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sábado, 1 de janeiro de 2022

Mídias digitais: Crianças devem ter autorização judicial para fazer publicidade

 


Especialistas alertam sobre cuidados ao expor menores de 18 anos na internet. Outro cuidado que pais e empresas de mídias digitais devem ter ao fazer campanhas que envolvam crianças é não as associar a produtos de qualidade duvidosa, além de ter cuidado com a fala da criança, conforme o produto anunciado.


Por Renata Gimenes

Crianças e adolescentes são seres em formação e muitas vezes não têm discernimento para entender o que é veiculado em comerciais, ainda mais se eles forem os protagonistas da propaganda. Por isso, em especial neste período, é preciso ter cuidado redobrado com peças publicitárias que envolvam crianças.

O tema publicidade infantil é delicado, mas precisa ser debatido. A especialista em Direito das Mulheres e criadora de conteúdo, Sabrina Donatti, afirma que crianças podem aparecer em publicidades na internet, porém não devem falar diretamente com o público infantil.

Graduada em Direito pela Universidade de Pernambuco e pós-graduanda em Direitos das Mulheres Sabrina administra o perfil ‘Mamãe em Construção’, canal em que fala com propriedade sobre maternidade e educação infantil, e diz que as crianças podem aparecer em publicidades na internet, porém não devem falar diretamente com o público infantil. “Por isso, entende-se que um perfil em redes sociais de crianças não deve conter publicidade, já que se presume que quem acompanha o perfil infantil sejam outras crianças”, afirma a advogada, que também é especialista em “Legislação Publicitária direcionada à Crianças e Adolescentes”.

É relevante destacar que, segundo as regras das redes sociais, crianças nem poderiam ter perfis antes dos 13 anos, mas não é isso o que se vê com a justificativa de que quem monitora o perfil são os pais.

Outro cuidado que pais e empresas de mídias digitais devem ter ao fazer campanhas que envolvam crianças, segundo Sabrina, é não as associar a produtos de qualidade duvidosa, além de ter cuidado com a fala da criança, conforme o produto anunciado.

“Não é proibido criança aparecer em publicidade, pois vemos o mesmo na TV, mas o que não pode é direcionar o trabalho da publicidade ao público infantil e, claro, criança falando com criança. A publicidade sempre deve ser sinalizada e direcionada ao público adulto”, conclui.

Para o especialista em marketing de influência, Raphael Dagaz, a orientação é sempre evitar expor crianças, sejam filhos ou não. “Este é o principal conselho que a gente dá internamente, mas há casos em que faz muito sentido, tanto ao conteúdo quanto para a marca, aí nestes casos orientamos a seguir as burocracias exigidas, como alvará da Vara da Infância e da Juventude, entre outros documentos”, explica.

Dagaz lembra que essa documentação é necessária porque criança não deve trabalhar e, a partir do momento em que aparece comercialmente em algum conteúdo pago, é fundamental ter o respaldo legal. “Sempre que um menor de 18 anos aparece, o influencer precisa estar respaldado. Tanto que o valor total ou parcial recebido em comerciais, seja ‘on’ ou ‘off-line’, precisa ser destinado para uma conta da criança”, diz.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Livro: Literatura infanto-juvenil é tema de análise da jornalista Graça Ramos

Graça Ramos lança livro de reflexão e referência para pais e educadores

A jornalista e escritora Graça Ramos lança seu mais novo livro “Habitar a Infância: como ler literatura infantil“, no próximo dia 6 de junho, no Carpe Diem (104 sul). Mestre em Literatura e doutora em História da Arte, ela reuniu todo o seu instrumental teórico e experiência pessoal para preparar uma obra que é pura declaração de amor à leitura e aos pequenos leitores. Publicado pela Tema Editorial, o livro reúne textos dedicados à literatura infantil e juvenil. Mais do que um guia para os chamados intermediários – aqueles que se colocam entre o livro e a criança – Graça buscou envolver os adultos no jogo de imaginação e sentidos proposto nas obras que abordou.

