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segunda-feira, 2 de maio de 2016

2017 será o fim da TV analógica para 349 cidades no país

O Ministério das Comunicações publicou, na quinta-feira, 28/4, a lista com as 349 cidades que terão o sinal analógico da TV aberta em 2017. A portaria complementa a relação divulgada em janeiro deste ano, indicando as capitais que terão o switch-off este ano. Já a lista atual traz o grupamento de cidades que serão afetados pelo fim das transmissões analógicas até 2017.
Segundo o secretário de Comunicação Eletrônica, do Ministério das Comunicações, Roberto Martins, a relação com as cidades que serão afetadas com o switch-off em 2018 deve sair até julho, completando um número total de cerca de 1.200 municípios, onde há necessidade de desligamento do sinal analógico para o uso da frequência de 700 MHz para a banda larga móvel.
Os demais municípios, que poderão manter o sinal analógico e a banda larga móvel ao mesmo tempo, somente serão especificados em decreto presidencial, que ainda não tem prazo para publicação. Nessas cidades, conforme acordo entre teles e radiodifusores, terão o switch-off até 2023.

Veja a lista:


  • Agrupamento: São Paulo/SP
Data do desligamento: 29/03/2017

Municípios do estado de São Paulo: Arujá, Barueri, BiritibaMirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato , Franco da Rocha, Guararema, Guarulhos, Ibiúna, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Mairiporã, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santa Isabel, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, São Paulo, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.


  • Agrupamento: Goiânia/GO
Data do desligamento: 31/05/2017

Municípios do estado de Goiás: Abadia de Goiás, Abadiânia, Alexânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Brazabrantes, Caldazinha, Campo Limpo de Goiás, Caturaí, Goianápolis, Goiânia, Goianira, Guapó, Hidrolândia, Inhumas , Itauçu, Leopoldo de Bulhões, Nerópolis, Nova Veneza, Ouro Verde de Goiás, Pirenópolis, Santa Bárbara de Goiás, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Terezópolis de Goiás e Trindade.


  • Agrupamento: Salvador/BA
Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado da Bahia: Aratuípe, Cairu, Camaçari, Candeias, Dias D'Ávila, Itaparica, Jaguaripe, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Maragogipe, Nazaré, Salinas da Margarida, Salvador, Santo Amaro, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Saubara, Simões Filho, Terra Nova e Vera Cruz.

  • Agrupamento: Fortaleza/CE
Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado do Ceará: Aquiraz, Beberibe, Cascavel, Caucaia, Eusébio, Fortaleza, Guaiúba, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape, Pacajus, Pacatuba, Pindoretama e São Gonçalo do Amarante.


  • Agrupamento: Juazeiro do Norte/CE
Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado do Ceará: Barbalha, Caririaçu, Crato, Juazeiro do Norte e Missão Velha.


  • Agrupamento: Sobral/CE

Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado do Ceará: Forquilha, Massapê, Santana do Acaraú e Sobral.


  • Agrupamento: Belo Horizonte/MG
Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado de Minas Gerais: Araçaí, Baldim, Belo Horizonte, Betim, Brumadinho, Cachoeira da Prata, Caeté, Capim Branco, Confins, Contagem, Esmeraldas, Florestal, Fortuna de Minas, Funilândia, Ibirité, Igarapé, Inhaúma, Itaúna, Jequitibá, Juatuba, Lagoa Santa, Mário Campos, Mateus Leme, Matozinhos, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Prudente de Morais, Raposos, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Sabará, Santa Luzia, São Joaquim de Bicas, São José da Lapa, São José da Varginha, Sarzedo, Sete Lagoas, Taquaraçu de Minas e Vespasiano.

  • Agrupamento: Recife/PE
Data do desligamento: 26/07/2017

Municípios do estado de Pernambuco: Abreu e Lima, Araçoiaba, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Igarassu, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Itapissuma, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Olinda, Paulista, Recife e São Lourenço da Mata.


  • Agrupamento: Campinas/SP
Data do desligamento: 27/09/2017

Municípios do estado de São Paulo: Aguaí, Águas da Prata, Águas de São Pedro, Alumínio, Americana, Amparo, Araçariguama, Araçoiaba da Serra, Araras, Artur Nogueira, Boituva, Cabreúva, Campinas, Campo Limpo Paulista, Capela do Alto, Capivari, Cerquilho, Charqueada, Conchal, Cordeirópolis, Cosmópolis, Elias Fausto, Engenheiro Coelho, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra,Hortolândia, Indaiatuba, Iperó, Ipeúna, Iracemápolis, Itapira, Itatiba, Itobi, Itu, Itupeva, Jaguariúna, Jarinu, Jumirim, Jundiaí, Leme, Limeira, Louveira, Mairinque, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Mombuca, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Piedade, Piracicaba, Pirassununga, Porto Feliz, Porto Ferreira, Rafard, Rio Claro, Rio das Pedras, Saltinho, Salto, Salto de Pirapora, Santa Bárbara D'Oeste, Santa Cruz da Conceição, Santa Gertrudes, Santa Maria da Serra, Santa Rita do Passa Quatro, Santo Antônio de Posse, São João da Boa Vista, São Pedro, São Roque, Serra Negra, Socorro, Sorocaba, Sumaré, Tambaú, Tapiraí, Tatuí, Tietê, Torrinha, Valinhos, Vargem Grande do Sul, Várzea Paulista, Vinhedo e Votorantim.


