Caros leitores e leitoras.
Mostrando postagens com marcador Rádio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rádio. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Rádio: FM Nacional chega em mais dez cidades brasileiras


Serviço vai garantir mais acesso à informação, cultura e lazer para quase 4 milhões de habitantes
 


Por Chico Sant'Anna

A Rádio Nacional, emissora da Empresa Brasileira de Comunicações, com sede em Brasília vai poder agora ser sintonizada em Frequência Modulada em dez outros municípios brasileiros, como se fosse uma emissora local. As portarias autorizado esse funcionamento foram publicadas pelo Ministério das Comunicações (MCom), no Diário Oficial da União (DOU), na sexta- feira (8/12)

Os estados com maior número de autorizações foram Mato Grosso do Sul e Alagoas, contemplando moradores das cidades sul-mato-grossenses de Dourados, Corumbá e Andradina e os alagoanos de Batalha, Marechal Deodoro e Penedo.

Também fazem parte da lista de contemplados a população de Palotina (PR) e Niterói (RJ), além do município mineiros de Januária e do sergipano de Poço Redondo. Ao todo, são quase quatro milhões de habitantes com acesso à informação, cultura e lazer.

O funcionamento de cada estação está condicionado à autorização para uso da radiofrequência e emissão da licença de funcionamento.

UF

Município

Canal

-AL

Batalha

260

AL

Marechal Deodoro

236

AL

Penedo

244

MG

Januária

217

MS

Corumbá

231

MS

Dourados

219

MS

Nova Andradina

196

RJ

Niterói

194

SE

Poço Redondo

207

PR

Palotina

237

 

domingo, 18 de junho de 2023

Rádio: Nova Brasil FM ganha um toque candango

Apesar de a Constituição Federal determinar a obrigatoriedade da regionalização da produção de conteúdos jornalísticos, são poucas as redes nacionais de radiodifusão que cumprem à norma. Na maioria dos casos, essas redes geram seus conteúdos padronizados para todo o Brasil, a partir de uma cabeça de rede, no Rio de Janeiro ou São Paulo. Dessa forma, na Amazônia sabe-se mais sobre as águas do Rio Tietê do que do Rio Negro.

Vários teóricos da comunicação não se cansam de colocar que a saída para uma boa rede nacional ou mesmo internacional de informação é priorizar o local. E esse parece ser agora o caminho a ser trilhado pela Nova Brasil FM. 

A rede nasceu, em 2.000, dos escombros da Rede Manchete FM, cujas emissoras foram adquiridas pelo ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, já falecido. As cinco emissoras da Manchete, inclusive a de Brasília, estavam na ocasião arrendadas à Igreja Renascer em Cristo.

Com os novos proprietários, a programação deixou a pregação de lado e passou a focar fortemente a MPB, samba e outros grandes ritmos da música nacional. O jornalismo nunca foi uma marca registrada, apenas algumas notas informativas, muitas vezes desatualizadas e, ainda assim, com um viés paulistano, já que a chamada cabeça de rede sempre foi em São Paulo.

Agora, o ventos parecem estar mudando. O slogan Nova Brasil FM: mais moderna, mais brasileira, ganha um novo adjetivo: mais brasiliense. A iniciativa, além de propiciar ao ouvinte brasiliense informações sobre fatos mais próximos de sí mesmo, é importante para revitalizar o combalido mercado de trabalho de jornalistas e comunicadores da Capital Federal.
Mas quem nos traz - na terceira pessoa - os detalhes de toda essa empreitada é o jornalista Diego Amorim, ex-Antagonista, que acumula a direção da emissora na Capital Federal e o trabalho tradicional de jornalista.
Confira.

 

Do Setor de Rádio e TV Sul, todas as manhãs, Diego Amorim
 e Hariane Bittencourt comandam o Jornal Nova Brasil Brasília.
Prestes a completar 22 anos em Brasília, no próximo dia 29, a Nova Brasil FM tem oxigenado a sua programação local e conquistado uma identidade cada vez mais brasiliense. De 8h às 9h, o jornalista Diego Amorim, que acumula o cargo de diretor-executivo da rádio desde agosto de 2022, ancora o Jornal Nova Brasil Brasília ao lado de Hariane Bittencourt, uma das melhores repórteres de sua geração, que também atua na Record TV.

O toque brasiliense mais acentuado fica por conta
 de Marcia Zarur, ex-Globo, na coluna Nossa Cidade.
Em junho, houve a estreia de uma série de colunas dentro do jornal local, com destaque para um reforço de peso no time: Marcia Zarur, ex-Globo, e que, ao lado da jornalista Samanta Salu lideraram o movimento "Mexeu com Brasília, Mexeu Comigo", em defesa da preservação da Capital Federal.