Os 68 textos que assina, publicados originalmente no blog “A pequena leitora”, não subestimam, em nenhum momento, a inteligência e a complexidade das crianças a que se destinam as obras analisadas. Sua linguagem coloquial e envolvente convida os leitores a visitarem temas variados, leves ou densos, que tanto podem ser sugestões de leitura para as férias da criançada como uma delicada incursão pelo tabu da morte. Cada artigo é pontuado por livros relacionados ao principal tema abordado, o que torna “Habitar a Infância” de uma riqueza bibliográfica singular.

O cardápio é bem variado. São mais de 300 obras de literatura infantil organizadas nas referências bibliográficas completas que compõem a edição. O índice onomástico é outro recurso inserido no livro para facilitar a experiência dos pais e educadores em busca de autores que possam enriquecer e diversificar o universo infantil. “Quisemos oferecer orientação, sempre valorizando a inteligência do adulto e da criança”, explica Graça Ramos, que ilumina com seu olhar crítico e amoroso os textos literários que comenta. 

“Concentração e fruição”

Na era da comunicação digital, o fascínio que as telas exercem sobre as crianças e jovens pode ser melhor equilibrado com o estímulo à leitura de livros impressos, um formato que se modernizou e também tem seus trunfos para atrair atenção. As imagens coloridas e inteligentes que costumam acompanhar as boas publicações de literatura infantil merecem atenção especial da autora, até por sua formação em História da Arte. No mundo conectado e dispersivo em que vivemos, a leitura é ato de “concentração e fruição”, observa a autora.  

Uma sugestão valiosa que ela apresenta aos adultos é que não imponham a leitura às crianças. De maneira diferente da educação formal nas escolas, o ambiente familiar deve ser estimulante para conquistar a adesão das crianças à leitura. Dispor livros nas prateleiras mais baixas das estantes para que os pequenos possam alcançá-los e se interessar pelas obras é também bom começo para uma jornada de descobertas. Aproximar o objeto-livro das crianças, desde bebês, é o caminho mais recomendado.

Na visão de Graça Ramos, não se trata de induzir os pais a uma visão utilitarista da leitura, como se interessasse apenas formar futuros profissionais bem-sucedidos. O que ela quer mesmo é liberar o imaginário infantil, deixar que as mentes levantem voo graças a textos e imagens irresistíveis. Reconhecidas em toda sua complexidade existencial, as crianças podem encontrar na leitura caminhos para entender a diversidade do mundo e construir um repertório que lhes permita alcançar toda sua potencialidade como cidadãos.

Os quatro capítulos que compõem o livro reservam um olhar atento também às políticas públicas voltadas para a educação do público infantojuvenil. Graça Ramos aponta a carência de bibliotecas especializadas nesse segmento e a ausência de espaços conhecidos como “bebetecas”, comuns em países desenvolvidos e destinados aos muito pequenos. A palestra que proferiu na Academia Brasileira de Letras sobre a nova crítica da literatura infantojuvenil é o fecho de um livro que representa um presente a todos que se interessam pela melhor formação das crianças brasileiras.


Ficha técnica
TítuloHabitar a infância: como ler literatura infantilAutora: Graça RamosCapa, ilustrações e projeto gráfico: Sérgio LuzEditora: Tema Editorial

sexta-feira, 13 de março de 2015

Brasil entre os 10 países com mais conteúdo impróprio para crianças na internet

Pesquisa realizada por fabricante de antivírus aponta que ‘chats’ e pornografia são os principais problemas no país.

Por Sérgio Matsuura, em O Globo

Há tempos que a internet não é espaço frequentado apenas por adultos, mas, sendo a rede livre, os conteúdos estão abertos para todos, independente da idade, à distância de um clique.
Relatório elaborado pela Kaspersky, especializada em segurança digital, aponta que mais de 1,5 milhões de usuários do software de controle parental da empresa se depararam com conteúdo inadequado para crianças ao menos uma vez no ano passado. E o Brasil está em 8º na lista de países mais afetados.

