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sábado, 13 de março de 2021

A regionalização da produção pelas mãos do Cade

 

Programa Carrosel, na TV Brasília, marcou época na
transmissão local de conteúdos na Capital Federal

Avaliando as chamadas “condutas anticompetitivas” nos segmentos de TV aberta e por assinatura, o Cade aponta que a estruturação em redes, para efeitos de concentração, "é negativa, pois limita a variedade de conteúdo, sendo transmitida menos programação do que existiria, se cada geradora fosse diretamente responsável pelos produtos audiovisuais transmitidos".


Por Chico Sant’Anna*
Publicado originalmente no Observatório da Imprensa

 

 A Constituição Federal definiu, após mobilização da Fenaj, Fitert e Fitel, que a produção educativa, cultural e jornalística no rádio e na televisão deve ser regionalizada. O artigo 221, porém, nunca vigorou devido à falta de regulamentação. Não por falta de iniciativas. A pressão de grandes redes midiáticas e a chamada bancada da mídia nunca permitiram que isso acontecesse. Agora, estudo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade, órgão do ministério da Justiça com poder de avaliar a existência de cartéis e monopólios na economia brasileira, pode fazer com que a regionalização venha acontecer.

Desde 1988, a concentração da produção midiática se exacerbou, chegando ao rádio. Pela lei, não existe emissora repetidora de rádio. Todas são geradoras e, como tal, obrigadas a produzir localmente seus conteúdos. O modelo da TV, contudo, migrou pro rádio. Emissoras regionais passaram a ser simples retransmissoras da produção do Centro-Sul, notadamente, do Rio de Janeiro e São Paulo.

Avaliando as chamadas “condutas anticompetitivas” nos segmentos de TV aberta e por assinatura, o Cade aponta que a estruturação em redes, para efeitos de concentração, "é negativa, pois limita a variedade de conteúdo, sendo transmitida menos programação do que existiria, se cada geradora fosse diretamente responsável pelos produtos audiovisuais transmitidos".

Para o Cade, a concorrência pela audiência das programações só ocorre entre as cabeças de rede de abrangência nacional. "Historicamente, a última entrada significativa no mercado de cabeças de rede nacionais se deu em 1999, com a entrada da Rede TV. Portanto, tal mercado não é dinâmico. O mercado é também altamente verticalizado, uma vez que para se tornar uma cabeça de rede nacional, a empresa deve atuar simultaneamente nas etapas de transmissão de conteúdo, programação e produção de conteúdo", aponta o órgão.

Embora o Cade não mencione, há o inciso II, do artigo 221, até hoje desrespeitado, que prevê a produção independente que objetive a divulgação da cultura nacional e regional.

A bandeira da regionalização, levantada na década de 80 pelos trabalhadores do setor, tinha como pano de fundo preservar as diferentes culturas regionais, dar espaço a valores locais, evitar a pasteurização da informação, e fomentar maior geração de emprego e renda.

Gerações que nasceram após o advento das transmissões via satélite não vivenciaram os telejornais locais, que tratavam de temas locais, nacionais e internacionais. Tão pouco os programas musicais e humorísticos das diversas cidades. Aqui mesmo no DF, a TV Brasília embalou gerações com programas do tipo Carrossel, Quem Sabe Viaja. Nomes como Carranquinha e Titio Darlan encantaram milhares de crianças. Hoje, não teriam espaço na grade de programação.

Na música, valores locais como Ney Matogrosso, Cassia Eller, Paralamas do Sucesso, dentre tantos outros, só conseguiram vingar depois que migraram para o Rio e São Paulo e lá obter a visibilidade midiática que só as cabeças-de-rede propiciam. Até no Jornalismo, do Planalto Central, muita gente foi buscar espaço no Rio e São Paulo. Vide os casos recentes de Poliana Abrita e Tadeu Schmidt, mas no passado teve também Amália Rocha, Mauro Naves, Ana Paula Padrão, Leilane Neubarth, dentre vários e várias outras.

Para as empresas é mais barato produzir e mais fácil gerir uma só grade de programação, difundida nacionalmente. Se reduz custos, este modelo diminui a oferta de trabalho, a diversificação cultural e informativa e fortalece uma agenda temática formulada a partir de uma única perspectiva. Com as grandes redes, o caboclo da Amazônia sabe mais das enchentes do Tietê do que as dos igarapés amazônicos.

O Cade aponta ainda como condutas anticompetitivas os contratos de direito de transmissão de eventos esportivos. "Principalmente com relação ao abuso de poder econômico, abuso de posição dominante e acordo de exclusividade". Nos anos 70, em Brasília, podia se ver o futebol do Rio, na Globo, o paulista, na Bandeirantes, e o do Rio Grande do Sul, na TV Nacional – hoje TV Brasil – já que os generais de plantão apreciavam o futebol gaúcho. Hoje, na maioria dos casos, o jogo é um só para todo o Brasil. O espectador é obrigado a torcer ou secar times que não lhe dizem nada culturalmente.

Não se sabe até onde o Cade pretende levar suas conclusões. Pautaria o governo a disciplinar a regionalização da produção de rádio e TV? O momento atual, em que o Palácio do Planalto tem se bicado com a maioria dos grandes conglomerados midiáticos, pode ser um elemento motivador para que o Executivo proponha um novo modelo.

Pensar num país com as dimensões do Brasil com um só cardápio de conteúdos midiáticos é ruim e joga contra a criatividade regional. Entretanto, mudar de supetão as regras da produção teleradiofônica, principalmente depois dos efeitos econômicos da Covid, pode ser nocivo à maioria dos meios de comunicação e levar alguns à sucumbência.

Regulamentar o artigo 221 por “canetada”, seja medida provisória ou norma do Cade, não seria de bom alvitre. O Congresso Nacional é que deveria tomar à frente a responsabilidade. Junto com a regionalização, a exemplo do que ocorre em países como a França, deveria pensar também na regulamentação da distribuição de verbas publicitárias, públicas e privadas, para que mídias locais, regionais e nacionais sobrevivam. Lá, canais nacionais de TV, por exemplo, não veiculam propaganda do varejo. Essa publicidade cabe às mídias locais, impressas, radiofônicas ou televisivas. 

Mas esse é um debate mais profundo, que fica para outro artigo.

