Viva News

Sinal da evolução tecnológica e da crise econômica. O Brasil fechou o ano de 2015 com menos assinantes de TV paga e também de telefonia fixa.

Em 2015 foram desativados 1,45 milhão de linhas fixas. As maiores perdas vêm das concessionárias, que desativaram no ano 1,78 milhão de acessos, contra um saldo positivo de 330 mil linhas das autorizadas.
Mas as empresas autorizadas também perderam assinantes no segundo semestre. Entre novembro e dezembro de 2015, foram 93,2 mil linhas a menos e 152,7 mil desde junho. A Telefônica foi a de pior desempenho em dezembro, entre as autorizadas, e a Oi, entre as concessionárias. No ano, a Oi perdeu 1,33 milhão de acessos fixos. A Telefônica perdeu 415 mil assinantes. A Algar cresceu cerca de 8 mil assinantes em 2015.
Entre as autorizadas, o grupo Telecom Americas (Claro/NET/Embratel) continua liderando com 11,6 milhões de linhas. A Oi continua como a concessionária com maior número de assinantes, com 14,9 milhões em dezembro. Em junho, o numero de linha ativas da companhia era de 15,5 milhões.
Segundo a Anatel, em dezembro eram contabilizados 859,1 mil orelhões e 177,2 mil de assinaturas do telefone popular (Aice). A densidade do serviço – número de acessos por grupo de cem habitantes – chegava a 21,24. 

TV paga: queda de 2,8%, em 2015

As operadoras de TV por assinatura perderam, no ano de 2015, um total de 535 mil assinantes, ou uma queda de 2,8%, fechando dezembro com 19,05 milhões de acessos, segundo dados da Anatel divulgados nesta sexta, 29. A queda anual acabou sendo menor do que o acumulado dos últimos 12 meses registrados em novembro porque dezembro foi um pouco menos ruim para o mercado (perda de 113 mil acessos, contra uma perda de 235 mil acessos que havia sido registrada no ano anterior, e porque o mês de novembro de 2014 havia sido especialmente ruim para o mercado, e agora este mês deixa de entrar na conta de variação anual. De qualquer maneira, foi o primeiro ano em que o mercado de TV por assinatura perdeu base desde 2002.
O mês de dezembro foi positivo para as operadoras Net, que cresceu 28,8 mil clientes, para 7,165 milhões de acessos; para a Sky, que voltou a crescer em dezembro, acumulando 31,17 mil novos assinantes e chegando a 5,44 milhões de assinantes; e Oi, que cresceu 1,4 mil clientes e totalizou 1,168 milhão de assinantes. Quem mais perdeu base foi a Claro HDTV, que viu uma erosão de 113 mil clientes em dezembro, fechando o mês e o ano com 2,732 milhões de assinantes. Com isso, o grupo América Móvil (que inclui a Net) perdeu 92 mil assinantes no mês, totalizando 9,9 milhões de assinantes de TV paga.

Desempenho anual


A Net foi a operadora que mais cresceu em 2015. A expansão da operadora, segundo dados da Anatel, foi de 365 mil clientes, ou 5,3%. Já a Claro HDTV foi a que mais perdeu base no ano, com 650 mil assinantes a menos (uma queda de quase 20%). A Sky perdeu quase 200 mil assinantes em 2015 no Brasil, com uma retração de 3,6%, e a Oi perdeu 134 mil clientes, com uma queda de 10,4%. A GVT (hoje Vivo TV) cresceu 13,7%, ou 121 mil clientes, e a Vivo TV cresceu cerca de 2%, ou 15,22 mil clientes.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

TV Paga: crise afeta o setor que perde 100 mil assinantes em setembro

Do Tela Viva News

O mercado de TV paga no Brasil teve uma retração de 100 mil assinantes no mês de setembro, fechando o período em 19,48 milhões de acessos. Individualmente, a operadora que mais caiu foi a Sky, com uma contração de 69,5 mil assinantes, fechando o mês de setembro com 5,537 milhões de acessos.
As operações de TV a cabo do grupo América Móvil, operadas pela Net Serviços, e as operações da GVT pertencentes ao grupo Telefônica/Vivo foram os únicos serviços de TV por assinatura do país a terem crescimento no mês de setembro, segundo dados da Anatel. Todas as outras principais operadoras, segundo levantamento da Anatel, tiveram queda.
A Claro TV também teve uma queda significativa, de 51 mil acessos, para um total de 3,04 milhão de clientes. A OiTV perdeu 10 mil assinantes no mês de setembro, para 1,17 milhão. A Net individualmente cresceu 25 mil assinantes, chegando a 7,09 milhões de clientes, e as operações da GVT (hoje Telefônica/Vivo) cresceram 10,7 mil assinantes, o que compensou a queda de 10 mil assinantes das operações da Vivo TV. Com isso, o grupo espanhol ficou praticamente estável no mês de setembro, mas o grupo América Móvil acabou tendo uma retração de base em função da queda na operadora de DTH.
Também conseguiram um pequeno crescimento as pequenas operadoras de TV paga, que adicionaram cerca de 8 mil assinantes no mês de setembro.
Entretanto, com esse resultado de setembro, os últimos 12 meses do mercado de TV por assinatura acumulam um crescimento líquido de apenas 42 mil assinantes. Mantido o ritmo, é provável que o mercado acumule uma perda de 200 mil a 300 mil assinantes no ano, fechando perto dos 19 milhões, número similar ao de julho de 2014.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

