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sábado, 2 de março de 2013

Síria: União de Jornalistas critica postura da imprensa mundial

De Prensa Latina, publicado anteriormente em Irã News

O presidente da União de Jornalistas da Síria, Eilias Marad, afirmou que o atual conflito sírio expõe o caráter nefasto de certa imprensa autoproclamada livre e objetiva, mas que estimula o terrorismo e propaga informações falsas.
A verdadeira missão dos jornalistas é transmitir a realidade dos acontecimentos de maneira imparcial, assim como trabalhar publicamente e não na clandestinidade ou de forma ilegal, afirmou em entrevista à Prensa Latina.
Neste sentido, criticou a entrada ilegal no país de cerca de 500 jornalistas nos últimos dois anos, algo que não é permitido em nenhum lugar do mundo, nem nos Estados Unidos nem na Europa; mas quando se trata da Síria é mostrado como algo normal ou nem é mostrado, comentou.
Sobre o papel de meios de comunicação internacionais, Marad explicou que muitos se tornaram veículos para transmitir ordens aos grupos armados que pretendem derrocar o governo, mediante apelos à desobediência civil e para cometer ataques e atos de terrorismo.
Um exemplo recente temos com os canais Al Arabiya (Arábia Saudita) e Al Jazzera (Catar), dois dos mais hostis com nosso país, os quais anunciaram alguns dias atrás a explosão de um carro-bomba no bairro damasceno de Al Qaboun, disse.
No entanto, a detonação ocorreu cerca de 10 minutos depois, o que demonstra a existência de um plano que conta com a cumplicidade dos meios, detalhou.
Indicou que em outra ocasião, anunciaram a explosão de três carros-bombas dos quais só dois detonaram, pois o terceiro tinha sido interceptado pelas autoridades.
Tenho transitado por praças onde se alega a presença de grandes manifestações contra o governo e não há absolutamente nada; só uma hora depois, pelo menos, é que começam a chegar alguns seguidores, obedecendo a ordem dada pelas emissoras de televisão, agregou.
Apontou que inclusive, transmitem informações detalhadas de unidades militares ou lugares sensíveis com o objetivo de apontá-los como alvos para futuros ataques.
A propagação de informações falsas ou tergiversadas é uma das características desta crise, atiçada por meios que abandonaram a ética profissional e jornalistas que venderam sua consciência ao melhor pagador, sublinhou.
Criticou que organizações internacionais, como Repórteres Sem Fronteiras, descrevam esta nação do Levante como um lugar onde os jornalistas carecem de direitos e são encarcerados, algo totalmente incorreto, rebateu.
Ao menos 40 profissionais de nossos meios foram sequestrados e assassinados por grupos mercenários, e, no entanto, até o momento nem a entidade citada acima nem nenhuma outra fizeram uma só denúncia a respeito, contrastou.
Também não pronunciaram-se sobre a destruição de jornais, centros de rádio e de televisão no território nacional, os quais têm sido saqueados, como o canal sírio de notícias que meses atrás foi objeto de um atentado que o destruiu quase por completo, exemplificou.
Sobre as funções da União de Jornalistas da Síria, seu presidente detalhou que é uma organização de afiliação voluntária, encarregada da formação, preparação, superação e defesa dos profissionais da imprensa.
Ponderou os benefícios da Lei de Meios de Comunicação que ampliou suas missões, abriu as portas à coexistência de meios públicos e privados e garante que nenhum jornalista pode ser preso por expressar sua opinião, exercida de forma ética e sobre a base do código profissional.
O jornalista afirmou que a maioria dos jornalistas apoiam o governo e o presidente Bashar Al Assad, assim com a política de diálogo para acabar com o conflito que sacode o país.
Neste sentido, conclamamos nossos membros a que escrevam sobre as características do Programa Político, a fim de esclarecer muitos aspectos e estimular o debate na opinião pública, assinalou.
Os estabelecimentos informativos e os jornalistas temos o dever de chamar ao diálogo a todos os grupos sírios, com o fim de devolver a paz à nação, concluiu.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Denúncia: imagens de combates na Síria entre “rebeldes” e tropas do governo seriam gravadas no Qatar


Publicado em Iran News


Nas imediações de Doha instlações são preparadas e decoradas para simular edíficios governamentais sírios que servem de cenário para a gravação de vídos com falsos enfrentamentos. Confira, abaixo, em espanhol, a denúncia da Rede Voltaire.

En las afueras de Doha, la capital de Qatar, se preparan los decorados que imitan plazas y edificios gubernamentales de Damasco, Alepo y Latakia, según denuncia la agencia siria de noticias SANA. La guerra informativa en el conflicto sitio se refuerza cada día y se hace más ’creativa’.
La agencia estatal siria subraya que se trata del segundo intento del Gobierno de Qatar de organizar los rodajes de reportajes falsos, cuyo objetivo es imponer a los telespectadores su propia visión de los acontecimientos en Siria.
Previamente se informó que en varios barrios de Damasco aparecieron rebeldes disfrazados de militares que se hacían pasar por soldados del régimen. “Planeaban cometer crímenes en‪ Damasco y culpar al ejército de ‪Siria”, según agencia estatal SANA. Este jueves se cumple el quinto día de choques en la capital de ese país árabe entre las fuerzas del presidente Bashar Al Assad y los activistas contrarios al régimen.
Fuertes enfrentamientos estallaron cerca de la sede del Gobierno en Damasco después de que rebeldes atacaran a las fuerzas leales al presidente al Assad, que desplegaron vehículos blindados e intensificaron el bloqueo de las carreteras de acceso a la ciudad.
Estos enfrentamientos se producen horas antes de que el Consejo de Seguridad lleve a cabo la votación sobre una resolución de la ONU acerca de la situación en Siria.

Veja aqui o vídeo com a denúncia das imagens falsas

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Síria: Ataque a TV pública deixa pelo menos sete mortos

Do Uol com base na Agência Efe e na BBC


Pelo menos sete pessoas - entre elas três jornalistas - morreram nesta quarta-feira (27) no ataque de "um grupo armado" à sede da rede de televisão pública "Al Ikhbariya", nas cercanias de Damasco, informou a agência de notícias oficial síria "Sana".

Além dos três jornalistas, quatro seguranças também morreram, enquanto há sete pessoas sequestradas e nove feridas pelo atentado, que começou às 4h30 locais (22h30 de Brasília), contra as instalações da emissora na zona de Drousha, 15 quilômetros a oeste de Damasco.