 

 

*Chico Sant’Anna é jornalista, documentarista e pesquisador em Comunicação, com Doutorado pela Universidade de Rennes 1 – França. Durante a Constituinte, era vice-presidente Regional da Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj, tendo atuado diretamente nas gestões para a redação do Capítulo da Comunicação Social, na Constituição de 1988.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Análise das mídias: imprensa ignora o desmatamento na Amazônia, em janeiro

Desde o início de 2015, janeiro de 2016 apresentou a cobertura sobre o desmatamento na Amazônia menos expressiva.

Do Mídia e Amazônia

De 2015. janeiro de 2016 foi o mês que registrou o menor número de notícias sobre o desmatamento na Amazônia. 
Além disso, a menção aos dados de monitoramento do desmatamento na Amazônia atingiu o menor nível desde o início de 2015, aparecendo em apenas um texto.
O monitoramento de 44 jornais diários e quatro revistas semanais realizado pelo Mídia e Amazônia registrou que somente 18 matérias no mês, sendo que o tema não ocupou mais que uma ou duas linhas na maioria delas.
Nesse universo, as mudanças climáticas seguiram a tendência do ano passado e foram o tema principal em quase um terço dos textos, relacionando o desmatamento ao aquecimento global. 
E, numa inversão de tendência, o poder público perdeu o posto de ator mais consultado e as universidades e seus pesquisadores ganharam espaço em janeiro, marcando presença em quase metade das matérias analisadas.
As causas e soluções para o desmatamento estiveram presentes em pouco mais de um quarto do noticiário com dimensão média, o equivalente a duas matérias. Já os impactos chegaram à marca de 42,9%, um percentual expressivo, mas que em números absolutos representa apenas três casos.
Temas relacionados ao desenvolvimento continuaram negligenciados pela imprensa, e o desenvolvimento sustentável foi abordado em apenas uma matéria durante todo o mês de janeiro. 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Ancine disponibiliza R$ 60 milhões para TVs públicas

Ancine abre inscrições dos editais de linha de produção voltada às TVs públicas


A Ancine abriu as inscrições para cinco chamadas públicas regionais da Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas, do Programa Brasil de Todas as Telas. São elas os Prodav 08, 09, 10, 11 e 12. O período de inscrição encerra-se em 31 de março de 2016.
Pelo segundo ano consecutivo, a linha disponibiliza R$ 60 milhões, em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), para investimentos em obras destinadas ao campo público de televisão, nos segmentos de TV universitária, comunitária e educativa e cultural.
Com o objetivo de regionalizar a produção de conteúdos audiovisuais independentes, os editais são divididos pelas cinco regiões do País disponibilizando R$ 12 milhões para cada. Este ano o edital da Região Sudeste será fracionado entre RJ/SP e MG/ES, destinando metade do valor para cada parte. Compostos majoritariamente por obras seriadas, os cinco editais fomentarão a produção de 56 obras – 26 destinadas ao público adulto, 10 ao público jovem e 20 ao público infantil – totalizando mais de 200 horas de programação.
Os perfis de programação foram definidos a partir das propostas levantadas durante o Seminário de Programação da Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas, que aconteceu na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, nos dias 7 e 8 de dezembro.

Os editais desta linha serão operados por meio de uma parceria entre a Ancine, a secretaria do Audiovisual do ministério da Cultura e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e contam com o apoio da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM) e Associação Brasileira de Emissoras Públicas Educativas e Culturais (ABEPEC).

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

[Veja o Vídeo] Como são as relações Mídia e Legislativo?

Como é a relação Imprensa e Poder Legislativo?
Qual é a imagem da classe política transmitida pelos veículos de comunicação à opinião pública?
Que papel desempenham as mídias legislativas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal?
Existe a necessidade de se criar uma legislação que regule a mídia no Brasil?
Essas e outras questões fazem parte do programa Cidadania, Mídia e Legislativo , da TV Senado, que recebeu a pesquisadora em Comunicação, Zélia Leal Adghirni.

Leia também: 

Jornalista e professora de Comunicação, ela acaba de organizar o livro “Jornalismo e Poder Legislativo” . A obra que reúne pesquisas científicas em Comunicação Social analisa o relacionamento entre a mídia e o Poder Legislativo.
A grade de veiculação na TV Senado do programa Cidadania, Mídia e Legislativo e a seguinte:
      • Domingo (15/11): 7h00
      • 2ª feira (16/11): 20h30
      • 3ª feira (17/11): 7h30
      • 4ª feira (18/11): 8h30
      • 5ª feira (19/11): 13h00
      • 6ª feira (20/11): 20h30.
Veja também os  Cidadanias:

O Cidadania Mídia e Legislativo também está disponível na Internet. Veja abaixo .


sexta-feira, 26 de junho de 2015

TV Paga: governo briga na justiça para que canais respeitem cotas de conteúdo nacional

Da Ascom-AGU


A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu na quinta-feira (25/06), no Supremo Tribunal Federal (STF), a validade de lei que obrigou as empresas de televisão por assinatura a exibirem um mínimo de conteúdo nacional na programação, estabeleceu restrições para a concentração de propriedade no setor e definiu a competência da Agência Nacional de Cinema (Ancine) para fiscalizá-lo. A constitucionalidade dos dispositivos legais é questionada em ações ajuizadas pelo partido Democratas e por associações de empresas do ramo.

Os autores das ações alegam que a Lei nº 12.485/11, que estabeleceu um novo marco regulatório para a televisão paga no Brasil, fere a livre concorrência e os interesses dos consumidores, além de conceder à Ancine poderes supostamente excessivos para regulamentar a comunicação social no país.

Contudo, a AGU argumentou que as restrições à concentração de propriedade previstas na lei buscam tão somente efetivar o artigo 220 da Constituição Federal, que veda a formação de monopólios e oligopólios dos meios de comunicação social. Segundo a Advocacia-Geral, ao abrir o mercado para exploração de todas as empresas interessadas, a lei induziu a competição no setor, o que se traduziu em maior oferta de produtos e diminuição dos preços cobrados do consumidor.

"O próprio estabelecimento de regras claras para o setor gera um ambiente de segurança jurídica. O ambiente de segurança jurídica, por sua vez, viabiliza o aumento da concorrência. Com a concorrência, os preços tendem a diminuir. Reduzindo os preços, o número de pessoas que terão acesso ao serviço cresce", explicou a secretária-geral de Contencioso da AGU, Grace Maria Fernandes, em sustentação oral no plenário do tribunal.

