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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Livro: biografia de Belchior no Beirute da Asa Sul

Por Chico Sant'Anna 

Cearense, de Sobral, Belchior ganhou o Brasil como apenas um jovem latino-americano. Em 1971, venceu o IV Festival Universitário da Canção Popular, realizado no Rio de Janeiro, com a música Na Hora do Almoço. De lá para cá, compôs 218 músicas, materializadas em 348 diferentes gravações dele e de outros intérpretes. Gravou, pelo menos 14 álbuns de estúdio, e lançou outros trabalhos ao longo de sua carreira, totalizando mais de 30 álbuns em sua discografia. Falecido em abril de 2017, ganha agora uma nova biografia, de autoria do jornalista Alberto Perdigão.

O livro Belchior: a construção de um mito na literatura de cordel é o resultado de uma pesquisa que analisa 28 biografias do Belchior, nove publicadas em livro e 19 em folhetos de cordel.

“Nesta síntese de biografias, trago o que há de mais picante e surpreendente na vida, obra, desaparecimento e morte do Belchior”, adianta Perdigão. “O estudo comparativo mostra que o Belchior do livro é uma construção simbólica bem diferente da que se vê no cordel”, completa. O cantor e compositor Antônio Carlos Belchior morreu em Santa Cruz do Sul (RS) em 30 de abril de 2017, com 70 anos, ao final de dez anos desaparecido da família, amigos, parceiros e fãs.

O livro

Belchior: a construção de um mito na literatura de cordel (RDS, 2025, 308 páginas) é o primeiro estudo sobre as biografias do cantor e compositor, cuja vida tem sido objeto de muitos livros e folhetos de cordel. “Talvez só o Rei do Baião Luiz Gonzaga tenha sido mais biografado em folhetos”, analisa o pesquisador. “A razão é que Belchior foi excêntrico  como cidadão e excepcional como artista, alguém fora da curva e passou a vida fazendo cavalo de pau”, conclui o autor. 


O autor

Também cearense, mas de Fortaleza, Alberto Perdigão é jornalista, mestre em Políticas Públicas e Sociedade. Desenvolve pesquisa sobre o folheto informativo da literatura de cordel e integra a Rede Folkcom de pesquisadores da folkcomunicação. É autor de sete livros, entre eles Política e Literatura de Cordel (2022) e Pretas e Pretos na Literatura de Cordel (2023).

Lançamento em Brasília

Belchior: a construção de um mito na literatura de cordel será lançado nesta quarta-feira (10), às 19 horas, no restaurante Beirute (109 Sul), como parte da programação Beira Literário. O autor conversará com leitores e autografará o livro. O exemplar custa R$ 70,00. O evento é aberto ao público.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Musical recupera a Era de Ouro do Rádio brasileiro

Por Chico Sant'Anna


Uma trupe de Brasília se lançou no desafio de recuperar para o teatro um pouco do que foi a era de ouro de No tempo de Noel Rosa, o musical. Quando o ator Gilson Montblanc, que pessoalmente teve experiências em rádio comunitária, decidiu escrever o roteiro, tomou por base a biografia homônima de Almirante, que era grande amigo de Noel Rosa, ou seja, o texto narra toda a vida do compositor de forma não-linear e recria o clima carioca da Era do Rádio.
Os dados históricos que compõem o espetáculo servem de apoio para retratar um Noel Rosa enquanto pessoa e não do mito musical. Segundo o ato e roteirista Gilson Montblanc – que é habitué do casarão do samba da Escola de Samba, Aruc, em Brasília, o musical é o primeiro a ser realizado aqui em Brasília tendo o samba como foco.
Coincidência, ou não, a homenagem a Noel acontece poucos meses antes de Brasília ser lembrada na Sapucaí pela Escola de Samba Vila Isabel (escola do Noel Rosa) pela passagem do seu 60º aniversário será homenageada.
A peça
O espetáculo é uma oportunidade de conhecer o universo do compositor e sambista Noel. Ele que teve papel de importância para a transição da música popular brasileira. A plateia poderá visitar o que foi o cenário carioca daquela época, já que o cenário será inspirado nos Arcos da Lapa, bairro onde Noel Rosa compôs grande parte de suas obras.

