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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Minicom ameaça punir TV Cultura com suspensão de transmissão

A TV Cultura está ameaçada de ser tirada do arpor até dois dias, por decisão do Ministério da Comunicação. A suspensão, já publicada no Diário Oficial, é uma punição pelo não cumprimento do credenciamento do quadro diretivo da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura, junto ao órgão.
Pela lei de telecomunicações, o ministério tinha de ser comunicado oficialmente, em 2010, que João Sayad estava assumindo a presidência da Fundação Padre Anchieta. A TV Cultura encaminhará recurso ao ministério."
Mais detalhes, clique aqui.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O silêncio da mídia sobre a demissão de Heródoto Barbeiro da TV Cultura

Do blog Café com Política

A Internet existe, para a nossa felicidade e informação. Do contrário, ninguém saberia  da demissão sumária de dois conceituados jornalistas da TV Cultura, pelo reles (e imperioso, óbvio) motivo de terem denunciado os preços extorsivos dos pedágios, em São Paulo. São eles Heródoto Barbeiro, nacionalmente conhecido pelo tradicional programa de entrevistas “Roda Viva”, na TV Cultura, e, mais ainda pelo seu programa matutino da Rádio CBN; e Gabriel Prioli, cinco dias após este ter sido nomeado como diretor de jornalismo da TV pública paulista. 
Os motivos seriam porque Heródo questionou duramente o candidato José Serra na “Roda Viva”,  como mostra o vídeo acima, o ex-governador de São Paulo e considerado principal responsável pelos pedágios, além de ex-manda-chuva da TV Cultura; e porque Sérgio Gabrioli teria encomendado uma reportagem especial sobre os tais pedágios. Agora, uma pergunta: sou eu que estou distraído ou vocês viram algum destaque deste fato nos jornalões, TVs e rádios.  Se o episódio tivesse envolvido a candidata Dilma Rousseff, creio que o estardalhaço seria grande.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Opinião: TV Cultura: “É suicídio imitar a TV comercial”

ImagePublicado originalmente no Blog do Zé.

Para o jornalista e presidente do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, Jorge da Cunha Lima, o caminho traçado pela TV Cultura de imitar a TV Comercial é simplesmente “suicídio”. Sua opinião foi externada, hoje, no artigo “As duas mortes da TV Cultura”, publicado na Folha de São Paulo. 

Na visão de Cunha Lima a emissora pública encara, de fato, duas mortes: a perda da autonomia administrativa e a “falta de compreensão da missão da instituição”. E argumenta. Uma TV que tenta seguir os rumos da televisão comercial sem ter os mesmos recursos redunda em fracasso certo.

O jornalista ressalta: “Na televisão pública, o que não tem a mediação da inteligência não produz formação crítica”.

Cunha Lima aponta saídas: “A TV precisa fidelizar o público a partir da estabilidade. Os bons programas tradicionais, como "Metrópole", "Vitrine", "Ensaio", "Roda Viva", "Entrelinhas", "Jornal da Cultura", "Mesa Redonda", "Grandes Momentos do Esporte" e "Repórter Eco" deveriam ser aperfeiçoados, não substituídos a cada três meses”.

 E lamenta que a imagem da emissora que possa estar mudando. “Televisão pública precisa de prestígio, coisa que a TV Cultura tinha para dar e vender”, disse citando a excelência dos programas infantis  como “Mundo da Lua”, “Rá-Tim-Bum” e “Cocoricó” – iniciativas notórias que marcaram toda uma geração.

Leiam na íntegra o artigo de Cunha Lima, aberto aos assinantes da Folha, aqui, ou sua a versão reproduzida no portal Vermelho, aqui.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Resistência contra privatização da TV Cultura continua

Publicado originalmente no Blog do Zé.


Cerca de 70 funcionários, ex-funcionários, sindicalistas, representantes de entidades, parlamentares e blogueiros participaram na noite de 3/4 na sede do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo (Centro) do ato contra a privatização da Rádio e TV Cultura, da Fundação Padre Anchieta, ligada ao governo tucano do Estado.

Entre os presentes, os deputados estaduais Simão Pedro (PT), Carlos Giannazi (PSOL) e Lecy Brandão (PC do B), e jornalistas como o professor da USP, Laurindo (Lalo) Leal Filho, e Luiz Carlos Azenha , do blog Vi o Mundo.

O principal foco do protesto de ontem foi a parceria firmada entre a Cultura - a maior e mais bem montada rede de TV pública do país - e a Folha de S. Paulo, pela qual o jornal adquiriu o direito de exibir, desde 10 de março, aos domingos, o programa “TV Folha”. O conteúdo editorial é de responsabilidade exclusiva do jornalão da Barão de Limeira e nele não há qualquer participação da emissora.

Parceria com os jornais e revista é cooptação para evitar críticas


Além disso, o governo tucano do Estado e os senhores da Cultura convidaram, também,  os jornais “O Estado de S.Paulo”  e “Valor Econômico” e a revista “Veja” (ou seja, a Editora Abril) a produzir programas para a emissora pública.

O jornalista e professor Laurindo Leal, o Lalo, verbalizou o que todos temem como principal resultante dessas parcerias: que a gestão da TV Cultura esteja buscando um "cala boca" para não ser criticada pela imprensa.

“Nem essa possibilidade da crítica da mídia vai sobreviver com a oferta de espaço público à imprensa  privada”, advertiu Lalo. Entre as propostas para contornar esta situação está a abertura de editais públicos para a elaboração de programação na emissora.