De acordo com Grace Fernandes, os números de expansão do mercado de TV por assinatura após a entrada em vigor da lei comprovam a contribuição que o novo marco regulatório deu para o incremento do setor. O número de assinantes do serviço, por exemplo, saltou de 9,8 milhões em 2010 para 19,6 milhões em 2014. Já o faturamento anual das empresas do ramo cresceu de R$ 12,7 bilhões para R$ 32 bilhões no mesmo período.
Incentivo à produção nacional

A AGU também destacou que as exigências de conteúdo nacional previstas na lei têm como objetivo promover a cultura nacional e estimular a produção independente, conforme a própria Constituição, em seu artigo 221, determina que seja feito. Segundo a Advocacia-Geral, a interferência é mínima e plenamente compatível com o princípio da liberdade econômica, tendo em vista que se exige das empresas do ramo que reservem um mínimo de apenas três horas e trinta minutos da programação semanal, ou seja, apenas 2% do tempo disponível, para conteúdo brasileiro.

Grace Fernandes lembrou que alguns países europeus chegam a obrigar as empresas do ramo a dedicarem 50% da programação para conteúdo nacional. Além disso, observou a secretária-geral de Contencioso da AGU, a regulamentação atinge apenas as empresas e não interfere, de maneira alguma, na escolha do consumidor, que segue tendo a opção de assistir ao que desejar. "A finalidade é permitir que a produção nacional tenha condições de competir com a estrangeira", acrescentou.

Regulamentação

Também foi esclarecido pela AGU que os poderes dados pelo novo marco regulatório da televisão por assinatura à Ancine, entre eles o de que as empresas se credenciem previamente junto à autarquia, têm como objetivo apenas garantir que a lei seja cumprida. Segundo a Advocacia-Geral, a agência foi criada justamente para fomentar, regular e fiscalizar a indústria audiovisual.

A tese foi acatada pelo relator das ações no STF, o ministro Luiz Fux. "O consentimento prévio da administração pública é uma etapa necessária para o exercício regular de certas liberdades, como a exploração de atividade de programação e empacotamento de conteúdo audiovisual. Isso é uma atividade regulada pelo Estado, que exige um credenciamento até para verificar se os requisitos exigidos estão sendo cumpridos. E não são exigidos documentos que possam causar nenhum gravame: CNPJ, nome fantasia, data da constituição, endereço eletrônico e etc. A ingerência estatal fiscalizatória e punitiva surge como garantia da efetividade da disciplina jurídica", afirmou.

Fux também descartou a existência de qualquer inconstitucionalidade nas cotas para conteúdo nacional e nas restrições à concentração de propriedade. Para o ministro, apenas um dispositivo da lei que estende às agências de publicidade brasileiras proteção semelhante dada à produção audiovisual nacional pode ser considerado indevido. O julgamento foi suspenso após o voto do relator.

Atua no caso a secretaria-geral de Contencioso, órgão da AGU responsável por defender a União judicialmente no STF.
Ref.: ADIs 4679, 4747, 4756 e 4923 - STF

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Opinião: A formação e criação de conteúdos como base da nova da comunicação

Por Diego Olivera Evia, publicado originalmente no Barómetro Internacional


Siempre hemos considerado la importancia, de la información alternativa y comunitaria popular, deben abrir las puertas a los sectores sociales, para su desarrollo y formación. Sectores mayoritarios, que durante décadas han sido manipulados por los medios privados monopólicos, pero también consideramos que es imprescindible, asumir la formación como la base de la construcción del modelo popular, porque para construir el Poder Popular y las Comunas, debemos formar a los compañeros, camaradas, simpatizantes, porque la guerra contra Venezuela, es una guerra económica, terrorista e ideológica.

Las campañas desestabilizadoras de EEUU y la derecha venezolana, durante 16 años de revolución bolivariana, han sido parte del nuevo modelo unipolar que se quiere adueñar del mundo, la nueva estructura en la denominada guerra de 4ta generación, es eslabón entre los monopolios de los medios, han logrado en las últimas décadas, articular la comunicación como el impacto primario de las intervenciones militares, como por ejemplo fueron los bombardeos a Libia, estas campañas desmoralizan la capacidad de los gobiernos y del pueblo, creando una imagen de desestabilidad económica, guerra de acaparamiento y especulación, para luego agredir con paramilitares, mercenarios, narcotraficantes y marginales, creando en Venezuela una falsa imagen de guerra civil, tratando de culpar a los colectivos sociales, de las acciones terrorista de la ultraderecha venezolana.

Este uso de los medios privados como punta de lanza fascista e imperialista, ha sido aplicado en varios países de Europa Oriental, como se han actualizado estos grupos de las manitos blancas, bajo el concepto de guerra suave, que de suave no tiene nada, porque los miles de muertos en Siria, las decenas de muertos en Ucrania. Como los recientes asesinatos de venezolanos, los daños multimillonarios a la infraestructura económica, al transporte, a edificios públicos, es ignorada por los sectores de la oposición de la MUD, quienes juegan a no condenar los hechos.

La formación y  la creación de contenidos base de la nueva comunicación

En muchas oportunidades en artículos de Barómetro Internacional, hemos defendido la necesidad de avanzar en la comunicación alternativa y comunitaria, pero también hemos insistido que debemos crear una conciencia social, fortalecer nuestro trabajo con artículos de contenido e ideológicos, que caractericen a EEUU como imperialismo, no como un país de oportunidades, debemos ubicar al enemigo del pueblo, fortificar la conciencia y la unidad revolucionaria, que es la única garantía del problema de la revolución bolivariana al socialismo.

Nuevamente lo objetivo o lo subjetivo, pasa a ser un tema de reflexión en la información. Es muy difícil poder abstraerse de esa contradicción, porque cuando hay una toma de posición ante la desinformación y la manipulación, necesariamente se tiene que defender una idea, un punto de vista sobre la realidad. En este caso el comunicador o periodista, define sus intereses ante los hechos objetivos, tratando de darle un tratamiento adecuado, fundamentando sus trabajos en fuentes (declaraciones, sucesos, denuncias, entrevistas, etc.). No debemos preconcebir nuestros deseos y escribir una nota fuera de contexto, siempre debemos aplicar una visión objetiva, establecer una balanza de lo positivo y negativo del suceso, para lograr acercarnos al hecho que vamos a difundir.

