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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Documentário registra o papel do rádio na libertação de Guiné-Bissau e Cabo Verde

Canhão de Boca é um documentário de 52 minutos, realizado por Ângelo Lopes e produzido por Samira Pereira, da produtora O2, que aborda a construção da liberdade em Cabo Verde a partir dos programas de rádio. 
No contexto de luta de libertação de Guiné-Bissau e Cabo Verde, Amílcar Cabral usava a expressão “Canhão de Boca” para se referir à Rádio Libertação como arma mais poderosa do que todo o arsenal de guerra que pudessem possuir.
A partir da experiência cabo-verdiana e com um olhar sobre o mundo, o documentário “Canhão de Boca” ficciona um programa de rádio com Amélia Araújo, uma das vozes da Rádio Libertação que deu corpo aos programas de difusão dos ideais da luta entre 1964 e 1973; e Rosário da Luz, voz que incorpora a informação crítica como luta da desconstrução contemporânea em Cabo Verde. As suas lutas são próprias de cada tempo, mas são, na sua essência, lutas comuns.
Hoje porque lutamos? Um dos maiores legados filosóficos da luta pela independência é o princípio de que, para sermos livres, precisamos pensar pelas nossas cabeças. Para isso, é essencial combater qualquer tipo de colonialismo e a nossa subjugação a este(s).
Este documentário elege a rádio, meio de comunicação e expressão vinculado à voz, como veículo da discussão contemporânea em torno da utopia da liberdade. A partir de eventuais confrontos, interessam as relações que o espectador reconstrua a partir do seu próprio pensamento.
O filme de Ângelo Lopes combina dois tempos: o presente e o passado históricos. O documentário conta com a participação de Amélia Araújo, a principal locutora e animadora da Rádio Libertação, emissora criada em 1967 e utilizada pelo PAIGC para difundir as suas ideias durante o conflito que opôs o Partido ao Exército Português na luta pela independência (1963/1974).

Além de Amélia Araújo, participam também do filme a economista e comentarista cabo-verdiana Rosário Luz e o diretor da Rádio Morabeza de Cabo Verde, Nuno Andrade Ferreira. 
CPLP
Canhão de Boca foi produzido e está sendo exibido no âmbito do programa CPLP Audiovisual, que tem o objetivo de estimular o intercâmbio cultural entre os povos dos países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O programa busca apoiar o desenvolvimento, produção e difusão de telefilmes de ficção, baseados em adaptações audiovisuais de obras literárias nacionais, bem como a produção e teledifusão de documentários.
Ficha Técnica
Inédito 52 minutos Realização Ângelo Lopes Produção Samira Pereira Diretor de Fotografia Mamadou Diop Assistente de Câmara e Edição de Imagem Edson Silva D. Captação, Edição e Mixagem de Som David Medina  Sonoplastia Kisó Oliveira Correção de Cor Manuel Pinto Barros Investigadora Celeste Fortes Assistente de Produção Vanísia Fortes Assistente Administrativa e Financeira Aldina Simão Design Gráfico Oficina de Utopias.
Serviço:
Canhão de Boca  vai ser exibido pela TV Brasil no sábado (dia 17), às 23h30.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Cabo Verde: Jornalistas denunciam limitações legais à liberdade de imprensa

Distribuído pela Panapress, publicado anteriormente na África 21 Digital


A Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) pediu, ao presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que solicite ao Tribunal Constitucional a fiscalização de uma norma do Código Eleitoral que leva a uma limitação séria da liberdade de Imprensa no arquipélago.

Praia - A Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) pediu, terça-feira, ao Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que solicite ao Tribunal Constitucional a fiscalização de uma norma do Código Eleitoral que leva a uma limitação séria da liberdade de Imprensa no arquipélago.
À saída da audiência que uma delegação da AJOC teve com Jorge Carlos Fonseca, a presidente da AJOC explicou que a associação que representa a classe jornalística cabo-verdiana está preocupada com a aplicação dada ao artigo 105 do Código Eleitoral, nas alíneas c) e e).
"Entendemos que, nesse momento o que se desenha é essa nova limitação de liberdade de imprensa e da liberdade de expressão dos cabo-verdianos e a AJOC entende que isto é inconstitucional, tendo em conta o artigo 40 e 60 da Constituição da República", disse.
Por isso, prosseguiu, "porque temos essas dúvidas sobre essa inconstitucionalidade dessas normas, viemos pedir ao Presidente que solicite ao Tribunal Constitucional a fiscalização desta norma do Código Eleitoral".
Para Carla Lima, o facto de o referido artigo dizer que não se pode emitir opinião nem favorável nem desfavorável em relação ao candidato de partidos ou listas e nem em relação aos órgãos de soberania ou órgãos autárquicos, tem levado as televisões, as rádios e os jornais a suspenderem os espaços de opinião dos cidadãos e de especialistas, durante o período da campanha para a eleições legislativas de 20 de março próximo.
A presidente da AJOC diz ter verificado que, após as eleições de 2011, o número de queixas que entraram na Comissão Nacional de Eleições (CNE) contra os órgãos de comunicação social foi "imenso", tendo, na altura, o órgão que supervisiona os processos eleitorais  dado provimento a essas queixas com base no artigo 105 do Código Eleitoral.
Carla Lima disse ter  constatado que o Presidente da República também tem dúvidas sobre a constitucionalidade nessa matéria, tendo Jorge Carlos Fonseca informado à delegação da AJOC estar a analisar a questão e que muito provavelmente irá solicitar a fiscalização da mesma por parte do Tribunal Constitucional.
Entretanto, já depois do encontro com a AJOC, Jorge Carlos Fonseca comentou o tema no seu perfil de Facebook, revelando que o assunto tem merecido a sua "avaliação" e que na próxima semana tomará uma posição quanto ao eventual pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade das normas em causa.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Cabo Verde entre os países africanos com melhor Índice de Liberdade de Imprensa

Do portal África 21


RSF considera que o arquipélago continua a ser um dos países africanos, juntamente com a Namíbia e o Gana, melhor colocados no ranking que classifica a liberdade de imprensa no mundo.
Cabo Verde - arquipélago na costa africana que faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - CPLP - desceu 16 posições no Índice da Liberdade de Imprensa, passando de 9.º para o 25.º lugar na lista anual divulgada esta quarta-feira pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF),
Apesar desta queda, cujos motivos não foram precisados, a RSF considera que o arquipélago continua a ser um dos países africanos, juntamente com a Namíbia e o Gana, melhor colocado no ranking que classifica a liberdade de imprensa no mundo.
Para realizar este índice, que abrange 179 países, a RSF dirigiu um inquérito a 18 associações de defesa da liberdade de expressão nos cinco continentes, aos seus 150 correspondentes, bem como a jornalistas, investigadores, juristas e militantes dos direitos humanos.
O índice publicado anualmente avalia o grau de liberdade de que gozam jornalistas, meios de comunicação es cidadãos, bem como os meios implementados pelos Estados o seu respeito.
O Índice Mundial da Liberdade de Imprensa 2013 da RSF aponta que um grande número de jornalistas morreu no cumprimento do dever em 2012, ano mais mortífero registado pela organização.
Os primeiros colocados no ranking sobre liberdade de imprensa deste ano da RSF foram a Finlândia, a Holanda, a Noruega, Luxemburgo e Andorra.
Nos últimos lugares ficaram a Eritreia (179.º), a Coreia do Norte (178.º), o Turquemenistão (177.º), a Síria (176.º) e a Somália (175.º).