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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Os Corpos Estranhos do jornalista Sergio Leo


A obra acontece em meio à conjuntura instável e marcada pela desumanização, da inteligência artificial, das guerras irracionais e das relações humanas sob o pragmatismo liberal. Leo desenvolve uma ficção que trata de corpos reais, da singularidade dos indivíduos e sua relação com o mundo.


“Corpos Estranhos”é o mais recente trabalho do jornalista e escritor, Sérgio Leo. Após “Mentiras do Rio”, havia prometido um livro de contos sobre arte contemporânea, tema que serve de pano de fundo para algumas das histórias da nova obra. A maioria dos contos trata de relacionamentos humanos e suas expectativas, que têm em comum com a Arte, a dicotomia entre realidade e aparência, e os percalços da linguagem e da representação.

Em meio a histórias que vão da coragem de um combatente com pés de sete dedos em uma guerra perdida no Oriente Médio a desencontros amorosos e às angústias de um garoto perna de pau em um jogo de futebol, ansioso para atender às expectativas dos colegas de time, Leo explora também conceitos da própria literatura, enfrentando tabus acadêmicos como a repulsa aos adjetivos em narrativas de ficção ou desafios como um conto narrado extraordinariamente na segunda pessoa do singular.

A obra acontece em meio à conjuntura instável e marcada pela desumanização, da inteligência artificial, das guerras irracionais e das relações humanas sob o pragmatismo liberal. Leo desenvolve uma ficção que trata de corpos reais, da singularidade dos indivíduos e sua relação com o mundo.


O autor, como define a premiada escritora Rosa Amanda Strausz na orelha do livro, fala do corpo “não apenas como matéria, mas como território da experiência”. Ou como diz a editora Mirna Queirós, na contracapa do livro, são contos em que os leitores poderão entrever “a fricção dos personagens com o mundo que se ergue ou desmorona diante deles”.

O autor

Sergio Leo apresenta-se como ex-carioca; desde 1985 morador de Brasília, onde trabalhou na maioria dos grandes jornais e na TV Globo, até permanecer por 15 anos repórter e colunista do jornal Valor Econômico. Hoje, entre colaborações a outros veículos de comunicação, escreve crônicas para o Correio Braziliense.

Em seu primeiro livro de contos, “Mentiras do Rio” (ed. Record), vencedor do Prêmio Sesc de Literatura, dedicou-se ao Rio de Janeiro onde nasceu, com seus personagens e paragens, já observados através da mesma lente irônica e crítica que marca seu novo livro de contos, em lançamento: “Corpos Estranhos”.

Após seu livro de estreia, escreveu um livro de não-ficção, “Ascensão e Queda do Império X” (ed. Nova Fronteira), sobre a derrocada do empresário Eike Batista; e colaborou, com contos e artigos, em sites de Internet e coletâneas como “Conversas de Botequim”, (ed. Mórula) com contos baseados em músicas de Noel Rosa.

Formado em Jornalismo pela ECO-UFRJ, com especialização em Relações  Internacionais pela UnB, Sergio Leo é também formado em Artes Visuais na UnB, e participou, em Brasília de exposições coletivas como “Seu Museu Expoexperimento” e “Diálogos da Resistência”, no Museu Nacional de Brasília, e uma individual, “Radicalismos”, na Alfinete Fotogaleria.


Serviço

Em Brasília, Sergio Leo lançará seu “Corpos Estranhos” na noite de 5 de maio, a partir das 18h30, no bar Beirute da Asa Sul, na CLS 109.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Jornalista lança livro de contos “Amor de BR”

Quando Sócrates disse "conhece-te a ti mesmo", ele teve a intenção de despertar o homem da polis para o autoconhecimento, já que no entendimento do filósofo ninguém será plenamente feliz desconhecendo a si mesmo e os seus limites. Com boa dose de generosidade do outro, aquele que não se conhece será feliz pela metade ou um pouco feliz, desde que faça concessões mais ou menos inconcebíveis.

No livro de contos “Amor de BR”, o jornalista Joaquim São Pedro não tenta dialogar com Sócrates ou com a própria filosofia. Longe disso. Ele apenas usa a leveza dos seus textos para, subliminarmente, ir fundo nas feridas de personagens que não sabem ou não aprenderam a lidar com a autoestima. Ou seja, desconhecendo-se a si mesmos.

Para o autor, é a incapacidade de compreender o eu, de saber (re) conhecer as próprias virtudes, que personagens dos onze contos que compõem “Amor de BR” passam a viver a vida dos outros, ou em função delas, abandonando a própria existência.

