Caros leitores e leitoras.
Mostrando postagens com marcador Jornalistas mortos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jornalistas mortos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Há 40 anos, mataram o Mário Eugênio

Perto da meia-noite de um domingo, Marão saía do Setor de Rádio e TV Sul de Brasília, após gravar seu programa de rádio. No térreo, enquanto abria a porta do carro para ir embora, foi atacado por indivíduos em dois veículos da segurança pública.

 

Por William França, publicado originalmente no Correio da Manhã - edição DF, coluna Brasilianas

Dia 11 de novembro, completaram-se 40 anos de um fato histórico que abalou Brasília: a morte do jornalista Mário Eugênio. Ele era um verdadeiro mito da reportagem policial. Escrevia no “Correio Braziliense” e tinha um programa diário da Rádio Planalto, o “Gogó das Sete”, líder de audiência.

Em 1984, no último ano da ditadura, ele teve coragem de denunciar um Esquadrão da Morte montado por militares do Exército e policiais do DF, que praticavam crimes diversos.

Mário Eugênio acabou recebendo um tiro de escopeta na cabeça e outros cinco tiros no corpo. Foram disparados pelo atirador de elite conhecido nos meios policiais como Divino 45.

Perto da meia-noite de um domingo, Marão saía do Setor de Rádio e TV Sul de Brasília, após gravar seu programa de rádio. No térreo, enquanto abria a porta do carro para ir embora, foi atacado por indivíduos em dois veículos da segurança pública.

Este colunista, à época estudante de Jornalismo no CEUB, era um ouvinte do programa. Acompanhou o noticiário pelo que a equipe do “Correio Braziliense” divulgava – embora, naquela época, não se soubesse tanto dos bastidores.

Hoje, sabe-se que a investigação do crime se deu pelos jornalistas do Correio. Rendeu perseguições, ameaças de morte e um trabalho de abafa por parte das autoridades da Secretaria de Segurança do DF e do Exército. Mas também rendeu um Prêmio Esso Nacional à equipe do jornal (o maior prêmio do Jornalismo brasileiro) e o Prêmio Herzog de Direitos Humanos, da Arquidiocese de São Paulo.

Toda essa história, rica em detalhes, está contada por um dos mais envolvidos em toda a apuração e resolução do crime, o jornalista Renato Riella. Então secretário-executivo de Redação do “Correio Braziliense”, ele chegou no local do crime quando Mário Eugênio ainda sangrava. “Brasilianas” reproduz o relato de Riella na versão digital da coluna.

 Acesse o link da coluna do jornal e boa leitura!

terça-feira, 20 de julho de 2021

Saudade da minha terra. O adeus a Jaime Sautchuk

Jaime (de gravata) acompanha discurso de Aldo Arantes.
Ao fundo, à esquerda, Fernando Tolentino,
Estela Landim e Haroldo Lima.
Foto: Arquivo pessoal Fernando Tolentino.


São muitas as lembranças. Nas lutas pela retomada do Sindicato dos Jornalistas, do Clube da Imprensa, do Movimento de Defesa da Amazônia, pela Constituinte (ampla, geral e irrestrita), por Diretas Já, por eleições em Brasília, na campanha de Aldo Arantes (em 1982), na campanha em que fui candidato a deputado federal (por que não?). E também seus vários livros, as diversas redações em que brilhou, até finalmente a Xapuri, a reserva ambiental Linda Serra dos Topázios, que criou em Cristalina, para se recolher nos anos mais recentes, como que deixando entender que "não adianta viver na cidade".

Por Fernando Tolentino

A despedida de tantos amigos queridos havia sido no Campo da Esperança. Ali se encontraram dezenas de colegas do primeiro time do jornalismo brasileiro, não poucos camaradas do PCdoB e companheiros da esquerda em geral.Encontraram-se, falaram das inesquecíveis experiências de convivência com Jaime Sautchuk. E dos "causos".

Muitos choraram e abraçaram-se, talvez pouco lembrados da pandemia, talvez muito confiados na vacina. Afinal, valia a pena se abraçarem. A lembrança comum de Jaime justificava.

São muitas as lembranças. Nas lutas pela retomada do Sindicato dos Jornalistas, do Clube da Imprensa, do Movimento de Defesa da Amazônia, pela Constituinte (ampla, geral e irrestrita), por Diretas Já, por eleições em Brasília, na campanha de Aldo Arantes (em 1982), na campanha em que fui candidato a deputado federal (por que não?). E também seus vários livros, as diversas redações em que brilhou, até finalmente a Xapuri, a reserva ambiental Linda Serra dos Topázios, que criou em Cristalina, para se recolher nos anos mais recentes, como que deixando entender que "não adianta viver na cidade".

Por isso, foi a chance de se marcarem novos encontros, inclusive com os que não puderam comparecer e não se desculpavam. Como a velha base dos jornalistas do PCdoB, com a declarada intenção de reunirem-se com a assumida intenção de reafirmar a presença de Jaime.

Uns poucos insistiram em levar Jaime à despedida final. Sua família e amigos que não conseguiram se afastar antes do último momento.

"De que me adianta viver na cidade.
Se a felicidade não me acompanhar."

A pedido da filha Rosa, o meu celular entoou pianíssimo, a canção preferida de Jaime, "Saudade da Minha Terra", de Goiá.

sábado, 5 de outubro de 2019

Fotógrafa Valda Nogueira morre atropelada no Rio


Povos, territórios, ancestralidade e cultura são os temas centrais de seus projetos experimentais e documentais

Texto / Lucas Veloso* | Ediçao / Pedro Borges | Imagem / Carolina Oliveira, do sitio Alma Preta
Nesta madrugada (4), morreu a fotógrafa Valda Nogueira, vítima de uma hemorragia interna. Nas primeiras horas do dia, ela deu entrada hospital municipal Miguel Couto, no Rio de Janeiro, após ter sido atropelada por um ônibus enquanto andava de bicicleta. A fotógrafa, de 34 anos, fraturou a bacia e passou por uma cirurgia de emergência, mas os médicos não conseguiram controlar a hemorragia.
Valda Nogueira cursou a Escola de Fotógrafos Populares em 2012 e em 2013 fez o curso Fotografia, Arte e Mercado, ambos no Observatório de Favelas, na complexo da Maré. Atualmente, desenvolvia trabalhos com fotografia documental. Ela também era estudante da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), onde cursava Artes Visuais. Desenvolvia projetos no coletivo Farpa, na plataforma Women Photograph e no Diversify Photo, MFON Women e Fotografia, Periferia e Memória.
*Colaborou Júlio Cesa
Veja aqui artigo sobre o trabalho de Valda:

Conheça aqui o trabalho da fotógrafa:


sexta-feira, 5 de abril de 2019

Morre o símbolo da fotografia brasileira. Adeus a Gervásio Baptista.



