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quinta-feira, 22 de março de 2012

Internet: Brasil já é o 7º maior mercado do mundo

Por Fabiana Rolfin, do Telaviva news


O número de usuários ativos de internet no Brasil, que acessam a rede mundial de casa ou do trabalho, aumentou 16% em 2011, em relação ao ano anterior, atingindo 46,3 milhões de pessoas, segundo dados do relatório "2012 Brazil Digital Future in Focus" elebarodo pela comScore. Segundo a consultoria, isso coloca o país como sétimo maior mercado de internet no mundo.
De acordo com o relatório, os brasileiros passaram 26,7 horas, em média, navegando na web em dezembro de 2011. As categorias mais visitadas foram os portais, seguidos por redes sociais. O destaque nesta última categoria foi o Facebook , que liderou em número de visitantes – 36,1 milhões em dezembro de 2011 – e no tempo gasto pelos usuários, que passaram 4,8 horas, em média, no site. Em relação a vídeos online, o estudo aponta que foram mais de 4,7 bilhões visualizações, o que representa um aumento de 74% em relação a 2010. O crescimento, segundo a comScore, foi impulsionado por um aumento de 19% no número de visitantes únicos e de 46%, em vídeos por visitante.
O segmento de compras online, conhecido como e-commerce, também apresentou crescimento no número de visitantes (30%), em sites como Americanas.com, MercadoLivre e Buscapé. "Apesar do aumento expressivo, os ingleses e americanos foram os que mais compraram pela internet, enquanto os brasileiros costumam realizar uma compra no mês", compara Alex Banks, diretor da comScore no Brasil.

Publicidade digital

A pesquisa aponta, ainda, que o mercado de publicidade digital continuará crescendo em 2012 no país. Em dezembro do ano passado, 62,9 bilhões de impressões online foram veiculadas no Brasil, alcançando 50,8 milhões de usuários da internet. A Netshoes, especializada na venda de artigos esportivos na rede, foi a líder no mercado anunciante, seguida pela Vivo. O Facebook foi o maior publisher no país.
Na avaliação do diretor da comScore no Brasil, os smartphones e tablets, que hoje respondem por 1,5% do tráfego digital no Brasil, devem oferecer grandes oportunidades para anunciantes neste ano. No ano passado, mais de 42% dos pageviews foram originados em tablets e cerca de 55% em smartphones. A projeção para este ano é que a audiência online continue em ascensão, seguindo o ritmo de crescimento de acesso de categorias como redes sociais, sites de buscas, de vídeos e compras.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Venda de TVs de tela fina cresce 34% em 2010

Do TelaViva News

A venda de televisores de tela fina no Brasil (plasma, LCD e LED) cresceu 34% em 2010, chegando a 4 milhões de unidades, aponta estudo da consultoria alemã GfK. A maior parte das telas vendidas foi de LCD, que respondeu por 52% das vendas deste segmento, e por 70% do faturamento.

No mundo, diz a consultoria, foram vendidos 174 milhões de televisores finos no período. A estimativa da GfK é que o número chegue a 192 milhões globalmente em 2011.

Em relação aos tamanhos de tela, a GfK aponta que entre janeiro e agosto as TVs de 32”, 40” e 42” foram as mais vendidas, representando 70% do total.

A consultoria também destaca a venda de telas full HD. De janeiro a agosto de 2009 estas telas representavam 27% das vendas. No mesmo período de 2010 as telas de alta definição saltaram para 52% do total.

O estudo completo pode ser visto aqui.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Telecompras e religião chegaram a 25% da programação da TV aberta em 2009



Do Observatório do Direito à Comunicação

Um estudo produzido pelo Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual – órgão vinculado à Agência Nacional de Cinema (Ancine) - referente a programação da TV aberta brasileira de 2009 demonstrou que quase ¼ do tempo total dos conteúdos exibidos são de programas religiosos ou de telecompras.

A CNT é líder na veiculação de programas religiosos. A sua grade incluiu no ano passado nada menos que 30,8% de programas deste gênero. Em seguida surgem no ranking a Rede TV! (23,7%), Band (15,9%) e Record (15,7%). Segundo os dados, a TV Brasil tem mais programas religiosos (1,1%) do que a TV Globo (0,4%), TV Cultura (0,4%) e SBT, que não tem nenhum conteúdo desse tipo. A pesquisa não revela a quais religiões pertencem os programas pesquisados.

A pesquisa foi construída por meio das informações contidas nos sites das emissoras pesquisadas (Band, CNT, Globo, SBT, Record, Rede TV!, TV Cultura, TV Brasil, TV Gazeta). Como não foram analisadas as programações das emissoras afiliadas nos estados, é possível que o percentual de conteúdos religosos e de compras seja ainda maior. Os dados deste ano devem sair em 2011 apenas.

