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terça-feira, 7 de junho de 2022

TCU teme apagão televisivo em regiões remotas do Brasil

Com o fim das transmissões de TV pelo sistema analógico, famílias de baixa renda poderão ficar sem acesso à TV digital e desconectadas do que acontece no Brasil. O Tribunal de Contas da União estima que 1.300 municípios - praticamente, 1/4 das cidades brasileiras - podem ficar sem qualquer conexão com o Brasil, pois não terão mais sinal de TV. 

Texto e foto por Chico Sant'Anna

Muitas famílias de baixa renda, beneficiárias do Programa Bolsa Família correm o risco de ficar sem acesso à televisão aberta digital. Tudo em decorrência da implantação da Internet 5G no Brasil, que vai usar frequências hoje utilizadas pelas transmissões analógicas de televisão. Essas localidades perderão a transmissão analógica e ainda não contam com a digital. O Tribunal de Contas da União estima que 1.300 municípios - praticamente, 1/4 das cidades brasileiras - podem ficar sem qualquer conexão com o Brasil, pois não terão mais sinal de TV. São Municípios de pequeno e médio porte, desprovidos de meios de comunicação próprios e dependentes das transmissões satelitais de rádio e tv.

Isso é que os técnicos denominam apartheid tecnológico. O sinal analógico é de fácil captação pelas antigas antenas parabólicas. Muitas cidades não possuem canal local. Outras, as prefeituras criaram canais repetidores para redifundir o sinal captado nos satélites. Mas com o sinal digital, também as prefeituras teriam que comprar novos equipamentos para se adequarem às mudanças tecnológicas.

Há ainda problemas geográficos. Localidades em que o relevo ou a vegetação, como na Amazônia, não favorecem a transmissão do sinal digital. Na França, quando da implantação da TV digital, cerca de 500 lares ficaram sem acesso a TV. O governo criou uma espécie de bolsa televisão, concedendo a essas famílias um abono que permitissem que elas assinasse serviços pagos de televisão.

Nos Estados Unidos, também houve esse fenômeno. Em 2009, 2,8 milhões de lares no país não conseguiram se adaptar para receber os sinais de transmissão digital. O Impacto também afetou 21 pequenas e médias emissoras locais, que sem dinheiro para se adaptar à nova tecnologia, tiveram que encerrar suas transmissões.

Para evitar que isso aconteça, o TCU recomendou ao ministério das Comunicações, que crie um planejamento para o desligamento do sinal analógico dos municípios que ainda não possuem a transmissão de TV digital, viabilizando às populações que contam atualmente com a transmissão analógica da televisão aberta a continuidade de acesso, no mínimo, aos mesmos canais em tecnologia digital.

Para mais detalhes sobre a migração para o canal digital, leia também:

TV digital: 500 mil lares sem televisão, na França

TV Digital: Governo francês teme apartheid tecnológico

TV Digital: Término da transmissão em sistema analógico deixa milhões de lares sem sinal de TV nos EUA

TV Digital: Emissoras pedem adiamento do fim do sinal analógico

TV Digital: fim da TV analígica pode ser prorrogado

Japão completa transição do sistema de TV analógica para digital

Para o TCU se o cenário atual permanecer da forma que está, após ocorrer a migração da transmissão analógica para digital prevista para o final de 2023, cerca de 1.300 municípios ficarão sem qualquer sinal de TV, deixando seus moradores sem acesso à TV aberta.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Entidades cobram do governo a prometida interatividade na TV Digital

Por Alberto Perdigão


Entidades ligadas à pesquisa, implementação e desenvolvimento da televisão digital no pais estão divulgando um manifesto pela adoção de um conversor digital que assegure interatividade – e inclusão - às famílias inscrita no Cadastro Único. O documento, intitulado Carta Aberta à Presidente Dilma, defende a manutenção do que estabeleceu o próprio Governo, em 2014 (Portaria 481), o que foi confirmado pelo grupo responsável pelas diretrizes operacionais da migração digital (GIRED), em maio de 2015.

Leia também:
“O modelo brasileiro é inovador, convergente, inclusivo e promove o desenvolvimento da indústria nacional”, argumenta a carta, numa referência ao midlleware Ginga. E, ao final, apela: “Presidenta, a senhora, que participou de todo o processo de definição do modelo de TV digital brasileiro, e que agora tem a oportunidade de colocá-lo em prática, sabe que a efetiva implantação da interatividade na TV digital brasileira, aberta e gratuita, poderá impulsionar enormemente a inclusão social e digital no país.”

