Por Antônio Carlos Queiroz (ACQ)
O jornalista
Raimundo Pereira, mestre genial do jornalismo independente, democrático e popular,
foi um daqueles lutadores imprescindíveis referidos pelo poeta Bertolt Brecht.
Nos tempos
da era de chumbo, era o jornalista da imprensa alternativa e combativa. Por
meio do jornal Opinião, trouxe de
volta ao centro do debate público a questão nacional. Por meio do jornal Movimento, fincou as bandeiras do fim
das leis de exceção da ditadura militar, da Anistia Ampla, Geral e Irrestrita,
e da convocação da Constituinte Livre e Soberana. Se destacou pelo rigor
profissional, coragem e compromisso com a democracia, atuando também em
veículos como Realidade e Veja.
Radicalmente
comprometido com a democratização republicana do País, e com a melhoria das
condições de vida da população brasileira, o Raimundo foi também apaixonado
pela divulgação das conquistas científicas.
Nascido em
Exu (PE), quando estava no último ano de Engenharia Aeronáutica no Instituto
Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em 8 de abril de 1964, foi preso pelo DOPS, o
que o levou a abandonar a Engenharia Aeronáutica no Instituto Tecnológico da
Aeronáutica (ITA) A e dedicar-se ao jornalismo após formar-se em Física.
Dizia que o
bom jornalista deve acompanhar os acontecimentos do seu bairro, de sua cidade,
de seu Estado, do seu País, do planeta e também do Universo. O mundo, dizia,
pode ser conhecido e o conhecimento é o caminho inevitável para que possamos
mudá-lo.
Socialista,
o Raimundo Pereira foi também um fã da República Popular da China. O livro que
conta grande parte da história de Raimundo Pereira foi disponibilizado pelos
autores
A causa da
morte não foi divulgada. Vou sentir saudades do mestre, com quem eu comia
feijoada com vinho, enquanto falávamos mal dos inimigos do povo brasileiro!