Ela, agora, está todas as segundas-feiras no dial da emissora: assina a coluna "Nossa cidade".

Há sete meses, a nova sede da Nova Brasil FM em Brasília foi inaugurada, em um espaço arrojado e moderno, com dois estúdios no último andar da torre comercial do shopping Pátio Brasil, no coração do Plano Piloto.

Desde a aquisição da Nova Brasil FM pelo Grupo Thathi de Comunicação, a rádio tem se modernizado e há um grande investimento na praça de Brasília, de onde reportagens e colunas são produzidas para veiculação também na rede e nas TVs do grupo, no interior de São Paulo.

Bárbara Lins, antes na CBN, agora ancora
o Mesa pra Dois Brasília.
Outra novidade recente na Nova Brasil FM da capital federal foi a contratação de Bárbara Lins, um fenômeno nas redes sociais e conhecida na cidade por seu site Descobertas Bárbaras. Na internet ela revela todos os melhores cantinhos do DF e do Entorno para curtir aquele fim de semana, um feriado prologado, tudo com as raízes na natureza do Planalto Central.

Na emissora, Bárbara assumiu, em maio, o comando do Mesa pra Dois Brasília, programa que alia informação leve, boas entrevistas e muita música brasileira, claro.

"A Nova Brasil FM é uma marca já consagrada e com rejeição praticamente zero. Não há quem não goste da Nova Brasil. Temos conseguido fazer com que a rádio seja um lugar de bons contrastes, por onde passam autoridades locais e nacionais, políticos influentes e gente da cena cultural do nosso quadradinho. A rádio é da cidade", comentou o diretor-executivo da rádio, Diego Amorim.

De acordo com os levantamentos mensais do Kantar Ibope, a Nova Brasil FM em Brasília costuma ser a rádio mais feminina da cidade -- com o maior percentual de mulheres entre os ouvintes -- e uma das líderes de afinidade com o público das classes A e B da capital, ou seja, a rádio com a qual essa audiência mais se identifica.

Em Brasília, a sintonia da Nova Brasil é a 97,5 FM. A rádio está nas redes sociais (Instagram, Tik Tok, Twitter e YouTube) e toda a programação local é também transmitida ao vivo com imagens. A Nova Brasil FM tem, ainda, o seu aplicativo próprio, disponível para os sistemas Android e IOS.

A programação da rede conta com outros nomes consagrados no jornalismo e no rádio, como Heródoto Barbeiro, Mauro Tagliaferri, Michelle Trombelli, Lorena Calabria, Roberta Tiepo, Luciano Oliva, Ana Pellicer, Fabiane Pereira e Didi Couto.

Sendo a maior rede de rádio do país de música 100% brasileira, a Nova Brasil FM tem entre as suas bandeiras a brasilidade, a inclusão, a pluralidade e a valorização da identidade nacional, temas explorados nos programas da faixa das 22h. O Samba Nova, aos fins de semana, faz tanto sucesso que agora está também na programação da semana, de 20h às 21h.

Nova Brasil FM: mais moderna, mais brasileira, ... mais brasiliense.

domingo, 11 de setembro de 2022

Cem anos da rádio cubana. O som de um país dentro da pele

Cem anos de transmissões continuadas, mais de 60 sendo – nas palavras de Fidel – «a artilharia pesada da Revolução». A rádio em Cuba é o som de um país dentro de sua pele.

Por Laura Mercedes Giraldez informacion@granmai.cu, publicado anteriormente em Prensa Latina

Está raiando o dia. Antes que seja posta no fogo a primeira cafeteira do dia, um lar se aproxima ao mundo exterior através do éter. Fora da hora, o dial indica que o pacto do motorista com a solidão do caminhão terminou. Ao mesmo tempo em que vigia a frigideira, alguém procura uma emissora à espera de sua novela favorita. Enquanto do outro lado da porta uiva o vento, em torno de uma rádio, as pessoas escutam novidades acerca da trajetória de um furacão. Com a esperança fixa no escopo desse meio de comunicação, um músico jovem espera sua estreia.

Desde que, em 22 de agosto de 1922, Luis Casas Romero e seu filho Luis Casas Rodríguez puseram no ar a primeira transmissão de rádio em Cuba, o cotidiano da Ilha maior das Antilhas abriu um espaço vital à radiodifusão.

Com uma emissora de reduzida potência, situada na rua Ánimas No. 99, a 2lc se converteu na emissora que, após as 21 horas, iniciava a sua programação musical, acompanhada pela informação da previsão do tempo. Única em nosso país, das primeiras no continente. Seríamos pioneiros também na locução feminina na América Latina: Zoila Casas Rodríguez aderiu à façanha familiar. Mais tarde legaríamos ao mundo a radionovela.