Brasília perde Gervásio Baptista, 97 anos, que nunca se intimidou com o ambiente solene do Palácio. Gervásio, o Gegê, foi uma referência para todas as gerações de fotógrafos



Por Alan Marques, publicado originalmente no Misto Brasília


Gervásio nos deixou hoje, mas estará sempre presente na lembrança de que viu seu sorriso e ouviu suas piadas. Não tinha como não rir com ele e não aprender como ele. Gegê, querido de todos, alegre para todos, gentil com todos. Todos nós sentiremos sua falta.
Deixo uma breve homenagem nas linhas de artigo que fiz sobre ele. É um texto que fala dele por meio do seu legado: fotojornalismo e a fotografia como arte.

Meu carinho!
Gervásio Baptista nunca se intimidou com o ambiente solene do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional ou STF, porque, com a bagagem de quem cobriu a Guerra do Vietnã (1955-75), a Revolução dos Cravos em Portugal (1974) e foi fotógrafo da Presidência da República durante o governo de José Sarney (1985-90), sempre transitou entre togados,  políticos e entre balas com a leveza de quem fotografa a vida mirando a sua efemeridade.

Como tudo começou
O início da carreira desse fotógrafo foi aos 15 anos, quando entrou para o jornal “Estado da Bahia” com uma câmera de chapa de vidro 9×12 e um flash “que colocava fogo em tudo”.
Não tinha nem um ano de casa quando foi pautado para fotografar Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados, recebendo a Comenda do Vaqueiro, no interior do Estado.
Um jumento tinha sido todo preparado com arreios coloridos e quatro homens levantaram Chateaubriand no colo para colocá-lo no lombo do bicho. Chatô vetou a publicação da imagem, mas acabou levando o jovem fotógrafo para trabalhar no Rio de Janeiro, na revista “O Cruzeiro”.
No final da década de 50, já na revista “Manchete”, Gervásio cometeu uma gafe quando pediu um cigarro a um médico argentino que estava em Cuba. Era Ernesto Che Guevara. O guerrilheiro soltou um palavrão e disse que cigarro era coisa de norte-americano e aquilo era um autêntico charuto cubano, “verdadeiro fumo de homem”. A conversa acabou entre risos.

Fotos mais polêmicas

Nem sempre a relação com fotografados foi assim, tranquila. Encarregado de cobrir a missa de 30 dias da morte do marido da ex-miss Brasil Marta Rocha, Gervásio descobriu já na igreja que a viúva tinha proibido a entrada da imprensa. Tentou se esgueirar pelo telhado do prédio, mas acabou despencando perto da beldade. Fez uma única foto, tomou um soco do sacristão e foi preso.
O gosto pelo ângulo privilegiado o levou a subir em uma estátua de anjo durante o funeral do presidente Getúlio Vargas. Enquanto fotografava, sentiu uma pessoa puxando seu pé. “Rapaz, você vai cair daí”, advertia o homem. “Qualquer coisa o senhor me pega”, disse Gervásio para Tancredo Neves, na época ministro da Justiça.
Mais de 30 anos depois, o então presidente eleito Tancredo estava internado no Hospital de Base de Brasília. Era necessário mostrar que Tancredo estava bem e tranquilizar o país. Foi Gervásio, amigo do presidente, o nome lembrado para fazer a imagem esperada por todos.
Depois de fazer o trabalho, o fotógrafo pediu a Tancredo para acenar aos jornalistas de plantão, em frente ao hospital. O presidente não quis, mas prometeu que no sábado seguinte, quando recebesse alta, todos poderiam fazer fotos. Esse dia nunca chegou.

Nota da Redação 

Gervásio Baptista, conhecido como o "fotógrafo dos presidentes", morreu aos 96 anos, na manhã desta sexta-feira (5/4), por causas naturais. Ele estava em um espaço para idosos em Vicente Pires, no Distrito Federal. Nossa homenagem a esse pioneiro do fotojornalismo brasileiro que inspirou tantas gerações.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Cresce a violência contra jornalistas no Brasil

Os casos de agressões a jornalistas cresceram 36,36%, em relação ao ano de 2017. Foram 135 ocorrências de violência, entre elas um assassinato, que vitimaram 227 profissionais. 


A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) apresenta, amanhã, sexta-feira, seu Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil - 2018. O lançamento será no auditório do Sindicato dos Jornalistas no Município do Rio de Janeiro, às 14 horas.
O relatório da FENAJ revela que os casos de agressões a jornalistas cresceram 36,36%, em relação ao ano de 2017. Foram 135 ocorrências de violência, entre elas um assassinato, que vitimaram 227 profissionais. E os números mostram que esse incremento esteve diretamente relacionado à eleição presidencial e episódios associados a ela, como a condenação e prisão do ex-presidente Lula.
Eleitores/manifestantes foram os principais agressores, sendo responsáveis por 30 casos de violência contra os jornalistas, o que representa 22,22% do total. Entre esse grupo, os partidários do presidente eleito Jair Bolsonaro foram os que mais agrediram a categoria, somando 23 casos. Já os partidários do ex-presidente Lula, que não chegou a ser candidato, estiveram envolvidos em sete episódios.
A greve dos caminhoneiros (movimento com características de locaute) também contribuiu para alterar o perfil dos agressores. Com 23 casos (17,04% do total), os caminhoneiros ficaram sem segundo lugar na lista dos que cometeram atos de violência contra os jornalistas.
Caminhoneiros e eleitores/manifestantes foram os responsáveis pelo crescimento significativo do número de agressões físicas, agressões verbais, ameaças/intimidações e impedimentos ao exercício profissional.
Os jornalistas foram vítimas também de políticos, policiais, juízes, empresários, dirigentes/torcedores de times de futebol e populares. Além do assassinato, das agressões físicas e verbais, das ameaças/intimidações e dos impedimentos ao exercício profissional, houve ainda casos de cerceamento à liberdade de imprensa por decisões judiciais, censuras, atentados, prisão e práticas contra a organização sindical da categoria.
Para a presidenta da FENAJ, Maria José Braga, o crescimento da violência contra jornalistas é uma demonstração inequívoca de que grupos e segmentos da sociedade brasileira não toleram a divergência e a crítica e não têm apreço pela democracia. Segundo ela, é preciso medidas urgentes por parte do poder público e das empresas de comunicação para garantir a integridade dos profissionais.
Entre as medidas defendidas pela FENAJ, estão a criação de um protocolo de atuação das polícias em manifestações públicas e a garantia, por parte das empresas de comunicação, de adoção de medidas mitigatórias dos riscos para cada situação específica. “Essas medidas podem e devem variar. Em um caso pode ser necessário, por exemplo, a utilização de equipamentos de proteção individual. Em outro, pode ser melhor o jornalista não estar sozinho”, comenta.
Maria José também ressalta o crescimento das ameaças/intimidações e agressões verbais praticadas por meio das redes sociais. Para a ela, esses casos também são graves e precisam ser denunciados, para que os agressores sejam identificados e punidos.

