A obra acontece em meio à conjuntura instável e marcada pela desumanização, da inteligência artificial, das guerras irracionais e das relações humanas sob o pragmatismo liberal. Leo desenvolve uma ficção que trata de corpos reais, da singularidade dos indivíduos e sua relação com o mundo.
“Corpos Estranhos”é o mais recente trabalho do jornalista e escritor, Sérgio Leo. Após “Mentiras do Rio”, havia prometido um livro de contos sobre arte contemporânea, tema que serve de pano de fundo para algumas das histórias da nova obra. A maioria dos contos trata de relacionamentos humanos e suas expectativas, que têm em comum com a Arte, a dicotomia entre realidade e aparência, e os percalços da linguagem e da representação.
Em meio a histórias que vão da coragem de um combatente com
pés de sete dedos em uma guerra perdida no Oriente Médio a desencontros
amorosos e às angústias de um garoto perna de pau em um jogo de futebol,
ansioso para atender às expectativas dos colegas de time, Leo explora também
conceitos da própria literatura, enfrentando tabus acadêmicos como a repulsa
aos adjetivos em narrativas de ficção ou desafios como um conto narrado
extraordinariamente na segunda pessoa do singular.
A obra acontece em meio à conjuntura instável e marcada pela
desumanização, da inteligência artificial, das guerras irracionais e das relações
humanas sob o pragmatismo liberal. Leo desenvolve uma ficção que trata de
corpos reais, da singularidade dos indivíduos e sua relação com o mundo.
O autor, como define a premiada escritora Rosa Amanda Strausz na orelha do livro, fala do corpo “não apenas como matéria, mas como território da experiência”. Ou como diz a editora Mirna Queirós, na contracapa do livro, são contos em que os leitores poderão entrever “a fricção dos personagens com o mundo que se ergue ou desmorona diante deles”.
O autor
Sergio Leo apresenta-se como ex-carioca; desde 1985 morador
de Brasília, onde trabalhou na maioria dos grandes jornais e na TV Globo, até
permanecer por 15 anos repórter e colunista do jornal Valor Econômico. Hoje, entre
colaborações a outros veículos de comunicação, escreve crônicas para o Correio
Braziliense.
Em seu primeiro livro de contos, “Mentiras do Rio” (ed.
Record), vencedor do Prêmio Sesc de Literatura, dedicou-se ao Rio de Janeiro
onde nasceu, com seus personagens e paragens, já observados através da mesma
lente irônica e crítica que marca seu novo livro de contos, em lançamento:
“Corpos Estranhos”.
Após seu livro de estreia, escreveu um livro de não-ficção,
“Ascensão e Queda do Império X” (ed. Nova Fronteira), sobre a derrocada do
empresário Eike Batista; e colaborou, com contos e artigos, em sites de
Internet e coletâneas como “Conversas de Botequim”, (ed. Mórula) com contos
baseados em músicas de Noel Rosa.
Formado em Jornalismo pela ECO-UFRJ, com especialização em
Relações Internacionais pela UnB, Sergio
Leo é também formado em Artes Visuais na UnB, e participou, em Brasília de
exposições coletivas como “Seu Museu Expoexperimento” e “Diálogos da
Resistência”, no Museu Nacional de Brasília, e uma individual, “Radicalismos”,
na Alfinete Fotogaleria.
Serviço
Em Brasília, Sergio Leo lançará seu “Corpos Estranhos” na noite de 5 de maio, a partir das 18h30, no bar Beirute da Asa Sul, na CLS 109.