A íntegra do manifesto é o seguinte:

Carta aberta à Presidenta Dilma

O middleware Ginga, que garante a interatividade plena na TV digital, é resultado de investimento público da ordem de 60 milhões que envolveu 1500 pesquisadores de todo o país em instituições de pesquisa, universidades e indústria, para desenvolvimento de um modelo que atendesse às necessidades brasileiras. Adotado  por 17 países da América Latina e da África, o Ginga diferencia o padrão brasileiro de TV digital (ISDB-Tb) dos demais padrões existentes.
Estabelecido pelo Decreto 5820/2006, o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) determinou, dentre seus objetivos, que a TV digital brasileira deve: promover a inclusão social e a diversidade cultural do País de acordo com a política do Ministério da Cultura e com o MEC, nas políticas de ampliação do EAD por meio do acesso à tecnologia digital, visando à democratização da informação; estimular a pesquisa e o desenvolvimento e propiciar a expansão de tecnologias brasileiras, da indústria nacional e da economia criativa, possibilitando o desenvolvimento de inúmeros serviços decorrentes da tecnologia digital; incentivar a indústria regional e local na produção de instrumentos e serviços digitais.
¬O modelo brasileiro é inovador, convergente, inclusivo e promove o desenvolvimento da indústria nacional.  Todavia, desde sua criação, tem sofrido sucessivos boicotes contrários à sua efetiva implantação no país.
Tanto a radiodifusão comercial como as operadoras de telefonia móvel não tem demonstrado interesse na oferta da interatividade gratuita pela TV. Uma porque ainda não encontrou um modelo de negócio no qual obtenha novas receitas; outra porque não quer concorrência no streaming ou VOD que a TVDi pode oferecer de graça.

A iniciativa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) com o projeto Brasil 4D, que ofereceu  informações e serviços públicos pela TV digital para comunidades carentes de João Pessoa/PB (2012)  e Samambaia/DF (2014), comprovou a eficácia do modelo brasileiro para a inclusão sociodigital. Como conseqüência, o governo determinou, por meio da Portaria 481/2014, a distribuição gratuita de conversores digitais interativos para todos os beneficiários do Bolsa Família; decisão especificada pelo GIRED, grupo responsável pelas diretrizes operacionais da migração digital, coordenado pela Anatel, em 15 de maio de 2015.
Entretanto, a recente indicação do GIRED de autorizar a distribuição de 12 milhões de conversores digitais sem interatividade para os cidadãos de baixa renda, inscritos no Cadastro Único, residentes em cidades com mais de 100 mil habitantes, tenta colocar de lado os rumos da política pública de interatividade para a TV digital aberta, decidida pelo governo brasileiro.

Querem oferecer um conversor apenas com zapper, com capacidade de recepção do sinal digital, porém sem a capacidade de rodar os aplicativos interativos com informações e serviços públicos, como a busca de emprego em tempo real, o acesso a filmes nacionais sob demanda, dentre inúmeros conteúdos que podem ser acessados pela TV digital interativa.

Isso significa que mais da metade da população brasileira que não têm acesso à banda larga fixa nem móvel permanecerá excluída, sem acesso às tecnologias de comunicação e informação. O beneficiário do Bolsa Família poderá acessar uma série de conteúdos e serviços públicos interativos gratuitos, mas o seu vizinho do Cadastro Único encontrará apenas a programação normal das emissoras abertas, sem nenhuma interatividade, sem nenhum valor agregado. Para entrar no mundo digital e convergente, ele terá de pagar internet ou TV a cabo.
Ao invés de alavancar o modelo brasileiro de TV digital, vamos retroceder e ampliar as divisões sociais que tentamos combater?

Este modelo de receptor com zapper não permite a atualização pelo ar, tornando sem efeito todo o investimento e trabalho realizados até o momento. Nenhuma herança será deixada à população, apenas um equipamento que se tornará obsoleto em curtíssimo prazo.

Serão dois Brasis? Um que usufrui dos benefícios da inclusão digital e o outro, interiorano, pobre, desconectado, carente de acesso às políticas e serviços públicos?.

Manter a decisão original (distribuir o receptor com Ginga para 14 milhões de famílias do Bolsa Família), significará dar condições para um mercado industrial que levará para o varejo conversores similares para um público consumidor potencial que ainda possui TVs de tubo ou planas, mas com recepção analógica, os quais poderão adquirir  um conversor digital com Ginga C, sem precisar comprar um novo aparelho de TV para acessar o sinal digital.

É possível garantir a interatividade dos conversores digitais a um custo menor do que os R$ 160,00 que a EAD (entidade privada executora do processo de migração da TV digital) pagou por cada um dos 1,2 milhões de receptores com Ginga C adquiridos até o momento. Existe boa vontade da indústria em desenvolver um conversor com Ginga C mais barato.

