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terça-feira, 26 de março de 2013

Opinião: Meios de Comunicação e Cultura Digital

Por Bruno Peron Loureiro, publicado anteriormente no Barometro Internacional

As culturas digitais surgiram a partir de experiências, práticas e usos através dos meios eletrônicos de comunicação, que manifestam importâncias relativas em função dos interesses de seus consumidores-usuários e da tecnologia destes meios.

Os video-games já não oferecem só entretenimento a poucos jogadores por animações gráficas, mas trazem também espaço em memória física para armazenar arquivos e sistemas de acesso à Internet que permitem jogar em tempo real com pessoas de outros países.
Há portais virtuais que oferecem acesso a centenas de estações de rádio do mundo todo sem que se tenha que ligar aparatos convencionais de som. Ouve-se a rádio pelo computador. A indústria editorial também modifica-se com o comércio de livros digitais, como o Kindle da Amazon.
Hoje tudo passa por um monitor. A comodidade dos consumidores-usuários dos meios eletrônicos de comunicação inibe-os até de folhear dicionários impressos porque os virtuais são mais ágeis (para os que têm prática de digitação e navegação) e dispõem de acepções múltiplas. Os tradutores virtuais têm reduzido as distâncias linguísticas entre pessoas que não se entendiam por não conhecer nenhuma das línguas europeias hegemônicas ou não mais que uma delas (inglês, francês, italiano, alemão, espanhol, português, etc.).
Contudo, as culturas digitais ainda se adaptam à tendência de fazermos tudo pela Internet. Já se compra em supermercados virtuais. A situação se complicará se, nas próximas eleições, pudermos votar pela Internet em substituição às exemplares urnas eletrônicas brasileiras, que evadem tanta dor de cabeça a contraexemplo das últimas eleições presidenciais mexicanas.
Fazer política pela Internet tem duas facetas. A prática é proveitosa na medida em que este meio tem servido para formar foros de discussão, espalhar denúncias, discutir promessas de campanha e dar recomendações a outros internautas. A notícia espalha-se rapidamente pela Internet, cujo meio transformou-se numa praça pública onde as pessoas encontram-se e interagem. Estes são alguns dos argumentos que encontro para não demonizar os meios como causadores dos males atuais da humanidade. Quanta ignorância podemos suprimir com tão pouco esforço!
No entanto, há grupos e instituições que discutem formas de censurar e controlar conteúdos e práticas na Internet. O mais enérgico deles é o de direitos de propriedade intelectual. Os opositores da pirataria brigam contra a queda abrupta da venda de discos compactos que se explica pelas formas digitais de consumir música (YouTube) e baixar arquivos (Torrent). Cantores têm tido que vender seu trabalho com mais criatividade para não fenecer como aconteceu com as indústrias fonográficas que não se adaptaram. Eles têm investido em eventos (shows) e usos publicitários (aparições de cantores famosos para oferta de produtos).
A criatividade passa a ser uma necessidade não só dos produtores, mas também dos distribuidores e estrategistas de consumo das culturas digitais.
O tema das culturas digitais remete, portanto, às novas dimensões da militância política e ao deslocamento das práticas criativas à plataforma digital através de redes sociais, comércio eletrônico, mecanismos de busca e labores virtuais. Os acessórios que dão acesso à Internet, que hoje vai desde celulares a tablets, estão prestes a tornar-se roupas íntimas da humanidade. É aceitável que se mostre o corpo, mas seria um escândalo tirar a cueca ou a calcinha.
As formas indiretas de interagir com outros consumidores-usuários da Internet não são as únicas que sofrem modificação porque os usos da criatividade demandam novos hábitos e regularidades no cumprimento das necessidades quase básicas de imersão na Internet.
Fica cada vez mais difícil diferenciar hábitos-raízes de hábitos enraizados, visto que os meios de comunicação tendem a selecionar certas expressões culturais (muitas delas estranhas ao nosso vocabulário) para que todos as celebremos como nossas sem sabermos se o são ou não.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

