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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

CNN-Brasil vem ai pra brigar com Globo News


A iniciativa é vista como uma estratégia de enfrentamento às Organizações Globo, em especial à Globo News, e teria as bênçãos do presidente Jair Bolsonaro. No meio publicitário, especula-se que serão volumosas as verbas publicitárias federais para manter o projeto em pleno funcionamento.



Por Chico Sant'Anna, com base em publicações do Infomoney, Blog Edgar Lisboa/Meio & Mensagem

  
A construtora MRV decidiu entrar no ramo das Comunicações. O presidente e fundador do grupo imobiliário mineiro, Rubens Menin, anunciou o lançamento da CNN Brasil, um canal 24 horas de notícias em português. A iniciativa é vista como uma estratégia de enfrentamento às Organizações Globo, em especial à Globo News, e teria as bênçãos do presidente Jair Bolsonaro. No meio publicitário, especula-se que serão volumosas as verbas publicitárias federais para manter o projeto em pleno funcionamento.
O canal brasileiro CNN, que vai operar como franquia e não estará sujeito à linha editorial da CNN Internacional, será liderado por Douglas Tavolaro, ex-vice-presidente de Jornalismo da TV Record, emissora que tem se mostrado, ao lado do SBT, bastante alinhada com o novo governo. O novo canal de notícias será distribuído na TV paga e via multiplataforma e é fruto de licenciamento da CNN International.
A redação principal, cabeça de rede como é chamado no jargão televisivo, será em São Paulo. A nova estrutura planeja contar com 400 jornalistas e 400 profissionais de outras áreas, distribuídos por Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. O canal deve estar disponível para os assinantes a partir do segundo semestre de 2019.
Franquia
Essa não é a primeira vez que a CNN tenta criar um canal no Brasil. Isso foi tentado antes, no ano 2000, mas não prosperou. Também a CBS já experimentou um projeto de produzir conteúdos em português especialmente para o Brasil. Em 1997, o CBS Telenoticias  foi lançado pela rede americana de televisão com transmissões a partir da Florida. O CBS Telenoticias tinha um telejornal homônimo CBS Telenotícias, veiculado pelo SBT e ancorado pelo casal Eliakim Araújo e a jornalista Leila Cordeiro. O projeto durou três anos.
A CNN já opera no Brasil com dois canais, o Internacional, com conteúdos em inglês, e o Espanhol, voltado à América Latina. Agora a iniciativa acontece não diretamente pela emissora dos EUA, mas sim, por meio de um acordo de licenciamento de marca, semelhante a esses que cadeias de lanchonetes realizam.
O acordo com a CNN International Commercial (CNNIC), permite o uso de conteúdo internacional produzido pela CNN. O novo licenciamento não tem a ver com as operações da CNN International e CNN em Español, que continuarão disponíveis no Brasil.
A notícia da nova operação da CNN foi divulgada à imprensa dia 14/1, poucos minutos depois de a Record anunciar a saída de Tavolaro do grupo, que será substituído na vice-presidência de jornalismo por Antonio Guerreiro.
A estrutura do canal, bem como a contratação de equipes de jornalismo e produção e a construção da identidade da marca serão realizadas nos próximos meses. A CNN Brasil terá abrangência em todo o território nacional e contará com agências de notícias em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e correspondentes no exterior.
No novo negócio, Douglas Tavolaro ocupará a posição de CEO da CNN Brasil, enquanto Rubens Menin será presidente de administração do conselho de administração da CNN Brasil.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Monopólio: CNN, The Gardian, Reuters e Financial Times se unem para distribuir informações

FT, CNN, Guardian e Reuters criam aliança programática

Com audiência de 110 milhões, Pangeia espera rivalizar com Google e Facebook


Quatro grandes veículos uniram forças para oferecer acesso ao seu inventário combinado de publicidade online em uma tentativa de competir com plataformas digitais globais como Google e Facebook.

O jornal The Guardian se uniu à CNN Internacional, Financial Times e Thomson Reuters para criar a Pangea Alliance, uma oferta de anúncios digitais para as marcas. A plataforma utilizará tecnologia programática para viabilizar o acesso à audiência dos portais que, juntas, contabilizam 110 milhões de usuários. The Economist, Hearts UK e Time Inc. também estão providenciando acesso ao seu inventário de anúncios.

A compra programática é, muitas vezes, associada a fraudes de anúncios e inventário ruim mas a Pangea tem a intenção de garantir às marcas que os anúncios serão posicionados ao lado de conteúdo de qualidade.