Presidenta, a senhora, que participou de todo o processo de definição do modelo de TV digital brasileiro, e que agora tem a oportunidade de colocá-lo em prática, sabe que a efetiva implantação da interatividade na TV digital brasileira, aberta e gratuita, poderá impulsionar enormemente a inclusão social e digital no país.

TV digital no Brasil se faz com Ginga !

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

TV Digital: adiada a transição da TV analógica para o novo sistema de TV

Por Chico Sant'Anna

Autoridades temem que o sistema não funcione a contento durante os jogos olímpicos e nas eleições municipais. 

Olimpíadas, eleições municipais e crise econômica protelam no Brasil a transição do sistema de televisão analógico para o digital. Agora, neste ano de 2016, apenas Brasília, em outubro (após as olimpíadas e sem eleições municipais) e a cidade goiana de Rio Verde vão fazer a transição. Um segundo bloco de localidades fica para até 2018 e a transição total só em 2023.

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Além de dificuldades técnico-operacionais, as autoridades demonstraram temor do sistema não estar funcionando a contento durante os jogos olímpicos do Brasil e também durante a campanha das eleições municipais. Ninguém quer correr o risco de ver o eleitor chateado por não ter acesso à telinha.
Outro fator que tem pesado na decisão é o baixíssimo nível das residências que já compraram aparelhos receptores de televisão digital, ou mesmo o conversor, denominado setop-box.
Transição 2
O segundo bloco de transição acontecerá em cerca de mil, dos mais de cinco mil  municípios brasileiros. Esse segubndo bloco será formado pelas capitais estaduais e suas respectivas áreas metropolitanas, todas as cidades dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro e outras 15 cidades de porte médio (com as respectivas áreas metropolitanas), nas quais o espectro eletromagnético estiver efetivamente congestionado e o desligamento se mostrar essencial para assegurar o funcionamento da internet em a banda larga móvel na faixa de 700 MHz.
Segundo informa Samuel Possebon, no informativo Telaviva News, "o que parecia quase impossível aconteceu": o governo, empresas de telecomunicações e emissoras de radiodifusão chegaram a um novo calendário que empurra por dois anos, para 2018, o switch-off desligamento do sistema analógico.

Bolsa TV

Para atenuar a dificuldade dequipar as residências com os conversores necessários à recepção de sinal digilta, o governo decidiu que nas cidades do bloco 2, e apenas nelas, serão distribuídas gratuitamente as caixas de recepção a todos os cadastrados no Bolsa Família, com garantia de que os conversores  serão equipados com o programa de interatividade Ginga C.
A idéia é que os conversores distribuídos gratuitamente assegurem a seus usuários a prometida inserção digital - acesso à internet - e que eles não sejam meros sintonizadores. 
Mesmo com adiamento, a conclusão total da transição de uma tecnologia a outra depende da efetiva liberação da faixa de 700 MHz, necessária às operações de banda larga móvel e pelas quais as teles pagaram cerca de R$ 9 bilhões em leilão.

Novo calenário
Pela proposta aprovada, em 2016 serão desligadas apenas as cidades de Rio Verde e Brasília, ficando as demais para até 2018 e um segundo grupo para até 2023. Em breve será publicada uma portaria alterando o cronograma até 2018 e depois será publicado um novo decreto com um cronograma formalizando o desligamento das demais até 2023, já que elas podem ter os canais remanejados para liberar a faixa de 700 MHz.
Brasília será o verdadeiro teste piloto. Se este ano a cidade não puder ser desligada (o que está previsto para outubro), haverá uma nova discussão.
Outra novidade é que o sinal analógico passa a ser transmitido em 16:9, o que cria duas faixas pretas na tela, que poderão ser usadas para uma publicidade mais agressiva sobre o desligamento. Também haverá a inserção de cartelas de publicidade na programação.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Brasil tem 99 milhões de computadores em uso

Do Portugal Digital e da Agência Brasil

Os dados são da 23ª Pesquisa Anual de Tecnologia da Informação (TI), divulgada quarta-feira (18) pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo.
São Paulo – A queda no preço dos componentes de informática e o aumento do poder aquisitivo da população foram os principais fatores que fizeram com que o país atingisse a marca de 99 milhões de computadores em uso, até o quarto mês de 2012.

Os dados são da 23ª Pesquisa Anual de Tecnologia da Informação (TI), divulgada quarta-feira (18) pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV) que consideram os equipamentos utilizados no ambiente corporativo e no doméstico.

“É um conjunto de ingredientes que, a gente reunindo, faz explodir [a quantidade de computadores no país]. O primeiro [ingrediente] importante é que o custo do computador desceu muito. O segundo ingrediente é que a população aumentou o poder aquisitivo”, destacou o coordenador da pesquisa, o professor Fernando Meirelles.