A rádio é a proximidade que se cria entre o locutor e seu ouvinte. É a intimidade do sussurro, a história que, através da palavra, penetra nas mentes, a voz acompanhante, a possibilidade de escutar imagens, os caminhos tresandados pelas pessoas.

Cem anos de transmissões continuadas, mais de 60 sendo – nas palavras de Fidel – «a artilharia pesada da Revolução». A rádio em Cuba é o som de um país dentro de sua pele.

sábado, 4 de junho de 2022

Livro resgata a história de Landell de Moura: o brasileiro que inventou o rádio

Landell, segundo explica o biógrafo, patenteou o rádio no Brasil e nos Estados Unidos. “Eu consegui aprofundar uma série de aspectos nessa nova pesquisa. Tem uma informação também que eu considero muito importante é que a invenção dele nos Estados Unidos foi reconhecida por outros inventores. Consegui encontrar provas disso (e estão no livro)”.


Acaba de sair do prelo a nova obra de Hamilton Almeida, ela versa sobre o padre Landell de Moura, inventor do rádio. O livro é uma produção independente. A história de Roberto Landell de Moura é “um retrato das vicissitudes que marcam a trajetória da ciência brasileira”, define o professor doutor Gildo Magalhães, da USP.

Com poucos recursos financeiros, foi pioneiro na transmissão da voz por ondas de rádio, projetou a televisão etc. Abriu a porta que, nos tempos modernos, viabiliza diversas invenções sem fio, como o telefone celular. Envolto, porém, no conflito secular entre obscurantismo e ciência, teve os sonhos despedaçados, ficando à margem da memória oficial.

Sobre Landell de Moura, leia também:

Este livro lança novas luzes sobre a sua biografia. Detalha a inédita experiência wireless, revelando o conteúdo da mais antiga mensagem via rádio. Mostra que, nos EUA, ele foi reconhecido por outros inventores e que o seu nome transita entre membros do renomado IEEE – Institute of Electrical and Electronics Engineers, a maior organização profissional técnica do mundo.

A obra postula um lugar na galeria dos gênios das telecomunicações para o brasileiro que inventou o wireless.

Você pode assistir aqui ao documentário sobre Landell de Moura, dirigido por Deraldo Goulart



O Autor

Hamilton Almeida é jornalista. Começou a pesquisar as façanhas do Padre Landell ainda estudante na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Não parou mais até esculpir esta obra-mestra. Iniciou a carreira profissional em São Paulo, como repórter da agência Telenotícias, do Grupo Visão. 

Em Porto Alegre, foi repórter de economia do jornal Zero Hora por mais de uma década. Em Buenos Aires, correspondente de ZH e, depois, da Gazeta Mercantil Latino-Americana, além de colunista da revista Imprensa e colaborador da rádio BBC, de Londres, para assuntos de economia. 

Investigações na capital do país vizinho levaram à escrita de Sob os olhos de Perón: o Brasil de Vargas e as relações com a Argentina (Record, 2005). De volta ao Brasil, atuou na CDN e é colaborador da revista Química e Derivados.

Serviço:

  • Título: Padre Landell: o brasileiro que inventou o wireless
  • Autor: Hamilton Almeida
  • Prefácio: Gildo Magalhães
  • Número de páginas: 344 - Formato: 16 x 23 cm
  • ISBN: 978-85-524-0224-4.

sábado, 13 de março de 2021

A regionalização da produção pelas mãos do Cade

 

Programa Carrosel, na TV Brasília, marcou época na
transmissão local de conteúdos na Capital Federal

Avaliando as chamadas “condutas anticompetitivas” nos segmentos de TV aberta e por assinatura, o Cade aponta que a estruturação em redes, para efeitos de concentração, "é negativa, pois limita a variedade de conteúdo, sendo transmitida menos programação do que existiria, se cada geradora fosse diretamente responsável pelos produtos audiovisuais transmitidos".


Por Chico Sant’Anna*
Publicado originalmente no Observatório da Imprensa

 

 A Constituição Federal definiu, após mobilização da Fenaj, Fitert e Fitel, que a produção educativa, cultural e jornalística no rádio e na televisão deve ser regionalizada. O artigo 221, porém, nunca vigorou devido à falta de regulamentação. Não por falta de iniciativas. A pressão de grandes redes midiáticas e a chamada bancada da mídia nunca permitiram que isso acontecesse. Agora, estudo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade, órgão do ministério da Justiça com poder de avaliar a existência de cartéis e monopólios na economia brasileira, pode fazer com que a regionalização venha acontecer.

Desde 1988, a concentração da produção midiática se exacerbou, chegando ao rádio. Pela lei, não existe emissora repetidora de rádio. Todas são geradoras e, como tal, obrigadas a produzir localmente seus conteúdos. O modelo da TV, contudo, migrou pro rádio. Emissoras regionais passaram a ser simples retransmissoras da produção do Centro-Sul, notadamente, do Rio de Janeiro e São Paulo.

