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terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Classificados do Facebook vira banquete para golpistas

Diversas são as formas dos espertalhões tentar levar o seu dinheiro de forma fácil. Veja, a seguir, como identificar e como evitar esses golpes. 

Por Caroline de Oliveira/Atitude News

É perceptível o movimento de migração de pessoas mais jovens do Facebook para outras redes sociais, é nítido também que o Facebook tenha atraído e mantido um público de pessoas adultas com mais de 50 anos.

A rede social criada por Mark Zuckerberg há 19 anos, passou por diversas mudanças desde sua criação e tem investido bastante nos recursos de comunidades e marketplace. Recursos que são muito utilizados para concentrar pessoas de determinadas regiões para compra e venda de produtos novos e usados em diversas categorias.

De modo geral, pessoas honestas anunciam produtos verdadeiros, negociam e cumprem os acordos de negociação, porém, há uma grande quantidade de golpes sendo aplicados nesses classificados ou comunidades. O número de vítimas nessas fraudes pode ser justificado pelo perfil atual de usuários da plataforma, que em grande parte, podem não ter tanta intimidade com tecnologias e também uma certa ingenuidade.

Muitos desses golpes usam a engenharia social para fazer do possível interessado uma vítima, e diferentemente de sites ou lojas onde o usuário pode consultar a reputação, nesses casos, os criminosos aplicam as fraudes por WhatsApp, telefone ou através de chat do próprio Facebook, dificultando  a identificação do golpe através de buscas, pois não há um padrão e pode ser  apresentado de forma diferente.

Falamos com Alessandro Fontes, especialista de segurança digital e co-fundador do Site Confiável que listou os principais golpes de classificados do Facebook e também deu dicas para evitar essas fraudes:

Vagas de emprego

Como funciona?

O texto e as propostas sempre podem mudar, mas de modo geral, muitas dessas vagas oferecem ganhos extras para trabalhar de casa ou vagas com alto salários, inclusive até usam o nome de grandes empresas.

Como evitar?

Evite confiar em vagas de emprego anunciadas em classificados, mas se mesmo assim você desejar saber mais detalhes sobre a oportunidade , vá até a empresa verdadeira e pergunte sobre as vagas anunciadas. E lembre-se que não faz sentido algum você pagar por taxa de curso, exame ou qualquer outro valor que seja solicitado.

Dinheiro a receber

Como funciona?

FGTS, auxílio emergencial, resgates, Bolsa Família, heranças, saldos em conta, direitos adquiridos, são várias as formas de atrair vítimas para esse tipo de golpe, afinal quem não quer receber um dinheiro esquecido por aí, não é mesmo? O golpe, que já é popular em correntes de WhatsApp, circula também por classificados do Facebook para atrair vítimas. Além do risco de prejuízo financeiro, há também a possibilidade de captura de dados através de links ou até mesmo solicitação desses dados via texto pelos criminosos. Essas informações pessoais, que supostamente seriam necessárias para a consulta ao benefício, podem ser utilizadas para criar contas em bancos digitais e até mesmo para hackear suas redes sociais.

Como evitar?

Viu uma oferta como essa? Não interaja. Se mesmo assim você ficar curioso para saber se tem algum tipo de benefício para receber, vá até o órgão oficial que estaria ligado a esse benefício. Se a proposta for através de link, você pode consultar o link no www.siteconfiavel.com.br para saber o tempo de vida do site, reputação e possíveis vulnerabilidades de segurança.

Propostas para remoção do nome dos órgãos de proteção ao crédito

Como funciona?

Com textos que procuram por pessoas negativadas, com score baixo ou nome no serasa, as propostas sugerem que você deixe seu número ou entre em contato com um especialista que irá te ajudar a limpar seu nome ou melhorar sua pontuação de crédito. Uma das formas de gerar o prejuízo é criar uma proposta de negociação de dívida ou pedir um valor para esse serviço.

Como evitar?

Normalmente não é assim que as empresas fazem negociações de dívidas, mas se mesmo assim você ficar em dúvida, você pode ligar diretamente ao Serasa ou ao banco com o qual você tem a dívida e perguntar sobre a possível negociação. Jamais envie dinheiro a terceiros ou empresas desconhecidas.

Pedidos de ajuda

Como funciona?

O brasileiro é sempre muito solidário, mas infelizmente, sabendo disso, alguns criminosos criam situações bem tristes para pedir dinheiro via pix. Existem, claro, pessoas que realmente precisam de ajuda e que usam essas plataformas para pedir um auxílio, mas você precisa ficar atento.

Como evitar?

Evite fazer esse tipo de doação, há muitos relatos de golpes. Se você ficou comovido(a) com a história, oriente a pessoa a procurar a assistência social da sua cidade e se quiser fazer uma doação procure uma família que realmente precise, fale com alguma ONG que possa te orientar ou use o site www.praquemdoar.com.br, que é uma ferramenta que mapeia iniciativas de impacto social sérias por todo país.

Venda de iPhone barato

Como funciona?