  • Agrupamento: Franca/SP
Data do desligamento: 27/09/2017

Municípios do estado de São Paulo: Aramina, Barretos, Batatais, Buritizal, Colina, Colômbia, Cristais Paulista, Franca, Guaíra, Guará, Igarapava, Ipuã, Itirapuã, Ituverava, Jaborandi, Jeriquara, Miguelópolis, Nuporanga, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga, Ribeirão Corrente, Rifaina, São Joaquim da Barra e São José da Bela Vi s t a .

  • Agrupamento: Ribeirão Preto/SP
Data do desligamento: 27/09/2017

Municípios do estado de São Paulo: Altinópolis, Barrinha, Brodowski, Cravinhos, Jaboticabal, Jardinópolis, Luís Antônio, Morro Agudo, Orlândia, Pitangueiras, Pontal, Ribeirão Preto, Sales Oliveira, Santa Cruz da Esperança, Santo Antônio da Alegria, São Simão, Serra Azul, Serrana, Sertãozinho e Taquaral.

  • Agrupamento: Santos/SP
Data do desligamento: 27/09/2017

Municípios do estado de São Paulo: Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.

  • Agrupamento: Vale do Paraíba/SP
Data do desligamento: 27/09/2017

Municípios do estado de São Paulo: Aparecida, Atibaia, Bragança Paulista, Caçapava, Cachoeira Paulista, Campos do Jordão, Canas, Cruzeiro, Guaratinguetá, Igaratá, Jacareí, Lorena, Pindamonhangaba, Piquete, Potim, Roseira, São José dos Campos, Taubaté e Tremembé .


  • Agrupamento: Vitória/ES
Data do desligamento: 25/10/2017

Municípios do estado do Espírito Santo: Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória.


  • Agrupamento: Rio de Janeiro/RJ

Data do desligamento: 25/10/2017

Municípios do estado do Rio de Janeiro: Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Petrópolis, Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Tanguá.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Entidades cobram do governo a prometida interatividade na TV Digital

Por Alberto Perdigão


Entidades ligadas à pesquisa, implementação e desenvolvimento da televisão digital no pais estão divulgando um manifesto pela adoção de um conversor digital que assegure interatividade – e inclusão - às famílias inscrita no Cadastro Único. O documento, intitulado Carta Aberta à Presidente Dilma, defende a manutenção do que estabeleceu o próprio Governo, em 2014 (Portaria 481), o que foi confirmado pelo grupo responsável pelas diretrizes operacionais da migração digital (GIRED), em maio de 2015.

Leia também:
“O modelo brasileiro é inovador, convergente, inclusivo e promove o desenvolvimento da indústria nacional”, argumenta a carta, numa referência ao midlleware Ginga. E, ao final, apela: “Presidenta, a senhora, que participou de todo o processo de definição do modelo de TV digital brasileiro, e que agora tem a oportunidade de colocá-lo em prática, sabe que a efetiva implantação da interatividade na TV digital brasileira, aberta e gratuita, poderá impulsionar enormemente a inclusão social e digital no país.”

A íntegra do manifesto é o seguinte:

Carta aberta à Presidenta Dilma

O middleware Ginga, que garante a interatividade plena na TV digital, é resultado de investimento público da ordem de 60 milhões que envolveu 1500 pesquisadores de todo o país em instituições de pesquisa, universidades e indústria, para desenvolvimento de um modelo que atendesse às necessidades brasileiras. Adotado  por 17 países da América Latina e da África, o Ginga diferencia o padrão brasileiro de TV digital (ISDB-Tb) dos demais padrões existentes.
Estabelecido pelo Decreto 5820/2006, o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) determinou, dentre seus objetivos, que a TV digital brasileira deve: promover a inclusão social e a diversidade cultural do País de acordo com a política do Ministério da Cultura e com o MEC, nas políticas de ampliação do EAD por meio do acesso à tecnologia digital, visando à democratização da informação; estimular a pesquisa e o desenvolvimento e propiciar a expansão de tecnologias brasileiras, da indústria nacional e da economia criativa, possibilitando o desenvolvimento de inúmeros serviços decorrentes da tecnologia digital; incentivar a indústria regional e local na produção de instrumentos e serviços digitais.
¬O modelo brasileiro é inovador, convergente, inclusivo e promove o desenvolvimento da indústria nacional.  Todavia, desde sua criação, tem sofrido sucessivos boicotes contrários à sua efetiva implantação no país.
Tanto a radiodifusão comercial como as operadoras de telefonia móvel não tem demonstrado interesse na oferta da interatividade gratuita pela TV. Uma porque ainda não encontrou um modelo de negócio no qual obtenha novas receitas; outra porque não quer concorrência no streaming ou VOD que a TVDi pode oferecer de graça.

A iniciativa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) com o projeto Brasil 4D, que ofereceu  informações e serviços públicos pela TV digital para comunidades carentes de João Pessoa/PB (2012)  e Samambaia/DF (2014), comprovou a eficácia do modelo brasileiro para a inclusão sociodigital. Como conseqüência, o governo determinou, por meio da Portaria 481/2014, a distribuição gratuita de conversores digitais interativos para todos os beneficiários do Bolsa Família; decisão especificada pelo GIRED, grupo responsável pelas diretrizes operacionais da migração digital, coordenado pela Anatel, em 15 de maio de 2015.
Entretanto, a recente indicação do GIRED de autorizar a distribuição de 12 milhões de conversores digitais sem interatividade para os cidadãos de baixa renda, inscritos no Cadastro Único, residentes em cidades com mais de 100 mil habitantes, tenta colocar de lado os rumos da política pública de interatividade para a TV digital aberta, decidida pelo governo brasileiro.

