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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Opinião: Como preparar a opinião pública para uma guerra

Por Marcelo Justo, de Londres. Tradução: Marco Aurélio Weissheimer/Carta Maior


Segundo um documento do Ministério da Defesa britânico publicado na sexta-feira (27) pelo jornal The Guardian, o governo deveria “lançar uma campanha constante e clara para influenciar nas áreas mais importantes da imprensa e da opinião pública” buscando recuperar o apoio popular que existiu na guerra das Malvinas e na Irlanda do Norte. O documento aconselha “reduzir a sensibilidade pública às consequências inerentes de uma operação militar”. 

Londres - As forças armadas deveriam evitar as cerimônias de repatriação de soldados mortos em combate e usar mais mercenários e tropas de elite para neutralizar o rechaço a conflitos armados que existe na opinião pública britânica desde as guerras do Afeganistão e Iraque. Segundo um documento do Ministério da Defesa publicado na sexta-feira (27) pelo jornal The Guardian, o governo deveria “lançar uma campanha constante e clara para influenciar nas áreas mais importantes da imprensa e da opinião pública” buscando recuperar o apoio popular que existiu na guerra das Malvinas e na Irlanda do Norte.
O documento aconselha “reduzir a sensibilidade pública às consequências inerentes de uma operação militar” e “inculcar a ideia de que o serviço implica sacrifícios e que estes riscos foram assumidos com plena consciência”. Uma maneira de atenuar esta sensibilidade é diminuir o número de mortes em combate: o informe recomenda fazer um maior uso dos veículos de combate não tripulados.
Outro caminho é mudar a “proporção” das mortes. Nesta particular avaliação dos riscos, o Ministério da Defesa britânico estima que uma coisa são mercenários ou membros de forças especiais como o SAS e outra são os integrantes das forças regulares. Neste último caso, o impacto público é muito maios e começa quando os meios de comunicação divulgam a identidade do soldado morto que costuma ter cerca de 10 e poucos anos e tem na foto uma expressão luminosa carregada com toda a desolação da morte. “As pessoas resistem muito melhor à morte de integrantes das forças especiais. A morte de 19 membros das SAS nas Malvinas não gerou grande comoção”, assegura documento.
O inferno mais temido do Ministério da Defesa é a repatriação de soldados mortos e sua repercussão pública nos meios de comunicação, desde a chegada do caixão no aeroporto até a passagem do carro fúnebre com as pessoas nas calçadas jogando flores e chorando, tudo implacavelmente transmitido pelos noticiários. Entre 2007 e 2011, 345 militares britânicos morreram em combate e foram repatriados com todas as honras. O informe do Ministério da Defesa sugere cerimônias menos vistosas e dramáticas.
A ideia gerou indignação entre os familiares que a qualificaram de “brushing the deaths under the carpet” (varrer os mortos para debaixo do tapete). “Combatem e dão a vida. Por que temos que escondê-los? Seria francamente escandaloso”, disse ao Guardian Deborah Allbitt, cujo marido, Stephen, morreu no Iraque.
A necessidade de preparar a opinião pública e convencê-la da inevitabilidade da intervenção militar é o fio condutor do informe. “Historicamente, uma vez que a população esteja convencida de que o conflito lhe diz respeito, ela está disposta a respaldar uma guerra com todos os seus riscos”, assinala o documento.
As Malvinas e a Irlanda do Norte são os casos citados como exemplos desta efetiva preparação da opinião pública. Afeganistão e Iraque são os exemplos contrários. “As pessoas estão muito mais informadas e nossos oponentes são muito mais sofisticados na exploração da informação na internet. O resultado é que convencer a nação se tornou muito mais difícil, mas não por isso, menos essencial”, indica o informe.
O documento do Ministério da Defesa é de 2012 e foi obtido pelo Guardian graças à lei de liberdade da informação. Uns dez meses mais tarde, em agosto, o primeiro ministro David Cameron pagou o preço político de desobedecer essas recomendações, quando sua tentativa de envolver o Reino Unido na aventura militar na Síria foi derrotada por uma votação na Câmara dos Comuns em meio a um ceticismo generalizado.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Mali: jornalistas denunciam que França bloqueia fluxo de informações


En base a nota en Telesur I
Cadenas y agencias internacionales denuncian que las Fuerzas Armadas de Francia ha impuesto un bloqueo informativo sobre las acciones militares que ejecutan durante su intervención en Malí, limitando el trabajo de los periodistas y corresponsales que son enviados a dar cobertura a la creciente guerra que se libra en este país africano.
La cadena iraní Press TV denuncia que, desde el pasado 11 de enero cuando Francia inició una guerra con el pretexto de detener el avance de “insurgentes”, París ha intensificado su ofensiva terrestre y aérea, dejando grabar y luego difundir muy pocas imágenes del conflicto.
Por su parte, el canal privado Francés TF1 y otras redes de televisión de Francia han enviado varios equipos periodísticos a Bamako, capital de Mali, pero “un apagón informativo sobre las imágenes de los enfrentamientos ha limitado a todos los periodistas de la ciudad”.
Otras cadenas informativas denuncia que el Gobierno de Francia habla de la recuperación de la ciudad de Konna (centro), sin que hasta el momento se hayan ofrecido imágenes que confirme tal aseveración.
En tanto, el canal “France 5” tilda de sospechoso que, a pesar de los “intensos combates en Diabaly, cuerpo a cuerpo según el ejército invasor, no se haya producido ninguna baja entre las fuerzas francesas, aún cuando hablan de la “capacidad y determinación de los rebeldes islamistas”.
“Podríamos pensar que en el terreno no se han producido tales combates 'cuerpo a cuerpo' y que, en realidad, las fuerzas francesas están enfrentándose a los rebeldes a distancia, con misiles y bombardeos aéreos”, destaca la televisora.
El medio de comunicación francés considera que el exceso de bombardeos es la razón de la falta de imágenes. “Debe ser poco edificante para la opinión pública las imágenes de casas de adobe y vehículos con cuerpos carbonizados”, precisó el canal.
Asimismo, estos medios internacionales señalan que la abundancia de recursos naturales en Mali, incluyendo oro y reservas de uranio, “podría ser una de las razones detrás de la guerra francesa”.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