Por ser um item popular e desejado, criminosos postam para venda smartphones da Apple, descrevendo os produtos como novos, de vitrine e até usados por preços muito abaixo do praticado, junto a isso algumas informações como: baixa disponibilidade ou tempo limitado para comprar, que são gatilhos mentais para convencer a vítima a enviar um sinal financeiro, para que supostamente eles "reservem" o produto para o comprador.

Como evitar?

Considere sempre a possibilidade de que o golpista possa utilizar dados de uma loja ou pessoa que realmente exista para criar uma prova social. Ou seja, jamais envie dinheiro antecipado ou parte do valor sem antes receber e conferir a mercadoria em mãos e isso vale para outros itens também, o iPhone é um dos exemplos.

Venda de carro

Como funciona?

Um dos golpes mais populares no processo de compra e venda de carros e que também pode ser aplicado em imóveis, é o chamado "golpe do intermediário", que é bem complexo e que faz muitas vítimas. O criminoso conecta um vendedor real com um comprador de verdade para aplicar o golpe. Ou seja, é muito difícil perceber, e qualquer um pode ser vítima se não ficar atento aos mínimos detalhes.

Na prática o fraudador busca por anúncios no próprio marketplace ou sites de vendas de carros, clona o anúncio e divulga o mesmo carro com preço abaixo do valor de mercado. A vítima, atraída pelo preço, inicia a conversa com o "intermediário" que se passa pelo vendedor, envia detalhes sobre o carro, vídeos, documentos e faz o cliente acreditar que está em uma negociação verdadeira para pedir algum tipo de adiantamento para "segurar" a venda para ele. Há relatos, inclusive, de encontros entre comprador e vendedor sem que eles percebam que estavam falando com intermediário. Nesses casos, o criminoso orienta ambos a não tratarem de valores na negociação e após o encontro e análise do veículo, o golpista segue solicitando dinheiro durante o acordo online.

Como evitar?

Desconfie de preços muito abaixo do praticado pelo mercado, se tiver um encontro com vendedor, verifique os documentos, peça o número de celular do vendedor para confirmar se é com ele mesmo que você está conversando e pergunte o valor do veículo para saber se bate o valor que você tinha visto no anúncio, e por fim, pague apenas na condição de ter o veículo transferido para seu nome. Se estiver vendendo, fique atento a falsos comprovantes de transferência via pix ou DOC/TED.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Facebook censura tradições milenares

O Huka-Huka – que se assemelha à luta greco-romana - testa a virilidade
 dos jovens guerreiros. Foto foi censurada pelo facebook. Foto de Orlando Brito

Por Chico Sant'Anna

Para o facebook, imagens de tradições indígenas brasileiras se equiparam à pornografia. A nota Flechas Cibernéticas, veiculada na edição passada do Brasília Capital, foi ilustrada na versão digital da coluna Brasília, por Chico Sant’Anna com uma foto do conceituado fotógrafo Orlando Brito, retratando o Huka-Huka, durante os festejos do Quarup, na região do Xingu.
Milenarmente, é por meio do Huka-Huka – que se assemelha à luta greco-romana - que a virilidade dos jovens guerreiros é testada. Eles trajam apenas, uma tanga – não muito diferente das usadas pelos lutadores do sumô japonês. Compartilhada na rede social, os algoritmos utilizados pelo facebook bloquearam a veiculação da nota por considerar que ela ”viola os padrões de nudez e atividade sexual”.
Facebook avaliou que a foto atentava aos padrões
comunitários de nudez e atividade sexual
Um pedido de reexame foi formulado e o facebook destacou um membro de sua equipe para a tarefa, mesmo com a análise personalizada, foi mantida a censura das imagens dos indígenas: pois, na visão do perito, “não segue os padrões de nudez e atividade sexual e ninguém mais pode ver esta publicação.” Sentenciou o censor.
É curiosa a eficiência do facebook que é capaz de censurar em frações de segundos a imagem de um índio com tanga, mas não consegue identificar os emissores de fake news, que no Brasil, Estados Unidos e outros países se multiplicam em períodos eleitorais.
Esse episódio, mais do que demonstrar ignorância por parte das máquinas e dos homens do facebook, demonstra o perigo em que a sociedade se depara quanto à garantia do livre fluxo de informações e imagens.
Hoje é a silhueta de um índio que é censurada por uma empresa, cujos propósitos políticos e econômicos quase ninguém sabe. E amanhã? O que os algoritmos ou quem estiver por de trás deles irão bloquear? A liberdade de expressão está consignada na maioria das constituições das nações e também na Carta dos Direitos Humanos da ONU que acaba de completar 70 anos. Quando é que impérios econômicos, como esse do senhor Mark Zuckberg, serão mais transparentes e mais respeitosos com os direitos de cada um de seus usuários?