Na trilha sonora estão presentes sucessos como “Fita Amarela”, “Com que Roupa”, “Vamos falar do Norte”, “O orvalho vem caindo”, “Conversa de botequim” e marchinhas de carnavais cantadas pelo cantor e compositor Braguinha.
A peça será encenada ao longo dos meses de novembro e dezembro nos barracões das duas principais escolas de samba de Brasília, Aruc e Acadêmicos da Asa Norte e teatros do Plano Piloto, Taguatinga, e Samambaia.

           
Serviço: 
Peça: No tempo de Noel Rosao musical
Companhia: Cia Teatral Hablado
Autor: Gilson Montblanc

Direção: Rai Melodia


Elenco:
Carlos Neves (Almirante), Gilson Montblanc (Ademar Casé), Marcelo Felga (Braguinha), Yago Queiroz (Cartola), Sérgio Souza (Wilson Batista), Revacy Moreira (Aracy adulta), Júlia Sagatiba (Aracy jovem), Daniel Fernandes (Violão e voz), Jane Azevedo (Ceci), Mônica Fernandes (Margot), Sara Lima (Neyde), Marcelo Dorini (Severino) e Cris Santos (Neidoca)
Iluminação e sonoplastia: Albergue D’Lima
Datas:
  • 09 novembro/19 às 20h, no Teatro da Praça – Taguatinga
  • 10 novembro/19 às 15h, na Escola de Samba Acadêmicos da Asa Norte
  • 16 e 17 de novembro/19, às 20h no Brasília Shopping
  • 23 e 24 de novembro/19, às 20h no Teatro Mapati – Asa Norte
  • 08 dezembro, às 16h na Aruc – Cruzeiro Velho
  • 13 dezembro. Às 21h Complexo Cultural Samambaia



Informações: CiaTeatralHablado@gmail.com ou pelos fones 61 99827-8553 (Gilson) ou 61 98334--1333 (Rai)


