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terça-feira, 7 de junho de 2022

TCU teme apagão televisivo em regiões remotas do Brasil

Com o fim das transmissões de TV pelo sistema analógico, famílias de baixa renda poderão ficar sem acesso à TV digital e desconectadas do que acontece no Brasil. O Tribunal de Contas da União estima que 1.300 municípios - praticamente, 1/4 das cidades brasileiras - podem ficar sem qualquer conexão com o Brasil, pois não terão mais sinal de TV. 

Texto e foto por Chico Sant'Anna

Muitas famílias de baixa renda, beneficiárias do Programa Bolsa Família correm o risco de ficar sem acesso à televisão aberta digital. Tudo em decorrência da implantação da Internet 5G no Brasil, que vai usar frequências hoje utilizadas pelas transmissões analógicas de televisão. Essas localidades perderão a transmissão analógica e ainda não contam com a digital. O Tribunal de Contas da União estima que 1.300 municípios - praticamente, 1/4 das cidades brasileiras - podem ficar sem qualquer conexão com o Brasil, pois não terão mais sinal de TV. São Municípios de pequeno e médio porte, desprovidos de meios de comunicação próprios e dependentes das transmissões satelitais de rádio e tv.

Isso é que os técnicos denominam apartheid tecnológico. O sinal analógico é de fácil captação pelas antigas antenas parabólicas. Muitas cidades não possuem canal local. Outras, as prefeituras criaram canais repetidores para redifundir o sinal captado nos satélites. Mas com o sinal digital, também as prefeituras teriam que comprar novos equipamentos para se adequarem às mudanças tecnológicas.

Há ainda problemas geográficos. Localidades em que o relevo ou a vegetação, como na Amazônia, não favorecem a transmissão do sinal digital. Na França, quando da implantação da TV digital, cerca de 500 lares ficaram sem acesso a TV. O governo criou uma espécie de bolsa televisão, concedendo a essas famílias um abono que permitissem que elas assinasse serviços pagos de televisão.

Nos Estados Unidos, também houve esse fenômeno. Em 2009, 2,8 milhões de lares no país não conseguiram se adaptar para receber os sinais de transmissão digital. O Impacto também afetou 21 pequenas e médias emissoras locais, que sem dinheiro para se adaptar à nova tecnologia, tiveram que encerrar suas transmissões.

Para evitar que isso aconteça, o TCU recomendou ao ministério das Comunicações, que crie um planejamento para o desligamento do sinal analógico dos municípios que ainda não possuem a transmissão de TV digital, viabilizando às populações que contam atualmente com a transmissão analógica da televisão aberta a continuidade de acesso, no mínimo, aos mesmos canais em tecnologia digital.

Para mais detalhes sobre a migração para o canal digital, leia também:

TV digital: 500 mil lares sem televisão, na França

TV Digital: Governo francês teme apartheid tecnológico

TV Digital: Término da transmissão em sistema analógico deixa milhões de lares sem sinal de TV nos EUA

TV Digital: Emissoras pedem adiamento do fim do sinal analógico

TV Digital: fim da TV analígica pode ser prorrogado

Japão completa transição do sistema de TV analógica para digital

Para o TCU se o cenário atual permanecer da forma que está, após ocorrer a migração da transmissão analógica para digital prevista para o final de 2023, cerca de 1.300 municípios ficarão sem qualquer sinal de TV, deixando seus moradores sem acesso à TV aberta.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

2017 será o fim da TV analógica para 349 cidades no país

O Ministério das Comunicações publicou, na quinta-feira, 28/4, a lista com as 349 cidades que terão o sinal analógico da TV aberta em 2017. A portaria complementa a relação divulgada em janeiro deste ano, indicando as capitais que terão o switch-off este ano. Já a lista atual traz o grupamento de cidades que serão afetados pelo fim das transmissões analógicas até 2017.
Segundo o secretário de Comunicação Eletrônica, do Ministério das Comunicações, Roberto Martins, a relação com as cidades que serão afetadas com o switch-off em 2018 deve sair até julho, completando um número total de cerca de 1.200 municípios, onde há necessidade de desligamento do sinal analógico para o uso da frequência de 700 MHz para a banda larga móvel.
Os demais municípios, que poderão manter o sinal analógico e a banda larga móvel ao mesmo tempo, somente serão especificados em decreto presidencial, que ainda não tem prazo para publicação. Nessas cidades, conforme acordo entre teles e radiodifusores, terão o switch-off até 2023.

Veja a lista:


  • Agrupamento: São Paulo/SP
Data do desligamento: 29/03/2017

Municípios do estado de São Paulo: Arujá, Barueri, BiritibaMirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato , Franco da Rocha, Guararema, Guarulhos, Ibiúna, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Mairiporã, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santa Isabel, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, São Paulo, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.


  • Agrupamento: Goiânia/GO
Data do desligamento: 31/05/2017

Municípios do estado de Goiás: Abadia de Goiás, Abadiânia, Alexânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Brazabrantes, Caldazinha, Campo Limpo de Goiás, Caturaí, Goianápolis, Goiânia, Goianira, Guapó, Hidrolândia, Inhumas , Itauçu, Leopoldo de Bulhões, Nerópolis, Nova Veneza, Ouro Verde de Goiás, Pirenópolis, Santa Bárbara de Goiás, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Terezópolis de Goiás e Trindade.


  • Agrupamento: Salvador/BA
Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado da Bahia: Aratuípe, Cairu, Camaçari, Candeias, Dias D'Ávila, Itaparica, Jaguaripe, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Maragogipe, Nazaré, Salinas da Margarida, Salvador, Santo Amaro, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Saubara, Simões Filho, Terra Nova e Vera Cruz.

  • Agrupamento: Fortaleza/CE
Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado do Ceará: Aquiraz, Beberibe, Cascavel, Caucaia, Eusébio, Fortaleza, Guaiúba, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape, Pacajus, Pacatuba, Pindoretama e São Gonçalo do Amarante.


