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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Uruguai aprova Lei de Meios e fará reforma do setor de mídia em 2015

Após um ano e meio de tramitação, o Legislativo uruguaio aprovou nesta semana a lei que regulamentará a reforma no setor de telecomunicações no país. Com 50 votos a favor e 25 contra, contando com o apoio dos parlamentares da governista Frente Ampla, a Câmara dos Representantes do Uruguai deu sanção definitiva à iniciativa, que será regulamentada pelo governo de Tabaré Vázquez, substitui José Mujica na Presidência.


Ao declarar os serviços de comunicação como “interesse público”, a Lei de Meios uruguaia, cujo nome oficial é Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual, regulamenta os setores de rádio, televisão, além de outros serviços de comunicação audiovisual — deixando de fora internet e redes sociais. Segundo os autores da reforma, o intuito da lei é evitar a concentração econômica no setor de telecomunicações e fomentar a diversidade e a pluralidade na oferta do serviço e na produção de conteúdos.
“Garantir o acesso universal, bem como o uso dos serviços e radiodifusão aberta e gratuita de rádio e televisão como parte de uma estratégia integral para alcançar o objetivo de assegurar a inclusão social de toda a população e o exercício dos direitos fundamentais reconhecidos na Constituição”, estabelece a norma, aprovada pelos deputados na última segunda-feira (22/12).

Outro objetivo da Lei de Meios é dar prioridade à programação nacional, dificultando o acesso de conglomerados internacionais e grandes produtoras a grandes porções do mercado de telecom uruguaio.
“A pior ameaça que podemos ter é a vinda de alguém de fora, ou por baixo, ou por cima, e termine se apropriando. Para ser mais claro: eu não quero que o Clarín ou a Globo sejam donos das comunicações no Uruguai”, afirmou o atual presidente, José Mujica, há uma semana, enquanto a lei era discutida no Parlamento.
Alguns dos principais pontos da nova lei aprovada no Uruguai:
• lei proíbe o monopólio na radiodifusão; cada empresa poderá ter até seis concessões para prestar serviços televisivos (em caso de concessões na capital Montevideo, o número cai para três);
• TVs públicas deverão ter pelo menos 60% da programação de origem nacional — deste percentual, um terço deverá ser realizado por diferentes produtores independentes;
• ficará fixado um horário de ‘proteção a crianças’ (das 6h às 22h), período em que deverão ser evitados programas que promovem condutas violentas, discriminatórias, pornográficas, ou relacionadas a jogos de azar e apostas;
• crianças e adolescentes não poderão participar de campanhas publicitárias de marcas de bebidas alcoólicas, cigarros ou qualquer produto prejudicial à saúde;
• será criado um Conselho de Comunicação Audivisual, composto por cinco membros (um indicado pelo Executivo e os outros quatro por meio de maiorias especiais do Poder Legislativo); e,
• distribuição da verba de publicidade eleitoral gratuita será feita de acordo com os votos de cada partido na eleição anterior.
A sessão foi turbulenta na sede do Legislativo uruguaio: a aprovação se deu sob fortes críticas dos 25 opositores. Por isso, a Frente Ampla, partido governista, precisava de cada um dos seus 50 votos para conseguir fazer passar a lei.
A oposição fez duras críticas à legislação taxada de “inconstitucional”, dizendo que a Lei de Meios “afeta a liberdade de expressão” e “discrimina” e “atinge o setor privado em benefício do Estado”.
“O controle remoto, por si só, não dá liberdade se do outro lado não houver pluralidade”, respondeu o deputado frenteamplista Carlos Varela, um dos principais defensores da lei. Varela lembrou ainda que a reforma uruguaia recebeu a chancela de vários órgãos internacionais.
A câmara baixa uruguaia já havia se manifestado sobre o assunto há um ano, quando a lei passou na comissão de Indústria. Mas o plenário do Senado só veio aprovar em definitivo o projeto há uma semana, após um acordo pluripartidário para discutir a medida após as eleições nacionais, realizadas no fim de novembro. Como o diploma recebeu algumas alterações feitas pelos senadores, a lei teve que voltar à Câmara dos Representantes para a sanção final.

sábado, 15 de novembro de 2014

Opinião: Uruguai - quem tem medo da lei de mídia?

O processo de elaboração de marco jurídico regulamentador
das mídias no Uruguai teve início em 2010.
Por D, publicado originalmente na Carta Capital