Avaliando as chamadas “condutas anticompetitivas” nos segmentos de TV aberta e por assinatura, o Cade aponta que a estruturação em redes, para efeitos de concentração, "é negativa, pois limita a variedade de conteúdo, sendo transmitida menos programação do que existiria, se cada geradora fosse diretamente responsável pelos produtos audiovisuais transmitidos".

Para o Cade, a concorrência pela audiência das programações só ocorre entre as cabeças de rede de abrangência nacional. "Historicamente, a última entrada significativa no mercado de cabeças de rede nacionais se deu em 1999, com a entrada da Rede TV. Portanto, tal mercado não é dinâmico. O mercado é também altamente verticalizado, uma vez que para se tornar uma cabeça de rede nacional, a empresa deve atuar simultaneamente nas etapas de transmissão de conteúdo, programação e produção de conteúdo", aponta o órgão.

Embora o Cade não mencione, há o inciso II, do artigo 221, até hoje desrespeitado, que prevê a produção independente que objetive a divulgação da cultura nacional e regional.

A bandeira da regionalização, levantada na década de 80 pelos trabalhadores do setor, tinha como pano de fundo preservar as diferentes culturas regionais, dar espaço a valores locais, evitar a pasteurização da informação, e fomentar maior geração de emprego e renda.

Gerações que nasceram após o advento das transmissões via satélite não vivenciaram os telejornais locais, que tratavam de temas locais, nacionais e internacionais. Tão pouco os programas musicais e humorísticos das diversas cidades. Aqui mesmo no DF, a TV Brasília embalou gerações com programas do tipo Carrossel, Quem Sabe Viaja. Nomes como Carranquinha e Titio Darlan encantaram milhares de crianças. Hoje, não teriam espaço na grade de programação.

Na música, valores locais como Ney Matogrosso, Cassia Eller, Paralamas do Sucesso, dentre tantos outros, só conseguiram vingar depois que migraram para o Rio e São Paulo e lá obter a visibilidade midiática que só as cabeças-de-rede propiciam. Até no Jornalismo, do Planalto Central, muita gente foi buscar espaço no Rio e São Paulo. Vide os casos recentes de Poliana Abrita e Tadeu Schmidt, mas no passado teve também Amália Rocha, Mauro Naves, Ana Paula Padrão, Leilane Neubarth, dentre vários e várias outras.

Para as empresas é mais barato produzir e mais fácil gerir uma só grade de programação, difundida nacionalmente. Se reduz custos, este modelo diminui a oferta de trabalho, a diversificação cultural e informativa e fortalece uma agenda temática formulada a partir de uma única perspectiva. Com as grandes redes, o caboclo da Amazônia sabe mais das enchentes do Tietê do que as dos igarapés amazônicos.

O Cade aponta ainda como condutas anticompetitivas os contratos de direito de transmissão de eventos esportivos. "Principalmente com relação ao abuso de poder econômico, abuso de posição dominante e acordo de exclusividade". Nos anos 70, em Brasília, podia se ver o futebol do Rio, na Globo, o paulista, na Bandeirantes, e o do Rio Grande do Sul, na TV Nacional – hoje TV Brasil – já que os generais de plantão apreciavam o futebol gaúcho. Hoje, na maioria dos casos, o jogo é um só para todo o Brasil. O espectador é obrigado a torcer ou secar times que não lhe dizem nada culturalmente.

Não se sabe até onde o Cade pretende levar suas conclusões. Pautaria o governo a disciplinar a regionalização da produção de rádio e TV? O momento atual, em que o Palácio do Planalto tem se bicado com a maioria dos grandes conglomerados midiáticos, pode ser um elemento motivador para que o Executivo proponha um novo modelo.

Pensar num país com as dimensões do Brasil com um só cardápio de conteúdos midiáticos é ruim e joga contra a criatividade regional. Entretanto, mudar de supetão as regras da produção teleradiofônica, principalmente depois dos efeitos econômicos da Covid, pode ser nocivo à maioria dos meios de comunicação e levar alguns à sucumbência.

Regulamentar o artigo 221 por “canetada”, seja medida provisória ou norma do Cade, não seria de bom alvitre. O Congresso Nacional é que deveria tomar à frente a responsabilidade. Junto com a regionalização, a exemplo do que ocorre em países como a França, deveria pensar também na regulamentação da distribuição de verbas publicitárias, públicas e privadas, para que mídias locais, regionais e nacionais sobrevivam. Lá, canais nacionais de TV, por exemplo, não veiculam propaganda do varejo. Essa publicidade cabe às mídias locais, impressas, radiofônicas ou televisivas. 