  • Agrupamento: Juazeiro do Norte/CE
Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado do Ceará: Barbalha, Caririaçu, Crato, Juazeiro do Norte e Missão Velha.


  • Agrupamento: Sobral/CE

Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado do Ceará: Forquilha, Massapê, Santana do Acaraú e Sobral.


  • Agrupamento: Belo Horizonte/MG
Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado de Minas Gerais: Araçaí, Baldim, Belo Horizonte, Betim, Brumadinho, Cachoeira da Prata, Caeté, Capim Branco, Confins, Contagem, Esmeraldas, Florestal, Fortuna de Minas, Funilândia, Ibirité, Igarapé, Inhaúma, Itaúna, Jequitibá, Juatuba, Lagoa Santa, Mário Campos, Mateus Leme, Matozinhos, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Prudente de Morais, Raposos, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Sabará, Santa Luzia, São Joaquim de Bicas, São José da Lapa, São José da Varginha, Sarzedo, Sete Lagoas, Taquaraçu de Minas e Vespasiano.

  • Agrupamento: Recife/PE
Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado de Pernambuco: Abreu e Lima, Araçoiaba, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Igarassu, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Itapissuma, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Olinda, Paulista, Recife e São Lourenço da Mata.


  • Agrupamento: Campinas/SP
Data do desligamento: 27/09/2017

Municípios do estado de São Paulo: Aguaí, Águas da Prata, Águas de São Pedro, Alumínio, Americana, Amparo, Araçariguama, Araçoiaba da Serra, Araras, Artur Nogueira, Boituva, Cabreúva, Campinas, Campo Limpo Paulista, Capela do Alto, Capivari, Cerquilho, Charqueada, Conchal, Cordeirópolis, Cosmópolis, Elias Fausto, Engenheiro Coelho, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra,Hortolândia, Indaiatuba, Iperó, Ipeúna, Iracemápolis, Itapira, Itatiba, Itobi, Itu, Itupeva, Jaguariúna, Jarinu, Jumirim, Jundiaí, Leme, Limeira, Louveira, Mairinque, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Mombuca, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Piedade, Piracicaba, Pirassununga, Porto Feliz, Porto Ferreira, Rafard, Rio Claro, Rio das Pedras, Saltinho, Salto, Salto de Pirapora, Santa Bárbara D'Oeste, Santa Cruz da Conceição, Santa Gertrudes, Santa Maria da Serra, Santa Rita do Passa Quatro, Santo Antônio de Posse, São João da Boa Vista, São Pedro, São Roque, Serra Negra, Socorro, Sorocaba, Sumaré, Tambaú, Tapiraí, Tatuí, Tietê, Torrinha, Valinhos, Vargem Grande do Sul, Várzea Paulista, Vinhedo e Votorantim.


  • Agrupamento: Franca/SP
Data do desligamento: 27/09/2017

Municípios do estado de São Paulo: Aramina, Barretos, Batatais, Buritizal, Colina, Colômbia, Cristais Paulista, Franca, Guaíra, Guará, Igarapava, Ipuã, Itirapuã, Ituverava, Jaborandi, Jeriquara, Miguelópolis, Nuporanga, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga, Ribeirão Corrente, Rifaina, São Joaquim da Barra e São José da Bela Vi s t a .

  • Agrupamento: Ribeirão Preto/SP
Data do desligamento: 27/09/2017

Municípios do estado de São Paulo: Altinópolis, Barrinha, Brodowski, Cravinhos, Jaboticabal, Jardinópolis, Luís Antônio, Morro Agudo, Orlândia, Pitangueiras, Pontal, Ribeirão Preto, Sales Oliveira, Santa Cruz da Esperança, Santo Antônio da Alegria, São Simão, Serra Azul, Serrana, Sertãozinho e Taquaral.

  • Agrupamento: Santos/SP
Data do desligamento: 27/09/2017

Municípios do estado de São Paulo: Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.

  • Agrupamento: Vale do Paraíba/SP
Data do desligamento: 27/09/2017

Municípios do estado de São Paulo: Aparecida, Atibaia, Bragança Paulista, Caçapava, Cachoeira Paulista, Campos do Jordão, Canas, Cruzeiro, Guaratinguetá, Igaratá, Jacareí, Lorena, Pindamonhangaba, Piquete, Potim, Roseira, São José dos Campos, Taubaté e Tremembé .


  • Agrupamento: Vitória/ES
Data do desligamento: 25/10/2017

Municípios do estado do Espírito Santo: Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória.


  • Agrupamento: Rio de Janeiro/RJ

Data do desligamento: 25/10/2017

Municípios do estado do Rio de Janeiro: Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Petrópolis, Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Tanguá.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Entidades cobram do governo a prometida interatividade na TV Digital

Por Alberto Perdigão


Entidades ligadas à pesquisa, implementação e desenvolvimento da televisão digital no pais estão divulgando um manifesto pela adoção de um conversor digital que assegure interatividade – e inclusão - às famílias inscrita no Cadastro Único. O documento, intitulado Carta Aberta à Presidente Dilma, defende a manutenção do que estabeleceu o próprio Governo, em 2014 (Portaria 481), o que foi confirmado pelo grupo responsável pelas diretrizes operacionais da migração digital (GIRED), em maio de 2015.

Leia também:
“O modelo brasileiro é inovador, convergente, inclusivo e promove o desenvolvimento da indústria nacional”, argumenta a carta, numa referência ao midlleware Ginga. E, ao final, apela: “Presidenta, a senhora, que participou de todo o processo de definição do modelo de TV digital brasileiro, e que agora tem a oportunidade de colocá-lo em prática, sabe que a efetiva implantação da interatividade na TV digital brasileira, aberta e gratuita, poderá impulsionar enormemente a inclusão social e digital no país.”

