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quinta-feira, 12 de maio de 2022

Como criar roteiro para mininovelas de até um minuto no Kwai


Diretores e produtores participantes do projeto TeleKwai dão dicas para desenvolver um roteiro e produzir vídeos curtos originais e de qualidade.


Por Gabriela Menezes, da RPMA Comunicação


O Kwai, aplicativo de criação e compartilhamento de vídeos curtos, tem conquistado cada vez mais o público no Brasil com suas mininovelas. Com o lançamento do programa TeleKwai no país, a plataforma oferece aos usuários um novo formato de dramaturgia com mininovelas e minisséries produzidas na vertical. O projeto é exclusivo da plataforma para agências, produtoras e criadores de conteúdo parceiros, que criam vídeos originais de diferentes gêneros, do drama à ficção científica. Mas o formato também pode ser explorado por qualquer usuário no app, e para isso é importante criar histórias que envolvam a audiência do começo ao fim. 

Um roteiro bem produzido facilita a produção do conteúdo e pode deixar os vídeos com mais personalidade e dinamismo. Pensando nisso, o Kwai reuniu algumas dicas valiosas para quem quer produzir um bom vídeo em formato de mininovela ou minissérie, preparadas por dois participantes do TeleKwai: o ator e diretor Felipe Reis, que possui cinco canais (Distopia, Meu chapa, Guru, Fala Comigo, Câmera de Insegurança e Golpistas!) no app, e o diretor de conteúdo da DR Produtora, Phil Rocha, que gerencia os canais O Lado Obscuro, A Nossa História, Histórias de Amor, Mensagem Inesperada e Abra o Coração na plataforma. 

Confira as dicas a seguir:

Primeiros passos

Antes de produzir qualquer conteúdo, é preciso planejar seu roteiro. Uma boa forma de fazer isto é responder às seguintes  perguntas:

· Qual será o conteúdo?

O primeiro passo é definir o assunto da sua mininovela. Se vai seguir o gênero drama, terror, LGBTQIA+, romance, histórias que sejam motivacionais com uma lição de moral, se vai ser uma nova receita, ou até mesmo retratos do seu cotidiano.

· Qual o formato?

Serão episódios aleatórios ou uma série? Se for uma minissérie é muito importante definir que cada episódio precisa terminar em um momento que gere curiosidade nas pessoas para que elas queiram ver a continuação dessa história.

· Qual o público que você quer que assista a seus vídeos?

É importante distinguir a  faixa etária, identidade de gênero e localização dos usuários que gostaria que tivessem acesso e vissem seus vídeos. Assim fica mais fácil pensar em assuntos que possam virar tema para os roteiros.

· Como?

De que forma o conteúdo será feito? Estabeleça a duração do vídeo, se ele será feito de forma narrada, com efeitos especiais, com a inserção de animações, com a participação de outros criadores, etc.

Crie um Storytelling

Depois de responder a essas quatro questões, o próximo passo é criar um storytelling, ou seja, uma breve descrição das cenas e do que acontecerá entre elas. Descreva o que irá aparecer em cada cena, qual cenário será utilizado (uma parede branca ou um local aberto, por exemplo), quem serão os personagens do vídeo, quais serão os ingredientes da   receita ou a maquiagem do tutorial de beleza. Lembre-se que é uma narrativa que precisa ter começo, meio e fim.

De acordo com Felipe Reis, para criar roteiros de ficção e mininovelas, mais do que uma ideia, é preciso uma história, com um bom personagem e principalmente um excelente conflito. “O conflito da trama normalmente vai contra o protagonista, impedindo ele de alcançar o seu objetivo, é isso que vai deixar sua história interessante. Não precisa ser uma ideia mirabolante, muitas vezes, uma ideia simples, aquela que a gente não se perde para contar, acaba rendendo grandes histórias”.

Para Phil Rocha, também é importante estabelecer estratégias para elaborar um roteiro eficiente. “É essencial estudar o formato do conteúdo antes de começar a produzir para entender a linguagem e as principais características de cada estilo. A adequação do que irá abordar ou a mensagem da produção que irá manter o público interessado durante todo o vídeo. Além disso, é preciso ser criativo e utilizar os recursos disponíveis da melhor maneira possível”, explica.

Para se destacar no feed do Kwai, o vídeo deve começar de uma maneira muito impactante, e isso irá chamar atenção de quem está rolando a tela. “Existem algumas artimanhas para a gente poder chegar nesse resultado. Uma delas é, por exemplo, começar o vídeo com uma frase bem marcante, que pode ser usada mais para frente usando o recurso de flashbacks. Digamos que iremos contar uma história de assassinato e lá no final a personagem vai falar para o assasino ‘não acredito que você matou tal pessoa’, o vídeo com essa frase no começo irá despertar a curiosidade e fará os usuários assistirem até o final”, completa Phil.

Nas mininovelas também é importante definir onde cada episódio deve terminar. A trama com final aberto tem que dar a entender que será resolvida no próximo capítulo. Isso irá atiçar a curiosidade de quem está assistindo.

Por fim, produza!

É muito importante revisar o roteiro por completo e fazer uma leitura em voz alta para ter uma percepção melhor de como ficarão as falas e as cenas dentro do vídeo. Após isso, seu conteúdo estará pronto para ser gravado e publicado. “Uma dica importante é fazer uma leitura com os atores que vão participar da cena antes de gravar, assim cada um pode adaptar o texto para falar de uma forma mais natural. Nessa leitura você já vai perceber o que funciona e o que não funciona”, finaliza Felipe Reis.

Sobre o Kwai

Um dos aplicativos gratuitos mais populares do Brasil, o Kwai permite que o público crie seu próprio conteúdo e compartilhe vídeos online de forma fácil, inclusiva e acessível, em um universo interativo que possibilita a conexão de pessoas. Com a missão de tornar a vida das pessoas mais felizes, o Kwai acredita que todos os pequenos momentos da vida merecem ser compartilhados. O app está disponível nos sistemas iOS e Android, na App Store e no Google Play . Saiba mais em: kwai.com.

 

 

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

EBC: Parlamentares tentam reverter estragos da MP de Temer

Por Samuel Possebon, publicado originalmente no Telaviva News

Parlamentares aproveitam oportunidades de apresentar emendas à Medida Provisória 744/2016 para mexer em recursos e na programação da EBC


Os deputados e senadores da oposição (PT, PDT e PC do B) foram os responsáveis pela maior parte das emendas tentando reverter os efeitos da Medida Provisória 744/2016 sobre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O prazo final de emendas foi nesta quinta, 8, e foram apresentadas um total de 42 emendas, quase todas da oposição e com conteúdos parecidos.