O serviço será lançado em versão beta no mês que vem. Cada um dos veículos irá colaborar com 10% de seu inventário de anúncios para a sociedade.

Em comunicado, o The Guardian afirma que um quarto da audiência da aliança é composta pelas classes sócio-econômicas mais abastadas e um quinto é representada por C-suit executives, com leitores espalhados pela América do Norte, Europa, Oriente Médio e Ásia.

Pangea é o nome do supercontinente que existiu há 300 milhões de anos, quando Europa, América, África, Austrália e Índia eram unidos.

Durante a fase beta, a plataforma será gerenciada por representantes de todos as empresas. Quando estiver operando plenamente, o plano é dispor de time de vendas para oferecer anúncios, sem substituir os canais de vendas dos veículos envolvidos.

“Enquanto o mundo se torna mais complexo e conectado, Pangea dará aos anunciantes uma solução programática para exercer influência em escala, permitindo que eles evoluam em um mercado cada vez mais fragmentando por meio da tecnologia mais avançada de anúncios”, afirma Tim Gentry, diretor global de receita do Guardian News & Media e da Pangea. “A singularidade da Pangea é a qualidade de seus parceiros. Sabemos que a confiança é o maior condutor das marcas, então nos unimos para aumentar os benefícios da publicidade em ambientes que estão engajados em entregar campanhas criativas e de ponta em formatos avançados de tecnologia”, completa.

O Quadrant One, uma tentativa parecida de The New York Times, Tribune, Hearts e Fannett, fechou em 2013, mas o La Place Media na França, que reúne Amaury Media, FigaroMedias, Lagardère Publicité e TF1 está em operação desde 2012. The Danish Publisher Network e Czech Publisher Exchange também têm plataformas similares.

Rani Raad, chefe do escritório comercial da CNN Internacional disse em um comunicado: “Na área de rápido desenvolvimento que é a de comércio programático, faz sentido que colaboremos com outros veículos líderes para termos a vantagem de um primeiro impulso por meio de uma aliança global poderosa”.

A Rubicon Project irá providenciar a tecnologia necessária para o empreendimento. Jay Stevens, gerente geral da empresa, afirma em um comunicado: “Esse é o sexto coletivo de imprensa que recebe nossaa assistência, unindo veículos concorrentes para oferecer aos compradores ao redor do mundo um alcance sem precedentes a audiências com dados valiosos. Enquanto a indústria se consolida com um número crescente de anúncios planejados e compras nas mesas de negociação das agências, essas alianças possibilitam que as marcas de mídia colaborem e concorram por uma parte do share dos planos de mídia contra players digitais globais, como Google, Facebook e LinkedIn.”

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cinegrafista negra da CNN é vítima de racismo em convenção republicana nos EUA

Com base no Opera Mundi

O primeiro dia da convenção do partido Republicano dos Estados Unidos foi marcado por um episódio de racismo. O evento se destinava a homologar a candidatura do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney à presidência daquele país.
Segundo informações da rede norte-americana TPM, um homem jogou amendoins em uma cinegrafista negra da CNN e disse à ela: “é assim que alimentamos os animais” durante a conferência. O republicano, que não foi identificado, foi retirado do local pela administração do evento. A convenção aconteceu em Tampa, na Flórida.
Já a agência France Press informa que o incidente foram com dois convencionais dos Republicanos ."Dois participantes da convenção republicana foram expulsos depois de jogar amendoins em uma cinegrafista negra da CNN, dizendo que estavam "alimentando os animais", informou a cadeia nesta quarta-feira" - registro a AFP.
A administração da CNN não providenciou detalhes sobre o ocorrido, mas confirmou por meio de um comunicado que houve um “incidente” com uma de suas funcionárias na cobertura em Tampa. “A CNN trabalhou com os funcionários da convenção para resolver esse problema e não tem outros comentários”.

Autoridades do Partido Republicano e os responsáveis pelo evento não se pronunciaram sobre o ataque e nem responderam às ligações da TPM. O ocorrido foi divulgado na noite de terça (28/08) na página do Twitter do apresentador da TPM, David Shuster, e logo, centenas de seguidores reproduziram sua mensagem.