Não foi apenas no Brasil que o debate sobre lei de mídia despontou durante as eleições. No Uruguai, o tema ganhou força após a divulgação dos resultados do primeiro turno, em 26 de outubro, quando ficou definido que Tabaré Vázquez, candidato oficialista da coalizão Frente Ampla, disputaria a presidência com Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional.
Vázquez, 74 anos, foi presidente do Uruguai entre 2005 e 2010, e é conhecido por representar a ala mais conservadora na Frente Ampla. Esta foi a primeira vez que ele se comprometeu a implementar e fazer cumprir a lei de mídia, despertando críticas da oposição.
Lacalle Pou, 41 anos, é crítico à lei. Alega que nela existem “inconstitucionalidades”, e que para ter uma legislação “típica de regime autoritário”, é melhor não ter nenhuma. Disse também que Vázquez fora pressionado pelos frente amplistas para dar a declaração citada acima.
Vázquez ao anunciar que implementar a lei 
Embora tenha entrado com mais força no debate nesta segunda fase da campanha presidencial, a discussão sobre uma medida que regulamente as mídias no Uruguai não começou em 2014. O processo de elaboração do texto teve início em 2010, com a formação de um Comitê Técnico Consultivo convocado pela Direção Nacional de Telecomunicações, vinculada ao Ministério da Indústria, Energia e Mineração e responsável por formular, coordenar e supervisionar políticas de telecomunicações.
A “Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual” (LSCA) foi apresentada pelo Poder Executivo em maio de 2013 e aprovada pela Câmara dos Representantes (99 deputados) em dezembro de 2013. Para entrar em vigor, aguarda a aprovação do Senado (30 senadores) e voltará ainda à Câmara para, por fim, receber sanção definitiva. A pressão por parte da Frente Ampla e dos setores favoráveis é para que a lei seja aprovada o quanto antes, ainda em 2014.
Para acessar o texto aprovado pela Câmara, clique aqui.
Lacalle Pou, candidato da direita, é crítico à lei. 
Sua aprovação é polêmica porque mudaria completamente o panorama de concentração da mídia no Uruguai. Tem por objetivo garantir condições mais justas de acesso ao espectro. Ou seja: o Estado pretende fazer com que mais organizações, inclusive da sociedade civil, tenham possibilidade de ter um canal no rádio ou na televisão. No país vizinho, os grupos Romay, De Feo-Fontaina e Cardoso-Scheck controlam 95% do mercado de televisão aberta do país.
Se a lei for aprovada como está, uma pessoa física ou jurídica não poderá ter mais de três autorizações para prestar serviços de radiodifusão aberta de rádio e televisão, nem mais de dois canais para prestar serviços de rádio na mesma frequência (AM ou FM) em todo o território uruguaio. A única iniciativa antecedente semelhante no Uruguai aconteceu em 2007, quando foi aprovada uma norma obrigando o Estado a promover e garantir a existência de canais e rádio e de televisão comunitários.
O texto da LSCA já passou por algumas modificações, como por exemplo a criação de um Conselho de Comunicação Audiovisual, que seria integrado por cinco pessoas: três escolhidas pelo presidente, uma pelo ministério da Indústria e o outro pela Educação. Após inúmeras críticas, acordou-se mudar o projeto, estabelecendo que esta instituição terá apenas um indicado do presidente, enquanto os outros quatro membros serão escolhidos pela Assembleia Geral legislativa. O mandato deles terá duração de seis anos, renováveis por mais três. O texto ainda pode sofrer mais modificações no Senado.
Coalición por una Comunicación Democrática, coletivo de comunicação social uruguaio que participa ativamente deste debate, sugere, por exemplo, que pelo menos um dos cinco membros do Conselho seja indicado pela sociedade civil.
Tabaré Vázquez e Lacalle Pou disputam o segundo turno
para presidente no Uruguai
O projeto em discussão diz respeito basicamente aos canais que utilizam o espectro eletromagnético. Não regulamenta a imprensa escrita nem serviços de comunicação na internet; não trata dos conteúdos; estabelece garantias expressas da liberdade de expressão nos artigos 14 a 18 (proibição de toda forma de censura, inclusive a indireta e garante a independência editorial).
A regulamentação proposta se limita à violência extrema e à incitação ao consumo de drogas, nos horários de proteção à infância (todos os dias, das 6h às 22h).
A lei determinará também que litígios graves, como por exemplo nos casos de violação da legislação, serão resolvidos na Justiça. Se for votada e aprovada pelo Senado, deve ainda voltar à Câmara para por fim receber sanção definitiva.
Uma das maiores resistências à lei de mídia vem da Andebu (Asociación Nacional de Broadcasters Uruguayos), que afirma que apenas “regimes autoritários são os que têm lei de mídia”. A Andebu é uma instituição que reúne e representa empresas privadas de radiodifusão e de televisão.
“Acredito que o país não precise de uma lei de regulamentação da mídia, o que o país precisa é que outras coisas sejam regulamentadas, como crimes que acontecem na rua todos os dias”, disse o presidente da Andebu, Pedro Abuchalla, ao jornal uruguaio El País.
Vale lembrar que, em 2013, o governo uruguaio promoveu uma concorrência pública em que seis novos interessados em prestar serviços de TV aberta comercial puderam levar suas propostas porque o país está fazendo transição do sistema analógico para o digital. Trata-se de um acontecimento histórico porque as autorizações sempre foram outorgadas de maneira arbitrária e sem concorrência. Para acessar o marco regulatório da TV Digital no Uruguai clique aqui.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Uruguai: Mujica pretende disciplinar propaganda de bebida e criar uma nova lei de comunicação

Até o final de seu mandato, governo Mujica quer limitar publicidade de bebidas e aprovar a nova Lei de Meios.

Com base na Opera Mundi*
Depois de atrair a atenção da opinião pública mundial em 2013 com a legalização da maconha, o governo do Uruguai pretende dar continuidade à sua agenda de reformas sobre temas polêmicos. As duas principais prioridades da coalizão de José Mujica neste ano são a regulação da mídia e da venda de bebidas alcoólicas.
Entre as propostas da Frente Ampla estão o aumento do controle sobre a publicidade de venda de álcool. 
“O Uruguai precisa de regulação porque o álcool é a droga lícita que mais causa acidentes. Seus vendedores querem nos convencer de que é uma bebida refrescante e está associada a mulheres lindas”, argumentou o senador Ernesto Agazzi.
A regulação da mídia e das bebidas alcoólicas contam com forte repúdio da oposição. No entanto, o governo Mujica dispõe de número suficiente de parlamentares para impulsionar tais medidas.
Ainda em 2014, no mês de outubro, o Uruguai viverá as eleições que definirão o sucessor de Mujica. O favorito no pleito é justamente o antecessor do atual presidente, Tabaré Vázquez, também da Frente Ampla.
De acordo com alguns parlamentares e especialistas, o fato de ser um ano eleitoral pode dificultar a aprovação de todos esses projetos, mas a coalizão governista espera conseguir agilizar ao menos a regulação da mídia e das bebidas.

(*) com El País

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Brasil paga os melhores salários para jornalistas, no Cone Sul

Entrevista coletiva na Embaixada do Irã, em Brasília.

Segundo Ipea, trabalhadores brasileiros são mais bem remunerados que os profissionais de Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.