sábado, 21 de março de 2015

Rádio Nacional: Em Brasília, FM tira do ar Choro Livre


Por Ivan Sergio Santos



Henrique Filho, o Reco do Bandolim, músico, jornalista e presidente do Clube do Choro de Brasília, trabalhou por mais de 30 anos na Rádio Nacional. Nos últimos 20, apresentando o programa “Choro Livre”, veiculado aos domingos, no qual entrevistava instrumentistas e divulgava a obra de grandes compositores da MPB.
Pelo microfone do programa passou gente do calibre de Radamés Gnatalli, Sivuca, Cartola, Paulo Moura, Nelson Cavaquinho, Paulinho Nogueira, Dominguinhos e João Nogueira, só para citar os que não estão mais entre nós. (Alguns desses depoimentos foram apagados em gestões anteriores da Rádio Nacional, sob o argumento de que, por uma questão de economia, as fitas precisavam ser reutilizadas.)
No final de 2014, Reco se aposentou. Antes que isso acontecesse, porém, alertou a direção da rádio e disse do seu interesse em continuar fazendo o “Choro Livre”, uma das grifes mais tradicionais e bem sucedidas da grade da emissora. Foi então aconselhado a apresentar proposta nesse sentido, já agora na condição de prestador de serviço, o que viabilizaria a continuidade do programa.
A proposta foi encaminhada há quase um ano e não obteve resposta da direção da Rádio Nacional. Com a aposentadoria do Reco, o “Choro Livre” saiu do ar sem que ele e os ouvintes recebessem qualquer comunicação. Instada por apreciadores do programa, a ouvidoria da rádio manifestou da seguinte forma:
“O programa Choro Livre saiu da grade da nossa programação por impossibilidade de manter sua produção, uma vez que seu produtor e apresentador, Henrique Filho, se desligou da Empresa. Contudo, por reconhecer a importância deste gênero musical para a Música Popular Brasileira, estamos trabalhando no sentido de estrear um novo programa, trazendo o melhor do choro brasileiro para a Nacional FM. Até lá, o choro continuará fazendo parte das nossas planilhas musicais, como sempre esteve."
Nas redes sociais, várias manifestações foram veiculadas sobre a retirada do “Choro Livre” da programação da Rádio Nacional:
Prezado Sr. Ouvidor da EBC, Foi com imenso pesar que recebemos a notícia que há cerca de 45 dias, foi retirada da programação da Rádio Nacional FM, 96,1 MHz, de Brasília, o tradicional programa Choro Livre, produzido e apresentado por Reco do Bandolim, há mais de 20 anos. Ações como esta sempre representam um duro golpe na nossa já tão maltratada cultura brasileira pois programas desta qualidade se tornam cada vez mais raros. Diante de uma avassaladora sanha de exploração financeira da ignorância e do despreparo de grande parte da nossa população seria de esperar-se que pelo menos instituições como a EBC se abstivessem desta prática nefasta de acabar com programas de qualidade que contam com a audiência qualificada de um grande número de músicos e simpatizantes que assim como eu estão a lamentar o ocorrido. De qualquer modo aqui fica o registro do nosso protesto e a esperança de que o bom senso ainda prevaleça no sentido da completa reversão deste acontecimento. Atenciosamente, João Pedro Borges (violonista, professor e Diretor Geral da Escola Municipal de Música de São Luís-MA) “Caros membros da ouvidoria da EBC, Venho através desse email, pedir para que voltem com o "Programa Choro Livre" dentro programação normal da EBC. O "Programa Choro Livre"é de importância fundamental para a cultura do DF, de Brasília e do Brasil.Não cometam esse equívoco contra uma das expressões musicais mais ricas e fortes de todo mundo que é o Choro brasileiro, repensem com carinho pois se trata da preservação de um gênero que formou grandes gênios da música mundial. Reco do Bandolim luta por essa causa a muitos anos e é um artista altamente preparado para apresentar esse programa que trata e retrata tão bem o nosso choro. Desde já agradeço a atenção e espero realmente que façam a coisa certa, defendam e cuidem da nossa cultura. Sem ela, nosso país não tem alegria, não tem alma, não tem nada. Um abraço! Rogério Caetano (violonista, arranjador e produtor)
“Caros diretores da rádio, fiquei muito triste com a notícia do fim do programa livre comando pelo querido Reco do Bandolim . Já fui entrevistada algumas vezes no programa e adoro ouvir as estórias e histórias de meus colegas músicos participantes do movimento do Choro brasileiro.
Que pena ! Daniela Spielmann (Saxofonista / Arranjadora /Compositora /Professora)