TIC: Uruguai, Chile e Argentina os mais avançados na AL

De Medioslatinos


Según revela un informe publicado por la Unión Internacional de Telecomunicaciones (UIT), Uruguay es el país Latinoamericano más avanzado en términos de acceso y uso eficiente de las tecnologías de la información y la comunicación (TIC). El primer lugar lo ocupa Corea del Sur, seguido por son Suecia, Islandia, Dinamarca y Finlandia, mientras que Estados Unidos aparece en la posición 17. En lo que hace al desempeño latinoamericano, los expertos consideraron los resultados satisfactorios dado que todos los países mejoraron su evaluación con respecto a la medición anterior, realizada en 2008. Uruguay, como primer país de la región ocupa el puesto 54, seguido de inmediato por Chile y Argentina. Los siguientes países de la región en los lugares 64, 65 y 66, respectivamente, son Brasil, Venezuela y Panamá. Costa Rica se ubica en el puesto 70, México en el 75, Colombia en el 76, Perú en el 83 y Ecuador en el 88. Basándose en una canasta de precios que incluye las tarifas de telefonía fija y móvil e Internet de banda ancha fija, se estableció que en promedio, los precios han bajado un 18% en los últimos tres años. El informe revela asimismo que la velocidad real de los servicios de internet suele ser mucho menor de lo que se publicita e insta a los organismos reguladores que exija a los operadores informaciones más claras sobre cobertura, velocidad y precios del servicio.

Información publicada en el Sitio Web de América Economía. Para más detalles haga click aquí.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

IPS realiza em Montevidéu seminário sobre Comunicação, pluralismo e novas tecnologias

O seminário vai ser transmitido ao vivo via internet

La Presidenta de Telesur, el director del diario argentino Clarín, el director de comunicaciones de Google América Latina, las experiencias en comunicación de Brasil, Paraguay, Bolivia y El Salvador, la ley de medios argentina, se confrontarán en el seminario “Comunicación, pluralismo y papel de las nuevas tecnologías. El escenario latinoamericano: una mirada al futuro”, que se realizará en Montevideo el próximo viernes 24 de junio.
El seminario es organizado por IPS con el apoyo del Banco Mundial y la Presidencia de la República de Uruguay, y será inaugurado por el Presidente uruguayo José Mujica.

Siga la conferencia en vivo, a partir de las 9.00 am desde esta página,http://www.ipsnoticias.net/seminario/comunicacion-pluralismo-tecnologias.asp, desde la cual puede también participar por chat.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Google, Sony e Intel se unem em projeto de TV online

O Google , a Intel e a Sony anunciaram na quinta-feira, 20/5, a Google TV", a mais nova iniciativa de juntar Internet e televisão de olho nos 70 bilhões de dólares do mercado publicitário na TV.
Praticamente todas as grandes empresas dos setores de tecnologia e eletrônicos falharam na tentativa de colocar a Internet na TV, desde Microsoft até a nova arquirrival do Google, Apple.
A televisão é um mercado atraente para o Google na expansão de seus negócios com publicidade online, que gera boa parte de sua receita anual de 23,7 bilhões de dólares, segundo dados de 2009. Mas até agora, não foi possível encontrar um modelo de negócios bem-sucedido.
O principal foco do Google é integrar um decodificador aos aparelhos de televisão para fazer buscas por vídeos e outras informações na TV e na Web.
A Sony produzirá os aparelhos, que serão lançados ainda este ano, a tempo da temporada de vendas de Natal, enquanto a Intel fornecerá seus microprocessadores Atom.
Para a Sony, que vem perdendo a liderança no setor de eletrônicos para a Samsung, entre outras, o projeto ajuda a colocá-la na frente no desenvolvimento de uma nova geração de aparelhos.
"Vídeos deveriam ser consumidos na maior e melhor tela da casa. E isso é a TV. Não o PC ou o celular ou qualquer outra coisa no meio disso", disse o gerente de produtos do projeto do Google, Rishi Chandra.
A varejista de eletrônicos norte-americana Best Buy já se dispôs a vender os aparelhos e a DISH Network deve integrar seus serviços ao Google TV.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Internet: Google e Intel devem lançar 'TV inteligente'