Ante esa realidad tangible de una masiva manipulación de la información, buscamos caminos alternativos de comunicación. Debemos acudir a nuevos espacios para desarrollar nuestro trabajo, estos son los medios alternativos de prensa. Porque sin recursos para crear agencias de prensa, para armar un medio impreso, sólo nos queda la vía del Internet para enviar nuestras noticias.

Estamos conscientes de que esta vía, no está exenta de restricciones y de censura, tal como le ha pasado a Red Voltaire, a medios cubanos de información, y a otras páginas Web, que han sufrido boicot o se les ha “dañado” su página de alojamiento. En estudios de consultoras internacionales pudimos confirmar la importancia del Internet, como la vía alterna para nuestros trabajos. La consultora francesa Hopscotch, en un trabajo titulado "Barómetro Internacional sobre los medios y las nuevas tecnologías", concluye que Internet ya se ha impuesto como primera fuente de información para los periodistas de todo el mundo. (Esta encuesta fue realizada en diez países europeos, Estados Unidos, Sudáfrica, Japón y Australia).

Los estudios anuales de Don Middleberg y Steven Ross, que analizan las relaciones entre el periodismo y las nuevas tecnologías en Estados Unidos, reflejan que prácticamente la totalidad de los encuestados se conectan a diario para ver su correo y lo hacen para buscar información. En Latinoamérica las tendencias son similares. 
Un informe, “Actitud de los periodistas latinoamericanos con respecto a Internet”, realizado por Kaagan Research y Cisco Systems, reveló que nueve de cada diez encuestados utilizaba Internet a diario para su trabajo (el estudio incluyó encuestas a periodistas de Argentina, Brasil, Chile, Colombia, México, Perú y Venezuela). Los periodistas latinoamericanos encuestados consideraban Internet un recurso vital para el desempeño de su profesión.

La necesidad de una red comunicacional contra el monopolio de prensa

La información de prensa se ha transformado, en un peligroso argumento de los intereses trasnacionales, para la manipulación y el manejo de la información, que está siendo utilizada como un arma de guerra, para crear condiciones de agresiones internacionales. 
La cita en Caracas del Encuentro Latinoamericano contra el Terrorismo Mediático, permitió que varios periodistas e intelectuales, pudieran reflexionar, sobre el papel de los medios privados, en la actual coyuntura internacional.
En varios trabajos hemos insistido sobre la desnaturalización, de los hechos objetivos, que conforman la información, hemos analizado las noticias que recorren el mundo, en las cadenas de prensa internacionales, como distintos medios en América Latina, EEUU y Europa. 
En ese estudio hemos comprobado, que existe un plan diseñado de manipulación de prensa, donde cada periódico, televisora o redes de Internet, trabajan sobre las mismas pautas, crear una imagen predeterminada, contra aquellos estados que no aceptan la tutoría, de EEUU y los países industrializados.


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Especial da TV Senado analisa situação de estrangeiros no Brasil

A situação dos costureiros

bolivianos  é um dos focos do

Repórter Senado - Brasil Estrangeiro.
Foto de Chico Sant'Anna
No mês de julho, passado, o jornalista Chico Sant'Anna, juntamente com  Cefas Siqueira, Ricardo Silva e Eliseu Lopes rodaram este Brasil para documentar a situação dos estrangeiros no Brasil.

O programa Repórter Senado - Brasil Estrangeiro analisa os motivos que fazem deste país o destino para fugitivos da crise europeia; discute políticas de Estado para os estrangeiros e as condições de vida desta população. 

A TV Senado leva ao ar neste sábado, 10/8, o especial Repórter Senado - Brasil Estrangeiro mostrando a realidade dos imigrantes no Brasil, sejam eles trabalhadores qualificados, universitários estrangeiros, refugiados políticos ou migrantes clandestinos.

Ficha Técnica:
As reportagens são de Chico Sant'Anna, Produção de Cefas Siqueira, Imagens de Ricardo Silva e Eliseu Lopes, finalização de Marcilio Soares, edição e apresentação, Junia Melo.

Vale à pena conferir, Sábado (10/08), às 12h30 e 22h30. Domingo (11/08), às 9h e 17h. 
Sábado (17/08), às 17h00 e Domingo (18/08), às 3h00


A chamada de programação você confere ai embaixo




A TV Senado pode ser sintonizada em canal aberto (UHF) nas seguintes cidades:
·         16 UHF (Rio Branco – AC)
·         36 UHF (Gama-DF)
·         40 UHF (João Pessoa-PB)
·         43 UHF (Fortaleza-CE)
·         49 UHF (Rio de Janeiro-Zona Oeste)
·         51 UHF (Brasília-DF)
·         52 UHF (Natal-RN)
·         53 UHF (Salvador-BA)
·         55 UHF (Recife-PE)
·         56 UHF (Cuiabá-MT)
·         57 UHF (Manaus-AM)