O deputado e ex-ministro das Comunicações de Dilma Rousseff, André Figueiredo (PT/CE) e o senado Humberto Costa (PT/PE) foram os que mais apresentaram emendas, a maior parte no sentido de reinstituir as funções do Conselho Curador, dar mandato fixo ao diretor presidente e restabelecer os mecanismos de governança alterados pela MP 744. Houve, contudo, propostas da oposição que transcenderam a volta da estrutura original da EBC.
Senador Humberto Costa (PT/PE) apresenta emenda derrubando os principais artigos da MP, incluindo os que acabam com o Conselho Curador e com o mandato fixo da presidência.
Costa propõe uma emenda com o detalhamento do uso dos recursos destinados à radiodifusão pública, hoje previstos no artigo 32 da Lei 11.652/2008 (a Lei da EBC). O senador propõe a criação do Fundo Nacional da Comunicação Pública – FNCP, que contará com recursos da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública (CFRP, inclusive os já arrecadados), mais dotações orçamentárias, recursos de convênio entre outras fontes. A CFRP é uma contribuição que vem dos recursos pagos pelas empresas de telecomunicações ao Fistel. Hoje ela é contestada na Justiça pelas empresas de telecomunicações e a maior parte dos recursos é depositada em juízo.
A proposta do senador já traz a distribuição percentual detalhada desses recursos entre os diferentes entes da  Rede Nacional da Comunicação Pública previstas na Lei da EBC, emissoras de radiodifusão comunitária,  associações comunitárias responsáveis por programação transmitida no Canal da Cidadania (regulamentado pelo antigo Ministério das Comunicações), entes ou órgãos públicos responsáveis por faixas de programação no Canal da Cidadania, canais de acesso condicionado de natureza comunitária ou universitária e emissoras públicas, educativas e culturais, vinculadas aos governos estaduais, que terão a maior parte dos recursos, a serem distribuídos por meio de repasses diretor e editais, sob supervisão de um comitê gestor também a ser criado. Além disso, a Contribuição para Financiamento da Radiodifusão pública também vai, em percentuais iguais (de 3%), para a TV NBR, TV Escola, Canal da Cultura, Canal da Saúde, TV Senado, TV Câmara e TV Justiça, com foco sobretudo na digitalização da rede.
Já o deputado André Figueiredo também busca garantir na programação da EBC cotas para programação regional (10%) e de produção independente (30%).
Além disso, o deputado propõe emenda que passa a remeter a indicação dos diretores à Lei 13.303/2016, que dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública einclui uma série de condicionantes para a ocupação de cargos em conselhos e na direção executiva de empresas estatais, além de propor o crivo do Senado para a indicação do presidente.
O Deputado Marco Maia (PT/RS) quer que a EBC fique responsável pela distribuição da verba publicitária da administração Federal.
O Senador José Pimentel (PT/CE) sugere não reinstituir o Conselho Curador, mas criar um conselho consultivo, com funções similares às que havia para o conselho curador, mas de caráter meramente consultivo e opinativo, precisando ser endossadas pelo Conselho de Administração. Já esta instância  passaria a acomodar os  representantes do Senado e um da Câmara que estavam no conselho curador. A ideia de colocar integrantes do Senado e da Câmara no conselho de administração da EBC também aparece nas emendas dos deputados da situação José Carlos Aleluia (DEM/BA).
Pela situação, o Senador Cristovam Buarque (PPS/DF), que já havia proposto uma emenda para obrigar à EBC divulgar informações sobre crianças desaparecidas, também propõe mudar a Lei da EBC para incluir a obrigação de alerta sobre candidatos ficha-suja.
Vários parlamentares da situação e oposição trazem proposta semelhante à do senador Lindbergh Faria (PT/RJ), que submetem a indicação do presidente da EBC ao Senado.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Ancine disponibiliza R$ 60 milhões para TVs públicas

Ancine abre inscrições dos editais de linha de produção voltada às TVs públicas


A Ancine abriu as inscrições para cinco chamadas públicas regionais da Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas, do Programa Brasil de Todas as Telas. São elas os Prodav 08, 09, 10, 11 e 12. O período de inscrição encerra-se em 31 de março de 2016.
Pelo segundo ano consecutivo, a linha disponibiliza R$ 60 milhões, em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), para investimentos em obras destinadas ao campo público de televisão, nos segmentos de TV universitária, comunitária e educativa e cultural.
Com o objetivo de regionalizar a produção de conteúdos audiovisuais independentes, os editais são divididos pelas cinco regiões do País disponibilizando R$ 12 milhões para cada. Este ano o edital da Região Sudeste será fracionado entre RJ/SP e MG/ES, destinando metade do valor para cada parte. Compostos majoritariamente por obras seriadas, os cinco editais fomentarão a produção de 56 obras – 26 destinadas ao público adulto, 10 ao público jovem e 20 ao público infantil – totalizando mais de 200 horas de programação.
Os perfis de programação foram definidos a partir das propostas levantadas durante o Seminário de Programação da Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas, que aconteceu na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, nos dias 7 e 8 de dezembro.

Os editais desta linha serão operados por meio de uma parceria entre a Ancine, a secretaria do Audiovisual do ministério da Cultura e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e contam com o apoio da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM) e Associação Brasileira de Emissoras Públicas Educativas e Culturais (ABEPEC).

sexta-feira, 26 de junho de 2015

TV Paga: governo briga na justiça para que canais respeitem cotas de conteúdo nacional

Da Ascom-AGU


A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu na quinta-feira (25/06), no Supremo Tribunal Federal (STF), a validade de lei que obrigou as empresas de televisão por assinatura a exibirem um mínimo de conteúdo nacional na programação, estabeleceu restrições para a concentração de propriedade no setor e definiu a competência da Agência Nacional de Cinema (Ancine) para fiscalizá-lo. A constitucionalidade dos dispositivos legais é questionada em ações ajuizadas pelo partido Democratas e por associações de empresas do ramo.

Os autores das ações alegam que a Lei nº 12.485/11, que estabeleceu um novo marco regulatório para a televisão paga no Brasil, fere a livre concorrência e os interesses dos consumidores, além de conceder à Ancine poderes supostamente excessivos para regulamentar a comunicação social no país.

Contudo, a AGU argumentou que as restrições à concentração de propriedade previstas na lei buscam tão somente efetivar o artigo 220 da Constituição Federal, que veda a formação de monopólios e oligopólios dos meios de comunicação social. Segundo a Advocacia-Geral, ao abrir o mercado para exploração de todas as empresas interessadas, a lei induziu a competição no setor, o que se traduziu em maior oferta de produtos e diminuição dos preços cobrados do consumidor.

"O próprio estabelecimento de regras claras para o setor gera um ambiente de segurança jurídica. O ambiente de segurança jurídica, por sua vez, viabiliza o aumento da concorrência. Com a concorrência, os preços tendem a diminuir. Reduzindo os preços, o número de pessoas que terão acesso ao serviço cresce", explicou a secretária-geral de Contencioso da AGU, Grace Maria Fernandes, em sustentação oral no plenário do tribunal.