Querem oferecer um conversor apenas com zapper, com capacidade de recepção do sinal digital, porém sem a capacidade de rodar os aplicativos interativos com informações e serviços públicos, como a busca de emprego em tempo real, o acesso a filmes nacionais sob demanda, dentre inúmeros conteúdos que podem ser acessados pela TV digital interativa.

Isso significa que mais da metade da população brasileira que não têm acesso à banda larga fixa nem móvel permanecerá excluída, sem acesso às tecnologias de comunicação e informação. O beneficiário do Bolsa Família poderá acessar uma série de conteúdos e serviços públicos interativos gratuitos, mas o seu vizinho do Cadastro Único encontrará apenas a programação normal das emissoras abertas, sem nenhuma interatividade, sem nenhum valor agregado. Para entrar no mundo digital e convergente, ele terá de pagar internet ou TV a cabo.
Ao invés de alavancar o modelo brasileiro de TV digital, vamos retroceder e ampliar as divisões sociais que tentamos combater?

Este modelo de receptor com zapper não permite a atualização pelo ar, tornando sem efeito todo o investimento e trabalho realizados até o momento. Nenhuma herança será deixada à população, apenas um equipamento que se tornará obsoleto em curtíssimo prazo.

Serão dois Brasis? Um que usufrui dos benefícios da inclusão digital e o outro, interiorano, pobre, desconectado, carente de acesso às políticas e serviços públicos?.

Manter a decisão original (distribuir o receptor com Ginga para 14 milhões de famílias do Bolsa Família), significará dar condições para um mercado industrial que levará para o varejo conversores similares para um público consumidor potencial que ainda possui TVs de tubo ou planas, mas com recepção analógica, os quais poderão adquirir  um conversor digital com Ginga C, sem precisar comprar um novo aparelho de TV para acessar o sinal digital.

É possível garantir a interatividade dos conversores digitais a um custo menor do que os R$ 160,00 que a EAD (entidade privada executora do processo de migração da TV digital) pagou por cada um dos 1,2 milhões de receptores com Ginga C adquiridos até o momento. Existe boa vontade da indústria em desenvolver um conversor com Ginga C mais barato.

Presidenta, a senhora, que participou de todo o processo de definição do modelo de TV digital brasileiro, e que agora tem a oportunidade de colocá-lo em prática, sabe que a efetiva implantação da interatividade na TV digital brasileira, aberta e gratuita, poderá impulsionar enormemente a inclusão social e digital no país.

TV digital no Brasil se faz com Ginga !

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Venezuela: entra em operação a TV Digital Aberta

Da Agencia Paco Urondo


Sistema de TV Digital da Venezuela utiliza a tecnologia nipo-brasileira.
El ministro de Planificación, Julio De Vido, y el vicepresidente de Venezuela a cargo del Ejecutivo, Nicolás Maduro, inauguran hoy el sistema de TDA en ese país durante un acto en las afueras de Caracas.
Se instalarán trece estaciones de transmisión de tecnología argentina, que darán cobertura a más del 50% de la población. El acto se realiza a las 11 (hora de Venezuela, 12.30 en Argentina) en la comuna de Libertadores, en las afueras de Caracas.
También estarán presentes los ministros de Ciencia y Tecnología, Jorge Alberto Arreaza; de Comunicaciones y Cultura, Ernesto Villegas; el embajador argentino Carlos Cheppi, y el titular de la delegación diplomática venezolana en Buenos Aires, Carlos Martínez Mendoza.
La implementación del sistema de Televisión Digital Abierta (TDA) implica una inversión total de 26,5 millones de dólares en la instalación de telepuertos y 13 antenas de transmisión, a las que se sumarán otras 9 estaciones adicionales que elevarán el nivel de cobertura al 58,3% de la población del país.
De Vido subrayó que las estaciones instaladas "son 100% tecnología argentina", al tiempo que adelantó que ya se está trabajando con Bolivia "para la implementación de un desarrollo similar al de Venezuela". Durante la tarde de hoy, el ministro de Planificación mantuvo una reunión con sus pares de Ciencia y Tecnología y de Comunicación y Cultura, para avanzar en la concreción de una nueva etapa de complementariedad para la capacitación de recursos humanos, tanto técnicos como de producción de materiales.
El acuerdo que puso en marcha la implementación de la TDA en Venezuela, que también comprende la venta de un mínimo de 300.000 decodificadores por un monto de 200 millones de pesos, fue suscripto el 12 de marzo del año pasado por De Vido y Arriaza, sobre la base del convenio de cooperación bilateral firmado en 2004 entre el ex presidente Néstor Kirchner y Chávez.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