A televisão nacional síria interrompeu ontem a sua programação normal para transmitir em directo imagens do ataque às instalações da Ikhbariya TV, na cidade de Drusha, 20 quilómetros a sul da capital. As imagens mostravam edifícios destruídos ainda em chamas. Segundo a agência EFE, os atacantes colocaram artefatos explosivos nas instalações da "Al Ikhbariya" "após saquear e destruir os estúdios do canal por satélite".

A televisão oficial síria mostrou imagens do local, nas quais era possível ver a sede do canal destruída pelas explosões. Alguns muros que ficaram de pé apresentavam marcas de tiros.

O ministro da Informação sírio, Omran al Zubi, qualificou o ataque como "o pior massacre contra a imprensa e a liberdade de expressão por executar jornalistas sírios a sangue frio e destruir com brutalidade o edifício da televisão 'Al Ikhbariya'".

"Atribuímos à União Europeia, aos árabes e às organizações internacionais a responsabilidade por esse massacre", disse Zubi, depois de assegurar que "o massacre não ficará impune". 

domingo, 17 de junho de 2012

Opinião: “A cobertura da BBC do massacre de Houla só reproduziu propaganda da oposição síria”

Por Chris Marsden, editor da BBC-Londres no blog Countercurrents


O mais discretamente possível, o editor de noticiário internacional da BBC, Jon Williams, admite afinal que a cobertura que a emissora e agência noticiosa britânica distribuiu, do massacre em Houla, Síria – matéria selecionada de agências e trabalho dos próprios jornalistas ‘da casa’ – não passou de seleto compêndio de mentiras.

Em postado do dia 7/6, 16h23, em seu blog pessoal[1], Williams afinal confessa o que vários críticos já haviam observado e denunciado[2]: que não há qualquer prova que permita afirmar que o massacre do dia 25/5, no qual morreram mais de 100 pessoas, tenha sido perpetrado pelo Exército Sírio ou por milícias apoiadas pelo governo alawita de Al-Assad.

Fortemente sugerida nas entrelinhas no mesmo postado, há também a confissão de que o noticiário da BBC reproduziu material de propaganda distribuído pelos sunitas, que operam para derrubar o governo do alawita Bashar al-Assad.

Depois de algumas linhas introdutórias de autojustificação ‘preventiva’, em que fala da “complexidade da situação em campo na Síria”; da “necessidade de tentar separar fato e ficção”; e da “longa tradição síria [sic]” de “noticiar boatos como se fossem fatos”, Williams escreve:

“Logo depois do massacre em Houla mês passado, as primeiras notícias falavam de cerca de 49 crianças e 34 mulheres decapitadas. Em Damasco, agentes ocidentais disseram-me que investigações posteriores não encontraram qualquer vestígios desse tipo de atrocidade. E que, porque o Exército Sírio havia bombardeado a área pouco antes, não havia absolutamente nenhuma certeza sobre a autoria do massacre ou sobre o que realmente aconteceu em Houla.”

Por isso, conclui o jornalista e editor da BBC – em conclusão que chega, de fato, muito atrasada:

“Nessas circunstâncias é mais importante do que nunca informar também sobre o que não sabemos, não só sobre o que se sabe. Em Houla, e agora também em Qubair, todas as evidências sugerem que os responsáveis pelo massacre em Houla tenham sido membros da milícia Shabiha. Mas, à parte o trágico número de vítimas, praticamente não há certeza de nada, nem sobre quem ordenou as mortes, nem por quê.”

Infelizmente, a BBC, até agora, sempre noticiou [e vendeu suas notícias! E a Folha de S.Paulo, oEstadão e O Globo COMPRAM essas notícias e as REVENDEM a leitores brasileiros incautos!] como se tivesse certeza de tudo, da autoria e dos motivos de tudo que se passa na Síria; a BBC e, aliás, todos os grandes jornais britânicos [e dos brasileiros, então, que vivem de requentar noticiário internacional requentado, desses NEM SE FALA! Vide notas, adiante].

Em lugar de operar como agência de produção e distribuição de informação aproveitável, a BBC operou como ativo braço de propaganda de uma falsa indignação ‘humanitária’ e correspondentes ‘certezas’ fabricadas em Londres, Washington e, até, na ONU –, em todos os casos divulgando, como se fosse fato, que o Exército Sírio ou milícias armadas que operariam sob as ordens do governo, ou ambos,  seriam responsáveis pelo massacre.

Exemplo típico desse jornalismo de desinformação é a matéria publicada dia 28/5, “Syria Houla massacre: Survivors recount horror” [3], [reproduzida sem tirar nem por, título e tudo, no Brasil, pela Folha de S.Paulo, e, pra piorar, em TRADUÇÃO HORRÍÍÍÍÍÍÍÍVEL!]:

"Os membros da milícia 'Shabiha' atacou (sic) as casas. Eles não tiveram compaixão. Nós fotografamos crianças com menos de 10 anos de idade, com suas[4] mãos amarradas e mortas com tiros à queima-roupa, a 10cm de distância, apenas 10 cm. Eles cortaram seus[5] pescoços com facas, não todo o pescoço, mas eles fizeram um buraco no pescoço, um buraco nos olhos."[6]

Em momento algum se cogita de lembrar os leitores da possibilidade – se os ‘depoimentos’ não forem integralmente inventados! – de esses ‘depoimentos’ virem de pessoas politicamente alinhadas com a oposição síria, agindo e falando sob instruções de um ativo programa de propaganda.

E, só agora, Williams/BBC [mas não os jornais e os jornalistas do Grupo GAFE (Globo/Abril/FSP/Estadão), no Brasil, pelo menos até esse momento] lembra de lembrar que:

“Dadas as dificuldades para o trabalho de reportagem na Síria, vídeos postados em Twitter, Facebook e YouTube podem servir como guia para conhecer os fatos em campo. Mas os fatos nunca são branco ou preto – quase sempre são cheios de nuances cinzentas. Os que se opõem ao presidente Assad têm agenda própria. Um alto funcionário ocidental chegou a descrever a estratégia de comunicação da oposição síria pelo YouTube, como “brilhante”. Mas lembrou também das técnicas de ‘guerra psicológica’ e de lavagem cerebral, de propaganda, que militares norte-americanos e outros usam frequentemente, para convencer pessoas de versões que nem sempre são verdadeiras.”[7]

Williams sabe bem do que está falando.