Mas esse é um debate mais profundo, que fica para outro artigo.

 

 

*Chico Sant’Anna é jornalista, documentarista e pesquisador em Comunicação, com Doutorado pela Universidade de Rennes 1 – França. Durante a Constituinte, era vice-presidente Regional da Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj, tendo atuado diretamente nas gestões para a redação do Capítulo da Comunicação Social, na Constituição de 1988.

sábado, 6 de janeiro de 2018

Radiodifusão: Suspeita de irregularidades causa demissão no Ministério

Secretária de Radiodifusão, do antigo Ministério das Comunicações, hoje MCTIC, deixa o cargo após de ser acusada de favorecer empresas e fundações na concessão de repetidoras de canais de rádio e TV


Da redação do semanário Brasília Capital

Depois de questionamentos feitos por empresas de comunicação de São Paulo sobre a violação de exigências técnicas e jurídicas em dezenas de concessões de canais de rádio TV, a secretária de Serviços de Radiodifusão do Ministério de Ciências, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Vanda Jugurtha Bonna Nogueira, foi exonerada do cargo no dia 2 de janeiro. Mas o ato publicado no Diário Oficial da União diz que a demissão foi “a pedido”.
O MCTIC respondeu, em nota enviada ao Brasília Capital, na quinta-feira (4), que o desligamento de Vanda deve-se apenas “a questões particulares e de trajetória profissional”. E elogiou o trabalho da ex-secretária. “Vanda exerceu com competência e lisura as tarefas à frente da Secretaria, como ações em favor da migração das emissoras de rádio de AM a FM, a desburocratização do setor e a progressiva implementação do sinal digital de televisão no país, entre diversas outras ações que contribuíram com o setor de radiodifusão e sua função social no Brasil”.
No dia 21 de dezembro, o portal Brasília Capital noticiou a situação da agora ex-secretária.  As irregularidades atribuídas a Vanda Jugurtha entre 2016 e 2017 foram apresentadas às comissões de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal, e de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados.
De acordo com a denúncia protocolada nos três órgãos, as Autorizações de RTV assinadas pela secretária de Serviços de Radiodifusão violam exigências técnicas e jurídicas. De acordo com a denúncia, um grupo específico de empresas e fundações estaria sendo beneficiado. Entre elas, são citadas as entidades Fundação Educacional Comendador Avelar Pereira de Alencar, Fundação Guilherme Muller, Fundação de Fátima e Fundação Padre Luiz Bartholomeu, além das empresas Miller Propaganda e Marketing Ltda  e Emmanuel Telecomunicações Ltda-EPP.
Antes de assumir o cargo no MCTIC, Vanda Jugurtha advogou para vários grupos de comunicação no País. Notícia publicada pela Folha de S. Paulo em 2016 dá conta de que entre esses veículos estão afiliadas da Rede Globo, como a TV Diário, de Mogi das Cruzes (SP). Na Secretaria, Vanda Jugurtha tinha a competência de supervisionar a “regulamentação da outorga para exploração dos diversos serviços de radiodifusão” e “acompanhar a exploração dos serviços”.

Procurado pelo Brasília Capital, em dezembro o MCTIC respondeu que “recebeu as notificações” e esclareceu que “todos os assuntos pertinentes às denúncias serão auditados”. A secretária Vanda Jugurtha não atendeu o jornal nas várias tentativas de contato. A reportagem também não conseguiu contato com as entidades citadas na denúncia. O MCTIC não respondeu, quinta-feira (4), se os atos irregulares atribuídos a Vanda Jugurtha serão anulados após seu afastamento da função.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Documentário registra o papel do rádio na libertação de Guiné-Bissau e Cabo Verde

Canhão de Boca é um documentário de 52 minutos, realizado por Ângelo Lopes e produzido por Samira Pereira, da produtora O2, que aborda a construção da liberdade em Cabo Verde a partir dos programas de rádio. 
No contexto de luta de libertação de Guiné-Bissau e Cabo Verde, Amílcar Cabral usava a expressão “Canhão de Boca” para se referir à Rádio Libertação como arma mais poderosa do que todo o arsenal de guerra que pudessem possuir.
A partir da experiência cabo-verdiana e com um olhar sobre o mundo, o documentário “Canhão de Boca” ficciona um programa de rádio com Amélia Araújo, uma das vozes da Rádio Libertação que deu corpo aos programas de difusão dos ideais da luta entre 1964 e 1973; e Rosário da Luz, voz que incorpora a informação crítica como luta da desconstrução contemporânea em Cabo Verde. As suas lutas são próprias de cada tempo, mas são, na sua essência, lutas comuns.
Hoje porque lutamos? Um dos maiores legados filosóficos da luta pela independência é o princípio de que, para sermos livres, precisamos pensar pelas nossas cabeças. Para isso, é essencial combater qualquer tipo de colonialismo e a nossa subjugação a este(s).
Este documentário elege a rádio, meio de comunicação e expressão vinculado à voz, como veículo da discussão contemporânea em torno da utopia da liberdade. A partir de eventuais confrontos, interessam as relações que o espectador reconstrua a partir do seu próprio pensamento.
O filme de Ângelo Lopes combina dois tempos: o presente e o passado históricos. O documentário conta com a participação de Amélia Araújo, a principal locutora e animadora da Rádio Libertação, emissora criada em 1967 e utilizada pelo PAIGC para difundir as suas ideias durante o conflito que opôs o Partido ao Exército Português na luta pela independência (1963/1974).

