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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Publicidade: Direitos e deveres das imobiliárias

A publicidade imobiliária é uma das estratégias para a venda de empreendimentos. Porém, o que pode acontecer é que as informações contidas nesse anúncio não estejam corretas ou não sejam claras o suficientes, causando impasses na venda. É comum que as imobiliárias queiram destacar as qualidades e vantagens de um empreendimento, mas, é de responsabilidade da empresa lidar com a veracidade das informações. Imobiliárias são responsáveis pelas informações divulgadas em publicidade de empreendimentos.

 

Por Verônica Pacheco

Uma imobiliária usa de muitas ferramentas para conseguir concluir a venda de imóveis, sendo uma delas, a publicidade. Responsável pela mediação entre o comprador e o vendedor de empreendimentos, o papel dos corretores e profissionais deste estabelecimento é fazer ajustes e acordos para que seja atendida a necessidade de ambas as partes que estão envolvidas no contrato.

Considerando o maior alcance de divulgação, fazer um anúncio do imóvel é uma prática comum e nele, é normal que sejam evidenciados os benefícios que aquela compra pode possibilitar ao comprador. Todavia, a imobiliária deve estar ciente de que, tudo o que ela propaga como verdade deve ser verídico.

Segundo a advogada especializada em direito tributário Dra. Sabrina Rui, “uma situação bastante corriqueira são as imobiliárias fazerem publicidades dos empreendimentos que estão comercializando com o objetivo de chamar a atenção de possíveis clientes. Todavia, estas devem ficar atentas que também são responsáveis pela propaganda que veiculam e pelos empreendimentos que comercializam”.

Em outras palavras, a imobiliária é responsável pelas promessas e afirmações feitas no momento da venda. “Um bom exemplo que se pode dizer dessa responsabilidade, é da importância de verificar se o empreendimento está regular junto aos órgãos municipais e estaduais, se a documentação está correta e apta a registro, pois, sendo detectada irregularidades, ela poderá responder pelos danos causados”, exemplifica a advogada. 

Assim, para que um empreendimento seja anunciado, a imobiliária deve ter todas as informações possíveis sobre aquela construção e repassá-las ao comprador de forma clara e objetiva. “Os intermediadores das vendas devem sempre pautar-se pela informação completa do empreendimento comercializado e, repassar de forma direta todas condições que permeiam aquela negociação”, afirma a Dra. Sabrina Rui.

Em um exemplo recente, uma imobiliária foi condenada a indenizar os compradores que negociaram lotes de um condomínio. Os compradores que adquiriram os lotes no condomínio acreditaram que o loteamento estaria em situação regular, pois era a informação dada pela imobiliária. Entretanto, após a compra descobriram que não seria possível o registro da propriedade, pois o loteamento não havia sido aprovado pela prefeitura, não sendo possível fazer o registro em cartório.

Portanto, a responsabilidade da publicidade e da veracidade das informações recai especialmente à imobiliária, que é quem passa as informações ao possível comprador. Em relação ao cliente, é prudente que se faça uma pesquisa sobre o empreendimento. Segundo a especialista, “para evitar cair em golpes como esse, é importante ficar de olho nas informações que são comuns sobre determinado empreendimento, e consultar especialista no assunto aumenta a segurança da compra”.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Investimento publicitário cai no primeiro bimestre

Do Tela News

Os investimentos publicitários caíram em quase todas as mídias nos primeiros dois meses de 2015, em relação aos mesmos períodos no ano anterior.
TV aberta, TV por assinatura e Internet tiveram queda no período. A televisão, mídia que tem a maior parte do bolo publicitário, teve retração de 12,94% em janeiro de 2015 contra janeiro de 2014, e 17,21% em fevereiro, segundo a prévia do Projeto Inter-Meios. Já a TV por assinatura cresceu 1,51% em janeiro, mas caiu 0,11% em fevereiro.
A Internet teve as quedas mais significativas, de 69,37% em janeiro e 68,3% em fevereiro. Mas vale lembrar que os números se referem apenas à compra de mídia, ou seja, não engloba os investimentos feitos no Google, redes sociais e outros mecanismos de busca.

A única mídia que teve aumentos significativos nos dois meses, embora represente um percentual pequeno do investimento total, foi o mobiliário urbano. Cresceu 11,28% em janeiro e 11,6% em fevereiro.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Internet: Brasil já é o 7º maior mercado do mundo

Por Fabiana Rolfin, do Telaviva news


O número de usuários ativos de internet no Brasil, que acessam a rede mundial de casa ou do trabalho, aumentou 16% em 2011, em relação ao ano anterior, atingindo 46,3 milhões de pessoas, segundo dados do relatório "2012 Brazil Digital Future in Focus" elebarodo pela comScore. Segundo a consultoria, isso coloca o país como sétimo maior mercado de internet no mundo.
De acordo com o relatório, os brasileiros passaram 26,7 horas, em média, navegando na web em dezembro de 2011. As categorias mais visitadas foram os portais, seguidos por redes sociais. O destaque nesta última categoria foi o Facebook , que liderou em número de visitantes – 36,1 milhões em dezembro de 2011 – e no tempo gasto pelos usuários, que passaram 4,8 horas, em média, no site. Em relação a vídeos online, o estudo aponta que foram mais de 4,7 bilhões visualizações, o que representa um aumento de 74% em relação a 2010. O crescimento, segundo a comScore, foi impulsionado por um aumento de 19% no número de visitantes únicos e de 46%, em vídeos por visitante.
O segmento de compras online, conhecido como e-commerce, também apresentou crescimento no número de visitantes (30%), em sites como Americanas.com, MercadoLivre e Buscapé. "Apesar do aumento expressivo, os ingleses e americanos foram os que mais compraram pela internet, enquanto os brasileiros costumam realizar uma compra no mês", compara Alex Banks, diretor da comScore no Brasil.

