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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Vagas para trabalhar com marketing político em BH, BSB e SP

As eleições já começam a movimentar o mercado de trabalho. Mesmo com um volume menor de financiamento de campanha, os candidatos tem buscado a assessoria técnica para enfrentar as urnas.
A empresa Presença Online seleciona profissionais de diversas áreas e está montando um bando de reserva para atender demandas de serviços em Brasília, São Paulo e Minas Gerais.
Confira abaixo as áreas selecionadas, para mais detalhe, clique na função desejada:



Vagas em Belo Horizonte:

Vagas em São Paulo:

Vagas em Brasília:

Nem todas as vagas abertas são para contratação imediata, porém todos os currículos recebidos serão analisados e entraremos em contato com os selecionados para cada cidade. 

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Comunicação Pública: Se eleito presidente, Alckmin promete acabar com EBC

Texto publicado na página da Jovem Pan

Diante do aperto financeiro e da baixa audiência, a Empresa Brasil de Comunicação aposta na redução da folha de pagamentos para equilibrar suas contas e na mudança da programação para atrair mais público no ano que vem.

A empresa é a holding da TV Brasil, Radio Nacional, AM e FM, e da Agência Brasil de Notícias. E opera para o governo federal o Canal satelital NBR.
A maior parte das estruturas da EBC está em Brasília, seguida do Rio e São Luís, já que quando da sua criação, incorporou a TV E do Rio e do Maranhão, que eram federais.

A empresa participará de grandes coberturas como a Copa do Mundo da Rússia e a sucessão presidencial, no entanto, com investimento R$ 20 milhões menor que o previsto em 2017.
Com gastos obrigatórios, a expectativa caiu R$ 10 milhões.

Mas tudo isso pode nem se tornar um problema nos anos seguintes caso o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), provável candidato do partido à Presidência da República, seja eleito no ano que vem.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, da Rádio Jovem Pan, o também presidente nacional do PSDB foi claro: “hoje está nos jornais sobre a EBC. Eu, se for presidente, vou acabar com isso”.

 “É a TV do Lula. Gasta um dinheirão e não dá audiência. Temos que modernizar. A população entende. Governo tem papel regulador e fiscalizador. O que não podem é agências ficarem a serviço de políticos ou de partidos. Brasil tem tudo para passar por processo de modernização”, defendeu o tucano.

Confira a entrevista completa com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin:



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

EUA: Eleição ao Senado mostra como internet pode servir para análisar perfil do eleitor

Avaliação do especialista em marketing Gabriel Rossi, que compara o uso das redes sociais entre os dois países

As eleições para o Senado nos Estados Unidos pegaram o presidente Barack Obama de surpresa, com a “vitória” do Partido Republicano, que conseguiu maioria no Congresso Nacional. E serviram para provar que o uso de redes sociais na internet pode ir além da tentativa de contato direto com o eleitor, que se traduz em uma guerra entre militantes. “Nos Estados Unidos existe uma orientação para o uso da internet como ferramenta de análise do comportamento do consumidor. Aqui no Brasil estamos longe disso”, afirma o estrategista em marketing Gabriel Rossi.
O especialista explica que na mais recente eleição presidencial brasileira as redes sociais foram inundadas de ataques e comentários preconceituosos, sem apresentação de plano de governo. “Nos Estados Unidos as equipes responsáveis pelas campanhas se preocuparam em monitorar e identificar o provável eleitor. 
O comportamento do internauta é avaliado constantemente e há interface direta com ele. Tudo sobre uma pessoa que pode ser medido é medido. Se ela ‘curte’ certos apresentadores de TV considerados mais à esquerda, ou compartilha mensagens a favor do casamento gay, é considerada um democrata potencial. Após esta identificação, o internauta recebe uma ligação personalizada do partido político. Uma aproximação muito mais eficaz.”
O Big Data – como é chamado o grande armazenamento de dados – sabe o que o eleitor precisa ouvir, quais argumentos o fariam sair de casa para votar. A espionagem norte-americana nas redes sociais dos hábitos políticos, culturais e de consumo dos eleitores cresce há seis anos, quando Chris Hughes, um dos fundadores do Facebook, pilotou a campanha de Barack Obama nessas mídias.

“A orientação para o uso da internet como ferramenta de análise do comportamento das pessoas contribui para melhor uso de recursos e mensagens. Por outro lado, pode colocar em xeque a privacidade do internauta. Porém, no Brasil continuamos a usar as redes sociais como um campo de batalha de militantes. Ou o Brasil começa a pensar neste modelo de precisão de pesquisa ou viverá sempre na margem de erro”, finaliza Rossi.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Comunicação e Cultura na base de um novo modelo de desenvolvimento para Brasília


