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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Publicidade: Direitos e deveres das imobiliárias

A publicidade imobiliária é uma das estratégias para a venda de empreendimentos. Porém, o que pode acontecer é que as informações contidas nesse anúncio não estejam corretas ou não sejam claras o suficientes, causando impasses na venda. É comum que as imobiliárias queiram destacar as qualidades e vantagens de um empreendimento, mas, é de responsabilidade da empresa lidar com a veracidade das informações. Imobiliárias são responsáveis pelas informações divulgadas em publicidade de empreendimentos.

 

Por Verônica Pacheco

Uma imobiliária usa de muitas ferramentas para conseguir concluir a venda de imóveis, sendo uma delas, a publicidade. Responsável pela mediação entre o comprador e o vendedor de empreendimentos, o papel dos corretores e profissionais deste estabelecimento é fazer ajustes e acordos para que seja atendida a necessidade de ambas as partes que estão envolvidas no contrato.

Considerando o maior alcance de divulgação, fazer um anúncio do imóvel é uma prática comum e nele, é normal que sejam evidenciados os benefícios que aquela compra pode possibilitar ao comprador. Todavia, a imobiliária deve estar ciente de que, tudo o que ela propaga como verdade deve ser verídico.

Segundo a advogada especializada em direito tributário Dra. Sabrina Rui, “uma situação bastante corriqueira são as imobiliárias fazerem publicidades dos empreendimentos que estão comercializando com o objetivo de chamar a atenção de possíveis clientes. Todavia, estas devem ficar atentas que também são responsáveis pela propaganda que veiculam e pelos empreendimentos que comercializam”.

Em outras palavras, a imobiliária é responsável pelas promessas e afirmações feitas no momento da venda. “Um bom exemplo que se pode dizer dessa responsabilidade, é da importância de verificar se o empreendimento está regular junto aos órgãos municipais e estaduais, se a documentação está correta e apta a registro, pois, sendo detectada irregularidades, ela poderá responder pelos danos causados”, exemplifica a advogada. 

Assim, para que um empreendimento seja anunciado, a imobiliária deve ter todas as informações possíveis sobre aquela construção e repassá-las ao comprador de forma clara e objetiva. “Os intermediadores das vendas devem sempre pautar-se pela informação completa do empreendimento comercializado e, repassar de forma direta todas condições que permeiam aquela negociação”, afirma a Dra. Sabrina Rui.

Em um exemplo recente, uma imobiliária foi condenada a indenizar os compradores que negociaram lotes de um condomínio. Os compradores que adquiriram os lotes no condomínio acreditaram que o loteamento estaria em situação regular, pois era a informação dada pela imobiliária. Entretanto, após a compra descobriram que não seria possível o registro da propriedade, pois o loteamento não havia sido aprovado pela prefeitura, não sendo possível fazer o registro em cartório.

Portanto, a responsabilidade da publicidade e da veracidade das informações recai especialmente à imobiliária, que é quem passa as informações ao possível comprador. Em relação ao cliente, é prudente que se faça uma pesquisa sobre o empreendimento. Segundo a especialista, “para evitar cair em golpes como esse, é importante ficar de olho nas informações que são comuns sobre determinado empreendimento, e consultar especialista no assunto aumenta a segurança da compra”.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