Da agência EFE

Os profissionais da comunicação no Brasil ganham mais que os do resto dos países do Cone Sul, chegando alguns a ter salário sete vezes maior em alguns cargo, de acordo com estudo do Ipea divulgado nesta segunda-feira em São Paulo.
Segundo a análise, tanto no cinema como no jornalismo, tradicional e digital, os trabalhadores brasileiros são mais bem remunerados que os profissionais de Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, embora a diferença varie muito de acordo com o posto.
Em 2012 o redator-chefe de um jornal ganhava mensalmente em média R$ 9.950 no Brasil. Na Argentina, o mesmo cargo tinha salário mensal médio de R$ 7.960 reais; 4.274 reais no Uruguai; R$ 2.388 no Chile; e no Paraguai R$ 1.314.
As diferenças comparativamente eram muito menores para um repórter de rádio, que recebia R$ 2.473 no Brasil; R$ 2.157 no Chile; R$ 1.978 na Argentina e R$ 1.588 no Uruguai, segundo o estudo, que não deu os dados do Paraguai para essa função.
"O Brasil é o país que melhor remunera os profissionais desta área em comparação com outros países do Cone Sul, que concentram baixas remunerações salariais", explicou hoje o autor da análise, o professor Adolpho Queiroz.
Reportagem da TV Senado, em Rio Branco, Acre.
Foto de Chico Sant'Anna
A terceira edição do estudo "Panorama das Comunicações e Telecomunicações no Brasil 2012-2013" foi realizado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e a Federação Brasileira de Associações Científicas de Comunicação (Sociocom).
"O projeto surge com a intenção de democratizar a comunicação em consonância com a proposta do Ipea em relação ao fomento de políticas públicas", explicou o assessor e organizador João Cláudio Garcia. EFE

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Uruguai: Mujica proporá nova lei para os Meios de Comunicação

José Mujica deve enviar nos próximos
 dias um projeto de lei de meios ao Congresso; 
reforma na legislação é defendida 
pelo presidente desde o início de seu mandato

Por Vivian Fernandes da Radioagência NP

Para democratizar o setor audiovisual do país, o presidente do Uruguai, José Mujica, deve enviar nos próximos dias um projeto de lei de meios ao Congresso. A partir dele, uma nova regulamentação dos meios de comunicação de massa entrará em vigor na nação sul-americana.
O projeto tem o objetivo de regular permissões para grupos econômicos, direitos de audiência e de livre expressão. Além de reforçar a propriedade estatal do espectro radioelétrico.
Os cerca de 200 artigos da proposta, que já está pronta, foram elaborados por representantes do Ministério de Indústria e do Ministério de Educação e Cultura.
A reforma nessa legislação é defendida pelo presidente desde o início de seu mandato, há quatro anos, e recebeu os últimos ajustes no início deste ano.
O Movimento de Participação Popular, ao qual pertence Mujica, declarou em seu último Congresso, realizado no início deste mês de maio, a vontade de “trabalhar para impulsionar a lei que assegura a democratização dos meios massivos de comunicação”.
O Movimento faz parte da Frente Ampla e foi o mais votado nas eleições de 2009.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Uruguai possui a internet mais veloz da América Latina

De Medioslatinos


Según un informe elaborado por Net Index, Uruguay es el país con mayor velocidad de bajada de datos en Internet. Con 9,53 Mbps en promedio, el país ha superado a Chile como líder de América Latina. El servicio de internet es brindado en Uruguay por la empresa estatal Antel (Asociación Nacional de Telecomunicaciones de Uruguay). 
La presidenta del ente, Carolina Cosse, destacó el papel que ha tenido en esta performance el sistema de fibra óptica directa al hogar que es instalada por la empresa estatal. Por este medio, la empresa ya llega a 287.000 hogares. 
El objetivo de Antel es, según las palabras de su presidenta, brindar servicio a 500.000 hogares. A nivel mundial, el servicio uruguayo se encuentra en el puesto 57.

Información publicada en el periódico El Observador de Uruguay. Para más detalles haga click aquí.   

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Al Jazeera lança concurso de documentários


Cineastas latino-americanos podem participar de um workshop no Uruguai
e receber financiamento para produção.

Até o final de fevereiro, o programa Viewfinder da Al Jazeera, em colaboração com o Doc Montevideo, estará selecionando cineastas e documentaristas da América Latina que irão receber apoio material na produção de documentários. No final, dez cineastas serão selecionados para participar de um workshop no Uruguai e reuniões individuais com os programadores do Witness, o espaço de documentário no Al Jazeera. Posteriormente, o canal irá financiar até seis documentários.
As propostas devem contar histórias pessoais de empoderamento sobre os principais problemas ou alterações que estão ocorrendo atualmente na América Latina. As histórias podem focar na igualdade econômica, expressão artística, vida familiar, justiça social, habitação e terra, migração, meio ambiente, saúde ou educação.
A Al Jazeera aceitará propostas de documentários em HD, 16:9, PAL, de 25 minutos, projetos em andamento e projetos que podem ser financiados no verão de 2013 e entregues em dezembro de 2013. 
Não serão aceitas propostas de projetos concluídos em busca de distribuição.
O prazo final é 28 de fevereiro.
Para mais informações (em espanhol), clique aqui.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

TV Paga: Uruguai fixa medidas contra monopólio


De Medioslatinos

Nacionalmente, nenhum grupo econômico poderá ter mais do que 25% dos lares e mais do que 35% das residências em uma mesma localidade.