Além de Amélia Araújo, participam também do filme a economista e comentarista cabo-verdiana Rosário Luz e o diretor da Rádio Morabeza de Cabo Verde, Nuno Andrade Ferreira. 
CPLP
Canhão de Boca foi produzido e está sendo exibido no âmbito do programa CPLP Audiovisual, que tem o objetivo de estimular o intercâmbio cultural entre os povos dos países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O programa busca apoiar o desenvolvimento, produção e difusão de telefilmes de ficção, baseados em adaptações audiovisuais de obras literárias nacionais, bem como a produção e teledifusão de documentários.
Ficha Técnica
Inédito 52 minutos Realização Ângelo Lopes Produção Samira Pereira Diretor de Fotografia Mamadou Diop Assistente de Câmara e Edição de Imagem Edson Silva D. Captação, Edição e Mixagem de Som David Medina  Sonoplastia Kisó Oliveira Correção de Cor Manuel Pinto Barros Investigadora Celeste Fortes Assistente de Produção Vanísia Fortes Assistente Administrativa e Financeira Aldina Simão Design Gráfico Oficina de Utopias.
Serviço:
Canhão de Boca  vai ser exibido pela TV Brasil no sábado (dia 17), às 23h30.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Livro analisa as mediações entre o rádio e as mídias sociais

Acaba de ser publicado o novo livro do pesquisador Marcelo Kischinhevsky, Rádio e mídias sociais: Mediações e interações radiofônicas em plataformas digitais de comunicação (Ed. Mauad X).

O trabalho sistematiza resultados de pesquisa sobre a reconfiguração da indústria da radiodifusão diante da convergência midiática, desenvolvida ao longo dos últimos cinco anos junto ao Curso de Jornalismo e ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom) da Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCS/UERJ),

O livro aborda o rádio como um meio de comunicação expandido, que extrapola as transmissões em ondas hertzianas e transborda para as mídias sociais, o celular, a TV por assinatura, sites de jornais, portais de música. 

Um meio em que não apenas a escuta se dá em múltiplos dispositivos, ambientes e temporalidades, mas também a produção, a edição e a veiculação de conteúdos ocorrem com agilidade crescente e muitas vezes sem fronteiras. Discute ainda como o rádio hertziano é cada vez mais desafiado por novos atores do entorno digital (os chamados serviços de rádio social), ainda que permaneça relevante no novo ecossistema midiático.

Sobre o autor

Marcelo Kischinhevsky coordena o AudioLab (Laboratório de Áudio) e lidera o Grupo de Pesquisa Mediações e Interações Radiofônicas, certificado pelo CNPq.

Lançamento
O lançamento oficial acontece no Rio de Janeiro, dia 14/9, às 19h, na Livraria Blooks (Praia de Botafogo, 316. Haverá também , no Rio de Janeiro). Haverá um pré-lançamento porocasião do Congresso da Intercom, que acontece em São Paulo, .