Esforço pró-privatização leva a extinção de programas tradicionais


Outras reivindicações são o fim de sucessivas levas de demissões, num verdadeiro “desmonte” da emissora; a reavaliação da extinção de tradicionais programas (Zoom, Grandes Momentos do Esporte, Vitrine, Cultura Retrô e Login); o estancamento do processo de enfraquecimento da produção de conteúdo próprio pela TV Cultura; e um reestudo da diminuição das equipes do jornalismo.

Nos 30 anos em que estão à frente do governo do Estado, os tucanos nunca desistiram de seus projetos de privatizar a maior emissora pública do país, processo que aceleram de governo a governo e que ampliaram, agora, com essa parceria com os grandes jornalões e com a maior revista semanal do país.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Entidades se mobilizam em defesa da TV Cultura-SP

As rádios e a TV Cultura de São Paulo se consolidaram historicamente como uma alternativa aos meios de comunicação privados. As rádios AM e FM ficaram conhecidas pela excelente programação de música popular brasileira e de música clássica. A televisão criou alguns dos principais programas de debates de temas nacionais, como o Roda Viva e o Opinião Nacional, e constituiu núcleos de referência na produção de programas infantis e na de musicais, como o Ensaio e o Viola, Minha Viola. As emissoras tornaram-se, apesar dos percalços, um patrimônio da população paulista.


Contudo, nos últimos anos, a TV e as rádios Cultura estão passando por um processo de desmonte e privatização, com a degradação de seu caráter público. Esse e outros fatos se destacam:

  • mais de mil demissões, entre contratados e prestadores de serviço (PJs);
  • extinção de programas (Zoom, Grandes Momentos do Esporte, Vitrine, Cultura Retrô, Login) e tentativa de extinção do Manos e Minas;
  • demissão da equipe do Entrelinhas e extinção do programa, sem garantias de que ele seja quadro fixo do Metrópolis;
  • aniquilação das equipes da Rádio Cultura e estrangulamento da equipe de jornalismo;
  • enfraquecimento da produção própria de conteúdo, inclusive dos infantis;
  • entrega, sem critérios públicos, de horários na programação para meios de comunicação privados, como a Folha de S.Paulo;
  • cancelamento de contratos de prestação de serviços (TV Justiça, Assembleia e outros);
  • doação da pinacoteca e biblioteca;
  • sucateamento da cenografia, da marcenaria, de maquinaria e efeitos, além do setor de transportes.

Pela sua composição e formato de indicação, o Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta não tem a independência necessária para defender a Cultura das ações predatórias vindas de sua própria presidência. Mesmo que tivesse, sobre alguns desses pontos o Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta sequer foi consultado.



Não podemos deixar esse patrimônio do povo de São Paulo ser dilapidado, vítima de sucateamento promovido por sucessivas gestões sem compromisso com o interesse público, seriamente agravado na gestão Sayad.

Nesse momento, é preciso afirmar seu caráter público e lutar pelos seguintes pontos:

  1. Contra o desmonte geral da rádio e TV Cultura e pela retomada dos programas.
  2. Em defesa do pluralismo e da diversidade na programação.
  3. Por uma política transparente e democrática para abertura à programação independente, com realização de pitchings e editais.
  4. Pela democratização do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta


ATO CONTRA A PRIVATARIA DA CULTURA - 3 de abril, terça-feira, às 19h
Local: Sindicato dos Engenheiros de São Paulo - Rua Genebra, 25 – Centro (ao lado da Câmara Municipal)


Gilberto Maringoni
Hamilton Octavio de Souza
Ivana Jinkings
Joaquim Palhares – Carta Maior
Laurindo Lalo Leal Filho
Luiz Carlos Azenha – blog Vi o Mundo
Luiz Gonzaga Belluzzo
Renato Rovai – Revista Fórum e Presidente da Altercom
Rodrigo Vianna – blog Escrevinhador
Wagner Nabuco – Revista Caros Amigos
Emir Sader
Flávio Aguiar
Altercom - Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação
Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
CUT – Central Única dos Trabalhadores
Frente Paulista pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

quarta-feira, 21 de março de 2012

Mídia: E se fosse a Carta Capital na TV Brasil?

Por Eduardo Guimarães, no Pátria Latina:

Na mesma semana em que a Folha de São Paulo repercutiu em suas páginas, em tom de denúncia, um contrato de publicidade por prazo determinado celebrado entre um banco controlado pelo governo federal e um dos blogs políticos mais conhecidos do Brasil, o jornal foi premiado pelo governo de São Paulo com um programa no horário mais nobre da TV brasileira, o das noites de domingo, e bem na emissora pública paulista, a TV Cultura.
Entre as poucas reações que se viu a negócio da natureza do que foi firmado entre a emissora pública paulista e uma empresa de comunicação privada que há anos vem sendo acusada de tomar partido do PSDB paulista e do governo de São Paulo ao praticamente não cobrir a gestão do Estado nos últimos quase vinte anos, sobressaiu a do jornalista e proprietário da revista CartaCapital, Mino Carta, em artigo do qual reproduzo trechos.