sábado, 24 de março de 2012

Síria: CNN estaria aliada a grupos armados

Enviada por Beto Almeida 


La televisión nacional siria transmitió este viernes nuevas grabaciones que revelan la guerra mediática contra Damasco emprendida por la cadena estadounidense CNN. En la grabación se evidencia un acto de sabotaje llevado a cabo por un grupo armado opositor al gobierno de Bashar Al Assad contra un oleoducto de Al Sultaniya, ubicado en Homs. El video revela la coordinación anticipada de los terroristas con una corresponsal y un camarógrafo de CNN, quienes ingresaron a Siria de manera ilegal por el Líbano para transmitir esta acción a nivel internacional.
El acto terrorista fue transmitido por CNN, mientras la corresponsal Arwa Damon daba detalles del suceso, en el cual culpaba al Ejército Árabe Sirio de perpetrarlo. Prensa Latina publicó que el camarógrafo, identificado como Neil Hallsworth, es, en realidad, un excomando de los infantes de marina ya licenciado, quien participó en la guerra contra Irak y fue contratado por la cadena estadounidense para entrar clandestinamente en Homs.
Mientras, la televisión siria desmintió que el gobierno le negara a CNN permisos para entrar de forma legal al país, como alegó ese medio para justificar la entrada ilícita de reporteros y camarógrafos por la frontera con el Líbano, por donde también ingresan grupos armados y les es suministrado el armamento, de acuerdo con las autoridades del país árabe.
En ese sentido, mostraron copia de las acreditaciones concedidas al equipo del canal internacional, entre las que estaba la otorgada al periodista Dominic Robertson, del grupo de prensa de la cadena estadounidense en Londres y quien estuvo en Siria en enero.
Robertson estuvo en Homs el día que un grupo armado atacó a una delegación de periodistas extranjeros, asesinó al reportero francés Gilles Jacquier e hirió a otras 25 personas en el barrio Ekrima.
La semana pasada, el gobierno sirio denunció la tergiversación mediática que busca justificar una intervención extranjera.



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

CNN não planeja lançar canal em português

A CNN abriu um escritório no Brasil, mas não pretende criar um canal all news em português, a exemplo do que já existe em inglês e espanhol. Desde novembro, a correspondente internacional, Shasta Darlington, está no Brasil e já deu início à instalação de um escritório da emissora norte-americana em São Paulo. A produção jornalística está voltada ao programa "Global Exchange", cujo mote são as nações emergentes.

O foco editorial é a economia de cada país. A estrutura já foca também a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016. Os profissionais da CNN - cinegrafista e produtor - serão importados, não há previsão de contratação de mão-de-obra jornalística local.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

CNN International abre inscrições para o 7º Concurso Universitário de Jornalismo

Do SJP-SC

A sétima edição do Concurso Universitário do Jornalismo da CNN recebe inscrições dos trabalhos feitos por estudantes até o dia 6 de julho, com a pauta 'energia renovável'. Alunos regularmente matriculados em curso de Jornalismo podem se cadastrar pelo www.concursocnn.com.br, sendo que as matérias em vídeo precisam ser inseridas no YouTube ou Vimeo. O vencedor terá seu trabalho exibido na programação da CNN International, além de ganhar uma viagem de três dias para conhecer os estúdios da emissora em Atlanta, nos Estados Unidos, junto com o professor orientador.

A instituição de Jornalismo que tiver o maior número de trabalhos enviados e válidos receberá duas câmeras filmadoras Canon Vixia Hf S11 64gb, dois rebatedores 5 Em 1 110cm, dois microfones Shure com cabo, tripé Weifeng e dois fones de ouvido. Os professores orientadores dos autores das três melhores matérias receberão placa de menção honrosa.