A íntegra do manifesto é o seguinte:

Carta aberta à Presidenta Dilma

O middleware Ginga, que garante a interatividade plena na TV digital, é resultado de investimento público da ordem de 60 milhões que envolveu 1500 pesquisadores de todo o país em instituições de pesquisa, universidades e indústria, para desenvolvimento de um modelo que atendesse às necessidades brasileiras. Adotado  por 17 países da América Latina e da África, o Ginga diferencia o padrão brasileiro de TV digital (ISDB-Tb) dos demais padrões existentes.
Estabelecido pelo Decreto 5820/2006, o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) determinou, dentre seus objetivos, que a TV digital brasileira deve: promover a inclusão social e a diversidade cultural do País de acordo com a política do Ministério da Cultura e com o MEC, nas políticas de ampliação do EAD por meio do acesso à tecnologia digital, visando à democratização da informação; estimular a pesquisa e o desenvolvimento e propiciar a expansão de tecnologias brasileiras, da indústria nacional e da economia criativa, possibilitando o desenvolvimento de inúmeros serviços decorrentes da tecnologia digital; incentivar a indústria regional e local na produção de instrumentos e serviços digitais.
¬O modelo brasileiro é inovador, convergente, inclusivo e promove o desenvolvimento da indústria nacional.  Todavia, desde sua criação, tem sofrido sucessivos boicotes contrários à sua efetiva implantação no país.
Tanto a radiodifusão comercial como as operadoras de telefonia móvel não tem demonstrado interesse na oferta da interatividade gratuita pela TV. Uma porque ainda não encontrou um modelo de negócio no qual obtenha novas receitas; outra porque não quer concorrência no streaming ou VOD que a TVDi pode oferecer de graça.

A iniciativa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) com o projeto Brasil 4D, que ofereceu  informações e serviços públicos pela TV digital para comunidades carentes de João Pessoa/PB (2012)  e Samambaia/DF (2014), comprovou a eficácia do modelo brasileiro para a inclusão sociodigital. Como conseqüência, o governo determinou, por meio da Portaria 481/2014, a distribuição gratuita de conversores digitais interativos para todos os beneficiários do Bolsa Família; decisão especificada pelo GIRED, grupo responsável pelas diretrizes operacionais da migração digital, coordenado pela Anatel, em 15 de maio de 2015.
Entretanto, a recente indicação do GIRED de autorizar a distribuição de 12 milhões de conversores digitais sem interatividade para os cidadãos de baixa renda, inscritos no Cadastro Único, residentes em cidades com mais de 100 mil habitantes, tenta colocar de lado os rumos da política pública de interatividade para a TV digital aberta, decidida pelo governo brasileiro.

Querem oferecer um conversor apenas com zapper, com capacidade de recepção do sinal digital, porém sem a capacidade de rodar os aplicativos interativos com informações e serviços públicos, como a busca de emprego em tempo real, o acesso a filmes nacionais sob demanda, dentre inúmeros conteúdos que podem ser acessados pela TV digital interativa.

Isso significa que mais da metade da população brasileira que não têm acesso à banda larga fixa nem móvel permanecerá excluída, sem acesso às tecnologias de comunicação e informação. O beneficiário do Bolsa Família poderá acessar uma série de conteúdos e serviços públicos interativos gratuitos, mas o seu vizinho do Cadastro Único encontrará apenas a programação normal das emissoras abertas, sem nenhuma interatividade, sem nenhum valor agregado. Para entrar no mundo digital e convergente, ele terá de pagar internet ou TV a cabo.
Ao invés de alavancar o modelo brasileiro de TV digital, vamos retroceder e ampliar as divisões sociais que tentamos combater?

Este modelo de receptor com zapper não permite a atualização pelo ar, tornando sem efeito todo o investimento e trabalho realizados até o momento. Nenhuma herança será deixada à população, apenas um equipamento que se tornará obsoleto em curtíssimo prazo.

Serão dois Brasis? Um que usufrui dos benefícios da inclusão digital e o outro, interiorano, pobre, desconectado, carente de acesso às políticas e serviços públicos?.

Manter a decisão original (distribuir o receptor com Ginga para 14 milhões de famílias do Bolsa Família), significará dar condições para um mercado industrial que levará para o varejo conversores similares para um público consumidor potencial que ainda possui TVs de tubo ou planas, mas com recepção analógica, os quais poderão adquirir  um conversor digital com Ginga C, sem precisar comprar um novo aparelho de TV para acessar o sinal digital.

É possível garantir a interatividade dos conversores digitais a um custo menor do que os R$ 160,00 que a EAD (entidade privada executora do processo de migração da TV digital) pagou por cada um dos 1,2 milhões de receptores com Ginga C adquiridos até o momento. Existe boa vontade da indústria em desenvolver um conversor com Ginga C mais barato.

Presidenta, a senhora, que participou de todo o processo de definição do modelo de TV digital brasileiro, e que agora tem a oportunidade de colocá-lo em prática, sabe que a efetiva implantação da interatividade na TV digital brasileira, aberta e gratuita, poderá impulsionar enormemente a inclusão social e digital no país.

TV digital no Brasil se faz com Ginga !

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

TV Digital: adiada a transição da TV analógica para o novo sistema de TV

Por Chico Sant'Anna

Autoridades temem que o sistema não funcione a contento durante os jogos olímpicos e nas eleições municipais. 

Olimpíadas, eleições municipais e crise econômica protelam no Brasil a transição do sistema de televisão analógico para o digital. Agora, neste ano de 2016, apenas Brasília, em outubro (após as olimpíadas e sem eleições municipais) e a cidade goiana de Rio Verde vão fazer a transição. Um segundo bloco de localidades fica para até 2018 e a transição total só em 2023.