sábado, 27 de julho de 2013

Lei dos Meios de Comunicação: o debate sobre a regulamentação dos conteúdos


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Así lo establece la norma aprobada en Ecuador, lo que generó críticas de algunos medios y periodistas. ¿Qué ocurre en países desarrollados, tanta veces tomados como ejemplo, como Estados Unidos y Francia?
Por Anacalara Soria I, da Agencia Paco Urondo 
La nueva ley de medios aprobada recientemente en Ecuador, produjo numerosas denuncias por parte de los dueños de empresas de comunicación de la región y de los organismos que agrupan a los periodistas. La crítica central pasa por su propuesta de regulación de contenidos. Sin embargo, vale la siguiente pregunta: ¿Cuál es la posición de las normas de países desarrollados, como Francia y Estados Unidos?
Francia promulgó su primera ley para regular las comunicaciones en 1881. Determinó que los medios no pueden estar sujetos a la regulación gubernamental con el objetivo último de garantizar la plena libertad de prensa y de publicación. De esta manera se estableció la incapacidad de los gobiernos de controlar la información, algo que aún se sostiene con el avance de Internet. Sin embargo, la posición estatal con respecto a los medios no es neutral: se entiende al Estado como un actor que compite en el mercado a través de los canales públicos donde se transmiten contenidos culturales.
La regulación de contenidos en Francia se realiza a través de la Agencia CSA (Consejo Superior Audiovisual) que pertenece al Ministerio de Cultura. La CSA  está conformado por personas que pertenecen a las industrias  culturales o a los medios académicos: 3 son elegidos por el Gobierno Nacional, 3 por la Cámara de Senadores y 3 por el Presidente de la Asamblea Nacional.
Una de las condiciones centrales del otorgamiento de licencias por parte de la CSA es el pluralismo político con el objetivo final de tener en el espectro de TV y radial una gran diversidad de miradas. Esto se cumple principalmente en las radios ya que en Francia es posible escuchar programas que son abiertamente anarquistas o comunistas, por ejemplo. Otra de las condiciones es que los contenidos estén sujetos a la protección de menores y el minutage: los privados no pueden transmitir más de 12 minutos de contenido publicitario por hora.
La Unión Europea también establece condiciones para los medios de comunicación que se desarrollan en la región. Las mismas apuntan principalmente a promover la producción local de contenidos (50% del total).
Al norte de América
En Estados Unidos, por su parte, la primera enmienda, repetida una y otra vez en miles de películas norteamericanas, sostiene que la prensa puede publicar sin restricciones  lo que considere necesario. Esa “necesariedad” es condicionada por el mercado. De esta manera, no existe ningún tipo de regulación sobre los contenidos publicados.
A diferencia de Francia, en Estados Unidos la regulación está diseminada en diferentes organismos: Comisión Federal de Comunicaciones, Poder Legislativo y Poder Judicial. Se busca la mínima intervención estatal en el establecimiento y desarrollo de contenidos audiovisuales. Es el mercado el principal regulador de lo que sucede en las radios y en la televisión.
En en el país existen 3 áreas principales de regulación: prohibición de obscenidad de contenidos, prohibición de emisión de publicidad que indique la compra de un producto en los de medios no comerciales y la regulación de la programación infantil. Esta última es en la que la Comisión Federal de Comunicaciones establece sus mayores esfuerzos de regulación: los canales infantiles deben contener al menos 3 horas semanales de programas educativos o informativos para niños.
Existen temas, en cambio, que Estados Unidos considera de orden de “seguridad nacional”. En estos casos, el juzgado es la fuente de información y no el medio que se preste a publicar. Las empresas mediáticas están salvadas por la primera enmienda, los ciudadanos comunes, no tanto.
Las leyes son en Ecuador, en Estados Unidos o en Francia, producto de un conglomerado de situaciones culturales, económicas, políticas y sociales propias. El neoliberalismo en América Latina provocó oligopolios en casi todas las áreas de la economía que produjeron una concentración que intenta empujar a los gobiernos a tomar decisiones no soberanas. Hay que entender el articulado de la nueva ley ecuatoriana de medios dentro de esta lógica.
La posibilidad del derecho a réplica provoca en última instancia una diversidad de voces que de lo contrario no existiría. Queda en discusión la sanción económica de los medios que se nieguen a publicar la respuesta del implicado en la información que se da a conocer, cuyo monto es decidido por un Consejo colegiado elegido por el Poder Ejecutivo que conduce Rafael Correa.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Religioso é o gênero mais presente na TV aberta

O SBT é a rede de TV
que conta com menos
conteúdo nacional 

O Informe de Acompanhamento de Mercado de TV Aberta, publicado pelo Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA), da Ancine, no final de junho e atualizado na quarta-feira, 3/7, traz alguns dados interessantes da programação de TV aberta no Brasil.
Segundo o estudo, que monitora as grades de programação de dez emissoras - Bandeirantes, CNT, Globo, MTV Brasil, Record, RedeTV!, SBT, TV Brasil, TV Cultura e TV Gazeta - 78,9% do tempo de programação é de obras brasileiras, na média.  O percentual de horas dedicadas à programação estrangeira é de 14,66%. A diferença (6,43%) é por conta do conteúdo “indefinido” - programas compostos por diversas pequenas obras, podendo ser brasileiras ou estrangeiras, ainda que ancoradas por apresentador brasileiro.
O SBT é a rede que conta com menos conteúdo nacional (51,07%), seguido da TV Cultura (52,58%), que na última gestão passou por um forte enxugamento, levando à redução da produção de conteúdo próprio.

Percentual de tempo de programação das emissoras aberta por Origem - 2012
EmissorasBrasileiraEstrangeiraIndefinido
Band78,58%17,73%3,69%
MTV Brasil76,18%6,40%17,42%
Rede CNT94,65%5,35%-
Rede Globo76,18%20,20%3,62%
Rede Record83,26%13,76%2,98%
Rede TV!91,84%5,21%2,95%
SBT51,07%33,16%15,78%
TV Brasil80,91%17,32%1,78%
TV Cultura52,58%29,68%17,75%
TV Gazeta100,00%--
Total78,91%14,66%6,43%
Fontes: Grade de Programação das Emissoras. Jornais, site das emissoras e sites especializados.

O informe traz ainda um estudo sobre o tempo dedicado ao tipo de programação. Em 2012, a programação de TV aberta foi predominantemente ocupada por obras de entretenimento (59% do tempo da grade de programação das emissoras), com o gênero informação na sequência (15,9%).

Igreja eletrônica

O gênero que mais ocupou as grades de programação em 2012 foi o religioso, responsável por 13,55% do tempo médio das grades, com destaque para a Rede TV! (38,08% do tempo dedicado ao gênero religioso), Rede CNT (36,67%), e Record (23,33%). Na sequência vêm os gêneros variedades, com 10,45% do tempo médio, e telejornalismo, ocupando 10,43% do tempo médio das grades.