[Veja a vídeo-entrevista] Um olhar sul-americano sobre a guerra da Líbia

Enviado por Leite Filho, publicado anteriormente no blog Café com Polítca.


Rolando Segura é o repórter da Telesur que esteve  na Líbia durante seis meses reportando a guerra que terminou com o assassinato e esqurtejamento do  presidente Muamar Kadafi. Ele deu essa entrevista ao Café na Política, a convite de Beto Almeida, dirigente da Telesur, em Brasília, e da qual também participaram FC Leite Filho e Rosilene Correa, do Sindicato de Professores de Brasília e colaboradora da TV Cidade Livre, Canal 8 da NET (só DF). Antes ver o vídeo, leia alguns pontos do que ele disse:
“Recordo que me diziam nas redes sociais (da internet, que chegavam lá sem problemas): Olha, agora que você está aí com os principais canais emeios de informação do mundo, veja se aprende então a fazer  jornalismo. , quando fiz o balanço do que me cercava, eu concluí: se isto é o jornalismo, se isto que estão contando a maior parte dos jornalistas, sinceramente, eu não mais seria jornalista. Era a maneira em que se ocultava e se falseava a realidade”.
“Por exemplo, poderíamos chegar a um lugar, como nos aconteceu muitas vezes, onde sem dúvida não havia a mais mínima dúvida de queera um edifício bombardeado, um edifício civil. Que chegávamos, quando estavam tirando os cadáveres sob os escombros…um erédio de edifícios civis, com os vizinhos, com as pessoas chorando retirando seus parentes, seus amigos, e,no outro dia, quando víamos as imagens, saíam as imagens do edifício de frente. Não saía as imagens do edifício, onde o míssil fez a cratera e de onde estavam saindo os cadáveres. (As imagens) Saíam do edifício da frente que, claro, estava estragado, mas onde era a onda expansiva, não era a destruição da bomba. Ou seja, o mundo não viu o horror dessa guerra. Isso não saiu no El País, na Al Jazeera, na BBC. Isso não foi mostrado.
“Existem inclusive denúncias de que as equipes de jornalistas que estavam lá trabalhando não eram realmente jornalistas, pela maneira como se comportavam. Por exemplo,  antenas que se via uma antena via satélite transmitindo para OTAN. Evidentemente, dentre os jornalistas, havia a denúncia de que havia pessoas que não eram realmente profissionais da informação.
Veja abaixo a vídeo-entrevista

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Denúncia: imagens de combates na Síria entre “rebeldes” e tropas do governo seriam gravadas no Qatar


Publicado em Iran News


Nas imediações de Doha instlações são preparadas e decoradas para simular edíficios governamentais sírios que servem de cenário para a gravação de vídos com falsos enfrentamentos. Confira, abaixo, em espanhol, a denúncia da Rede Voltaire.

En las afueras de Doha, la capital de Qatar, se preparan los decorados que imitan plazas y edificios gubernamentales de Damasco, Alepo y Latakia, según denuncia la agencia siria de noticias SANA. La guerra informativa en el conflicto sitio se refuerza cada día y se hace más ’creativa’.
La agencia estatal siria subraya que se trata del segundo intento del Gobierno de Qatar de organizar los rodajes de reportajes falsos, cuyo objetivo es imponer a los telespectadores su propia visión de los acontecimientos en Siria.
Previamente se informó que en varios barrios de Damasco aparecieron rebeldes disfrazados de militares que se hacían pasar por soldados del régimen. “Planeaban cometer crímenes en‪ Damasco y culpar al ejército de ‪Siria”, según agencia estatal SANA. Este jueves se cumple el quinto día de choques en la capital de ese país árabe entre las fuerzas del presidente Bashar Al Assad y los activistas contrarios al régimen.
Fuertes enfrentamientos estallaron cerca de la sede del Gobierno en Damasco después de que rebeldes atacaran a las fuerzas leales al presidente al Assad, que desplegaron vehículos blindados e intensificaron el bloqueo de las carreteras de acceso a la ciudad.
Estos enfrentamientos se producen horas antes de que el Consejo de Seguridad lleve a cabo la votación sobre una resolución de la ONU acerca de la situación en Siria.

Veja aqui o vídeo com a denúncia das imagens falsas