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Além de dificuldades técnico-operacionais, as autoridades demonstraram temor do sistema não estar funcionando a contento durante os jogos olímpicos do Brasil e também durante a campanha das eleições municipais. Ninguém quer correr o risco de ver o eleitor chateado por não ter acesso à telinha.
Outro fator que tem pesado na decisão é o baixíssimo nível das residências que já compraram aparelhos receptores de televisão digital, ou mesmo o conversor, denominado setop-box.
Transição 2
O segundo bloco de transição acontecerá em cerca de mil, dos mais de cinco mil  municípios brasileiros. Esse segubndo bloco será formado pelas capitais estaduais e suas respectivas áreas metropolitanas, todas as cidades dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro e outras 15 cidades de porte médio (com as respectivas áreas metropolitanas), nas quais o espectro eletromagnético estiver efetivamente congestionado e o desligamento se mostrar essencial para assegurar o funcionamento da internet em a banda larga móvel na faixa de 700 MHz.
Segundo informa Samuel Possebon, no informativo Telaviva News, "o que parecia quase impossível aconteceu": o governo, empresas de telecomunicações e emissoras de radiodifusão chegaram a um novo calendário que empurra por dois anos, para 2018, o switch-off desligamento do sistema analógico.

Bolsa TV

Para atenuar a dificuldade dequipar as residências com os conversores necessários à recepção de sinal digilta, o governo decidiu que nas cidades do bloco 2, e apenas nelas, serão distribuídas gratuitamente as caixas de recepção a todos os cadastrados no Bolsa Família, com garantia de que os conversores  serão equipados com o programa de interatividade Ginga C.
A idéia é que os conversores distribuídos gratuitamente assegurem a seus usuários a prometida inserção digital - acesso à internet - e que eles não sejam meros sintonizadores. 
Mesmo com adiamento, a conclusão total da transição de uma tecnologia a outra depende da efetiva liberação da faixa de 700 MHz, necessária às operações de banda larga móvel e pelas quais as teles pagaram cerca de R$ 9 bilhões em leilão.

Novo calenário
Pela proposta aprovada, em 2016 serão desligadas apenas as cidades de Rio Verde e Brasília, ficando as demais para até 2018 e um segundo grupo para até 2023. Em breve será publicada uma portaria alterando o cronograma até 2018 e depois será publicado um novo decreto com um cronograma formalizando o desligamento das demais até 2023, já que elas podem ter os canais remanejados para liberar a faixa de 700 MHz.
Brasília será o verdadeiro teste piloto. Se este ano a cidade não puder ser desligada (o que está previsto para outubro), haverá uma nova discussão.
Outra novidade é que o sinal analógico passa a ser transmitido em 16:9, o que cria duas faixas pretas na tela, que poderão ser usadas para uma publicidade mais agressiva sobre o desligamento. Também haverá a inserção de cartelas de publicidade na programação.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

TV Digital: Apenas 48 países completaram a migração para sistema digital.

Por Letícia Cordeiro, do Tela Viva News

A quarta-feira, 17 de junho, marcou a data oficial estabelecida, ainda em 2006, pela União Internacional das Telecomunicações (UIT) para a transição das transmissões de TV analógicas de 119 países da Europa, África, Oriente Médio e Ásia Central para a tecnologia digital. O deadline, acordado pelos países-membros da Região 1 da UIT na Conferência Regional de Radiocomunicação de Genebra em 2006, chega a termo sem que todos os países tenham realizado o switch-off analógico.
A coordenação de frequências entre esses 119 países se fez necessária para permitir uma transição suave. Para os demais países, o switch-off analógico não implicaria interferências.
Segundo dados da UIT, apenas 48 nações já completaram a migração suas emissoras de televisão terrestre para a tecnologia digital e a lista inclui países que fizeram parte do acordo de 2006, como Canadá, Estados Unidos e Japão.
A lista completa dos países que completaram o switch-off da TV analógica, bem como os 58 países que já iniciaram o processo de transição para a TV digital (grupo em que se enquadra o Brasil), pode ser acessada no site da UIT. Há ainda 20 nações que sequer iniciaram o processo de transição e outros 71 países marcados pela ITU com status "desconhecido".
A ideia por trás da transição para a TV digital, além melhorar a experiência de assistir TV com interatividade, guias eletrônicos de programação e transmissões em alta definição (HD) e ultra-HD é liberar espectro para a banda larga móvel, o chamado "dividendo digital".
Luxemburgo foi o primeiro país a desligar os sinais analógicos de TV, em 2006; seguido por Andorra, Finlândia e Suécia, em 2007; Alemanha e Suíça, em 2008, e Estados Unidos, em 2009.

Países da América Latina e da região Ásia-Pacífico devem completar suas transições entre 2015 e 2020. No caso específico do Brasil, o switch-off deve ser concluído em 2018.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