*****

– (…) Sou informado a respeito do nascimento de uma TV Folha. Triunfa nas páginas 2 e 3 da Folha de S.Paulo a certidão do evento, a prometer uma nova opção para as noites de domingo na tevê (…)

– (…) A tevê pública paulista acaba de oferecer espaço não somente à Folha, mas também a Estadão, Valor e Veja. (…) Só o jornal da família Frias aproveitou a oportunidade (…)

– (…) Tucanagens similares já foram cometidas em diversas oportunidades nos últimos anos, uma delas em 2010, o ano eleitoral que viu José Serra candidato à Presidência da República. Ainda governador, antes da desincompatibilização, Serra fechou ricos contratos de assinatura dos jornalões (…) Do volumoso pacote não constava obviamente CartaCapital, assim como somos excluídos do recente convite da Cultura (…)

– (…) Volta e meia, CartaCapital é apontada como revista chapa-branca, simplesmente porque apoiou a candidatura de Lula e Dilma Rousseff à Presidência da República. (…) Há quem se abale até a contar os anúncios governistas nas páginas de Carta Capital, e esqueça de computar aqueles saídos nas demais publicações (…)

– (…) Fomos boicotados durante os dois mandatos de Fernando Henrique e nem sempre contamos com o trato isonômico dos adversários que tomaram seu lugar. (…) E nem por isso arrefecemos no alerta perene do espírito crítico. (…) Quanto ao Partido dos Trabalhadores, jamais fugimos da constatação de que no poder portou-se como os demais. (…)

– (…) No mais, desta vez dirijo minha pergunta aos leitores em lugar dos meus botões: qual é a mídia chapa-branca?

*****

Então surgem os questionamentos que não estão sendo feitos, ainda que o jornal, como diz Mino Carta, tenha se “abalado” a dar explicações que não lhe foram pedidas até agora por aqueles que deveriam zelar pela preservação do interesse público sobre ativos estatais como é a emissora pública de São Paulo, que, por ser “fundacional” (como bem observa um leitor), está sob fiscalização do Ministério Público Estadual de São Paulo.

Apesar da falta de ímpeto do MPE-SP, a ombudsman do Jornal Folha de São Paulo, neste domingo, oferece explicações. E em tom crítico. Reproduzo, abaixo, coluna de Suzana Singer de 18 de março de 2012

*****

Folha ‘descobre’ vida inteligente na TV

Suzana Singer

Jornal precisa segurar o impulso de autopromoção e ser transparente ao tratar do seu programa na Cultura

Sem nenhuma modéstia, a campanha publicitária do “TV Folha”, que invadiu até as sagradas páginas de opinião do jornal, decretou: o telespectador finalmente terá algo para ver nas noites de domingo.

Ainda é cedo para dizer se a promessa foi cumprida ou se cabe procurar o Procon. Uma estreia é pouco até para avaliar um restaurante.

Mas o que já ficou claro é que o “TV Folha” tenta se diferenciar dos outros telejornais: não tem âncora alinhavando as reportagens, os colunistas aparecem “descontraídos”, a edição busca uma linguagem de documentário e o tom é de crítica -sobrou até para o Chico Buarque.

O primeiro programa começou com um assunto velho, a ação policial na cracolândia, que aconteceu há dois meses, mas serviu de recado aos que acreditam que a Folha, ao usar um espaço da TV Cultura, engatou um namoro com o governo do Estado. A tese da reportagem era que a operação, ineficaz no combate ao problema dos viciados em drogas, visava às eleições.

Louvável, a independência editorial não é suficiente para encerrar a discussão sobre a validade dessa parceria, em que uma empresa privada explora espaço de uma emissora pública.

O jornal não explicou direito as bases desse acordo. Trata-se de uma permuta: em troca dos 30 minutos na televisão, a Folha cede páginas de anúncios para a Cultura. As despesas do “TV Folha” são do jornal, mas são compensadas pela receita publicitária. “A TV Cultura tem como ganhos um programa jornalístico de qualidade a custo zero, além de espaço de divulgação na Folha”, diz a assessoria de imprensa da emissora.

Não houve concorrência, mas a Folha não foi a única convidada. “Não cabe licitação, porque todos os grandes jornais de São Paulo foram chamados em condições de igualdade”, diz a Cultura. Segundo a emissora, o programa do “Estado de S. Paulo” deve estrear no segundo semestre, o “Valor” ainda não apresentou uma proposta e a revista “Veja” desistiu.

A Secretaria de Redação diz que considera válida a terceirização de espaço em emissora pública, desde que seja um recurso para “melhorar e diversificar a programação”.

A audiência da estreia mostrou que “melhorar” a televisão não é fácil. Mesmo com tanta propaganda, o programa obteve 1 ponto no Ibope, um aumento de 0,3 em relação ao da semana anterior (cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande São Paulo).

O modesto crescimento e a “boa receptividade do público” foram alardeados numa série de pseudorreportagens autopromocionais, que chamavam de “pesquisas Datafolha” sondagens feitas com um número pífio de participantes. Só um texto crítico foi publicado, sob a vinheta “não gostei”, na “Ilustrada”.

“Está exagerado, querem nos convencer de que o programa foi um sucesso. Mas isso tem que ser feito com conteúdo, não com essa espécie de merchandising”, reclamou o leitor Robinson Alves, 28, curador.

O jornal, que noticia com destaque cada perda de audiência da Rede Globo, será submetido agora a um teste de transparência. Para mostrar respeito pela inteligência do leitor, como prometeu na campanha publicitária do “TV Folha”, precisará ser duro com a sua nova criação, que já nasceu petulante, desdenhando a concorrência.

*****

Assisti ao programa e ao fim do post ofereço ao leitor a sua íntegra em vídeo (em três partes). Minha opinião: foi bem feito, isento, como deveria ser. Estaria tudo bem, caso fosse prática da própria Folha e da grande imprensa em geral tratar com olhos de ver, e sem ilações maldosas, uma parceria entre o poder público e o jornalismo privado? Nesse caso, penso que não.

Busque-se na Folha o que diz sobre a TV Brasil, as suposições acusatórias que esse jornal e os outros veículos contemplados pela extrema generosidade do governo paulista sempre fizeram em relação à emissora pública do governo federal – inclusive quanto à audiência, como diz a ombudsman ao lembrar a audiência pífia que teve o primeiro TV Folha – e, por fim, verifique-se se a TV Brasil, alguma vez, foi menos crítica com o governo federal ou se foi mais crítica do que deveria com os governos controlados pela oposição. Garanto que não se encontrará uma só diferença.