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Facebook: uma equipe secreta manipula a opinião pública

Cada vez mais, são levantadas suspeitas sobre as informações veiculadas nas redes sociais. Equipes de profissionais, robôs, programas especiais..., uma série de instrumentos estariam sendo colocados em ação para criar um imaginário social a favor ou contra determinados temas ou pessoas.
O artigo, em espanhol, de Shelley Kaslique trazemos para o nosso blog, é mais uma contribuição para aclarar esse tema, que de polêmico, não falta nada.
Ao final da leitura, se desejarem, deixe seus comentários


Por Shelley Kasli, publicado originalmente no Great Game India (India)

¿Qué pueden tener en común la AfD (Alternativa para Alemania), el presidente de Filipinas Rodrigo Duterte, el presidente argentino Mauricio Macri, el primer ministro indio Narendra Modi, el Partido Nacional Escocés y el presidente estadounidense Donald Trump? Todos basaron sus campañas electorales en los consejos de Mark Zuckerberg. Tomando el caso de las elecciones en la India, Shelley Kasli revela cómo Facebook manipula los procesos democráticos. 

Un reciente artículo de Bloomberg ha revelado de qué manera un grupo secreto de Facebook permitió crear un ejército de troles [1] a favor de gobiernos, incluyendo en la India, como medio de propaganda tendiente a manipular las elecciones [2].
Bajo la luz de los proyectores debido al papel que ha desempeñado Facebook como plataforma de propaganda política, el cofundador de esa empresa, Mark Zuckerberg, ha respondido que su misión va más allá de las diferencias entre partidos políticos.
Pero la realidad es que Facebook no es un simple espectador en materia de política. Lo que no dice Zuckerberg es que su compañía colabora activamente con partidos y dirigentes, incluyendo a los que utilizan esa plataforma para contrarrestar la oposición –a veces con ayuda de numerosos troles que propagan información falseada («fake news») e ideologías extremistas [3].
Ese trabajo es realizado desde Washington por un equipo de Facebook extremadamente discreto, especializado en temas de política global y encabezado por Katie Harbath, la ex estratega numérica del grupo republicano que trabajó en 2008 en la campaña presidencial del ex alcalde de Nueva York, Rudy Giuliani. Katie Harbath también trabajó en las elecciones realizadas en la India en 2014.
Han pasado 3 años desde que Facebook contrató a Katie Herbath para dirigir ese grupo secreto. En esos 3 años, su equipo ha viajado por todo el mundo, incluyendo la India, y ha ayudado a ciertos dirigentes políticos, poniendo a su disposición las poderosas herramientas numéricas de la compañía, bajo la forma de un verdadero ejército de troles, con fines de propaganda.
En la India, y en muchos otros países, los empleados de ese grupo han ejercido de hecho funciones de agentes de campañas electorales. Y después de la elección del candidato, la compañía ha supervisado funcionarios o proporcionado ayuda técnica en materia de difusión numérica en encuentros oficiales entre jefes de Estados.
En Estados Unidos, empleados de ese equipo trabajaron en el terreno durante la campaña de Donald Trump. En la India, Facebook favoreció la presencia en la red del primer ministro Narendra Modi, quien hoy cuenta con más seguidores en Facebook que cualquier otro dirigente político del mundo.
Durante los mítines de campaña hay miembros del equipo de Katie Harbath junto a responsables comerciales del sector publicitario de Facebook cuyo papel consiste en ayudar a la compañía a sacar provecho financiero de la atención que las elecciones suscitan en las masas. Esos especialistas enseñan a políticos y dirigentes cómo crear una página de Facebook para su campaña –página que autentifican con una marca azul–, cómo optimizar el uso de videos para atraer a la gente y cómo seleccionar eslóganes publicitarios. Al resultar electos esos candidatos, su colaboración con Facebook permite a la compañía extender aún más su propia influencia política y mejorar sus posibilidades de evadir las leyes.
El problema se acentúa cuando Facebook se erige antidemocráticamente en pilar de la democracia. Freedom House, una seudo ONG con sede en Washington, que milita por la democracia en todo el mundo [4], reportó en noviembre de 2017 que un número creciente de Estados «manipulan las redes sociales para socavar las bases de la democracia» [5]. Eso se traduce en campañas de difamación, de acoso o de propaganda, campañas que el gobierno respalda discretamente para imponer su versión de los hechos, silenciar la disidencia y reforzar el poder.
Facebook abrió su primera oficina en Washington en 2007. La elección presidencial del año siguiente marcó el surgimiento del primer «presidente Facebook» en la persona de Barack Obama, quien –con ayuda de la plataforma– logró llevar su mensaje a millones de votantes durante las semanas que antecedieron la elección. La cantidad de usuarios de Facebook creció de forma exponencial con los acontecimientos de las «primaveras árabes» que sacudieron el Medio Oriente en 2010 y 2011, poniendo de relieve la enorme influencia que la plataforma ejerce sobre la democracia.
Durante el periodo en que Facebook escogió a Katie Harbath, la ex partidaria de Giuliani, para dirigir su grupo político, las elecciones se convertían en un tema constante en las redes sociales. Facebook comenzó a implicarse poco a poco en procesos electorales en todas partes del mundo.