Dia 27/5, a BBC distribuiu uma foto, apresentada como se fosse recente e tirada em Houla, para ‘comprovar’ o show: “corpos de crianças em Houla, ainda insepultos.”

Mentira. Nada além de exemplo da propaganda a favor do golpe contra o governo de Assad, e que nada tem de “brilhante”. A foto de corpos enrolados em mortalhas brancas foi tirada pelo fotógrafo Marco di Lauro no Iraque, há quase dez anos, dia 27/3/2003. E eram ossadas descobertas num deserto, ao sul de Bagdá.

Di Lauro comentou: “O que muito me surpreende é que uma agência de notícias como a BBC não verifique suas fontes. Alguém está usando trabalho do outros para fazer propaganda de mentiras. Mas... A BBC?!”[8] (...)

É perfeitamente possível que o mea culpa de Williams tenha motivos dignos, de preocupação com o papel que ele e outros jornalistas desempenham, de porta-vozes de uma campanha para derrubar mais um governante no mundo árabe, conhecida hoje, eufemisticamente, como ‘troca de regime’. Mas de pouco servirá a ‘confissão’, lá, escondida num blog da empresa. 

Porque fato é que, na BBC [como na Folha de S.Paulo, no Estadão e n’O Globo, no Brasil! (NTs)] ’ a mesma propaganda – vendida como se fosse jornalismo a consumidores PAGANTES – continua, sem qualquer modificação, como se vê na cobertura, dia 6/6, de outro massacre, dessa vez na vila de Qubair. 

Dessa vez, o correspondente da BBC, Paul Danahar, que viaja no comboio dos monitores da ONU, ‘noticiou’ que escrevia “de uma casa devorada pela chamas”, “sentindo cheiro de carne calcinada”, cercado de “pedaços de cadáveres”. ‘Noticia’ também que “massacrar o povo não satisfaz a fúria do exército de Assad. Agora matam também os animais.” E a matéria é ilustrada pela foto de um burro morto, que nada mostra, além do burro morto. Em seguida, sobre imagens de marcas de pneus numa estrada de terra, o mesmo Paul Danahar ‘noticia’: “Veem-se evidentes tentativas para apagar rastros de pneus e outros detalhes das atrocidades.” É possível que haja as tais ‘evidentes’ tentativas. Mas nada, no jornalismo da BBC comprova o que o jornalista ‘noticia’. (...)

E é desnecessário lembrar que a BBC (a Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo e O Globo, claro!) não dizem uma palavra sobre matéria publicada dia 7/6 pelo Frankfurter Allgemeine Zeitung, com muitas evidências de que o massacre de Houla tenha sido cometido pelo Exército Síria Livre. – A matéria oferece depoimentos recolhidos entre os habitantes da região, por grupos que se opõem ao governo de Assad e também se opõem ao Exército Síria Livre e a outras milícias também pagas e armadas (e noticiadas) pelo ocidente. 

[2] Em Portugal, o blog “Clube dos Jornalistas” já sabia das mentiras da BBC. Verhttp://www.clubedejornalistas.pt/?p=6013 [NTs].
[3] 28/5/2012, BBC, em http://m.bbc.co.uk/news/world-middle-east-18245225. 

E idêntico besteirol aparece copiado-publicado e REVENDIDO a leitores consumidores PAGANTES, no Brasil:

(1) Na FOLHA DE S.PAULO, no mesmo dia: em http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1097005-sobreviventes-relatam-horrores-de-massacre-na-siria.shtml. E, claro, aparece também repetido 

(2) N’O ESTADO DE S.PAULO, dia 31/5, emhttp://www.estadao.com.br/noticias/internacional,perigo-de-guerra-civil-na-siria-aumenta-apos-massacre-de-houla,880614,0.htm. E também, porque a copiação, por aqui, nunca falha, o mesmo besteirol TAMBÉM está publicado, igualzinho, no jornal

(3) O GLOBO, em http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/05/perigo-de-guerra-civil-na-siria-aumenta-apos-massacre-de-houla.html [NTs].
[4] E de quem, diabos, seriam as mãos?! Tradução ginasiana, amadora, infantiloide, debiloide... E os assinantes da Folha de S.Paulo PAGAM pra ler esse lixo! [NTs]
[5] E de quem, diabos, seriam os pescoços?! Tradução ginasiana, amadora, infantiloide, debiloide e errada... E os assinantes  da Folha de S.Paulo PAGAM pra ler esse lixo! [NTs]

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Síria pode perder acesso a satélites de telecomunicações

Por Fady Marouf, da agência SANA, publicado originalmente e traduzido por Pátria Latina

O Conselho de Ministros da Síria disse que a decisão do Conselho da Liga Árabe, em pedir que as empresas que administram os satélites "Arabsat" e "Nilesat" parem de veicular a propagação dos canais de satélites na Síria, é uma violação sem precedentes da liberdade de imprensa e é contra as leis de radiodifusão e regulamentação e é um passo que vai um longo caminho desde a ética da mídia.
Na reunião desta terça-feira (05), o Gabinete denunciou a decisão da Liga Árabe e solicitou ao Ministério da Informação a tomar todas as medidas para lidar com esta decisão para assegurar a permanência da disseminação de canais de satélite sírios.
Da mesma forma, o Conselho de Ministros pediu ao Ministério da Informação para continuar a coordenação e decisão dos procedimentos administrativos e judiciais com as empresas "Arabsat" e "Nilesat" e obrigá-los a não aceitar aos ditames políticos e comprometer-se com acordos e contratos assinados com os sírios, de acordo com as leis existentes sobre satélite radiodifusão.
O ministro da Informação disse que o governo possui alternativas para garantir a continuidade da transmissão de todos os canais, afirmando em comunicado à imprensa após a reunião que o objetivo desta decisão é ausência da realidade do que está acontecendo de eventos em opinião pública síria em favor de canais que transportam todos os métodos de fabricação e enganos da mídia.
Além disso, o Governo aprovou a atribuição de um fundo de 500 milhões de libras sírias para a reabilitação e restauração de instalações de serviços e edifícios públicos e privados na cidade de Homs, e também para ajudar famílias afetadas.
Em seguida, o Conselho aprovou o projeto de lei sobre a criação e licenciamento de ONGs, e a fundação de um órgão da administração pública conhecida como a "Comissão Nacional para as ONGs", que têm filiais em diferentes províncias.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

BBC News utiliza foto feita em 2002 no Iraque para ilustrar "matança na Síria"