Fazer da espera uma razão de viver, convenhamos, é muito pouco para quem quer e que tem o prazo de viver marcado pelo implacável tempo. E abrir mão de um amor para servir ao próximo? Isto também não seria clara demonstração de que a autoestima baixa pode reduzir a condição humana à servidão? O que quer alguém que está sempre fazendo do sofrimento, próprio ou alheio, a sua tábua de salvação? Assim caminham os contos “Diário de uma espera (ele e ela)”.

O conto "Autoestima" então retrata fielmente a situação de um homem que chegou à meia idade sem incomodar ou ser incomodado por fatos ou palavras que o fizessem refletir sua vida.

Até o dia em que, sem maiores pretensões, uma ex-namorada telefona chamando-o para sair. O simples convite para um chopp, na zona sul do Rio de Janeiro, desperta nele tantas dúvidas sobre a sua própria existência e sobre o que fez de sua vida, que Jurandir, ou Jura, não consegue dizer não ou sim para um encontro casual e vai aos poucos se angustiando e angustiando o próprio leitor.

Outras histórias como "Álbum de Casamento", "Amizade", "A Política", "O Amor" e, os já citados, “Diários de uma espera” são também discussões bem humoradas, e não menos reflexivas, de como a felicidade é condição inerente à autovalorização.

Um momento de descontração, um exemplo de autoestima na medida certa talvez seja o conto "Fetiche", onde um jovem Zona Sul do Rio de Janeiro se apaixona por uma calcinha que está pendurada num box de banheiro e resolve ir atrás de sua dona certo, na certeza de que a graça e a leveza da peça íntima refletem a beleza e a delicadeza da mulher tão amada quanto desconhecida.

“Amor de BR” não tem a pretensão de ser algo filosófico, político. O seu autor e o editor não negariam, porém, que tem tudo para despertar um bom debate sobre o existencialismo. E não seria difícil para o leitor se identificar com algum personagem e dizer: já passei por isso e só depois de muito tempo me dei conta de que estava no caminho errado.

O livro de contos “Amor de BR” é a segunda obra do jornalista mineiro Joaquim São Pedro, criado no Rio e que mora em Brasília, há 19 anos. O livro tem 160 páginas. A editora Thesaurus teve a preocupação de produzir uma obra leve, de fácil manipulação, e capaz de ser devorado em poucas horas com descontração, diversão e muita emoção.

 O Autor:

Joaquim São Pedro, 56 anos, é mineiro de Cataguases. Mas viveu toda a infância, adolescência e juventude na cidade do Rio de Janeiro. Aquele ainda é hoje, dezenove anos depois de se mudar para Brasília, o cenário predileto quando se senta na frente de um computador para produzir, localizar e imaginar o cenário de uma história.
Isso não excluiu, por exemplo, Brasília que aos poucos vai virando cenário para suas histórias, numa prova de que a Capital já entrou na vida do autor, proporcionando-lhe inspiração para escrever suas histórias. Um dos contos, "Amizade", por exemplo, tem com palco o Beirute, bar tradicional da boemia brasiliense e local de grandes momentos culturais da cidade.

Serviço:

Titulo: Amor de BR – Contos – Ficção
Local do lançamento: Restaurante Feitiço Mineiro, CLN 306 – Brasília – DF

Data 25/02/2014 - Horário: A partir das 18h30m.


Editora Thesaurus – Brasília – DF

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Jornalista Bartô lança livro de contos

Bartolomeu Rodrigues e a esposa Rita Medeiros
Enviado por Joaquim Pedro Rodrigues



O jornalista Bartolomeu Rodrigues, o Bartô, ex- Estado de São Paulo e ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas do DF, lança, no próximo dia 29/10, o livro 3 Contos de Réis
A obra traz ilustrações do artista plástico Jader de Melo, que também serão expostas durante a noite de autógrafos.
Trata-se de um livro de contos, na verdade, de três contos. O primeiro conto, intitulado "Laje dos Gatos", conta as aventuras de Absalão numa época romântica do sertão nordestino, ainda quando o trem ia até aquelas terras dominadas pelo cangaço.
O segundo conto se chama "A invasão dos sapos", e narra a sina do "feio" Wanderley Bandeira. É um verdadeiro jogo entre o feio e o belo. A fábula tem uma ambientação regional, que cabe ao leitor descobrir.
Por fim, o "Se eu morrer você vai ficar triste?" encerra o livro e traz uma emocionante e introspectiva história um jovem garoto.
As ilustrações permeiam cada conto, e dão vida a toda obra, com cenas lúdicas e bastante atentas do ilustrador Jader de Melo.

O lançamento acontece no próximo dia 29/10, na Sorveteria Sorbê e na Galeria Almeida Prado, na 405 Norte. O valor do livro será simbólico e a renda será doada ao Instituto São Vicente de Paula, de Campina Grande-PB.