SBT, Record e RedeTV formam empresa para negociar com TV paga

Com base em Lúcia Berbert, do Tela Viva News, e no site Administradores.com

Cade aprova união de SBT, Record e RedeTV para licenciamento de programação

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrição, a joint-venture composta pelas TVs abertas SBT, Record e RedeTV.  As três emissoras se uniram para formar uma quarta empresa, independente, que visa atuar no licenciamento de canais de programação para prestadoras de serviços de TV por assinatura. 
Juntas, SBT, Record e RedeTV representam uma audiência de 34,7% do mercado de TV aberta, abaixo apenas da Globo, que detém 57,6%. 
A joint venture gerará receita através da cobrança da disponibilização de seus canais para a TV fechada. A iniciativa vem em um momento em que as empresas em questão consideram especialmente relevante a participação na televisão por assinatura, já que no momento atual a TV aberta vem perdendo espaço para outras plataformas, fator que afeta negativamente a capacidade das requerentes de investir em aperfeiçoamento tecnológico e desenvolvimento de novos conteúdos.
Segundo as redes, juntas nas TVs pagas, a audiência alcançada em 2014 chegou a 16,92% tomando como base o dia inteiro de transmissão e 16,76% no horário nobre, conforme dados do Ibope. Ou seja, inferior aos 20% que caracteriza poder de mercado significativo.
A expectativa das redes é que, ao final da digitalização dos canais, a Anatel opte por extinguir o carregamento obrigatório das TVs abertas pela TV paga, o que abriria espaço para o licenciamento oneroso dos canais abertos já digitalizados.
O Cade entende que o cenário competitivo pode mitigar o uso de poder de mercado pela nova companhia (Newco) e, além disso, as empresas incluíram uma cláusula de não-concorrência no acordo. 
A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) e a Sky, que entraram no processo como terceiras interessadas, bem como outras operadoras ouvidas pelo órgão antitruste, apresentaram os problemas que poderão advir da operação. Entre eles o aumento dos custos das operadoras de TV por assinatura, com provável repasse aos seus assinantes, haja vista a essencialidade dos canais das requerentes no mercado brasileiro de TV por assinatura; em caso de impossibilidade de distribuição dos sinais digitais das requerentes, elevada probabilidade de perda de assinantes e, consequentemente, de competitividade no mercado, o que poderia gerar ainda mais concentração no mercado de operação de TV por assinatura; e aumento injustificado de poder de barganha das requerentes, por meio da criação da joint-venture, sem qualquer contrapartida em termos de eficiências geradas pela operação.
Para o Cade, mesmo com o oligopólio existente no mercado – Net e Sky detêm 83% do total de assinantes – as pequenas operadoras, representadas pela Neo TV, têm também poder de barganha para negociar com as TVs abertas. Além do mais, o órgão antitruste afirma que as duas maiores operadoras já estão pagando a Globo para transmitir sua programação digital, como permite a lei 12.485/11, sem prejuízos aparentes para o mercado. Ressalta também que a ausência de maiores dificuldades, por parte dos consumidores, em acessarem, gratuitamente, os sinais das TVs abertas por outros meios que não pelas operadoras de TV por assinatura.

O órgão antitruste ressalta que a Anatel não se pronunciou até o momento quanto ao modelo regulatório que passará a ser adotado após a transição entre os modelos de TV aberta analógica e digital, com prazo determinado para novembro de 2018, embora haja a possibilidade de postergação deste prazo para o início efetivo da distribuição dos sinais digitais das TVs abertas em todo o País. Mas acredita que a agência adotará um dos seguintes modelos: must carry/must offer, obrigação regulatória semelhante ao modelo vigente, sem remuneração para as radiodifusoras pelo carregamento dos seus sinais digitais pelas operadoras de TV por assinatura; must carry/retransmission consent, obrigação de carregamento dos sinais digitais por parte das operadoras de TV por assinatura e licenciamento oneroso por parte das radiodifusoras; e o fim da obrigação do must carry, com livre negociação entre as radiodifusoras e as operadoras de TV por assinatura, como espera a Newco.

terça-feira, 30 de junho de 2015

TV Paga: mercado retrai pela segunda vez neste ano

Do Telaviva News

Com 19,719 milhões de acessos, a TV paga fechou maio com ligeira queda de 0,21% em relação a abril, segundo dados da Anatel divulgados por meio do banco de dados da agência. Foi o segundo mês consecutivo em queda, apesar de ainda se tratar de um aumento de 0,31% em relação ao tamanho da base em janeiro.

Com 10,199 milhões de acessos, o grupo América Móvil (Claro hdtv e Net Serviços) é líder isolado do mercado brasileiro, com 51,72% de share, apesar de ter demonstrado queda de 0,25% em relação a abril. A operação de DTH do grupo soma 3,248 milhões de acessos (perda de 52 mil clientes no mês), enquanto a operação de TV a cabo totaliza 6,951 milhões de assinantes (crescimento de 26,9 mil clientes).
Em segundo lugar vem a Sky, com 28,9% (5,698 milhões, diminuindo 0,45% a base); a Oi, com 6,04% (1,191 milhão de acessos, recuo de 1,31% na base); GVT, com 4,97% (979,4 mil, aumento de 2,14%); Vivo, com 4,10% (807,6 mil, crescimento de 1,12%); e os demais, que juntos contam com 4,28% (843,2 mil). Considerando-se a fusão da GVT com a Vivo (que em maio ainda não havia sido finalizada), a companhia resultante teria 9,06% do mercado, com 1,787 milhão de conexões.