Facebook se asoció a varios de los partidos políticos más controvertidos del mundo, mientras pisoteaba el principio mismo de la transparencia. Desde 2011, la compañía está reclamando a la Comisión Electoral de Estados Unidos que le otorgue una dispensa para la ley que exige transparencia en todo lo concerniente a la promoción de un partido político, lo cual le habría evitado la crisis que ahora enfrenta sobre los gastos publicitarios rusos relacionados con las elecciones de 2016.
Las relaciones entre la compañía y los gobiernos siguen siendo complicadas. La Unión Europea ha cuestionado a Facebook por haber permitido que el islamismo radical prospera a través de su red. La compañía acaba precisamente de publicar su informe de transparencia, donde explica que entregará a los gobiernos datos sobre sus usuarios sólo si el pedido está legalmente justificado. De no ser así, Facebook no vacilará en recurrir a la justicia [6].
Ejércitos de troles en la India
El mercado indio es sin dudas el más beneficioso para Facebook en este momento, por encima del estadounidense. En la India, la cantidad de usuarios crece dos veces más rápido, sin entrar a mencionar los 200 millones de indios que utilizan la mensajería WhatsApp, mucho más que en cualquier otro país del mundo.
En la época de las elecciones indias de 2014, Facebook ya había trabajado durante meses en otras campañas. Narendra Modi aprovechó a fondo el respaldo de Facebook y de WhatsApp para reclutar voluntarios que a su vez extendieron el mensaje a través de las redes sociales. A partir de la elección de Modi como primer ministro de la India, la cantidad de suscritos aumentó en 43 millones, dos veces más que en el caso de Trump.
En las semanas posteriores a la elección de Modi, Zuckerberg y la directora de operaciones de Facebook, Sheryl Sandberg, viajaron los dos a la India para desarrollar un controvertido proyecto de internet gratuito, que tuvo que ser abandonado debido a las enérgicas protestas que suscitó. Katie Harbath y su equipo también fueron a la India para impartir encuentros de formación en los que participaron más de 6 000 altos funcionarios.
A medida que aumentaba la influencia de Modi en las redes sociales, sus seguidores iniciaron una campaña de acoso contra sus rivales políticos en Facebook y WhatsApp. La India se convirtió en un nodo de desinformación, incluso con propagación de información falsa que provocó motines en los que murieron varias personas. El país se hizo además extremadamente peligroso para los partidos de oposición y los periodistas.
Pero Modi y el Partido Popular Indio (Bharatiya Janata Party, BJP) no fueron los únicos en utilizar los servicios que Facebook propone. La compañía pretende poner las mismas herramientas y servicios a la disposición de todos los candidatos, sin importar su orientación política, así como de grupos poco conocidos de la sociedad civil.
Lo interesante es que el propio Mark Zukerberg quiere ser presidente de Estados Unidos y ya contrató a David Plouffe –consejero de campaña de Barack Obama en 2008– y a Ken Mehlman –consejero de campaña de George Bush hijo en 2004. Actualmente está trabajando con Amy Dudley –ex consejera del senador Tim Kaine–, con Ben LaBolt –ex encargado de prensa de Barack Obama– y con Joel Benenson –consejero de campaña de Hillary Clinton en 2016 [7].
Facebook manipula las emociones
Un estudio publicado en 2014 bajo el título Evidencia experimental de un fenómeno de contagio emocional a gran escala a través de las redes sociales [8] analizó la proporción entre los mensajes positivos y negativos vistos por 689 000 usuarios de Facebook. El experimento, realizado entre el 11 y el 18 de enero de 2012, trató de identificar efectos de contagio emocional que modificaban el peso emocional de las informaciones enviadas a los usuarios. Los investigadores concluyen que por primera vez hallaron «la prueba de que las emociones pueden propagarse a través de una red informática, [aunque] los efectos vinculados a esas manipulaciones son limitados».
Este estudio fue criticado tanto por sus bases éticas como por la metodología utilizada. Ante la intensificación de la polémica, uno de los principales instigadores de esa investigación y miembro del equipo responsable de los datos de Facebook, Adam Kramer, defendió el estudio en un comunicado de la compañía [9]. Días después, la directora de operaciones de Facebook, Sheryl Sandberg, emitió una declaración [10], durante su estancia en la India. En una actividad organizada en Nueva Delhi por la Cámara de Comercio, Sheril Sandberg declaró: «Este estudio se realizó en el marco de las investigaciones que las empresas desarrollan para poner a prueba diferentes productos, ni más ni menos. La comunicación al respecto fue muy mala y nos excusamos por ello. No quisimos contrariarlos a ustedes.»
¿Para qué nuevo producto revolucionario realizó Facebook experimentos sicológicos tendientes a manipular las emociones de sus usuarios? Esos productos revolucionarios son los ejércitos de troles numéricos utilizados con fines propagandísticos que difunden fake news (información falsa) para ayudar a sus clientes durante las elecciones.
Poco después, el 3 de julio de 2014, USA Today reporta que el grupo EPIC, defensor del respeto a la vida privada del ciudadano, presentó a la Comisión Federal del Comercio una denuncia oficial donde estipula que Facebook violó la ley al realizar una investigación sobre las emociones de sus usuarios sin consentimiento de estos últimos, y sin tomarse siquiera el trabajo de informarlos al respecto [11].
EPIC señala en su denuncia que Facebook engañó a sus usuarios al realizar en secreto un experimento sicológico sobre sus emociones:
