O Instituto Combustível Legal (ICL) reforça, na edição de
2026 do Prêmio ICL de Jornalismo, a valorização da cobertura local e regional
sobre o mercado de combustíveis. A iniciativa busca estimular reportagens
investigativas capazes de identificar fraudes, acompanhar ações de fiscalização
e mostrar como práticas ilegais afetam diretamente consumidores, empresas que
atuam de forma regular, arrecadação pública e comunidades de diferentes regiões
do Brasil.
A categoria Regional concederá dois prêmios de R$ 10 mil
cada. Poderão concorrer reportagens publicadas por veículos de alcance local ou
regional, em todos os formatos previstos no regulamento. A avaliação dará
ênfase à abordagem dos impactos do setor nas comunidades e nas economias locais.
Os dois trabalhos que alcançarem as maiores pontuações da comissão julgadora
serão premiados.
Para o ICL, o fortalecimento do jornalismo regional é
fundamental porque muitos dos efeitos do mercado irregular são percebidos
inicialmente nos municípios e estados. São jornalistas locais que acompanham de
perto operações policiais, interdições de estabelecimentos, investigações sobre
sonegação, adulteração de produtos, fraudes em bombas, roubo de cargas e outras
práticas que podem estar associadas a estruturas criminosas mais amplas.
Além de revelar esquemas ilegais, a cobertura regional
permite traduzir grandes números e investigações complexas para a realidade do
cidadão. Uma fraude no mercado de combustíveis pode significar menos produto
entregue ao motorista, risco de danos ao veículo, concorrência desleal contra
empresas idôneas e perda de recursos que poderiam ser destinados a serviços
públicos.
“O jornalismo local conhece a realidade de cada região,
acompanha as autoridades, ouve os consumidores e consegue mostrar como as
irregularidades chegam à vida das pessoas. Ao criar dois reconhecimentos na
categoria Regional, queremos ampliar a visibilidade dessas reportagens e
incentivar investigações que, muitas vezes, começam em um município, mas
revelam problemas de dimensão estadual ou nacional”, afirma Emerson Kapaz,
presidente do Instituto Combustível Legal.
Premiação de R$ 70
mil
O Prêmio ICL de Jornalismo 2026 distribuirá um total de R$
70 mil em três categorias. Além dos dois trabalhos regionais, que receberão R$
10 mil cada, haverá um prêmio de R$ 30 mil para a categoria Série e outro de R$
20 mil para a categoria Nacional. Todos os vencedores também receberão o troféu
do Prêmio ICL de Jornalismo 2026.
A categoria Série é destinada a conjuntos de duas ou mais
reportagens interligadas, com narrativa contínua e abordagem aprofundada. Os
trabalhos podem ter alcance regional ou nacional e ser apresentados em qualquer
formato ou meio de comunicação. Já a categoria Nacional reconhecerá uma
reportagem publicada em veículo de abrangência nacional e com impacto e
relevância para o país.
Podem participar jornalistas profissionais com trabalhos publicados
em veículos sediados no Brasil. São aceitas reportagens e séries jornalísticas
veiculadas em televisão, rádio, mídia impressa, plataformas digitais, streaming
e webTV. Os trabalhos precisam ter sido publicados entre 1º de outubro de 2025
e 30 de outubro de 2026.
As inscrições foram abertas em 4 de maio e seguem até 30 de
outubro de 2026, exclusivamente pelo site oficial do Prêmio ICL de Jornalismo.
A divulgação dos vencedores e a cerimônia de premiação ocorrerão durante o
evento “O Posto Mais Bonito do Brasil 2026”, em São Paulo, em data e local que
ainda serão anunciados.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão independente
formada por jornalistas e especialistas. Entre os critérios estão relevância e
interesse público, qualidade jornalística, clareza editorial, rigor na
apuração, verificação das informações, impacto social, econômico ou
institucional, originalidade, profundidade e contribuição para o debate sobre
legalidade e concorrência.
Jornalismo como
aliado da sociedade
Criado para fomentar a produção de conteúdo investigativo e
de interesse público, o Prêmio ICL de Jornalismo reconhece reportagens que
abordem os impactos do mercado irregular de combustíveis e as ações destinadas
a combatê-lo. A iniciativa integra o compromisso do Instituto com a promoção de
um ambiente de negócios mais ético, transparente e competitivo.
Em 2025, o prêmio recebeu mais de 80 reportagens e
distribuiu R$ 50 mil. Para 2026, o aumento da premiação e a criação de
categorias por alcance editorial ampliam o reconhecimento de trabalhos
nacionais e regionais, além de séries que demandam apuração prolongada e
aprofundamento.
“O enfrentamento ao mercado ilegal depende de fiscalização,
inteligência, integração entre instituições e informação de qualidade.
Reportagens bem apuradas ajudam a sociedade a compreender esses crimes, dão
visibilidade ao trabalho das autoridades e contribuem para que irregularidades
não sejam naturalizadas. Valorizar o jornalismo investigativo é também
fortalecer a defesa do consumidor e da concorrência leal”, conclui Kapaz.