A tecnologia dominante continua sendo a da TV por satélite (DTH), com 11,897 milhões de acessos. Por sua vez, a TV a cabo contou com o segundo maior grupo: 7,685 mil conexões. A TV por fibra até a residência (FTTH) ainda registrou 121,9 mil acessos, todos da Telefônica em São Paulo. O MMDS tinha 11,1 mil acessos, e a TVA contava com 3.253 acessos.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

TV Paga: governo briga na justiça para que canais respeitem cotas de conteúdo nacional

Da Ascom-AGU


A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu na quinta-feira (25/06), no Supremo Tribunal Federal (STF), a validade de lei que obrigou as empresas de televisão por assinatura a exibirem um mínimo de conteúdo nacional na programação, estabeleceu restrições para a concentração de propriedade no setor e definiu a competência da Agência Nacional de Cinema (Ancine) para fiscalizá-lo. A constitucionalidade dos dispositivos legais é questionada em ações ajuizadas pelo partido Democratas e por associações de empresas do ramo.

Os autores das ações alegam que a Lei nº 12.485/11, que estabeleceu um novo marco regulatório para a televisão paga no Brasil, fere a livre concorrência e os interesses dos consumidores, além de conceder à Ancine poderes supostamente excessivos para regulamentar a comunicação social no país.

Contudo, a AGU argumentou que as restrições à concentração de propriedade previstas na lei buscam tão somente efetivar o artigo 220 da Constituição Federal, que veda a formação de monopólios e oligopólios dos meios de comunicação social. Segundo a Advocacia-Geral, ao abrir o mercado para exploração de todas as empresas interessadas, a lei induziu a competição no setor, o que se traduziu em maior oferta de produtos e diminuição dos preços cobrados do consumidor.

"O próprio estabelecimento de regras claras para o setor gera um ambiente de segurança jurídica. O ambiente de segurança jurídica, por sua vez, viabiliza o aumento da concorrência. Com a concorrência, os preços tendem a diminuir. Reduzindo os preços, o número de pessoas que terão acesso ao serviço cresce", explicou a secretária-geral de Contencioso da AGU, Grace Maria Fernandes, em sustentação oral no plenário do tribunal.

De acordo com Grace Fernandes, os números de expansão do mercado de TV por assinatura após a entrada em vigor da lei comprovam a contribuição que o novo marco regulatório deu para o incremento do setor. O número de assinantes do serviço, por exemplo, saltou de 9,8 milhões em 2010 para 19,6 milhões em 2014. Já o faturamento anual das empresas do ramo cresceu de R$ 12,7 bilhões para R$ 32 bilhões no mesmo período.
Incentivo à produção nacional

A AGU também destacou que as exigências de conteúdo nacional previstas na lei têm como objetivo promover a cultura nacional e estimular a produção independente, conforme a própria Constituição, em seu artigo 221, determina que seja feito. Segundo a Advocacia-Geral, a interferência é mínima e plenamente compatível com o princípio da liberdade econômica, tendo em vista que se exige das empresas do ramo que reservem um mínimo de apenas três horas e trinta minutos da programação semanal, ou seja, apenas 2% do tempo disponível, para conteúdo brasileiro.

Grace Fernandes lembrou que alguns países europeus chegam a obrigar as empresas do ramo a dedicarem 50% da programação para conteúdo nacional. Além disso, observou a secretária-geral de Contencioso da AGU, a regulamentação atinge apenas as empresas e não interfere, de maneira alguma, na escolha do consumidor, que segue tendo a opção de assistir ao que desejar. "A finalidade é permitir que a produção nacional tenha condições de competir com a estrangeira", acrescentou.

Regulamentação

Também foi esclarecido pela AGU que os poderes dados pelo novo marco regulatório da televisão por assinatura à Ancine, entre eles o de que as empresas se credenciem previamente junto à autarquia, têm como objetivo apenas garantir que a lei seja cumprida. Segundo a Advocacia-Geral, a agência foi criada justamente para fomentar, regular e fiscalizar a indústria audiovisual.

A tese foi acatada pelo relator das ações no STF, o ministro Luiz Fux. "O consentimento prévio da administração pública é uma etapa necessária para o exercício regular de certas liberdades, como a exploração de atividade de programação e empacotamento de conteúdo audiovisual. Isso é uma atividade regulada pelo Estado, que exige um credenciamento até para verificar se os requisitos exigidos estão sendo cumpridos. E não são exigidos documentos que possam causar nenhum gravame: CNPJ, nome fantasia, data da constituição, endereço eletrônico e etc. A ingerência estatal fiscalizatória e punitiva surge como garantia da efetividade da disciplina jurídica", afirmou.

Fux também descartou a existência de qualquer inconstitucionalidade nas cotas para conteúdo nacional e nas restrições à concentração de propriedade. Para o ministro, apenas um dispositivo da lei que estende às agências de publicidade brasileiras proteção semelhante dada à produção audiovisual nacional pode ser considerado indevido. O julgamento foi suspenso após o voto do relator.