quarta-feira, 24 de março de 2010

CNN INTERNATIONAL LANÇA CONCURSO PARA ESTUDANTES DE JORNALISMO

Da Maxpress

O editor sênior da CNN para assuntos da América Latina, Rafael Romo,vem ao Brasil para promover a iniciativa que exibirá trabalho vencedor no canal A rede CNN International continua valorizando os estudantes brasileiros e promove pela sexta vez o "Concurso Universitário de Jornalismo CNN.
Destinado a estudantes de jornalismo, o concurso visa incentivar novos talentos e premiá-los pelo desempenho na elaboração de matérias televisivas. Este ano os alunos de universidades e faculdades de todo o território nacional poderão inscrever, a partir desta terça-feira (23), seus trabalhos que abordem o tema "Minha Cidade, Minha Vida, Uma Atitude" no site http://www.concursocnn.com.br/.
As inscrições podem ser feitas até o dia 9 de julho. Para o lançamento da sexta edição do concurso, o canal traz ao Brasil o Editor Sênior para Assuntos da América Latina, Rafael Romo, que tem 18 anos de experiência na área de jornalismo. Entrevistou figuras de destaque como Barack Obama e George W. Bush, além de cobrir desastres naturais como o furacão Mitch, na América Central e reportagens de última hora como no caso da prisão do governador do estado de Illinois, Rod Blagojevich, por acusações de corrupção.
"A CNN International, que há seis anos aposta nesta iniciativa, acredita que investir nesses futuros jornalistas brasileiros é um projeto que faz diferença e trará reflexos positivos para o futuro, além de dar a oportunidade para que os estudantes tenham seus talentos descobertos", afirma Eliane Munhoz, diretora de comunicação e marketing da Turner International do Brasil.
Para participar do Concurso, os interessados devem ser estudantes regularmente matriculados no curso de jornalismo.
As matérias poderão ter no máximo dois minutos cada e precisam ser inseridas na conta pessoal do participante nos sites YouTube ou Vimeo e a URL do vídeo público (e com a senha, no caso do vídeo protegido do site Vimeo) deverá ser inserida no campo correspondente de cada ficha de inscrição.
Serão selecionadas 3 (três) matérias finalistas, que deverão ser enviadas em qualidade de melhor definição (mini-DV ou DVD) para a comissão organizadora, mediante comunicação prévia pela Turner International e divulgada no site.
Como premiação, o vencedor terá seu trabalho exibido durante a programação da CNN International, além de ganhar uma viagem de três dias para conhecer a sede dos estúdios da CNN, em Atlanta, nos Estados Unidos.
A instituição de jornalismo que tiver o maior número de trabalhos enviados e confirmados como válidos receberá um "kit reportagem" com 2 câmeras filmadoras Canon Vixia Hf S11 64gb, 2 rebatedores 5 Em 1 110cm, 2 microfones Sure com cabo, 1 tripé Weigef e 2 fones de ouvido. Além disso, os professores-orientadores dos autores das três melhores matérias receberão uma placa de menção honrosa como reconhecimento pelo trabalho.
O júri que avaliará os trabalhos é formado por renomados jornalistas brasileiros como Maurício Kubrusly (RedeGlobo), Ana Paula Padrão (Record) e Eliane Brum (escritora e documentarista) e âncoras da CNN International. CNN International é a única rede global a transmitir notícias 24 horas por dia, fazendo ampla cobertura jornalística por meio dos 36 bureaus mundiais da CNN Worldwide.
Programada especificamente para uma audiência global, a CNN International possui cinco sinais separados de satélite para a América Latina, Europa/Oriente Médio/África, Ásia/Pacífico, Sudeste Asiático e Estados Unidos. A CNN International pode ser vista em mais de 186 milhões de residências em mais de 200 países e territórios ao redor do mundo, por meio de uma rede de 38 satélites.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Honduras: Felap condena postura jornalística da CNN

A Federação Latino-americana de Jornalistas (Felap, em sua sigla em espanhol) soltou nota condenando o comportamento editorial da rede de notícias CNN, na sua versão em espanhol, em relação ao Golpe de Estado em Honduras. Segundo a Felap, a emissora norte-americana buscou abrandar a ação golpista em Honduras.
Veja abaixo, em espanhol, a íntegra da nota da Felap.