Publicidade digital

A pesquisa aponta, ainda, que o mercado de publicidade digital continuará crescendo em 2012 no país. Em dezembro do ano passado, 62,9 bilhões de impressões online foram veiculadas no Brasil, alcançando 50,8 milhões de usuários da internet. A Netshoes, especializada na venda de artigos esportivos na rede, foi a líder no mercado anunciante, seguida pela Vivo. O Facebook foi o maior publisher no país.
Na avaliação do diretor da comScore no Brasil, os smartphones e tablets, que hoje respondem por 1,5% do tráfego digital no Brasil, devem oferecer grandes oportunidades para anunciantes neste ano. No ano passado, mais de 42% dos pageviews foram originados em tablets e cerca de 55% em smartphones. A projeção para este ano é que a audiência online continue em ascensão, seguindo o ritmo de crescimento de acesso de categorias como redes sociais, sites de buscas, de vídeos e compras.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Argentina: Decreto proíbe propaganda sexual

Da telesurtv.net

Como un avance “positivo” calificó el abogado y vicepresidente de la cooperativa La Alameda en Argentina, Mario Ganora, la reciente aprobación del decreto que prohíbe la publicación de propaganda sexual en los medios de comunicación de ese país suramericano.

El experto en materia legal expresó que luego de dar este primer paso, que responde a una solicitud hecha por diversas Organizaciones No Gubernamentales (ONG) e internacionales, es necesaria la instrumentación de la medida.

“Hace falta la creación de tipos penales específicos como existe en el Código Penal francés, como el que habíamos recomendado que se aplicara en la Cámara de Diputados (…).Ese tipo específico será el que se encarga de sancionar a esos 'alcahuetas' , pero hasta que esto llegue es un buen paso”, refirió Ganora.

Señaló que, por ahora, la incidencia mayor será en el área audiovisual porque ya existen sanciones contempladas en la Ley de Medios. En cuando a la prensa, explicó que la normativa servirá “para preparar la causa y evitar la proliferación de propagandas discriminatorias contra las mujeres”. Mario Ganora reiteró que en Argentina la prensa y la televisión han actuado “como facilitadores” y “alcahuetes” de la prostitución.

“Solamente esas redes de trata manejan esa cantidad de dinero que están manejando para hacer publicaciones diariamente y con los costos que tienen”, reflexionó el abogado.

En cuanto a la Ley de Trata de Personas para fines de explotación sexual o laboral, aprobada en Argentina en 2008 y que fue ampliada con la firma del decreto que prohíbe la publicidad de propaganda sexual en los medios de comunicación, el abogado señaló que es necesario fortalecer la reglamentación que pone en marcha el mecanismo de protección de las víctimas.

Destacó, en ese sentido, dos problemas con los que debe lidiar el Gobierno argentino para lograr un mayor alcance de la normativa: Más financiamiento para atender a las víctimas, disminuir el alto índice de corrupción que aparece en los organismos de rescate y capacitar a quienes atienden a los afectados.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Anatel propõe limitar publicidade em TV paga

Por Samuel Possebon, do Telaviva News

A Anatel, pela primeira vez, está propondo uma regra para limitar a publicidade nos canais pagos. Esta é uma das sugestões do novo Regulamento de TV a Cabo, que entra em consulta a partir do dia 7, por 40 dias. O texto foi aprovado pelo conselho para consulta nesta quinta, dia 2, e terá também regras para restringir a exclusividade de programação. Segundo o conselheiro João Rezende, relator do novo regulamento do Cabo, a Anatel recebeu de 2006 a 2011 cerca de 11 mil reclamações sobre programação, muitas sobre publicidade. Segundo o conselheiro, lendo informe da área técnica, em alguns casos o percentual de publicidade era maior até do que aquele nos canais abertos. "Há casos em que o tempo da publicidade é igual ao do programa", diz Rezende. "Os consumidores têm expectativas que o serviço pago não exiba publicidade", diz a área técnica da agência, que reconhece que embora o assunto não esteja previsto na Lei do Cabo, o abuso pode infringir o Código de Defesa do Consumidor. A proposta da Anatel é limitar a 15 minutos por hora o total de publicidade nos canais pagos, como é na radiodifusão.

A Anatel também pretende que o Regulamento do Cabo vede qualquer tipo de cláusula de exclusividade de programação, não especificando de quem parte a exclusividade, se do programador ou do operador.