Cinema

O estudo detectou 2.110 exibições programadas de longas-metragens na TV aberta, dos quais 1.819 foram longas estrangeiros e 291, nacionais. A TV Cultura, a TV Brasil e a Rede Globo foram responsáveis por 98,6% das exibições de longas- metragens nacionais em 2012. A TV Brasil, com 111 exibições, e a TV Cultura, com 109, foram os canais que mais abriram espaço para as obras brasileiras, ainda que com um alto índice de reprises.

domingo, 12 de maio de 2013

Opinião: A moral na TV


Por Santiago Gómez, em Agência Paco Urondo da Argentina 
¿Cómo no se proyecta el programa de Coppola por la TV Pública? 
Tenemos que proyectar esa clase de programas, de interés masivo y con una excelente calidad, de imágenes, de edición, de cámaras. Estoy seguro que en la TV Pública o el Estado Nacional se enteraron del programa antes de que se emitiera por C5N. Ese programa nos hubiera dado muchísimo rating, aumentado la cantidad de personas a las que poder llegar, que te asocien a la alegría, la diversión. Coppola le pregunta a Galíndez qué tenía el agua, Galíndez se ríe y le dice “qué chico divino que sos vos, hacés cada pregunta”. Por lo visto Guillote cree que Diego necesita volver con él para poder convertirse en dirigente del Napoli. ¿Sino para qué anda preguntando cómo ven la posibilidad de Diego dirigente?
El programa convoca a los futboleros, y a los chimenteros, que son muchos y los programas de fútbol son la cría de esa mezcla. Los que consumen información para tener de qué hablar después, no para hacer algo con eso que consumen. Troglio, hoy Director Técnico, le confiesa al Guillote el paso del tiempo, que en Italia 90 puteo al árbitro, le gritó, lo pisó y apenas le pusieron una amarilla. Pedrito nos recuerda las veces que Monzón fue  a la pelota. Por la mitad de lo que se hizo en ese mundial, hoy el partido lo suspenden por los expulsados. Se mariconea más. ¿Qué técnico consigue hoy un arquero, como Pumpido, al que le pide que juegue tres minutos más, quebrado, mientras él calienta a Goyco y le dice “decime cuando estás, que entrás, sos el titular”? Galíndez puteó al arquero alemán, a Codesal, reclamándole el penal de Calderón, el ex presidente del Napoli dijo que para él la FIFA ya había decido quién no podía salir campeón. ¿Cómo no contamos este relato desde la TV Pública?
Las nuevas producciones audiovisuales del Estado son un cambio cualitativo, la calidad del trabajo, el cuidado en la imagen, los temas abordados, muy valiosos ellos. Pero sucede aún que ciertos temas no se abordan. Son valiosos los documentales de Nietzche, Alejandra Pizarnik, Atahualpa Yupanqui, pero para cuándo uno de Rodrigo o de Gilda. ¿No les parece interesante de contar la historia de Walter Olmos? ¿Por qué tanta  moral en la ficción, si justamente se trata de hacer ficción? ¿Por qué no hay un programa de cumbia cuando somos el único canal que llega a toda la Argentina? Eso me parecía muy valioso de Badía, llevaba a AIRBAG o los Rebelde Way a su programa, ya que si no es por la TV Pública en algunos lugares ese tipo de grupos no los podían ver tocar. Hay poco morocho y cuando los muestran lo hacen al modo del universitario, con mucho cuidado, tratando de ser respetuosos, y así no somos la mayoría. Se le da demasiada bola a la boludez de Francella, no se sostiene por ningún lado.
Escuché fundamentar que “Poné Francella” promueve la pedofilia  y el abuso infantil, con discurso “psi” hablando de Freud y la verdad del chiste, y decimos: una cosa es el chiste y otra lo cómico. Así como una cosa es decir y otra realizar, por eso Freud dijo “el perverso realiza lo que el neurótico fantasea”. Esto no se trata de que los sujetos anden fantaseando hacer lo que los perversos realizan ni porque lo fantaseen lo vayan a hacer. ¿Cómo se hace la ficción si no permitimos que uno fantasee con hacer algo que no haría? ¿O no se les ocurre separar la fantasía de lo sexual? ¿Reconocen que todas sus fantasías son sexuales? De ser así, no se habría armado el quilombo que se armó. Un psicoanalista inglés, Peter Bloss, contaba que el principal problema para los padres de adolescentes, es que su hija comienza a tener el cuerpo de las mujeres que mira, lo que no quiere decir que le haría algo a su hija o a la mujer de su hijo. ¿O no se puede reconocer la belleza de una adolescente? Cuando plantean que las mujeres son dueñas de su cuerpo, le pregunto a las mujeres ¿A qué edad una mujer pasa a ser dueña de su cuerpo y deja de ser propiedad de la madre y el padre?
Pusieron a Julieta Prandi, no como en Lolita a una criatura, y aunque así lo hubiese hecho, la pregunta es de qué me quiere hablar el autor, que me muestra eso. ¿Me muestra eso para hablarme de la pedofilia? ¿O me muestra eso para mostrar un tipo de 50, que tiene una hija de 17, y se encuentra con que las amigas están buenísimas y eso le genera un conflicto? ¿Por qué si a los 17 años podemos tener sexo y somos libres de nuestro cuerpo para eso, si es 17 con 17 está todo bien, pero si es 17 con 50, de golpe los 17 se hacen 8? Me parece que una moralina universitaria de clase media es la que impidió que el programa de Coppola se emita en la TV Pública y que después de conseguir 36 puntos de rating con Maravilla Martínez, atrás pusieran una película en blanco y negro.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Governo irá cadastrar voluntários para classificação indicativa

Por Bruno Marinoni, do Observatório do Direito à Comunicação

O Ministério da Justiça pretende ampliar a participação da sociedade na classificação indicativa de produtos audiovisuais, organizando um cadastro de voluntários. Hoje a tarefa é exclusividade do órgão. Segundo o secretário nacional de Justiça, Paulo Abraão, a nova medida deve ser implementada até junho desse ano. A informação foi dada durante a mesa sobre classificação indicativa do “Seminário Internacional Infância e Comunicação”, que aconteceu em Brasília nos dias 6, 7 e 8 de março.

Para o secretário de Justiça, deve-se procurar conciliar a máxima proteção à liberdade de expressão  aos direitos da criança e adolescente. Abraão defendeu que a política de classificação indicativa existente hoje é fruto de um processo participativo e criticou a privatização da responsabilidade, que subjaz o discurso que trata o tema como problema de auto-regulação. “A responsabilidade sobre o futuro de nossas crianças é compartilhada”, afirmou. Segundo ele, com a nova medida se quer que a classificação de conteúdos “não expresse unicamente uma visão de Estado e de governo, mas que expresse também uma visão social sobre os valores fundamentais vigentes na sociedade a respeito das orientações para a proteção de nossas crianças e adolescentes", disse

O relator das Nações Unidas para a Liberdade de Opinião e Expressão, Frank de La Rue, também presente no seminário, se disse admirado com o fato de o questionamento da classificação indicativa feito pelo oligopólio de comunicação ter chegado ao Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil. “Este é um assunto já resolvido no mundo todo, é algo que já não se questiona no exterior”. De acordo com La Rue, na América Latina há uma visão excessivamente comercial misturada com alto grau de concentração da propriedade como em nenhum outro lugar do mundo. “O que deve prevalecer é a visão de que a comunicação é um serviço à sociedade”, afirmou.