Por Chico Sant’Anna*, publicado originalmente no portal Congresso em Foco


O desemprego é uma das principais preocupações dos eleitores que vão às urnas no dia 5. Em Brasília, esta chaga parece ser estrutural. 
Mesmo nos melhores momentos recente do crescimento econômico do Brasil, o volume de desempregados não ficou longe da casa das 200 mil pessoas. 
Na história da Capital, as políticas econômicas e de geração de empregos sempre ficaram no binômio serviço público e distribuição de lotes para pequenos e médios empresários.
Brasília tem que se espelhar em cidades como Paris e Washington. Investir na economia sustentável. Produção de conhecimento, turismo e cultura são as melhores opções. Temos uma elevada concentração de produtores culturais – artistas, jornalistas, cineastas, vídeo makers, produtores de vídeo games, escritores – a cidade poderia ser um polo de produtos culturais, se aqui houvesse uma política editorial pública.
Uma das vocações de Brasília é melhorar explorar a indústria do saber e, nesse campo, a Comunicação e a Cultura se apresentam com grandes potenciais. Brasília possui a maior concentração per capita de jornalistas, proporcionalmente à população. A cada semestre, centenas de jornalistas, publicitários, relações públicas, produtores de rádio, cinema e TV se formam nas faculdades da cidade. Isso, sem contar com os que vêm de fora para tentar a vida na Capital.
O Polo de Cinema está abandonado e a nossa imprensa é frágil. Temos menos veículos do que em várias outras cidades com menor poder aquisitivo do que no DF. A imprensa das cidades do DF, a webimprensa e também as rádios comunitárias não podem ficar sem apoio. Elas são importantes para a democratização da informação e também na geração de emprego e renda.
Aqui falta uma política pública de comunicação, uma política pública editorial que incentive o surgimento não apenas de novos veículos de comunicação, mas que também viabilize o Polo de Cinema, o apoio a vídeo e game makers e a desenvolvedores de aplicativos e softwares. Paulínia, em São Paulo, e Vancouver, no Canadá, são bons exemplos de como uma política Cultural associada a uma Política Fiscal é possível desenvolver um polo de cinema e de produções televisivas. E essa é uma indústria não poluente que beneficia a todos. Desde o carpinteiro, pintor e o eletricista, até os diretores de cinema, artistas e técnicos da área.
Além disso, urge a criação de um o sistema público de radiodifusão, com a revitalização da rádio Cultura-DF, reabertura da TV Distrital e a implantação do canal cultural a que o GDF tem direito, por lei, na TV a cabo. Brasília precisa potencializar a liberdade de expressão, precisa de liberdade de informação. Este Sistema Público pode ser, inclusive, um indutor de produções do Polo de Cinema.

Cultura e Turismo
Nossos museus e bibliotecas estão caindo aos pedaços. Paradoxalmente, nos cofres do Banco Central existe o melhor acervo de Portinari do Mundo, apreendido de banqueiros falidos. Por que não temos um Museu Portinari em Brasília? Por que não criar o Museu do Homem Brasileiro, o museu de história natural do Brasil idealizado por Darcy Ribeiro? Por que não se criar um aquário com a fauna e a flora aquática do Centro-Oeste e da Amazônia?
Mais espaços culturais, bibliotecas, museus, galerias, teatros, etc., gerariam mais empregos, renda, atrairia mais turistas e os reteriam por mais tempo em Brasília. Temos que ser um polo de turismo nacional e local. Isso também assegura o desenvolvimento sustentável. A cidade está no centro da América do Sul e pode se transformar num importante hub (base de conexões aéreas) para todo o Brasil e países vizinhos. É preciso criar estímulos para que haja mais voos diretos chegando e saindo de Brasília.

Conselho Distrital de Comunicação

A Câmara Legislativa tem historicamente – salvo raras exceções - ignorado a questão da Comunicação no DF. No campo das comunicações não houve avanços no campo das Comunicações. O Conselho Distrital de Comunicação, previsto desde o início na Lei Orgânica, nunca foi regulamentado. Governos e empresas impedem que ele se materialize. E as decisões da Conferência Nacional de Comunicações não foram implantadas. Naquela Casa, sobram representantes dos interesses das empresas de Comunicação e falta um representante dos profissionais da Comunicação que de fato conheça esses temas e seja comprometido com os trabalhadores, com os jornalistas, com os comunicadores, com a democratização dos meios de comunicação, com a defesa da cultura nacional.
Um representante que lute para que a Câmara seja resgatada dos piores interesses que a dominaram nesses últimos anos para servir, realmente, aos maiores interesses dos brasilienses. Um representante que se paute pela
·                               democratização dos meios de comunicação,
·                               criação do sistema público de radiodifusão do DF,
·                               pela garantia à liberdade de expressão,
·                               pelos direitos dos trabalhadores da Comunicação e da Cultura
·                               que defenda uma Política de Comunicação e de Cultura como bases de um desenvolvimento saudável e harmônico para o Distrito Federal.
É necessário que o GDF faça internamente o seu dever de casa. No Distrito Federal inexiste uma lei fixando piso salarial para profissionais de Comunicação, como há para médicos e advogados. No setor público não há uma carreira profissional regulamentada e são raríssimos os concursos para que esses profissionais atuem no GDF, na Câmara Legislativa e no Tribunal de Contas do DF. Precisamos criar, a exemplo de outros Estados, as leis que assegurem no serviço público a jornada de trabalho de 5 horas para jornalistas e de 6 horas para radialistas, bem como que nos concursos públicos seja garantida a exigência do diploma de nível superior para o exercício do Jornalismo.
No dia 5, quando o brasiliense for às urnas, é importante que ele pense sobre o futuro de Brasília, a Brasília para os filhos e netos desse eleitor. Olhar para a realidade atual de São Paulo, com falta d’água, trânsito caótico, refém da especulação imobiliária é uma boa maneira de se antever aquilo que o brasiliense deve evitar. E o seu voto contribui para isso.