Must carry

A regra de must carry, ou seja, a obrigação das operadoras de cabo de levar os canais de TV aberta prevista na Lei do Cabo, foi alterada em relação à intenção original do conselheiro João Rezende. Agora, as operadoras que tenham áreas de outorga maiores do que um município serão obrigadas a garantir que os sinais de todas as geradoras locais na sua área de cobertura sejam transmitidos para os assinantes que estejam dentro da área de cobertura da geradora local. Assim, se uma operação de cabo pegar várias cidades em que haja mais de uma geradora de TV da mesma emissora, o sinal de todas as geradoras deve estar disponível no cabo, respeitada a sua área de atuação. É o que nos EUA se chama de "local-into-local".

domingo, 23 de maio de 2010

Seleções do PNUD/MDS excluem profissionais de Comunicação

Pelo menos dois processos de seleção simplificada de profissionais para o ministério do Desenvolvimento Social, cujas atividades são tipicamente do campo da Comunicação Social, excluem a possibilidade de profissionais desta área em se candidatar ou então abrem as seleções para qualquer tipo de formação na área de Humanas.

O primeiro caso é uma parceria com o PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. o Edital, publicado neste domingo na página 10 do Correio Braziliense, anuncia a seleção de um consultor para fazer REVISÃO e EDIÇÃO de textos de cartazes voltados à populações indígenas.
O perfil do profissional esperado é que tenha graduação em Ciências Humanas ou em Linguística e Letras.
Bem, até onde eu sei, a revisão de material gráfico de peças de divulgação como cartázes e edição de textos são atívidades concernentes à Comunicação Social, em especial Publicidade ou mesmo Jornalismo.
O segundo caso, também uma parceria MDS/PNUD, publicado à página 9 do mesmo jornal, visa selecionar profissional que PRODUZIRÁ MATERIAL INFORMATIVO com temática racial para a secretaria de Avaliação e Gestão da Informação. O requisito estipulado é que o candidato seja graduado em Ciências Humanas ou Sociais.
Aqui, o desrespeito ao Decreto Lei 972/69 é total, pois a podução de material informativo é função privativa de Jornalista (agora com ou sem diploma).
É certo que a Comunicação Social está no campo das Ciências Humanas, mas a Arquitetura, a Administração, a História, a Geografia e várias outras também o estão. Parece que os órgãos públicos estão entendendo que o DL 972/69 foi totalmente revogado pelo STF. Se for isso estão equivocados, a decisão foi exclusivamente quanto ao artigo que trata da emissão de registro profissional.

Os sindicatos de jornalistas e dos publicitários do DF deveriam dar uma prensa no PNUD e no Ministério de Desenvolvimento Social.

Estes editais precisam ser revistos. Além disso, é de se perguntar porque um revisor ou um redator de textos tem que ser contratado na condição de consultor. Os dois editais publicados não exigem dos candidatos nem mesmo uma pós graduação. Que diabo de consultoria é esta? Isto mais me parece uma fórmula de driblar a exigência dos concursos públicos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Publicidade: MP quer limites na TV Paga

O Ministério Público Federal em São Paullo (MPF/SP) abriu a consulta pública "Televisão por Assinatura e Transparência nas Relações de Consumo: a quantidade de programação, quantidade de publicidade e o direito à informação".

Como o próprio nome do projeto explica, o objetivo da consulta é definir novos parâmetros para o setor de publicidade nos canais de TV por assinatura. A iniciativa do MPF teria sido tomada por conta de reclamações provenientes dos consumidores e assinantes de TV por assinatura, que se queixam do aumento do espaço reservado à veiculação de comerciais e de propaganda durante a programação dos canais.

De acordo com o procurador da Republica responsável pelo caso, Marcio Schusterschitz da Silva Araújo, é preciso que o assinante do serviço de TV saiba exatamente a proporção que os canais fazem entre o conteúdo de entretenimento e as inserções publicitárias. Por isso, a proposta do Ministério é abrir uma discussão para que os consumidores possam opinar acerca da informação que deve ser repassada pelas distribuidoras de canais.

A consulta ficará aberta para o recebimento de informações e opiniões a respeito do assunto por um período de 60 dias. Além de estar disponível na própria página do MPF,o projeto de revisão da publicidade da TV paga já foi formalizado para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), á Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) e ao organismos de defesa do consumidor, como o Idec e a Associação Pró-teste.

De acordo com estimativas do setor, cerca de 70% da receita obtida pelas operadoras de TV por à cabo são provenientes da cobrança de assinatura dos clientes. O restante disso seria oriundo das negociações publicitárias e dos contratos com patrocinadores e anunciantes. Segundo os últimos dados do setor disponíveis - referentes ao primeiro trimestre de 2009 - o faturamento de setor foi de R$ 7,86 bilhões, o que representa um aumento de 16,4% em relação ao mesmo período de 2008.