Atua no caso a secretaria-geral de Contencioso, órgão da AGU responsável por defender a União judicialmente no STF.
Ref.: ADIs 4679, 4747, 4756 e 4923 - STF

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

TV paga cresce 8,65% em 2014 e chega a quase 20 milhões de assinantes

Do Teletime News

O crescimento do mercado de TV por assinatura ficou abaixo dos dois dígitos em 2014. De acordo com levantamento da Anatel, o serviço fechou o ano com 19,58 milhões de assinantes, um crescimento de 8,65% em relação aos 18,02 milhões de assinantes no final de 2013. O crescimento ainda é substancial, mas bem menor que o apresentado em 2013, quando o setor cresceu 11% - e que já foi o menor índice de crescimento registrado desde 2005, quando o mercado se expandiu 9%.
A grande surpresa dos dados da Anatel, com forte impacto nos resultados do setor no ano, que caminhava para crescer mais de 10%, foi a Claro hdtv, que teve um crescimento líquido negativo de 395 mil assinantes em dezembro. Segundo apurou este noticiário, esse número reflete, na verdade, uma limpeza na base feita em função de inadimplência. Em nota, a operadora confirmou: “A Claro informa que a queda no número de assinaturas da Claro TV, registrada no fechamento de dezembro de 2014, ocorreu devido à retirada de clientes inadimplentes de sua base”.
A Claro já vinha reportando um número "limpo" para os programadores, na expectativa de conseguir recuperar esses clientes sem a necessidade de fazer o ajuste na Anatel, já que eram assinantes ainda com os equipamentos instalados, mas como o crescimento em 2014 frustrou as expectativas, a operadora decidiu fazer o ajuste de uma vez, o que levou a operadora a fechar o ano com 3,382 milhões de clientes, com queda de 6% no ano. A Net Serviços manteve o ritmo de crescimento no mês de dezembro, adicionando cerca de 70 mil clientes e crescendo no ano 12% em 12 meses. Ao todo, o grupo Telmex fechou o ano com 10,182 milhões de clientes em TV paga.
De acordo com os dados da agência, 29,84% dos lares brasileiros contavam com o serviço de TV paga no final de 2014.
A limpeza na base da Claro afetou a performance da plataforma DTH, que vinha apresentando, há anos, crescimento superior à média do mercado. Em 2014, a plataforma perdeu quase um ponto percentual de participação de mercado, caindo de 61,75% para 60,98%. Já o cabo aumentou pouco a sua participação, subindo de 38,11% para 38,46%. A plataforma fiber-to-the-home, que sequer era contabilizada pela Anatel em dezembro de 2013, fechou 2014 com participação de 0,49%.
Mesmo com a redução apresentada em dezembro, a Telmex fechou o ano com participação de 51,9% de mercado, seguida pela Sky, com 28,8%; Oi, com 6,65%; GVT, com 4,5%; e Telefônica, com 3,93%. Big Brasil, Algar, NossaTV, Cabo e Copel ficaram com 0,78%, 0,62%, 0,63%, 0,25% e 0,02%, respectivamente. Outros grupos fecharam o ano com 1,81%.
Entre os destaques de crescimento do mês de dezembro estão a Oi, que ampliou sua base em quase 100 mil assinantes, para 1,3 milhão de clientes, e a Net Serviços. As demais operadoras ficaram estáveis em dezembro.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

TV Paga: assinantes chegam a 18,58 milhões no Brasil

Do Tela Viva News

O grupo Telmex, composto por Claro, Embratel e Net, lidera com 53% do mercado,

De acordo com o balanço do mercado de TV por assinatura referente ao mês de abril, o serviço chega a 18,58 milhões de residências.  O ritmo de crescimento anual manteve-se estável em relação ao mês de março, em 9,49% ao ano. No mês, o crescimento foi de 0,9%. De cada cem domicílios, 28,46 possuíam o serviço, segundo o indicador "Densidade dos Serviços de TV por Assinatura", que é a relação percentual entre o número de assinaturas e o número de domicílios estimado a partir dos dados publicados pelo IBGE, em sua Síntese de Indicadores Sociais.

O grupo Telmex – composto por Claro, Embratel e Net – segue liderando com 53% do
 mercado, ou 9,954 milhões de clientes, sendo 6,26 milhões da Net (crescimento de 60 mil clientes) e 3,69 milhões da Claro hdtv (crescimento de 18 mil de assinantes).  
Em segundo lugar aparece a Sky com 5,510 milhões de clientes (cerca de 30 mil assinantes), o que dá a operadora uma fatia do mercado estimada em 29%.
A Oi com 842.143 clientes (crescimento de 13 mil clientes) aparece bem atrás das líderes com 4,5% de participação. . Depois, em quarto lugar com 776.477 clientes vem a GVT. De março a abril, a empresa somou 23.512 clientes. Já a Vivo TV cresceu 10 mil clientes, para 607 mil assinantes.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

TV Paga: Conselho de Comunicação aprova regulamento de qualidade para TVs por assinatura