“O terceiro fator é o câmbio favorável, depois a percepção da utilidade do computador crescendo, e você tendo alternativas de comprar máquinas por menos de mil reais, em 60 vezes”, acrescentou.

O levantamento mostra ainda que o total de computadores em uso no país e o investimento na área da TI dobraram nos últimos quatro anos. De acordo com a pesquisa, as empresas investiam, em 2008, cerca de 3,5% de seu faturamento em computadores, hoje chegam a 7%. O resultado se repete em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do país.

“A indústria da tecnologia da informação no país representava aproximadamente 3% ou 4% do PIB há quatro anos. Hoje é 7%, 8 %. Se a indústria de tecnologia investe mais, alguém está comprando isso: as empresas e as pessoas”, ressaltou Meirelles.

O percentual de computadores por habitante no Brasil (cerca de 51%) coloca o país acima da média mundial (42%). Nos Estados Unidos, há cerca de 354 milhões de computadores, ou 114% da população. As informações são da ABr.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Inclusão digital: três, de cada quatro argentinos, tem acesso a internet

De Medioslatinos


Tres de cada cuatro ciudadanos argentinos tiene acceso a Internet. Así lo sostuvo el especialista Alejandro Prince, para quien la gran expansión de la conectividad está asociada a la competencia y a las políticas activas por parte del Gobierno Nacional.

"Acompañando las tendencias de la movilidad, personalización y convergencia, con competencia y políticas activas, la Argentina superó los 30 millones de usuarios de internet (30,5 millones), en distintos lugares de uso, y a través de diversos dispositivos y bajo diferentes modalidades de conexión".

En efecto, durante el año pasado se vendieron en el país 13,7 millones de teléfonos móviles, de los cuales 24% son dispositivos inteligentes y 2,7 millones de computadoras. A su vez, el Gobierno Nacional entregó 1,4 millones de computadoras portátiles a alumnos secundarios y docentes.

Según el especialista, la política de armado local de teléfonos celulares y computadoras actuaría como un reaseguro adicional de estos niveles de conectividad, aunque el control de importaciones de productos terminados afectaría la "variedad y renovación de modelos o la permanencia de algunas marcas".


Información publicada en el Sitio Web de América Economía. Para más detalles haga click aquí.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Internet: 77,8 milhões de brasileiros tem acesso à rede

Do Telaviva news

O Ibope Nielsen Online apontou crescimento de usuários ativos de Internet em setembro. Das 61,2 milhões com acesso em casa ou no local de trabalho, 46,3 milhões foram usuários ativos em setembro, o que representa um crescimento de 2% em relação à agosto e de 14% sobre os 40,6 milhões de setembro do ano anterior. Com esse resultado, o País superou pela primeira vez a Alemanha em número de usuários ativos.
O total de brasileiros com acesso em qualquer ambiente (domicílios, trabalho, escolas, Lan houses ou outros locais) atingiu 77,8 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2011. Entre os países acompanhados com a mesma metodologia, o Brasil registrou nos últimos meses o maior crescimento percentual de número de usuários. O maior crescimento do número de usuários ativos no Brasil vem ocorrendo em residências.
Entre setembro de 2009 e setembro de 2011, a variação foi de 37%, ao passar de 27,7 milhões para 37,9 milhões. O número de brasileiros que moram em domicílios em que há a presença de computador com Internet chegou a 58 milhões, ou 10 milhões a mais que em 2010. A maior parte dos usuários ativos em residência usa conexões com velocidade superior a 512 Kbps.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Programa de inclusão digital tem apenas 16% dos telecentros funcionando