Pelo contrário: a TV Brasil é criticada com freqüência, por setores da militância petista, por não ser usada no jogo político em prol do governo federal.

É por isso que sempre digo que acho corretíssimo que emissoras públicas não sirvam, de maneira alguma, de instrumentos políticos, pois hoje quem controla um desses veículos é o partido que você apóia, mas, amanhã, pode ser controlada por aquele ao qual você se opõe, sendo, portanto, a medida ideal aquela em que uma emissora pública, nesse âmbito, seja usada para fazer apenas jornalismo. E não qualquer jornalismo, mas um jornalismo exemplar.

Prova disso foi a disposição da TV Brasil, recentemente, de pedir desculpas públicas por matéria sobre a invasão do bairro Pinheirinho que repercutira informações veiculadas primeiro pelo UOL, do Grupo Folha, de que havia denúncias de mortos naquela operação policial, informação que ainda não foi confirmada.

Detalhe: a TV Brasil fez isso mesmo após o presidente da EBC, Nelson Breve, ter sido alvo da fúria de um blogueiro da Veja ligado ao PSDB, que partiu para cima dele acusando-o de atuar em prol do governo a que serve.

É óbvio, portanto, que a Folha não faria diferente logo no programa de estréia. Tal seria se o primeiro uso do presentaço que ganhou do governo de São Paulo fosse para agraciá-lo ou até para não lhe fazer alguma crítica. A isenção do primeiro TV Folha foi uma espécie de “vacina” contra questionamentos que sobreviriam.

E assim foi por uma razão muito simples, da qual o texto da ombudsman dá pistas: a concessão do horário nobilíssimo para a Folha foi um péssimo negócio para a TV Cultura. Segundo Suzana Singer, o presentão decorreu de “Uma permuta: em troca dos 30 minutos na televisão, a Folha cede páginas de anúncios para a Cultura”.

Que negócio da China, hein! Dá a entender que o jornalão, que tem (bem) menos de 300 mil assinantes (incluídos, aí, aqueles que recebem o jornal em casa sem pedir e de graça), fará publicidade para um tipo de meio de comunicação que certamente tem muito mais de 300 mil domicílios de audiência.

Ou alguém acha que uma TV como a Cultura, que tem décadas de visibilidade, precisa que um jornal diga que ela existe? Existirá um só paulista que não conhece a TV Cultura? Quanto custa tanto tempo de publicidade no horário mais nobre da TV Brasileira e quanto custarão os anúncios “gratuitos” da emissora no jornal?

Aliás, a programação da emissora já consta de cada edição da Folha, que é muito bem paga por isso pelo governo de São Paulo, que também lhe compra milhares e milhares de exemplares do jornal impresso.

Esse horário extenso que a TV Cultura concedeu a jornais e a uma revista que dificilmente fazem críticas ao governo que controla essa emissora pública enquanto se dedicam a fuzilar os adversários desse mesmo governo custa muito mais do que anúncios em papel-jornal, mas quem deveria notar isso não deu um pio.

Se a contratação pela TV Brasil de um jornalista renomado – e ex-membro do conselho editorial da Folha – como Luis Nassif foi alvo de fuzilaria da Folha, apesar de os valores envolvidos na contratação serem muito mais explicáveis do que a doação do mais nobre horário da televisão brasileira ao jornal, que diria esse jornal se a emissora do governo federal fizesse semelhante acordo com a Carta Capital e, ainda, sem a mesma licitação que ele criticou por não ter existido na contratação daquele jornalista?

domingo, 22 de janeiro de 2012

Emprego: último dia para se inscrever na seleção de editor executivo da Cultura SP

Hoje, domingo, 22/1, é o último dia para cadastramento de curriculos dos que desejam se inscrever para a vaga de Editor Executivo da TV Cultura de São Paulo, em São Paulo, capital.

Segundo o edital da Fundação Padre Anchieta, as principais atribuições da vaga são:

  • Supervisionar as tarefas dos editores, redatores, produtores e pauteiros;
  • Acompanhar o transcorrer dos acontecimentos noticiados;
  • Providenciar, junto às áreas específicas, matérias que complementem a produção dos telejornais e/ou programas jornalísticos;
  • Acompanhar fechamento com o editor chefe;
  • Dirigir do switcher o jornal ao vivo junto com o editor chefe;
  • Participar da definição da pauta e avaliação dos programas.
Os requisitos são:

  • Comprovação de todas as atividades descritas acima;
  • Agilidade, atualização constante, discernimento e relacionamento interpessoal
  • Mínimo: Inglês nível intermediário.
Se exige nível superior completo e a contratação é pelo regime celeitista.

Inscrições

Para cadastrar o CV é preciso entrar aqui. No campo Departamento opte por JORNALISMO e no campo Cargo opte por EDITOR EXECUTIVO. Após o encerramento das inscrições, será solicitado o envio de relação de produções que atendam os requisitos exigidos.

A seleção será feita de acordo com as seguintes etapas, em datas a serem agendadas e comunicadas previamente aos candidatos pela área de RH:
  • Triagem dos currículos cadastrados;
  • Realização de provas de conteúdo geral e específico (eliminatórias), testes psicológicos e redação;
  • Realização de entrevistas técnicas e/ou comportamentais.