Da Agência Senado
O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional aprovou na última segunda-feira, 10, a proposta de Regulamento de Gestão da Qualidade (RGQ) das Prestadoras dos Serviços de Televisão por Assinatura. O RGQ foi analisado pelos conselheiros, que levaram em conta o Código de Defesa do Consumidor e as leis de comunicações específicas do setor. O conselho tem, por lei, a prerrogativa de avaliar a regulamentação do Serviço de Acesso Condicionado.
O texto será devolvido à agência com sugestões de mudanças. A ressalva do conselho é sobre a necessidade de uma definição formal do que seriam empresas de pequeno porte na área de TV por assinatura, como consta no texto.
O relator da matéria, engenheiro Roberto Franco, descreveu as sugestões de modificação uma a uma. Entre elas, o fato de a proposta exigir que as transferências entre operadores durante o atendimento telefônico aos usuários durem menos de um minuto em 100% dos casos. "Essa meta, por não prever o imponderável, afasta-se da razoabilidade técnica e precisa ser revisada pela agência", afirmou.
O conselheiro elogiou a determinação de tratamento isonômico dos usuários. Nessa linha, pediu a igualdade entre as metas de solução de problemas do RGQ da TV por Assinatura e as já impostas às provedoras de Internet, por meio do RGQ do Serviço de Comunicações Multimídia, em vigor desde 2011. A Anatel fixou um índice de atendimento de 98% da demanda para as TVs, quando as provedoras de internet têm meta de resolver 95%.
Franco sugeriu, também, a adoção de um prazo de pelo menos 180 dias para as prestadoras se adaptarem ao regulamento. Ele argumentou que as empresas precisam de tempo para que as prestadoras adaptem seus processos e treinem seu pessoal antes da regra começar a valer. Por outro lado, pediu a redução do prazo de 60 meses para armazenamento de dados. De acordo com o conselheiro, isso encareceria o serviço. Atualmente o prazo é de 24 meses.
Indicadores
Entre os indicadores de qualidade, encontra-se no texto proposto pela Anatel o limite de 2% para a relação entre a quantidade de reclamações recebidas pela prestadora e o total de assinantes no mês correspondente. Da mesma forma, não pode ser superior a 2% o índice que registra as reclamações recebidas pela própria prestadora e aquelas recebidas pelos canais de atendimento da Anatel.
O novo regulamento prevê a realização de pesquisas de satisfação com os usuários dos canais por assinatura para que se registre a percepção dos consumidores a respeito da qualidade do serviço. As pesquisas comporão série histórica e poderão ser comparados os resultados ao longo do tempo.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

TV Paga: Brasil fecha 2013 com 18,02 milhões de assinates

Por Samuel Possebon.em Pay-TV News

O Brasil fechou 2013 com mais de 18 milhões de assinantes de TV paga. Mais precisamente 18,02 milhões. A notícia nem tão boa foi que o crescimento anual foi de 11,3%, o que é um percentual importante, mas é o menor índice de crescimento registrado desde 2005, quando o mercado se expandiu 9%. Em uma década, contudo, o mercado de TV por assinatura cresceu mais de 330%. Ao final de 2004 eram apenas 4,2 milhões de assinantes, como base de comparação.
O movimento de desaceleração da taxa de crescimento do mercado é constante há algum tempo, com um declínio mensal permanente no comparativo anual, que ainda não mostra uma tendência muito clara de estabilização.
O que é constante na análise é que existe uma concentração do crescimento em apenas cinco operadoras: Net, Claro TV, Sky, GVT e Telefônica/Vivo. A Oi Está perdendo base há alguns meses e em dezembro despencou 62 mil usuários, segundo os dados da agência, e agora tem 829 mil assinantes. A Sky vem acelerando novamente o ritmo e foi a operadora que mais cresceu em números absolutos em dezembro, adicionando 54 mil clientes a sua base e chegou a 5,37 milhões, voltando a ter um número de clientes acima do que tinha em abril, quando cortou mais de 200 mil usuários que estavam inadimplentes mas permaneciam conectados.
A Net cresceu 34 mil clientes em dezembro e fechou o ano com 6,06 milhões de assinantes. A Claro TV cresceu 33 mil clientes e tem 3,6 milhões de assinantes.  A GVT manteve o ritmo de 30 mil novas adições líquidas e alcançou 677 mil clientes, enquanto a Vivo TV cresceu 8 mil clientes líquidos e chegou a 594 mil assinantes.
No balanço anual, a operadora que mais ganhou clientes em números absolutos foi a Net Serviços, que conquistou 687 mil clientes e cresceu, com isso, 12,7% no ano. A Claro TV cresceu 480 mil clientes no ano, ou cerca de 15,3%. A Sky, mesmo com uma sensível perda de base no primeiro semestre, cresceu 332 mil assinantes, acumulando um crescimento anual de 6,6%. A Oi, apesar do desempenho fraco no final de 2013, ainda teve um saldo líquido de 80 mil clientes em 2013 e um crescimento de pouco mais de 10%. A GVT teve o maior crescimento proporcional (59%) e conseguiu adicionar 226 mil clientes em sua base. E a Vivo TV, que só voltou a crescer no final do ano, teve uma perda anual de 8 mil clientes. O restante do mercado cresceu menos de 2 mil clientes.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