Publicado originalmente em Irã News
Se hizo en todos los conflictos bélicos de la historia más reciente. En Rumanía, en Irak, en Kuwait, en Irán, en Libia o en Surcorea. Ya en la primera mitad del siglo XX la propaganda antisoviética recurrió a utilizar imágenes de las hambrunas de una época para hacerlas pasar por las de otra.
En la propia Siria ya han empleado en otras ocasiones imágenes de video correspondientes a otro contexto espacio-temporal bien distinto. Hace más de cuatro años, la trampa se preparó a propósito de los disturbios “espontáneos y pacíficos” en Tíbet. Nos mostraron manifestaciones y disturbios de países asiáticos como India o Pakistán, con explicaciones de que todo eso estaba pasando en la tierra de los Lamas.
Cuando los medios mendaces son sorprendidos, a veces pronto, a veces tarde, en sus montajes fríamente planificados y orientados a sucios fines, o bien se escudan en alegaciones relacionadas con simples “errores” humanos, con la consiguiente (e incómoda para ellos) rectificación, o bien insisten, y ello es inútil, en que los equivocados somos los que denunciamos sus malas y obscenas artes.
Pero la propaganda no se detiene. Buscarán otro falaz pretexto para atraer adhesiones populares para sus causas belicistas. Sigamos desenmascarando todas las farsas que detectamos y divulguemos al máximo todo aquello que coadyuve a la desacreditación de los portavoces del devorador imperialismo, el cual es la antítesis misma de cualquier labor básicamente humanitaria.
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La foto, la que realmente fue tomada el 27 de marzo del 2003, muestra a un niño irakí saltando sobre docenas de bolsas blancas que contenían esqueletos encontrados en un desierto al sur de BagdadLa BBC enfrenta críticas luego que
La BBC enfrenta críticas luego que “accidentalmente” utilizara una fotografía tomada en Irak en el 2003 para ilustrar la “una insensible masacre de niños” en Siria.
El autor de esta fotografía, Marco di Lauro, dijo que casi se “cayó de la silla” cuando vio la imagen. Expresó que estaba “asombrado” por la falla de la empresa para chequear sus fuentes.
La foto, la cual realmente fue tomada el 27 de marzo del 2003, muestra a un niño irakí saltando sobre docenas de bolsas blancas que contenían esqueletos encontrados en un desierto al sur de Bagdad.
Sin embargo, fue publicada este lunes en el sitio web de noticias de la BBC bajo el título “Condenan la masacre de Siria en Houla mientras crece la indignación”. La leyenda indica que la fotografía fue proporcionada por un activista y no puede ser independientemente verificada, pero dice que “se cree que muestra los cuerpos de niños en Houla esperando ser sepultados”.

Porta voz da BBC afirma que foto já foi retirada.

Por su parte, Di Lauro, quien trabaja para la empresa Getty Images, expresó: “Me fui a casa como a las 3 a.m. y abrí la página de la BBC, la cual tenía una noticia en el portal acerca de lo que pasó en Siria y casi me caí de la silla”.”Una de mis fotos de Irak fue utilizada por el sitio web de la BBC como ilustración de portada afirmando que esos eran los cuerpos de la masacre del domingo en Siria y que la foto fue enviada por un activista”.
“Sin embargo, la foto la tomé yo y está en mi página web, en la sección especial en relación a una historia que hice en Irak durante la guerra llamada Irak, después de Sadam“.
“De lo que realmente estoy asombrado es de que una organización de noticias como la BBC no chequea sus fuentes y está dispuesta a publicar cualquier foto enviada por cualquiera: activista, periodista o lo que sea. Eso es todo”, precisó.
Agregó que le preocupaba menos una disculpa o el uso de la imagen sin su consentimiento, añadiendo: “Lo que es asombroso es que una organización de noticias tiene una foto que prueba una masacre que sucedió ayer en Siria y sin embargo es una foto que fue tomada en el 2003 de una masacre totalmente diferente”.
“Alguien está utilizando la foto de otro para propaganda a propósito”, dijo.
Un vocero de la BBC indicó: “Tuvimos conocimiento de esta imagen siendo ampliamente difundida en Internet en las primeras horas de esta mañana después de las atrocidades más recientes en Siria”.
“La usamos con una advertencia clara diciendo que no pudo ser independientemente verificada”.
“Se hicieron esfuerzos para rastrear la fuente original de la imagen y cuando se estableció que la imagen era inexacta la retiramos de inmediato

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Opinião: Correspondente de Guerra: o mito e a desconfortável verdade do Jornalismo heróico


Por Robert Fisk, publicado no The Independent, UK e no Pátria Latina

Foi preciso coragem para entrar em Homs; a Sky News, depois a BBC, e alguns bravos homens e mulheres que tinham de contar ao mundo sobre o sofrimento da cidade e, em pelo menos dois casos, foram também vítimas. Essa semana, descobri-me pensando que conhecemos o nome do valente fotógrafo britânico Paul Conroy, mas praticamente nada sabemos sobre os 13 cidadãos sírios que foram mortos, aparentemente por atiradores mercenários, quando tentavam resgatá-lo. Não é culpa de Conroy, é claro. Mas não sabemos o nome daqueles mártires sírios nem, que se saiba, alguém procurou saber.


Há alguma coisa de vagamente colonialista em tudo isso. Crescemos tão habituados à versão cinematográfica dos jornalistas ‘correspondentes de guerra’ que eles, de algum modo, tornaram-se mais importantes que as pessoas e os fatos sobre os quais falam. Todos sabem que Hemingway libertou Paris – ou pelo menos, com certeza, o Harry's Bar –, mas que leitor saberia dizer o nome de um único cidadão francês morto na libertação de Paris? Lembro-me de meu valente colega de televisão, Terry Lloyd, morto pelos americanos no Iraque em 2003 – mas quem se lembra do nome de um, do meio milhão de iraquianos mortos por causa da invasão (além, é claro, de Saddam Hussein)? O correspondente da rede Al Jazeera foi morto em Bagdá por bombas de jatos norte-americanos, no mesmo ano. Lembro o nome dele: Tareq Ayoub. Era palestino. Estive com ele na véspera.

