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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Jornal Brasil Popular completa 3 anos de vida


O Jornal Brasil Popular completa três anos de existência, nesse período foram 66 edições, de em média 20 mil exemplares, as vezes mais. Tudo distribuído gratuitamente em todo o país, principalmente em concentrações populares, como a Rodoviária de Brasília.
O jornal é fruto da iniciativa colaborativa de jornalistas e de cidadãos, militantes progressistas, preocupados com o rumo do Brasil. Tanto no seu custeio, criação e circulação, todos participam. A redação principal fica na Capital Federal, mas ele é impresso em diferentes cidades do país.
Abaixo uma reflexão dessa experiência pelo editor executivo, Eduardo Ramos.


Por Eduardo Ramos
A decisão de montar um jornal, em tempos de crise política que o Brasil vem vivendo nos últimos anos, não é decisão fácil. Sobretudo por ser um jornal democrático, dirigido a defender as causas populares, os interesses nacionais e, principalmente, por ter nascido para alertar para um golpe de Estado que visava derrubar – como derrubou – a presidenta eleita, Dilma Roussef.
Mais do que isto, o Jornal Brasil Popular denunciava que o golpe de Michel Temer visava entregar o petróleo, desnacionalizar a economia e, fundamentalmente, prender Lula. Alertamos para a necessidade, estando no governo, de se organizar uma resistência para defender a democracia, com o uso corajoso dos meios de comunicação, de acordo com a lei que condena a conspiração ilegal, e, fundamentalmente, convocando o povo a sair às ruas e defender a presidenta eleita pelo voto.
O governo Dilma não organizou a resistência, não organizou meios de comunicação em defesa da legalidade democrática – como fizera Leonel Brizola, em 1961, derrotando o golpismo.  Ao contrário, minimizou o perigo, manteve o financiamento da mídia golpista, não investiu em uma comunicação democrática, não mobilizou o povo. Assim, a derrota foi inevitável.
Ao completar 3 anos de vida, o nosso Jornal Brasil Popular lamenta a falta de prioridade das forças progressistas em relação à comunicação, mas se compromete a seguir lutando para que esta dificuldade seja superada, bem como se compromete a fazer um jornalismo visando a defender o Brasil das garras do capital estrangeiro, pela recuperação dos direitos trabalhistas perdidos e a promover a união do povo brasileiro para reconstruir uma democracia plena, com justiça social.

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Nota de Roda-pé.
O Jornal Brasil Popular aceita doações financeiras.
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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Documentário registra o papel do rádio na libertação de Guiné-Bissau e Cabo Verde

Canhão de Boca é um documentário de 52 minutos, realizado por Ângelo Lopes e produzido por Samira Pereira, da produtora O2, que aborda a construção da liberdade em Cabo Verde a partir dos programas de rádio. 
No contexto de luta de libertação de Guiné-Bissau e Cabo Verde, Amílcar Cabral usava a expressão “Canhão de Boca” para se referir à Rádio Libertação como arma mais poderosa do que todo o arsenal de guerra que pudessem possuir.
A partir da experiência cabo-verdiana e com um olhar sobre o mundo, o documentário “Canhão de Boca” ficciona um programa de rádio com Amélia Araújo, uma das vozes da Rádio Libertação que deu corpo aos programas de difusão dos ideais da luta entre 1964 e 1973; e Rosário da Luz, voz que incorpora a informação crítica como luta da desconstrução contemporânea em Cabo Verde. As suas lutas são próprias de cada tempo, mas são, na sua essência, lutas comuns.
Hoje porque lutamos? Um dos maiores legados filosóficos da luta pela independência é o princípio de que, para sermos livres, precisamos pensar pelas nossas cabeças. Para isso, é essencial combater qualquer tipo de colonialismo e a nossa subjugação a este(s).
Este documentário elege a rádio, meio de comunicação e expressão vinculado à voz, como veículo da discussão contemporânea em torno da utopia da liberdade. A partir de eventuais confrontos, interessam as relações que o espectador reconstrua a partir do seu próprio pensamento.
O filme de Ângelo Lopes combina dois tempos: o presente e o passado históricos. O documentário conta com a participação de Amélia Araújo, a principal locutora e animadora da Rádio Libertação, emissora criada em 1967 e utilizada pelo PAIGC para difundir as suas ideias durante o conflito que opôs o Partido ao Exército Português na luta pela independência (1963/1974).

Além de Amélia Araújo, participam também do filme a economista e comentarista cabo-verdiana Rosário Luz e o diretor da Rádio Morabeza de Cabo Verde, Nuno Andrade Ferreira. 
CPLP
Canhão de Boca foi produzido e está sendo exibido no âmbito do programa CPLP Audiovisual, que tem o objetivo de estimular o intercâmbio cultural entre os povos dos países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O programa busca apoiar o desenvolvimento, produção e difusão de telefilmes de ficção, baseados em adaptações audiovisuais de obras literárias nacionais, bem como a produção e teledifusão de documentários.
Ficha Técnica
Inédito 52 minutos Realização Ângelo Lopes Produção Samira Pereira Diretor de Fotografia Mamadou Diop Assistente de Câmara e Edição de Imagem Edson Silva D. Captação, Edição e Mixagem de Som David Medina  Sonoplastia Kisó Oliveira Correção de Cor Manuel Pinto Barros Investigadora Celeste Fortes Assistente de Produção Vanísia Fortes Assistente Administrativa e Financeira Aldina Simão Design Gráfico Oficina de Utopias.
Serviço:
Canhão de Boca  vai ser exibido pela TV Brasil no sábado (dia 17), às 23h30.