“Quero deixar aqui meu protesto em desagravo ao término do Programa "Choro Livre" realizado na emissora: Radio Nacional FM DF. produzido e apresentado pelo músico, produtor, radialista, jornalista, presidente do "Clube do Choro" de Brasília, de nome artístico; "Reco do Bandolin", cujo credenciais acima, impõe a importancia e nível de qualidade da programação interrompida. Na certeza de que deixará uma importante lacuna no nível de qualidade na grade de programação da Nacional FM, deixará também igualmente frustrado o enorme e fiel público ouvinte desse precioso programa. Diante do triste e frustrante fato, gostaria atraves deste e-mail reiterar a continuidade do programa que determina o maior teor cultural no gênero,sendo de alto benefício social à todos nós, preservando memória do que se produziu e produz de melhor no cenário artístico-cultural da música popular brasileira. O programa leva no seu bojo, altíssimo teor em termos de visibilidade para a instituição, como também para Cidade (BSB) por todo Brasil, atingindo também caráter internacional em função do que atrai o formidável trabalho desenvolvido nos eventos do "Clube do Choro". Em nome do que represento na Música Popular Brasileira, gostaria que se fizesse chegar às mãos do responsável pela programação da prestigiosa emissora, na esperança de um retratamento, e o breve retorno do importantíssimo programa. Com minhas saudações, Hélio Delmiro ( Músico - Compositor - Produtor Artístico)
“Meu amigo querido, Acabo de tomar conhecimento do absurdo cancelamento do Programa Choro Livre. Tive o prazer e a honra de participar de seu programa, inúmeras vezes e sou testemunha do valor inestimável do Choro Livre para a cultura e a música deste país. Já compartilhei o post de Ruy Godinho no meu perfil do Face Book e quero me colocar a sua disposição para o que for preciso. Vamos a luta! Choro Livre é patrimônio cultural brasileiro. É precioso. Beijos solidários Gilson Peranzzetta (pianista, compositor e arranjador)
“Prezados Senhores, Com grande pesar soube da triste noticia do fim do programa Roda de Choro, do colega de profissão, Reco do Bandolim. Sendo a EBC uma empresa pública, sinto-me no direito e no dever de protestar e solicitar que a decisão seja revista. O choro - mais antigo e rico gênero instrumental brasileiro - respeitado mundialmente e verdadeira fonte de divisa nacional, merece essa consideração e respeito, sobretudo dos orgãos públicos de cultura. Desconheço os motivos que ocasionaram essa decisão, mas deixo aqui lavrado meu protesto e pedido de reversão da situação. Não podemos permitir que a cultura brasileira perca ainda mais espaço! Atenciosamente, Luciana Rabello (cavaquinista, professora e produtora cultural)
“Manifesto meu total repudio à suspensão do Programa Choro Livre de Reco do Bandolim, um verdadeiro memorial de uma música brasileira que foi exaltada de maneira grandiosa por Heitor Villa-Lobos!!! Meu abraço fraterno ao Clube do Choro e a todos que dele fazem parte. Turibio Santos (violonista)
A Cultura Brasileira resiste por teimosia e pelo ânimo de milhares de artistas, ativistas e produtores que a transformam em bandeira de luta, atentos aos ataques multilaterais, pluripartidários e institucionais do poder dominante. Perdemos cinemas e teatros para igrejas de alto poder econômico; nossa música de qualidade perde espaços nas rádios para a música de fácil consumo e repertório estrangeiro; programas culturais são substituídos por entretenimento do mais baixo nível em nossas tevês. E outros descalabros. A rádio e a TV Câmara, que destinam até o presente, parte de sua programação à cultura, estão ameaçadas pela vertente evangélica da Câmara Diretora, sob as diretrizes do presidente Eduardo Cunha, amplamente divulgadas, que prometem transformar aquelas emissoras públicas em veículos à serviço de suas ideologias, que obviamente não incluem a cultura. Enquanto na rádio e TV Câmara os prejuízos ainda estão no nível de ameaça, na EBC o ataque imensurável ao Choro, como gênero, já está concretizado. Há cerca de 45 dias, foi retirada da programação da Rádio Nacional FM, 96,1 MHz, de Brasília, o tradicional programa Choro Livre, produzido e apresentado por Reco do Bandolim, há mais de 20 anos. Reco, um verdadeiro baluarte da cultura nacional, por seu envolvimento na manutenção, difusão e revitalização do Choro no Brasil, a partir do trabalho que desenvolve no Clube do Choro de Brasília e na Escola de Brasileira de Choro Rafael Rabelo, não merece essa desfeita. Não podemos assistir a tudo isso sem um desagravo, sem um protesto, sem uma manifestação em defesa do Choro por parte de artistas, instrumentistas, amantes do choro e ouvintes do tradicional programa cultural. Apenas substituí-lo por uma programação que inclui Choros, nos priva das entrevistas reveladoras, das informações culturais interessantes e das curiosidades que permeiam as coxias da produção musical chorística, apresentados por Reco de forma competente e agradável. E-mails podem e devem ser emitidos para a ouvidoria da EBC: ouvidoria@ebc.com.br; posts devem ser publicados no Facebook e outras mídias a favor do retorno do Programa Choro Livre à programação da Nacional FM, de Brasília. A quem se indignar diante da incongruência desta instituição pública e se dignar a protestar, sugerimos emitir cópia oculta em desagravo ao Reco do Bandolim, por intermédio do endereço eletrônico: recodobandolim@gmail.com. Amigos do Programa Choro Livre