Por Jacson Segundo do Observatório do Direito à Comunicação
 
O Governo Federal passa por um momento delicado em relação à sua política de inclusão digital. Devido a problemas de gestão, dos oito mil telecentros do Programa Telecentros.BR apenas 1,3 mil (16%) estão conectados e em funcionamento, segundo o próprio Poder Executivo. A insatisfação das entidades que lidam com o tema foi perceptível no I Fórum da Internet no Brasil, que aconteceu em São Paulo na quinta e sexta (13 e 14).
O alvo da crítica das organizações que atuam em parceria com o governo na implantação do programa é o atraso na conexão dos telecentros. Dessa forma, as entidades que coordenam os telecentros localmente – selecionadas via edital - não conseguem desenvolver o trabalho de inclusão digital do público-alvo.
Uma dessas organizações parceiras do Ministério das Comunicações (Minicom) é o Coletivo Digital, que desenvolve o trabalho em São Paulo. A entidade venceu um edital em julho de 2010 para dar formação a uma rede de monitores no Estado. No entanto, pela falta de conexão nos telecentros, dos 1,5 mil monitores que precisariam ser formados até o fim deste ano apenas 40 foram.
Segundo Beatriz Tibiriça (Beá), do Coletivo Digital, isso impossibilita o programa de receber os bolsistas que trabalhariam como monitores dos telecentros e impede que essas pessoas entrem na Rede Nacional de Formação para Inclusão Digital, que poderia chegar a 16 mil jovens e que não consegue atender nem 10% desse total hoje.
“Ou damos conexão ou a política pública não existirá. Isso não é mais um pedido, é uma exigência do movimento”, disse Beá. Para ela, o governo deveria ter obrigado as teles a conectarem os telecentros no acordo fechado em junho deste ano dentro do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
Outra entidade que se encontra em posição parecida com o Coletivo Digital é o Projeto Saúde e Alegria, que atua no Oeste do Pará. Segundo explica Paulo Lima, coordenador do Projeto, o contrato com o governo é referente a 40 telecentros. “Até agora só chegaram nove kits e sem computadores. Assim a entidade se desmoraliza porque cria uma expectativa na comunidade”, reclama.
Governo
O governo, por sua vez, argumenta que o atraso no cronograma do programa vem da dificuldade em gerenciar as parcerias com as entidades e fornecedores de equipamentos. Muitas dessas organizações responsáveis pelos telecentros – vários em zonas remotas do país - demoram no envio de informações ou passam dados incorretos para o Minicom.
Segundo a diretora do Departamento de Articulação e Formação do Minicom, Cristina Kiomi Mori, o governo vai mudar a estratégia de gestão do Programa Telecentros.BR para acelerar a implantação desses espaços. Ela explica que em vez de tentar conectar todos de uma vez, o ministério vai concentrar sua atuação em estados mais necessitados para depois atingir os que têm menos problemas. A diretora não estipulou um prazo, mas afirmou que isso será feito “o mais rápido possível”. Como as entidades têm seu convênio encerrado no fim deste ano, elas devem ganhar um aditivo para concretizar o trabalho.

domingo, 28 de agosto de 2011

Via Campesina pede banda larga, rádio comunitária e casas digitais no campo

Por Raoni Scandiuzzi, da Rede Brasil Atual

Os trabalhadores rurais que participam da Via Campesina em Brasília participaram, nesta quinta-feira (26), de uma audiência pública com o ministro de Comunicação Social, Paulo Bernardo. No encontro, os movimentos sociais reivindicaram políticas públicas para o campo voltadas à inclusão digital.

A coordenadora de comunicação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Solange Inês, disse à Rede Brasil Atual que a conversa com o ministro se fundamentou em três eixos principais: a expansão do Plano Nacional de Banda Langa (PNBL) para o campo, a instalação de pontos comunitários de acesso à internet (casas digitais) e a viabilização de rádios comunitárias nos assentamentos.

Mesmo assumindo que os termos gerais do PNBL não agradam os movimentos sociais, Solange disse que só a chegada do plano ao campo já seria uma grande vitória. “O ministro se comprometeu a tentar viabilizar o acesso a todos os municípios onde não há internet, dentro da faixa de R$ 35, incluindo também as áreas rurais”, contou.

Se o PNBL já tem um encaminhamento positivo, o desejo de contar com, no mínimo, 500 casas digitais nos assentamentos parece estar um pouco mais distante. A coordenadora do MST contou que mesmo se comprometendo a instalar os “telecentros” nas comunidades rurais, Bernardo disse que para a iniciação desse processo será necessária uma complementação orçamentária que, segundo ela, poderá sair só em 2012.

Sobre a viabilização das rádios comunitárias, Solange contou que o ministro reconheceu que são necessárias algumas modificações na lei. “O Paulo Bernardo assumiu a necessidade de reformular a lei que trata da abrangência de 25 watts (de potência dos transmissores). Como no espaço rural os espaços são maiores, é necessário mudar essa lei, que está sendo debatida na Câmara Federal”, explicou.

A coordenadora comemorou o primeiro encontro do movimento com um ministro da Comunicação. “Ficamos felizes porque ele (Paulo Bernardo) se mostrou aberto ao diálogo e ao encaminhamento de algumas demandas”, disse Regina. Mesmo com os sinais animadores, a ativista prevê a necessidade de pressionar o governo em torno das reivindicações. “A única forma (de avançar) é fazer a luta, ir para as ruas, fazer mobilizações."

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Internet: popularização da banda larga trará problemas de infraestrutura

Do portal Portugal Digital, com informações da ABr

Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, não é possível colocar a internet banda larga em regime público, ou seja, sob responsabilidade do governo.
A popularização da internet, a partir do próximo semestre, poderá causar problemas de infraestrutura, disse sexta-feira (17) o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ao participar do 2º Encontro dos Blogueiros Progressistas, em Brasília. “Percebemos que quando começarmos a vender a internet mais barata, vamos ter problema sério de infraestrutura”, afirmou.