Com base nos dados mais recentes do Projeto Inter-Meios, produzido pelo Grupo M&M, no mês de outubro de 2009, a TV por assinatura angariava 4,05% do total do bolo publicitário, tendo gerado um faturamento médio de R$ 4 87 milhões.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

TV Paga: MP quer que consumidor seja informado sobre tempo de publicidade

Por Fernando Lauterjung, do Pay-TV news

O Ministério Público Federal abriu uma consulta pública sobre o tempo de publicidade nos canais de TV por assinatura. A ideia, explica o procurador da República Marcio Schusterschitz da Silva Araújo, não é regular a exibição de publicidade nos canais, mas a forma como o consumidor é informado.
Com o nome "Televisão por assinatura e transparência das relações de consumo: quantidade de programação, quantidade de publicidade e o direito do consumidor à informação", a consulta, aberta por 60 dias, tem o objetivo de colher informações e opiniões de todos os interessados no tema para instruir procedimento do MPF sobre o assunto.
Segundo o procurador, o consumidor precisa ser informado sobre a quantidade de programação e de publicidade para escolher o serviço e para decidir se deve manter a assinatura. "O contrato estabelece uma relação duradoura entre operador e assinante, e o consumidor precisa saber pelo que está pagando para decidir pela manutenção ou não do serviço", diz.
Ele lembra que a TV por assinatura tem mídias concorrentes, e que cabe ao consumidor optar por uma mídia. "Não se trata de uma opção apenas entre algumas operadoras de TV. O que o consumidor busca é conteúdo, e o conteúdo pode ser buscado em outras mídias, como locadoras ou novas mídias que usam a Internet", diz Schusterschitz.
Em mídias que tratam da compra de títulos avulsos, o consumidor sabe exatamente o que vai receber. Na TV por assinatura, o consumidor é informado apenas nos casos dos canais premium, que não contam com intervalos comerciais. Nos outros canais, a proporção publicidade/programação não é divulgada.
Para o procurador, o infomercial é o maior problema, que pode ser interpretado até como uma distorção do contrato. A prévia informação seria uma forma de evitar a distorção.
A forma como o consumidor deve ser informado, se nas revistas de programação, ou nos sites das operadoras, e se a informação deve ser dividida por canal ou não, são objetos da consulta. Portanto, não há ainda uma fórmula desenvolvida.
Além de abrir a consulta pública, o procurador oficiou sobre o mesmo tema à Anatel, à ABTA e a organismos de defesa do consumidor como o Idec e a Associação Pró-Teste.
As contribuições podem ser enviadas por e-mail, no endereço consultapublica_mssa@prsp.mpf.gov.br, ou por carta, para o endereço R. Peixoto Gomide, 768, São Paulo-SP, CEP 01409-904, com o assunto "Consulta pública procedimento 1.34.022.000025/2007-04" no envelope.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Publicidade: Espanha veta comerciais que exaltam o corpo


Do M&M Online

O parlamento espanhol aprovou, na quinta-feira, 7/1, lei que proíbe a exibição desse tipo de campanha televisiva no horário nobre. Anúncios que exaltam um padrão de beleza estão vetados da TV na faixa noturna. Comerciais de tratamentos de beleza, de produtos que ajudam a emagrecer e de outras alternativas que prometem ser a solução para a conquista de corpos perfeitos e invejáveis estão vetados da programação noturna das televisões espanholas.

O objetivo da nova lei é vetar a veiculação na TV de qualquer campanha que "exalte o culto ao corpo" e que desperte, de alguma forma, a discriminação a respeito de peso, forma física ou outros padrões estéticos.

De acordo com a vice-presidente do governo do país, Maria Teresa Fernández, a medida tem o objetivo de afastar esse tipo de publicidade do horário protegido para os menores de idade. Além disso, o governo também acredita que a proibição dos anúncios pode colaborar para a redução de transtornos alimentares - como bulimia e anorexia, por exemplo - e neutralizar um pouco a busca por um padrão inalcançável de beleza.

Logo após a aprovação da Lei, as entidades de anunciantes do país já começaram a manifestar a sua indignação acerca do assunto. De acordo com a presidente da Asssociação Espanhola dos Anunciantes, Patrícia Abril, o governo está abusando do direito de legislar e uma medida como essa pode trazer sérios prejuízos á indústria e também aos próprios consumidores.

Na Espanha já está em vigor uma outra lei que restringe todos os anúncios de cigarros, álcool, pornografia e jogos de azar e também a exibição de séries e filmes com cenas de violências para a faixa de horário entre 22h e 6h.

sábado, 28 de novembro de 2009

Inglaterra: Publicidade cai 10% em 12 meses

Estudo da Nielsen para o Reino Unido mostrou que a publicidade de lá segue caindo. Em setembro, a redução chegou a 10% na comparação com o mesmo mês em 2008. A boa notícia é que a queda está diminuindo mês a mês. Em maio, por exemplo, o resultado chegou a -16% comparado com 2008.

A pesquisa indicou ainda que os supermercados aumentaram seus investimentos em marketing, especialmente para divulgar promoções e preços baixos. A ASDA, por exemplo, aumentou em 40% o dinheiro empregado. Por outro lado, fabricantes de grandes marcas cortaram. Só a Procter&Gamble reduziu os investimentos em 15% no período de junho de 2008 a junho de 2009. Os fabricantes de carro cortaram também, em índices que foram desde 6% (Hyundai), até os 57% de Toyota e os 66% de Lexus.