O colete à prova de balas tornou-se agora símbolo de qualquer repórter de televisão em ‘cenário de guerra’. Nada tenho contra coletes à prova de balas. Até usei, na Bósnia. Mas cada dia mais me incomoda ver aqueles repórteres metidos em trajes espaciais azuis, entrevistando vítimas da guerra às quais ninguém se lembrou de dar coletes à prova de balas. Sei que as empresas de seguro obrigam correspondentes e equipes de jornalistas a usar o tal colete. Mas, nas ruas, a impressão que se tem é uma só: que a vida dos jornalistas ocidentais é, de algum modo, mais preciosa que a dos civis “estrangeiros” que padecem à volta das câmeras e dos jornalistas. Há vários anos, num combate em Beirute, mandaram-me vestir um colete à prova de bala, para dar uma entrevista a um canal de televisão, cujo entrevistador estava metido num colete daqueles, com protetores de aço, pesando quase 6kg. Recusei. Sem colete, adeus entrevista.

Fenômeno semelhante e igualmente desconfortável apareceu há 15 anos: como os jornalistas deveriam ‘lidar’ com a guerra? Deveriam receber aconselhamento, para enfrentar suas terríveis experiências? Deveriam buscar ou evitar a “imersão”? O jornal Press Gazetteconvidou-me a comentar. Recusei o convite. A matéria, depois, foi publicada com longos parágrafos sobre o trauma que os jornalistas sofriam – e sugeria, na conclusão, que só os jornalistas alcoólatras abriam mão do “apoio”  psicológico. Ou psico-conversas ou tonel de gin. A terrível verdade, é claro, é que os jornalistas podem meter-se no avião e voltar para a casa, se as coisas ficam sérias demais, classe executiva e gelo no copo. Os pobres, sem colete à prova de balas, deixados lá – passaportes de párias, sem visto para entrar em país algum, tentando desesperadamente impedir que o sangue jorre do próprio corpo, seu e dos filhos e familiares e amigos – são os que realmente precisam de “apoio”.

O romantismo associado aos repórteres “de guerra” já era muito evidente nos prelúdios da Guerra do Golfo de 1991. Viam-se todos os tipos de jornalistas estrangeiros na Arábia Saudita, todos metidos em uniformes militares de combate. Vi um, norte-americano, com botas de camuflagem pintadas com folhas verdes – exatamente o que não se via, nem uma folha verde, que fosse, em hectares de deserto real. E descobri, surpreendido, que na solidão daquele deserto real, muitos soldados do tipo real, sobretudo Marinesnorte-americanos, tinham tempo para escrever diários de suas experiências. Vários ofereceram-me seus originais, para publicação. Jornalistas querendo ser soldados e soldados querendo ser jornalistas.

Essa curiosa simbiose é também bem evidente quando jornalistas de “guerra” falam sobre sua “experiência de combate”. Há três anos, numa universidade norte-americana, tive o prazer de ouvir três veteranos feridos na guerra EUA-Iraque/Afeganistão desmascararem um jornalista que pontificava sobre sua “experiência de combate”. “Com licença, senhor”, disse um dos veteranos, polidamente, “O senhor não teve ‘experiência de combate’. O senhor teve experiência de ‘exposição a combate’. São coisas diferentes.” O soldado sabia do que falava: não tinha pernas.

Todos somos hoje vítimas do jornalismo de “Vi o horror de perto” / “foguetes zunindo” / “fui derrubado pelo impacto do fogo de metralhadoras/canhões/
atiradores mercenários”. É possível que eu tenha dito coisas assim na Irlanda do Norte no início dos anos 1970s. Com certeza disse, no sul do Líbano no final dos anos 1970s. Envergonho-me muito. Por mais que sejamos “testemunhas oculares” de guerras – frase que também me incomoda terrivelmente –, esse tipo de ‘estou-aqui-em-nome-do-meu-jornal’ é sempre autopromocional. James Cameron captou bem esse clima, na Guerra da Coreia. Pouco antes de desembarcar com as forças dos EUA em Inchon, ele escreveu: “no meio daquilo tudo, como se fosse concebível, um barco flutuava de um lado para outro, marcado com letras enormes, “IMPRENSA”, cheio de correspondentes que se acotovelavam agitados, todos nós tentando dar a impressão de firme determinação de pôr os pés em terra na 1ª Onda, ao mesmo tempo em que tentávamos achar jeito para que nos encontrassem na 50ª Onda”.

E como esquecer as palavras da jornalista israelense Amira Haas – repórter do Haaretz's na Cisjordânia ocupada, que cito frequentemente. Amira contou-me em Jerusalém que o trabalho dos correspondentes estrangeiros não é ser “a primeira testemunha da história” (miserável definição que eu mesmo escrevi), mas “monitorar os centros de poder”, sobretudo quando estão indo à guerra, e especialmente quando se preparam para fazê-lo montados numa montanha de mentiras.

Sim, toda a honra aos que reportaram de Homs. Mas... quando os israelenses lançaram aquele seu bombardeio cruel sobre Gaza em 2008, baniram de lá todos os jornalistas, como alguns sírios tentaram fazer em Homs. E os israelenses, sim, conseguiram impedir que o ocidente visse o banho de sangue que Israel detonou em Gaza. Como em Homs, também em Gaza as vítimas só puderam contar com elas mesmas para noticiar o próprio sofrimento. E fizeram belo trabalho.

Engraçado é que as redações em Londres e Washington não manifestaram qualquer empenho em mandar jornalistas para Gaza.

[1], como mandaram jornalistas para Homs. Falo só por falar. Um pensamento infeliz, que me passou pela cabeça.


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sábado, 24 de março de 2012

Síria: CNN estaria aliada a grupos armados

Enviada por Beto Almeida 


La televisión nacional siria transmitió este viernes nuevas grabaciones que revelan la guerra mediática contra Damasco emprendida por la cadena estadounidense CNN. En la grabación se evidencia un acto de sabotaje llevado a cabo por un grupo armado opositor al gobierno de Bashar Al Assad contra un oleoducto de Al Sultaniya, ubicado en Homs. El video revela la coordinación anticipada de los terroristas con una corresponsal y un camarógrafo de CNN, quienes ingresaron a Siria de manera ilegal por el Líbano para transmitir esta acción a nivel internacional.
El acto terrorista fue transmitido por CNN, mientras la corresponsal Arwa Damon daba detalles del suceso, en el cual culpaba al Ejército Árabe Sirio de perpetrarlo. Prensa Latina publicó que el camarógrafo, identificado como Neil Hallsworth, es, en realidad, un excomando de los infantes de marina ya licenciado, quien participó en la guerra contra Irak y fue contratado por la cadena estadounidense para entrar clandestinamente en Homs.
Mientras, la televisión siria desmintió que el gobierno le negara a CNN permisos para entrar de forma legal al país, como alegó ese medio para justificar la entrada ilícita de reporteros y camarógrafos por la frontera con el Líbano, por donde también ingresan grupos armados y les es suministrado el armamento, de acuerdo con las autoridades del país árabe.
En ese sentido, mostraron copia de las acreditaciones concedidas al equipo del canal internacional, entre las que estaba la otorgada al periodista Dominic Robertson, del grupo de prensa de la cadena estadounidense en Londres y quien estuvo en Siria en enero.
Robertson estuvo en Homs el día que un grupo armado atacó a una delegación de periodistas extranjeros, asesinó al reportero francés Gilles Jacquier e hirió a otras 25 personas en el barrio Ekrima.
La semana pasada, el gobierno sirio denunció la tergiversación mediática que busca justificar una intervención extranjera.