Segundo o ministro, o governo pretende investir na construção de redes de fibras óticas no Brasil para atender o aumento da demanda. “Vamos ter que ter investimentos, associações para construir redes de fibra ótica. Disseram que precisávamos de US$ 144 bilhões para fazer investimentos, eu não acredito nisso”.

A partir da segunda metade de 2011, o governo federal vai implementar um programa que garanta o acesso à internet banda larga com preços acessíveis, na faixa de R$ 25 a R$ 35 por mês. E de acordo com Bernardo, “essa é uma prioridade absoluta, colocar a internet de baixo custo e popularizá-la”.

Atualmente há cerca de 5 mil provedores no país. Por isso, segundo o ministro não é possível colocar a internet banda larga em regime público, ou seja, sob responsabilidade do governo. "Não temos como opção colocar a internet em regime público. É complicado outorgar isso às empresas, e não temos todo esse orçamento.”

Paulo Bernardo também falou sobre a aprovação do novo marco regulatório das comunicações, que, segundo ele, é extremamente importante para o país, e lembrou da polêmica que o tema provocou. “No ano passado passamos por uma situação de muito conflito em relação a isso. Disseram até que queríamos controlar a mídia”.

Segundo o ministro, a Constituição prevê que uma parte dos meios de comunicação tenha um marco regulatório. “Não pode ter concentração, monopólio, tem que observar que não pode ter racismo, preconceito, discriminação, xenofobia, e tem previsão que se obedeça a um conteúdo nacional e local mínimo”.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Telebras reconhece não ter recursos para implementar metas de banda larga

Por Márcio de Morais, do Pay TV

A Telebras está sem recursos para implementar as metas do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Quem disse isso foi o presidente da estatal, Rogerio Santanna, durante audiência pública realizada nesta quarta, 27, na Comissão de Defesa de Consumidor da Câmara dos Deputados. Segundo ele, a empresa fechou contratos valor de R$ 207 milhões com fornecedores nacionais. Também informou que os registros de preços de equipamentos da estatal já poderiam conduzir ao atendimento de 3.045 cidades brasileiras. Mas, para isso,depende de liberação de recursos do orçamento para poder totalizar o número de cidades que a empresa poderá alcançar este ano. A falta de recursos é crônica. Segundo Santanna, em caixa a estatal tem R$ 280 milhões. Segundo Santanna, dos R$ 600 milhões solicitados em 2010 pela Telebras, R$ 316 milhões foram empenhados e nada foi liberado. Neste ano, o pedido era de R$ 400 milhões, foi reduzido a R$ 226 milhões pelo Congresso e apenas R$ 50 milhões foram descontingenciados.

Sobre os investimentos públicos anunciados pelo ministro Paulo Bernardo na semana passada, segundo quem seriam investidos cerca de R$ 1 bilhão ao ano pela Telebrás para dotar o país de uma infraestrutura mais avançada de telecom, Santanna disse não ter mais detalhes.”Li isso nos jornais”, afirmou ele, informando que oficialmente nada foi comunicado.

Para Rogério Santanna, os novos critérios de qualidade da Telebrás, sugeridos pelo Comitê Gestor da Internet brasileira a serem adotados para pequenos provedores de Internet vão medir a performance da rede sem considerar o número de usuários conectados.
“A Telebrás poderá entregar velocidades muito maiores, mas o provedor é que definirá a velocidade final ao usuário”, asssinalou. Pelo PNBL, essa velocidade será de 512 kbps, embora a presidente Dilma já tenha exigido o mínimo de 1 Mbps de velocidade na negociação com as teles privadas. Segundo Santanna, o uso da fibras ópticas da Petrobras será alvo de contrato a ser assinado ainda em maio, informou, lembrando que isso possibilitará ligar 800 municípios ainda em 2011.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Europa: Agenda Digital busca garantir os princípios da Internet