Abraços sonoros,

domingo, 6 de março de 2016

Ceará opera única rádio do Brasil com conteúdo só para presidiários

Em funcionamento desde 2009, a Rádio Livre é transmitida em seis unidades e atinge mais de 6 mil pessoas diariamente
Hoje a equipe da rádio conta com um jornalista responsável e dois egressos. P(FOTO: 
Publicado originalmente na Tribuna do Ceará.
Liberdade é, segundo o dicionário, o estado de pessoa livre e isenta de restrição externa ou condição do ser que não vive em cativeiro. Para mais de 21 mil pessoas no Ceará, tal conceito não se aplica mais. Envolvidas em algum tipo de delito, essas pessoas foram destituídas de sua liberdade.
Longe do convívio social, muitos detentos perdem o contato com familiares e amigos. E foi justamente pensando em aproximar a população carcerária não apenas da família e amigos, mas, também, de conteúdos voltados para educação e cidadania, que a surgiu a Rádio Livre.
O projeto, idealizado pela Secretaria da Justiça, é o único no país a levar conteúdos como direito, educação, cultura, esporte, religião, psicologia, capacitação e entretenimento para quase 6 mil presos das Casas de Privação Provisória de Liberdade II, III, IV e de Caucaia, da Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo (Pacatuba) e do Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa (IPF).
“A rádio foi apadrinhada pela Secretaria da Justiça em 2009 e começou pela CPPL2. Naquela época só transmitia música religiosa ou clássica. Além disso, o familiar podia passar uma mensagem, ou o diretor poderia falar com os detentos, chamá-los para fazer algum procedimento, por exemplo. Em 2012 foi criado um estúdio profissional com mesa de som, todo equipado para transmitir uma programação e também para ampliar esse sinal para outras unidades”, explica Felipe Sampaio, jornalista responsável pela rádio.
Atualmente o projeto pioneiro conta com 18 programas funcionando de segunda a sexta, das 8 às 17 horas. Enviando simultaneamente o sinal via internet, a rádio atinge não apenas a população carcerária, que escuta a rádio por meio das  caixas de som instaladas em vivências e corredores das unidades penitenciárias, mas, também, os servidores que podem escutar a rádio via intranet (rede interna de comunicação).
Além de fonte de conteúdos importantes e meio de comunicação entre a direção das penitenciárias e os internos, a Rádio Livre também funciona como meio de comunicação entre os presos e suas famílias. “Funciona assim: vamos até o presídio e os internos entregam bilhetes com recados. Em um dia, em apenas uma vivência do presídio, recebemos em média 200 bilhetinhos com mensagens. Para você ter ideia, um único presídio tem, em média, seis vivências. Então são muitos recados, a gente às vezes não consegue dar conta”, aponta Felipe.
Como um serviço de tele mensagem, os três responsáveis pela rádio ligam para o familiar do detento e entregam o recado. Há, ainda, a possibilidade de o destinatário responder a mensagem, de forma que sua resposta é transmitida no ar, dentro da programação da rádio.
“Outro meio de comunicação usando a rádio é a caixa de recados que cada presídio tem na portaria. Nessas caixas o familiar deposita o recado, nós passamos recolhendo e depois lemos as mensagens para os detentos. Outro modo de se comunicar é o telefone da rádio, o nosso e-mail e, agora, o nosso whatsapp. Com essa nova ferramenta o familiar pode enviar uma mensagem toda pronta, gravada em áudio, inclusive, o que permite o detento escutar a voz do remetente”, destaca.
Restaurando vidas
A história do primeiro programa da Rádio Livre e do seu realizador ajuda a entender a trajetória do meio de comunicação. O pastor Nelson Massambani conta, com orgulho, que o programa Celebrando Restauração nasceu da iniciativa de um único membro da igreja onde ele é líder de ministério.
“A igreja Batista Central tinha naquela época um projeto chamado Pontes para a Liberdade e entre os muitos ponto de interesses do projeto estava justamente a rádio via web, que, naquele momento era a única coisa que poderíamos colocar em prática”, conta.
E foi assim que nasceu a muda que daria, algumas anos depois, origem à rádio apadrinhada pela Secretaria da Justiça. “O nosso programa foi o primeiro a ir ao ar e o único por muito tempo. Lembro que no começo a rádio funcionava em um estúdio pequenininho, lá no colégio Kerigma, no bairro São João do Tauape. Naquela época Rodrigo Moraes ia nas unidades carcerárias e deixava os computadores funcionando para então voltar para o colégio e gravar o programa”, relembra.
Mesmo sem nunca ter sido locutor ou ter tido qualquer contato com rádio anteriormente, o pastor encarou a responsabilidade de ser participante ativo do projeto. “E com o envolvimento da Secretaria que as portas se abriram de fato para a rádio. A Rádio Livre ganhou audiência e um status muito lindo. Tornou-se, de fato, uma política pública como imaginávamos”, exclama o religioso.
Hoje o pastor é envolvido não apenas com o programa Celebrando Restauração, no qual desenvolve o programa de 12 passos para a reabilitação da população carcerária, mas, também, na realização de mutirões e ações dentro dos presídios.
Os frutos do trabalho realizado podem se encontrados no discurso de Nelson e Felipe. Enquanto o religioso assiste egressos procurarem a igreja após cumprirem suas penas, o jornalista assiste presos encontrarem a paz e o carinho da família por meio das ondas do rádio.
“Em 2014 nós fizemos uma ação que eu nunca mais vou esquecer. Foi a ação Rádio Livre. Naquela época tinha um rapaz que estava preso na tranca, que geralmente é aplicada para aqueles detentos com mau comportamento. E a mãe desse rapaz mandava recado para ele pela rádio todos os dias. E no dia da ação nós decidimos fazer uma homenagem para ela. Realizamos o encontro desse preso com a mãe após 4 meses sem sequer ouvirem a voz um do outro”, conta.
O resultado veio poucos dias depois, conta Felipe. “Dias depois essa mãe ligou para a rádio e disse que o filho tinha saído da tranca, tinha melhorado o comportamento, que passou a ser reconhecido pelo nome lá dentro e não mais por interno. Além de ter transformado o modo como ele passou a tratar a mãe e os amigos. Esse é um dos exemplos que a gente confere todos os dias na Rádio Livre e que é muito gratificante”, encerra.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

