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terça-feira, 29 de junho de 2010

Copa impulsiona mercado publicitário na África do Sul

Do M&M Online

O mercado sul-africano de publicidade deve receber um incremento extra de US$ 220 milhões de dólares neste ano, beneficiado pela realização da Copa do Mundo. O setor se beneficia dos investimentos vultuosos feitos por marcas do porte da Nike, que tem marcado forte presença especialmente na mídia outdoor, usando a imagem de seus atletas patrocinados em telões digitais gigantescos para interagir com os fãs do Mundial da Fifa.

A valorização dos espaços comerciais na TV, carro-chefe da publicidade sul-africana, também contribuem para os bons resultados. A expectativa é que os investimentos no tradicional meio subam 10% neste ano. Os números positivos certamente impulsionarão o mercado local de volta aos crescimentos exponenciais registrados na última década, quando, ano após anos, desde 2001, sempre alcançou altas no patamar dos dois dígitos. A exceção foi o ano de 2009, quando, afetada pela crise financeira mundial, a publicidade sul-africana cresceu apenas 0,4% em comparação a 2008.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Opinião: Dunga e a ética jornalística

Por Alberto Luchetti, do AdNews em 24/06/2010

- O que Dunga está fazendo de errado na África do Sul para merecer tantas críticas?

Se você, leitor do AdNews, responder essa pergunta falando de futebol, posso até concordar com algumas afirmações, como por exemplo: Dunga não convocou tal jogador; preferiu escalar fulano de tal na mesma função de outro que considero melhor; optou por um profissional com características diferente das que eu acredito serem as melhores; mandou o centroavante – como fez o técnico de Camarões - jogar de lateral direita; ou até qualquer outra observação nesse sentido. Isso até posso aceitar. Mas não é isso o que está acontecendo.

Dunga está sendo duramente criticado por não permitir privilégios a um veículo de comunicação em detrimento de outros.

O texto em negrito merece tradução. Dunga não deixou, não está deixando e não deixará a Rede Globo tomar conta dos jogadores e de toda a comissão técnica da seleção brasileira.

A Rede Globo não pretende fazer reportagens com a seleção brasileira na Copa do Mundo de Futebol, o que ela deseja é entrevistar com exclusividade jogadores e todos os integrantes da comissão técnica, quando desejar e a hora que pretender. E, para isso, utiliza de todos os artifícios de que dispõe.

No último domingo, após a vitória do Brasil, enquanto festejávamos e Maradona reclamava do golaço de Luiz Fabiano com o auxílio do braço esquerdo, a Rede Globo tramava nos bastidores contra o técnico Dunga e tentava alterar as regras propostas pelo treinador brasileiro.

Diretores da emissora carioca, no Brasil e na África do Sul, ao telefone, exigiam entrevistas exclusivas com os protagonistas da partida - Kaká e Luiz Fabiano – para o Fantástico, programa dominical da Rede Globo que agoniza em audiência há anos.

Diante da negativa de Dunga, que segue sem alterar suas determinações de não privilegiar ninguém, a Rede Globo apelou. Sem nenhuma ética jornalística, os diretores da emissora telefonaram para o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e exigiram sua interferência contra as orientações de seu funcionário e técnico da seleção brasileira.

Teixeira nada conseguiu como principal pauteiro e produtor da Rede Globo. Dunga manteve-se irredutível. E o resultado foi transmitido em rede nacional. Dunga perdeu o controle. Acabou sobrando para um jornalista da Rede Globo, durante a entrevista coletiva, que foi ofendido. No Fantástico a emissora carioca fez um editorial mentiroso culpando apenas Dunga pelos acontecimentos. Em nenhum momento relatou a sua participação e a sua falta de ética no episódio.

O que a Rede Globo deseja de Dunga não é jornalismo. É tráfico de influência.

Esse negrito do texto também necessita de tradução. Mal acostumada pelo regime militar, a Globo e seus funcionários ainda acreditam que o tráfico de influência facilita o trabalho jornalístico. Esse método não ajuda e sim compromete. Em troca de favores, a Rede Globo une o seu jornalismo a amorais, como o seu Ricardo Teixeira. Além disso, como a Globo gastou milhões para comprar os direitos de transmissão da Copa, acredita que pode tudo e com todos.

Esse episódio, acreditem, decretou o fim da era Dunga na seleção brasileira. Ganhando ou não o campeonato, Dunga não será o técnico em 2014 na Copa do Mundo no Brasil. A Rede Globo não deixará. A pouca visibilidade que os patrocinadores da seleção e da emissora tiveram nessa Copa da África em razão das regras de Dunga será fatal. Isso sem falar na falta de moral do presidente da CBF.