Desse universo de 1,5 milhões de internautas, 68,5% se depararam com conteúdos considerados “perigosos”, incluídos nas categorias “conteúdo adulto (pornografia)”, “violência”, “armas”, “álcool e narcóticos”, “jogos de azar”, “linguagem obscena”, “acesso anônimo” e “chats”.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Argentina: Desenhos animados explicam ditadura para crianças

Por Marsílea Gombata da Carta Capital online, publicado anteriormente no Pátria Latina
O desenho "A Surpreendente Excursão de Zamba" mescla aventura com história para falar de episódios como a Guerra das Malvinas

Em uma viagem pelo tempo até a ditadura, a principal missão é resgatar o amigo das mãos militares e fazer a democracia voltar ao país com a ajuda das “urnas mágicas”. A ficção dá o tom fantasioso à aventura vivida pelo personagem Zamba, mas o roteiro do desenho animado La Asombrosa Excursión de Zamba (A Surpreendente Excursão de Zamba) tem um contexto amargo do passado argentino: o regime militar que vigorou entre 1976 e 1983.
Voltado para crianças de 6 a 12 anos, a série de animações é uma aposta do canal estatal argentino Paka Paka para ambientá-las a temas geralmente relegados aos livros de história nas salas de aula. Além do capítulo sobre a ditadura, entram no repertório episódios emblemáticos como a Guerra das Malvinas, no qual um soldado argentino explica ao pequeno Zamba que “há países que se sentem os reis do mundo” ao se referir à Grã Bretanha.
Zamba convida as crianças a fazerem perguntas e refletirem sobre o que veem”, explica Cielo Salviolo, ex-diretora e atual consultora do canal Paka Paka. “São temas mais complexos, que não são contestados muito nas escolas, mas que quisemos contar em um formato mais atrativo e inovador para as crianças”, explica ela sobre a estética de videogame presente na animação - que até agora possui 14 capítulos.




No episódio sobre a ditadura, o menino José, cujo apelido é Zamba, tem contato com o regime militar durante uma excursão à Casa Rosada. Ainda dentro da sede de governo, seu amigo desaparece e, ao dizer que precisará voltar no tempo para resgatá-lo, o busto que remete ao classicismo e representa a “República” explica que a ditadura começou em 1976 com os militares tomando o poder e “disseminou o terror por todo o País”. Zamba precisará voltar à “época mais escura” da história argentina para ajudar seu amiguinho, mas sem a “República” por lá para defendê-lo. Depois do contato com os militares – que falam ao telefone com os EUA para garantir que o “plano de ditadura em toda a América Latina será um êxito” – Zamba é detido, mas consegue sair vitorioso com com a ajuda das urnas eleitorais, símbolo das eleições diretas. No final do episódio, Zamba, seus amigos e até mesmo as “Mães de Maio” celebram o fim do período repressor.


Regionalismo. 
Além de resgatar passagens da história argentina, o desenhos traz características comuns a qualquer criança – como o sonho de ser astronauta – e uma série de elementos regionais. No início de cada capítulo, o protagonista explica que vive na cidade de Clorinda, na província de Formosa, e que sua comida preferida é o chipá, cuja massa é semelhante ao nosso pão de queijo. Ele tem como animal de estimação uma capivara, e na escola interage com outras crianças e com a professora, que veste o clássico avental branco.
O projeto, explica Cielo, surgiu pela necessidade do Ministério da Educação em fazer um desenho pensado para meninos e meninas argentinas. “Temos um problema comum a todos os países da América Latina. Tínhamos nos canais daqui produções feitas nos EUA para México, Brasil, Argentina. O ministério resolveu apostar em uma produção nacional como política de educação e cultura para as nossas crianças”, conta. O canal funciona desde 2010. Para alcançar a verossimilhança com o universo argentino, a produção conta com a supervisão de historiadores e educadores.
Desde que começou a produzir e distribuir as animações nas escolas públicas do país, o canal estatal se viu envolto em polêmicas e críticas. Historiadores e sociólogos acharam precoce tratar determinados temas entre os pequenos. Alguns condenaram a “versão oficial” contida na animação, feita pela produtora Perro en la Luna e dirigida por Sebastián Mignona.