De acordo com Grace Fernandes, os números de expansão do mercado de TV por assinatura após a entrada em vigor da lei comprovam a contribuição que o novo marco regulatório deu para o incremento do setor. O número de assinantes do serviço, por exemplo, saltou de 9,8 milhões em 2010 para 19,6 milhões em 2014. Já o faturamento anual das empresas do ramo cresceu de R$ 12,7 bilhões para R$ 32 bilhões no mesmo período.
Incentivo à produção nacional

A AGU também destacou que as exigências de conteúdo nacional previstas na lei têm como objetivo promover a cultura nacional e estimular a produção independente, conforme a própria Constituição, em seu artigo 221, determina que seja feito. Segundo a Advocacia-Geral, a interferência é mínima e plenamente compatível com o princípio da liberdade econômica, tendo em vista que se exige das empresas do ramo que reservem um mínimo de apenas três horas e trinta minutos da programação semanal, ou seja, apenas 2% do tempo disponível, para conteúdo brasileiro.

Grace Fernandes lembrou que alguns países europeus chegam a obrigar as empresas do ramo a dedicarem 50% da programação para conteúdo nacional. Além disso, observou a secretária-geral de Contencioso da AGU, a regulamentação atinge apenas as empresas e não interfere, de maneira alguma, na escolha do consumidor, que segue tendo a opção de assistir ao que desejar. "A finalidade é permitir que a produção nacional tenha condições de competir com a estrangeira", acrescentou.

Regulamentação

Também foi esclarecido pela AGU que os poderes dados pelo novo marco regulatório da televisão por assinatura à Ancine, entre eles o de que as empresas se credenciem previamente junto à autarquia, têm como objetivo apenas garantir que a lei seja cumprida. Segundo a Advocacia-Geral, a agência foi criada justamente para fomentar, regular e fiscalizar a indústria audiovisual.

A tese foi acatada pelo relator das ações no STF, o ministro Luiz Fux. "O consentimento prévio da administração pública é uma etapa necessária para o exercício regular de certas liberdades, como a exploração de atividade de programação e empacotamento de conteúdo audiovisual. Isso é uma atividade regulada pelo Estado, que exige um credenciamento até para verificar se os requisitos exigidos estão sendo cumpridos. E não são exigidos documentos que possam causar nenhum gravame: CNPJ, nome fantasia, data da constituição, endereço eletrônico e etc. A ingerência estatal fiscalizatória e punitiva surge como garantia da efetividade da disciplina jurídica", afirmou.

Fux também descartou a existência de qualquer inconstitucionalidade nas cotas para conteúdo nacional e nas restrições à concentração de propriedade. Para o ministro, apenas um dispositivo da lei que estende às agências de publicidade brasileiras proteção semelhante dada à produção audiovisual nacional pode ser considerado indevido. O julgamento foi suspenso após o voto do relator.

Atua no caso a secretaria-geral de Contencioso, órgão da AGU responsável por defender a União judicialmente no STF.
Ref.: ADIs 4679, 4747, 4756 e 4923 - STF

quinta-feira, 4 de junho de 2015

CPLP lança programa de fomento à produção audiovisual

O programa conta com orçamento de cerca de 3 milhões de euros e terá coordenação executiva da CPLP, do Instituto do Cinema de Portugal (ICA) e da Secretaria do Audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura do Brasil.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) lançou em Lisboa, na última semana, o Programa de Fomento à Produção e Difusão de Conteúdos Audiovisuais, que tem o objetivo de aumentar o intercâmbio cultural entre os nove países membros – Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Em agosto serão promovidos concursos nacionais em todos os Estados membros da comunidade para a seleção de projetos nas áreas de documentário e ficção. As inscrições ficarão abertas até final de outubro e e as comissões de seleção vão escolher os vencedores entre os meses de novembro e dezembro. As obras serão produzidas em 2016 e exibidas em canais públicos dos nove países em 2017.
O programa conta com orçamento de cerca de 3 milhões de euros e terá coordenação executiva da CPLP, do Instituto do Cinema de Portugal (ICA) e da Secretaria do Audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura do Brasil. Do valor disponível, um milhão de euros foi aportados por Portugal e os 2 milhões de euros restantes pelo Brasil, com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual.

Projetos de documentários selecionados receberão aporte de 50 mil euros cada. Já os projetos de telefilmes receberão 40 mil euros em Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Principe e Timor Leste, e 150 mil euros nos demais países. "Em todos os exercícios teremos programas de capacitação técnica e artística através de oficinas e plantões de supervisão, além de exercícios de planejamento executivo para as etapas de produção e difusão envolvendo reuniões com todos os países da rede", explica Mario Borgneth, coordenador da unidade técnica de execução do programa.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Opinião: A formação e criação de conteúdos como base da nova da comunicação

Por Diego Olivera Evia, publicado originalmente no Barómetro Internacional


Siempre hemos considerado la importancia, de la información alternativa y comunitaria popular, deben abrir las puertas a los sectores sociales, para su desarrollo y formación. Sectores mayoritarios, que durante décadas han sido manipulados por los medios privados monopólicos, pero también consideramos que es imprescindible, asumir la formación como la base de la construcción del modelo popular, porque para construir el Poder Popular y las Comunas, debemos formar a los compañeros, camaradas, simpatizantes, porque la guerra contra Venezuela, es una guerra económica, terrorista e ideológica.

Las campañas desestabilizadoras de EEUU y la derecha venezolana, durante 16 años de revolución bolivariana, han sido parte del nuevo modelo unipolar que se quiere adueñar del mundo, la nueva estructura en la denominada guerra de 4ta generación, es eslabón entre los monopolios de los medios, han logrado en las últimas décadas, articular la comunicación como el impacto primario de las intervenciones militares, como por ejemplo fueron los bombardeos a Libia, estas campañas desmoralizan la capacidad de los gobiernos y del pueblo, creando una imagen de desestabilidad económica, guerra de acaparamiento y especulación, para luego agredir con paramilitares, mercenarios, narcotraficantes y marginales, creando en Venezuela una falsa imagen de guerra civil, tratando de culpar a los colectivos sociales, de las acciones terrorista de la ultraderecha venezolana.

Este uso de los medios privados como punta de lanza fascista e imperialista, ha sido aplicado en varios países de Europa Oriental, como se han actualizado estos grupos de las manitos blancas, bajo el concepto de guerra suave, que de suave no tiene nada, porque los miles de muertos en Siria, las decenas de muertos en Ucrania. Como los recientes asesinatos de venezolanos, los daños multimillonarios a la infraestructura económica, al transporte, a edificios públicos, es ignorada por los sectores de la oposición de la MUD, quienes juegan a no condenar los hechos.

La formación y  la creación de contenidos base de la nueva comunicación

En muchas oportunidades en artículos de Barómetro Internacional, hemos defendido la necesidad de avanzar en la comunicación alternativa y comunitaria, pero también hemos insistido que debemos crear una conciencia social, fortalecer nuestro trabajo con artículos de contenido e ideológicos, que caractericen a EEUU como imperialismo, no como un país de oportunidades, debemos ubicar al enemigo del pueblo, fortificar la conciencia y la unidad revolucionaria, que es la única garantía del problema de la revolución bolivariana al socialismo.