TV Digital: Conversor a ser escolhido pela Anatel pode eliminar interatividade


Por Cosette Castro

No dia 29 de abril, em Brasília, o GIRED/Anatel irá definir o modelo das caixas de conversão digital que serão distribuídos para aos 14 milhões de famílias beneficiárias do programa Bolsa Família. Essa decisão pode acabar com o futuro da interatividade e da multiprogramação para TV digital no Brasil.
Isso porque as empresas de radiodifusão e de telefonia querem escolher de uma caixa de conversão mais barata, deixando de fora o grande diferencial da TV digital desenvolvida no Brasil: o uso da interatividade gratuita através do controle remoto e a multiprogramação.
Além disso, em coletiva de imprensa realizada na 3ª feira, dia 07/04, o conselheiro da Anatel e presidente do GIRED, Rodrigo Zerbone, afirmou que a compra dos conversores servirá como meio de aquecer a oferta de conversores no mercado.
Ou seja, a definição do padrão de interatividade não afetará somente a população de baixa renda, mas também a oferta e preço de conversores disponíveis no mercado para todos os lares que precisarão adaptar seu televisor para receber o sinal de TV digital. Por isso peço que entrem na campanha‪#‎InteratividadeSIM‬
 – Se você quer a interatividade nas caixas de conversão para a TV digital participe da campanha e garanta a multiprogramação e‪ #‎InteratividadenasTVsPúblicas
Formas de Participação:
1.Use as Hagtags #InteratividadeSIM e #InteratividadenasTVsPúblicas diariamente até o dia 29 de abril 2. Divulgue na sua cidade e estado a importância da interatividade na TV digital pública 3. Faça Selfie com um cartaz de apoio e poste em todas redes sociais #InteratividadeSIM #InteratividadenasTVsPúblicas 4. Faça um filme curto dizendo porque você apóia a TV digital poste em todas redes sociais 5. Acione os deputados e senadores do seu Estado e peça apoio a caixa de conversão com interatividade na TV digital 6. Converse com artistas que você conhece e peça apoio através de fotos, vídeos curtos e peça pra postarem em todas as redes sociais 7.Converse e discuta sobre isso na sua associação de classe, sindicato ou federação. Peça pros dirigentes fazerem fotos e/ou vídeo e postarem nas redes sociais Use as hagtags #InteratividadeSim e #InteratividadenasTVsPúblicas 8. Multiplique essa informação entre os formadores de opinião que você conhece e/ou admira 9.Mande mails e cartas para o Ministro Berzoini, das Comunicações e para o presidente do GIRED, Rodrigo Zerbone, na Anatel pedindo pela interatividade e pela multiprogramação, conforme rege o decreto 5820 de criação da TV digital no Brasil.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Brasília: Seminário sobre Conteúdos Interativos na TV Digital é nesta terça, 25/11

Os recursos da interatividade, presentes na televisão digital brasileira pelo middleware Ginga, desenvolvido em software livre no país, proporcionam a sinergia e a expansão dos serviços públicos nas diferentes áreas de atuação, como saúde, educação, segurança, cultura, previdência social, assistência social, além do acesso à informação e ao entretenimento.
Essa oferta de informações e serviços públicos para a população de baixa renda por meio de programas interativos em linguagem televisiva é uma experiência pioneira no mundo. Desde seu domicílio, e com um simples toque no controle remoto, é possível ter acesso a serviços de saúde, emprego e cursos, benefícios sociais, direitos da mulher e serviços bancários, dentre outros .
Além de acessar informações e serviços públicos de graça pela TV, é possível atualizar a programação audiovisual do canal em multiprogramação, e acessar conteúdos criptografados, como saldo e extrato da conta corrente ou do FGTS.
Seminário

Nesta 3ª-feira, 25 de novembro, das 9h às 18h, a EBC, o FNDE e o IBICT realizam o seminário Conteúdos Interativos para a Produção de Conhecimento e o Desenvolvimento Social. O evento abre espaço para a discussão da comunicação interativa voltada para a inclusão sociodigital, com foco no projeto Brasil 4D, que oferece informações e serviços para a população de baixa renda, por meio da televisão digital pública interativa. 
A abertura acontece às 9h, no auditório do edifício sede do FNDE (SBS, Q. 2, blo. F, subsolo). Ao longo do dia, renomados especialistas em comunicação digital interativa de todo o país e representantes das empresas parceiras do projeto de TV digital pública interativa Brasil 4D debaterão os Modelos de Interatividade na TV Aberta, os Conteúdos Digitais Interativos Multiplataforma: programas para TVDi, celulares, jogos, etc., e o Brasil 4D: Perspectivas para o futuro, conforme programação, anexa e abaixo.

BRASIL 4D

A missão de incluir social e digitalmente milhares de pessoas moveu a Empresa Brasil de Comunicação - EBC a conduzir e desenvolver o projeto BRASIL 4D com o apoio de diferentes instâncias de governo, empresas, universidades e da sociedade civil. O Brasil 4D é um projeto de política pública de comunicação digital e interativa, balizado pelos conceitos de: Desenvolvimento, Democracia, Diversidade e Digital.
O reconhecimento do Brasil 4D como ferramenta de comunicação inovadora e eficaz para a inclusão social pode ser traduzido pelos prêmios SET 2014, na categoria melhor “Projeto de interatividade para televisão”, o prêmio Frida 2014 de inovação, a menção honrosa oferecida pela Cumbre TV Abierta 2013 por sua contribuição para a TV aberta e o SET 2013, na categoria “Interatividade desenvolvida para a televisão digital terrestre baseada no middleware GINGA”.
Com o Brasil 4D a TV pública cumpre o objetivo de proporcionar a todos os brasileiros o direito de participar da tecnologia digital, para que todos tenham acesso a toda forma de conhecimento, aproximando as pessoas da cidadania plena, independentemente de classe social ou idade.

Informações essenciais

O Brasil 4D além de propiciar acesso a jogos educativos e filmes nacionais, aproxima o cidadão, a seus direitos. É uma janela de entrada dos serviços públicos à casa dos cidadãos. Na prática é o acesso a serviços públicos a um toque do controle remoto. Ele aproxima os beneficiários do programa Bolsa Família às informações essenciais para o seu dia a dia, tais como:


  • Benefícios Sociais: acesso aos programas ligados ao Cadastro Único, Bolsa Família, BPC Loas, cursos do Pronatec e muito mais;
  • Saúde: encontre a farmácia popular, campanhas de vacinação e aleitamento materno, médico da família ou hospital mais perto de sua casa;
  • Trabalho: ofertas de emprego e cursos de qualificação, informações sobre seguro desemprego, trabalhador autônomo, Programas de Microcrédito e Empreendedorismo;
  • Direito da Mulher: conheça a lei Maria da Penha, encontre a delegacia da mulher mais próxima, programas de saúde, educação e empreendedorismo voltado para as mulheres;
  • Educação financeira: acesse o extrato e saldo da sua conta corrente, poupança e FGTS, encontre as agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal mais próximas e saiba como usar melhor seu dinheiro.