Os produtores rebatem as críticas. “Na verdade, mostramos que é possível contar uma história de maneira divertida e reflexiva. E isso sempre gerará polêmica”, avalia Cielo. “Mas o importante é não subestimarmos as crianças e lembrarmos que elas também são capazes de compreender os processos históricos.”

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Claro TV exibe conteúdo pornográfico no Canal Disney

Do Brasil 247


Por razões não esclarecidas, imagens de um canal adulto entraram no lugar da programação infantil, quando devia estar passando as aventuras dos irmãos "Phineas e Ferb". Falha gerou boletim de ocorrência de pais indignados

A Claro TV exibiu, na manhã da última quinta-feira, imagens de um canal adulto durante a programação do Canal Disney. A notícia foi revelada pelo colunista Mauricio Stycer, do UOL. Segundo ele, a assinante Paula de Toledo Piza flagrou os filhos de 8 e 4 anos assistindo ao conteúdo impróprio, de sexo explícito.
Por razões não esclarecidas, imagens de um canal adulto entraram no lugar da programação infantil, quando devia estar passando as aventuras dos irmãos "Phineas e Ferb". Os pais das crianças registraram um boletim de ocorrência e prometeram cancelar a  assinatura.
A empresa admitiu o problema. Ao blog de Stycer, a Claro TV escreveu que "Na manhã de hoje detectamos que dois de nossos canais transmitidos tiveram a sua programação trocada. A questão foi diagnosticada prontamente por nossos técnicos e a correção foi feita em 8 segundos. Nossa equipe está agora analisando a origem da alteração indevida de canais, que nunca aconteceu antes em nossa programação. Todas as hipóteses estão sendo analisadas. O sinal trocado foi enviado para menos de 800 clientes."

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Restringir ou não a publicidade infantil

Da Andi

Os comercias não medem esforços para vender produtos direcionados a crianças. Na internet, o problema é ainda mais acentuado. No dia a dia, as empresas não param de inovar, fazendo diversas ações de marketing para garantir a atenção da garotada.
No Brasil não existe legislação específica para regular a publicidade de produtos infantis. As próprias empresas de publicidade criaram um órgão regulador, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que analisa as propagandas veiculadas, quando recebem queixas de consumidores.
Há mais de 10 anos tramita na Câmara dos Deputados, o projeto de lei 5.921, de autoria do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que visa proibir a publicidade dirigida ao público infantil. Nos últimos anos o texto sofreu inúmeras alterações.
Desenvolvimento – Para o psicólogo Assis Parente existem "propagandas que ajudam", mas outras que "condicionam e que afetam o desenvolvimento da criança". Segundo ele, muitas vezes, as crianças não estão preparadas para receber tanta carga de informação, o que acaba atrapalhando o desenvolvimento infantil. Para o especialista em marketing Christian Avesque, a partir da década de 1980 a publicidade se "espetacularizou".