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Da vitrola ao iPod: livro conta a história da indústria fonográfica no Brasil

Da vitrola ao iPod: uma história da indústria fonográfica no Brasil concentra-se, de maneira extensa e aprofundada, na história das gravações musicais brasileiras dos anos 1960 à atualidade.
Pela sua originalidade, pela riqueza de informações e pela rigorosa elaboração, este livro é daqueles que estavam faltando no meio universitário e no mercado editorial brasileiros.
O  autor, Eduardo Vicente, detentord uma graduação em Música Popular, pela Unicamp, e um mestrado em Sociologia, pela mesma universidade, é atualmente professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Ele reuniu em seu trabalho de doutorado, ora publicado em forma de livro, a sua experiência nesses dois campos de atividade, algo que não é comum no campo acadêmico brasileiro.


Sobre o autor: 
Eduardo Vicente possui graduação em Música Popular e mestrado em Sociologia pela Unicamp, doutorado em Ciências da Comunicação pela ECA/USP e pós-doutorado pelo Centre for Media and Cultural Research da Birmingham City University (UK). É professor do Departamento de Cinema, Rádio e TV da ECA/USP e do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais da mesma instituição. Edita a revista Novos Olhares e coordena o MidiaSon: Grupo de Estudos e Produção em Mídia Sonora. É bolsista de Produtividade em Pesquisa PQ 2 (CNPq).

Serviço: 

Livro: Da vitrola ao iPod
Assunto: História
Edição: Alameda (tel.: 11 3012-2400)

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Programa “Eu quero um samba”, da Rádio Senado, recebe os jornalistas Chico Sant´Anna e Juliana Cézar Nunes.

Por Fernanda Nardelli   


O programa “Eu quero um samba” deste final de semana recebe os jornalistas Chico Sant´Anna, da TV Senado, e Juliana Cézar Nunes, diretora do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, que vão apresentar aos ouvintes da Rádio Senado uma seleção com alguns de seus sambas preferidos.
“Eu quero um samba” traz uma seleção musical dos sambas preferidos de jornalistas, escritores, compositores e gente que entende de letra e gosta desse som tão brasileiro.

Leia também:


Juliana Nunes se define como jornalista, feminista negra, sindicalista e apaixonada por samba. Ela revela que o ritmo de origem africana serve como trilha sonora para retratar um pouco da sua história e embalar diferentes momentos de sua vida.

Já Chico Sant´Anna se mudou do Rio de Janeiro para Brasília com um ano de idade, em 1958, e desde menino tinha os dias embalados pelas batidas do samba de breque. Apaixonado pela capital do país, o blogueiro, pesquisador e professor fez questão de pedir algumas músicas que fazem uma crônica da vida carioca.
A lista apresentada pelos dois inclui músicas de bambas como Dona Ione Lara, Noel Rosa, Martinho da Vila, Moreira da Silva e João Bosco.

O “Eu quero um samba” é produzido e apresentado por Fernanda Nardelli e George Cardim.

Serviço: 

Neste sábado (28/9), ao meio-dia, com reprise no domingo (29/9), às 13h.

Sintonia em FM: 

  • Brasília (91,7), 
  • Natal (106,9), 
  • Cuiabá (102,5), 
  • Fortaleza (103,3), 
  • Rio Branco (100,9), 
  • Manaus (106,9) e 
  • Teresina (104,5).

Pela internet: disponível a partir do dia 27 de setembro, em   http://www.senado.gov.br/radio

domingo, 3 de fevereiro de 2013

47% dos ouvintes de rádio escutam música sertaneja

52% dos ouvintes de música sertaneja são da classe C

Do Portal do Ibope
A música sertaneja é trilha sonora para o dia a dia de uma grande parcela da população brasileira. Nas principais capitais e regiões metropolitanas do País, 47% das pessoas que ouviram rádio nos últimos sete dias afirmam escutar o gênero com frequência.
Dados do Target Group Index, do IBOPE Media, indicam ainda que a classe C é maioria (52%) entre os ouvintes desse estilo musical no rádio, seguida da classe AB (36%) e DE (12%).
Quando considerada a faixa etária dos ouvintes, os adultos de 25 a 34 anos são os que mais apreciam esse estilo, 23% afirmam ouvir  música sertaneja frequentemente.
Brasília: Capital do Sertanejo
Em relação às capitais brasileiras, o gênero é mais apreciado em Brasília, onde 56% dos ouvintes de rádio declaram ouvir com frequência músicas sertanejas. Em seguida aparece Curitiba, com 53% de ouvintes do estilo. Em contrapartida, Recife e Rio de Janeiro são as capitais onde menos pessoas escutam esse tipo de música: 26% e 28%, respectivamente.
Sobre a pesquisa:
O estudo Target Group Index é realizado pelo IBOPE Media nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Brasília e nos interiores de São Paulo e das regiões sul e sudeste. A representatividade é de 49% da população brasileira entre 12 e 75 anos, ou 71 milhões de pessoas.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Quem conhece a letra da música Juliana - de Torquato Neto e Caetano Veloso?