Da Folha de S. Paulo

O Google e a Intel devem anunciar nesta semana uma parceria que pretende revolucionar a indústria de televisores. Ambos trabalham em uma nova plataforma, batizada de "SmartTV", que permitirá o lançamento de aparelhos interativos, conectados à internet.
Segundo o jornal "Financial Times", especula-se que a Sony será o fabricante de televisores contendo o microprocessador Atom, da Intel, e o sistema operacional Android, do Google. O microprocessador é o componente que deixa a TV tão "inteligente" quanto o computador para o desempenho de tarefas. O sistema operacional é um programa que permite a execução dessas tarefas.
Essa combinação será o "coração" de set-top boxes dos televisores Sony que permitirão exibir na tela, durante a programação, caixas de diálogo com Skype, sites de relacionamento, como o Facebook ou o Twitter. Operadoras de telefonia também poderão entrar nesse negócio.
Na Europa, a France Telecom e a Telecom Italia, dona da TIM no Brasil, já se mostraram interessadas em embarcar seus chips 3G nos set-top boxes. Isso significa que, pela rede dessas operadoras, o aparelho se conectaria automaticamente à internet pela rede de uma operadora de celular, além de exibir a programação televisiva.
O avanço dessa tecnologia é recente. A primeira experiência consistente da Intel nesse sentido foi com o Yahoo, em 2008. Neste ano, Samsung, Sony, LG, Sharp e Panasonic vão lançar televisores que permitem a conexão à internet com funcionalidades como videochamadas e "streaming" de filmes por meio de sites como Netflix.
Nesta semana, o Google deve convocar sua comunidade de desenvolvedores (profisisonais que criam programas e soluções ligadas à internet) para criar aplicativos para TV pensando em um modelo que também atraia publicidade.
Especialistas acreditam que a conexão dos televisores à internet (via cabos ou pela rede sem fio) será a maior evolução tecnológica desde a década de 1950, com o surgimento da TV em cores.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Agenda Digital: investimento na economia digital é chave para futura prosperidade da Europa

Enviado de Lisboa por Martins Morim

De acordo com o relatório da Comissão Europeia sobre a competitividade digital, hoje publicado, a economia digital da Europa está a crescer vigorosamente, disseminando-se por todos os sectores de actividade e chegando a todos os domínios da nossa vida.
As tecnologias da informação e da comunicação (TIC) impulsionaram metade do crescimento da produtividade na Europa ao longo dos últimos 15 anos. Seis europeus em dez utilizam regularmente a Internet. No entanto, se quiser aproveitar plenamente os benefícios potenciais da economia digital, a Europa deve intensificar os seus esforços e oferecer uma banda larga de débito mais elevado e uma Internet em que as pessoas confiem, melhorar os níveis de competência dos cidadãos e estimular ainda mais a inovação nas TIC.
A Comissão Europeia vai propor medidas específicas nestes domínios com a sua Agenda Digital para a Europa, um dos emblemas da estratégia Europa 2020, a lançar em breve.

Motor-chave da economia
O relatório identifica o sector das TIC como um dos motores-chave da economia europeia. Desde 1995, as TIC impulsionaram metade dos ganhos de produtividade na União Europeia, graças ao progresso tecnológico e aos investimentos no sector.
Os dados relativos a 2004-2007 indicam que este investimento começou, mais recentemente, a gerar ganhos de eficiência no resto da economia. O valor acrescentado do sector das TIC na economia europeia é de cerca de 600 mil milhões de euros (4,8% do PIB).
O sector justifica 25% dos investimentos comerciais totais em I&D na UE. Todavia, os benefícios resultantes das TIC são maiores nos Estados Unidos. A Europa carece de reformas estruturais e de uma agenda digital coerente, para desencadear impactos similares.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Bolsa de Doutorado na Inglaterra em midia e eleições

A School of Social Sciences, do Instituto for Social Change (New Media/Political Change) ESRC, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, oferece uma bolsa de estudos de Doutorado para os interessados em realizar pesquisa sobre o uso pelos cidadãos das novas Tecnologias de Informação e Comunicação - TICs em campanhas eleitorais.
A bolsa compreende o pagamento das taxas escolares d período de 2010/2011 no valor de £3.500 (libras), mais uma ajuda anual de manutenção no valor de £13.290 e uma gratificação anual pelo treinamento em pesquisa de £750.
A pesquisa, conduzida pelo professor Rachel Gibson, do Instituto for Social Change da University of Manchester, terá como foco as eleições inglesas e européias deste ano e o candidato deverá estar disponível para estar na Inglaterra em setembro/2010.