A fin de regular el mercado y establecer límites a la concentración en el mercado de la TV de pago, el Presidente de Uruguay acaba de emitir un decreto por el cual ninguna compañía no podrá superar el 25% del total de hogares ni el 35% en cada localidad. 
Segun Sergio De Cola, director Nacional de Telecomunicaciones, el decreto sería "una especie de adelanto" del proyecto de ley de medios que se enviaría al Parlamento este año. La firma del decreto ha despertado polémica, ya que con solo 561.268 abonados en todo el país, los operadores de TV paga sostienen que están muy lejos del monopolio y oligopolio. 
Según una nota publicada en el diario local El País, la única empresa que cuenta con un porcentaje relevante de cobertura es DIRECTV, con un 11%, mucho menos que lo establecido en el nuevo decreto. 
El presidente de la Cámara de Telecomunicaciones, Juan Pedro Derrégibus, sostuvo que la medida es incoherente, ya que no está alineada con otras políticas que se aplican en servicios como la fibra óptica.

Información publicada en el periódico El País de Uruguay. Para más detalles haga click aquí.  

sábado, 5 de janeiro de 2013

Uruguai: mais um país da América Latina adota lei dos meios

De Câmara em Pauta e  Prensa Latina

Crédito : Secom Uruguay
A Lei dos Meios na Argentina teve seu modelo seguido pelo Uruguai, que decidiu colocar um freio dos monopólios de comunicação do país. A Secretaria de Comunicação da Presidência governo de José Mujica editou um decreto nesta quarta (02) e limitou a quantidade de afiliadas que podem ter as empresas privadas de televisão. Por La diversidad, evitando oligopolios, diz a Secretaria de comunicação em seu site oficial.

O decreto limita a 25% o total de domicílios que uma empresa pode alcançar em todo o país e a 35% em cada território. “Sem afetar direitos adquiridos, se entende necessário limitar a participação no mercado de operadores de televisão para afiliadas, evitando a geração de monopólios e oligopólios”, pontua.

O decreto recorda que, no início, o mercado de serviços de televisão para afiliados se constituiu com base no princípio de territorialidade. Mas, atualmente, esse mercado está dominado por operadores que, em sua maioria, prestam serviços em todo território nacional e as empresas tem influído no desenvolvimento de produções locais de televisão, acrescenta o texto.

O documento sustenta que isso pode produzir “uma grande concentração não desejada, atendendo ao princípio de diversidade, e afetar o desenvolvimento de operadores que se encontram limitados a uma área territorial determinada”. Clique aqui para ler o decreto na íntegra

Brasil – Enquanto isso no Brasil, segundo informou o jornalista Ilimar Franco do jornal O Globo, a presidente Dilma Rousseff “avisou ao PT que não apoiará em hipótese alguma o projeto que regula os meios de comunicação e que não aceita propostas que restrinjam a liberdade de imprensa”. Ainda segundo o jornalista, é o PMDB de Michel Temer que encabeça uma campanha contra o texto.

Lei dos Meios: dois dezembros depois, nenhum avanço

Por Marcos Dantas. publicado anteriormente em Carta Maior

Numa reunião em Brasília, em abril de 2011, diante de quase 20 lideranças do movimento pela democratização das comunicações, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, garantiu que “até dezembro” submeteria a consulta pública, o ante-projeto de uma nova Lei Geral de Comunicações, a nossa “Lei dos Meios”. Dezembro de 2011 passou – e nada. Dezembro de 2012 acabou de passar, e nem se fala mais nisso.

É verdade que, com o tempo, o que seria um ante-projeto de Lei Geral, transformou-se em “perguntas” para um debate público. Não seria uma má solução. Politicamente, seria uma tentativa de obrigar os “his mater’s voice” do oligopólio mediático a discutir conceitos, no lugar de tocarem o samba de uma nota só sobre uma fantasmagórica “censura”. Mas nem isto aconteceu. Ao cabo de dois anos de governo Dilma e ministério Bernardo, o Brasil, ao contrário de seus vizinhos sul-americanos, não avançou num um único mísero passo no caminho da democratização das comunicações.

O atual sistema de comunicações que temos é um entulho autoritário que sobrevive após mais de 25 anos de vigência da atual Constituição democrática. Até 1964, nas grandes cidades brasileiras, um bom número de jornais de circulação e influência política similares disputavam os corações e mentes dos leitores. Se alguém fizer uma pesquisa na imprensa brasileira pré-64, perceberá sem dificuldade como ela era numerosa mas, sobretudo, diversificada: cada jornal, cada dia, trazia manchetes diferentes, destacava temas distintos, competia efetivamente pela preferên-cia do leitor através do que poderíamos denominar, hoje em dia, “diferenciação do produto”.

Tínhamos no Rio, um grande jornal nacional-populista (“Última Hora”), jornais de direita (“O Glo-bo”), jornais de centro liberal (“Jornal do Brasil”, “Correio da Manhã”), jornais popularescos (“O Dia”), jornais de esquerda, de menor tiragem mas bem visíveis e influentes (“Novos Rumos”, “Semanário”), assim como um jornal de extrema direita, também de menor tiragem mas muito visível e influente (“Tribuna da Imprensa”). Tudo isso desapareceu. Sobrou “O Globo”.

Contávamos também com uma grande rádio estatal, a Nacional, audível em todo território brasileiro e fundamental para a construção de um sentido de identidade brasileira que, apesar dos pesares, ainda sobrevive até hoje; bem como dezenas de rádios, de diferentes estilos, em nossas principais cidades. A televisão, dominada pelo Conglomerado Associado, ainda era incipiente, pouco influenciava as nossas práticas culturais e as nossas referências informativas.

Em 1962, o Congresso brasileiro aprovou o nosso primeiro Código de Comunicações, um tipo de lei que em países como Estados Unidos, Reino Unido, França, Japão, tantos outros já existia desde os anos 20 do século XX, quando não antes. O Código não tinha nada a ver com imprensa. Tratava de comunicações eletro-eletrônicas: telefonia, rádio, televisão.