«En el momento del experimento, Facebook no expuso en su política sobre el uso de los datos que las informaciones sobre sus usuarios se utilizarían con fines experimentales. Facebook también omitió informar a sus usuarios que esas informaciones serían puestas a disposición de los investigadores.»
La mayoría de los conejillos de Indias utilizados en esos experimentos de manipulación de las emociones eran ciudadanos de la India [12].
La mayoría de nosotros no prestamos verdadera atención a lo que se divulga a través de las redes sociales y la mayor parte de lo que en ellas aparece es más bien inofensivo. Al menos eso parece a primera vista.
La realidad es que lo que se pone en internet tiene un impacto aterrador. Según una investigación conjunta del Laboratorio Nacional del Noroeste del Pacífico y la Universidad de Washington, el contenido de lo que se pone en las redes sociales puede ser utilizado por un programa informático para predecir acontecimientos futuros –quizás incluso para predecir quién será el próximo primer ministro de la India.
En un trabajo que acaba de publicar ArXiv [13], un equipo de investigadores descubrió que las redes sociales pueden ser utilizadas para «detectar y predecir acontecimientos en el mundo real» [14]. Analizando Twitter es posible predecir con precisión desórdenes sociales, por ejemplo, cuando las personas utilizan ciertos hashtags para intercambiar sobre determinados problemas, antes de que la cólera acabe propagándose en el mundo real.
El ejemplo más conocido de ese fenómeno tuvo lugar durante las «primaveras árabes», cuando evidentes señales de protestas y de levantamientos inminentes aparecieron en la red antes de que la gente se lanzara a la calle.
Pero también puede ser lo contrario: las redes sociales pueden generar la cólera que, luego de alcanzar un grado óptimo, puede ser encauzada para provocar acontecimientos en la vida real, como puede comprobarse en la India desde hace al menos 2 años, incluso con casos de linchamientos colectivos.
El funcionamiento de la industria del «fake news» en la India
En la India ha surgido una gigantesca industria de la desinformación o «fake news», cuya influencia es muy superior al discurso político tradicional y que, a falta de control, puede llegar a convertirse en un problema de seguridad, como sucedió con las «primaveras árabes». En momentos en que está en su apogeo el debate sobre los linchamientos, es necesario que se entienda que ese tipo de incidentes no se habría propagado tan rápidamente sin el acceso de la juventud a Facebook, Twitter, Youtube y otras redes sociales que permiten a esa industria de la desinformación generar y propagar los montajes de videos falsos y de «fake news». El fenómeno de los linchamientos, que apareció desde hace ya varios años, es una consecuencia directa de esa industria del «fake news» o desinformación, que pasa de las redes sociales al mundo real.
Esto toma otro cariz ahora que se ha revelado que Facebook y WhatsApp conspiraron con el establishment creando «un ejército de troles» con fines de propaganda numérica y engendrando explosiones de violencia en suelo indio. Esto es un caso típico de terrorismo. Hay que recordar que el terrorismo se define como «la utilización sistemática del terror o de la violencia por parte de un individuo o un grupo con fines políticos». En el caso que nos ocupa, ese terrorismo es obra de una compañía extranjera –Facebook– en suelo indio mediante una guerra numérica de (des)información. ¿Qué estamos esperando para reaccionar contra tales actos?
Durante las elecciones presidenciales estadounidenses hubo una campaña de «fake news» o desinformación. Esta fue parte de la campaña oficial, realizada a su vez con la colaboración de empresas tecnológicas, y se afirma que hasta los rusos utilizaron sus propias redes. Ese mismo método se utilizó también para orientar el debate sobre el Brexit. Mientras escribimos este artículo, esa enorme industria del «fake news» extiende sus tentáculos sobre la India. Numerosos deportistas de renombre, «celebrities», economistas y políticos ya han sido víctimas de la diseminación de contenidos falaces. Es una peligrosa tendencia que debería ser objeto de estrecha vigilancia por parte de nuestros servicios de inteligencia en aras de prevenir futuros desastres.
Veamos, en una breve explicación, cómo funciona todo eso. Se ponen en marcha numerosos sitios y portales web de diversa legitimidad y financiamiento. Se crean contenidos específicos para diversas categorías de personas, en función de la región donde viven, de su ideología, su edad, su religión… contenidos que se mezclan con una enorme cantidad de material erótico que disimula el objetivo verdadero. Ese contenido falaz se introduce después en la red social y en grupos específicos previamente identificados mediante herramientas de análisis desarrolladas por empresas tecnológicas. A medida que se propaga, esa información falsa va adquiriendo su propia dinámica y alguien –una celebridad, algún político o incluso un periodista– acaba repitiéndola. Lo que sucede entonces ya cae en el rango de la verdadera locura.
Ya sea a propósito o por ignorancia, los medios dominantes comienzan a propagar esas mentiras, dedicando la integralidad de sus revistas de prensa al análisis de esa información falsa o «fake new»… quién dice qué y por qué lo dice, bla bla bla, en vez de tratar de verificar la autenticidad de tales afirmaciones. Dado el carácter sensacional de esas falsedades, y también porque personas influyentes las repiten, esa visión falseada del mundo va a contaminar el mundo real. ¿Testigos? Las víctimas de linchamientos. Se llega así a un momento en que es casi imposible distinguir entre lo verdadero y lo falso, diferenciar el hecho de la ficción, con toda la sociedad radicalizándose en diferentes facciones que se oponen entre sí basándose en mentiras.