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Produção audiovisual infantil brasileira está abandonada, diz Carla Camurati

Do Portugal Digital

A população infantil consumidora de produtos audiovisuais brasileiros, como produções de cinema, está abandonada no Brasil. A avaliação é da produtora cultural Carla Esmeralda, que dirige o Festival Internacional de Cinema Infantil, ao lado da cineasta Carla Camurati, desde 2003.
Na terça-feira, primeiro dia de debates do Fórum de Defesa e Promoção do Cinema Infantil Brasileiro, que integra a programação do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Carla Esmeralda destacou que o problema no Brasil não está limitado à falta de recursos, mas também à falta de articulação das leis do audiovisual que regulam os investimentos.
"A partir do quanto se tem [recursos], podemos construir um novo mercado e desobstruir problemas que afetam o audiovisual infantil, como a distribuição das produções", disse.
Segundo Carla Esmeralda, mercados como a Dinamarca e Holanda deveriam ser vistos como exemplo pelos brasileiros. A Dinamarca, por exemplo, destina 25% de todos os investimentos de audiovisual para as produções infantis. "É um país de 6 milhões de habitantes. Aqui devemos ter algo em torno de 25 milhões de crianças. É uma população imensa e você tem que legislar a favor dessa população", disse.
No caso da Holanda, o chamado "filme familiar", segmento voltado para pais, mães e filhos, reúne 500 mil espectadores, de acordo com a produtora cultural. "Temos que descobrir no Brasil qual é a nossa tendência. Temos que começar a fazer para entender qual a resposta das nossas crianças. Já vejo filmes brasileiros que as crianças gostam muito, as crianças brasileiras gostam muito de comédia, por exemplo".
Carla Esmeralda acredita que o Festival Internacional de Cinema Infantil, criado em 2003, inspirou uma nova geração de cineastas e que o país precisa incentivar a criação de um mercado voltado para este público. "Já temos uma nova geração de cineastas que quer fazer filme para criança e 70% deles são homens", disse.
Os debates em torno de temas como a distribuição e produção de filmes infantis no Brasil, eventos e festivais de cinema para esse público, mercado dos filmes de animação e as novas perspectivas para o segmento é concluído quarta-feira (19). As propostas apresentadas durante o fórum serão entregues, em um documento, aos representantes da Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal, do Ministério da Cultura, do Ministério da Educação e à Presidência da República.
Além de alvo de discussões, o cinema infantil tem espaço garantido no Festival de Brasília, com local e horários específicos para as crianças conferirem curtas-metragens nacionais infantis. Conhecido como Festivalzinho, a programação foi inaugurada hoje, pela manhã, com o filme O Filho do Vizinho.
O curta-metragem de pouco mais de sete minutos, produzido no Distrito Federal e com direção de Alex Vidigal, mostra a história de Ronaldinho, um garoto que observa maravilhado as aventuras e as peripécias de um garoto chamado de várias formas por uma vizinhança enlouquecida com ele.
O Festivalzinho apresenta nesta quarta-feira (19) Uma Estrela no Quintal, animação paulista de Danielle Divardin sobre Clarisse, uma menina de cinco anos cheia de imaginação que sonha em alcançar a estrela mais brilhante. Até o  dia 21,  serão exibidos 11 curtas na Sala Martins Pena do Teatro Nacional, sempre às 10 horas.
Além das exibições no Teatro Nacional, que este ano, funciona como sede das mostras competitivas de longas-metragens ficção e documentário e de curtas-metragens de ficção, documentário e animação, os filmes que integram o circuito do Festivalzinho serão apresentados em espaços no entorno da capital, como Candangolândia, Ceilândia, Cruzeiro, Guará, Gama, Núcleo Bandeirante, Park Way, Riacho Fundo 2, Samambaia, Sobradinho e Taguatinga.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Publicidade infantil ganhará regulamentação