Mais informações, clique aqui.

Programação do Seminário Conteúdos Interativos para a Produção de Conhecimento e o Desenvolvimento Social

25 de novembro de 2014
9h -18h
9H - Abertura 
Exposição do objetivo final: construção da plataforma do conhecimento
- Drª Cecília Leite Oliveira, diretora do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT
- Wellington Mozarth Moura Maciel, Assessor de Educação Corporativa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE
- André Barbosa Filho, coordenador geral do projeto Brasil 4D, Empresa Brasil de Comunicação, EBC

9h15 - 10h30
Estado da Arte da TV Digital  Interativa 
Palestrante: André Barbosa Filho - EBC

10h30 - 12h
Brasil 4D: Perspectivas para o futuro
Palestrantes: 
Rodrigo Mulinari (BB) - A experiencia de interatividade no BB
Helder Santos (TOTVS Software) - Possibilidades interativas no Brasil 4D
Paulo Iasbeck (INCOD-UFSC) - Design interativo e usabilidade
Ricardo Nascimento (HMA TV/Visent) - Novas formas de medir as audiências
Prof. Marcio Wolers (Unicamp) - Brasil 4D, economia e desenvolvimento
Mediação: André Barbosa Filho - EBC 

12h
Mostra de Conteúdos Digitais Interativos multiplataforma produzidos por empresas públicas e privadas

14h - 15h30
Modelos de Interatividade na TV Aberta  - Análise de projetos existentes 
Palestrantes: 
- Prof.ª Drª Cosette Castro (PUC-DF) - Panorama da produção de conteúdos digitais interativos:expertise, modelos produção.
- Wellington Maciel (FNDE) - Demanda por conteúdos interativos para a assistência técnica do FNDE

15h30 às 17h30
Conteúdos Digitais Interativos Multiplataforma: programas para TVDi, celulares, jogos, etc.
- Prof. Guido Lemos - Interatividade plena do Ginga,Tecnologia 4K (LAVID/UFPb)
- Prof. Marsal Ávila Alves Branco (FEEVALE-RS, games interativos)
- Prof. Gilson Barreto - Aplicativos par tablets (UFG)
- Mediação: Drª Cecília Leite Oliveira (IBICT)

17h30 - 18h
Apresentação da Plataforma do Conhecimento
 - Cecília Leite, diretora do IBICT
Lançamentos de livros e revistas 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Venezuela: entra em operação a TV Digital Aberta

Da Agencia Paco Urondo


Sistema de TV Digital da Venezuela utiliza a tecnologia nipo-brasileira.
El ministro de Planificación, Julio De Vido, y el vicepresidente de Venezuela a cargo del Ejecutivo, Nicolás Maduro, inauguran hoy el sistema de TDA en ese país durante un acto en las afueras de Caracas.
Se instalarán trece estaciones de transmisión de tecnología argentina, que darán cobertura a más del 50% de la población. El acto se realiza a las 11 (hora de Venezuela, 12.30 en Argentina) en la comuna de Libertadores, en las afueras de Caracas.
También estarán presentes los ministros de Ciencia y Tecnología, Jorge Alberto Arreaza; de Comunicaciones y Cultura, Ernesto Villegas; el embajador argentino Carlos Cheppi, y el titular de la delegación diplomática venezolana en Buenos Aires, Carlos Martínez Mendoza.
La implementación del sistema de Televisión Digital Abierta (TDA) implica una inversión total de 26,5 millones de dólares en la instalación de telepuertos y 13 antenas de transmisión, a las que se sumarán otras 9 estaciones adicionales que elevarán el nivel de cobertura al 58,3% de la población del país.
De Vido subrayó que las estaciones instaladas "son 100% tecnología argentina", al tiempo que adelantó que ya se está trabajando con Bolivia "para la implementación de un desarrollo similar al de Venezuela". Durante la tarde de hoy, el ministro de Planificación mantuvo una reunión con sus pares de Ciencia y Tecnología y de Comunicación y Cultura, para avanzar en la concreción de una nueva etapa de complementariedad para la capacitación de recursos humanos, tanto técnicos como de producción de materiales.
El acuerdo que puso en marcha la implementación de la TDA en Venezuela, que también comprende la venta de un mínimo de 300.000 decodificadores por un monto de 200 millones de pesos, fue suscripto el 12 de marzo del año pasado por De Vido y Arriaza, sobre la base del convenio de cooperación bilateral firmado en 2004 entre el ex presidente Néstor Kirchner y Chávez.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Unesp: terminam dia 22/2 as inscrições para especialização em Televisão Digital