terça-feira, 22 de março de 2016

Morre presidente da Associação Brasiliense de Blogueiros de Política

Do Radar Condomínios

Professor de jornalismo no Icesp e presidente da Associação Brasiliense de Blogueiros de Política - ABBP, Francisco de Paula Lima Junior, 49  anos, faleceu na madrugada de terça-feira (22/3)  depois de uma batalha de seis meses contra o câncer. O cientista político foi discreto até o último minuto de sua vida, deixando um legado de conhecimentos a uma legião de  alunos de jornalismo, profissionais de comunicação e muitos amigos.
Em dezembro do ano passado, o professor Chico, titular de um blog com o mesmo nome estava bem chegando  a participar das festas de confraternização da ABBP, entidade que criou com a finalidade de organizar os blogueiros de política do Distrito Federal e resgatar a credibilidade da chamada mídia alternativa. 
Em setembro do ano passado, Francisco de Paula Lima Junior foi diagnosticado com a doença. Passou por cirurgias complexas e, na última, precisou de doações de sangue e permaneceu na UTI do Hospital Daher. O jornalista e cientista político foi enterrado nesta terça-feira no Cemitério Campo da Esperança.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Câmara dos Deputados: Comissão de Segurança Pública rejeita federalização de crimes contra jornalistas

De O Jornalista

A impunidade dos crimes cometidos contra jornalistas ganhou um belo incentivo. A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados decidiu ontem (20/05), rejeitar o Projeto de Lei Nº 191, de 2015 de autoria do deputado federal Vicentinho (PT/SP), que federaliza os crimes contra jornalistas não resolvidos em 90 dias, e aprovar um parecer contrário à proposta, apresentado pelo coronel deputado Alberto Fraga (DEM-DF).
Parlamentar do Democratas do Distrito Federal
apresentou parecer contrário à federalização
dos crimes contra jornalistas.
O coronel da PMDF, deputado Alberto Fraga (DEM-DF), autor do parecer contrário ao Projeto de Lei Nº 191, de 2015, argumentou que "a aprovação da federalização não contribuirá para uma melhor taxa de resolução de crimes, pois a Policia Federal não tem conseguido concluir as investigações e exercer de forma devida as funções que lhe são atribuídas pela Constituição Federal, dentre elas a de prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, e de exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras".
A rejeição capitaneada pelo coronel deputado Alberto Fraga (DEM-DF) causou surpresa nas entidades de defesa dos jornalistas. 
Esperava-se que uma Comissão composta majoritariamente por ex-policiais tivessem plena consciência que a violência contra jornalistas é uma ameaça à democracia e a impunidade destes crimes inaceitável.
O parecer do deputado Alberto Fraga venceu contra o voto do Deputado Silas Freire e o parecer do deputado Laudivio Carvalho (PMDB/MG) que passou a constituir voto em separado. Participaram da decisão os seguintes deputados: José Priante - Presidente; Capitão Augusto, Marcos Reategui e Laudívio Carvalho - Vice-Presidentes; Adelmo Carneiro Leão, Alberto Fraga, Alexandre Leite, Cabo Daciolo, Cabo Sabino, Caetano, Delegado Edson Moreira, Delegado Waldir, Eduardo Bolsonaro, Eliziane Gama, Fábio Mitidieri, Fernando Monteiro , Gilberto Nascimento, Guilherme Mussi, Laerte Bessa, Major Olimpio, Moema Gramacho, Moroni Torgan e Pastor Eurico - Titulares; Aluisio Mendes, Lincoln Portela, Moses Rodrigues, Onyx Lorenzoni, Ronaldo Martins, Rubens Otoni e Silas Freire - Suplentes.

Apesar da a rejeição na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, a proposta seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, onde espera-se tenha melhor destino.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Foto-protesto, de TT Catalão: Bala não cala


Assassinar jornalistas -
torna ainda mais sêmen
aquilo que eles temem...
BALA NÃO CALA!

sábado, 3 de janeiro de 2015

Violência: PM mata família de Jornalistas em Sto. Antônio do Descoberto - GO

Com base em relato de Kleber Karpov e no G-1
Três pessoas de uma família dedicada ao Jornalismo, no município de Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, foram assassinadas pelo policial militar, Hélio Costa Vieira, durante uma briga com a esposa, na madrugada desta sexta-feira (2/Jan), no Setor Rio Formoso, em Goiânia.

As vítimas do triplo homicídio são Raimundo Nonato da Silva, 54 anos, e Maria Margarete da Silva, 45, sogro e sogra do suspeito, e um menino, de 11, Máximo, filho do casal.
O casal trabalhava junto. Raimundo Nonato da Silva, também radialista, era diretor e produtor do programa Patrulha da cidade, programa policial, veiculado via youtube e redes sociais. A esposa do comunicador - uma ex-lojista que deixou o negócio para ser cinegrafista e ajudar o marido - também foi morta. Máximo, apesar da idade, já ajudava na edição dos vídeos.