Entendia, como o mundo (capitalista liberal) sempre entendeu, que esse tipo de comunicação envolve emprego de recursos públicos (a começar pelo espectro eletro-magnético) e exerce uma enorme influência cultural e educativa no conjunto da sociedade, por isto não podendo ficar à margem de mínimas regras normativas. O Código de 1962, no entanto, buscou essencialmente tornar claras e menos discricionárias as regras de concessão ou cassação de concessão, poderes estes deste então atribu-ídos exclusivamente à União (até então, Estados e até municípios podiam permitir serviços de telefonia e radiodifusão). Não tratou do “conteúdo”.

Infelizmente, o Código foi posto em prática pela ditadura civil-militar instalada dois anos depois. Uma de suas primeiras decisões foi substituir, via decreto-lei, o mais transparente Conselho Nacional de Comunicações (Contel) pelo mais vertical Ministério das Comunicações. E se, por um lado, é inegável que tenha feito uma autêntica revolução nas comunicações brasileiras, tirando-a de um atraso secular, através da Embratel e da Telebrás, por outro, conduziu esse processo nos termos de suas políticas autoritárias, elitistas, concentradoras de renda.

Será então, no contexto de um cenário maior de desenvolvimentismo elitista e consumista, que as comunicações brasileiras caminharão para adquirir o perfil que atualmente exibem. A ditadura privilegiará, com políticas e recursos, a formação e consolidação de grandes conglomerados midiáticos nacionais. Eles eram necessários ao capitalismo monopolista que então se consolidava, exigindo a expansão, no Brasil, de um mercado de consumo conspícuo, marqueteiro. Um punhado de grandes marcas (automóveis, eletro-eletrônicos, alimentos e bebidas, bancos, estes também em acelerado processo de concentração e verticalização) impunha, através de um conjunto também concentrado de grandes agências publicitárias, um regime publicitário que exigia poucos veículos para atingir uma enorme população, em todo o país.

De Manaus a Porto Alegre, de Recife a Rio Branco, onde havia classe média consumista, esta precisaria ser conquistada pela mesma mensagem publicitária, mirar-se nos mesmos comportamentos exibidos nas novelas e programas de auditório, mover-se pelos mesmos impulsos para comprar os mesmos bens de uma indústria concentrada econômica e até espacialmente (em São Paulo).

Será então que, sobre a infraestrutura construída pela estatal Embratel, avançarão as redes nacionais de televisão, Rede Globo à frente. O grupo Abril, fundado, nos anos 1950, por um imigrante ítalo-americano que, antes de chegar ao Brasil trabalhara com Walt Disney na Flórida, lançará sua revista Veja para convencer a nossa classe média urbana, como já fazia antes com Pato Donald e Claudia, das delícias do consumismo estilo american way of life. Em poucos anos, nas pequenas e médias cidades brasileiras, Veja vai se transformar na segunda fonte de informação, além do Jornal Nacional da Rede Globo, das famílias com renda e status para assinar uma revista cujas matérias não lhes causassem incômodos em uma época quando eram muitos os assuntos que poderiam incomodar uma classe média emergente e satisfeita.

Nenhuma regra foi sequer estatuída para limitar o poder desses conglomerados, como aquelas que existiam até nos Estados Unidos: obrigatoriedade das emissoras locais transmitirem ao menos 25% de programação local; proibição de um mesmo grupo controlar radiodifusão e imprensa escrita; etc.

Ao mesmo tempo, a censura, o boicote econômico e até a violência política, vão forçando o desaparecimento de vários importantes veículos: “Última Hora” e “Novos Rumos”, por óbvio; mas também o “Correio da Manhã”, o “Diário de Notícias”, a revista “O Cruzeiro”… Mais à frente, até o “Jornal do Brasil” seria levado à decadência e morte, depois de acreditar que, por seus bons serviços, mereceria receber um canal de televisão, assim como o recebera o seu maior adversário, “O Globo”.

No Rio de Janeiro, São Paulo e, também, nas demais capitais e principais cidades brasileiras, o entretenimento e a notícia, tanto eletro-eletrônicos quanto impressos, tornaram-se propriedades de um pequeno grupo de grandes famílias midiáticas. Acabou a diversidade. Aliás, “Última Hora”, nos anos 1960, já demonstrara que a grande tiragem pode não ser suficiente para atrair grandes anunciantes. Sucesso de público nunca chegou a ser sucesso de anúncios. O “mercado” sabe punir muito bem quem não reza 100% pela sua cartilha…

Quando os militares se recolheram aos quartéis e voltaram às suas necessárias ocupações profissionais (apesar de alguns saudosistas de pijama), os civis que estavam com eles, já não precisavam deles: poderiam agora exercer plenamente, com ares e discursos de legitimidade demo-crática, sua ditadura midiática. Os meios de comunicação elegeram Collor de Melo, para evitar a eleição de Lula ou Brizola. Os meios derrubaram Collor de Melo porque estava cobrando muito caro por seus serviços.

Houve mobilização popular? Claro que houve. Na forma de um grande espetáculo nas primeiras páginas de jornais e nas telas da TV. Outras mobilizações populares aconteceram e seguem acontecendo por este país a fora, sem a mesma “cobertura”…

De um jornal para outro, as manchetes são as mesmas, de um telejornal para outro, as notícias importantes são semelhantes. O caso recente do “mensalão” está a merecer um estudo especial. Menos pela dimensão mediática que o assunto tomou, mais pela absoluta similitude de tratamento às questões, dada por egrégios juízes, diplomados jornalistas e doutos “especialistas”. Os “especialistas” então, são um caso à parte: sempre os mesmos e jamais transmitindo visões contraditórias. Leia-se a Folha ou O Globo e sairemos convencidos de que só cabe um enfoque para a notícia, só cabe uma análise para os fatos. Nenhum espaço à dúvida e à polêmica. Fabrica-se o consenso. Daqui a 100 anos, o historiador que quiser entender o Brasil de hoje pelas páginas dos jornais de hoje, não conseguirá responder a uma questão elementar: como podem governos tão ruins e tão corruptos terem sido seguidamente eleitos, terem recebido tanto respaldo popular?