Da Agência Câmara

O relator do projeto de lei que proíbe a publicidade de produtos infantis (PL 5921/01), na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, deputado Salvador Zimbaldi (PDT-SP), apresentará em agosto seu parecer. O texto já foi alterado nas comissões de Defesa do Consumidor e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. O parecer deve defender a criação de uma lei sobre publicidade infantil .
Para o relator, o Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) não tem sido eficaz.
"Nós vamos tentar buscar o melhor para população e particularmente para as crianças. Hoje, estamos convivendo com a população infantil obesa, por conta do consumismo, do sedentarismo. O que queremos, na verdade, é buscar um meio termo para que a propaganda não venha a ser restrita, mas, por outro lado, também não haja um incentivo, um estímulo absurdo ao consumo, conforme estamos vivenciando hoje" - afirmou.
Taís Vinha, que integra um movimento de mães por uma "Infância Livre do Consumismo", defende o projeto por considerar que a publicidade deve ser dirigida aos adultos. Segundo ela, o Conar não atende as denúncias a tempo.
"[A propaganda dizia] foi descoberto o segredo de beleza da Barbie. Como é que se diz para uma criança que uma boneca de plástico tem segredo de beleza? Esse é o ideal de beleza que estamos fazendo uma criança acreditar? Esse ideal não existe, é plástico. Isso, na minha consideração, é propaganda enganosa. Fiz essa denúncia ao Conar em 2010, até hoje não tive retorno. Eles sequer acataram minha denúncia. O que a gente sente é que os pais não têm a quem recorrer. A gente quer participar, mas a gente queria que a coisa fosse rápida. O que adianta tirar (o comercial do ar) dois, três meses depois que a mensagem já atingiu milhões de crianças?"
A advogada do Instituto Alana, Ekaterine Karageorgiadis, defende a modificação do texto original do projeto para que a proibição seja para a publicidade direcionada às crianças e não aos produtos. "A publicidade de produtos infantis pode existir desde que direcionada aos pais", explicou. "As crianças não diferenciam a publicidade da programação, elas não têm discernimento e não sabem que podem optar por comprar ou não", acrescentou Ekaterine.
O presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Synésio Batista da Costa, criticou a interferência do Estado nesse tema.
"Esse projeto de lei não tem consenso. O Estado não pode desligar a Internet ou proibir a viagem de crianças ao exterior. Vai acabar criando um sistema de castas, onde há aqueles com informação e aqueles sem", disse.
Costa afirmou ainda que sãos as mães que compram 70% dos brinquedos no Brasil. "A mãe sabe muito bem o que está fazendo. Eu prefiro confiar na mãe do que na ação do Estado para regular o que a família deve fazer. Eu prefiro o respeito à família brasileira", destacou.
Apesar de convidado, o Conar não compareceu à audiência pública. Foi representado pelo vice-presidente da Associação Brasileira de Anunciantes, Rafael Sampaio. Contrário à proibição da publicidade infantil, o dirigente defendeu a autorregulamentação como o melhor caminho para coibir abusos.
Confira a proposta de lei: PL-5921/2001.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Canais latino-americanos coproduzem série infantil sobre meio ambiente

Do Telaviva news
O Goethe-Institut de Buenos Aires convidou cinco canais latino-americanos para realizar uma microssérie sobre os pequenos problemas ecológicos que mobilizam a vida das crianças e as pequenas soluções que elas criaram para melhorar a vida do planeta. “Senha Verde” é uma coprodução entre Colômbia (señalcolombia), Argentina (Canal Paka Paka), Uruguai (Tevé Ciudad), Brasil (TV Brasil) e Vale TV (Venezuela).
Os canais assumiram a responsabilidade de produção das eco-histórias a partir dos seus respectivos países. O Goethe-Institut criou mecanismos para garantir um diálogo fluído e um intercâmbio permanente entre todos os envolvidos. O Instituto ainda assumiu funções específicas de tradução, dublagem e transcodificação.
Aldana Duhalde (Argentina) e Beth Carmona (Brasil), reconhecidas especialistas latinoamericanas, acompanharam e supervisionaram o projeto desde o seu princípio, garantindo coerência e identidade, em apoio permanente aos produtores.
A série, composta por treze filmes, será lançada em São Paulo no dia 2 de junho (sábado), às 14h30, na Matilha Cultural (Centro), durante a Virada Sustentável e no Rio de Janeiro no dia 4 de junho (segunda) durante o Green Nation Fest. O site do projeto (www.senha.com.br) será lançado no dia 5 de junho.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Inglaterra: canais BBC 1 e 2 deixam de veicular programação infantil