Olá leitores e amigos.
Um amigo jornalista do Piauí, Kenard Kruel Fagundes, está fazendo uma pesquisa sobre o poeta e jornalista Torquato Neto, para um livro biográfico.
Ele busca encontrar a letra completa da canção Juliana - uma parceria Torquato Neto (letra) e Caetano Veloso (música).
Um dos versos que ele já recuperou parcialmente diz assim:

"vou deixar tudo de lado/
meu saveiro e meu pecado/
só pra quando ela chegar"/

Peço ajuda dos leitores do blog, quem conhecer a letra toda ou souber onde achar, as informações serão bem vindas.

Abraços.

Chico Sant'Anna

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Maceió sedia o 1º COMÚSICA – Encontro Nacional Comunicação e Música

De 01,02 e 03 de dezembro, acontece em Maceió, na Universidade Federal de Alagoas, o 1º COMÚSICA – Encontro Nacional Comunicação e Música. A realização é do COMÚSICA – Laboratório de Análise Comunicacional da Música Popular Massiva e da UFAL/CNPq.

Estão previstas palestras com Felipe Trotta (UFPE), Jeder Janotti (UFAL/UFPE), Micael Herschmann (UFRJ) e Simone Pereira de Sá (UFF). Além das conferências, o evento terá a apresentação de trabalhos selecionados. O envio dos resumos (com no máximo 40 palavras) deverá ser feitos através do e-mail até o dia 20 de novembro.

O Encontro Nacional de Pesquisadores em Comunicação e Música pretende discutir a música popular massiva em suas especificidades midiáticas, destacando o fato de que as lógicas econômicas presentes nesses produtos não estão dissociadas das mediações das sensibilidades, dos formatos culturais, das tecnologias e de suas inter-relações . Assim, pode-se notar, por exemplo, que a popularização da circulação digitalizada da música através do arquivo de compressão MP3 não significa somente uma possível crise no mundo da música, bem como uma transformação nas relações de produção/circulação/consumo e apropriação dos produtos musicais.

Os interessados em apresentar trabalhos abordando as questões acima a partir das seguintes perpectivas:

1) Gêneros Musicais

2) Cenas

3) Cadeia Produtiva

4) Novos Atores da Indústria Musical

Mais informações, clique aqui.

sábado, 22 de maio de 2010

Música: a volta do vinil e dos LPs

Do portal La Información

En el mundo de la copia digital los CDs han dejado de tener valor. Ocupan mucho espacio y no ofrecen un valor añadido sobre el mp3. "Ya no compro CDs de segunda mano pero si me traes vinilos les echo un vistazo", nos dice el dueño de una tienda de compra-venta de discos en Malasaña, Madrid.
El vinilo no soluciona el problema del espacio, muy al contrario, lo empeora. Además, no es barato. Hay que levantarse para escuchar la cara b. Se ensucia y se raya. El ordenador no lo reproduce. Se copia mal.
Todos esas engorrosas desventajas han dejado de importar porque el vinilo sí aporta un valor añadido sobre el mp3: las portadas son bonitas, el sonido es cálido, el objeto vuelve a tener importancia.
En la tienda de discos cd drome certifican que "hay gente que sólo compra vinilo" y se trata de "gente joven que no les gusta el CD, es otra generación que vivió con el mp3" y, de invertir en música, prefieren hacerlo en el vinilo. En esta tienda, con sede en Barcelona y Madrid, se vende aproximadamente un 60 por ciento de CDs y un 40 por ciento de vinilos.
Otro dato singular es que, pese al tópico, los dj's han dejado de comprar vinilos. Los discos de vinilo son, hoy, territorio para los verdaderos amantes de la música. Y cuanto más underground, mejor.
El pasado 17 de abril, se celebró en Inglaterra el Record Stores Day, para el que algunos grupos fabricaron tiradas limitadas de discos exclusivos que se vendieron en un suspiro, como este single de 7'' de Blur.