A mulher do autor dos disparos foi baleada no braço, mas foi socorrida e encaminhada para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). De acordo com a unidade de saúde, ela passou por cirurgia e o estado é considerado estável.

Segundo a polícia, o suspeito estava de folga quando houve uma discussão. Em seguida, ele teria efetuado os disparos e matado os três parentes. Os motivos da morte do casal de jornalistas ainda não são conhecidos e não é certo que a motivação tenha sido o trabalho de imprensa que realizavam.

Após o crime, o PM fugiu com três crianças e foi preso na cidade de Goiás. O delegado informou que ele foi encaminhado para a Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH), na capital, onde presta depoimento.


O jornalista e blogueiro Kleber Karpov, de Brasília, relata que juntamente com a jornalista Priscila Rocha tiveram a oportunidade de conhecer o casal há cerca de 30 dias, na delegacia do município de Santo Antônio do Descoberto, ocasião em que fazíam uma matéria para o telejornal Quero Meu Carro de Volta. 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A propósito da decapitação de James Foley

O grupo Estado Islâmico (EI) recorreu às redes sociais para divulgar a decapitação do jornalista dos Estados Unidos, James Foley. Um acto criminoso, horrendo, primário e seu lá que mais. Inqualificável... Que outros adjectivos podem sem aplicados? Tantos!
Houve órgãos de informação em todo o mundo que publicaram fotos e/ou frames do vídeo. Outros ficaram-se pela fotos, muitos deles aquela onde ele aparece de veste cor de laranja e cabelo rapado, tendo por trás um militante do EI, que o agarra com a mão direita e ostenta a faca na esquerda, dirigindo-se ao presidente dos EUA, Barack Obama, antes de executar uma vítima inocente, a quem a veste cor de laranja e o cabelo rapado lhe retiram até o direito à auto-estima e à dignidade.
Vi a foto, mas recuso-me a ver o vídeo, este e outros que têm sido divulgados nas redes sociais, em operações de macabra propaganda de grupos terroristas e de gente sem pingo de escrúpulo, para quem a vida humana nada vale.
... E questiono-me se devem os órgãos de informação divulgar tais imagens (fotografias e/ou vídeos?). Entendo que não, mas estou seguro de que não falta quem pense o contrário. E defenda, até, que não divulgá-las cai no campo da censura.
O Twitter fez saber que tem eliminado essas fotos/vídeos, bem como todos aqueles que recorrem a esta rede social para divulgá-las, mas, mesmo assim, o que este caso revela, tal como outros anteriores, e os que virão é prova que a ausência de filtros tudo permite nelas. Incluindo, claro, o que há de mais brutal, inqualificável e condenável.
Tenho, para mim, que os media que divulgam tais imagens, divorciando-se do respeito pela ética social, tal como o jornalistas do respeito pela deontologia da profissão, passam a ser co-responsáveis pela banalização da violência, do crime e do terrorismo. E, contudo, é também legítimo admitir que, se cidadãos e órgãos de informação impusessem a eles próprios limitações à liberdade de informação, isso significaria também uma vitória para os terroristas.
Mesmo assim, e reconhecendo embora que a guerra tem outras imagens violentas – porque a guerra é violência – continuo a pensar que, em casos como este, sejam as vítimas cidadãos dos Estados Unidos ou da Síria, de Israel ou da Palestina, portugueses ou chineses, jornalistas ou religiosos, voluntários de causas humanitárias ou homens de negócios, é urgente e imperioso que os jornalistas e os media não se deixem levar pela vertigem da comunicação e pensem sempre na informação jornalística, que não são necessariamente a mesma coisa. Desde logo, porque o que importa é fazer com que fique na memória de todos o trabalho de James Foley, neste caso, como de outros antes dele e dos que, infelizmente, lhe sucederão, e não os criminosos actos de terroristas.
Uma sociedade mal-formada será sempre pouco exigente com a informação jornalística, se é que não a despreza mesmo. E divulgar fotos e vídeos como estes não vai melhorar a consciência do cidadão nem a sociedade. Desde logo, porque também não é com recurso às armas que poderá ser posto fim a este terrorismo informativo.

sábado, 16 de agosto de 2014

Colômbia: Um país perigoso para jornalista



Da Prensa Latina.

O defensor do povo, Jorge Armando Otálora, denunciou que o número de jornalistas colombianos ameaçados de morte cresceu para 93 no curso deste ano, um número que para ele causa preocupação. 
Segundo detalhou, 56 desses casos foram catalogados como extraordinários e 37 como ordinários, enquanto que em 2013 foram analisados apenas 42.
As ameaças e intimidações ocorreram com maior frequência em Bogotá, Vale do Cauca, Antioquia e Arauca.
Otálora anunciou que a Defensoria se reunirá com a força pública e com o Ministério do Interior nos próximos dias, para determinar as causas desse aumento.
Um dos casos mais recentes foi o do jornalista Luis Carlos Cervantes, diretor da emissora de rádio Morena F.M no município antioqueno de Taraza, assassinado na última terça-feira por desconhecidos que o interceptaram e o balearam quando ele viajava de motocicleta.
Cervantes tinha apresentado à Promotoria uma denúncia por frequentes intimidações telefônicas e, por causa disso, a Unidade Nacional de Proteção ligada ao Ministério do Interior lhe forneceu um esquema de segurança.
Contudo escolta foi retirada dias antes dos fatos, depois de um estudo de risco segundo o qual o perigo que ele corria era de baixo nível.
A Associação de Jornalistas de Antioquia condenou o crime e destacou que há um mês tinha alertado sobre as contínuas ameaças sofridas por Cervantes.
"A vida de um jornalista foi perdida pela incapacidade das autoridades de proteger os que denunciam. Exigimos justiça", escreveu essa organização em sua conta no Twitter.
O Escritório na Colômbia do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos repudiou o assassinato e pediu à Promotoria que dê "prioridade à investigação e a punição pelas ameaças, atentados e crimes contra jornalistas e defensores de direitos humanos, já que a impunidade é o principal motivo para que este tipo de ataque continue"
A situação é inquietante também no Baixo Cauca, sul do país, onde pelo menos oito comunicadores estão ameaçados por grupos criminosos.
Assim confirmaram Léiderman Ortiz Berrío e Eder Narváez, dois dos ameaçados por supostos membros do grupo criminoso Los Rastrojos, devido ao seu trabalho informativo e investigativo na região.
Segundo ambos, o assassinato de Cervantes revelou o complexo panorama enfrentado pelos profissionais do setor nessa zona, onde são vítimas de constantes hostilidades e perseguições.
De acordo com cifras oficiais, mais de 130 repórteres foram assassinados neste país sul-americano nos últimos 30 anos e muitos dos crimes permanecem até agora na mais absoluta impunidade.
A Federação Internacional para a Liberdade de Imprensa (FLIP) cataloga a Colômbia como o país mais arriscado para o exercício dessa profissão.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Senado debate segurança dos profissionais de comunicação