domingo, 22 de janeiro de 2012

Síria: oposição é responsabilizada pela morte de jornalista francês

De Prensa Latina

Opositores ao governo sírio foram os responsáveis pela morte de um jornalista francês pela explosão de um obus na cidade de Homs, segundo fontes da Liga Árabe (LA), citadas pelo diário Le Figaro.
Gilles Jacquier, do canal France 2, perdeu a vida em 11 de janeiro num ataque do autodenominado Exército Livre Sírio, formado por militares desertores, que encabeça as operações militares contra o governo de Bashar ao Assad.
Pouco depois do ataque, soubemos com rapidez em alguns setores de Homs quem tinha disparado , agregou um membro da LA.
Assinalou que as revelações provinham de uma ONG e de um alto responsável pela oposição, cujos nomes não foram dados a conhecer por motivos de segurança. Os dados foram transmitidos ao secretário geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby, organização que tinha debruçado uma missão de observadores nesse país. Numa dada altura, o Ministério de Informação da Síria condenou o ataque contra a delegação da imprensa estrangeira, que causou a morte a oito pessoas e feridas a outras 25, entre elas um jornalista belga.
Denunciou a dependência governamental, que esse ato é uma mostra da cadeia de terrorismo à que está exposta Síria e reflete as intenções dos grupos armados de tergiversar a imagem real do que está acontecendo no país.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Artigo: O fiasco dos agentes franceses em Homs- Síria