Quem aumentou muito os investimentos foi o órgão responsável pela publicidade do governo, a Central Office of Information (COI), com alta de 33%. O foco esteve em campanhas contra o fumo e a bebida, além da importância da vacina contra vírus HPV para as jovens, e em ações para evitar a expansão da gripe suína.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Convergência midiática: Revistas e Jornais passam a incluir anúncios em Vídeo

Do OberCom - Observatório da Comunicação

A partir de Setembro, imprensa norte-americana passará a contar com anúncios publicitários em suporte vídeo.
Com o lançamento previsto para a edição de 18 de Setembro da publicação Entertainment Weekly, a comunicação publicitária será visível através de um ecrã similar ao de um telemóvel. A tecnologia integrada assemelha-se à dos postais sonoros, que activam com o virar da página, suportando cerca de 40 minutos de vídeo.
As primeiras campanhas publicitárias transmitidas serão da responsabilidade da estação televisão CBS e da empresa Pepsi, e estarão disponíveis na edição da revista em Los Angeles e Nova Iorque.

Para mais detalhes, clique aqui.

sábado, 12 de setembro de 2009

Senadores querem limites na propaganda de alimentos para crianças

Por Sílvio Guedes, do Jornal do Senado

Com o propósito de restringir a influência dos anúncios na dieta alimentar de crianças e adolescentes, ameaçados cada vez mais por fenômenos como a obesidade e o colesterol alto, tramitam no Congresso diversos projetos alterando as regras para propaganda direcionada a esse segmento.
Um dos primeiros senadores a propor restrições à propaganda de alimentos infantis foi o também médico Tião Viana (PT-AC). Ele e vários outros senadores, como os médicos Augusto Botelho (PT-RR) e Papaléo Paes (PSDB-RR) e as senadoras Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Marisa Serrano (PSDB-MS), têm como alvo a sedução exercida pela propaganda sobre os brasileiros mais jovens, faixa etária que hoje apresenta índices de obesidade próximos até mesmo aos norte-americanos.
O PLS 25/03, de Tião Viana, só permite a propaganda de alimentos no rádio e na TV entre as 21h e as 6h, exatamente como pretende a Anvisa. Como lembra o senador pelo Acre, a formação dos hábitos alimentares, bons ou ruins, começa na infância e costumam ser mantidos ao longo da vida. Por isso é tão importante que, desde cedo, a pessoa não se acostume a uma dieta que possa acarretar sobrepeso já na infância e obesidade na fase adulta.
Já o PLS 150/09, da senadora Marisa Serrano, é bastante abrangente. Define em lei os teores máximos de açúcar, gordura e sódio dos alimentos que sofrerão restrições de publicidade, estabelece critérios para a propaganda e outras ações de divulgação.
- Em todo o mundo, é possível verificar uma tendência no sentido de uma ação reguladora do Estado em relação ao marketing de alimentos. Diversos países já adotaram medidas semelhantes às aqui propostas, como uma forma de proteger a saúde pública.
O PLS 121/05, de Papaléo Paes, já aprovado na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), quer obrigar as empresas a informar nos rótulos de alimentos e bebidas o valor energético dos produtos, mesma providência sugerida pelo senador Jayme Campos (DEM-MT) no PLS 196/07. Papaléo diz que é preciso incentivar o consumo responsável e, consequentemente, auxiliar no controle da obesidade, que já atingiria, em algumas cidades, 30% das crianças e adolescentes.
- O caminho para modificar os desequilíbrios na dieta do brasileiro e prevenir a obesidade é seguir as orientações da Assembléia Mundial de Saúde, em 2004: informar a população sobre a importância de uma alimentação equilibrada e implementar políticas públicas que permitam a adoção de práticas saudáveis de alimentação.
Lúcia Vânia vai mais além. Seu PLS 431/03, aprovadopela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) diz que a propaganda e os rótulos de refrigerantes deverão advertir sobre os riscos que o consumo excessivo pode provocar à saúde.
- O consumo nacional de refrigerantes duplicou em cinco anos. Esses alimentos têm elevado conteúdo energético, mas baixíssima ou nenhuma quantidade de proteínas, vitaminas ou sais minerais. Do ponto de vista nutricional, são alimentos de elevada concentração de calorias vazias.
Augusto Botelho também quer impor restrições à publicidade de alimentos e bebidas, especialmente os de baixo valor nutricional ou os que podem ser nocivos à saúde. O senador acredita que essa mudança poderá beneficiar a sociedade brasileira, ao impedir a veiculação de publicidade de alimentos "nefastos", dirigida a crianças e adolescentes.
Botelho optou por uma proposta de emenda constitucional (PEC 73/07) que incluiria tais alimentos e bebidas entre as exceções ao artigo 220 - que proíbe o cerceamento à "manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação" -, onde já constam tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Alvo de críticas, comercial da DDB Brasil para a WWF mostra Manhattan sendo atacada por diversos aviões

Publicada em 04/09/2009, em O Globo

RIO - Um comercial divulgado na quarta-feira com Manhattan como cenário e diversos aviões indo de encontro às torres gêmeas do World Trade Center - um 11 de setembro de dimensões bem maiores - chocou os americanos, principalmente os novaiorquinos, ao comparar as mortes decorrentes dos ataques aéreos ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, com as do tsunami na Ásia em 2005. O anúncio, que foi criado pela DDB Brasil para a WWF, caiu na rede sem ter sido aprovado, segundo a organização.
A WWF divulgou um comunicado, na quinta-feira, em que afirma que "a peça publicitária não reflete de forma alguma a opinião da organização e seus colaboradores e repudia veementemente sua publicação e circulação". A organização acrescenta que o vídeo foi apresentado pela DDB Brasil em dezembro de 2008, mas não foi aprovado pela WWF para circulação.
A agência responsável pelo comercial pediu "desculpas a todos que tenham se sentido ofendidos pelo anúncio, que não deveria ter sido produzido e que não reflete a filosofia da agência". A DDB Brasil disse ainda que o vídeo "foi criado por uma equipe da DDB Brasil que já não faz mais parte da agência".