Na terça-feira (1º) a violência contra os profissionais de comunicação é um dos temas de discussão apresentados em audiência pública interativa da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal. A audiência foi solicitada pelo senador Paulo Paim (PT-RS), após a morte do jornalista Santiago Andrade, atingido sem capacete ou qualquer proteção por um rojão disparado por manifestantes durante ato público no Rio de Janeiro ainda em 2013. Representantes da categoria dos jornalistas, militantes de movimentos sociais debatem sobre as novas leis em tramitação, como a lei antiterrorismo, a perspectiva diante das manifestações previstas durante a Copa do Mundo e criminalização dos movimentos sociais.
Entre os participantes, representantes das categorias, sindicais e das empresas de comunicação, bem como de movimentos sociais. Confirmados estão Paulo Henrique da Silva Santarém, Movimento do Passe Livre, José Carlos Torres, Federação Nacional de Jornalistas, Théo Rocheford, diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Emissoras Rádio e Televisão (Abert), Aurélio Rios, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e Ricardo Pedreira da Associação Nacional de Jornais. Foram convidados ainda representantes do Ministério da Justiça e Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. 
Serviço
Audiência pública interativa: A violência contra os profissionais da comunicaçãoTerça-feira, 1º de abril às 8h30Local: Comissão de Direitos Humanos do Senado - Plenário 2 , Ala Nilo Coelho, Anexo 2, Senado Federal, Brasília

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Proposta de federalização de crimes contra jornalistas tramita no Senado

Por Nelson Oliveira da Agência Senado
A transferência para a esfera federal dos julgamentos de crimes contra jornalistas, discutida nesta terça-feira (18) em reunião no Ministério da Justiça, está sendo examinada no Senado desde 2010. Encontra-se na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) um texto substitutivo à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15/2010, apresentada naquele ano pelo então senador Roberto Cavalcanti.
O substitutivo foi apresentado pelo relator da matéria e atual presidente da CCJ, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). Ele rejeitou em seu relatório a federalização automática desse tipo de crime, que voltou a chamar a atenção da sociedade com a morte do cinegrafista Santiago Andrade, no último dia 10, durante protesto no Rio de Janeiro.
Segundo a Agência Brasil, a proposta de federalização prevista na PEC foi discutida em encontro entre o ministro José Eduardo Cardozo e representantes da Associação Nacional de Jornais (ANJ), da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF).
Reunião no Ministério da Justiça
Após a reunião, segundo informou a Agência Brasil, o ministro da Justiça anunciou medidas na área de segurança pública para proteção dos profissionais de comunicação que atuam na cobertura de manifestações. As ações incluem a definição de um protocolo de atuação policial em relação aos jornalistas, a recomendação para que estes usem equipamentos de proteção ao cobrirem eventos públicos e a promoção de cursos para cobertura de manifestações. Ele informou que o Ministério também criará um observatório para acompanhar a apuração e a punição de delitos contra jornalistas.
Sobre o protocolo de atuação dos policiais militares, o ministro afirmou:
- Decidimos que ele terá um capítulo específico sobre a proteção de profissionais de imprensa. Seria um conjunto de regras destinadas a orientar policiais e jornalistas sobre como proceder em face de situação onde há conflito e  intervenção da polícia.
O Ministério da Justiça, anunciou Cardozo, fará um estudo para saber quais são os equipamentos que deverão ser usados pelos jornalistas, em cobertura de manifestações, “para que possamos prevenir incidentes”.
O ministro não se manifestou contra ou a favor da federalização dos crimes contra jornalistas. Disse que vai debater o tema com a Procuradoria-Geral da República, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Polícia Federal e o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública para verificar “em que casos seria desejável, recomendável, a federalização”.
No encontro, ainda de acordo com a Agência Brasil, foi discutida a minuta de um projeto de lei para disciplinar a realização de manifestações públicas. "Esse projeto de lei buscará coibir atos de vandalismo, de abuso, sejam eles praticados por manifestantes ou por policiais. A ideia é garantir segurança ao manifestante e à população, para que a liberdade democrática possa ser expressa, punindo-se com mais rigor e criando-se mecanismos procedimentais para que não tenhamos violência", explicou José Eduardo Cardozo.
Ele acrescentou que o projeto proibirá a “apreensão, por autoridades públicas, de equipamentos que registram imagens em espaços públicos, para que as pessoas possam filmar e registrar livremente".
Tramitação no Senado
Em relatório à PEC 15/2010, o senador Vital do Rêgo propõe que os crimes contra jornalistas sejam levados à instância federal somente quando ferirem a liberdade de imprensa e por meio de um mecanismo constitucional denominado instituto de deslocamento de competência (IDC).
A Constituição prevê que esse recurso só pode ser requerido pelo procurador-geral da República. Vital propõe que outros atores também possam ingressar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com ação pedindo o deslocamento de competência.
São eles o ministro da Justiça, os governadores dos estados ou do Distrito Federal, os presidentes dos Tribunais de Justiça estaduais ou do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o procurador-geral do Ministério Público Estadual ou do Distrito Federal e Territórios e os Conselhos Federal e Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Morre em Uberaba, a jornalista Geralda Magela, assessora de imprensa do WWF

Na década de 90, conheci Geralda Magela por ocasião das eleições que me levaram à presidência do Sindicato dos Jornalistas do DF.
Geralda foi uma apoiadora desde a primeira hora e, após a eleição, veio ajudar a criar a Comissão dos Jornalistas de Assessoria de Imprensa do DF, bem como do lançamento do JJAI - Jornal dos Jornalistas de Assessoria de Imprensa e da realização em Brasília, em agosto de 1994, do  VIII Encontro Nacional dos Jornalistas de Assessoria de Imprensa - VIII Enjai.