Facebook y las elecciones indias
En la época de las elecciones indias de 2014 apareció en la prensa un artículo sobre el tema «¿Puede Facebook influir en el resultado de la elección india?». El título revelaba la existencia de un verdadero iceberg. Si Facebook es capaz de modificar nuestras emociones y de hacernos votar… ¿qué más puede hacer? [15].
Asombrosamente, la Comisión Electoral India no encontró nada mejor que firmar un documento asociándose con Facebook para censar a los votantes durante el proceso electoral [16]. El doctor Nasim Zaidi, jefe de la Comisión Electoral India (ECI), declaró:
«Me siento feliz de anunciar que la Comisión Electoral India va a iniciar un procedimiento especial destinado a enrolar a los no votantes y, sobre todo, a quienes nunca han votado. Esto representa un paso adelante hacia la realización de la consigna de la ECI “Ni un ciudadano olvidado”. Como parte integrante de esta campaña, Facebook divulgará un recordatorio en diferentes dialectos indios para el momento de la elección, [recordatorio destinado] a todos los usuarios de Facebook de la India. Invito a todos los ciudadanos a que se inscriban y a votar, o sea a reconocer sus derechos y asumir sus deberes. Estoy convencido de que Facebook dará una nueva envergadura a la campaña de inscripción de electores iniciada por la Comisión y estimulará futuros votantes a participar en el proceso electoral y a convertirse en ciudadanos indios responsables.»
Las 17 agencias de inteligencia de Estados Unidos emitieron serias advertencias en cuanto al impacto de este fenómeno de desinformación sobre su proceso electoral y su sociedad. Según un centro de investigación en estadística, la mayoría de los estadounidenses –un espectacular 88%– piensa que la difusión de «fake news» perjudica su percepción de la realidad cotidiana [17].
Nosotros, en la India, nos dirigimos hacia un escenario aún más catastrófico. ¿Por qué? Porque, al revés de lo que sucede en la India, el gobierno de Estados Unidos y su comunidad de inteligencia exponen públicamente el problema y han trabajado en una solución ante esa amenaza. ¿Puede la India hacer lo mismo con Facebook metiendo sus narices en los asuntos internos del país?
Se crean todo tipo de comisiones, se programan audiencias senatoriales para aclarar este asunto y se establecen nuevos equipos para contrarrestar eficazmente esta amenaza contra la sociedad. Mientras se investiga el papel de Facebook en la elección presidencial estadounidense, se presta poca atención a cómo el equipo secreto de Facebook influyó en las elecciones indias.
A la luz de estas revelaciones habría que investigar detalladamente el impacto de Facebook en las elecciones indias. Es evidente que, para hacerlo, el gobierno tiene que empezar por reconocer la existencia de esa industria del «fake news» o de la desinformación para poder después actuar contra ella.
Junto a Facebook, American Microchip Inc. y la firma japonesa Renesas, contratados para piratear el código secreto EVM (banco de datos de usuarios) [18], también deberían ser objeto de una investigación por interferir en las elecciones indias todos los que han conspirado junto a esas empresas.
Tomar esta amenaza a la ligera sería un grave error.
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[1] En el lenguaje de los internautas un trol es alguien que se dedica a generar polémicas, generalmente con objetivos oscuros. En un foro puede tratarse de alguien cuyos mensajes provocan constantemente debates que desvirtúan el interés en determinado asunto o desvían la discusión hacia otra cosa.
[2] “How Facebook’s Political Unit Enables the Dark Art of Digital Propaganda”, Lauren Etter, Vernon Silver y Sarah Frier, Bloomberg, 21 de diciembre de 2017.
[3] “India’s Fake News Industry & Mob Lynchings”, Great Game India News, 6 de julio de 2017.
[4] «Freedom House: cuando la “libertad” no es más que un pretexto», por Thierry Meyssan, Red Voltaire, 3 de enero de 2005.
[5] “Freedom on the Net 2017. Manipulating Social Media to Undermine Democracy”, Freedom House, 14 de noviembre de 2017.
[6] “Facebook Transparency Report 2017”, Facebook, enero de 2017.
[7] «¿Será Mark Zuckerberg el próximo presidente de Estados Unidos?», Red Voltaire, 7 de agosto de 2017.
[8] “Experimental evidence of massive-scale emotional contagion through social networks”, Adam D. I. Kramer, Jamie E. Guillory y Jeffrey T. Hancock,Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNSA), Vol 111, #24, 17 de julio de 2014.
[9] “The Author of a Controversial Facebook Study Says He’s ‘Sorry’”, Stephanie Burnett, Time, 30 de junio de 2014.
[10] “Facebook still won’t say ’sorry’ for mind games experiment”, David Goldman, CNN, 2 de julio de 2014.
[11] “Privacy watchdog files complaint over Facebook study”, Jessica Guynn, USA Today, 3 de julio de 2014.
[12] “Facebook apologises for psychological experiments on users”, Samuel Gibbs, The Guardian, 2 de julio de 2014.
[13] ArXiv es un archivo online de trabajos que van a publicarse en diferentes sectores de las ciencias. Nota de la Red Voltaire.
[14] “Using Social Media To Predict the Future: A Systematic Literature Review”, Lawrence Phillips, Chase Dowling, Kyle Shaffer, Nathan Hodas y Svitlana Volkova, ArXiv, 19 de junio de 2017.
[15] “If Facebook can tweak our emotions and make us vote, what else can it do?”, Charles Arthur, The Guardian, 30 de junio de 2014.
[17] “Many Americans Believe Fake News Is Sowing Confusion”, Michael Barthel, Amy Mitchell y Jesse Holcomb, Pew Research Center, 15 de diciembre de 2016.