A realização das provas e entrevistas ocorrerá na sede da Fundação Padre Anchieta, Rua Cenno Sbrighi, 378 – Água Branca.
Confira na íntegra o Regulamento Interno de Processo Seletivo da Fundação Padre Anchieta, no site www.tvcultura.com.br/trabalheconosco

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Audiência e receita da TV Cultura desabam

Por Jotabê Medeiros, de O Estado de São Paulo

Estudo interno da emissora paulista mostra ''traço'' no Ibope, captação de recursos abaixo do previsto e maior gasto com funcionários afastados


A média de audiência atual da TV Cultura, mantida pelo governo do Estado, é a mais baixa da História. Corresponde a 0,8 ponto, o equivalente a 47,2 mil domicílios. O "traço" de audiência se reflete na arrecadação da emissora: em maio, sete meses após a eleição do ex-secretário de Cultura João Sayad como presidente da Fundação Padre Anchieta, a receita obtida foi 58% menor que o previsto. Em 12 meses, período em que cortou 993 vagas (46% dos funcionários fixos), a Cultura perdeu 27% de sua audiência média.

Esse cenário não é uma visão externa pessimista dos rumos da fundação. Trata-se de relatório interno produzido pela emissora, ao qual o Estado teve acesso com exclusividade. Produzido para exame da direção e do Conselho Curador, o relatório pinta um retrato pouco animador da
atual gestão. Segundo a emissora, o documento "prova momento de transparência" na administração.

Historicamente, as audiências da Cultura eram baixas, mas nunca chegaram a tal patamar. Raros programas ultrapassam 1 ponto de audiência (share de 1,8). A queda média de audiência é de 26% em um ano, e a Cultura ficou 21 dias no penúltimo lugar e 10 dias no último na Grande São Paulo em maio.

Todos os indicadores do relatório são negativos. A meta de arrecadação de fontes externas, em maio, era de R$ 4,7 milhões, e a emissora conseguiu levantar R$ 1,99 milhões. O governo investe R$ 84 milhões na Cultura, que tem dividido com a TV Gazeta os últimos lugares de audiência.

Ao assumir, Sayad adotou como estratégia enxugar custos e manter o equilíbrio das contas com corte de pessoal. "Mas corremos o risco de a TV não aguentar esse processo. É impossível de sustentar", afirmou um conselheiro, que prefere não se identificar. "Embora haja corte brutal
de funcionários, há um aumento inexplicável de despesa com funcionários afastados."

O estudo aponta que 22 funcionários recebem pela emissora para, na verdade, atuarem na Secretaria de Estado da Cultura. Dividindo-se o valor pago mensalmente pelo número de empregados, chega-se a salários mensais de R$ 13 mil - certamente, funcionários da cúpula da
secretaria. No Conselho, que antigamente não tinha remuneração, dois funcionários recebem R$ 45 mil.

Disputa. Os problemas de gestão da TV Cultura expõem com nitidez as divergências internas do PSDB, partido que controla a emissora desde o fim dos anos 1990. Em cinco anos, a emissora teve três presidentes, cada um ligado a um governador.

Marcos Mendonça, no período 2004-2007, começou o mandato no governo Geraldo Alckmin, mas teve de sair por exigência de José Serra. O tucano escolheu como substituto o jornalista Paulo Markun, que o desagradou progressivamente, por não conseguir "enxugar" a televisão
no ritmo almejado.

Ao deixar o governo para disputar as eleições, em 2010, Serra encaminhou uma nova mudança: instruiu o sucessor, Alberto Goldman, a apoiar a eleição do então secretário de Cultura, João Sayad, para o comando. Mas o custo político que o desmonte da Cultura traz, segundos fontes, tem desagradado ao atual governador.

TV Cultura - SP tem a pior audiência de sua história

A TV Cultura registra atualmente a pior média de audiência de sua história. Tem marcado 0,8 ponto, o que representa queda de 26% em um ano. Embora nunca tenha cravado astronômicos, a emissora jamais experimentou alcançado patamar tão baixo. Em maio, permaneceu por 10
dias no último lugar, segundo medição do Ibope para a Grande S.Paulo.

O dado coincide com números negativos na arrecadação da emissora que é mantida pelo Governo do Estado. A receita é 58% menor do que o previsto. As informações são parte de um relatório interno produzido pela emissora, ao qual o jornal O Estado de S.Paulo teve acesso com
exclusividade.

Texto assinado por Jotabê Medeiros comenta sobre o retrato "pouco animador" do atual comando da TV Cultura, representada pelo ex-secretário de Cultura João Sayad. De acordo com a emissora, o documento "prova momento de transparência" na administração.

Era previsto que a TV arrecadasse R$ 4,7 milhões, em maio, montante que se mostrou bem menor: R$ 1,99 milhões. Segundo o Estadão, o governo investe R$ 84 milhões na Cultura, que tem dividido com a TV Gazeta os últimos lugares de audiência.

Sayad assumiu o controle há sete meses com a promessa de reformulação. Como parte do processo, demitiu 46% dos funcionários , um corte de 993 vagas, e mexeu na grade de programação.

domingo, 1 de maio de 2011

Empregos para profissionais de Comunicação em Brasília

Domingo rico para comunicadores que buscam emprego. Vejam as ofertas divulgadas nos classificados.

Unicef - Assistente de Marketing

O anúncio não dá maiores detalhes, diz apenas que é para trabalho em Brasília e que maiores detalhes podem ser obtidos no sítio da instituição da ONU, http://www.unicef.org.br/ - depois clique em " Quem somos! e em seguida, em "Oportunidades de Trabalho".

Fundação Padre Anchieta

A instituição que gere a TV Cultura de São Paulo está selecionando um editor A - não diz se é editor de texto ou de imagens -, provavelmente, para trabalhar na TV Justiça, onde a instituição atua como tercerizada. Por sinal, quando será que o STF vai abrir o concurso público para o seu quadro de jornalistas?
Principais atribuições:

•Redigir e editar diversas matérias jornalísticas;
•Acompanhar e orientar a equipe quanto às edições dos programas jornalísticos;
•Selecionar fundos musicais de matérias e/ou programas jornalísticos.