Enviado de Lisboa, por Martins Morim

A necessidade de garantir que os cidadãos e as empresas possam aceder facilmente a uma Internet aberta e neutra foi salientada pela Comissão Europeia num relatório hoje adoptado. A Comissão estará atenta a que as novas regras da UE no domínio das telecomunicações relativas à transparência, qualidade de serviço e capacidade de mudar de operador, que deverão entrar em vigor em 25 de Maio de 2011, sejam aplicadas de um modo que garanta que estes princípios de Internet aberta e neutra sejam respeitados na prática. Por exemplo, a Comissão prestará uma grande atenção à existência de restrições generalizadas de aplicações e serviços lícitos e ao facto de as ligações em banda larga para os cidadãos e empresas da UE serem tão rápidas como indicado na publicidade dos fornecedores de serviços Internet.
A Comissão solicitou ao Organismo de Reguladores Europeus das Comunicações Electrónicas (BEREC) que procedesse a um rigoroso exercício de apuramento de factos sobre questões cruciais para garantir uma Internet aberta e neutra, incluindo barreiras à mudança de operador, bloqueio ou limitação do tráfego da Internet (por exemplo, serviços vocais através da Internet), transparência e qualidade de serviço.
A Comissão publicará, até ao final do ano, os resultados da investigação do BEREC, incluindo eventuais situações de bloqueio ou limitação de determinados tipos de tráfego. Se os dados do BEREC e outras informações indicarem que subsistem problemas, a Comissão avaliará a necessidade de adoptar medidas mais rigorosas.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Internet: Governo vai aumentar velocidade de acesso em telecentros e escolas rurais

Agência Brasil e Portugal Digital

A velocidade média de acesso à internet nos pontos atendidos pelo programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) vai ficar 50% mais rápida a partir do mês que vem. O Ministério das Comunicações ainda informou que serão instalados mais 1.460 pontos de conexão em todo o país, destinados a telecentros comunitários, escolas rurais e unidades do programa Telecentros.BR.
Com a ampliação, o total de pontos de conexão do Gesac passará para 13.379. Os contratos aditivos que prevêem a ampliação do programa, assinados entre o Ministério das Comunicações e a Embratel, foram publicados quinta-feira (4) no Diário Oficial da União e somam R$ 17,6 milhões.
O programa Gesac oferece conexão gratuita à internet em diversas localidades do país, como telecentros, escolas públicas da zona rural, bibliotecas e também em áreas de difícil acesso, como comunidades quilombolas, aldeias indígenas e assentamentos rurais.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Internet cresce mais na classe emergente, aponta pesquisa

Do Telaviva news

Pesquisa realizada pela Razorfish e pelo Terra aponta novos números do acesso à Internet no país, com destaque para o crescimento na venda de computadores e no acesso à Internet pelas classes emergentes.

Segundo o trabalho, os desktops são encontrados em 40% dos lares, os laptops, em 3%, e os celulares com acesso à internet, em 23% das residências dessa faixa da população. Dos 28 milhões de lares que possuem computadores, 63% são da nova classe média digital, enquanto 23% pertencem à classe A e B e 14% à classe D, informa a pesquisa.

O número de desktops presentes nos lares dessa faixa da população cresceu 15% entre 2006 e 2009. Já em 2010, dos 3,7 milhões de pessoas que pretendem comprar um computador, 57% pertencem às classes emergentes. Segundo os dados de vendas já realizadas, nove em cada dez computadores estão sendo adquiridos por essas classes, segundo destaca a pesquisa.

Dos usuários da Internet, 42% são da nova classe média digital em 2010, em comparação a apenas 29% em 2004. Ou seja, o número de pessoas dessa faixa da população que acessam a internet, por meio dos diversos dispositivos, cresceu 44% no período. “Estes dados demonstram uma mudança forte no perfil das classes emergentes, que deve ser considerado pelas empresas ao definirem suas estratégias de negócios e de comunicação”, destaca Fernando Tassinari, diretor-geral da Razorfish no Brasil. “Seja pela informação ou por entretenimento, a internet já é hoje o meio mais democrático para todas as classes sociais. E com menores custos e sem a limitação da grade da mídia tradicional, a classe C encontra na internet opções que contemplam todos as suas necessidades e gostos”, comenta Paulo Castro, diretor geral do Terra Brasil.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Internet: governo lança edital para criação de mais 3 mil telecentros

Por Mônica Tavares , do Globo Online

O governo vai ampliar em mais três mil a rede de telecentros com acesso a internet destinada à população de baixa renda. Está sendo lançado nesta quarta-feira o edital para a seleção pública de parcerias do Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades - Telecentros.BR. Serão investidos R$ 164,9 milhões para a implantação dos novos telecentros. Os recursos também serão utilizados para o fortalecimento de 5 mil das 6 mil unidades já existentes no país. Deverão ser beneficiados mais de oito milhões de pessoas. Os telecentros vão oferecer acesso livre e gratuito a todo cidadão e funcionar no mínimo 30 horas semanais.
Do total que será investido, R$ 64 milhões serão destinados à aquisição de equipamentos e mobiliário, R$ 27 milhões nas conexões em banda larga, R$ 57,96 milhões em bolsas para os jovens e R$ 16 milhões na Rede de Formação. A compra e a distribuição de bens e serviços aos telecentros serão feitas de maneira centralizada pelo governo federal, sem repasse de recursos às entidades.
Os interessados deverão apresentar até o dia 26 de março, conforme o edital, publicado no Diário Oficial da União de hoje, as suas propostas. Poderão participar as entidades privadas sem fins lucrativos ou públicas.
As propostas aprovadas poderão receber kits com mobiliário e dez computadores novos; kits de cinco ou dez computadores recondicionados; conexão à internet banda larga; bolsa em torno de R$ 480 para jovens monitores (a quantia pode ser dividida em duas, para atendimento de dois monitores) e participação na Rede de Formação - a rede será constituída especialmente para o programa com a finalidade de capacitar os jovens monitores.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Lula pede estudos sobre possibilidade de governo oferecer acesso