Curso abordará as novas demandas do mercado
para capacitação de profissionais e recém formados
Seguem até o dia 22 de fevereiro, sexta-feira, as inscrições para as últimas vagas do Curso de Especialização em Televisão Digital da UNESP- Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. As aulas terão início no 16 de março. O curso foi planejado e estruturado para oferecer atualização acadêmica e profissional na área da comunicação audiovisual. O curso será realizado na cidade de São Paulo, capital, na sede da Fundunesp – Fundação para o Desenvolvimento da Unesp. Os interessados devem se inscrever exclusivamente via internet acessando o endereço eletrônicowww.faac.unesp.br/televisaodigital e enviando documentação via Sedex.
O coordenador do curso, o professor Dr. Juliano Maurício de Carvalho, também coordenador do Programa de Pós-Graduação em Televisão Digital: Informação e Conhecimento (mestrado profissional) da UNESP, afirma que o objetivo é formar e capacitar profissionais para atuar nos processos de gestão e produção de programas para a televisão e para produtoras independentes dentro do novo cenário da comunicação digital, tornando-os capazes de desenvolver, produzir e avaliar projetos, conteúdos e aplicativos para televisão e outras mídias digitais.
O coordenador destaca que o objetivo do curso será também formar profissionais competentes para operar nas chamadas indústrias criativas e novas demandas da comunicação digital, além de permitir o aprofundamento das pesquisas em comunicação e educação com o objetivo de aprimorar o conhecimento sobre o tema para o fortalecimento da carreira acadêmica.
A grade curricular tem como proposta atender as necessidades de capacitação e qualificação dos profissionais diante do processo de transição tecnológica que passa o Brasil com o apagão analógico da televisão em 2016. “É preciso preparar os profissionais e pesquisadores para uma nova realidade que altera de forma significativa os modos de criação, produção, gestão e distribuição de conteúdos audiovisuais”, explica Carvalho.
Com a marca dos cursos de pós-graduação da FAAC - Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da UNESP, uma das mais renomadas do país, a especialização reúne um corpo docente altamente qualificado, composto por profissionais, professores doutores e pesquisadores de destaque no mercado de televisão e mídia digital.
O curso está estruturado para ser concluído em 30 sábados, durante 12 meses, com aulas das 8h00 às 18h00. A intenção é oferecer ao mercado um curso com mensalidades acessíveis, no valor de R$ 690,00. Outras informações pelo telefone 11. 3474.5343 ou e-mail televisaodigital@faac.unesp.br.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

TV Digital: governo define regras para canal comunitário

Por Samuel Possebon, em Tela Viva News.


O  Ministério das Comunicações publicou nesta quarta, 19, a Portaria 489/2012, que coloca em prática uma antiga determinação do Decreto de TV Digital (Decreto 5.820/2006) e cria efetivamente a figura do Canal da Cidadania. Trata-se de um canal de TV aberta, operando de forma digital e em multiprogramação. Esse canal deve ser solicitado ao Minicom por entes ou entidades públicas do município (prefeitura, Câmara Municipal ou mesmo uma fundação) e deve assegurar quatro faixas de programação. Uma para transmissão das atuações do poder público municipal, uma para o poder público estadual e duas para transmissões comunitárias.
A programação das duas faixas comunitárias (ou três no caso do Distrito Federal, que não tem governo municipal) ficará a cargo de associações locais. Essas associações serão selecionadas pelo Ministério das Comunicações. Segundo Octávio Pieranti, diretor do Departamento de Acompanhamento e Avaliação de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, uma das razões para isso é o fato de o Minicom já selecionar as entidades que recebem as outorgas de rádio comunitária e, portanto, ter o know-how de como conduzir esse processo de seleção de maneira transparente.
"O importante é que as entidades selecionadas para fazer a programação sejam entidades abertas, sem vínculos políticos ou econômicos, que garantam os princípios estabelecidos na norma do canal da cidadania". Os princípios são os constitucionais (programação de caráter educativo, cultural, informativo, que promova a programação local, regional e independente) e ainda os princípios de universalização ao direito da informação e comunicação, diversidade de gênero, diversidade étnica, cultural entre outros. O Minicom também quer garantias de que essas associações responsáveis pela programação sejam abertas, independentes de governos, sem fins lucrativos, que permitam a difusão de conteúdos de interessados que inclusive não sejam parte da associação. "É o modelo de TV comunitária que já vem sendo praticado na TV por assinatura e que agora terá seu espaço na TV aberta", diz Pieranti.
Outro aspecto importante da Norma é que ela permite que essas faixas de programação comunitária vendam publicidade institucional, nos moldes hoje permitidos a emissoras educativas. Além da publicidade, as associações poderão financiar suas operações com doações, convênios e outras fontes, desde que não comprometam os princípios previstos para o Canal da Cidadania. Um aspecto importante é que nas faixas de livre programação estão vedados proselitismo político e religioso. Também estão proibidas publicidades de produtos e serviços e arrendamento de horário. "Seguimos os mesmos princípios da TV pública e das rádios comunitárias".
O processo de seleção das associações que serão qualificadas para programarem os canais levará em conta os critérios usuais de idoneidade, o estatuto das associações e também o fato de a associação já ter experiência na operação dos canais comunitários na TV por assinatura. Mas como serão pelo menos duas faixas por município, o entendimento do Minicom é que haverá uma pluralização das associações que operarão o canal comunitário.

Espectro

O Minicom ainda não consegue assegurar que todos os municípios terão espaço para o Canal da Cidadania. "Na maior parte, já existem canais tecnicamente viabilizados, mas em algumas cidades (cerca de 900) o espectro é congestionado, e é possível que a viabilização dos canais só venha com a digitalização completa das emissoras", diz Pierante. A rigor, os canais públicos teriam espaço reservado entre os canais 60 e 69 de UHF, mas com a discussão sobre o dividendo digital e o uso das faixas de 700 MHz, ainda é possível haver um novo escalonamento dessa ocupação.
A norma prevê que as emissoras responsáveis pelo Canal da Cidadania deverão aderir a um operador de rede pública caso isso aconteça em condições isonômicas com as outras emissoras públicas. 
O Minicom não tem previsão de quando e se haverá esse operador de rede. "É algo ainda em estudo", diz Pierante.
Octávio Pierante explica que ainda é necessário uma análise jurídica para dizer se as entidades emissoras de rádio comunitária poderão ser responsáveis também pela programação das faixas livres do canal da cidadania.
A fiscalização da atuação do canal comunitário, diz Pierante, será conduzida da mesma forma como hoje é fiscalizada a radiodifusão comercial. Haverá sorteios estatísticos, fiscalização programada e fiscalização por denúncia.
A entidade pública responsável pelo canal deverá também se encarregar de criar um conselho comunitário que terá como função avaliar periodicamente a programação e ouvir a sociedade em relação ao canal.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Até o final do ano, TV Senado chega ao Amapá com sinal digital