Mas esse historiador também não conseguirá responder a outra pergunta: como pode um governo democrático e popular, diante do tratamento parcial e não raro injusto que recebe dos meios, não ter tomado medidas concretas para democratizar ou, no mínimo, tornar mais plural o sistema de comunicação do país?

Os princípios para regulamentar democraticamente as comunicações no Brasil estão fixados na Constituição. Basta obedecê-los. A Constituição diz que uma concessão de rádio ou TV não é uma mera licença para alguém fazer o que bem entender com o espectro lhe concedido, mas antes deverá privilegiar programas culturais e educativos, respeitar valores éticos da família, promover a produção independente e a regionalização da programação. A Constituição diz que deverá haver espaço para transmissão tanto de canais comerciais, quanto de público-estatais e públicos não-estatais. A Constituição também diz que os meios não podem ser objeto de monopólio ou oligopólio, direta ou indiretamente. A Constituição diz, claramente, que nenhuma lei “conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística”.

Logo, qualquer regulamentação não poderá também ferir este princípio, com as ressalvas estabelecidas no seu artº 5º, dentre estas (item IV): “é livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato”. Isto vale também para a internet…

A Constituição é muito clara, no seu artigo 222, § 3º: “Os meios de comunicação social eletrônica, independentemente da tecnologia utilizada para a prestação do serviço, deverão observar os princípios enunciados no art. 221, na forma de lei específica, que também garantirá a prioridades de profissionais brasileiros na execução de produções nacionais”.

A Constituição, pois, em especial o seu artigo 221, será aplicada não apenas à rádio e televisão abertas, mas também à televisão por assinatura, à internet e talvez até mesmo, ao menos em alguns casos, às plataformas móveis. Mas dois anos depois de o ex-ministro Franklin Martins ter anunciado que legaria ao atual governo um ante-projeto de regulamentação, continua faltando a “lei específica”. Até quando? Dezembro de 2014?

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Uruguai: Mujica pretende regular distribuição de publicidade oficial

De Medioslatinos

El Presidente de Uruguay, José Mujica, anunció que está analizando presentar un decreto para regular la asignación de la publicidad oficial. Diversas organizaciones relacionadas con el periodismo, como la Organización de la Prensa del Interior, la Asociación de Radios del Interior y Red Oro apoyaron la iniciativa. 
Se espera que la iniciativa contribuya a federalizar la pauta publicitaria, que actualmente se concentra en un 95% en medios de la ciudad de Montevideo. El decreto crearía asimismo un fondo público para realizar de mediciones de audiencia y tiraje de medios. 
Según el Grupo Medios y Sociedad en Uruguay, el texto que ha trascendido se ajusta a los estándares internacionales en materia de libertad de expresión y pluralismo.

Información publicada en el sitio web de la Agencia Pulsar. Para más detalles haga click aquí

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Uruguai: rádios são fechadas por fazer proselitismo religioso

De Medioslatinos

El gobierno de Uruguay ha anunciado mediante una resolución del Poder Ejecutivo la clausura de 74 radios comunitarias en todo el país. En total se dispuso el cierre de 74 emisoras; 20 de ellas hacían "proselitismo religioso", una de las tantas causales para ordenar la clausura de una radio comunitaria. Tal fue el caso de las emisoras "Iglesia Lámpara y Lumbrera", "Jesucristo es la única respuesta del Uruguay", "Alianza de Cristo", "Misión Cristiana Maratana", "Tabernáculo el Señor es mi pastor". 
También fueron clausuradas más de 50 radios con programación diversa o vinculadas a instituciones deportivas o sociales. Según informó el presidente del directorio de la Unidad Reguladora de Servicios de Comunicaciones, Gabriel Lombide, la decisión se tomó en base al informe del Consejo Honorario Asesor de Radiodifusión Comunitaria (Charc) tras conocerse los resultados del Censo Nacional de Radios Comunitarias. 
El informe concluyó que estas 74 emisoras no cumplieron con los requisitos previstos en la ley 18.232, que establece que los servicios de radiodifusión comunitaria "no podrán realizar proselitismo político-partidario o religioso, ni promover la discriminación de raza, etnia, género, orientación sexual, religión, edad o de cualquier otro tipo". La resolución de la Ursec también contiene un llamado para la adjudicación de 21 frecuencias, en los departamentos de Soriano, Paysandú, Tacuarembó, Rivera, Salto y Canelones.

Información publicada en el periódico uruguayo El País. Para más detalles haga click aquí.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Uruguai regulariza 54 rádios comunitárias

De Medioslatinos

El gobierno uruguayo acaba de regularizar la situación legal de 54 radios comunitarias en distintos departamentos del país. De esta forma, finaliza el análisis de las 412 solicitudes de regularización presentadas en el censo habilitado por la Ley 18.232 de Radiodifusión Comunitaria. La ley 18.232 se aprobó en 2007 y al año siguiente, la Unidad Reguladora de Servicios de Comunicaciones (URSEC) lanzó un censo, al que se presentaron 412 emisoras a nivel nacional. 
Durante el año 2008 se regularizaron las primeras 38 emisoras. Con la aprobación de los pliegos de estas nuevas 54 radios, ya son 92 las radioemisoras que se ajustan a las características definidas en la normativa:, que exige que las emisoras contempladas bajo este régimen "sean de propiedad y gestión colectiva, que constituyan una herramienta de comunicación para la comunidad, que no persigan lucro, que estén orientadas a la promoción del desarrollo social y comunitario, que sean plurales y diversas, que no realicen proselitismo político partidario ni religioso y que no promueva discriminación de raza, etnia, género y orientación sexual".
En su momento, la Ley de Radiodifusión Comunitaria uruguaya fue reconocida por organismos internacionales de defensa y promoción de la libertad de expresión como una ley "modelo" para la región.

