Da antiga lauda de papel ao atelier do café especial: a trajetória de veteranos profissionais de imprensa para enfrentar as mudanças estruturais das redações e do jornalismo. Depois de 40 anos na Comunicação, o professor, jornalista e pesquisador acadêmico, Aldo Schmitz, e sua esposa mergulham na produção e comercialização on-line de um café diferenciado.
O avanço das novas tecnologias,
as mudanças dos hábitos culturais, as plataformas de redes sociais e seus influencers.... tudo tem contribuído
para uma mutação forte na imprensa e, principalmente, no mercado de trabalho
dos jornalistas profissionais. Não tem sido fácil, mesmo para profissionais
gabaritados, com experiência e até mesmo com passagem pelo mundo do ensino e da
pesquisa científica. Profissionais, novos e veteranos, tem buscado
alternativas, uma delas é se tornar empreendedor. E foi isso que fez o jornalista
paranaense Aldo Schmitz.
Há 40 anos no ensino e pesquisa de Jornalismo, inclusive a nível de pós graduação, na gestão da comunicação e da produção cultural, Aldo Schmitz, que lecionou na Universidade Federal de Santa Catarina, e sua esposa, Jacqueline Brandalize, decidiram por uma nova pauta: deram início a uma nova atividade. Em comum com a Comunicação? Só o hábito das redações de sempre estar tomando um cafezinho.
Isso mesmo, o casal decidiu mergulhar nos segredos dos someliers de café e acaba de implantar a Dripe Café, uma empresa de drip coffee de café especial. Pra quem não conhece o termo, trata-se de um café especial em dose individual, pronto para você. Mas ele não vem em capsulas nem precisa de máquinas. São sachês para filtrar direto na xícara a qualquer hora ou lugar. O casal aposta nesse novo método de extração: o drip coffee. Nele, o preparo é simples e prático: basta retirar o filtro do sachê, encaixar na xícara e adicionar água quente.Pesquisa
Foram mais de dois anos de
estudos, inclusive com ampla pesquisa realizada com mais de 700 apreciadores de
café especial, conta Aldo, hoje radicado em Curitiba. O jornalista assegura que todo o processo é artesanal e
sustentável, desde a colheita manual e seletiva até o beneficiamento natural de
microlotes. A torra também é artesanal, assim como o envase. “Trata-se de um
ateliê de café, um toque de curadoria que respeita a autenticidade do café
especial, do plantio a xicara” – observa Jacqueline Brandaliza, esposa e
parceira de Aldo nesse novo desafio.
Trata-se de um café puro, sem defeitos ou impurezas, com certificação e
rastreabilidade de origem, procedência e qualidade. A seleção prioriza terroirs
reconhecidos pelo INPI, com destaque para Minas Gerais, especialmente a Serra
da Mantiqueira e o Cerrado Mineiro.
Com as facilidades do comércio na internet, qualquer pessoa, em qualquer lugar do Brasil, poderá encomendar no site uma caixa de sachês de café. Cada caixa traz 25 sachês de 10 gramas. É ideal para o café da manhã e para qualquer momento do dia, em casa, no trabalho ou em viagem. O preço é, em média, 35% a 40% mais econômico do que o de outros drip coffees de café especial com pontuação acima de 84 pontos.