Sobre a morte, na Síria, do jornalista francês Gilles Jacquier

Por Boris V., da Red Voltaire

El periodista francés Gilles Jacquier resultó muerto el miércoles 11 de enero de 2012 durante la realización de un reportaje en Homs. Jacquier estaba cubriendo los acontecimientos en Siria para el programa Envoyé spécial.*
Convencido de que en Siria no había grupos terroristas sino una revolución que estaba siendo reprimida de forma sangrienta, Gilles Jacquier había rechazado la protección de los servicios de seguridad y no portaba casco ni chaleco blindado. Jacquier y otros colegas que compartían su opinión habían alquilado 3 minibuses y estaban en contacto con personas del lugar que podían ayudarlos a darse a conocer, concertar encuentros y que, además, les servían de traductores.
Todos juntos habían solicitado reunirse con representantes alauitas antes de visitar los barrios sublevados de Bab Amr y Bab Sbah. Al llegar al hotel As-Safir [en Homs], se habían encontrado por casualidad con un capitán que les propuso acompañarlo junto a su destacamento hasta el barrio alauita de Najha donde les esperaba una asistente del gobernador de Homs. Con su ayuda, los periodistas lograron reunirse con varias personalidades e interrogar a los transeúntes. A la 14h45, la representante del gobernador les pidió que abandonaran el lugar lo más rápidamente posible ya que el cese del fuego de facto se termina, todos los días, a las 15 horas. Pero, como los periodistas de la radio-televisión belga flamenca VRT se habían aventurado más lejos –hasta el barrio de Akrama–, el grupo no se movió con suficiente rapidez. Miembros de la asociación de víctimas del terrorismo que habían planeado realizar una manifestación ante un autobús fletado por el ministerio de Información para unos 40 periodistas anglosajones, a los que no encontraron, quisieron dejar de todas formas constancia de su opinión ante varias cámaras coreando consignas de apoyo al presidente Bachar al-Assad. A las 15 horas, como diariamente sucede, se reanudó la batalla de Homs. Un proyectil explotó en la azotea de un inmueble, destruyendo un tanque de combustible. Otro cayó en una escuela y un tercero entre los manifestantes que expresaban su respaldo al presidente al-Assad, matando a 2 de ellos. Los periodistas subieron a una azotea para filmar los daños. Se produjo entonces un momento de calma. Gilles Jacquier pensó que el incidente había terminado y bajó con su camarógrafo para filmar los cadáveres de los manifestantes. Al llegar a la puerta del inmueble resultó muerto, junto a 6 personas que apoyaban a al-Assad, por una cuarta explosión que lo lanzó contra una joven, también miembro de su equipo. La joven resultó herida en ambas piernas.
En medio de la confusión general, el cadáver de Gilles Jacquier y la joven herida fueron evacuados en auto hacia hospitales. Este incidente en particular dejó 9 muertos y 25 heridos. La batalla de Homs prosiguió con muchos más incidentes durante toda la tarde y la noche.
A primera vista, todo parece muy claro: la muerte de Gilles Jacquier se debió a la casualidad. Se hallaba en el lugar equivocado en el momento equivocado. Lo más importante es que su visión personal sobre la naturaleza de los acontecimientos en Siria le llevó a creer que sólo tenía que temer al comportamiento de las fuerzas gubernamentales y que, por consiguiente, no se vería en peligro al cubrir una manifestación que no tuviese carácter antigubernamental. Así que rechazó que lo acompañara una escolta, no llevaba casco ni chaleco blindado y no respetó el fatídico horario de fin del cese del fuego. O sea que no supo evaluar la situación porque fue víctima de la diferencia existente entre la propaganda de sus propios colegas y la realidad que él mismo negaba.
Resulta difícil entender, en esas circunstancias, por qué, después de una cortés primera reacción, Francia, que muy justificadamente ya había exigido una investigación sobre la muerte de su ciudadano, insinuó súbitamente que Gilles Jacquier fue asesinado por los sirios y se negó a que se hiciese [en Siria] una autopsia en presencia de sus expertos [expertos de Francia]. Estas acusaciones fueron expresadas públicamente por Jacques Duplessy, uno de los periodistas que acompañaba a Jacquier.
Para la prensa francesa, los hechos no son tan evidentes como parece y afirma que subsisten dudas sobre la identidad de los proyectiles mortales. Según la mayoría de los reporteros, fueron disparos de mortero. El ejército sirio confirma que ese tipo de arma está siendo utilizado cotidianamente por los terroristas en Homs. Pero, según algunos testigos, fueron proyectiles disparados con un lanzacohetes portátil, y la televisión privada siria Ad-Dunia mostró aletas de cohete. Varios foros debaten con pasión sobre el tema, no sin segundas intenciones. En Francia, los detractores de al-Assad creen en la tesis del mortero y acusan al ejército de ser el autor de los disparos. Mientras tanto, los que defienden a al-Assad creen en la tesis del lanzacohetes y acusan a los terroristas. Se trata, en definitiva, de un detalle que nada prueba. Es cierto que el ejército sirio utiliza morteros, pero no son de ese calibre, y los grupos armados utilizan lanzacohetes, pero nada impide que cada bando utilice otro tipo de armamento.
En todo caso, se fueron disparos de mortero, los dos primeros permitieron precisar el ángulo de tiro para que el tercero y el cuarto cayeran entre los manifestantes, que eran el blanco de la agresión. Pero, si fueron disparos de cohetes, sus autores tuvieron la oportunidad de apuntar con mucha más precisión para matar a una persona en particular. Esto último llevaría entonces a la tesis del asesinato.
El análisis de las imágenes y videos muestra que los cuerpos de las víctimas no están ensangrentados ni acribillados por impactos de fragmentos, como sucede en la explosión de un obús de fragmentación. Los cuerpos se ven, por el contrario, intactos. Según los casos, la sangre brota por la nariz o los oídos, como sucede en la explosión de un cohete termobárico, cuya onda expansiva comprime los órganos provocando hemorragias internas. Asimismo, los puntos de impacto en la acera no muestran huellas de fragmentación.
Hay que destacar que varios testigos hablan, por su parte, de granadas, lo cual no contribuye a mejorar la comprensión de los hechos ya que existen granadas con énfasis en la onda expansiva y granadas de fragmentación. En definitiva, sólo la hipótesis del arma con énfasis en la onda expansiva (RPG o granada) resulta compatible con los elementos médico-legales visibles en las fotos y videos. A su llegada al lugar de los hechos, investigadores sirios y observadores de la Liga Árabe encontraron dos colas de [obuses de] mortero de 82 milímetros y una cola de cohete de fabricación israelí.
Por lo tanto, las autoridades francesas tienen razón en estudiar la posibilidad del asesinato, aunque su objetivo sea utilizar un drama para justificar sus propósitos guerreristas contra Siria. Sin embargo, si bien los diplomáticos franceses tienen orden de buscar la verdad, al parecer también han recibido órdenes de garantizar que los sirios no logren descubrirla. Así que impidieron que cualquier francófono se acercara a la fotógrafa Caroline Poiron, la compañera sentimental del periodista Gilles Jacquier, quien se mantuvo en vela junto al cadáver durante toda la noche. La joven, quien se encontraba en estado de choque, estaba fuera de control y hubiese podido hablar de más. Posteriormente prohibieron que se realizara la autopsia en Siria y se apresuraron a repatriar el cadáver lo más pronto posible. ¿Cuál es entonces la hipótesis que Francia quiere verificar por sí misma y sin embargo ocultar al gran público?
Es aquí donde empieza nuestra inmersión en el mundo de los servicios especiales occidentales que están realizando en Siria una «guerra de baja intensidad», comparable a las organizadas en Centroamérica durante los años 1980 o, más recientemente, en Libia para preparar y justificar la intervención de la OTAN.
Gilles Jacquier era un reportero que gozaba de la estima de sus colegas y que había recibido diferentes reconocimientos en el campo profesional (Premio Albert Londres, Premio de los Corresponsales de Guerra, etc.). Pero su actividad no se limitaba al periodismo…