Os interessados na vaga da TV Cultura devem clicar aqui.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Parceria STF TV Cultura de locação de mão de obra segue até 30/07

Do M&M Online

O Supremo Tribunal Federal determinou à TV Cultura que prorrogue a prestação de serviço para a exibição do conteúdo da TV Justiça até o dia 30 de julho. A intenção é ganhar tempo até que o órgão consiga escolher, por meio de uma licitação, um novo prestador para executar o serviço. A informação foi publicada na edição desta sexta-feira 11 do jornal Folha de S.Paulo.
O contrato entre a Fundação Padre Anchieta e a TV Justiça tinha o valor de R$ 17 milhões por ano. Em janeiro, o presidente da Fundação, João Sayad, declarou que a TV Cultura passará por um processo de “enxugamento” e que voltará sua grade para a veiculação de produções independentes. Do conteúdo próprio, deverão permanecer apenas as atrações infantis e outros programas tradicionais da casa, como o Roda Vida. Dessa maneira, os contratos com a TV Justiça e a TV Assembleia seriam encerrados.
Nesta semana a emissora enviou um comunicado à imprensa informando a demissão de 150 funcionários. A medida tem o intuito de reduzir os custos e adequar a estrutura da TV Cultura para esta nova fase.
Com a prorrogação do contrato com a TV Justiça, entretanto, cerca de 200 funcionários que atuam nesta área deverão permanecer, no mínimo, até a metade de 2011 na empresa.

Meu comentário.

É inadimissivel que o STF continue terceirizando mão de obra para manter em funcionamento seus meios de comunicação. Senado Federal e Câmara dos Deputados há muito contam com seus profissionais concursados, escolhidos pelo mérito~, sem interferência política.
O STF chegou a lançar um edital que previa a seleção de cerca de 80 profissionais de comunicação, mas Gilmar Mendes - aquele que é contra jornalista diplomado - decidiu suspender a seleção.
O STF deveria aproveitar a prorrogação deste contrato de locação de mão de obra com a TV Cultura para relançar o edital do concurso.
Não o fazendo, passa a imagem de temer a independência editorial de profissionais que não dependeriam de apadrinhamento político.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dos 150 demitidos da TV Cultura, 11 são jornalistas

Do Jornalismo & Cia


Dos 150 demitidos da TV Cultura, 11 são jornalistas. Do Jornalismo, saíram as repórteres Carmen Amorim e Mariana Lara, as editoras do Vitrine Silvia Calza e Silvia Martinez, a apresentadora Laila Dawa, o editor-chefe do Grandes Momentos do Esporte Helio Alcântara, o produtor do Metrópolis
Guilherme Fontana, além do radialista Alexandre Patriarca (produtor) e de Debora Pacheco, da área administrativa. Também duas assessoras de imprensa deixaram a empresa: Aline Cerri e Silvia Vivona.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Passaralho cultural: TV Cultura-SP demite 150

Do M&M Online

Cerca de 150 profissionais da TV Cultura, emissora da Fundação Padre Anchieta vinculada ao governo de São Paulo, foram demitidos nesta semana. Em comunicado assinado pela direção, o canal informa que a redução no quadro pessoal se deve a um projeto de reestruturação que visa adequar a grade de programação à capacidade instalada, reduzir custos e investir em novos programas.

Confira o comunicado na íntegra:


"Comunicado

A TV Cultura comunica o desligamento nesta semana de cerca de 150 funcionários. A redução de quadro se deve a um projeto de reestruturação da emissora, adequando a grade de programação à capacidade instalada, redução de custos e investimentos em novos programas. A decisão foi baseada nas propostas feitas pelos gestores de cada uma das áreas envolvidas.
A comunicação foi feita individualmente a cada funcionário. A Fundação Padre Anchieta pagará integralmente todos os direitos rescisórios, valorizando e respeitando a dedicação e trabalho realizado na empresa por esses colaboradores.

São Paulo, 07 de fevereiro de 2011

A Direção"

domingo, 9 de janeiro de 2011

Demissões em massa na TV Cultura

Do Jornalistas & Cia

O passaralho voou baixo na TV Cultura em Brasíia.Todos os profissionais que atuavam na sucursal da TV Cultura em Brasília deixaram a emissora nesta 2ª feira (3/1). A Fundação Padre Anchieta também determinou o cancelamento dos contratos de gerenciamento de pessoal da TV e Rádio Justiça, em seus núcleos no Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior Eleitoral e Ministério Público Federal. Há muito o STF possui em seus quadros cerca de 80 vagas para jornalistas. Um concurso chegou a ser divulgado, mas o STF optou pela tercerização de mão de obra a ter sua própria equipe, como fazem Senado Federal e Câmara dosDeputados. É curioso, inclusive, pois o Senado foi obrigado a assinar um acordo com o Ministério Público para eliminar seus tercerizados. O STF não teria a mesma obrigação?