TV Digital: Chávez que fazer da Venezuela polo de produção de set-top boxes

Com base no Telaviva news


A Venezuela pode se tornar um centro produtor de equipamentos de recepção de TV ISDB-T. O ISDB-T é o sistema nipo-brasileiro de TV Digital já adotado por todos os países sul-americanos, com excessão da Colômbia. O presidente Hugo Chávez encaminhou um projeto para incentivar a produção de tablets, televisores e set-top boxes ISDB-T, após receber uma proposta do governo argentino, como parte de um acordo de cooperação entre os dois países.
A ideia é produzir na Venezuela equipamentos com tecnologia da indústria argentina. Vale lembrar, a Argentina tem um plano de incentivo a três empresas locais para a produção de STBs, que serão comprador pelo governo para distribuição gratuita à população.
Se paralelamente a esta iniciativa, a Venezuela conseguir que o Paraguai dê seu aval a entrada do país no Mercosul, a Venezuela poderá se tornar num importante fornecedor deste equipamento para os cinco países do bloco econômico, além de nações da América Central, que também optaram pelo sistema nipo-brasileiro de TV Digital. O comércio intra-bloco possui tarifas alfandegárias mais baratas e em alguns países é possível realizar transações econômicas sem o uso do dólar americano, se valendo de moedas locais.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

TV Digital: Angola opta pelo sistema nipo-brasileiro

De Portugal Digital

Angola poderá contar a partir de 2012 com um novo sistema de televisão digital a ser instalado no quadro da cooperação com Japão, tornando-se no primeiro país africano a beneficiar do mesmo. Este assunto dominou a conversa que o embaixador do Japão em Angola, Ryozo Myoi, manteve, sexta-feira, com o vice-presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, a quem foi cumprimentar, iniciada a sua missão no país há dois meses.

Em declarações à imprensa, o diplomata garantiu que o projecto já foi aprovado pela organização internacional de telecomunicações, estando apenas a espera do aval do Executivo angolano para o seu arranque, o que na sua óptica, deverá acontecer em 2012. Disse que este sistema é o mesmo utilizado no Brasil, também instalado pelo Japão, e representa o que de mais avançado há em termos de tecnologia de ponta, na emissão de televisão.

O sistema de televisão digital nipo-brasileiro, denominado ISDB (Serviço Integrado de Transmissão Digital Terrestre) é apontado como o mais flexível de todos por responder melhor a necessidades de mobilidade e portabilidade. Trata-se da evolução do sistema DVB-T usado pela maioria dos países do mundo, e que vem sendo desenvolvido desde a década de 70 pelo laboratório de pesquisa da rede de TV NHK.

Especialistas consideram o sistema altamente versátil. Além de enviar os sinais da televisão digital ele pode ser empregado em diversas actividades, como: transmissão de dados; receptor para recepção parcial em um PDA e em um telefone celular; recepção com a utilização de um computador ou servidor doméstico; acesso aos sites dos programas de televisão; serviços de actualização do receptor por download; sistema multimédia para fins educacionais. O embaixador não avançou o custo de projecto, mas confirmou que, de um modo global, não é muito oneroso.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

TV Digital: Costa Rica anúncia uso do sistema nipo-brasileiro

De Medioslatinos


El Gobierno de Costa Rica puso fecha para el apagón digital en 2017 y anunció su intención de adoptar la norma de televisión japonesa-brasileña. El pasado martes 6, la Presidenta del país centroamericano firmó un decreto que define los requerimientos técnicos que las televisoras deben cumplir para adoptar la nueva norma. Este nuevo sistema permitirá a las emisoras transmitir dos programas en alta definición en un solo canal o hasta siete programas en formato estándar en el mismo espacio. Asimismo, permitirán enviar la señal a teléfonos móviles. En el proceso de conversión digital, el gobierno japonés asistiría a Costa Rica mediante asesoría técnica. Un aspecto no ha sido esclarecido todavía es la de aparator conversores para la población de escasos recursos.

Información publicada en el Sitio Web de América Economía. Para más detalles haga click aquí.

sábado, 2 de julho de 2011

Padrão de TV Digital nipo-brasileiro pode ser usado no rádio

Por Marcelo Kischinhevsky
Os japoneses começam a vender seu peixe. É um absurdo que o Brasil não cogite, para o rádio, a adoção do padrão já escolhido pelo país para a TV digital, o que permitiria a efetiva convergência. Isso livraria a população de ter que comprar dois receptores que não conversam entre si (e ainda por cima são caríssimos).
O problema é que as emissoras teriam que investir em novas frequências, daí a predileção pelo péssimo IBOC/HD Radio americano. O sistema dos EUA é tão ruim que as AMs americanas desligam o transmissor digital à noite (quando há mais interferências) e operam só com o analógico.
Depois se surpreendem que o público está migrando para a internet e prefere ouvir rádio on-line, mesmo com som achatado do mp3.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Uruguai começa a operar TV digital com sistema nipo-brasileiro

O Uruguai, que inicialmente foi o primeiro país a rejeitar o sistama nipo-brasileiro de TV digital e que mudou de opinião a partir da posse do presidente Pepe Mujica, começa a transmitir em breve pelo sistema digital. As emissoras de TV uruguaias estão autorizadas pelo governo local a iniciar transmissões teste de TV digital usando o padrão ISDB-Tb, adotada no final de 2010. As transmissões teste já haviam sido autorizadas em 2008, mas usando o padrão DVB, escolhido em um primeiro momento pelo governo uruguaio, e depois abandonado.

As autoridades locais já definiram a canalização digital, abrigando todas as emissoras existentes.