[Veja o vídeo] Impactos sociais e tecnológicos da migração das rádios AM para FM

As emissoras de rádio em ondas médias, OM, ou AM na sigla inglesa, começam a desaparecer no Brasil.
Por decisão governamental, todas elas vão migrar para a freqüência modulada, popularmente chamada de FM. Pouquíssimas emissoras em AM, tais como a Rádio Nacional, da Empresa Brasileira de Comunicação - EBC, vão manter sua transmissão.
Essa migração também fará desaparecer os canais de televisão aberta que utilizam numeração abaixo de 6.
Tive a oportunidade de gravar para o programa Cidadania, da TV Senado, uma entrevista sobre  a Migração das AMs para FMs com o diretor-geral da Abert, Luis Roberto Antonik.
Foram analisados os impactos de isolamento social daqueles brasileiros que vivem nos rincões brasileiros, como a Amazônia, que dependem do rádio para manter-se informado e exercer sua cidadania.
Também abordamos os temas tecnológicos, tais como a necessidade do rádio-ouvinte ter que adquirir novos aparelhos receptores, em especial aqueles que estão acostumados a ouvier o rádio no carro.
O programa será exibido pela TV Senado nas seguintes datas e horários:

  • Sábado (20/2): 7h00
  • 2ª feira (22/2): 13h00
  • 3ª feira (23/2): 20h30
  • 4ª feira (24/2): 7h30
  • 5ª feira (25/2): 8h30
  • 6ª feira (26/2): 13h00


O programa também já está disponível no youtube e  pode ser acessado por este blog.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Curso Marketing Digital para radiodifusores online

Por André Quintão

A internet impactou as relações comerciais em todos os setores produtivos, principalmente nas áreas da comunicação, consequentemente o Rádio e TV. Os recursos online disponíveis trouxeram novas formas na relação entre as empresas, clientes e fornecedores. Tudo está mais rápido, interativo e competitivo. 
Mas a presença na internet não se limita à um website. Novos desafios são apresentados constantemente, exigindo campanhas de marketing digital, cada vez mais eficazes.
O rádio, juntamente com a internet e suas redes sociais, é sinônimo de interação, agilidade e mobilidade. Mas como os radiodifusores podem incorporar o marketing digital? E ainda, por onde podem começar?
Esta é a proposta do curso de Marketing Digital para Radiodifusores. Apresentar um passo a passo através de um plano de marketing online simples e eficiente. O curso apresenta alguns dos recursos mais utilizados para ações com marketing digital. O essencial de como usar a internet para os negócios, com os termos utilizados por profissionais atuantes neste ascendente mercado, e ainda entender quais caminhos, ações ou plataformas utilizar para que se possa trabalhar o marketing digital para a nova era do rádio.
Inscrições e mais informações sobre o curso aqui.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Da vitrola ao iPod: livro conta a história da indústria fonográfica no Brasil

Da vitrola ao iPod: uma história da indústria fonográfica no Brasil concentra-se, de maneira extensa e aprofundada, na história das gravações musicais brasileiras dos anos 1960 à atualidade.
Pela sua originalidade, pela riqueza de informações e pela rigorosa elaboração, este livro é daqueles que estavam faltando no meio universitário e no mercado editorial brasileiros.
O  autor, Eduardo Vicente, detentord uma graduação em Música Popular, pela Unicamp, e um mestrado em Sociologia, pela mesma universidade, é atualmente professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Ele reuniu em seu trabalho de doutorado, ora publicado em forma de livro, a sua experiência nesses dois campos de atividade, algo que não é comum no campo acadêmico brasileiro.


Sobre o autor: 
Eduardo Vicente possui graduação em Música Popular e mestrado em Sociologia pela Unicamp, doutorado em Ciências da Comunicação pela ECA/USP e pós-doutorado pelo Centre for Media and Cultural Research da Birmingham City University (UK). É professor do Departamento de Cinema, Rádio e TV da ECA/USP e do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais da mesma instituição. Edita a revista Novos Olhares e coordena o MidiaSon: Grupo de Estudos e Produção em Mídia Sonora. É bolsista de Produtividade em Pesquisa PQ 2 (CNPq).

Serviço: 

Livro: Da vitrola ao iPod
Assunto: História
Edição: Alameda (tel.: 11 3012-2400)