[18] “Are Indian Elections Hacked By Foreign Companies?”, Shelley Kasli, Great Game India News, 17 de diciembre de 2017.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Monopólio: CNN, The Gardian, Reuters e Financial Times se unem para distribuir informações

FT, CNN, Guardian e Reuters criam aliança programática

Com audiência de 110 milhões, Pangeia espera rivalizar com Google e Facebook


Quatro grandes veículos uniram forças para oferecer acesso ao seu inventário combinado de publicidade online em uma tentativa de competir com plataformas digitais globais como Google e Facebook.

O jornal The Guardian se uniu à CNN Internacional, Financial Times e Thomson Reuters para criar a Pangea Alliance, uma oferta de anúncios digitais para as marcas. A plataforma utilizará tecnologia programática para viabilizar o acesso à audiência dos portais que, juntas, contabilizam 110 milhões de usuários. The Economist, Hearts UK e Time Inc. também estão providenciando acesso ao seu inventário de anúncios.

A compra programática é, muitas vezes, associada a fraudes de anúncios e inventário ruim mas a Pangea tem a intenção de garantir às marcas que os anúncios serão posicionados ao lado de conteúdo de qualidade.

O serviço será lançado em versão beta no mês que vem. Cada um dos veículos irá colaborar com 10% de seu inventário de anúncios para a sociedade.

Em comunicado, o The Guardian afirma que um quarto da audiência da aliança é composta pelas classes sócio-econômicas mais abastadas e um quinto é representada por C-suit executives, com leitores espalhados pela América do Norte, Europa, Oriente Médio e Ásia.

Pangea é o nome do supercontinente que existiu há 300 milhões de anos, quando Europa, América, África, Austrália e Índia eram unidos.

Durante a fase beta, a plataforma será gerenciada por representantes de todos as empresas. Quando estiver operando plenamente, o plano é dispor de time de vendas para oferecer anúncios, sem substituir os canais de vendas dos veículos envolvidos.

“Enquanto o mundo se torna mais complexo e conectado, Pangea dará aos anunciantes uma solução programática para exercer influência em escala, permitindo que eles evoluam em um mercado cada vez mais fragmentando por meio da tecnologia mais avançada de anúncios”, afirma Tim Gentry, diretor global de receita do Guardian News & Media e da Pangea. “A singularidade da Pangea é a qualidade de seus parceiros. Sabemos que a confiança é o maior condutor das marcas, então nos unimos para aumentar os benefícios da publicidade em ambientes que estão engajados em entregar campanhas criativas e de ponta em formatos avançados de tecnologia”, completa.

O Quadrant One, uma tentativa parecida de The New York Times, Tribune, Hearts e Fannett, fechou em 2013, mas o La Place Media na França, que reúne Amaury Media, FigaroMedias, Lagardère Publicité e TF1 está em operação desde 2012. The Danish Publisher Network e Czech Publisher Exchange também têm plataformas similares.

Rani Raad, chefe do escritório comercial da CNN Internacional disse em um comunicado: “Na área de rápido desenvolvimento que é a de comércio programático, faz sentido que colaboremos com outros veículos líderes para termos a vantagem de um primeiro impulso por meio de uma aliança global poderosa”.

A Rubicon Project irá providenciar a tecnologia necessária para o empreendimento. Jay Stevens, gerente geral da empresa, afirma em um comunicado: “Esse é o sexto coletivo de imprensa que recebe nossaa assistência, unindo veículos concorrentes para oferecer aos compradores ao redor do mundo um alcance sem precedentes a audiências com dados valiosos. Enquanto a indústria se consolida com um número crescente de anúncios planejados e compras nas mesas de negociação das agências, essas alianças possibilitam que as marcas de mídia colaborem e concorram por uma parte do share dos planos de mídia contra players digitais globais, como Google, Facebook e LinkedIn.”