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Telefonia: Torpedos comerciais poderão ser proibidos

Do M&M Online, em 31/08/2009

Comissão de Defesa do Consumidor avaliará no próximo dia 3 um projeto de Lei que determina a proibição do envio de promoções, ofertas e informativos comerciais aos clientes das operadoras via mensagem de texto

As operadoras de telefonia celular poderão ser impedidas de enviar mensagens com conteúdo comercial e de divulgar promoções aos seus clientes via mensagens de SMS. O projeto de Lei 757/03, que proíbe a utilização de torpedos para fins comerciais, será discutido na próxima quinta-feira, 3 de setembro, em uma audiência pública realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor.De autoria do já falecido deputado José Carlos Martinez, a proposta tramita em conjunta com uma outra, de autoria do deputado Carlos Nader (do PL-RJ) que garante aos clientes das operadoras de telefone celular a optar pelo recebimento ou não de mensagens com divulgação de promoções e serviços no ato da compra do aparelho e da habilitação da linha.De acordo com a segunda proposta, caso a Lei seja aprovado, todos os portadores de telefones celulares poderão fazer um contato com a sua operadora e optar pela suspensão total do recebimento de mensagens comerciais via torpedo, se assim desejarem. Os dois projetos, que serão avaliados pela Comissão de Defesa do Consumidor, tramitam pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; Constituição e Justiça e de Cidadania.

domingo, 7 de junho de 2009

França: crise na TV pública pode por 900 na rua

Na busca do equilibrio financeiro, o grupo de empresas públicas France Télévision (France 2, France 3, France 4, France 5 e RFO) já pensa em demitir ou antecipar a aposentadoria de 900 funcionários nos próximos três anos. A France Télévision emprega hoje 11 mil pessoas, das quais 8.500 são servidores do quadro fixo. O rombo financeiro previsto para o grupo neste ano e em 2010 é de 50 milhões de euros. Segundo matéria do Le Monde, a crise é um dos primeiros resultados da política aditada pelo governo de Nicolas Sarcozy de proibir, a partir de 8 de janeiro de 2008, a entrada de receita publicitária nas emissoras públicas.
Para Jean-François Téaldi, porta-voz da CGT junto a France Télévisions, o grupo midiático está minado pela supressão de anúncios publicitários e pela vontade de Nicolas Sarkozy de falir o sistema público audiovisual.
Mais detalhes, em francês, no jornal Le Monde

terça-feira, 19 de maio de 2009

Publicidade: Setor cresce 4% e TV abocanha recursos dos jornais

Fatia dos canais abertos sobe para 59,6%, enquanto a dos jornais cai para 15,7%, segundo o resultado de fevereiro do Inter-Meios

Por Alexandre Zaghi Lemos de M&M Online em 18/05/2009

A perda de 3% de share dos jornais e a conquista de mais 1,7% pela soberana TV aberta são os principais movimentos extraídos da comparação entre dados do Projeto Inter-Meios de fevereiro de 2009 com o mesmo mês de 2008. O faturamento total dos veículos com publicidade cresceu 5,9% nesse período, atingindo R$ 1,341 bilhão. A alta é de 4% se comparado o bimestre inicial de 2009 (R$ 2,6 bilhões) com o de 2008 (R$ 2,5 bilhões).
A mídia que avançou mais rapidamente foi a internet, com alta de 40%, chegando a R$ 52,8 milhões, com sua participação no total do mercado passando de 3% a 3,9%. A TV por assinatura cresceu 19%, totalizando R$ 42,8 milhões, com share saltando de 2,8% para 3,2%. A mídia exterior faturou 18% a mais que em fevereiro do ano passado, marcando R$ 50 milhões e aumentando sua fatia do bolo de 3,3% para 3,7%. O meio revista engordou 11%, fechando o segundo mês de 2009 com R$ 93,2 milhões, vendo seu share subir de 6,6% para 7%.
A alta de 9% da TV aberta fez sua caixa registradora marcar nada menos que R$ 800 milhões, garantindo participação de 59,6%, contra 57,9% de fevereiro de 2008.
Não tiveram a mesma sorte os jornais, que amargaram queda de 11,4%, vendo seu faturamento encolher para R$ 210 milhões e seu share cair de 18,7% para 15,7%.Também houve decréscimo na fatia das guias e listas, de 2,2% para 1,9%, com o faturamento baixando para R$ 25 milhões - o que representa queda de 9% em relação a fevereiro do ano passado. A arrecadação publicitária das salas de cinema se manteve estável, com pequena baixa de 1,4%, somando R$ 4,4 milhões - o que fez seu share ficar em 0,3%.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Revistas da Globo esperam faturar R$ 25 milhões com a Copa de 2010