Nuevamente lo objetivo o lo subjetivo, pasa a ser un tema de reflexión en la información. Es muy difícil poder abstraerse de esa contradicción, porque cuando hay una toma de posición ante la desinformación y la manipulación, necesariamente se tiene que defender una idea, un punto de vista sobre la realidad. En este caso el comunicador o periodista, define sus intereses ante los hechos objetivos, tratando de darle un tratamiento adecuado, fundamentando sus trabajos en fuentes (declaraciones, sucesos, denuncias, entrevistas, etc.). No debemos preconcebir nuestros deseos y escribir una nota fuera de contexto, siempre debemos aplicar una visión objetiva, establecer una balanza de lo positivo y negativo del suceso, para lograr acercarnos al hecho que vamos a difundir.

Ante esa realidad tangible de una masiva manipulación de la información, buscamos caminos alternativos de comunicación. Debemos acudir a nuevos espacios para desarrollar nuestro trabajo, estos son los medios alternativos de prensa. Porque sin recursos para crear agencias de prensa, para armar un medio impreso, sólo nos queda la vía del Internet para enviar nuestras noticias.

Estamos conscientes de que esta vía, no está exenta de restricciones y de censura, tal como le ha pasado a Red Voltaire, a medios cubanos de información, y a otras páginas Web, que han sufrido boicot o se les ha “dañado” su página de alojamiento. En estudios de consultoras internacionales pudimos confirmar la importancia del Internet, como la vía alterna para nuestros trabajos. La consultora francesa Hopscotch, en un trabajo titulado "Barómetro Internacional sobre los medios y las nuevas tecnologías", concluye que Internet ya se ha impuesto como primera fuente de información para los periodistas de todo el mundo. (Esta encuesta fue realizada en diez países europeos, Estados Unidos, Sudáfrica, Japón y Australia).

Los estudios anuales de Don Middleberg y Steven Ross, que analizan las relaciones entre el periodismo y las nuevas tecnologías en Estados Unidos, reflejan que prácticamente la totalidad de los encuestados se conectan a diario para ver su correo y lo hacen para buscar información. En Latinoamérica las tendencias son similares. 
Un informe, “Actitud de los periodistas latinoamericanos con respecto a Internet”, realizado por Kaagan Research y Cisco Systems, reveló que nueve de cada diez encuestados utilizaba Internet a diario para su trabajo (el estudio incluyó encuestas a periodistas de Argentina, Brasil, Chile, Colombia, México, Perú y Venezuela). Los periodistas latinoamericanos encuestados consideraban Internet un recurso vital para el desempeño de su profesión.

La necesidad de una red comunicacional contra el monopolio de prensa

La información de prensa se ha transformado, en un peligroso argumento de los intereses trasnacionales, para la manipulación y el manejo de la información, que está siendo utilizada como un arma de guerra, para crear condiciones de agresiones internacionales. 
La cita en Caracas del Encuentro Latinoamericano contra el Terrorismo Mediático, permitió que varios periodistas e intelectuales, pudieran reflexionar, sobre el papel de los medios privados, en la actual coyuntura internacional.
En varios trabajos hemos insistido sobre la desnaturalización, de los hechos objetivos, que conforman la información, hemos analizado las noticias que recorren el mundo, en las cadenas de prensa internacionales, como distintos medios en América Latina, EEUU y Europa. 
En ese estudio hemos comprobado, que existe un plan diseñado de manipulación de prensa, donde cada periódico, televisora o redes de Internet, trabajan sobre las mismas pautas, crear una imagen predeterminada, contra aquellos estados que no aceptan la tutoría, de EEUU y los países industrializados.


domingo, 16 de junho de 2013

A batalha das telas

Por Orlando Senna, publicado anteriormente em blog Refletor, em 14/06/2013

Há indícios de que está surgindo no horizonte a ideia de um mercado comum audiovisual BRICs, um bloco de produção/difusão formado por Brasil, Rússia, Índia e China, lastreado no potencial de consumo de suas populações, que somam mais de três bilhões de pessoas. O assunto estaria sendo aventado em Brasília e em Pequim e, se andar, será um alvoroço no mercado mundial de cinema, TV, videogame e internet. 
É o século XXI se mexendo. Além de cogitações, também há fatos. No inicio de maio, Estados Unidos e China tiveram um embate relacionado com mercado cinematográfico. A China cobrou um imposto altíssimo pela exibição em seu território de Homem de Ferro 3. Os Estados Unidos têm direito a 25% da bilheteria de seus filmes exibidos na China e argumentam que todos os impostos já estão embutidos nos 75% que ficam nos cofres chineses. A China pretende aumentar ainda mais o imposto e não quer conversa, o que quer é diminuir cada vez mais a presença de Hollywood em suas telas.
Duas semanas depois os ministros de Cultura de 14 países da União Europeia pediram aos líderes políticos da zona do euro que excluam o setor cultural das negociações de livre comércio com os Estados Unidos, com a intenção de proteger a Europa da enxurrada de filmes e programas de TV made in USA. Ou seja, que os produtos culturais não podem obedecer às leis do mercado porque contêm valores imateriais não mensuráveis em uma contabilidade. As regras devem ser outras. O movimento é liderado por Alemanha e França e o assunto voltará (já esteve por lá uma vez) à OMC-Organização Mundial do Comércio.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Venezuela e Argentina firmam acordo para produzir conteúdos para TV digital

Da Agência Venezuelana de Notícias

El ministro del Poder Popular para la Comunicación e Información, Ernesto Villegas, firmó este miércoles un acuerdo con el ministro de Planificación argentino, Julio de Vido, con el objetivo de impulsar contenidos para la Televisión Digital Abierta (TDA).
La información la dio a conocer Villegas a través de cuenta en Twitter @VillegasPoljakE, en la cual colgó una foto junto a De Vido, acompañada del siguiente texto: "Ministros Julio De Vido (ARG) y Ernesto Villegas (VEN) firman instrumentos para impulsar contenidos de la TDA".
Argentina y Venezuela desarrollan proyectos de televisión digital abierta, razón por la cual ambos países se han propuesto intercambiar experiencias surgidas con la aplicación de este sistema.
En esta oportunidad, ambos países suscribieron un nuevo instrumento de cooperación para avanzar en el desarrollo de contenidos adaptados al formato digital.
La TDA es una política promovida por el Gobierno Bolivariano para que el pueblo venezolano pueda disfrutar de forma gratuita de una señal de televisión de calidad que hasta ahora sólo ofrecían servicios de TV por suscripción, indica la página web http://www.tdavenezuela.gob.ve
En este sitio web se señala que la TDA es un proyecto tecnológico, social y cultural que brinda una nueva forma de hacer y ver televisión en el país.