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

As sutilezas nas novas regras que o Facebook não revela



Milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo eu própria, receberam nos últimos dias uma mensagem simpática do Facebook, informando sobre mudanças na sua política de dados e de privacidade a partir de 1 de janeiro do próximo ano. s agradáveis explicações dadas pelos gestores da rede social incluem novidades como “novos controles para ajudar você a tirar mais partido do Facebook”; “para melhorar a experiência”; “para tornar mais fácil de compreender”; “para controlar os anúncios que vê”; exortando também a “descobrir o que se passa à sua volta”; “e a tornar as compras mais cómodas”.
A mídia generalista escreveu profusamente sobre as novas alterações, descrevendo as novas funcionalidades, “para ajudar os usuários a controlarem melhor sua privacidade”.
Mesmo nas questões complexas da publicidade e da geolocalização, a mídia limita-se a informar que os usurários poderão controlar os anúncios que querem ver e que a geolocalização é utilizada para direcionar os anúncios.
“Proteger as informações das pessoas e prover controles significativos de privacidade são o motor de tudo o que nós fazemos”, diz a empresa.
Na questão difícil de perceber como a rede social utiliza a enorme quantidade de dados de cada usuário (e a forma como esses dados são alegadamente vendidos), o Facebook tem uma resposta também agradável: “"Nós ajudamos os anunciantes a alcançarem as pessoas com anúncios relevantes sem dizer para eles quem é você”. Podemos, portanto, ficar descansados.
Tudo parece claro, simples e cor-de-rosa. Mas a verdade não é essa ou, pelo menos, não é só essa.
Comecemos por alguns detalhes que nem todos conhecem.
Os amigos-fantasma
Você já deve ter reparado que, das centenas de amigos que tem e das dezenas de páginas de que é fã, só recebe notícias de uma parte deles. Ultimamente, até parece serem sempre os mesmos. Por isso, o seu círculo de amigos na verdade está se reduzindo e os temas postados não variam muito. Onde estão os outros então? Você não recebe posts ou mensagens deles e começa a duvidar se não terão desaparecido ou simplesmente bloqueado você. Mas não, eles continuam lá, só que tendem a não aparecer no seu Feed de Notícias. São os chamados amigos-fantasma.
Por é que isso acontece? Simplesmente, o Facebook decide ele próprio que as publicações destes amigos não interessam a você. Por outras palavras, faz uma triagem dos posts exibidos.
Grande parte das publicações dos amigos ou de páginas é excluída do seu Feed de Notícias. E as poucas que restam também nem todas são mostradas. Há um segundo nível de triagem, que classifica as publicações que cada usuário pode ver segundo um complexo algoritmo (o EdgeRank algoritm). De forma resumida, este mede a relevância dos posts segundo três critérios: a afinidade (quanto mais um usuário interage com outro, maior é a probabilidade de os posts dele aparecerem no Feed de Notícias desse usuário); a novidade do post; o tipo de conteúdo (textos, fotos ou vídeos são tratados de forma diferente, em várias proporções). Há ainda mais dois critérios, o chamado story bumping (um post pode voltar a aparecer no seu Feed de Notícias, caso tenha muitos comentários e você tenha interagido muito com o seu autor) e o last actor (que atribui mais importância às 50 últimas interações que você fez).
Usuários e acionistas
O Facebook tem vários tipos de público, cujos interesses não parece ser fácil de conciliar: os usuários, os anunciantes e os acionistas.
Se os simples usuários se mostram frustrados por muitos de seus amigos “desaparecerem”, as empresas anunciantes ficam simplesmente furiosas com isso, já que querem chegar a um maior número possível de pessoas.
Quando uma atualização (texto, imagem ou vídeo) é publicada, apenas 16% dos seguidores a conseguem visualizar.
Para que essa percentagem aumente e alcance os restantes 84%, as empresas e anunciantes estão dispostas a pagar. Eles fazem-no através de duas formas de publicidade disponíveis na rede: os Posts Promovidos e as Histórias Patrocinadas. O objetivo dos Posts Promovidos é alcançar mais pessoas que gostam de uma determinada página, assim como os seus amigos.
Pode ser promovido qualquer tipo de publicação, incluindo atualizações de estado, fotos, ofertas, vídeos e perguntas, mediante um preço.
As Histórias Patrocinadas atingem os amigos daqueles que já são seguidores de uma página e que indicam ter o mesmo tipo de interesses.
Os especialistas em marketing em redes sociais operam com conceitos como Taxa de Cliques (CTR), Alcance Viral, Alcance Orgânico, etc.
Um estudo publicado em março passado mostra que o alcance, ou seja, o número de pessoas que o Facebook pode alcançar com suas mensagens, caiu para metade nos últimos seis meses. "Seria apenas uma questão de tempo antes que as páginas perdessem toda a visibilidade natural" (leia-se, livre de pagamento), diz a este respeito o moderador de um site especializado.
Com a última mudança de algoritmo, o Facebook pretende que os seus principais usuários, sejam empresas ou pessoas individuais, comecem a utilizar mais regularmente o novo serviço de Posts Promovidos e de Histórias Patrocinadas. Como compensação para quem o fizer e, logo, se tornar um usuário pagante, terá maior visibilidade, aumentando a probabilidade de seus conteúdos serem mais vistos, daí gerando maior retorno. Pelo contrário, quem quiser se manter como até agora, com utilização gratuita, deverá ter algum tipo de penalização, que é precisamente ter os seus conteúdos menos visíveis.
Resumindo: se quiser que mais pessoas vejam o que você publica, vai ter que pagar. Não se esqueça que a rede é uma empresa e, logo, o que mais lhe interessa é gerar lucro para seus acionistas.