Infância e comunicação em debate


O "Seminário Internacional Infância e Comunicação: Direitos, Democracia e Desenvolvimento", promovido pela Andi, reuniu durante três dias poder público e sociedade para aprofundar a discussão sobre os direitos da criança e do adolescente e sua relação com os meios de comunicação. Foram discutidos temas como classificação indicativa, mídia como ferramenta de inclusão social, qualidade de informação, auto-regulação, educação para a mídia, novas mídias, convergências de plataformas, dentre outros. No último dia, discutiu-se também com profissionais do mercado questões como independência, pluralidade, transparência e condições de trabalho nos grandes veículos de comunicação.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Programação de Carnaval do canal comunitário TV Cidade Livre


Enviado por Beto Almeida
O canal comunitário de Brasília, TV Cidade Livre, 8 na net, elaborou uma programação especial para o período de Carnaval. Confira abaixo o que vai ser exibido de 8 a 14 de fevereiro.
Na programação diferenciada da TV Cidade Livre, o espectador pode curtir os desenhos da personagem argentina Mafalda, shows de  Hamilton de Holanda e Liga Tripa, documentários, notícias da América do Sul, programas de entrevistas e debates, telejornais. Para quem quer fugir da mesmice da televisão aberta brasileira, esta é uma opção.
Confira abaixo a programação completa válida para o período de 8 a 14 de fevereiro.
Dia 8 - Sexta-feira
8h – ANAD Educação em diabéticos (fixo)
9h - TV Rede Mundial (fixo)
13h – Perón Sinfonia Del Sentimento vol.1 – Um Documental de Leonardo Favio
14h23 – Shows Musicais e programação ao vivo
18h30 – Amigos da História Contadores de História (fixo)
19h – TVT (fixo)
19h30 – Conexão Cidadã (fixo)
20h – TV Supren (União Planetária e Sociedade Teosófica fixo)
21h – O Libertário (reprise)
21h30 - Tv Legis (fixo)
22h – Telejornal (fixo)  
23h – Perón Sinfonia Del Sentimento Vol.1 – Um Documental de Leonardo Favio
0h23 – Espaço Sindical Com Vicente do Sinpaf – Acordo Coletivo dos Trabalhadores da Embrapa
1h03 – Pinheirinho Bombas Covardia e Violência – Filme documentário
2h – Show Com Hamilton de Holanda e Convidados
4h – Show Com Liga Tripa Café da Rua 8
5h - Show Com Mirla Muniz

Dia 9 - Sábado
6h6 – Desenhos Mafalda vol.2
6h45 - Vídeo Educar Plantando - 1995 Paracatu
7h – Pinheirinho Bombas Covardia e Violência – Filme documentário
8h – Café na Política (fixo)
8h30 – Vida no Sul – Irga Alimentação
9h – Bolívia TV. EL CHEF SIN FRONTEIRA
9h30 – Espaço Sindical Com Vicente do Sinpaf – Acordo Coletivo dos Trabalhadores da Embrapa
10h – Programa Amigos da História – Contadores de História (fixo)
10h30 – Perón Sinfonia Del Sentimento – Um Documental de Leonardo Favio vol. 2
12h – TV Legis (fixo)
12h30 – Momento Concurso (fixo)
13h – Contracorrente Com Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães – Desafios Brasileiro na Era dos Gigantes Capitulo – 02
14h – Perón Sinfonia Del Sentimento – Um Documental de Leonardo Favio vol. 2
15h35 – Documentário Extremos - Direção João Freire Secretaria de direitos humanos/PR Prefeitura de Recife
16h - Perón Sinfonia Del Sentimento – Um Documental de Leonardo Favio vol. 2
17h35 – Filme documentário – Um Dia de Vida
18h – Pontão de Cultura- Com Fernando Tolentino (fixo)
18h30 – Vida no Sul Especial Miguel Marques
19h – Programa do Servidor (fixo)
20h – O Libertário (fixo)
20h30 – Momento Espírita (fixo)
21h – Telejornal (fixo)
21h30 – Festas populares em Cuba
22h30 – Programa Via Brasília (fixo)
23h – Contracorrente Com Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães – Desafios Brasileiro na Era dos Gigantes Capitulo – 02
0h - Perón Sinfonia Del Sentimento – Um Documental de Leonardo Favio vol. 2
1h35 – Festas Populares em Cuba
1h30 - Thomas Sankara Terra dos Homens Justos – documentário
2h25 – Show Com Ruben Rada
3h15 – Dom Fragoso - Um Filme de Francis Vale
4h25 – Clube da Bossa Os Cariocas
5h40 – O Catador Diógenes  

Dia 10 – Domingo
6h – O Direito de Viver em Paz – documentário 
7h50 – Filme documentário – Casas Marcadas
8h – Programa Amigos da História – Contadores de História (fixo)
8h30 – Tai chi chuan uma via para o tão
9h – Espaço Sindical Com Vicente do Sinpaf – Acordo Coletivo dos Trabalhadores da Embrapa
9h30 – TV Legis
10h – Perón Sinfonia Del Sentimento – Um Documental de Leonardo Favio vol. 3
11h33 – Vida No Sul Irga Alimentação (fixo)
 12h – Programa Amigos da História – Contadores de História (fixo)
12h30 - Contracorrente Com Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Cap.2 Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes  
13h30 – Momento Concurso (fixo)
14h – Clube da Bossa Carona Brasil
15h13 - Agrecolgia Tecendo Redes
15h30 – Perón Sinfonia Del Sentimento – Um Documental de Leonardo Favio vol. 3
17h – Documentário Morre congo e fica congo
17h30 - Programa Amigos da História – Contadores de História (reprise)
18h – Pontão de Cultura- Com Fernando Tolentino (fixo)
18h30 – Perón Sinfonia Del Sentimento – Um Documental de Leonardo Favio vol. 3
20h - Palavras de Paz (fixo)
20h30 – Pinheirinho – Bombas Covardia e Violência
21h20 – Filme Casas marcadas
21h30 – Paulo Freire na Literatura de Cordel
21h35 – Cinema Infantil de Florianópolis
21h40 - Grupo de Trabalho Amazônico - Populações da floresta
22h – Espaço Sindical Com Vicente do Sinpaf – Acordo Coletivo dos Trabalhadores da Embrapa
22h30 – Trabalho Legal (fixo)
23h – Perón Sinfonia Del Sentimento – Um Documental de Leonardo Favio vol. 3
0h35 – Portinari do Brasil
1h35 - Grupo 5 a seco
3h – Evandro Barcelos no clube do choro
4h – Clube da bossa juntos mais uma vez em homenagem a João Donato e Gilberto Gil
5h30 – Desenho Mafalda vol. 1