CDs arrinconados

Commercial Records es una nueva tienda de discos de Madrid, abierta hace siete meses, en plena crisis. Su dueño, Nacho, vende prácticamente sólo vinilos. Los CDs se han ido arrinconando poco a poco, por una tendencia natural de sus compradores. He aquí el dato: sólo el 5 por ciento de las ventas del mes de abril han sido CDs.
"Es la lógica del mercado", explica Nacho. "La mayoría de la clientela es más proclive a comprar vinilos, pero a lo mejor es por el tipo de música". Commercial Records vende punk, out-rock, sonidos ásperos y sucios que suenan mejor en un vinilo que en la cristalina calidad de un CD.
Ahora la tienda se lanza, también, a la edición de discos. De vinilo, claro. Lo hará próximamente con el debut de Cuerpos, que se venderá en vinilo pero se podrá descargar gratuitamente desde Bandcamp. "Creemos que el post-punk que hace Cuerpos se escuchará mejor en vinilo" y añade que le grupo tuvo una oferta para debutar en CD con otro sello, pero optaron por regalar la descarga y vender el disco de vinilo.
El precio medio de las novedades en vinilo está en 16 euros, que es un precio asequible. Pero los sellos buscan ideas para competir con las descargas, por lo que publian ediciones deluxe con vinilos de 180 gr, a veces dobles, con extras, que pueden incluir también el mismo disco en CD o un cupón de descarga, y que se venden muy bien a pesar de ser más caros.
En España están apareciendo multitud de pequeños sellos independientes que eligen el vinilo como soporte. El sello Giradiscos acaba de editar a Lüger en vinilo y, en una táctica que es habitual, regalar la descarga del disco en internet.
El logo del sello Discos Humeantes es, de hecho, un vinilo echando humo. Editan 12'' y 7'' de grupos como Fabuloso Combo Espectro, Mujeres, Los Plátanos o Los Steaks. No encontrarás CDs en su tienda online.
Otros que tienen un vinilo como logo es el sello Repetidor, que editarán próximamente a Dúo Cobra. Este sello catalán opta por vender los tres formatos: mp3 (a 9.99 euros), CD (a 10 euros) y vinilo (a 12 euros).

Más barato, más real

"Nos han querido vender un formato que era el CD y que tenía más calidad y mejor registro, en teoría, pero que es algo totalmente falso para mí" argumenta Carlos Vega de la distribuidora de vinilos Atmósfera Abrupta. "Para mí, el sonido análogico, incluyendo sus ruidos, es mucho más natural que la ultralimpieza del CD". añade.
Replicar un CD en una fábrica puede costar en torno a dos euros. La industria discográfica aprovechó esos costes mínimos para repercutir en el precio los enormes gastos promocionales, los beneficios de otra época, los intermediarios. "El CD era un formato mucho más barato que el vinilo pero nos lo han vendido mucho más caro", admite el distribuidor de vinilos.
"Mucha gente se está enganchando al vinilo y es gente muy joven" afirma rotundo Vega, confirmando el dato que aportaba la tienda de discos al inicio de este reportaje. "El cansancio del mp3, el tener todo disponible y todo gratis, ha saturado una parte del mercado, pero en realidad nos hemos dado cuenta de que cuando tienes toda la música a tu disposición pierde algo, y hace que te distancies de ella", explica. "El vinilo siempre será un objeto de coleccionismo, tiene un punto fetichista y un punto melómano, es otro mundo".

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Governo criará Fundo Setorial da Música

Do M&M Online

Novo projeto do Ministério da Cultura pretende captar e direcionar verbas para profissionais e trabalhos relacionados à área musical

O Ministro da Cultura, Juca Ferreira, anunciou a criação do Fundo Setorial da Música, um projeto de incentivo para o setor cultural, cuja verba será proveniente dos R$ 820 milhões do Fundo Nacional de Cultura.O anúncio foi feito pelo ministro em uma coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, 11, durante a Feira Música Brasil 2009, em Recife. Segundo ele, além da verba direcionada aos profissionais do setor musical, outros projetos também deverão receber investimentos do governo no próximo ano. Entre eles estão a criação de memoriais em homenagens a artistas da música nacional como Luiz Gonzaga e Dorival Caymmi.Na mesma coletiva, Ferreira também reafirmou o apoio do Ministério da Cultura ao PEC da Música, cujo objetivo é retirar a tributação da venda e do consumo de músicas no País.
Novo projeto do Ministério da Cultura pretende captar e direcionar verbas para profissionais e trabalhos relacionados à área musical.