Sempre enganjada nas questões sociais, Geralda, hoje, no WWF, deixa um vazio muito grande em todos nós.
No governo Cristovam Buaque, no Distrito Federal, convidei Geralda Magela a trabalhar comigo na Terracap. Em 1997, quando deixei a empresa para assumir a Comunicação Social da secretaria de Saúde, ela assumiu meu posto, sempre com o mesmo profissionalismo e competência.
Veja abaixo o informe sobre o falecimento da jornalista Geralda Magela, emitido pelo WWF.


O WWF-Brasil presta suas condolências à família, colegas e amigos da jornalista e profissional de comunicação Geralda Magela, que trabalhava conosco há mais de seis anos, no setor de comunicação. Gê, como era chamada por todos, faleceu de parada cardíaca na madrugada desta quinta-feira (9/1), aos 49 anos, em Uberaba (MG). Sua alegria e sorriso contagiante certamente ficarão na memória de todos os que tiveram a felicidade de conviver com ela.

Em honra a sua memória, queremos ressaltar a relevância de seu trabalho para a conservação do meio ambiente. Durante o trabalho no WWF, planejou e executou atividades no Programa Cerrado-Pantanal e teve papel fundamental para a disseminação de temas como a Pegada Ecológica, a Pecuária Orgânica Sustentável, o relatório global Planeta Vivo, e de campanhas como a Hora do Planeta, o Overshoot Day e oCity Challenge, colaborando intensamente com as equipes de conservação e comunicação do WWF no Brasil e globalmente.

Apaixonada pelo meio ambiente, a querida Gê sempre expressou seu amor à natureza e sua dedicação a uma causa. Antes de compor nossa equipe de funcionários, atuou como consultora do WWF-Brasil para a elaboração de cartilhas sobre Acordos de Pesca para as comunidades das regiões de várzea, em 2003, e para a elaboração do sumário executivo e do mapa “Visão de Biodiversidade da Ecorregiões Florestas do Alto Paraná”, em 2004.

Encantava-se com os bichos, águas e gentes do Pantanal e ampliou a sua dedicação a todos ‘domínios biogeográficos’, conceito com o qual gostava de ‘brincar’, lembrando que para o trabalho de conservação da natureza estava sempre à disposição, onde quer que fosse. Sempre comprometida, dedicada, impecável, justa, companheira e alegre. Essa é a Geralda que vamos levar em nossos corações, para sempre. Zelaremos incansavelmente para que o propósito de seu trabalho e dedicação seja continuado e sempre lembrado através da conservação ambiental no Brasil.

Carreira
Natural de Tiros (MG), Geralda Magela graduou-se em Comunicação Social, na habilitação Jornalismo, pela Universidade de Uberaba (Uniube), e se especializou em Estratégias de Comunicação, Mobilização e Marketing Social, pela Universidade de Brasília (UnB). 

Em mais de 20 anos de profissão, Geralda atuou nas mais diversas plataformas de comunicação, entre jornal impresso, televisão e rádio, assessoria de imprensa, eventos, entre outros. Em assessoria de comunicação, trabalhou em segmentos variados, como sindicatos, associações, cooperativas, projetos governamentais, organizações não governamentais e internacionais. Instituições que teve a oportunidade de desenvolver atividades de comunicação, incluindo a elaboração de planos estratégicos de comunicação, mobilização social e coordenação de campanhas institucionais.

Destaque para sua atuação como repórter e chefe de reportagem do programa de rádio Escola Brasil, da ONG Escola Brasil, entre os anos de 2000 e 2003, que lhe possibilitou ser finalista do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, na categoria Destaque em Educação Mídia Eletrônica.

Atuou ainda como assessora de comunicação da Secretaria de Reordenamento Agrário do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em que desenvolveu atividades de comunicação e mobilização voltadas aos agricultores familiares, assessorando o Programa Nacional de Crédito Fundiário e Combate à Pobreza Rural e o programa de bibliotecas rurais Arca das Letras.

O WWF-Brasil compartilha da dor da família e prestará uma última homenagem à tão inestimável colega, junto aos familiares em Uberaba.

Velório e enterro
Velório: a partir das 13h, de hoje, na Funerária Irmãos Pagliaro, em Uberaba/MG. Endereço - Av. Leopoldino de oliveira, 4.420 – Centro.

Enterro: amanhã (10/01), às 8h, no Cemitério Medalha Milagrosa, em Uberaba.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Morte da quinta jornalista no Brasil repercute na Argentina


Por Ernesto Carmona (*). 

La periodista brasileña Lana Micol Cirino Fonseca, coordinadora de una importante radio amazónica, fue asesinada a tiros por dos desconocidos a la puerta de su casa, en la ciudad de Tabatinga, fronteriza con Colombia y Perú, informaron fuentes oficiales y periodísticas de Brasil.
De acuerdo a los registros de la Comisión de Investigación de Atentados a Periodistas de la Federación latinoamericana de periodistas - Ciap-Felap se trata del quinto asesinato este año de profesionales de medios de comunicación en Brasil.
Ana Micol Cirino Fonseca, coordinadora de la Radio Nacional del Alto Solimoes, fue asesinada a tiros en la tarde del domingo 26 por desconocidos a la puerta de su casa, en la ciudad de Tabatinga, fronteriza con Colombia y Perú, reportaron el 28 de mayo fuentes oficiales, informó la agencia china Xinhua.
La periodista Cirino Fonseca recibió tres tiros de dos sicarios que escaparon en una motocicleta, precisó el lunes la policía. Al ocurrir el asesinato, la periodista se encontraba con una de sus dos hijas y su novio, el sargento de ejército Alan Bonfim, quien trató de socorrerla y la llevó a un hospital militar, donde no pudieron salvarle la vida.
En homenaje a Cirino Fonseca, la Radio Nacional del Alto Solimoes decretó el lunes día de luto, canceló su programación y retransmitió la emisión de la Radio Nacional de la Amazonía.