Por Mariana Mazza e Samuel Possebon, do Pay TV News

A reunião sobre o Plano Nacional de Banda Larga realizada nesta terça, 24, entre o presidente Lula e vários ministros e técnicos envolvidos no projeto não chegou a uma definição. A razão é uma encomenda que teria sido feita pelo presidente para que o governo estime quanto custaria para que o Estado, possivelmente através da Telebrás (mas não descartada a criação de uma empresa com esse propósito), ofereça diretamente acesso banda larga ao cidadão. A informação foi confirmada por duas fontes que estiveram na reunião.
O pedido do presidente surpreende porque, até agora, as discussões estavam restritas à oferta de capacidade de banda larga no atacado e organização de um backbone nacional paralelo e complementar ao das teles. Estes estudos deverão ser apresentados em três semanas. Segundo uma fonte de primeiro escalão, "a reunião de hoje foi inconclusiva e é bem provável que a próxima reunião também termine sem uma conclusão". Outras fontes, contudo, dizem que já havia a expectativa de que houvesse uma solicitação dessa natureza e que já existem alguns levantamentos em andamento.

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sábado, 1 de agosto de 2009

Inclusão digital: Lula quer Eletronet para "levar banda larga para onde a gente quiser"

Por Mariana Mazza, do Pay TV News, em 31/07/2009.

A ideia de usar a Eletronet como uma ferramenta para inclusão digital ainda está nos planos do Governo. Desta vez, o sinal partiu do próprio presidente da República. Em discurso durante a cerimônia de entrega de 5,5 mil computadores para alunos da rede pública de educação, no Rio de Janeiro, Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a dificuldade que o governo tem tido para recuperar a rede na Justiça. "Nós estamos brigando há cinco anos para tomar conta da Eletronet, que é uma empresa pública que foi privatizada, que faliu, e que nós estamos querendo pegar de volta", afirmou o presidente.
Lula deixou claro também por que o governo está tão interessado em concluir a disputa judicial pelo espólio da antiga estatal. "A gente não consegue pegar uma coisa que é nossa, para a gente poder levar internet banda larga para onde a gente quiser." O desabafo foi feito logo após o presidente comentar sobre o programa de inclusão digital que o governo tem em parceria com as concessionárias de telefonia fixa.
Lula comentou que o governo ainda não conseguiu estruturar a ampliação do projeto para as áreas rurais, mas assegurou que sua equipe está trabalhando para que a banda larga chegue também nas escolas fora dos centros urbanos.

Dívidas

O presidente Lula também demonstrou que o governo não está disposto a assumir as dívidas da Eletronet. Para o presidente, cobrir as dívidas dessa rede seria pagar duas vezes pela mesma coisa. "Não é possível que o governo tenha que pagar por uma coisa que é do governo. Não é possível que eu tenha que comprar aquilo que já é do povo brasileiro", reclamou.
Lula disse ainda que pediu apoio do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, para resolver a disputa judicial. "Eu estou pedindo ajuda para o Sérgio Cabral. Vou ver se ele conhece quem é o juiz que está com essa ação", avisou.
As frases de Lula constam na transcrição oficial do discurso, disponíveis no site da Presidência da República.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Brasil: um computador para cada três habitantes

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, existem no Brasil 60 milhões de computadores. Já o Comitê Gestor da Internet informa que entre PCs e computadores portáteis, uma entre cada residência brasileira possui computador ( veja dados neste blog na nota (TICs Brasil: menos rádios nas casas e mais vídeo na internet ).
Os dados da FGV foram recolhidos pela 20ª Pesquisa Anual da Fundação Getúlio Vargas, realizada pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp).
Um ano atrás, a base ativa instalada era de 50 milhões de computadores. O número representa um PC para cada três habitantes. De acordo com o estudo, apenas em 2008, foram vendidos 12,2 milhões de aparelhos, um crescimento de 16% na comparação com 2007. Estima-se que em 2012 o país atinja uma base total de 100 milhões de computadores, ou seja, um para cada dois habitantes.