TV paga chega a 17,9 milhões de assinantes em novembro, mas segue desacelerando

Da Pay-TV News

O mercado brasileiro de TV por assinatura fechou novembro de 2013 com 19,921 milhões de assinantes, segundo dados da Anatel. A taxa anualizada de crescimento é de 12,2%, seguindo a tendência de desaceleração registrada ao longo de todo o ano de 2013.
Em números absolutos, o crescimento nos 12 meses acumulados em novembro foi de 1,954 milhão de novos assinantes, abaixo do patamar de 2 milhões que vinha se mantendo há mais de dois anos.
A Net foi a operadora que mais cresceu em novembro, com 70,1 mil novos clientes. Em seguida, veio a Claro TV, com 45,6 mil, acompanhada de perto pela Sky, com 42,9 mil. A Oi continua perdendo base, num processo iniciado em setembro. Em novembro, a operadora perdeu mais 8,7 mil assinantes. Já a GVT cresceu 30,9 mil, e a Telefônica/Vivo cresceu 15 mil.

terça-feira, 9 de julho de 2013

TV Paga: Brasil encerrou 2012 como 7º maior mercado

Do Teletime news

Com suas mais de 16,2 milhões de residências com TV por assinatura, o Brasil encerrou 2012 como o sétimo maior mercado de TV paga do mundo, embora o número de domicílios seja consideravelmente menor que os mais de 100 milhões de lares que têm Índia e Estados Unidos e os mais de 230 milhões da China.
Os dados são parte de um levantamento da Digital TV Research, que contabiliza um total de 772 milhões de domicílios com TV paga no mundo ao final do último ano – eram 585 milhões em 2008. A região Ásia-Pacífico foi responsável por dois terços das adições líquidas (126 milhões).
As receitas globais de TV por assinatura somaram US$ 184 bilhões em 2012, 28,5% a mais que os US$ 143 bilhões registrados quatro anos antes. A América do Norte responde sozinha pela metade desse montante. Embora a plataforma de cabo tenha sido a que gerou mais receitas (US$ 87 bilhões) em 2012, a consultoria identifica uma tendência de estagnação e prevê que em pouco tempo ela será superada pelo DTH. As receitas de IPTV no último ano foram de US$ 12 bilhões.
O estudo ainda destaca o avanço da digitalização da TV por assinatura, passando de uma penetração de 28,6% para 54,7% entre 2008 e 2012. A plataforma de cabo digital somou 273 milhões de residências ; a de DTH, 178 milhões em TV paga e outros 118 milhões free-to-air; e a de IPTV, 69 milhões. Eram 652 milhões de domicílios com tecnologia analógica ao final de dezembro último (411 milhões de casas com TV terrestre analógica e 242 milhões com cabo analógico).
Confira abaixo os 10 maiores mercados de TV por assinatura:
DomicíliosPenetração
China                 232,8 milhõesHolanda                       100%
Índia                  116,7 milhõesDinamarca                    97%
EUA                   100,2 milhõesBélgica                           96%
Japão                   25,1 milhõesHong Kong                    96%
Rússia                 23,6 milhõesNoruega                         95%
Alemanha          21,8 milhõesCoreia do Sul                95%
Brasil                  16,2 milhõesSuécia                             92%
Coreia do Sul    16,1 milhõesSuíça                               86%
Reino Unido      14,4 milhõesCanadá                           86%
México                13,0 milhõesEUA                                 86%
 

terça-feira, 7 de maio de 2013

TV paga chega a 16,8 milhões de assinantes no Brasil


A TV por assinatura cresceu 3,83% no primeiro trimestre de 2013, chegando a 16,8 milhões de assinaturas no final de março, segundo informa levantamento divulgado dia 6/5, pela Anatel,. Trata-se de crescimento de 22,9% em relação a março de 2012. Em cada 100 domicílios no país, 27,9 são atendidos pelo serviço de TV por assinatura.
O serviço pela plataforma cabo fechou o trimestre com 6,33 milhões de assinantes, enquanto o DTH chegou a 10,36 milhões.
A Net/Embratel conta com a maior base de assinantes, fechando o mês de março com 8,78 milhões de assinantes, seguida da Sky, com 5,25 milhões.
A Anatel retificou dados referentes a janeiro e fevereiro deste ano, após a correção de informações encaminhadas anteriormente pela Sky. Em janeiro de 2013, a base de assinantes de TV por Assinatura chegou a 16.491.894. Em fevereiro de 2013, foi a 16.635.888.
No crescimento anualizado, o mercado de TV paga está se expandindo a cerca de 23% ao ano. A novidade no mês de março é que a Net Serviços, depois de muitos anos, conquistou mais assinantes líquidos do que a Sky (47 mil contra 41,7 mil) Oi e GVT também tiveram leve crescimento nas vendas em relação ao mês anteriorpossivelmente em função de uma desaceleração da Sky.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

TV Paga: 95% dos novos assinantes são das classes C e D


Do Tela Viva News

Renato Meirelles, sócio-diretor do Instituto Data Popular, apresentou uma pesquisa exclusiva sobre o perfil do usuário de TV por assinatura da classe C e do interior do país durante o Congresso da NeoTV na manhã desta terça-feira, 23.
Ele mostrou dados que apontam o interior do país como um dos drivers do crescimento econômico, bem como a ascenção da classe D para a classe C. A chamada "nova classe média" cresceu mais no interior que nas capitais, segundo a pesquisa. No interior a classe média representa 56% da população, contra 53% da média brasileira e 50% nas capitais. "De cada dez pessoas da classe média, seis moram no interior do país", diz Meirelles.
Para ilustrar a força desse mercado, ele conta que se fosse um país, o interior seria o 11º do mundo em população e o 15º em consumo, somando R$ 1,5 trilhão anual.
Os serviços também cresceram mais nestas regiões. Nos últimos dez anos as conexões à Internet cresceram 30% no interior, contra 10% nas capitais. Seis em cada dez lares têm computador e 27% declararam ter intenção de assinar banda larga nos próximos 12 meses. "A classe média já representa 51% dos internautas brasileiros, e a classe AB apenas 33%", conta Meirelles.