Información publicada en el sitio web de Radio World. Para más detalles haga click aquí.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Uruguai regula TV Digital com espaço para rede pública

De Medioslatinos

El Presidente uruguayo, José Mujica, firmó el decreto que regula la Televisión Digital en el país sudamericano. El texto introduce diversos conceptos nuevos en la legislación local respecto al sistema televisivo, como la reserva de espectro para tres sectores de la comunicación (comercial, público y comentario), el establecimientos de plazos para la asignación de las nuevas frecuencias, el concurso público, abierto y gratuito para la asignación de los canales, la consulta pública previa a la asignación de los mismos y el establecimiento de la empresa estatal Antel como operador de red público. 
Las organizaciones que conforman la Coalición por una Comunicación Democrática, que vienen acompañando todo el proceso de elaboración de un nuevo marco regulatorio para el sector, hicieron conocer su satisfacción por la firma del decreto, al considerar que regula la asignación de espectro para la televisión digital bajo estándares de diversidad, pluralismo y respeto a la libertad de expresión. 
"Como en otros momentos la coalición ha sido crítica con la lentitud y las señales que se daban desde el gobierno para adoptar esta regulación, hoy no tenemos rodeos en reconocer que el Ejecutivo ha dado un salto cualitativo en la construcción de un sistema de medios más diverso, plural y democrático que el actual", señala la coalición de organizaciones en un comunicado. 
El próximo gran desafío del gobierno de Mujica en materia de regulación de las telecomunicaciones es la aprobación de una Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual, que se espera sea enviada próximamente por el Poder Ejecutivo al Parlamento.

Información publicada en el sitio web del periódico El Diaro de Uruguay. Para más detalles haga click aquí.       

sexta-feira, 20 de abril de 2012

68,5 milhões de brasileiros tem acesso a Banda Larga

Do Pay-TV news

Os acessos em banda larga fixa e móvel no Brasil ultrapassaram 68,5 milhões no primeiro trimestre, o que representa um crescimento de 73% em relação a março do ano passado, segundo levantamento da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), divulgado ne sexta-feira, 20.
Do total de acessos à internet rápida registrados em março, 16,5 milhões foram de banda larga fixa e 52 milhões de banda larga móvel. 
A banda larga fixa cresceu 9% comparado ao primeiro trimestre de 2011, quando havia no país 15,1 milhões de acessos fixos. No período de um ano, 1,4 milhão de novas conexões foram ativadas. Já a banda larga móvel mais que dobrou o número de acessos, em doze meses, com crescimento de 112%, acrescentando 27,5 milhões de novas conexões. Do número total de banda larga móvel, 8,5 milhões são de modems de acesso à internet e 43,5 milhões, de celulares de terceira geração (3G), incluindo smartphones, segmento que cresceu 140% desde março de 2011.

Uruguai

No Uruguai, o governo decidiu que o forneciimento de Banda Larga via fibra ótica a todos os usuários será de responsabilidade da estatal Antel. A decisão afeta diretamente a empresa telefônica Claro.
Confira o informe do sítio Medioslatinos

Según una noticia publicada en el periódico uruguayo El Observador, el Poder Ejecutivo de aquel país estaría elaborando un decreto para reafirmar el monopolio de los servicios de internet inalámbrico con fibra óptica en manos de la empresa estatal Antel.

La empresa estaría invirtiendo unos US$ 200 millones para expandir el cableado de fibra óptica a todo el país y poder brindar el servicio de manera eficiente. El decreto que estaría pronto para ser firmado por el Presidente Mujica se propone zanjar una la controversia con la empresa de telecomunicaciones Claro, que alegando una "zona gris" en el marco regulatorio comenzó a brindar este servicio sin contar con el aval necesario para hacerlo. 
Mientras tanto, la Unidad Reguladora de los Servicios de Comunicación (Ursec) le fijó a la empresa Claro plazo hasta el próximo 8 de junio para que desconecte a todos los clientes a los que les está prestando el servicio de internet por fibra óptica y los traslade al sistema de aire.

 
Información publicada en el sitio web de Prensario. Para más detalles haga click aquí
 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Cinema: Ancine abre inscrições para edital de coprodução Brasil-Uruguai

Do Telaviva news

A Ancine está com inscrições abertas até o dia 10 de abril para o edital Brasil-Uruguai de concessão de apoio financeiro a uma coprodução minoritária brasileira de longa-metragem, de produção independente, no gênero ficção, documentário ou animação que ainda não tenham iniciado suas filmagens.
O projeto selecionado receberá o equivalente em reais a US$ 150 mil. Ao mesmo tempo, acontece concurso similar no Uruguai, a cargo do Insituto do Cinema e do Audiovisual do Uruguai (ICAU), destinado a apoiar um projeto apresentado por produtora local que participe do projeto na qualidade de empresa coprodutora minoritária.
A empresa coprodutora majoritária brasileira desse projeto receberá da Ancine o equivalente em reais a US$ 50 mil. O concurso se alinha ao Protocolo de Cooperação celebrado em 2010, entre ICAU e a Ancine. Mais informações e inscrições no site da Ancine.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

TIC: Uruguai, Chile e Argentina os mais avançados na AL

De Medioslatinos


Según revela un informe publicado por la Unión Internacional de Telecomunicaciones (UIT), Uruguay es el país Latinoamericano más avanzado en términos de acceso y uso eficiente de las tecnologías de la información y la comunicación (TIC). El primer lugar lo ocupa Corea del Sur, seguido por son Suecia, Islandia, Dinamarca y Finlandia, mientras que Estados Unidos aparece en la posición 17. En lo que hace al desempeño latinoamericano, los expertos consideraron los resultados satisfactorios dado que todos los países mejoraron su evaluación con respecto a la medición anterior, realizada en 2008. Uruguay, como primer país de la región ocupa el puesto 54, seguido de inmediato por Chile y Argentina. Los siguientes países de la región en los lugares 64, 65 y 66, respectivamente, son Brasil, Venezuela y Panamá. Costa Rica se ubica en el puesto 70, México en el 75, Colombia en el 76, Perú en el 83 y Ecuador en el 88. Basándose en una canasta de precios que incluye las tarifas de telefonía fija y móvil e Internet de banda ancha fija, se estableció que en promedio, los precios han bajado un 18% en los últimos tres años. El informe revela asimismo que la velocidad real de los servicios de internet suele ser mucho menor de lo que se publicita e insta a los organismos reguladores que exija a los operadores informaciones más claras sobre cobertura, velocidad y precios del servicio.