Jornalismo
Segundo a assessoria de imprensa da FPA, “a TV Cultura continuará a noticiar os fatos mais importantes da região por meio de material fornecido por agências, assim como já
acontece no que se refere às demais capitais do País”.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Encontro de TVs Públicas e Culturais da América Latina

Por Carina Teixeira, do Cultura e Mercado


Nos dias 06, 07 e 08 de dezembro, Pernambuco sediará o Encontro de TVs Públicas e Culturais da América Latina, evento que congrega os países da América Latina com o objetivo que refletir e discutir os caminhos para uma programação de qualidade na TV pública do continente, buscar novos modelos de cooperação e negócios associados à distribuição de conteúdos audiovisuais na Rede TAL – Televisão América Latina.
Além disso, o encontro pretende aprofundar o conceito de cidades criativas na relação com a economia da cultura e realizar o lançamento da série De Virada, uma coprodução entre a TAL e o Ministério da Cultura do Brasil.
Participam os associados da Rede TAL – Televisão América Latina, representantes de TVs públicas, canais culturais, administradores públicos do setor de comunicação cultural, empresas com programas de fomento à cultura, destacadas personalidades do âmbito acadêmico e cultural latino-americanos.
A programação do evento contará com debate sobre Programação de Qualidade para TV com especialistas; palestras sobre o financiamento de produção para as TVs públicas; seminário Cidades Criativas; lançamento do portal sobre Economia da Cultura/MINC; lançamento da série DE VIRADA; reuniões da rede de associados da TAL, reunião do Conselho Consultivo da TAL; oficinas de capacitação para coproduções e mostra audiovisual.
Para mais informações, acesse aqui.

sábado, 14 de agosto de 2010

São Paulo: trabalhadores lutam para preservar a Rádio e TV Cultura

Da Redação do FNDC

A defesa do caráter público da Rádio e TV Cultura, bem como a valorização e manutenção dos profissionais que nelas atuam, foram reivindicadas pelos sindicatos dos Radialistas e dos Jornalistas de São Paulo. A manifestação ocorreu durante reunião com o presidente da Fundação Padre Anchieta, mantenedora das emissoras paulistas, João Sayad, realizada na manhã da última quinta-feira, 12. Durante a noite houve o lançamento do movimento “Salve a Rádio e TV Cultura”.

O encontro dos sindicalistas com a diretoria da Fundação foi motivado pelas recentes declarações de Sayad sobre reformulações na programação das emissoras, a rescisão de contratos com outras empresas públicas e o consequente corte de funcionários (confira). Segundo o diretor do Sindicato dos Radialistas de São Paulo, Sérgio Ipoldo, Sayad admitiu a crise financeira da Fundação e confirmou a reformulação da grade de programação televisiva com fim dos programas Vitrine, Manos e Minas e Login.

O setor de jornalismo também passará por mudanças editoriais, deixando de ter uma cobertura factual para dar ênfase a debates e entrevistas. O fato deve provocar, de acordo com o radialista, mais demissões, além das cerca de 450 previstas com o encerramento dos contratos com a TV Justiça e TV Assembléia (leia mais aqui). As reformulações já foram aprovadas pelo Conselho Curador da entidade.

Ipoldo saudou a disposição de Sayad em disponibilizar espaço na grade para um debate com a sociedade sobre o papel da televisão pública. Também participaram da reunião o presidente o do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo, José Augusto Camargo (Guto), o presidente da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT/SP), Adi Santos, e o diretor de Comunicação da Central, Daniel Reis, além de representantes dos funcionários.

Em plenária realizada durante a tarde, os trabalhadores das emissoras decidiram manter reuniões permanentes às quintas-feiras e solicitar às assessorias jurídicas dos Sindicatos dos Radialistas e Jornalistas uma análise sobre as possibilidades de brecar as demissões. Além disso, uma comissão de funcionários irá auxiliar as direções das emissoras no mapeamento dos profissionais contratados como pessoas jurídicas para regularizar o vínculo e inibir futuras ações trabalhistas.

Campanha para salvar as emissoras

O lançamento do Movimento Salve a Rádio e TV Cultura ocorreu na noite do dia 12, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo (confira aqui). Entre as ações definidas pelo movimento, estão a criação de grupos de trabalho, a elaboração de uma carta aberta para que a sociedade tome conhecimento da atual situação das emissoras, a realização de audiências públicas, a criação de abaixo-assinado e a de um blog. Quem desejar aderir à campanha deve escrever para salvertvcultura@sjsp.org.br.

Ipoldo espera que as ações dos sindicatos possam mobilizar a sociedade junto com os trabalhadores para “definir qual é o papel da rádio e TV pública que queremos e assim preservar esse patrimônio”. O radialista salienta que essa é uma luta difícil quando se prevê, nas posturas do governo estadual, a intenção de extinguir as emissoras públicas em São Paulo.

Próximas ações marcam luta

Na tarde desta sexta-feira, os sindicatos dos Radialistas e Jornalistas se reúnem com os funcionários da TV Assembléia. O término do programa Manos e Minas será pauta de audiência pública na Assembléia Legislativa de São Paulo no dia 24 de agosto. No dia 31, às 19h, ocorrerá no auditório da PUC/SP um debate sobre comunicação com os candidatos ao governo paulista, em que a crise da Cultura deve ser a principal pauta. O encontro é uma iniciativa da Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e à Liberdade de Expressão.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Programa da TV Cultura e RTP junta Portugal e Brasil... lá e cá