(*) Presidente Ciap-Felap.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Jornalista da EBC é assassinada a tiros no Amazonas


Morte ocorreu no último domingo; vítima era gerente da Rádio Nacional em Tabatinga
A Polícia Civil do Amazonas está investigando os responsáveis pela morte da gerente da Rádio Nacional no município de Tabatinga, Lana Micol Cirino, de 30 anos. A cidade é a 1.116 km de Manaus. Ela foi assassinada com três tiros na cabeça no último domingo (26) na frente da filha de sete anos.
Lana foi abordada, no momento em que entrava em casa, por dois homens não identificados que estavam em uma motocicleta. Segundo testemunhas, o carona da motocicleta disparou pelo menos oito vezes contra a radialista. Ela chegou a ser levada para o Hospital de Guarnição do Exército, mas não resistiu aos ferimentos.

Uma investigação preliminar da Delegacia de Tabatinga classificou o crime como "execução encomendada". Não houve tentativa de roubo nem agressão. Ela estava com o namorado e a filha, mas nenhum deles foi atingido.
De acordo com a polícia, Lana registrou, no mês passado, um Boletim de Ocorrência contra o ex-marido, identificado como "Edmar". No depoimento, Lana disse que ele não aceitava a separação — ocorrida há um ano — e a coagia para retomar o relacionamento. Até as 16h de ontem, a polícia não havia localizado o ex-marido da radialista. Em Tabatinga, Lana atuava na produção de programas da Rádio Nacional e também trabalhava como locutora da emissora há mais de cinco anos.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Honduras, México e Síria são os países onde mais se mata Jornalistas

Por Ernesto Carmona (*)

121 periodistas fueron asesinados en 2012 en todo el mundo, denunció la directora de Unesco, Irina Bokova, al otorgar el viernes en Costa Rica el premio a la libertad de expresión 2013 a la columnista independiente etíope Reeyot Alemu, encarcelada en la insalubre prisión Kality de su país desde 2011 bajo acusaciones de alentar el “terrorismo”, que le valieron una sentencia a 14 años rebajada después a 5 por un tribunal de apelaciones (1).
Honduras, México y Siria son ahora los países más letales para el periodismo. "En los últimos 10 años más de 600 periodistas han sido asesinados, muchos no cuando trabajaban en situaciones de conflicto, sino en denuncias locales por corrupción, y nueve de cada 10 casos quedan en la impunidad", aseguró la directora de Unesco, quien calificó de "alarmantes" las estadísticas en que cada semana un periodista es asesinado por informar y afirmó que "las cosas no pueden seguir así", 20 años después de instituirse el 3 de mayo como Día Mundial de la Libertad de Prensa.
La Unesco calificó a 2012 como el año "más mortífero para los medios”. Janis Karlins, subdirector de Comunicación e Información de la organización dijo que "los países que desgraciadamente encabezan la lista de naciones en donde más periodistas se asesinan son México (...) y Honduras que tiene el triste honor de encabezar, por un lado, el número más grande per cápita de asesinatos de periodistas y, por otro, ser el país donde más se asesina per cápita en el mundo (92 homicidios por cada 100.000 habitantes)".
Desde 2000 al presente, hubo en México “123 homicidios contra las libertades de prensa y expresión y el derecho a la información: 103 periodistas, 9 trabajadores de prensa, 7 familiares, 3 amigos de comunicadores y 1 civil; asimismo, aumentaron a 20 las desapariciones forzadas pendientes de aclarar”, según un comunicado del 27 de abril de las organizaciones Federación de Asociaciones de Periodistas Mexicanos (Fapermex) y Club Primera Plana (CPP). Las últimas víctimas fueron el reportero gráfico Daniel Alejandro Martínez Bazaldúa, del Diario Vanguardia de Coahuila, y de su amigo, el estudiante, Julián Alejandro Zamora Gracia, cuyos asesinatos se conocieron el 25 de abril. En México, decenas de periodistas que fueron secuestrados o amenazados en algunas zonas "silenciadas" por la criminalidad viven ahora exiliados en su propio país, prácticamente abandonados por las autoridades y con sus carreras truncadas.
En Honduras fueron asesinados 30 periodistas entre el 28 de noviembre 2003 y el 15 de mayo 2012, según un documentado recuento del diario El Heraldo (2). Un informe de Ramón Custodio, Comisionado Nacional de Derechos Humanos (Conadeh) de Honduras, remitido al Congreso Nacional a fines de marzo 2013 revela que en los 35 meses de gestión del actual gobierno de Porfirio Lobo Sosa, desde el 27 de enero 2010, “al menos 27 comunicadores sociales perdieron la vida en forma violenta, cantidad que representa el 79 por ciento del total de homicidios registrados contra miembros del gremio de periodistas desde el año 2003”. Según El Heraldo, el informe revela, como uno de los hallazgos, que durante este período, ocho departamentos del país se han vuelto como los sitios más inseguros para el periodismo (3).
En las cercanías de Bogotá, Colombia, el vehículo en que se desplazaba el periodista Ricardo Calderón, jefe de investigaciones de la Revista Semana, fue atacado con armas de fuego por desconocidos, en la noche del 1° de mayo 2013, informó la propia publicación. Aunque el vehículo recibió 5 impactos, el comunicador salió ileso del atentado, que se produjo en la vía de Ibagué a Bogotá, cerca de la base de Tolemaida y su prisión militar homónima, donde el periodista ha investigado y destapado varios escándalos e irregularidades internas.
En un mensaje de la periodista etíope Reeyot Alemu, la cautiva relató cómo en su país el ejercicio del periodismo es "cuestión de vida o muerte", pero aseguró que "antes que agachar la cabeza y silenciar", lo que queda es luchar para exponer las verdades de quienes por ejemplo, "luchan por sus derechos y son encarcelados como terroristas".
"Les pido que hagan lo que puedan para detener esta opresión a la prensa", dijo su nota. Según su familia, la periodista se encuentra enferma debido a "constantes castigos arbitrarios que le aplican".
Bokova aseguró que UNESCO tiene el mandato de promover y proteger la libertad de expresión, para cuyos efectos lleva adelante un plan de protección y lucha contra la impunidad que debería ser adoptado por todo el sistema de Naciones Unidas y sus estados miembros.