"El alcance va más allá de una mejor calidad en audio y video: además de ello, la TDA es instrumento para la participación del pueblo en la generación de contenidos educativos y culturales".

sexta-feira, 17 de maio de 2013

TV Record estuda abrir mão de conteúdo próprio por terceirização


Por Keila Jimenez, colunista da Folha on-line

O RecNov, espaço de 280 mil metros quadrados que abriga os estúdios de produção da Record no Rio e é o segundo maior complexo televisivo do país, pode ser tomado por novos inquilinos.
As recentes demissões --cerca de cem funcionários foram desligados no Rio há uma semana-- e a política de corte de gastos --valores de contratos de artistas estão sendo revistos-- são provenientes de um novo rumo que a Rede Record pretende dar ao seu negócio: a emissora pode abrir mão de ser uma produtora de conteúdo para terceirizar quase toda a sua produção, com vistas a enxugar custos.
Editoria de Arte/Folhapress
Rede Record
Rede Record
Segundo a Folha apurou com executivos do alto comando da Record, a rede, que atualmente produz 85% do que exibe, estuda deixar de produzir suas próprias novelas, séries, programas de auditório, reality shows e até atrações do jornalismo.
Para os diretores da emissora, no atual cenário da economia brasileira, a conta da Record não fecha. A emissora gasta muito com talentos, profissionais e produção em um cenário de economia estagnada, anunciantes dispostos a investir apenas na Copa-2014 e uma vasta política de incentivos para a produção independente no país.
O mercado estima que a Record, que é de propriedade do empresário e bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal, conte anualmente com cerca de R$ 500 milhões pagos pela entidade religiosa, que ocupa as madrugadas do canal.
Em tempo de economia aquecida, as contas do canal já mostravam desequilíbrio. Dirigentes da emissora ouvidos pela Folha estimam que a rede tenha encerrado 2012 com cerca de R$ 80 milhões de prejuízo, tido como parte dos esforços do grupo para alcançar a líder em audiência, a Globo. A cifra não é confirmada pelo canal.
Mas a torneira vai fechar. O novo projeto de gestão da Record pretende comprar mais atrações estrangeiras, filmes, novelas e desenhos, como "CSI" e "Pica-Pau" (que a emissora já exibe), e investir em produção nacional independente.
A grande mudança operacional do canal atingirá até programas que há anos são feitos pela própria emissora em seus estúdios no Rio e em São Paulo. Há estudos que mostram que a rede conseguiria reduzir em 40% os custos das atrações se ela fossem feitas por produtoras independentes, que podem contar com captação de recursos via leis de incentivo.
Dentro desse novo pensamento, atrações como "Hoje em Dia", "Programa do Gugu", "Legendários" e até "A Fazenda" passariam a ser produzidas por terceiros e compradas pela Record. Com isso, estúdios da emissora seriam desativados ou locados, profissionais de técnica e artístico seriam dispensados e os custos cairiam.
A mudança total de modelo daquela que apoiava até então a sua busca por audiência nos moldes de negócio da TV Globo pode chacoalhar o mercado de TV aberta. Se concretizada a mudança, a Record poderá realizar demissões e renegociar contratos e iniciará a revisão do modelo de TV no país. Outros canais podem ir pelo mesmo caminho.
A direção da Record já iniciou uma série de reuniões para traçar os rumos dessa mudança, que deve ser sentida já no primeiro semestre. Procurada, a rede não quis comentar o assunto.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Produção audiovisual infantil brasileira está abandonada, diz Carla Camurati

Do Portugal Digital

A população infantil consumidora de produtos audiovisuais brasileiros, como produções de cinema, está abandonada no Brasil. A avaliação é da produtora cultural Carla Esmeralda, que dirige o Festival Internacional de Cinema Infantil, ao lado da cineasta Carla Camurati, desde 2003.
Na terça-feira, primeiro dia de debates do Fórum de Defesa e Promoção do Cinema Infantil Brasileiro, que integra a programação do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Carla Esmeralda destacou que o problema no Brasil não está limitado à falta de recursos, mas também à falta de articulação das leis do audiovisual que regulam os investimentos.
"A partir do quanto se tem [recursos], podemos construir um novo mercado e desobstruir problemas que afetam o audiovisual infantil, como a distribuição das produções", disse.
Segundo Carla Esmeralda, mercados como a Dinamarca e Holanda deveriam ser vistos como exemplo pelos brasileiros. A Dinamarca, por exemplo, destina 25% de todos os investimentos de audiovisual para as produções infantis. "É um país de 6 milhões de habitantes. Aqui devemos ter algo em torno de 25 milhões de crianças. É uma população imensa e você tem que legislar a favor dessa população", disse.
No caso da Holanda, o chamado "filme familiar", segmento voltado para pais, mães e filhos, reúne 500 mil espectadores, de acordo com a produtora cultural. "Temos que descobrir no Brasil qual é a nossa tendência. Temos que começar a fazer para entender qual a resposta das nossas crianças. Já vejo filmes brasileiros que as crianças gostam muito, as crianças brasileiras gostam muito de comédia, por exemplo".
Carla Esmeralda acredita que o Festival Internacional de Cinema Infantil, criado em 2003, inspirou uma nova geração de cineastas e que o país precisa incentivar a criação de um mercado voltado para este público. "Já temos uma nova geração de cineastas que quer fazer filme para criança e 70% deles são homens", disse.
Os debates em torno de temas como a distribuição e produção de filmes infantis no Brasil, eventos e festivais de cinema para esse público, mercado dos filmes de animação e as novas perspectivas para o segmento é concluído quarta-feira (19). As propostas apresentadas durante o fórum serão entregues, em um documento, aos representantes da Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal, do Ministério da Cultura, do Ministério da Educação e à Presidência da República.
Além de alvo de discussões, o cinema infantil tem espaço garantido no Festival de Brasília, com local e horários específicos para as crianças conferirem curtas-metragens nacionais infantis. Conhecido como Festivalzinho, a programação foi inaugurada hoje, pela manhã, com o filme O Filho do Vizinho.
O curta-metragem de pouco mais de sete minutos, produzido no Distrito Federal e com direção de Alex Vidigal, mostra a história de Ronaldinho, um garoto que observa maravilhado as aventuras e as peripécias de um garoto chamado de várias formas por uma vizinhança enlouquecida com ele.
O Festivalzinho apresenta nesta quarta-feira (19) Uma Estrela no Quintal, animação paulista de Danielle Divardin sobre Clarisse, uma menina de cinco anos cheia de imaginação que sonha em alcançar a estrela mais brilhante. Até o  dia 21,  serão exibidos 11 curtas na Sala Martins Pena do Teatro Nacional, sempre às 10 horas.
Além das exibições no Teatro Nacional, que este ano, funciona como sede das mostras competitivas de longas-metragens ficção e documentário e de curtas-metragens de ficção, documentário e animação, os filmes que integram o circuito do Festivalzinho serão apresentados em espaços no entorno da capital, como Candangolândia, Ceilândia, Cruzeiro, Guará, Gama, Núcleo Bandeirante, Park Way, Riacho Fundo 2, Samambaia, Sobradinho e Taguatinga.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