Do Pay-TV news
De acordo com o noticiário Kidscreen, os canais públicos britânicos BBC1 e BBC2 abandonarão os blocos de programação infantil. Todo o conteúdo infantojuvenil migrará para os canais digitais CBBC e Cbeebies. 
A iniciativa faz parte da estratégia de migração digital e do plano de redução 20% dos custos até 2017. O investimento em conteúdo infantojuvenil, no entanto, não será reduzido. S
egundo relatório da BBC, 7% da audiência alvo do CBBC assiste ao conteúdo do canal no BBC1 e BBC2.  Apenas 2,3% da audiência alvo do Cbeebies assiste ao conteúdo do canal no BBC2. A BBC fará uma campanha para avisar os telespectadores sobre a mudança.





quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

McDonald's é multado por publicidade abusiva

Enviado pela Andi

Rede de fast-food é acusada de incentivar consumo frequente com campanhas de brinquedos colecionáveis. A Fundação Procon-SP multou o McDonald's em R$3,19 milhões por publicidade abusiva pela venda do McLanche Feliz. A denúncia, feita pelo Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, mostra o uso do brinde como forma de incentivo ao consumo frequente dos lanches, utilizando as campanhas de brinquedos colecionáveis. A prática pode ser prejudicial à saúde, gerando até obesidade. A denúncia foi feita em abril de 2010, a partir de campanhas realizadas entre 2009 e 2010. “A multa fortalece o nosso trabalho de sensibilizar a população sobre os prejuízos que as publicidades direcionadas à criança podem causar”, destaca Ekaterine Karageorgiadis, advogada do Instituto Alana. Esta é a primeira autuação da rede, no que diz respeito à propaganda abusiva. O McDonald's pode recorrer e a decisão deve sair em até três meses.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Venezuela lança revista infantil educativa

El presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías, informó este lunes que a partir de septiembre comenzará a circular una revista infantil educativa, la cual llegará a todos los planteles educativos del país.
Desde el Palacio de Miraflores, durante la bienvenida de un grupo de niños y niñas que participará en el III Plan Vacacional Comunitario 2011, Chávez indicó que el Gobierno Nacional está elaborando los textos de educación básica, los cuales se otorgarán sin costo alguno desde el nuevo año escolar.
Chávez dijo que durante las vacaciones escolares hay que seguir estudiando. “Uno tiene que saber mucho para ser libre”.
Destacó que este año se comenzarán a entregar las computadoras Canaimas a los niños y niñas de cuarto grado de educación primaria.
El Presidente rifó a los niños y niñas del plan vacacional dos cuadros pintados por él y una muñeca de trapo.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Argentina: TV pública terá canal infantil

A faixa infantil do Canal Encuentro, canal público do Ministério da Educação da Argentina, vai se tornar o canal independente Pakapaka, voltado para o mesmo público. A partir de setembro, o sinal será distribuído pela antena digital terrestre e, em abril de 2011, deve estar disponível na TV por assinatura, informou a gerente de programação Ekaterina Prudkin durante o 11º Forum Brasil - Mercado Internacional de Televisão.

"Vamos trabalhar com a mesma equipe e ampliar a grade de programação com aquisições em toda a América Latina", explicou. Dois títulos brasileiros poderão ser assistidos pelas crianças argentinas no novo canal: "Cocoricó", da TV Cultura, e "Teca na TV", do Canal Futura. "Estamos analisando também a programação da TV Rá-Tim-Bum", disse. O canal também está aberto a coproduções com instituições e produtoras.