Cinco cotas estão sendo oferecidas ao mercado, no valor de R$ 5,1 milhões cada

Por Alexandre Zaghi Lemos - do M&M Online - 11/05/2009

A Editora Globo apresenta ao mercado, a partir desta semana, seu projeto de patrocínio para a cobertura da Copa 2010. O plano de mídia envolve nove revistas: Época, Época Negócios, Época São Paulo, Quem, Marie Claire, Galileu, Auto Esporte, Monet e Pequenas Empresas Grandes Negócios.
Também haverá quatro publicações especiais: o Guia da Copa de Época, a ser encartado também em Época Negócios, Galileu e Auto Esporte; a edição Globo Esporte na Copa, para venda em bancas; um guia de turismo para os brasileiros que pretendem viajar até a África do Sul; e o Guia Monet na Copa, para os que não pretendem se desgrudar da TV durante o evento.
A Época, carro-chefe do projeto, publicará ainda fascículos contando a história das Copas e de todos os jogadores que já defenderam a seleção canarinho.
Haverá também, durante os jogos, eventos para celebridades no Rio de Janeiro, promovidos pela Quem, e um lounge para convidados na Cidade do Cabo, do qual irão participar alguns leitores premiados no concurso Bolão da Copa.
Segundo o diretor de mercado anunciante, Gilberto Corazza, um dos principais diferenciais do pacote é sua entrega interativa, que inclui um site exclusivo e dois blogs alimentados por jornalistas de Época, além de ações via celular, Twitter e SMS. "A internet terá uma força muito grande neste projeto, respondendo por 11% de toda sua entrega e valoração. Com isso, iremos aproveitar a força da audiência interativa dos sites da Editora Globo, especialmente o de Época", detalha.
Cinco cotas serão oferecidas, no valor de R$ 5,1 milhões. Bradesco, GM e Telemar, parceiros da Editora Globo na Copa de 2006, têm preferência. "Trata-se de uma proposta agressiva que reflete este audacioso projeto da editora", frisa Corazza.
A informação é da coluna Em Pauta da edição 1.358 de Meio & Mensagem, que circula com data de 11 de maio de 2009.

domingo, 10 de maio de 2009

TV pública espanhola não terá mais publicidade

A rede de TV pública espanhola RTVE não terá mais publicidade. Um projeto de lei, que foi aprovado na sexta-feira, 8, pelo gabinete espanhol de ministros, determina que a partir de agora, a verba de publicidade será substituída por verbas públicas, que virão tanto do Orçamento Geral do Estado, como de aportes das redes de TV e operadoras de telecomunicações privadas.
O orçamento anual da rede é de cerca de 1,1 bilhão de euros, dos quais 500 milhões são provenientes de publicidade e o restante de subvenções estatais.
As operadoras privadas de TV contribuirão com 3% de sua receita, enquanto as operadoras de telecomunicações pagarão 0,9%.
A organização setorial das empresas eletrônicas e de comunicações, Asimelec, manifestou oposição ao anteprojeto, assim como a organização Redtel, que representa as operadoras de telecomunicações. A informação é da Agência Reuters.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Publicidade cresce, circulação cai. Será um paradoxo?

Duas notas do Sitio M&M Online, publicadas em 27/04/2009, chamam a atenção pelo comportamento díspare entre crescimento publicitário e redução das tiragens dos principais jornais brasileiros. Pelas contas do M&M, do início da década aos primeiros meses deste ano, todos os jornais mais conhecidos do País tiveram reduzidas sua circulação, em alguns casos chegando a quase à metade do que praticavam antes.
Por outro lado, o Brasil e a América Latina deverão apresentar neste ano de 2009, mesmo com a crise, um crescimento da receita publicitária, da ordem de 9%, ultrapassando à casa dos 20 bilhões de dólares.


Este paradoxo de circulação menor e receita maior é um bom tema para debate.
Confira as notas abaixo e deixe suas considerações no espaço para comentários

Grandes jornais tem pior circulação da década
Oito dos 20 maiores diários brasileiros registram quedas no primeiro trimestre


Por Alexandre Zaghi Lemos

O fechamento do primeiro trimestre gerou sentimentos bem diferentes entre os principais jornais brasileiros. O período de janeiro a março foi o pior em circulação desta década para seis dos 20 maiores diários do País: Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Dia, Diário de S. Paulo, Correio Braziliense e Jornal da Tarde.

Também não têm o que comemorar O Globo e Extra, que só registraram um trimestre tão ruim em 2003 e 2004. Apesar da pequena reação de 1,5% em relação ao início do ano passado, o gaúcho Correio do Povo fechou o trimestre com sua segunda pior circulação desde 2000.

Líder do ranking, a Folha de S. Paulo começou o ano 2000 com média diária de 429.476, foi caindo ano após ano até fechar o primeiro trimestre de 2009 com 298.352. O mesmo ocorreu com seu maior concorrente, O Estado de S. Paulo, que registrou queda de 391.023 para 217.414.
Em igual situação de baixas sucessivas no período encontram-se O Dia (de 264.752, em 2001, para 91.819, em 2009), Diário de S. Paulo (que fechou o primeiro trimestre com média de 61.088, sendo que seu antecessor Diário Popular registrou 151.831 no ano 2000), Correio Braziliense (de 61.109 para 52.831) e Jornal da Tarde (de 58.504 para 50.433).