Dia 11 - Segunda-feira
6h10 – Festas Populares em Cuba
7h – Café na Política (fixo)
7h30 – Momento Concurso (fixo)
08h – Programa Amigos da História – Contadores de História (reprise)
8h30 – Espaço Sindical Com Vicente do Sinpaf – Acordo Coletivo dos Trabalhadores da Embrapa
9h – TV Rede Mundial (fixo)           
13h – Perón Sinfonia Del Sentimento – Um Documental de Leonardo Favio vol. 4
14h10 - Filme Casas marcadas
14h20 – Irã Terra das quatro estações
15h – Colonialismo e Neocolonialismo
16h - Perón Sinfonia Del Sentimento – Um Documental de Leonardo Favio vol. 4
17h – Documentário Isto é Brasil
18h – Pontão de Cultura- Com Fernando Tolentino (fixo)
18h30 - Vida no Sul Irga Alimentação
19h – TVT (fixo)
20h – União Planetária e Sociedade Teosófica (fixo)
21h – Vida no Sul (fixo)
21h30 – Espaço Sindical Com Vicente do Sinpaf – Acordo Coletivo dos Trabalhadores da Embrapa
22h – Telejornal (fixo)
23h - O Libertário
23h30 - Telejornal Telesur

Dia 12 - Terça-feira
7h – Pontão de Cultura- Com Fernando Tolentino
7h30 – Palavras de Paz (fixo)
8h – TV Legis (fixo)
8h30 – Momento Concurso (fixo)
9h – Espaço Sindical Com Vicente do Sinpaf – Acordo Coletivo dos Trabalhadores da Embrapa
9h30 - Filme Casas marcadas
9h40 - Vértice de Matheus Araújo
10h - Programa Amigos da História – Contadores de História (reprise)
11h – Perón Sinfonia Del Sentimento – Um Documental de Leonardo Favio vol. 4
12h – TV Rede Mundial (fixo)
13h – Espaço Sindical Com Vicente do Sinpaf – Acordo Coletivo dos Trabalhadores da Embrapa
13h30 – Programa Via Brasília (fixo)
14h – Pontão de Cultura- Com Fernando Tolentino
14h30 – Documentário Morre Congo e Fica Congo
14h50 - Filme Casas marcadas
15h - Perón Sinfonia Del Sentimento – Um Documental de Leonardo Favio vol. 4
16h10 – Festas Populares em Cuba
17h - Thomas Sankara Terra dos Homens Justos – documentário
18h – Contracorrente Com Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães – Desafios Brasileiro na Era dos Gigantes Capitulo – 02
19h – TVT O Seu Jornal (fixo)
19h30 – Programa do Servidor (fixo)
20h - União Planetária e Sociedade Teosófica (fixo)
21h – Perón Sinfonia Del Sentimento – Um Documental de Leonardo Favio vol. 4
22h – Telejornal (fixo)
23h - Educação em diabetes

Dia 13 - Quarta-feira
7h – Radicalizando a Democracia (reprise)
8h – Documentário Xina Bena
9h – TV Rede Mundial (fixo)
13h – Espaço Sindical Com Vicente do Sinpaf – Acordo Coletivo dos Trabalhadores da Embrapa
13h30 – TV Legis
14h – Perón Sinfonia Del Sentimento – Um Documental de Leonardo Favio vol. 1
15h25 – Tai Chi Chuan - Uma Via para o Tão
16h – Filme documentário O Direito de Viver em Paz
17h45 – Campanha da Legalidade Com Leonel Brizola
18h30 – Pontão de Cultura- Com Fernando Tolentino (fixo)
19h – TVT (fixo)
19h30 – Programa café na Política (fixo)
20h – União Planetária e Sociedade Teosófica - TV Supren (fixo)
21h – AEPET (fixo
22h - Telejornal (fixo) União Planetária e Sociedade Teosófica - TV Supren (fixo)
22h30 – Espaço Sindical Com Vicente do Sinpaf – Acordo Coletivo dos Trabalhadores da Embrapa
23h - Perón Sinfonia Del Sentimento – Um Documental de Leonardo Favio vol. 1
Telejornal Telesur

Dia 14 - Quinta-feira
7h – Programa do Servidor (fixo)
8h – Pinheirinho - Bombas Covardia e Violência
9h – TV Rede Mundial (fixo)
13h – Programa Café na Política (fixo)
13h30 – TV Legis
14h – Perón Sinfonia Del Sentimento – Um Documental de Leonardo Favio vol. 2
15h37 – Filme Casas Marcadas
15h50 – A revolução de Angicos
16h– Clube da Bossa /Novas bossas
17h30 - Programa Amigos da História – Contadores de História (reprise)
18h – Pontão de Cultura Com Fernando Tolentino (fixo)
18h30 – Espaço Sindical Com Vicente do Sinpaf – Acordo Coletivo dos Trabalhadores da Embrapa
19h – TVT (fixo)
19h30 – Roteiro Espiritualista (fixo) 
20h – TV Supren (União planetária e Sociedade teosófica (fixo)
21h – Espaço Sindical Com Vicente do Sinpaf – Acordo Coletivo dos Trabalhadores da Embrapa
21h30 - TV Legis (fixo)
22h - Telejornal (fixo)
23h – Programa Via Brasília (fixo) após Telejornal Telesur