A alta quantidade de programação religiosa na mídia levanta polêmica. Não há um impeditivo legal, por exemplo, em relação a índices aceitáveis desse tipo de conteúdo no rádio e na TV. No entanto, existem alguns dispositivos legais que contribuem para um entendimento contrário ao que vem ocorrendo.

Um deles está explícito no Artigo 221 da Constituição Federal. Um de seus incisos afirma que a produção e a programação das emissoras de rádio e TV deverão dar preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas. Outra lei constitucional sobre o assunto é o Artigo 19. Segundo ele, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.

No entanto, o proselitismo propriamente dito só é expressamente citado na legislação de comunição no § 1º do artigo 4º da Lei 9.612/1998, que proíbe tal prática – seja ela religiosa ou de outra natureza - nas rádios comunitárias.

O tema virou polêmica recente dentro da TV Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A partir de reclamações de telespectadores, o Conselho Curador resolveu ouvir a sociedade por meio de uma consulta pública sobre o assunto. Atualmente, ela exibe três programas religiosos, um evangélico e dois católicos.

A questão ficou de ser decidida no ano que vem. No entanto, o Conselho já emitiu parecer favorável a retirada desses programas do ar. No lugar, seria produzido um – ou mais – programa que falariam das questões religiosas, sem proselitismo. Segundo o Conselho, a manutenção dos programas do jeito que estão constituem “um injustificado tratamento a religiões particulares, por mais importantes que sejam, por maior respeito que mereçam”.

Embora não tenha sido objeto da pesquisa, é notório que, além da falta de diversidade de conteúdos na grade das emissoras, o método que muitos desses programas usam para conseguirem espaço desrespeita a lei. Com a subserviência do Estado, os concessionários das empresas de TV praticamente arrendam espaços em suas programações.

Esse aluguel de espaço nas programações é considerado ilegal por especialistas e militantes da área. A Constituição é clara em dizer que cabe apenas ao Estado o poder de outorgar concessões de rádio e TV. É o que não ocorre nesses casos, onde as emissoras acabam por decidir quais empresas ou organizações podem acessar parte do tempo do canal cuja exploração foi permitida apenas a elas e não a terceiros.

Os supermercados eletrônicos

O arrendamento também ocorre por parte dos programas de telecompras. Nesse quesito nenhuma emissora supera a TV Gazeta, de São Paulo. Em 2009, mais da metade de sua programação (55%) foi de anúncios dos mais variados produtos. Em segundo lugar está a CNT, com 27%, e em terceiro, a Rede TV!, com 9,5%. Foram os três maiores “supermercados eletrônicos” da TV brasileira no ano passado.

A Band também aparece nesse quadro (8,2%) enquanto as outras não apresentam esse tipo de conteúdo. Vale lembrar que a pesquisa não contou os intervalos comerciais das programações.

No Brasil, existe uma proibição legal - presente no Regulamento de Serviços de Radiodifusão (Decreto 52.795/63) - de que as emissoras de rádio e TV ultrapassem o limite de 25% de publicidade em sua programação diária. Embora sejam claramente anúncios publicitários, o Ministério das Comunicações (Minicom) não tem esse entendimento. Logo, as emissoras não sofrem punição alguma pela veiculação dos programas de telecompras – ou infocomerciais.

A CNT é a emissora que ocupa mais tempo de sua grade com programas religiosos e de televendas (ver Enquanto faltam canais para uns, sobram para outros). São 64% do seu tempo com esses dois tipos de conteúdo. TV Gazeta (58,8%), Rede TV! (38,6%), Band (28%) e Record (21,5%) vem na sequencia. O SBT foi a única emissora que, de acordo com a pesquisa, não exibiu nenhum programa desses gêneros em 2009.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

VI Curso sobre Comércio e Negociações Internacionais para Jornalistas

Com o foco centrado em mudanças climáticas, comércio e agricultura, acontece, entre os dias 16 a 19 de novembro, o VI Curso sobre Comércio e Negociações Internacionais para Jornalistas. A iniciativa é do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais e do Centro Brasileiro de Relações Internacionais.

Os temas a serem abordados são:

Evolução das Mudanças Climáticas na Agenda Internacional
Palestrante: Eduardo Viola (UnB)

Mercado de Carbono: MDL, Cap and Trade, e Mercado Voluntário
Palestrante: Luiz Gylvan Meira Filho (IEA-USP)

Mudanças climáticas e Agricultura: uso da Terra e emissões de GEEs
Palestrante: André Nassar (ICONE)

Mudanças Climáticas e Comércio
Palestrante: Rodrigo C. A. Lima (ICONE)

No último dia haverá a mesa redonda "Copenhague – A difícil equação entre
mudanças climáticas, comércio e desenvolvimento sustentável"

O curso será realizado no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), em Brasília, das 9h30 às 12h30. Os jornalistas interessados em participar podem se inscrever gratuitamente com Sabrina Feldman, coordenadora de comunicação do ICONE: sabrina@iconebrasil.org.br ou (11) 3021-0403.