Mais detalhes, em inglês, clique aqui.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

II Diálogo Brasil-UE sobre Sociedade da Informação

Será realizado, nos dias 10 e 11 de setembro, no Palácio Itamaraty, em Brasília, o II Diálogo sobre Sociedade da Informação entre o Brasil e a União Européia. O encontro faz parte do programa de atividades da Parceria Estratégica Brasil-UE e ocorrerá durante a visita ao Brasil do Diretor-Geral para Sociedade da Informação e Mídia da Comissão Européia, Fabio Colasanti.
Participarão do II Diálogo, pelo lado europeu, representantes da Direção-Geral para Sociedade da Informação e Mídia da Comissão Européia e da Delegação da Comissão Européia em Brasília. Pelo lado brasileiro, participarão representantes da Presidência da República, dos Ministérios das Relações Exteriores; Ciência e Tecnologia; Comunicações; Planejamento, Orçamento e Gestão; e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, além da ANATEL, do SERPRO, de institutos de pesquisa vinculados ao MCT e de universidades, como a USP e a UnB.
O II Diálogo discutirá estratégias e políticas para acelerar a transformação rumo à economia digital. O encontro também permitirá a troca de experiências no campo de estruturas regulatórias, em prol de mercados de bens e serviços de tecnologias da informação e das comunicações (TICs) mais convergentes e competitivos.
A cooperação em ciência e tecnologia terá destaque na reunião. Serão discutidos mecanismos para fomentar a cooperação entre pesquisadores brasileiros e europeus.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Estamos preparados para o jornalismo de banda larga móvel?

Por Paulo Rebêlo, do Blog de Notícias Jornalismo nas Américas


Enquanto os meios de comunicação discutem mil e uma idéias sobre como monetizar o conteúdo na internet, pesquisadores e acadêmicos mostram como os jornais estão apenas perdendo tempo, porque estão ultrapassados não apenas no próprio uso das redes, mas sobretudo em entender como mudou a forma de as pessoas consumirem notícias por completo.
Um relatório comercial da Ericsson aposta que até 2014, 80% da banda larga do mundo será acessada por tecnologias móveis em vez de computadores de casa ou de trabalho.
Fica a questão: se os jornais não parecem sequer entender seus próprios sites oficiais na internet, estarão os meios de comunicação preparados para oferecer produtos e serviços para uma sociedade em plena mobilidade, quando 140 caracteres de uma "twittada" às vezes parecem mais que suficiente?
Enquanto isso, o Wall Street Journal noticia que em quatro anos a Ásia, principalmente a China e a Índia, vai responder por 43% do tráfego da internet contra 13% dos Estados Unidos. E é justamente lá onde a internet móvel sempre esteve um passo a frente das demais regiões do mundo. É bom ficar de olho.

domingo, 24 de maio de 2009

TICs Brasil: menos rádios nas casas e mais vídeo na internet

Já estão disponíveis na rede os resultados da pesquisa Tecnologia da Informação e da Comunicação - TIC 2008, realizada anualmente pelo Comitê Gestor da Internet.
Os relatórios apresentam resultados interessantes sobre a utilização dos dispositivos tecnológicos no Brasil, tanto para o público domiciliar (urbano e rural) quanto para o empresarial.

A pesquisa TIC Domiciliar mostra a redução do número de aparelhos de rádio nas residências, embora ainda seja o segundo mais presente nos domicílios.
Quanto à principal utilização da Internet, a visualização de vídeos é a principal atividade desenvolvida, seguida de jogos. Assistir à webtv ou ouvir uma webrádio são hábitos que aparecem em terceiro e quarto lugar, segundo a pesquisa.