Segundo o noticiário Prensario Internacional, o governo uruguaio abrirá licitação para outorgar cinco novos canais privados. Ainda está em debate se a licitação incluirá as outorgas hoje adotadas pelos três canais privados existentes, abrindo espaço para apenas dois novos.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

TV Digital alcança 46% da população brasileira

Do portal Portugal Digital

O Brasil possui em operação 102 emissoras com tecnologia digital, que atendem 87,7 milhões de pessoas em 480 municípios - o equivalente a 45,98% da população brasileira, segundo dados divulgados pela Anatel, a entidade reguladora de telecomunicações.

A expectativa é que a cobertura da Televisão Digital Terrestre no Brasil seja igual ou superior à cobertura analógica atual antes mesmo de 2016, ano em que está previsto o fim das transmissões analógicas.

A partir deste mês, os dados sobre TV Digital poderão ser consultados no portal da Anatel na internet, em gráficos, tabelas e mapas, com o objetivo de mostrar à sociedade a evolução da digitalização no país. Acesse as informações clicando em Emissoras em operação e População alcançada.

"A Anatel tem trabalhado na administração do espectro radioelétrico de forma a permitir a convivência entre canais digitais e analógicos, livre de interferências, durante o período de transição entre as tecnologias", segundo a entidade.

As transmissões digitais tiveram início na cidade de São Paulo, em dezembro de 2007, e hoje se estendem pela maioria das capitais brasileiras e pelo interior de alguns estados.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

TV Digital: Angola deve adotar o ISDB-T

Com base no texto de Mariana Mazza, do Tela Viva news


Ao contrário de Moçambique e de outros papíses do Sul-africano, que optaram pelo modelo europeu de TV digital, Angola deve fazer a opção pelo sistema nipo-brasileiro. A informação é do vice-ministro para telecomunicações de Angola, Aristides Safeca, que esteve na terça, 25, reunido com o ministro das Comunicações brasileiro, Paulo Bernardo, e reafirmou a disposição do país africano de adotar o Sistema Brasileiro de TV Digital.
“Angola estuda e tem a pretensão de adotar a norma usada no Brasil”, explicou.
Para ele, a decisão do conselho de ministros africanos que apontou preferência pelo DVB-T não deve ser tomada como uma decisão de todos. Safeca explica que o conselho só deu uma diretriz, mas não é uma decisão mandatória.
Segundo ele, “decisões dessa natureza não são apenas técnicas, por isso entendemos que a norma brasileira pode ser mais vantajosa para o povo de Angola”. Recentemente, o Brasil sofreu um revés em sua política de levar o ISDB-T ao continente africano com a decisão da África do Sul pelo DVB, o que fez com que Moçambique, que estava inclinada ao padrão nipo-brasileiro, aderisse formalmente ao sistema europeu.

Cabos Submarinos


No encontro foi tratado também o projeto de implantar um cabo submarino ligando o Brasil à África. O projeto está em fase de estudos disse Safeca, e deve custar entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões.

“Este encontro visa aproximar as empresas do Brasil e de Angola no sentido de viabilizar um projeto de fibra óptica que possa beneficiar os dois países”, disse o ministro angolano ao deixar a audiência com Paulo Bernardo.

Ele explicou que o projeto está sendo desenvolvido com a Oi e em princípio não envolve dinheiro de nenhum dos dois países, ainda que a Angola Cable, subsidiária da Angola Telecom responsável pelo projeto, seja uma empresa com participação estatal.
“Projetos dessa natureza devem ser, em primeira instância, empresarial e economicamente viáveis”, disse, “mas tem que haver vontade política”.
Para Aristides Safeca, “se o estudo mostrar que o projeto é sustentável, não é preciso ter dinheiro público”. Segundo o vice-ministro angolano, a necessidade de uma infraestrutura como essa se justifica pelo crescente tráfego de pessoas e informações entre Brasil e África.

Além do cabo conectando o Brasil a Angola, aquele país deverá se beneficiar de outro cabo, interligando Inglaterra e África do Sul. Na sexta-feira (21), o ministro angolano das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, disse, em Luanda, que a instalação do novo cabo submarino, que ligará a África do Sul a Inglaterra, tendo como ponto de amarração Angola, poderá resolver os problemas das comunicações do país, principalmente as internacionais, quer de dados, de voz e outros.

O cabo será estendido a Angola no próximo mês de fevereiro, mas apenas no primeiro trimestre de 2012 estarão disponíveis os serviços a serem prestados a partir da Estação Terminal pela Angola Cable, gestora do projeto. O projeto do cabo submarino é uma parceria pública privada, entre o Estado angolano, representado pela Angola Telecom, e os operadores Movicel, Unitel, Mundo Sartel e Mstelcom. Angola já tem um cabo submarino de comunicações, o Sat3.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Moçambique decide adotar padrão europeu de TV digital

Por Eduardo Castro- Correspondente da EBC na África

Maputo – Moçambique vai seguir a recomendação da Comunidade de Países da África Austral (Sadc) e adotar o padrão europeu de televisão digital (Digital Vídeo Broadcasting - DVB-T2).

“A medida foi tomada em reunião do Conselho de Ministros – ou seja, é uma decisão de governo”, disse o diretor-geral do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), Américo Muchanga. Ele espera que a instalação da infraestrutura comece ainda este ano.