Do Portugal Digital

Dois países irmãos, duas emissoras públicas e dois reconhecidos profissionais do jornalismo dão as mãos para uma viagem inédita. O destino desse intercâmbio é "Brasil, Portugal – Lá e Cá", nova série da TV Cultura que estreia dia 25 de abril (domingo), às 21h.
A televisão pública portuguesa, a RTP, é a parceira dessa empreitada, que foi idealizada pelo jornalista Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta (FPA), e pelo convidado especial do programa, Carlos Fino, conselheiro de imprensa da Embaixada de Portugal no Brasil.
Em 13 episódios de 30 minutos, a atração semanal revela o Brasil para os portugueses e Portugal para os brasileiros. Suas semelhanças e diferenças – curiosidades, subtilezas, resgate histórico e cultural – serão abordadas em reportagens especiais, conversas descontraídas, reflexões, entrevistas exclusivas e muitas imagens dos arquivos dos dois canais.
"Lá e Cá" tem como cenário fixo a casa de Paulo Markun, em Santo Antônio de Lisboa – comunidade fundada por açorianos em Florianópolis (SC) –, e a de Carlos Fino, em Fronteira, na região do Alentejo, em Portugal. No bate-papo, que se estende por alguns pontos turísticos e idílicos, os temas passeiam entre o pop e a História, passando por economia, cultura, culinária, arquitetura, meio ambiente, comportamento e outros assuntos que interessam a portugueses que vivem cá e a brasileiros que vivem lá, e vice-versa. Todo esse emaranhado de debates é conduzido com saudáveis pitadas de bom humor.
No primeiro episódio, depoimentos como o da cantora Fafá de Belém, do jornalista português do jornal "Expresso" Nicolau Santos e da artista plástica residente em Portugal Letícia Barreto trazem pontos de vista individuais que contextualizam o amplo cenário sócio-cultural luso-brasileiro.
A série será exibida no Brasil pela TV Cultura e em Portugal pela RTP 2 e RTP Internacional, que transmite também para vários países do mundo. No novo site do programa, em www.tvcultura.com.br/laeca, no ar a partir do dia 15, ficarão disponíveis os episódios do "Lá e Cá" logo após o seu lançamento na grade. Ainda terá a opção para que o público envie seus vídeos. Os mais criativos ficarão em destaque.
A pré-estreia do programa, que será no Museu da Língua Portuguesa, dia 20 de abril, terá "pocket show" das garotas do "Choro das 3". E no dia 22 de abril, na Igreja de Santo Antônio, é a vez de Florianópolis receber o evento. Portugal também prepara seu pré-lançamento da série.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Personagens infantis da TV Cultura vão reformar as aulas na rede paulistana de ensino

Da Maxpress


Material, com "cara" de São Paulo, será distribuído para alunos e professores do 1º ao 9º ano do ensino fundamental, em 550 escolas Por meio de uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação, a Fundação Padre Anchieta - TV Cultura desenvolveu um kit de apoio ao aprendizado com livros, CDs, e DVDs, que será distribuído, a partir de março, para alunos e professores do 1º ao 9º ano do ensino fundamental, em 550 escolas da capital.
Serão distribuídos 2 milhões e 800 mil exemplares, além dos CDs (só para o professor), contabilizando 700 toneladas de livros. O material está dividido em nove títulos de Língua Portuguesa e nove de Matemática, tanto para alunos como para professores, num total de 36 livros (divididos em dois volumes cada um), perfazendo 72 obras.
Utilizando a expertise da TV Cultura, a FPA produziu programas específicos para os DVDs. O infantil Cocoricó, um dos grandes sucessos da emissora, tem roteiro especial com o garoto Júlio e toda a turma do paiol ensinando Matemática para as crianças. Também em Língua Portuguesa, há vídeos com produção específica e outros pertencentes ao próprio acervo da TV Cultura.
Segundo o professor Fernando Almeida, vice-presidente da FPA e coordenador do Núcleo Cultura Educação, "trata-se da contribuição da Fundação, a partir das demandas da SME, cuidadosamente desenhadas por elas para a qualidade do ensino e aprendizagem da rede pública, afinal cultura é educação".
Todo esse material será utilizado para as atividades em salas de aula, duas vezes por semana, durante todo o ano de 2010. O foco é auxiliar na aprendizagem curricular bem como contribuir para melhor desempenho nas provas São Paulo de Brasil.

A cara de São Paulo
O material traz como marca o aspecto urbano, com a cara da cidade de São Paulo. O conteúdo é bem atualizado e utiliza como recurso situações reais vividas pelos alunos. Mas, na concepção geral, houve um cuidado com a apresentação de notícias do momento mescladas aos temas de literatura e cultura tradicionais. Este é o primeiro projeto editorial da FPA que envolve diretamente o ensino formal. Há outros trabalhos na área da educação que já são produzidos pelo Núcleo Cultura Educação da Fundação. Para o Centro Paula Souza, são 33 publicações para a área técnica, de diferentes tipos; e para a Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho, são 20 livros para o ensino profissionalizante, todos com DVDs.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

TV Digital: TV Cultura relança canais em multiprogramação

Do M&M Online, em 26/08/2009

Depois de uma interrupção de mais de cinco meses, emissora volta a colocar a Univesp TV e o Multicultura no ar

Depois de ter conseguido, no último mês de maio, uma autorização do Ministério das Comunicações para utilizar a multiprogramação e transmitir mais de um canal pelo sistema de TV Digital, a TV Cultura finalmente recolocará no ar os canais Univesp TV e Multicultura a partir desta quinta-feira, 27.
Os dois canais passarão a ocupar as freqüências do sinal digital da emissora e contarão com uma programação diária exibida entre 8h e 23h. O Univesp TV contará com uma grade educacional, voltada ao programa Universidade Virtual do Estado de São Paulo. O canal é fruto de uma parceria entre a Fundação Padre Anchieta e a Secretaria de Ensino Superior do Estado. Já o Multicultura dedicará seu espaço a exibir programas e atrações que marcaram a história e a grade dos 40 anos da TV Cultura, com a utilização de todo o acervo disponível na emissora.
Quando tentou lançar os canais pela primeira vez, no início do mês de março, a TV Cultura esbarrou em problemas e restrições do Ministério das Comunicações que logo obrigou a emissora a retirá-los do ar. Depois de uma longa negociação e de uma tentativa de acordo, o órgão decidiu liberar a veiculação dos canais pelo sistema digital considerando que o conteúdo deles possui utilidade pública e com a condição de que a emissora veiculasse as programações em caráter experimental.