As sutilezas nas novas regras que o Facebook não revela



Milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo eu própria, receberam nos últimos dias uma mensagem simpática do Facebook, informando sobre mudanças na sua política de dados e de privacidade a partir de 1 de janeiro do próximo ano. s agradáveis explicações dadas pelos gestores da rede social incluem novidades como “novos controles para ajudar você a tirar mais partido do Facebook”; “para melhorar a experiência”; “para tornar mais fácil de compreender”; “para controlar os anúncios que vê”; exortando também a “descobrir o que se passa à sua volta”; “e a tornar as compras mais cómodas”.
A mídia generalista escreveu profusamente sobre as novas alterações, descrevendo as novas funcionalidades, “para ajudar os usuários a controlarem melhor sua privacidade”.
Mesmo nas questões complexas da publicidade e da geolocalização, a mídia limita-se a informar que os usurários poderão controlar os anúncios que querem ver e que a geolocalização é utilizada para direcionar os anúncios.
“Proteger as informações das pessoas e prover controles significativos de privacidade são o motor de tudo o que nós fazemos”, diz a empresa.
Na questão difícil de perceber como a rede social utiliza a enorme quantidade de dados de cada usuário (e a forma como esses dados são alegadamente vendidos), o Facebook tem uma resposta também agradável: “"Nós ajudamos os anunciantes a alcançarem as pessoas com anúncios relevantes sem dizer para eles quem é você”. Podemos, portanto, ficar descansados.
Tudo parece claro, simples e cor-de-rosa. Mas a verdade não é essa ou, pelo menos, não é só essa.
Comecemos por alguns detalhes que nem todos conhecem.
Os amigos-fantasma
Você já deve ter reparado que, das centenas de amigos que tem e das dezenas de páginas de que é fã, só recebe notícias de uma parte deles. Ultimamente, até parece serem sempre os mesmos. Por isso, o seu círculo de amigos na verdade está se reduzindo e os temas postados não variam muito. Onde estão os outros então? Você não recebe posts ou mensagens deles e começa a duvidar se não terão desaparecido ou simplesmente bloqueado você. Mas não, eles continuam lá, só que tendem a não aparecer no seu Feed de Notícias. São os chamados amigos-fantasma.
Por é que isso acontece? Simplesmente, o Facebook decide ele próprio que as publicações destes amigos não interessam a você. Por outras palavras, faz uma triagem dos posts exibidos.
Grande parte das publicações dos amigos ou de páginas é excluída do seu Feed de Notícias. E as poucas que restam também nem todas são mostradas. Há um segundo nível de triagem, que classifica as publicações que cada usuário pode ver segundo um complexo algoritmo (o EdgeRank algoritm). De forma resumida, este mede a relevância dos posts segundo três critérios: a afinidade (quanto mais um usuário interage com outro, maior é a probabilidade de os posts dele aparecerem no Feed de Notícias desse usuário); a novidade do post; o tipo de conteúdo (textos, fotos ou vídeos são tratados de forma diferente, em várias proporções). Há ainda mais dois critérios, o chamado story bumping (um post pode voltar a aparecer no seu Feed de Notícias, caso tenha muitos comentários e você tenha interagido muito com o seu autor) e o last actor (que atribui mais importância às 50 últimas interações que você fez).
Usuários e acionistas
O Facebook tem vários tipos de público, cujos interesses não parece ser fácil de conciliar: os usuários, os anunciantes e os acionistas.
Se os simples usuários se mostram frustrados por muitos de seus amigos “desaparecerem”, as empresas anunciantes ficam simplesmente furiosas com isso, já que querem chegar a um maior número possível de pessoas.
Quando uma atualização (texto, imagem ou vídeo) é publicada, apenas 16% dos seguidores a conseguem visualizar.
Para que essa percentagem aumente e alcance os restantes 84%, as empresas e anunciantes estão dispostas a pagar. Eles fazem-no através de duas formas de publicidade disponíveis na rede: os Posts Promovidos e as Histórias Patrocinadas. O objetivo dos Posts Promovidos é alcançar mais pessoas que gostam de uma determinada página, assim como os seus amigos.
Pode ser promovido qualquer tipo de publicação, incluindo atualizações de estado, fotos, ofertas, vídeos e perguntas, mediante um preço.
As Histórias Patrocinadas atingem os amigos daqueles que já são seguidores de uma página e que indicam ter o mesmo tipo de interesses.
Os especialistas em marketing em redes sociais operam com conceitos como Taxa de Cliques (CTR), Alcance Viral, Alcance Orgânico, etc.
Um estudo publicado em março passado mostra que o alcance, ou seja, o número de pessoas que o Facebook pode alcançar com suas mensagens, caiu para metade nos últimos seis meses. "Seria apenas uma questão de tempo antes que as páginas perdessem toda a visibilidade natural" (leia-se, livre de pagamento), diz a este respeito o moderador de um site especializado.
Com a última mudança de algoritmo, o Facebook pretende que os seus principais usuários, sejam empresas ou pessoas individuais, comecem a utilizar mais regularmente o novo serviço de Posts Promovidos e de Histórias Patrocinadas. Como compensação para quem o fizer e, logo, se tornar um usuário pagante, terá maior visibilidade, aumentando a probabilidade de seus conteúdos serem mais vistos, daí gerando maior retorno. Pelo contrário, quem quiser se manter como até agora, com utilização gratuita, deverá ter algum tipo de penalização, que é precisamente ter os seus conteúdos menos visíveis.
Resumindo: se quiser que mais pessoas vejam o que você publica, vai ter que pagar. Não se esqueça que a rede é uma empresa e, logo, o que mais lhe interessa é gerar lucro para seus acionistas.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

McDonald's é multado por publicidade abusiva

Enviado pela Andi

Rede de fast-food é acusada de incentivar consumo frequente com campanhas de brinquedos colecionáveis. A Fundação Procon-SP multou o McDonald's em R$3,19 milhões por publicidade abusiva pela venda do McLanche Feliz. A denúncia, feita pelo Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, mostra o uso do brinde como forma de incentivo ao consumo frequente dos lanches, utilizando as campanhas de brinquedos colecionáveis. A prática pode ser prejudicial à saúde, gerando até obesidade. A denúncia foi feita em abril de 2010, a partir de campanhas realizadas entre 2009 e 2010. “A multa fortalece o nosso trabalho de sensibilizar a população sobre os prejuízos que as publicidades direcionadas à criança podem causar”, destaca Ekaterine Karageorgiadis, advogada do Instituto Alana. Esta é a primeira autuação da rede, no que diz respeito à propaganda abusiva. O McDonald's pode recorrer e a decisão deve sair em até três meses.