EBC lança portal para cadastramento de parcerias

Da Ebc

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) acaba de lançar um sistema de cadastramento on-line para recepção de projetos de parcerias para coprodução, licenciamento e divulgação de eventos e obras audiovisuais. É um modo simplificado de apresentação de propostas para a realização de programas artísticos, culturais, jornalístico e multimídia destinados à veiculação em qualquer plataforma da EBC: TV Brasil, TV Brasil Internacional, Sistema de Rádios EBC, Web TV e Portal EBC.
O novo sistema pode ser acessado por pessoas físicas ou jurídicas no sítio www.ebc.com.br/producao . Após o envio, as propostas serão avaliadas pelas áreas específicas, quando serão observadas as adequações ao perfil e à linha editorial da Empresa. Aquelas aprovadas serão armazenadas em um Banco de Projetos e poderão ser contratadas de acordo com as demandas de conteúdo do Comitê de Programação da EBC.
O orçamento será analisado tendo como parâmetro os preços praticados anteriormente para a contratação de produtos similares pela Empresa e pela prática de mercado; e o perfil da proposta, a partir dos objetivos listados no artigo 3º da Lei 11.652/08, tais como: oferecer mecanismos para debate público; desenvolver a consciência crítica do cidadão e fomentar a construção da cidadania.

 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Audiovisual: lei traz uma nova era para a produção independente

Publicado originalmente no Blog do Zé



"Com a nova lei da TV paga nós inauguramos uma nova fase da política de fomento à produção independente no país", anuncia Glauber Piva, diretor da Agência Nacional de Cinema (ANCINE).

A valorização do conteúdo nacional, uma das determinações da Lei 12.485 presente no novo marco regulatório da TV paga, traz uma boa demanda para as produtoras nacionais independentes. Na última semana, as instruções normativas da Lei, sancionada ano passado pela presidenta Dilma Rousseff, foram publicadas.

Para nos explicar melhor o que está em jogo, conversamos com Piva. Entusiasta do novo momento e das nova responsabilidades da Agência, Piva explica por que a Lei 12.485 traz uma nova fase à política de fomento para a área no país. Acompanhem.

Glauber, o que é a Lei 12.485?

Image[ Glauber Piva ] A Lei é a primeira legislação que regula a TV a cabo no Brasil. Ela tramitou por quatro anos no Congresso Nacional, foi uma iniciativa do legislativo sancionada pela presidenta Dilma em setembro de 2011. É uma lei que passou pela Câmara, foi para o Senado, voltou para a Câmara e tramitou em meio a um intenso diálogo e a uma série de negociações entre os parlamentares e os representantes do setor. Este processo é um dado relevante porque nele vieram à tona polêmicas e contradições que requereram debates ao longo da sua tramitação.

Qual o papel da ANCINE hoje?

[ Piva ]
 A ANCINE tem funções de regulação, fiscalização e de fomento. Até agora, ela não tratava de TV paga. A nova Lei lhe dá essa atribuição. A Lei é muito clara na segmentação das funções entre a ANCINE e a ANATEL. Vamos pensar, por exemplo, a NET ou a SKY. A Lei distingue as funções de formar o pacote (empacotadora) e de distribuir o sinal para o assinante (distribuidora). Enquanto a ANATEL é a agência reguladora das questões de infraestrutura e de distribuição, a ANCINE atua no que diz respeito à programação e ao empacotamento.

No regulamento aprovado pela ANCINE e divulgado no Diário Oficial na semana passada, o que foi estabelecido está muito claro. Um dos exemplos é a proporção entre os canais brasileiros e estrangeiros ofertados ao consumidor. A Lei estabelece uma cota de canais nacionais. A ANCINE trata desta valorização do conteúdo brasileiro. Agora, as questões de distribuição e de como o sinal chegará na casa do assinante estão relacionadas à ANATEL.

Como funciona a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (CONDECINE) com a nova Lei?

[ Piva ] Desde a criação da ANCINE, existe a CONDECINE e a agência sempre fiscalizou o pagamento da contribuição. O que mudou com a Lei é que as programações referentes às TV pagas passam a pagar CONDECINE. A Lei estabelece, também, no que deve ser usado esse recurso. Ele é destinado ao Fundo Setorial do Audiovisual gerido pelo Comitê Gestor deste Fundo e constituído por representantes do governo e da sociedade civil. A ANCINE faz, na prática, a secretaria-executiva deste Comitê. O Fundo agora passa a receber os recursos dessa nova CONDECINE, fica mais robusto e tem a tarefa de fortalecer o setor audiovisual brasileiro.

O Fundo hoje tem cinco linhas de financiamento destinadas basicamente para produção de conteúdo audiovisual para cinema e televisão. A FINEP era o agente financeiro e passamos a contar com o BNDES e com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDES) que fomenta na região Sul do país, e terá a função de agente financeiro para as linhas já existentes.

Em que medida a Lei estimula a produção independente no país?

[ Piva ] O coração da Lei 12.485 é fortalecer a produção independente brasileira. Quando dizemos “fortalecer o setor audiovisual brasileiro” significa fortalecer a produção independente, ou seja, a produção audiovisual e cinematográfica feita pelas empresas não vinculadas às grandes distribuidoras estrangeiras, nem coligadas ou controladas por canais e empresas de radiodifusão. Esse trabalho já vinha sendo feito pela ANCINE. Mas, agora, com a Lei, aumentou a demanda por conteúdo brasileiro de produção independente na TV paga. Então, nossa responsabilidade cresce e isso é muito bom para a ANCINE e para o Brasil. É um desafio que a ANCINE está disposta a enfrentar e está enfrentando.

E o Fundo Setorial conta agora com mais recursos, vai ter novas linhas. O fortalecimento do setor audiovisual brasileiro não é apenas a colocação de recursos na produção direta. É preciso que a gente crie uma nova política de inteligência na produção do fomento. Há de se lembrar que o Brasil está completando 27 anos – desde a Lei Sarney – de uma lógica de renúncia fiscal fortalecida pelas leis Rouanet e do Audiovisual. Esse é um processo importante na história do país. Com a nova lei da TV paga nós inauguramos uma nova fase da política de fomento.

Glauber, e em termos de diversificação do conteúdo?

[ Piva ] O Estado brasileiro entende que é preciso diversificar as políticas de fomento no país. Uma forma é diversificar do ponto de vista regional. A Lei estabelece que de todos os recursos e contribuições da CONDECINE que vão para o Fundo Setorial, ao menos 30% têm de ser dedicados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Quando falamos em diversificação, falamos também em diversificação regional. E não é só falar em produção das grandes produtoras independentes localizadas no Rio e em São Paulo. Estas já têm o seu espaço e ele será ampliado, sem sombra de dúvidas, com ou sem recurso público. Esse espaço é importante, tem de ser defendido. As grandes empresas têm de ser fortalecidas.