No Rio de Janeiro o cenário não é muito diferente, já que O Globo começou o ano 2000 com média diária de 334.098 e fechou o primeiro trimestre de 2009 com 260.869, número superior apenas a outros dois anos desta década: 258.485, em 2003, e 250.480, em 2004. Exatamente o mesmo ocorreu com o Extra, que entrou no ano 2000 com média de 264.715 e chegou a 258.324 nos três primeiros meses de 2009, resultado melhor apenas que os de 2003 (236.466) e 2004 (224.071).
No caso do Correio do Povo, a circulação média do início de 2009 (155.774) é maior apenas que a do primeiro trimestre do ano passado (153.439), considerando-se o período desde 2000, quando atingiu 217.897.
Em alta
Em situação oposta estão os jornais Meia Hora, Lance, A Tribuna, Expresso da Informação e Valor Econômico, que encerraram o primeiro trimestre de 2009 com sua maior circulação desta década. A circulação média nos três primeiros meses do ano foi de 219.148 para o Meia Hora, de 131.423 para o Lance, de 62.909 para A Tribuna, de 62.714 para o Expresso da Informação e de 53.885 para o Valor Econômico.
Comemoração também para Zero Hora e Diário Gaúcho, que tiveram o segundo melhor começo de ano desde 2000. No caso do primeiro, a média de 184.893 perde apenas para a de 186.471, do primeiro trimestre do ano 2000. Já o Diário Gaúcho fechou os três primeiros meses de 2009 com média de 156.818, o que representa queda de 7,8% em relação a igual período de 2008, quando registrou 170.055, seu melhor início de ano da década.
Com média diária de 90.415, o Agora São Paulo não tinha um primeiro trimestre tão bom desde 2002 (108.456). Já o Estado de Minas fechou o período de janeiro a março com média de 76.628, melhor resultado desde 2003 (78.882). Apesar da queda de 4,4% em relação aos primeiros três meses de 2008, de 298.438 para 285.184, o mineiro Super Notícia, maior fenômeno de circulação do mercado brasileiro atualmente, manteve a segunda posição no trimestre - atrás apenas da líder Folha de S. Paulo.
Caçula no ranking, o goiano Daqui continua crescendo: fechou o trimestre com média de 59.089, aumentando sua circulação em 44% em comparação aos três primeiros meses do ano passado (40.931).
O levantamento, publicado pela coluna Em Pauta da edição 1356 de Meio & Mensagem, que circula com data de 27 de abril, foi feito pela reportagem do jornal, com base nos relatórios mensais do Instituto Verificador de Circulação (IVC).


Publicidade: Investimentos na AL são os únicos a crescer
Brasil e a América Latina serão as únicas regiões do planeta em que os investimentos publicitários em mídia crescerão no ano de 2009


Por Felipe Turlão

O GroupM, conglomerado de compra de mídia que faz parte do grupo WPP, divulgou recentemente novo relatório semestral com previsões sobre a publicidade global e atestou: a América Latina será a única região do mundo em que os investimentos publicitários em mídia crescerão em 2009, na ordem de 8,2%, chegando a US$ 20,3 bilhões.
A América do Norte atingiria um total de US$ 164 bilhões, o que representa redução de 4,2%. O estudo aponta a Europa Ocidental com queda de 6,7%, para US$ 99,9 bilhões, e a Ásia com redução de 3,3%, para US$ 112 bilhões. O total global indica US$ 425 bilhões, queda de 4,4%. De acordo com dados do relatório, isso interrompe o crescimento de 2008 em relação a 2007 que, após revisão de resultados, ficou em 3%. Vale lembrar que se os investimentos fossem ajustados às taxas de inflação, ainda assim a América Latina seria a única a ter crescimento real, de 1,7%.
No índice por países, o Brasil é o oitavo maior mercado do mundo e o único dentre os 14 grandes para o qual se prevê aumento nos investimentos publicitários, atingindo US$ 10,3 bilhões. Isso representaria alta de 5% em relação a 2008.
A maior publicidade do planeta segue sendo a norte-americana, com US$ 155 bilhões de investimentos, mas com queda de 6% em comparação a 2008. Na sequência, pela ordem, estão Japão, China, Alemanha, Reino Unido, França e Itália, todos com variação negativa.
Para Adam Smith, diretor de futuro do GroupM, "o período de 2008 a 2009 marca a mais séria recessão da publicidade, tanto em termos de escala como de duração e impacto na economia global, mais até do que a queda de 5,1% ocorrida em 2001, muito em decorrência dos ajustes necessários por causa da bolha da internet".

terça-feira, 21 de abril de 2009

Imprensa não sentiu crise em 2008

Nota da Fenaj, baseada em levantamento da revista Meio & Mensagem relativo a 2008, indica que o faturamento dos jornais foi superior em 15,55% ao de 2007. Já a TV aberta, que sempre abocanha a maior fatia do bolo publicitário brasileiro, teve crescimento de 14,2%. A internet apontou o maior crescimento em investimentos publicitários: 47,2% . Levantamento da M&M mostra que o desempenho positivo dos veículos ocorreu também nos meses de janeiro e fevereiro de 2009, evidenciando que a crise econômica não produziu, no setor de comunicação, os efeitos negativos observados em alguns outros setores da economia nacional