Dunga foi, está sendo e será até o final da Copa da África muito mais firme, coerente e seguro em suas determinações, do que a Rede Globo em cumprir princípios básicos da ética jornalística.
Prova ainda maior do autoritarismo, prepotência, arrogância e incoerência da emissora carioca é o que se seguiu. Solicitada por vários veículos de comunicação, para liberar o seu principal locutor esportivo, Galvão Bueno, para uma entrevista sobre a febre do twitter “Cala a boca Galvão” a Rede Globo negou e alegou que o locutor precisava de concentração para poder transmitir as partidas.

Se para falar tanta besteira e para cometer tantos erros na transmissão dos jogos Galvão ainda precisa de concentração, imagine você leitor, o que não será necessário fazer com os jogadores que estão disputando a Copa. Certo está Dunga. A Rede Globo com sua postura provou que Dunga sempre esteve certo. A coerência do treinador da seleção brasileira deixou uma lição para todos nós, com pequena modificação de “Che”Guevara: “Hay que endurecer-se, a pesar de perder la razón”.

As opiniões aqui postadas são de responsabilidade de seus autores

terça-feira, 15 de junho de 2010

Opinião: A face ocultada do futebol

Por Laurindo Lalo Leal Filho, em Carta Capital

A TV Brasil e a TV Câmara mostraram alguns aspectos da face do futebol que é ocultada pela TV comercial. Sócrates, o capitão da seleção brasileira de 1982 e o jornalista José Cruz, levantaram algumas pontas do véu que cobre, não apenas o futebol, mas grande parte de toda a estrutura esportiva existente no Brasil.
Está no ar o maior espetáculo de televisão. Em audiência nada bate a Copa do Mundo. Na Alemanha, em 2006, os 64 jogos foram vistos por 26 bilhões de telespectadores, número que neste ano pode alcançar os 30 bilhões. São 60 bilhões de olhos vendidos pela FIFA para as emissoras de TV comercializarem com os seus anunciantes. As cifras envolvidas em dinheiro são estratosféricas. Ganham a Federação internacional, as empresas de televisão e os anunciantes reforçando marcas e alavancando a venda de produtos e serviços.
Um ciclo perfeito, onde nada pode ser criticado. Normalmente, a TV no Brasil não critica os jogos transmitidos já que, dentro da lógica empresarial, seria um contrasenso mostrar defeitos do próprio produto. E o futebol, para a TV, nada mais é do que um dos seus produtos, assim como as novelas e os programas de auditório.
Dessa forma se todos ganham e não há criticas, o grande espetáculo do futebol, em sua dimensão máxima que é a Copa do Mundo, chegaria as raias da perfeição. Pelo menos é que mostra a TV.
Mas, e ainda bem que há um mas nessa história, a TV Brasil e a TV Câmara mostraram no programa VerTV alguns aspectos da face do futebol que é ocultada pela TV comercial. Sócrates, o capitão da seleção brasileira de 1982 e o jornalista José Cruz, levantaram algumas pontas do véu que cobre, não apenas o futebol, mas grande parte de toda a estrutura esportiva existente no Brasil.

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As opiniões aqui apresentadas são de responsabilidade de seus autores


sábado, 29 de maio de 2010

Curso online ensina cobrir a Copa do Mundo com telefone celular

Do blog Jornalismo nas Américas

Para a Copa do Mundo que começa no dia 11 de junho, na África do Sul, a Fundação Novo Jornalismo Ibero-americano (FNPI) preparou um curso online de três dias em espanhol sobre o uso de telefones inteligentes (smartphones) na cobertura do campeonato.
O treinamento gratuito será ministrado de 1 a 3 de junho pelo jornalista equatoriano Christian Espinosa, fundador do premiado site Cobertura Digital e do Cobertura Móvel. Os temas das aulas incluem integração de vídeos, fotos, redes sociais, aplicativos e canais de difusão para a cobertura do mundial.
Veja o anúncio da FNPI para mais informações. O formulário de inscrições está disponível aqui.

Rádios via internet são proibidas de transmitir os jogos da Copa

Do TudoRádio.com

A medida imposta pela FIFA visa proteger a detentora oficial dos direitos de transmissão da Copa 2010, a Rede Globo. Mantendo a mesma medida de 2006, as rádios via internet não estão autorizadas a transmitirem os jogos da Copa do Mundo FIFA 2010, que será realizada na África do Sul a partir do mês que vem. A medida também vale para as estações AMs e FMs que possuem seus áudio ao vivo disponibilizados na internet.