Información publicada en el Sitio Web de América Economía. Para más detalles haga click aquí.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Uruguai começa a operar TV digital com sistema nipo-brasileiro

O Uruguai, que inicialmente foi o primeiro país a rejeitar o sistama nipo-brasileiro de TV digital e que mudou de opinião a partir da posse do presidente Pepe Mujica, começa a transmitir em breve pelo sistema digital. As emissoras de TV uruguaias estão autorizadas pelo governo local a iniciar transmissões teste de TV digital usando o padrão ISDB-Tb, adotada no final de 2010. As transmissões teste já haviam sido autorizadas em 2008, mas usando o padrão DVB, escolhido em um primeiro momento pelo governo uruguaio, e depois abandonado.

As autoridades locais já definiram a canalização digital, abrigando todas as emissoras existentes.

Segundo o noticiário Prensario Internacional, o governo uruguaio abrirá licitação para outorgar cinco novos canais privados. Ainda está em debate se a licitação incluirá as outorgas hoje adotadas pelos três canais privados existentes, abrindo espaço para apenas dois novos.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

TV Digital: Uruguai pode adotar o modelo nipo-brasileiro

O presidente uruguaio José Mujica se reunir segunda-feira, 6, com o presidente Lula, em Brasília. Segundo o jornal uruguaio El Pais, na pauta constava a discussão da adoção do padrão nipo-brasileiro de digital, o ISDB-Tb, pelo país vizinho. Vale lembrar, o Uruguai e a Colômbia foram os dois únicos países da América do Sul que adotaram o padrão europeu de TV digital, o DVB-T. A decisão colombiana foi revogada por uma decisão judicial na última semana.

Com pouco mais de 3 milhões de habitantes, a decisão anterior do Uruguai foi desdenhada pelo então ministro das Comunicações, Hélio Costa. Na época, ele teria dito que a importância de uma eventual adoção pelo Uruguai do sistema nipo-brasileiro de televisão digital era menor do que se Campinas, em São Paulo, decidisse não adotar a tecnologia desenvolvida pelos japoneses e adaptada pelo Brasil.

Se o Uruguai decidir adotar o SBTVD, todo o Mercosul e mais sete países da América do Sul estarão adotando a mesma tecnologia, o que deve favorecer uma integração de conteúdos e, principalmente, do mercado de equipamentos e receptores de televisão.

domingo, 17 de outubro de 2010

Cinema: Brasil e Uruguai investem US$ 300 mil em co-produções cinematográficas

Brasil e Uruguai firmaram,nesta sexta-feira (15), em Montevidéu, o Protocolo de Cooperação para o Fomento à Produção de Filmes de Longa-Metragem, no âmbito do Acordo Latino-Americano de Coprodução Cinematográfica. Este ano, o primeiro de execução do Protocolo, o montante do apoio será, por parte do Instituto do Cinema e do Audiovisual do Uruguai (ICAU), de valor equivalente a US$ 100 mil e, por parte da Agência Nacional do Cinema (Ancine), de valor equivalente a US$ 200 mil.

O lançamento do primeiro Edital está previsto para a primeira semana de dezembro, durante o evento Ventana Sur, em Buenos Aires, que reúne profissionais de toda a América Latina.

O Protocolo tem como objetivos estimular o desenvolvimento da indústria cinematográfica do Mercosul e criar um ambiente de cooperação que favoreça a expansão do número de filmes em coprodução entre os dois países, aumentando assim a presença de obras cinematográficas uruguaias e brasileiras em ambos os mercados.

Serão contemplados anualmente dois projetos de filmes de longa-metragem – um de produção majoritariamente brasileira e um de produção majoritariamente uruguaia – nos gêneros ficção, documentário ou animação, destinados a serem exibidos prioritária e inicialmente nas salas de cinema.
A seleção dos projetos que receberão os apoios a cada ano será feita por uma Comissão Binacional de Seleção. Os apoios atribuídos no âmbito do Protocolo serão suplementares a outros mecanismos de financiamento existentes em cada país.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

TV Digital: comitiva sulafricana vem ao Brasil conhecer padrão nipo-brasileiro

Do Tela Viva news

Uma comitiva composta por representantes do governo, empresários e radiodifusores da África do Sul vistou o Ministério das Comunicações para que os representantes do país africano conheçam o padrão de TV digital adotado pelo Brasil.
A ideia era apresentar à comitiva a tecnologia que viabilizará aplicações de e-gov, como a experiência desenvolvida para a Caixa Econômica Federal que vem sendo demonstrada em Brasília.

Uruguai

Está prevista também uma apresentação do padrão nipo-brasileiro no Uruguai. O ministro Hélio Costa viaja nesta quarta-feira, 24, a Montevidéu, para mostrar as vantagens do padrão. A comitiva terá outras autoridades brasileiras, empresários e radiodifusores e será recebida pelo ministro da Indústria e Energia do Uruguai, Raúl Sendic.Vale lembrar, o Uruguai já anunciou sua escolha pelo sistema DVB. Há no governo brasileiro a expectativa de uma reversão da decisão.