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sábado, 1 de janeiro de 2022

Mídias digitais: Crianças devem ter autorização judicial para fazer publicidade

 


Especialistas alertam sobre cuidados ao expor menores de 18 anos na internet. Outro cuidado que pais e empresas de mídias digitais devem ter ao fazer campanhas que envolvam crianças é não as associar a produtos de qualidade duvidosa, além de ter cuidado com a fala da criança, conforme o produto anunciado.


Por Renata Gimenes

Crianças e adolescentes são seres em formação e muitas vezes não têm discernimento para entender o que é veiculado em comerciais, ainda mais se eles forem os protagonistas da propaganda. Por isso, em especial neste período, é preciso ter cuidado redobrado com peças publicitárias que envolvam crianças.

O tema publicidade infantil é delicado, mas precisa ser debatido. A especialista em Direito das Mulheres e criadora de conteúdo, Sabrina Donatti, afirma que crianças podem aparecer em publicidades na internet, porém não devem falar diretamente com o público infantil.

Graduada em Direito pela Universidade de Pernambuco e pós-graduanda em Direitos das Mulheres Sabrina administra o perfil ‘Mamãe em Construção’, canal em que fala com propriedade sobre maternidade e educação infantil, e diz que as crianças podem aparecer em publicidades na internet, porém não devem falar diretamente com o público infantil. “Por isso, entende-se que um perfil em redes sociais de crianças não deve conter publicidade, já que se presume que quem acompanha o perfil infantil sejam outras crianças”, afirma a advogada, que também é especialista em “Legislação Publicitária direcionada à Crianças e Adolescentes”.

É relevante destacar que, segundo as regras das redes sociais, crianças nem poderiam ter perfis antes dos 13 anos, mas não é isso o que se vê com a justificativa de que quem monitora o perfil são os pais.

Outro cuidado que pais e empresas de mídias digitais devem ter ao fazer campanhas que envolvam crianças, segundo Sabrina, é não as associar a produtos de qualidade duvidosa, além de ter cuidado com a fala da criança, conforme o produto anunciado.

“Não é proibido criança aparecer em publicidade, pois vemos o mesmo na TV, mas o que não pode é direcionar o trabalho da publicidade ao público infantil e, claro, criança falando com criança. A publicidade sempre deve ser sinalizada e direcionada ao público adulto”, conclui.

Para o especialista em marketing de influência, Raphael Dagaz, a orientação é sempre evitar expor crianças, sejam filhos ou não. “Este é o principal conselho que a gente dá internamente, mas há casos em que faz muito sentido, tanto ao conteúdo quanto para a marca, aí nestes casos orientamos a seguir as burocracias exigidas, como alvará da Vara da Infância e da Juventude, entre outros documentos”, explica.

Dagaz lembra que essa documentação é necessária porque criança não deve trabalhar e, a partir do momento em que aparece comercialmente em algum conteúdo pago, é fundamental ter o respaldo legal. “Sempre que um menor de 18 anos aparece, o influencer precisa estar respaldado. Tanto que o valor total ou parcial recebido em comerciais, seja ‘on’ ou ‘off-line’, precisa ser destinado para uma conta da criança”, diz.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

EUA: Publicidade online registra expansão de 22%

Do Tela Viva News

O mercado de publicidade online, disputado ferozmente por empresas como Google e Facebook, movimentou US$ 31 bilhões no ano passado nos Estados Unidos, alta de 22% na comparação com 2010, recorde histórico do setor. Os dados são de uma pesquisa encomendada à PricewaterhouseCoopers pelo Interactive Advertising Bureau, a qual rela que o quarto trimestre do ano foi o que registrou maior expansão, quando contabilizou US$ 9 bilhões, um crescimento sequencial de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O segmento móvel, embora não muito explorado, teve a maior alta entre todas as categorias no ano passado – 149% na comparação anual e receita de US$ 1,6 bilhão. "Combinar algumas das melhores funções da internet com ferramentas de localização e portabilidade permite aos anunciantes entregar anúncios rápidos, direcionados e relevantes, de uma maneira nunca antes alcançada", disse o analista David Silverman, da PwC.
O mercado de buscas obteve receita de US$ 14,8 bilhões em 2011, aumento de 15% em relação ao ano anterior. As empresas varejistas continuam sendo as que mais fazem anúncios na internet. Essas empresas respondeu por 22% dos anúncios online no ano passado, movimentando US$ 7,1 bilhões. O valor é 21% superior ao investimento do setor nas web em 2010.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Publicidade online é mais influente que a televisiva, segundo estudo

Do Pay-TV news

A publicidade online é mais influente na decisão de compra do brasileiro do que a TV. Pelo menos foi isso que mostrou o estudo da Deloitte Media Democracy, que ouviu cerca de 10 mil representantes de países como Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido e Brasil, em 2010. No País, participaram do levantamento 1.986 pessoas, na faixa etária de 14 a 75 anos.

A pesquisa mostrou que as propagandas online foram as mais influentes na decisão de compra dos respondentes (68%). Em 2009, a televisão ocupava o primeiro lugar com 77% e, em 2010, está em segundo com 66%. Quase 90% dos entrevistados ouviram falar sobre um produto pela primeira vez na Internet, e 78% dos respondentes efetuaram compras por indicações feitas online.

Mídia

Ainda que a internet venha ganhando cada vez mais espaço entre os brasileiros, 63% preferem assistir aos programas de televisão que mais gostam pelo método tradicional de visualização; somente 37% afirmaram que assistem por meio online. Essa porcentagem entre a geração de “Millenials” cresce para 41%.

Quando questionados sobre o que mais fazem na internet, 63% dos brasileiros respondentes disseram atualizar a página de relacionamento pessoal (Facebook, Orkut, MySpace etc). Um total de 48% também posta comentários e se comunica nas redes sociais. Os sites de relacionamento pessoal são valorizados por 83% dos entrevistados por permitirem a interação com os amigos. Além disso, 52% consideram o tempo gasto com essa interação algo tão valioso quanto o tempo que passam juntos com os amigos.

A 5° edição da Media Democracy mostra ainda que os brasileiros pretendem assistir a vídeos 3D em casa (67%) e querem ter habilidade para mover e assistir filmes e programas ou ouvir músicas em qualquer dispositivo ou plataforma tecnológica (66%).

O estudo aponta que quase 50% da amostra afirma utilizar celular/smartphone como fonte de entretenimento. Além de usá-lo para conversar, entre as principais utilidades do celular (usadas com freqüência pelos entrevistados) estão: mensagens de texto (90%), câmera fotográfica digital (76%), músicas (73%) e câmera de vídeo (63%).

Conexão

Um outro estudo da Deloitte, chamado de Conectividade e Mobile Consumption mostrou que o principal meio de conexão com a internet continua sendo a rede fixa, que representa 61% da utilização da internet. Porém, a rede móvel (GSM e UMTS) já participa de forma relevante nas opções dos usuários de banda larga.

O estudo é baseado em dados obtidos por meio de pesquisa online realizada em 15 países com mais de 30 mil usuários. Nos países em desenvolvimento, como Brasil, China, Índia, Turquia e África do Sul, a análise abordou profissionais de áreas urbanas, que tendem a possuir rendas superiores a média de mercado no país. No Brasil, a pesquisa contou com 2.131 respondentes, de todas as classes sociais e todas as faixas etárias a partir de 18 anos.