sábado, 6 de março de 2010

Carrapatos e Catapultas" e "Tromba Trem" são as animações vencedoras do AnimaTV

Em breve a garotada vai começar a assisitir novos desenhos animados na telinha. Nada de Tom e Jerry, ou dos personagens da Disney, nem mesmo os mangas oirentais. Vem ai os "Carrapatos e Catapultas" e a "Tromba Trem".
São os vencedores do AnimaTV. O resultado foi anunciado na sexta-feira (5/3), em São Paulo. As equipes responsáveis pelas animações receberão R$ 950 mil para a produção de mais 12 episódios de 12 minutos de duração cada um. Os dois vencedores serão exibidos na TV Brasil.
A animação Tromba Trem, de José Luiz Brandão Albuquerque, do Rio de Janeiro, é produzida pela Copa Estúdios. Um elefante sem memória, uma tamanduá vegetariana e uma colônia de cupins partem para uma viagem de trem pela América Latina.
Já Carrapatos e Catapultas, de Almir Correia, do Paraná, é produzido pela Zoom Elefante. A animação conta a história de carrapatos de uma distante galáxia que adoram se catapultar e sugar tudo que encontram no universo até explodir e ir morar no “Mundo dos carrapatos fantasmas”.
O AnimaTV é o primeiro programa de Fomento à Produção e Teledifusão de Séries de Animação Brasileira. É uma realização da Secretaria do Audiovisual e a Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Empresa Brasil de Comunicação – TV Brasil, Fundação Padre Anchieta – TV Cultura, Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais – ABEPEC, com o apoio da Associação Brasileira de Cinema de Animação – ABCA.
"Estamos orgulhosos pela aposta nesse programa, que envolveu tantas instituições e que resultou em trabalhos de excelente qualidade. Gostaria de dizer ainda que a EBC está aberta para buscar juntamente com as animações não contempladas caminhos possíveis, parcerias, patrocinadores para produzi-los@ - afirmou Tereza Cruvinel.
O concurso contemplou 17 trabalhos na primeira fase em 2009 com a assinatura de um contrato de coprodução de projeto completo de série de animação e episódio-piloto no valor de R$ 110 mil. Um dos critérios adotados para a escolha dos programas foi a votação do público durante a exibição dos pilotos na programação da TV Brasil e da TV Cultura, na última semana de janeiro.
Foram mais de 40 mil votos registrados. Pelo desempenho que tiveram na rede, duas outras animações receberam o "troféu internauta": Abilio e Traquitana (11441 votos) e A Princesa do Coração Gelado (6533 votos).
Além disso, foi feita uma pesquisa com 164 crianças e adolescentes sobre o impacto e interesse despertado, entendimento com relação à narrativa proposta e também sobre a adequação da faixa etária.
A comissão julgadora foi composta de representantes da TV Brasil, do Ministério da Cultura e da ABCA (Associação Brasileira de Cinema de Animação). A ideia é estimular o desenvolvimento da indústria brasileira de animação a partir da sistematização de ações que visam à geração de projetos em diversos pontos do País. Inclui a realização de ações regionais de capacitação, articulação de um circuito nacional, dinamização da produção entre estúdios, além da inserção da animação brasileira no exterior.
A EBC/TV Brasil destinou R$ 2,1 milhões ao programa e o Ministério da Cultura, mais R$ 2,5 milhões. A TV Cultura de São Paulo e a ABCA apóiam a iniciativa com serviços de gestão.

terça-feira, 2 de março de 2010

Colômbia terá mostra iberoamericana de televisão infantil

Do Tela Viva news
A Comissão de Televisão da Colômbia promove nos dias 25 e 26 de março na cidade de Bogotá a segunda edição da Muestra Iberoamericana de Televisión Infantil. O objetivo do evento é reunir programadores, produtores independentes e canais públicos e privados da região, firmando-se como uma janela de produtos audiovisuais infantis, em que se pode apresentar, trocar e adquirir programação infantil de qualidade.
O evento recebe inscrições de produções para a mostra, novos projetos, mesas de negócio ou pessoas interessadas em participar dos debates. Mais informações e inscrições pelo site.