Em novembro, a Sadc aprovou recomendação para que seus 14 integrantes (África do Sul, Angola, Botsuana, Congo, Lesoto, Madagascar, Malawi, Ilhas Maurício, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue) adotassem o sistema europeu. Mas, como a medida não é obrigatória, o Brasil e o Japão mantêm a esperança de conquistar alguns usuários para o seu sistema ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial). Propuseram, inclusive, a realização de testes em países como Angola, Botsuana e Moçambique.

Mesmo se tratando de decisão de governo, Muchanga não desencoraja os testes com o padrão nipo-brasileiro, porque uma comissão do Ministério de Transportes e Comunicações ainda vai determinar como será a migração para o sistema digital. “As decisões de governo são dinâmicas e ainda não há nada instalado”, diz Muchanga. “A comissão de migração ainda vai se debruçar sobre todo o processo."

O grupo vai desenhar a estratégia da migração do atual sistema analógico para o digital, que deverá estar completa em 2015. Deve ser criado pelo menos um órgão estatal para gerir o processo. Também será determinado se o país vai adotar o operador único de rede.“É melhor termos um único operador, para sinais públicos e privados, por questões econômicas”, diz o diretor-geral. “Mas isso ainda será objeto de análise”.

A Tanzânia e a África do Sul estão mais adiantados na digitalização da transmissão de rádio e televisão na África Austral. No continente como um todo, as Ilhas Maurício já completaram 90% do processo.

O diretor-geral do INCM não quis adiantar qual será o investimento necessário em Moçambique. Ele disse que a decisão pelo sistema europeu “não está baseada em nenhuma promessa.” Alguns países que já haviam optado pela padrão europeu, como a Colômbia, reabriram as negociações depois que a União Europeia não cumpriu promessas de financiamento.

Moçambique tem quatro emissoras de TV abertas, que atingem praticamente todo o território nacional - a TVM (pública), STV, Miramar (ligada à brasileira Record) e a TIM – além de canais locais e da emissora pública portuguesa, a RTP.

Segundo o censo de 2007, somente 467.536 lares do país tinham aparelho de TV. O diretor-geral do INCM estima que Moçambique esteja hoje com um número bem maior de televisores, por causa do crescimento econômico e da melhora na distribuição de energia nos últimos anos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

TV digital: África do Sul oficializa a não adesão ao sistema nipo-brasileiro

Do Teletime news

Agora é oficial: a África do Sul descartou o sistema nipo brasileiro de TV digital e usará o padrão DVB-T2 de TV digital terrestre, seguindo a recomendação da Southern African Development Community (SADC). Também seguindo recomendação da SADC, a África do Sul adiou o desligamento dos sinais analógicos de TV no país. A data inicialmente prevista era 1º de novembro de 2011. O desligamento deve ocorrer em dezembro de 2013.

O país, após ter escolhido o padrão europeu, havia flertado com o padrão nipo-brasileiro ISDB-Tb. O governo brasileiro, juntamente com representantes do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital e da radiodifusão e indústria brasileiras, vinha trabalhando pela reversão da decisão inicial, tendo conseguido adiar o anúncio oficial até que fossem realizados testes dos padrões pelos países da região.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

TV Digital: 12 países já decidiram adotar sistema nipo-brasileiro

O Uruguai decidiu abandonar o padrão e DVB-T de TV digital e adotar o nipo-brasileiro. Na América do Sul, agora, apenas a Colômbia não adota o padrão ISDB-T. Com a decisão uruguáia, divulgada ainda no final de 2010 já são 12 as nações que optaram oficialmente pelo ISDB-T: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Filipinas, Japão, Paraguai, Peru e Venezuela. Negociações estão sendo feitas com os países membros da CPLP.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

TV Digital: Uruguai pode adotar o modelo nipo-brasileiro

O presidente uruguaio José Mujica se reunir segunda-feira, 6, com o presidente Lula, em Brasília. Segundo o jornal uruguaio El Pais, na pauta constava a discussão da adoção do padrão nipo-brasileiro de digital, o ISDB-Tb, pelo país vizinho. Vale lembrar, o Uruguai e a Colômbia foram os dois únicos países da América do Sul que adotaram o padrão europeu de TV digital, o DVB-T. A decisão colombiana foi revogada por uma decisão judicial na última semana.

Com pouco mais de 3 milhões de habitantes, a decisão anterior do Uruguai foi desdenhada pelo então ministro das Comunicações, Hélio Costa. Na época, ele teria dito que a importância de uma eventual adoção pelo Uruguai do sistema nipo-brasileiro de televisão digital era menor do que se Campinas, em São Paulo, decidisse não adotar a tecnologia desenvolvida pelos japoneses e adaptada pelo Brasil.

Se o Uruguai decidir adotar o SBTVD, todo o Mercosul e mais sete países da América do Sul estarão adotando a mesma tecnologia, o que deve favorecer uma integração de conteúdos e, principalmente, do mercado de equipamentos e receptores de televisão.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

TV Digital: três países africanos optam por sistema nipo-brasileiro

Por Samuel Possebon, do TelaViva News

Com apoio de Angola, Moçambique e Botsuana, ISDB-Tb coloca um pé na África
O governo brasileiro conseguiu um resultado positivo da última reunião da Southern African Development Community (SADC), realizada esta semana e que deliberou sobre o padrão digital a ser adotado pelos países da África Austral. Apesar de a recomendação ter sido favorável ao DVB-T2, três países declaram a intenção de atotar o padrão nipo-brasileiro ISDB-Tb: Angola, Moçambique e Botsuana. Com isso, a organização acabou deixando em aberto a possibilidade de que cada país adote seu próprio padrão de TV digital.