Quando o Congresso Nacional aprova uma lei que fortalece a produção independente, ele está aprovando que o Brasil seja visto na TV, nas TVs pagas que chegam na casa do cidadão. Então, é preciso que todo o país consiga produzir. Não basta colocar dinheiro na pequena produtora, a diversificação também se dá com políticas de desenvolvimento de projetos, de qualificação dos roteiros, e de planejamento das empresas. Estamos falando em diversificação de linguagem. Esta é a grande questão colocada por essa nova política.

Foto: Valter Campanato/ABr

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Canais latino-americanos coproduzem série infantil sobre meio ambiente

Do Telaviva news
O Goethe-Institut de Buenos Aires convidou cinco canais latino-americanos para realizar uma microssérie sobre os pequenos problemas ecológicos que mobilizam a vida das crianças e as pequenas soluções que elas criaram para melhorar a vida do planeta. “Senha Verde” é uma coprodução entre Colômbia (señalcolombia), Argentina (Canal Paka Paka), Uruguai (Tevé Ciudad), Brasil (TV Brasil) e Vale TV (Venezuela).
Os canais assumiram a responsabilidade de produção das eco-histórias a partir dos seus respectivos países. O Goethe-Institut criou mecanismos para garantir um diálogo fluído e um intercâmbio permanente entre todos os envolvidos. O Instituto ainda assumiu funções específicas de tradução, dublagem e transcodificação.
Aldana Duhalde (Argentina) e Beth Carmona (Brasil), reconhecidas especialistas latinoamericanas, acompanharam e supervisionaram o projeto desde o seu princípio, garantindo coerência e identidade, em apoio permanente aos produtores.
A série, composta por treze filmes, será lançada em São Paulo no dia 2 de junho (sábado), às 14h30, na Matilha Cultural (Centro), durante a Virada Sustentável e no Rio de Janeiro no dia 4 de junho (segunda) durante o Green Nation Fest. O site do projeto (www.senha.com.br) será lançado no dia 5 de junho.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Brasil investe US$ 100 milhões para fomentar conteúdos audiovisuais

De Medioslatinos


El gobierno federal de Brasil ha decidido aportar unos 100 millones de dólares en 2012 para fomentar la producción y distribución de contenidos de cine y televisión nacionales. El dinero será distribuido a través del Fondo Sectorial de lo Audiovisual. Si bien estos fondos ya existen desde hace varios años, este año se destinó un volumen record de recursos, se ampliaron los fondos para la producción de programas de TV y se estableció un nuevo modelo de análisis y selección de proyectos por flujo continuo. 
La inversión prevista para este año se divide en cuatro líneas: una de producción de largometrajes; otra para producción para TV abierta y TV paga, incluyendo series y documentales; una tercera línea para distribuidoras independientes brasileñas y una cuarta línea para la comercialización de largometrajes en salas de cine. De los 12 millones de reales invertidos en 2011 en largometrajes, el Fondo recibió un retorno de un 30%.

Información publicada en el sitio web de Todo Tv News. Para más detalles haga click aquí.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Mídia: E se fosse a Carta Capital na TV Brasil?

Por Eduardo Guimarães, no Pátria Latina:

Na mesma semana em que a Folha de São Paulo repercutiu em suas páginas, em tom de denúncia, um contrato de publicidade por prazo determinado celebrado entre um banco controlado pelo governo federal e um dos blogs políticos mais conhecidos do Brasil, o jornal foi premiado pelo governo de São Paulo com um programa no horário mais nobre da TV brasileira, o das noites de domingo, e bem na emissora pública paulista, a TV Cultura.
Entre as poucas reações que se viu a negócio da natureza do que foi firmado entre a emissora pública paulista e uma empresa de comunicação privada que há anos vem sendo acusada de tomar partido do PSDB paulista e do governo de São Paulo ao praticamente não cobrir a gestão do Estado nos últimos quase vinte anos, sobressaiu a do jornalista e proprietário da revista CartaCapital, Mino Carta, em artigo do qual reproduzo trechos.

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– (…) Sou informado a respeito do nascimento de uma TV Folha. Triunfa nas páginas 2 e 3 da Folha de S.Paulo a certidão do evento, a prometer uma nova opção para as noites de domingo na tevê (…)

– (…) A tevê pública paulista acaba de oferecer espaço não somente à Folha, mas também a Estadão, Valor e Veja. (…) Só o jornal da família Frias aproveitou a oportunidade (…)

– (…) Tucanagens similares já foram cometidas em diversas oportunidades nos últimos anos, uma delas em 2010, o ano eleitoral que viu José Serra candidato à Presidência da República. Ainda governador, antes da desincompatibilização, Serra fechou ricos contratos de assinatura dos jornalões (…) Do volumoso pacote não constava obviamente CartaCapital, assim como somos excluídos do recente convite da Cultura (…)

– (…) Volta e meia, CartaCapital é apontada como revista chapa-branca, simplesmente porque apoiou a candidatura de Lula e Dilma Rousseff à Presidência da República. (…) Há quem se abale até a contar os anúncios governistas nas páginas de Carta Capital, e esqueça de computar aqueles saídos nas demais publicações (…)

– (…) Fomos boicotados durante os dois mandatos de Fernando Henrique e nem sempre contamos com o trato isonômico dos adversários que tomaram seu lugar. (…) E nem por isso arrefecemos no alerta perene do espírito crítico. (…) Quanto ao Partido dos Trabalhadores, jamais fugimos da constatação de que no poder portou-se como os demais. (…)

– (…) No mais, desta vez dirijo minha pergunta aos leitores em lugar dos meus botões: qual é a mídia chapa-branca?

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Então surgem os questionamentos que não estão sendo feitos, ainda que o jornal, como diz Mino Carta, tenha se “abalado” a dar explicações que não lhe foram pedidas até agora por aqueles que deveriam zelar pela preservação do interesse público sobre ativos estatais como é a emissora pública de São Paulo, que, por ser “fundacional” (como bem observa um leitor), está sob fiscalização do Ministério Público Estadual de São Paulo.

Apesar da falta de ímpeto do MPE-SP, a ombudsman do Jornal Folha de São Paulo, neste domingo, oferece explicações. E em tom crítico. Reproduzo, abaixo, coluna de Suzana Singer de 18 de março de 2012

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Folha ‘descobre’ vida inteligente na TV

Suzana Singer

Jornal precisa segurar o impulso de autopromoção e ser transparente ao tratar do seu programa na Cultura

Sem nenhuma modéstia, a campanha publicitária do “TV Folha”, que invadiu até as sagradas páginas de opinião do jornal, decretou: o telespectador finalmente terá algo para ver nas noites de domingo.

Ainda é cedo para dizer se a promessa foi cumprida ou se cabe procurar o Procon. Uma estreia é pouco até para avaliar um restaurante.

Mas o que já ficou claro é que o “TV Folha” tenta se diferenciar dos outros telejornais: não tem âncora alinhavando as reportagens, os colunistas aparecem “descontraídos”, a edição busca uma linguagem de documentário e o tom é de crítica -sobrou até para o Chico Buarque.