TV paga
O estudo encomendado pela associação aponta que, atualmente, 29% dos assinantes de serviço de TV por assinatura são “entrantes”. Entre os assinantes de classe C este índice é de 33%. E ainda: de cada cem novos clientes de TV por assinatura, 95 pertencem às classes C e D.
O estudo mostra que um quarto da classe média do interior tem TV por assinatura, e que 79% destes emergentes contrataram o serviço nos últimos dois anos. O estudo projeta que em cinco anos a classe média do interior vai alcançar a penetração de TV por assinatura da classe alta, o que representa um mercado potencial de 14,2 milhões de novos domicílios.
A pesquisa mostrou ainda alguns hábitos de consumo e preferências de conteúdo. Apenas 18% dos entrevistados pararam de assistir TV aberta após contratar TV por assinatura. Na televisão paga, os conteúdos mais procurados são séries e filmes (73%), notícias (57%), esporte (53%) e infantil (35%). Entre os entrevistados, 78% têm aparelho de televisão de tubo e 45% já têm televisores de tela fina.
Internet
“É preciso entender a lógica de investimento da classe C”, observou Meirelles. “O consumo é satisfação, oportunidade, pertencimento. É esquecer o passado de restrição, tangibilizar a conquista. É antes de tudo um investimento. É diferente de consumismo”. Ele destacou durante a apresentação a importância também de desviar um pouco o olhar dos grandes centros.
Além da TV por assinatura, a pesquisa trouxe alguns dados sobre o consumo de Internet. Hoje, 51% dos internautas brasileiros são da classe C e 43% possuem conexão wifi. A casa é o principal local de acesso (72%), seguido por lan house (21%) e trabalho (20%). Entre os hábitos de navegação, 51% procuram informação antes de comprar produto ou serviço e 22% buscam informações sobre programação de televisão.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Brasil: TV paga chega a 16,7 milhões de lares


A TV por assinatura registrou 161,8 mil novos clientes em fevereiro deste ano, chegando ao total de 16,7 milhões de domicílios, segundo dados divulgados quinta-feira (21) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).  O crescimento corresponde a subida de 0,98% em relação ao mês anterior.
A Net/Embratel lidera o mercado, com 52,2% de participação, seguida pela Sky/Directv, com 31,3%, enquanto a Oi, participada da Portugal Telecom, tem 4,8%, a Telefônica 3,3% e a GVT 2,8%.
Os serviços de TV por assinatura estão presentes em 27,8% das casas do Brasil. Considerando o número médio de 3,2 pessoas por domicílio, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a TV paga atinge atualmente 53,3 milhões de brasileiros.
A participação do serviço prestado via satélite atingiu 61,6% da base de assinantes no mês passado, e a do serviço a cabo alcançou 37,7% dos assinantes.
Na Região Sudeste, a TV paga chegou a 39,3% dos domicílios em fevereiro. Em seguida, aparece o Sul, com 27,1%, o Centro-Oeste, com 24,8%, o Norte, com 17,6% e o Nordeste, onde 12,6% das casas têm TV por assinatura. O Distrito Federal lidera o ranking das unidades da Federação, onde 50,6% das casas têm o serviço de TV paga. São Paulo tem 48,1% e o Rio de Janeiro 43,3%.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Lei da TV paga causa polêmica no STF

Do Portugal Digital


O conflito de interesses ganha proporções tão vultosas quanto o tamanho do mercado da televisão por assinatura, que tem cerca de 16,2 milhões de assinantes e atinge mais de 50 milhões de espectadores.