La CIAP

La Comisión de Investigación de Atentados a Periodistas (CIAP), es un organismo de índole regional fundado en 1991 por decisión de la Federación Latinoamericana de Periodistas (FELAP) y la Organización Internacional de Periodistas (OIP) .
La CIAP-FELAP fue puesta en marcha como respuesta a la preocupación en torno de la seguridad y protección de los periodistas en el hemisferio, principalmente en lo concerniente a Latinoamérica y el Caribe. Los asesinatos, desapariciones, atentados, agresiones y violaciones a los derechos humanos en el ejercicio de la profesión periodística hacen de la CIAP-FELAP un organismo puntual en la elaboración de una política de permanente denuncia de tales acciones.



(*) Ernesto Carmona, Presidente de la
Comisión Investigadora de Atentados a Periodistas (Ciap)
 de la Federación Latinoamericana de Periodistas (Felap).



sábado, 4 de maio de 2013

ONU: mais de 600 jornalistas foram assassinados na última década

A fotógrafa Faezana Wahidy cobrindo
evento de empoderamento das mulheres
em Mazar-i-Sharif, ao Norte do Afganistão.
Foto: Unama/Fardin Waezi
Publicado anteriormente em Irã News

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e a Diretora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco, Irina Bokova, pediram na quinta-feira (2) que todos os países reforcem a segurança para que os jornalistas possam trabalhar sem medo.
De acordo com a Unesco, mais de 600 jornalistas foram mortos na última década, muitos trabalhando fora de zonas de conflito. A organização também divulgou que nove em cada 10 casos de assassinatos desses profissionais ficam impunes.
 “Todo dia, a liberdade de expressão enfrenta novas ameaças. Os jornalistas são alvos frequentes porque ajudam a garantir a transparência e a prestação de contas nos assuntos públicos”, disseram em uma mensagem que marca o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, comemorado todo dia 3 de maio.

Brasil entre países mais perigosos

Levantamento do Comitê de Proteção de Jornalistas (CPJ) colocava o Brasil como o 18° país mais perigoso para o exercício da profissão em 2010. Dois anos depois, já estava em quarto lugar, com quatro assassinatos em represália a reportagens – perdendo apenas para a Síria, Somália e Paquistão.
O perigo cresce tão rapidamente que, segundo informações da imprensa brasileira, mais quatro profissionais de mídia foram assassinados de janeiro a abril deste ano. Em geral, são profissionais que vivem em cidades pequenas e trabalham em veículos de comunicação de abrangência local.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Unesco: a cada semana um jornalista é morto


Da  Radio Habana Cuba

La UNESCO celebra en Costa Rica el Día Mundial sobre la libertad de prensa con una exhortación a “Hablar sin riesgo”

Según cómputos de la UNESCO, cada semana un periodista pierde la vida por dar información. Este balance cuestiona gravemente la libertad de prensa, que la UNESCO celebra cada año el 3 de mayo.  
En 2013, los actos principales tendrán lugar en Costa Rica, anfitriona del 2 al 4 de mayo de la conferencia internacional “Hablar sin riesgo: por el ejercicio seguro de la libertad de expresión en todos los medios”. 
Como cada año, el 3 de mayo se celebrará también el acto de entrega el Premio UNESCO-Guillermo Cano de Libertad de Prensa, que en 2013 ha recaído en la periodista etíope Reeyot Alemu, que actualmente cumple una condena de cinco años en la prisión de Kality. La Directora General de la UNESCO, Irina Bokova, y la Presidenta de Costa Rica, Laura Chinchilla, presidirán la ceremonia de entrega (3 de mayo, de 9h00 a 10h30).  
La conferencia, de tres días de duración, contará con la presencia de miembros de los principales organismos de defensa de la libertad de expresión, editores, periodistas, docentes y representantes de las Naciones Unidas. En ella se abordarán tres temas principales: cómo garantizar la seguridad de los periodistas y trabajadores de los medios, el combate contra la impunidad de los crímenes contra la libertad de prensa y velar por la seguridad en línea.  
Más de 600 periodistas han sido asesinados en los últimos diez años y, sólo en 2012, la UNESCO condenó el asesinato de 121 informadores. Garantizar la seguridad de los periodistas y de quienes transmiten información a través de Internet es un asunto urgente. La importancia de esta problemática llevó a la UNESCO a liderar la creación del Plan de Acción de las Naciones Unidas para la seguridad de los periodistas y la cuestión de la impunidad,  que aúna los esfuerzos para crear un entorno más seguro para los periodistas emprendidos por los organismos de la ONU, los Estados Miembros, las ONG implicadas y las empresas de medios. La conferencia analizará el avance de este Plan, entre cuyos objetivos destacan el apoyo a los gobiernos para desarrollar leyes sobre la seguridad y la libertad de expresión, la sensibilización de los ciudadanos o la formación de periodistas en cuestiones de seguridad, incluida la seguridad electrónica.  
El segundo foco de atención de este año, la lucha contra la impunidad, responde al hecho alarmante de que sólo uno de cada diez crímenes contra periodistas da lugar a una condena. La conferencia examinará, por ejemplo, las dificultades que plantea investigar los ataques contra la libertad de prensa, maneras de remediarlas y ejemplos exitosos en materia de lucha contra la impunidad.  
Por último, en un contexto marcado por la explosión de las nuevas tecnologías, la conferencia tratará también la cuestión de seguridad en línea, que concierne no sólo a los profesionales, sino también a quienes practican el periodismo ciudadano, que no siempre son conscientes del riesgo que corren al ejercerlo.  
El Día Mundial de la Libertad de Prensa, proclamado en 1993 por la Asamblea General de Naciones Unidas, cumple además veinte años en 2013. Con este motivo, la UNESCO presentará la publicación titulada “Pressing for Freedom”, que da cuenta de la revolución tecnológica experimentada por las redacciones de todo el mundo en los dos últimos decenios –con ciclos noticiosos las 24 horas del día, blogs, redes sociales, podcast, webcast, periodismo ciudadano– una libertad, que, sin embargo, no se ha traducido en un mayor respeto  de las libertades fundamentales.  
Además de en Costa Rica, una multitud de actos marcarán el Día Mundial de la Libertad de Prensa en todas las latitudes, para recordar que en docenas de países se censuran, multan, suspenden y cierran publicaciones, mientras que periodistas, editores y publicadores son acosados, atacados, detenidos e incluso asesinados.