CNN en español: a la extrema derecha de la derecha hondureña

Recordemos: José Manuel Zelaya Rosales, presidente de Honduras, fue sacado de su casa, por la fuerza, durante la madrugada del 28 de junio, y trasladado en avión, por un comando de militares, encapuchados, a Costa Rica. Y he aquí el comportamiento inicial de la CNN: notas editoriales, comentarios y reportajes, todo, bajo un título, cuando menos llamativo: “Destitución forzada”. Para la CNN no hubo un golpe de Estado en Honduras. ¿Qué tal?
La CNN vuelve a ser artífice de otra movida del manual de ajedrez periodístico para principiantes. Y, por lo mismo, detrás del título, grosero y grotesco, arremete con una ristra de imputaciones a Zelaya, al igual que los golpistas, acusando al mandatario de Honduras –quien jamás renunció a la presidencia-, de “irregularidades y violaciones constitucionales”. Periodísticamente, indigerible. Ideológicamente, afín con el libreto extendido, aquí y en el mundo, por las cadenas de información y comunicación transnacionales, amarradas a la cáfila global dominante.
Lo de la CNN es una actuación periodística al servicio de los golpistas, y, por carácter transitivo un servicio comunicacional, de guerra sicológica, subordinado a la contraofensiva de las derechas latinoamericanas, dependientes del esquema -de nuevas “guerras de baja intensidad”-, trazado por Estados Unidos en el mapa de la actual crisis capitalista global, en varios frentes. Léase, en el terreno económico-financiero, el político y, muy especialmente, en el social-civilizatorio, atravesado por diversos tipos de violencias funcionales a la teoría del caos y a las políticas represivas, implementadas contra los sectores más humillados de la sociedad; contra los más desamparados; contra quienes se rebelan e, incluso, contra capitalistas despojados de sus privilegios por la dinámica voraz de un poder más concentrado en la acumulación y “menos sensible” a las demandas de una justa distribución de la riqueza.
En estos tiempos de guerra intercapitalista ya no alcanza con la consigna implícita: todo el poder a los ricos, sino, de aquí en más, y a cómo dé lugar, todo el poder a los más ricos. Asistimos a las nuevas escalas del crimen, organizado en las alcobas del poder real y no en sus arrabales, como se lo quiere hacer creer. Y en tal escenario la CNN es cadena de transmisión e instrumento activo del proceso de ataque y amedrentamiento a quienes se oponen al ordeno y mando de los dueños del mundo.
Entrevista la CNN a la iglesia hondureña y ésta recomienda la paz a costas de que Zelaya no vuelva a Honduras. Entrevista la CNN a politólogos –“internacionales”- de su plantel, y éstos advierten que los partidarios de Zelaya están infiltrados por grupos armados que responden a Cuba, Nicaragua y Venezuela. Mañana, en otra lección del ajedrez periodístico para principiantes, la CNN encontrará, en clave de primicia, la computadora de “la conspiración contra los golpistas” con las huellas dactilares de agentes cubanos, nicaragüenses y venezolanos.
Transmite la CNN el debate dentro de la Organización de Estados Americanos (OEA) y subraya, enfáticamente, las recomendaciones del canciller canadiense y los representantes de Costa Rica y Estados Unidos, los que proponen que el presidente Zelaya no retorne a Honduras para no exacerbar los ánimos de “una sociedad dividida”. Y entre consultas y más consultas a personajes alineados desembozadamente con los golpistas y el elusivo palabrerío de EE.UU. al interior de sus más altos rangos gubernamentales, la CNN no deja de meter baza: “Zelaya venía siendo denunciado por no respetar la constitución, cuando –entre otras cosas- se lanzó a hacer una consulta al pueblo hondureño, que más tarde derivaría en su reelección”. Cuestión que el propio Zelaya desmintió rotundamente, mil veces.
En esta ocasión, que no es la primera, pero sí una de las más descaradas, la CNN pasa al ataque, sostiene la ofensiva, no apela ni siquiera a la teoría del péndulo: un poco para los golpistas, otro poco para las víctimas de la “Destitución forzada”. No. Nada. Decididamente a la carga. Abandona, una vez más, su disfraz de “periodismo independiente” y se lanza - cómplice de los encapuchados que irrumpieron en la casa de Zelaya y su familia a punta de fusiles-, a la contraofensiva desesperada de la derecha latinoamericana, consciente de que en la región los nuevos aires de independencia contagian, cada día más, a ciento de miles de personas, hartas de hambre y mentiras. Aires que despiertan conciencias y desnudan a los medios de comunicación como lo que son: empresas económicas y financieras que, por vía de distintas ramas de la producción, penetran en la realidad social y cultural de cada día, en las casas, las mentes y rutinas de miles de millones de niños, mujeres y hombres.
La CNN se juega, sin careta, en la primera línea. Se sube, ahora en Honduras, al carro de los golpistas, como lo hiciera a los tanques de guerra que, a sangre y fuego, ingresaron en Bagdad para “decir la verdad y nada más que la verdad” sobre un tal Saddam Hussein. Aunque tiempo después, con otro estilo y otro énfasis, – cuando las evidencias sobre masacres y torturas a manos de las “heroicas” tropas de EE.UU. fueron indisimulables- , se desmarcara suavemente –apelando a la desmemoria periodística de muchos de sus colegas- de las responsabilidades del holocausto, de corte hitleriano, comandado por el criminal de guerra George W. Bush, contra el pueblo musulmán.
El ayer y el presente de la CNN son periodísticamente repudiables y humanamente abominables, más allá y más acá de las derivaciones que adquiera la vida constitucional en Honduras, y la realidad de un pueblo en el que la pobreza y el desprecio hacia los más necesitados fue, durante décadas, el resultado de las políticas aplicadas por Estados Unidos y las oligarquías del “patio trasero”, en nombre de la democracia y la libertad.

Juan Carlos Camaño
Presidente de la Federación Latinoamericana de Periodistas (FELAP)