O primeiro programa começou com um assunto velho, a ação policial na cracolândia, que aconteceu há dois meses, mas serviu de recado aos que acreditam que a Folha, ao usar um espaço da TV Cultura, engatou um namoro com o governo do Estado. A tese da reportagem era que a operação, ineficaz no combate ao problema dos viciados em drogas, visava às eleições.

Louvável, a independência editorial não é suficiente para encerrar a discussão sobre a validade dessa parceria, em que uma empresa privada explora espaço de uma emissora pública.

O jornal não explicou direito as bases desse acordo. Trata-se de uma permuta: em troca dos 30 minutos na televisão, a Folha cede páginas de anúncios para a Cultura. As despesas do “TV Folha” são do jornal, mas são compensadas pela receita publicitária. “A TV Cultura tem como ganhos um programa jornalístico de qualidade a custo zero, além de espaço de divulgação na Folha”, diz a assessoria de imprensa da emissora.

Não houve concorrência, mas a Folha não foi a única convidada. “Não cabe licitação, porque todos os grandes jornais de São Paulo foram chamados em condições de igualdade”, diz a Cultura. Segundo a emissora, o programa do “Estado de S. Paulo” deve estrear no segundo semestre, o “Valor” ainda não apresentou uma proposta e a revista “Veja” desistiu.

A Secretaria de Redação diz que considera válida a terceirização de espaço em emissora pública, desde que seja um recurso para “melhorar e diversificar a programação”.

A audiência da estreia mostrou que “melhorar” a televisão não é fácil. Mesmo com tanta propaganda, o programa obteve 1 ponto no Ibope, um aumento de 0,3 em relação ao da semana anterior (cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande São Paulo).

O modesto crescimento e a “boa receptividade do público” foram alardeados numa série de pseudorreportagens autopromocionais, que chamavam de “pesquisas Datafolha” sondagens feitas com um número pífio de participantes. Só um texto crítico foi publicado, sob a vinheta “não gostei”, na “Ilustrada”.

“Está exagerado, querem nos convencer de que o programa foi um sucesso. Mas isso tem que ser feito com conteúdo, não com essa espécie de merchandising”, reclamou o leitor Robinson Alves, 28, curador.

O jornal, que noticia com destaque cada perda de audiência da Rede Globo, será submetido agora a um teste de transparência. Para mostrar respeito pela inteligência do leitor, como prometeu na campanha publicitária do “TV Folha”, precisará ser duro com a sua nova criação, que já nasceu petulante, desdenhando a concorrência.

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Assisti ao programa e ao fim do post ofereço ao leitor a sua íntegra em vídeo (em três partes). Minha opinião: foi bem feito, isento, como deveria ser. Estaria tudo bem, caso fosse prática da própria Folha e da grande imprensa em geral tratar com olhos de ver, e sem ilações maldosas, uma parceria entre o poder público e o jornalismo privado? Nesse caso, penso que não.

Busque-se na Folha o que diz sobre a TV Brasil, as suposições acusatórias que esse jornal e os outros veículos contemplados pela extrema generosidade do governo paulista sempre fizeram em relação à emissora pública do governo federal – inclusive quanto à audiência, como diz a ombudsman ao lembrar a audiência pífia que teve o primeiro TV Folha – e, por fim, verifique-se se a TV Brasil, alguma vez, foi menos crítica com o governo federal ou se foi mais crítica do que deveria com os governos controlados pela oposição. Garanto que não se encontrará uma só diferença.

Pelo contrário: a TV Brasil é criticada com freqüência, por setores da militância petista, por não ser usada no jogo político em prol do governo federal.

É por isso que sempre digo que acho corretíssimo que emissoras públicas não sirvam, de maneira alguma, de instrumentos políticos, pois hoje quem controla um desses veículos é o partido que você apóia, mas, amanhã, pode ser controlada por aquele ao qual você se opõe, sendo, portanto, a medida ideal aquela em que uma emissora pública, nesse âmbito, seja usada para fazer apenas jornalismo. E não qualquer jornalismo, mas um jornalismo exemplar.

Prova disso foi a disposição da TV Brasil, recentemente, de pedir desculpas públicas por matéria sobre a invasão do bairro Pinheirinho que repercutira informações veiculadas primeiro pelo UOL, do Grupo Folha, de que havia denúncias de mortos naquela operação policial, informação que ainda não foi confirmada.

Detalhe: a TV Brasil fez isso mesmo após o presidente da EBC, Nelson Breve, ter sido alvo da fúria de um blogueiro da Veja ligado ao PSDB, que partiu para cima dele acusando-o de atuar em prol do governo a que serve.

É óbvio, portanto, que a Folha não faria diferente logo no programa de estréia. Tal seria se o primeiro uso do presentaço que ganhou do governo de São Paulo fosse para agraciá-lo ou até para não lhe fazer alguma crítica. A isenção do primeiro TV Folha foi uma espécie de “vacina” contra questionamentos que sobreviriam.

E assim foi por uma razão muito simples, da qual o texto da ombudsman dá pistas: a concessão do horário nobilíssimo para a Folha foi um péssimo negócio para a TV Cultura. Segundo Suzana Singer, o presentão decorreu de “Uma permuta: em troca dos 30 minutos na televisão, a Folha cede páginas de anúncios para a Cultura”.

Que negócio da China, hein! Dá a entender que o jornalão, que tem (bem) menos de 300 mil assinantes (incluídos, aí, aqueles que recebem o jornal em casa sem pedir e de graça), fará publicidade para um tipo de meio de comunicação que certamente tem muito mais de 300 mil domicílios de audiência.

Ou alguém acha que uma TV como a Cultura, que tem décadas de visibilidade, precisa que um jornal diga que ela existe? Existirá um só paulista que não conhece a TV Cultura? Quanto custa tanto tempo de publicidade no horário mais nobre da TV Brasileira e quanto custarão os anúncios “gratuitos” da emissora no jornal?

Aliás, a programação da emissora já consta de cada edição da Folha, que é muito bem paga por isso pelo governo de São Paulo, que também lhe compra milhares e milhares de exemplares do jornal impresso.

Esse horário extenso que a TV Cultura concedeu a jornais e a uma revista que dificilmente fazem críticas ao governo que controla essa emissora pública enquanto se dedicam a fuzilar os adversários desse mesmo governo custa muito mais do que anúncios em papel-jornal, mas quem deveria notar isso não deu um pio.

Se a contratação pela TV Brasil de um jornalista renomado – e ex-membro do conselho editorial da Folha – como Luis Nassif foi alvo de fuzilaria da Folha, apesar de os valores envolvidos na contratação serem muito mais explicáveis do que a doação do mais nobre horário da televisão brasileira ao jornal, que diria esse jornal se a emissora do governo federal fizesse semelhante acordo com a Carta Capital e, ainda, sem a mesma licitação que ele criticou por não ter existido na contratação daquele jornalista?