A decisão em favor do DVB-T2 teve forte influência da África do Sul, que recentemente realizou testes com o padrão europeu. Trata-se de uma evolução do DVB-T, hoje em uso na Europa, e que ainda não está implementado em nenhum país.

Para o Brasil, o apoio de três países cuja população somada se aproxima de 100 milhões de habitantes é importante porque permite que se coloque um pé no continente africano, diz o assessor especial da Casa Civil que acompanha a reunião, André Barbosa Filho. A expectativa dos governos brasileiro e japonês é que em março já seja possível iniciar testes de campo nesses três países com dispositivos de recepção (TVs, set-tops e celulares) adaptado para a canalização de 8 MHz, adotada na África. Dependendo das decisões das autoridades locais, seria possível até pensar em uma operação comercial com ISDB-Tb ainda no ano que vem, o que aumentaria a pressão contrária ao DVB-T2, que ainda carece de desenvolvimento tecnológico para ser implementado.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Africanos testam sistema nipo-brasileiro de TV Digital

Por Fernando Lauterjung do Telavivanews.
Os testes do padrão ISDB-Tb na África do Sul começam no dia 4 de novembro. Segundo o assessor especial da Casa Civil André Barbosa, os testes serão possíveis porque houve pressão por parte do governo sul-africano. Segundo ele, as empresas que prestam serviço de rede de radiodifusão relutavam em ceder a infraestrutura para os testes. Segundo Barbosa, como o tempo hábil para a realização de testes é muito curto, já que uma decisão sobre a adoção do padrão deve ser tomada no fim do mês, brasileiros e japoneses optaram por concentrar esforços nos testes de cobertura de sinal. "Se os testes foram comparados com testes do DVB-T, vamos estar em vantagem", diz o assessor da Casa Civil. "Só espero que não façam a falcatrua de comparar com testes do DVB-T2, para depois entregar a versão antiga do padrão".

Em um debate sobre a internacionalização do padrão nipo-brasileiro de TV digital que aconteceu durante a Futurecom nesta quinta, 28, Barbosa criticou a atuação do consórcio do padrão europeu de TV digital. Segundo ele, Uruguai e Colômbia adotaram o padrão, mas não implementaram porque não teriam recebido a ajuda prometida por parte do consórcio DVB. Sobre os países que adotaram o ISDB-Tb, Barbosa citou como exemplo a Argentina, que já está implementando as transmissões digitais em uma segunda província, e o Peru, que já tem quatro canais transmitindo digitalmente.

Vizinhança

"Algumas empresas brasileiras têm interesse em fabricar equipamentos no Uruguai", diz André Barbosa. O Brasil tenta reverter a opção do país pelo padrão europeu de TV digital e, para isso, deve oferecer um investimento de R$ 40 milhões, "que pode chegar a R$ 60 milhões". Segundo Barbosa, fabricantes de transmissores, set-top boxes e antenas mostraram interesse em produzir no país vizinho.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O direito à Comunicação na berlinda do STF

Natália Suzuki, em Carta Maior

Hoje, quarta-feira (4), está marcado o julgamento, no Supremo Tribunal Federal, da ação apresentada pelo Psol - Partido Socialismo e Liberdade que contesta a constitucionalidade do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre, criado em 2006. Da forma como a TV digital foi criada aqui, parece que ela é apenas uma melhoria tecnológica a ser agregada aos meios de comunicação já existentes. Mas, na verdade, ela é a criação de um novo serviço, já que permite uma série de possibilidades de interação e de uso de outros canais de comunicação. Organizações da sociedade civil defendem que sejam concedidas novas outorgas e não apenas o repasse direto da transmissão digital aos antigos donos da mídia.

A Comunicação é um direito humano. No entanto, ele é mais complicado de ser debatido e garantido por ser mais abstrato do que outros. É por isso também que damos menos importância à questão. Não sentimos o impacto da sua violação da mesma forma quando somos privados do direito à saúde ou à educação. Mas o prejuízo é grande e vem a longo prazo, especialmente porque ele é primordial para a garantia de outros direitos tão essenciais às nossas vidas.

Na próxima quarta-feira (4/8), está marcado o julgamento, no Supremo Tribunal Federal, da ação que contesta a constitucionalidade do ato que criou o Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre em 2006.

O que está por trás disso é a contestação do tradicional monopólio da mídia brasileira. Da forma como a TV digital foi criada aqui, parece que ela é apenas uma melhoria tecnológica a ser agregada aos meios de comunicação já existentes, ou seja, uma mera atualização da transmissão analógica de uma programação audiovisual.

Mas, na verdade, ela é a criação de um novo serviço, já que permite uma série de possibilidades de interação e de uso de outros canais de comunicação por meio da multiprogramação e da recepção móvel feita, por exemplo, por celulares.

Por isso, organizações da sociedade civil, como o Intervozes e a Conectas, defendem que sejam concedidas novas outorgas e não apenas o repasse direto da transmissão digital aos antigos donos da mídia, como foi feito há quatro anos.

A forma como o sistema de TV Digital foi criado no Brasil é inconstitucional, porque viola os artigos 220 e 223 da Constituição. Ambos proíbem a formação de monopólios e oligopólios, obrigando que as concessões sejam avaliadas e aprovadas pelo Congresso Nacional, o que não foi feito até então.