A medida é imposta pela FIFA para proteger a detentora oficial dos direitos de transmissão da Copa 2010, a Rede Globo. A emissora carioca vai realizar transmissão com imagem dos jogos da Seleção Brasileira através de seu portal, conforme já anunciado pela própria rede. As demais rádios como Eldorado, Jovem Pan, Itatiaia, Bandeirantes, Gaúcha, Super Radio Tupi, Transamérica, entre outras, também possuem os direitos de transmissão, porém por vias terrestres.

Em resumo: essas estações realizarão a transmissão apenas por via terrestres, ou seja, via radiodifusão convencional. As afiliadas dessas redes nacionais deverão desligar seus sistemas de streaming durante as transmissões dos jogos da Copa, ou inserir outra programação na internet. Essa situação já foi constatada em 2006: as grandes marcas de São Paulo executaram outra grade na internet.

Também está proibida a transmissão para dispositivos móveis, como celulares smartphones.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Inglaterra: The Sun terá edição em 3D antes da Copa

Do M&M Online

O jornal britânico The Sun vai publicar uma "edição 3D", com anúncios publicitários e páginas editoriais coloridas e em terceira dimensão, com lançamento uma semana antes do começo da Copa do Mundo. Uma das atrações, inclusive, será uma tabela de jogos do evento. É a primeira vez que um jornal de relevância nacional adotará este formato.Pela iniciativa, os leitores receberão óculos 3D junto com o jornal. Sabe-se que os anunciantes precisarão investir mais do que o normal se quiserem um anúncio colorido em 3D. A ação será precedida por uma campanha de TV anunciando a novidade.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sem diploma: Pelé vai comentar Copa no SBT

O SBT anunciou nesta quinta-feira a contratação de Pelé como comentarista para a Copa do Mundo na África do Sul. Apesar de não ter os direitos de transmissão da competição, a emissora deve utilizar o ex-jogador para comentar sobre os jogos durante os seus programas jornalísticos.
Os detalhes do acordo e de como Pelé será utilizado pelo SBT serão revelados apenas na próxima quarta-feira, quando dirigentes da emissora e o ex-jogador darão uma entrevista coletiva, no Museu do Futebol, em São Paulo.
Pelé já atuou outras vezes como comentarista de futebol. A mais famosa delas aconteceu na Copa do Mundo de 1994, quando trabalhou para a TV Globo na cobertura da competição realizada nos Estados Unidos.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Revistas da Globo esperam faturar R$ 25 milhões com a Copa de 2010

Cinco cotas estão sendo oferecidas ao mercado, no valor de R$ 5,1 milhões cada

Por Alexandre Zaghi Lemos - do M&M Online - 11/05/2009

A Editora Globo apresenta ao mercado, a partir desta semana, seu projeto de patrocínio para a cobertura da Copa 2010. O plano de mídia envolve nove revistas: Época, Época Negócios, Época São Paulo, Quem, Marie Claire, Galileu, Auto Esporte, Monet e Pequenas Empresas Grandes Negócios.
Também haverá quatro publicações especiais: o Guia da Copa de Época, a ser encartado também em Época Negócios, Galileu e Auto Esporte; a edição Globo Esporte na Copa, para venda em bancas; um guia de turismo para os brasileiros que pretendem viajar até a África do Sul; e o Guia Monet na Copa, para os que não pretendem se desgrudar da TV durante o evento.
A Época, carro-chefe do projeto, publicará ainda fascículos contando a história das Copas e de todos os jogadores que já defenderam a seleção canarinho.
Haverá também, durante os jogos, eventos para celebridades no Rio de Janeiro, promovidos pela Quem, e um lounge para convidados na Cidade do Cabo, do qual irão participar alguns leitores premiados no concurso Bolão da Copa.
Segundo o diretor de mercado anunciante, Gilberto Corazza, um dos principais diferenciais do pacote é sua entrega interativa, que inclui um site exclusivo e dois blogs alimentados por jornalistas de Época, além de ações via celular, Twitter e SMS. "A internet terá uma força muito grande neste projeto, respondendo por 11% de toda sua entrega e valoração. Com isso, iremos aproveitar a força da audiência interativa dos sites da Editora Globo, especialmente o de Época", detalha.
Cinco cotas serão oferecidas, no valor de R$ 5,1 milhões. Bradesco, GM e Telemar, parceiros da Editora Globo na Copa de 2006, têm preferência. "Trata-se de uma proposta agressiva que reflete este audacioso projeto da editora", frisa Corazza.
A informação é da coluna Em Pauta da edição 1.358 de Meio & Mensagem, que circula com data de 11 de maio de 2009.