Depois de anos de discussão no Congresso Nacional, a nova Lei da Televisão paga enfrenta nova etapa de debates no Supremo Tribunal Federal (STF). Relator de três ações sobre o assunto, o ministro Luiz Fux convocou audiência pública para conhecer os possíveis prejuízos e benefícios da nova lei antes de formar opinião sobre o tema.
Na apresentação de segunda-feira (18), 15 expositores voltaram a mostrar falta de consenso sobre a lei, editada em 2011. O conflito de interesses ganha proporções tão vultosas quanto o tamanho do mercado da televisão por assinatura, que tem cerca de 16,2 milhões de assinantes e atinge mais de 50 milhões de espectadores. Nos últimos anos, o crescimento do setor foi 200%, turbinado pelo crescimento na classe C.
De um lado, representantes do governo, dos consumidores, dos produtores de conteúdo, das entidades civis e de pesquisadores apontaram benefícios como o incentivo à produção nacional, a manutenção de lucros no Brasil, o combate à verticalização do setor de telecomunicações, o aumento de competitividade e, consequentemente, os preços mais atrativos para o consumidor.
"O brasileiro não se vê na TV por assinatura", disse Gésio Passos, do instituto Intervozes. Segundo ele, 97,5% dos canais são norte-americanos, predomínio que pode ser amenizado com a nova lei. Veridiana Alimonti, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, destacou os benefícios da intervenção legal para o cidadão. "Regulação democrática não restringe direitos do consumidor, ao contrário, promove a garantia dos mesmos".
Do outro lado, representantes do setor de telecomunicações e empresários do mercado de radiodifusão e de TV paga alegaram agressão à propriedade intelectual - devido à obrigação de adotar cotas para conteúdo nacional -, redução de atrativos para o telespectador, desestímulo ao investimento estrangeiro, prejuízo às empresas que investiram no setor pioneiramente e intervencionismo desnecessário do Estado.
"Os pequenos players só entram onde interessa. O grande player, que investiu lá atrás, seguindo regras, vai ser prejudicado", disse Mariana Filizola, da Associação NeoTV. Para Oscar de Oliveira, representante da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura, as cotas para produção nacional prejudicam a qualidade da TV por assinatura. "É uma descaracterização dos canais desejados pelos assinantes".
A divergência de opiniões é tanta que um mesmo tema – emprego - foi usado para subsidiar diferentes pontos de vista. Enquanto os entusiastas da lei apontaram a abertura de novas oportunidades com o incentivo da produção local, os críticos indicaram os prejuízos com a mudança de regras que ajudaram a formar o mercado, levando à redução de investimento e fechamento de empresas  consolidadas.
Ao final da audiência, o ministro Luiz Fux disse que o debate foi produtivo, pois deu mais elementos para equilibrar os valores constitucionais envolvidos na questão. Uma nova audiência com mais 15 expositores está marcada para a próxima segunda-feira (25). 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

TV paga: canais internacionais remeteram R$ 1,311 bilhão ao exterior em 2012

Com base no texto de Samuel Possebon, do TelaViva news


Com base nas regras do  Artigo 39 da MP 2.228/01 é possível estimar que a remessa de valores para o exterior pelos canais estrangeiros que são distribuídos pelos serviços de TV Paga totalizou R$ 1,317 bilhão remetido ao exterior em 2012, contra R$ 1,085 bilhão em 2011. Como exigência para poder enviar toda esta fortuna para o exterior, os canais estrangeiros tiveram que recolher em impostos apenas 3%, ou seja No total, o mecanismo recolheu no ano passado R$ 39,5 milhões.
Em 2012, cresceu em 21,4% o recolhimento feito pelas programadoras internacionais de TV paga pelas regras do Artigo 39 da MP 2.228/01, segundo dados da Ancine. No total, o mecanismo recolheu no ano passado R$ 39,5 milhões, contra R$ 32,55 em 2011; R$ 25,7 milhões em 2010 e R$ 22,3 milhões em 2009. Ou seja, desde 2009 o mercado de TV paga propiciou um aumento de 70% no recolhimento previsto no artigo. Este mecanismo do Artigo 39 prevê que, para ficarem isentas do pagamento de 11% de Condecine sobre as remessas feitas ao exterior, as programadoras podem optar por recolher 3% do total remetido em uma conta corrente destinada a coproduções com produtoras independentes. Esse montante deve ser depositado em uma conta monitorada pela Ancine.
O dado que se depreende desses números, contudo, é ainda mais relevante. Aponta o quanto as programadoras internacionais remeteram ao exterior, já que o recolhimento é equivalente a 3% das remessas (admitindo-se que todas optaram pelo recolhimento dos 3% em detrimento do pagamento de 11% em tributos). Foi um total de R$ 1,317 bilhão remetido ao exterior em 2012, contra R$ 1,085 bilhão em 2011 e R$ 857 milhões em 2010. Note-se que isso não representa necessariamente o lucro dos canais, já que muitos dos custos são pagos diretamente no exterior e há recursos que não são remetidos. O valor também não inclui a receita das joint-ventures internacionais que têm sede no Brasil, como Telecine.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Claro TV exibe conteúdo pornográfico no Canal Disney

Do Brasil 247


Por razões não esclarecidas, imagens de um canal adulto entraram no lugar da programação infantil, quando devia estar passando as aventuras dos irmãos "Phineas e Ferb". Falha gerou boletim de ocorrência de pais indignados

A Claro TV exibiu, na manhã da última quinta-feira, imagens de um canal adulto durante a programação do Canal Disney. A notícia foi revelada pelo colunista Mauricio Stycer, do UOL. Segundo ele, a assinante Paula de Toledo Piza flagrou os filhos de 8 e 4 anos assistindo ao conteúdo impróprio, de sexo explícito.
Por razões não esclarecidas, imagens de um canal adulto entraram no lugar da programação infantil, quando devia estar passando as aventuras dos irmãos "Phineas e Ferb". Os pais das crianças registraram um boletim de ocorrência e prometeram cancelar a  assinatura.
A empresa admitiu o problema. Ao blog de Stycer, a Claro TV escreveu que "Na manhã de hoje detectamos que dois de nossos canais transmitidos tiveram a sua programação trocada. A questão foi diagnosticada prontamente por nossos técnicos e a correção foi feita em 8 segundos. Nossa equipe está agora analisando a origem da alteração indevida de canais, que nunca aconteceu antes em nossa programação. Todas as hipóteses estão sendo analisadas. O sinal trocado foi enviado para menos de 800 clientes."