En una carta que porta el membrete de France-Télévisions, fechada el 1º de diciembre de 2011, las redactoras-jefes de Envoyé spécial –el programa político de más audiencia a nivel nacional [en Francia]– habían solicitado una visa al ministerio de información de Siria. Afirmando que querían comprobar la versión siria de los hechos, según la cual «los soldados del ejército sirio están siendo víctimas de emboscadas y de grupos armados que asolan el país», solicitaron que Jacquier fuese autorizado a seguir la vida cotidiana de los soldados de la 4ª división blindada, bajo las órdenes del general Maher al-Assad (hermano del presidente) y de la 18ª división blindada, comandada por el general Wajih Mahmud. Las autoridades sirias se sorprendieron ante la arrogancia de los franceses: por un lado dirigen los grupos armados que atacan a las tropas leales al gobierno sirio, y por el otro pretenden infiltrar entre esas tropas a un agente de la inteligencia militar para que informe a los grupos armados sobre los desplazamientos de esas tropas. La solicitud no fue aceptada.
Gilles Jacquier buscó entonces otra vía. Recurrió a una religiosa de la iglesia católica griega, que no tiene pelos en la lengua, estimada y a veces temida por el poder, la Madre Agnes-Mariam de la Croix, higúmena del monaterio de Saint-Jacques de l’Intercis. Esta religiosa fue la organizadora del primer viaje de prensa abierto a los periodistas occidentales desde el comienzo de los incidentes. La conocida religiosa asedió al ministerio de Información hasta obtener la visa para Jacquier y su camarógrafo.
Las cosas se aceleraron el 20 de diciembre. Otros medios de prensa imploraron a la Madre Agnes-Mariam que obtuviera para ellos el mismo favor. Por su parte, Gilles Jacquier solicitó otra visa para su compañera sentimental, la fotógrafa Caroline Poiron, y para la reportera Flore Olive, representantes ambas del semanario Paris-Match. Sería, en total, un grupo de 15 periodistas de Francia, Bélgica, Holanda y Suiza. Todo indica que los franceses y el holandés eran en su mayoría, quizás todos, agentes de la DGSE [Siglas de la Dirección General de la Seguridad Exterior de Francia. Nota del Traductor.]. El tiempo apremiaba para la realización de su misión.
Al llegar a este punto de este trabajo se impone un rápido flash-back.
Los grupos armados de la OTAN están realizando diversas acciones de sabotaje tendientes a debilitar a Siria. A pesar de que el centro histórico de la revuelta de la Hermandad Musulmana es Hama y de que esta sólo cuenta con el apoyo de dos barrios de Homs, la OTAN ha seleccionado esta última ciudad para concentrar en ella sus acciones secretas. Homs se halla, en efecto, en el centro del país y constituye el principal nudo de comunicación y de abastecimiento. Sucesivamente, «revolucionarios» han cortado el oleoducto y, posteriormente, los ingenieros canadienses que dirigían la central eléctrica fueron retirados del país a pedido de Estados Unidos. Finalmente, 5 ingenieros iraníes encargados de restablecer el funcionamiento de la central eléctrica fueron secuestrados el 20 de diciembre de 2011.
Los medios de prensa recibieron un comunicado en el que una misteriosa brigada contra la expansión chiíta en Siria reclamaba la autoría de ese último acto. La embajada [de Irán] confirmó posteriormente que estaba negociando con los secuestradores. Estos debían presentar una «prueba de vida», como una foto fechada que probara que los secuestrados estaban vivos y sanos. Contrariamente a lo esperado, esa prueba no fue enviada directamente a la República Islámica sino publicada en Paris-Match (edición del 5 de enero). Según se dijo, un fotógrafo de Paris-Match había logrado penetrar clandestinamente en Siria, donde había tomado la foto. Es posible que los lectores franceses se hayan cuestionado la humanidad de ese reportero, que fotografió a los rehenes sin tratar de ayudarlos. En todo caso, el mensaje estaba claro: los ingenieros están vivos y los secuestradores están bajo control de los servicios franceses. No ha habido reacciones oficiales de ninguna de las partes, lo cual indica que siguen negociando.
A su llegada a Damasco, las autoridades alojaron a los enviados de los medios franceses y holandeses en hoteles diferentes, pero Jacquier los agrupó a todos inmediatamente en elFardos Tower Hotel. Quien maneja ese hotel no es otra que Rulla Rikbi, la hermana de Bassma Kodmani, la portavoz del Consejo Nacional, con sede en París. El hotel sirve de base a los servicios secretos franceses.
En resumen, un agente de la inteligencia militar, cuya compañera sentimental es una fotógrafa que a su vez tiene un colega que estuvo en contacto con los rehenes [iraníes], formó un grupo de «periodistas» a cargo de una misión vinculada a dichos rehenes, probablemente su entrega a los iraníes por parte de los franceses. Después de deshacerse de los servicios de seguridad, todos se fueron a Homs pero el jefe de la misión resultó muerto antes de lograr establecer el contacto previsto de antemano.
Resulta comprensible que, en esas condiciones, el embajador de Francia se haya puesto nervioso. Y está en su derecho de pensar que es posible que Gilles Jacquier haya sido asesinado por miembros de los grupos armados, inquietos por la interrupción de la alianza militar entre Francia y Turquía y muy deseosos de provocar una intervención militar de la OTAN. Hostiles a la negociación en desarrollo, es posible que estos elementos hayan decidido hacerla fracasar.
El embajador de Francia, sin tiempo para reconstruir los hechos, hizo entonces todo lo posible por impedir que los sirios pudiesen hacerlo ellos. Contrariamente a lo previsto en las normas internacionales, se negó a que la autopsia se hiciese en Siria y en presencia de expertos franceses. Los sirios aceptaron no actuar conforme a las reglas pero pusieron como condición realizar previamente una radiografía del cuerpo. En realidad aprovecharon para fotografiar el cadáver desde todos los ángulos posibles. Según nuestras informaciones, el cuerpo presenta huellas de fragmentos de metralla en el pecho y cortes en la frente.
Posteriormente, el embajador metió en sus autos blindados a los «periodistas» franceses, al holandés y el cuerpo del difunto. Y se fue con ellos, acompañado de una fuerte escolta, dejando plantada a la estupefacta Madre Agnes-Mariam de la Croix y a un periodista de la Agence France-Presse [AFP]. El apresurado diplomático se llevó así a sus agentes y abandonó a los civiles. El convoy pasó por el hotel As-Safir de Homs para recoger los efectos personales de todos, siguió camino hasta la embajada [francesa] en Damasco y llegó en un santiamén al aeropuerto, donde un avión especial fletado por el ministerio de Defensa de Francia evacuó a los agentes hacia el aeropuerto parisino de Le Bourget. Los espías ya ni siquiera fingían estar haciendo reportajes en Siria, olvidaban que sus visas habían sido prorrogadas, y simplemente huían antes de que los sirios descubriesen la realidad de la frustrada operación. A su llegada a París, el cuerpo fue trasladado de inmediato al instituto de medicina legal, donde se le realizó la autopsia sin esperar la llegada de los expertos enviados por Siria. En violación de los procedimientos penales, el gobierno francés invalidó el informe resultado de la autopsia, que tarde o temprano será rechazado por la justicia, y eliminó toda posibilidad de determinar la verdad.
Para impedir que los periodistas (los de verdad) metan las narices en el asunto, los periodistas (los de mentira) que acompañaban a Jacquier han hecho en Francia múltiples declaraciones contradictorias, mintiendo descaradamente para crear confusión y ocultar lo evidente. Es así que, a pesar de que resultaron muertas 8 personas que manifestaban a favor de al-Assad, Jacques Duplessis denuncia «una trampa de las autoridades sirias» para eliminarlo a él y a sus colegas. Una verificación arrojó que el señor Duplessis trabajó durante muchísimo tiempo para una ONG muy conocida como pantalla… de la DGSE.
Para los iraníes y los sirios, la muerte de Jacquier constituye una catástrofe. Al permitir los movimientos del grupo de espías franceses y vigilarlos discretamente, esperaban descubrir a los secuestradores, liberar a los rehenes y arrestar a los criminales.
Hace un año que los servicios secretos militares de Francia están al servicio del imperialismo estadounidense. Organizaron una guerra civil en Costa de Marfil. Después manipularon el separatismo de la región libia de Cirenaica para disfrazarlo de revolución contra Kadhafi y apoderarse de Libia. Ahora entrenan y dirigen a delincuentes reclutados en Qatar y Arabia Saudita para sembrar el terror, acusar al gobierno sirio y amenazar con venir a derrocarlo. No es nada seguro que al pueblo francés se sienta orgulloso de enterarse que Nicolas Sarkozy ha rebajado a su país a la categoría de vulgar secuestrador de rehenes. Y no habrá de qué sorprenderse si un Estado que practica el terrorismo en otras tierras tiene que enfrentarlo algún día en su propio suelo.