Da Agência Senado

Moradores do Amapá poderão, em breve, assistir à TV Senado em sinal digital aberto. Protocolo assinado nesta terça-feira (17) permitirá, ainda, a implantação da Rádio Senado no estado, além do funcionamento da TV Assembleia e da transmissão da TV Câmara, em multiprogramação. A previsão é de que até o fim do ano os amapaenses já possam ter acesso aos novos canais.
Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que participou da cerimônia de assinatura do protocolo, a existência de meios de comunicação que transmitam o trabalho do legislativo e a atuação dos parlamentares é um instrumento de democracia participativa.
– Com certeza vai ser uma conquista para todos os amapaenses a garantia de que os amapaenses poderão, na TV aberta, acompanhar a TV Senado, a Rádio Senado e a ação dos parlamentares que elegeram – afirmou.
Para o diretor de jornalismo da Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado, Davi Emerich, as mídias públicas cumprem um papel não de competição, mas de colaboração com a mídia privada. O espaço é próprio, explicou, já que a grande quantidade de comissões e atividades do legislativo muitas vezes não permite que os veículos privados consigam acompanhar todo o trabalho.
– Se não fossem as mídias da Câmara dos Deputados e do Senado, eles não acompanhariam todo o trabalho que temos. Nossa ação é insubstituível – disse.
Oportunidade
No Amapá, a TV Senado será transmitida pelo canal 57. Já a Rádio Senado poderá ser sintonizada na frequência 93,9 MHz.
Como a TV digital opera em multiprogramação, com quatro subcanais por canal, o Senado decidiu instalar emissoras nos estados em regime de parceria com as assembleias legislativas. No Amapá, além do canal principal da TV Senado, haverá um canal da TV Assembleia e um da TV Câmara. O outro canal poderá, no futuro, ser destinado a outras transmissões da TV Senado.
– Por meio desse processo de expansão e graças ao sinal digital, é possível também colocar no ar o sinal da TV Assembleia, que normalmente não consegue a concessão do sinal aberto – explicou o diretor-adjunto da TV Senado, Aluízio Tadeu de Oliveira.
TV Senado
Atualmente, a TV Senado pode ser sintonizada em todo o país por meio de TV por assinatura, antenas parabólicas e pela internet, com até oito canais simultâneos de programação. A TV transmite em sinal aberto digital, em quatro canais, para Brasília e alcança ainda outras três cidades: São Paulo, Fortaleza e Belo Horizonte, em canais cedidos pela Câmara dos Deputados. Em sinal analógico, está presente em dez capitais: Brasília, Fortaleza, João Pessoa, Manaus, Natal, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro (Zona Oeste) e Salvador.
Além disso, há protocolos assinados para a transmissão da TV com sinal digital em Belém, Boa Vista, Campo Grande, Macapá, Manaus, Rio de Janeiro e São Luis.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

São Luís recebe até o final do ano TV Senado em sinal aberto e digital

Da Agência Senado

Até o final do ano, os moradores de São Luís poderão acompanhar de em tempo real atividades dos três poderes – Legislativo, Executivo e Judiciário - por meio digital. O que até lá só é possível para assinantes de TV a cabo. Protocolo assinado hoje na presidência da Casa, para a instalação conjunta da Rádio Senado, TV Senado, TV Câmara e TV Assembléia do Maranhão, em sinal aberto, pelo canal 51, na capital maranhense.

Características dos Convênios
A parceira e o compartilhamento viabilizam a expansão das transmissões do Senado e da Câmara para vários estados brasileiros, a custos 50% mais baixos. Segundo o acordo, onde uma Casa instala a sua estação, cede um canal para a outra. Pelo entendimento de hoje entre as instituições, o Senado adquire os equipamentos de transmissão e cede um canal digital, ou subcanalização, dos quatro tecnicamente possíveis, para a Assembléia Legislativa criar a sua própria TV. Em contrapartida, a Assembléia assume a responsabilidade pela instalação e custeio da estação radiodifusora. No caso específico do Maranhão, a EBC participa cedendo, sem qualquer ônus, o espaço para a instalação dos equipamentos de transmissão das emissoras.

O Senado Federal está adquirindo equipamentos e instalará estações da sua TV em 12 estados - Amazonas, Belém, Paraíba, Rio de Janeiro, Amapá, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Roraima, Paraná, Piauí e Sergipe, além do Maranhão. A expectativa é que até o final do ano, sejam inauguradas as emissoras de TV e rádio em pelo menos sete cidades – São Luís, Belém, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus e Rio de Janeiro.

Atualmente, a TV Senado, com sinal digital, pode ser captada em São Paulo e Fortaleza (em canais da Câmara) e em Brasília transmite até quatro canais simultaneamente, com as sessões plenárias e reuniões das comissões técnicas. Com sinal analógico está presente em dez cidades – Brasília, Manaus, Fortaleza, Rio de Janeiro, Recife, Natal, João Pessoa, Salvador, Cuiabá e Rio Branco.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

TV Senado opera em digital em Fortaleza

Da Agência Senado 



O sinal digital da TV Senado foi lançado na tarde da segunda-feira, 2/7, em Fortaleza. Além do canal 61.2, do Senado, a região metropolitana da capital cearense também passou a receber a transmissão da Assembleia Legislativa do estado (canal 61.3) e da TV Câmara (61.1). Os três canais fazem parte da Rede Legislativa de TV Digital.
Na solenidade de inauguração do novo sinal, foi ressaltada a  importância de as duas Casas do Congresso, a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Vereadores ficarem mais próximas da população, que tem mais facilidade para entender o papel do prefeito e do vereador do que o do deputado federal ou senador.
– O deputado federal já fica muito distante e o senador mais distante ainda. A finalidade dessas televisões é promover a discussão com o povo, que vai saber exatamente a quem recorrer e como recorrer às instâncias de poder que devem ser procuradas a cada momento e em cada necessidade – destacou Sueli Navarro, diretora de Comunicação da Câmara dos Deputados.