Para muita gente, tudo não passa simplesmente do aspecto tecnológico de como as imagens das novelas vão chegar até nós. Uma porção de atrizes entrou em parafuso com o temor de que nem o pancake e nem o botox seriam suficientes para eliminar as marcas de expressão aos olhos do telespectador embabascado com tamanha beleza e futilidade.

Contudo, o maior prejudicado com essa história é o público. Além da imagem em alta definição e de um som mais perfeito, o sistema é uma oportunidade única de ampliar o restrito mundo dos sete canais da TV aberta, fortalecendo a liberdade de expressão.

A comunicação tem um papel formativo na vida das pessoas, porque a informação contribui diretamente para a educação e para a cultura. Ninguém duvida de que a pluralidade de ideias e a maior variedade de formas de expressão contribuem para a promoção do debate e do diálogo.

Uma comunicação mais plural é um instrumento de reivindicação e de denúncia para quem ainda está à margem dos direitos fundamentais e, por isso, o seu uso deve ser mais democrático e ampliado. É só por meio da informação não homogênea que é possível alcançar o desconhecido e, assim, começar a compreendê-lo para, então, superar o preconceito.

Hoje, as quatro emissoras líderes concentram 83,3% da audiência e 97,2% da receita publicitária. Quão plural isso pode ser?

Esta é a terceira vez que o caso da TV digital tenta ser julgado no STF. Em maio, simplesmente saiu da pauta sem nenhuma explicação. Por isso, antes de torcer para que a ação tenha sucesso, é preciso energia positiva para que, ao menos, vá a julgamento.

(*) Natália Suzuki é jornalista, graduada pela USP, e especialista em Direitos Humanos pela Universidade de Bolonha. Foi repórter da Carta Maior das editorias de meio ambiente e movimentos sociais entre 2006 e 2007.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

TV digital: Filipinas adere e padrão nipo-brasileiro

Lúcia Berbert - Tele.Síntese

Filipinas é o novo país a adotar o sistema nipo-brasileiro de TV digital. Com a adesão, a população com acesso ao ISDB-Tb (Integrated Service Digital Broadcasting) chega perto de meio bilhão de pessoas, sem contar com a população do Japão, de 130 milhões de pessoas, inventor do padrão original, mas que ainda não incorporou as melhorias introduzidas pelo Brasil.

Segundo o assessor especial da Casa Civil, André Barbosa, o padrão ganha escala o que beneficiará a indústria não só de aparelhos de televisão, mas também de septop box. Este é o principal argumento que ele levará à reunião da reunião da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), na próxima segunda-feira (21). A intenção é traçar uma estratégia de barateamento de conversores para TV digital.

Barbosa informa ainda que, na próxima semana, uma comitiva brasileira segue para a Nicarágua para apresentar as vantagens da adesão daquele país ao padrão nipo-brasileiro de TV digital. A expectativa é de que o acordo seja assinado até o início de julho, quando o presidente nicaragüense, Daniel Ortega, visita o Brasil.

Filipinas se une ao Brasil, Peru, Argentina, Chile, Venezuela, Equador, Costa Rica e Paraguai que optaram pela versão do ISDB-T com os avanços incorporados pelo Brasil. Sem contar com o Japão, que originalmente desenvolveu o sistema.

Em Julho, a comitiva brasileira que negocia a disseminação do padrão nipo-brasileiro estará na África, intensificando as negociações com países daquele continente. Serão visitados os países Guiné Equatorial, Zaire, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul. Há ainda negociações com Angola, Botsuana, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagascar, Malaui, Ilhas Maurício, Moçambique e Namíbia. Há ainda conversas com outros países da América Central como El Salvador.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

TV Digital: Paraguai adota sistema digital nipo-brasileiro

Do Pay-tv news

O Paraguai é o oitavo país a aderir ao padrão nipo-brasileiro de TV digital. Foi assinado decreto nesta terça, 1º, adotando o ISDB-T no país. Pelo decreto, que destaca que a medida acentua vínculos da colaboração recíproca com os países integrantes do Mercosul, a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) fica encarregada de elaborar as normas técnicas correspondentes à adoção do sistema.
Além do Paraguai, o padrão foi oficializado na Argentina, Chile, Peru, Venezuela, Costa Rica e Equador, além de Brasil e Japão.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

STF adia deliberação sobre legalidade do decreto da TV digital

Por Mariana Mazza, do Telaviva News

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não deliberaram sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) questionando a legalidade do Decreto nº 5.820/06, que criou o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD).
O processo estava na pauta desta quinta-feira, 27, mas a sessão do Plenário foi encerrada antes que houvesse tempo para que o caso fosse julgado. Ainda não há previsão para a Adin retornar à pauta do STF.
A ação foi iniciada em 2007 pelo PSOL, que questiona a validade de o governo ter consignado os canais digitais para as emissoras comerciais que já atuavam no mercado à época da edição do decreto. Para o partido, a oferta de TV digital é um serviço novo e, portanto, um novo processo de concessão deveria ter sido iniciado para a liberação dos canais digitais.
Da parte do governo, o argumento utilizado para defender a legalidade da consignação é de que a transmissão digital seria uma evolução do serviço de radiodifusão. Assim, estaria correta a consignação dos canais sem uma nova concorrência às empresas que já atuam na radiodifusão comercial na operação analógica.