* Chico Sant’Anna, candidato a deputado distrital pelo Psol, é jornalista, documentarista e pesquisador acadêmico com mestrado pela UnB e com doutorado pela Universidade de Rennes -1, França. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Mensagem aos Jornalistas, Radialistas e Comunicadores do Distrito Federal

Caros colegas Jornalistas, Radialistas, Relações Públicas, Gráficos e demais Profissionais de Comunicação.

As eleições são no próximo dia 5.
Pelo o que eu pude apurar, não há nenhum outro candidato apresentando propostas especificas para dinamizar o setor de Imprensa e Comunicação em Geral no Distrito Federal.
Peço um minuto da sua atenção.
Convido a ler os dois folhetos eletrônicos, anexos, nesta mensagem.
Um é especifico sobre o que pode ser feito no Distrito Federal no campo da Cultura e da Comunicação e os benefícios que isso poderá trazer à cidade e aos profissionais da área.
Essa é uma mensagem muito importante também aos estudantes de Comunicação,pois do exito das propostas, as oportunidades e condições de trabalho poderão ser melhores.




O outro traz propostas gerais para a preservação e melhorias de nossa cidade,no campo da mobilidade urbana,saúde,meio-ambiente, educação e outros.



Peço ainda a sua ajuda, compartilhando esta mensagem a outros colegas da Comunicação e mesmo a 
profissionais de outros campos profissionais.

Por fim, peço o seu voto para deputado distrital

Chico Sant'Anna
nº 50.123

sábado, 13 de setembro de 2014

Eleições: Comunicação e participação fora das propostas de governo

Por Alberto Perdigão*
Passa à margem o acesso à informação como condição à participação e o controle
A eleição geral de 2014 é a primeira depois que entraram em vigor a Lei de Acesso à Informação (12.527/11) e o Decreto da Participação Social (8.243/14). As novas normas estão na ordem do dia, seja pelo alcance que têm como instrumentos de comunicação pública e de participação, seja pelo nível de desconhecimento e de rejeição que enfrentam para se efetivarem. Mas ainda não apareceram no discurso dos candidatos à Presidência da República ou aos governos estaduais, e estão fora do temário em debate. 
A discussão ajudaria o eleitor a perceber o que os candidatos fingem que não percebem: que a nova ordem cumpre os direitos constitucionais do cidadão obter do Estado informações de interesse público (Artigo 5o, inciso XXXIII); e, uma vez comunicacionalmente incluído, de participar das decisões do governo (Artigo 37, §3o I, II e III). E destacaria os candidatos comprometidos com a cidadania ativa e com a democracia participativa, com o fortalecimento do Estado e a legitimação dos governos.
Nas propostas apresentadas pelos candidatos ao governo do Ceará, percebe-se que, na maior parte deles, os temas da comunicação e da participação são tratados de maneira restrita e superficial, desconectada dos desafios de empoderar e de incluir politicamente os mais pobres e menos instruídos, que são a grande maioria. Passa à margem o acesso à informação como condição à participação e ao controle, consequentemente à melhoria da eficiência, da eficácia e da efetividade das políticas públicas, e à prevenção à corrupção.

Não obstante a extensão das propostas, o que escapa são muitas indagações. O que fará o eleito em relação a um possível Conselho Estadual de Comunicação, com Estado, mercado e sociedade sentados à mesma mesa, decidindo, por exemplo, sobre a destinação da verba publicitária do governo? O que fará em relação a uma possível emissora de TV efetivamente pública, com conteúdos isentos e plurais aprovados por um conselho curador, com programação colaborativa e interativa ou com multiprogramação? Impossível saber.
A proposta, ao que parece, é não se comprometer agora, para depois governar entre os recôncavos da intransparência e os recônditos da omissão. O leitor não precisa concordar comigo. Mas precisa, como bom eleitor, conhecer as propostas para a comunicação pública e demais áreas, disponíveis em http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes- 2014/sistema-de-divulgacao-de-candidaturas.


* Jornalista, mestre em políticas públicas e sociedade - aperdigao13@gmail.com

domingo, 20 de julho de 2014

Três jornalistas da TV Senado disputam eleições para Deputado Distrital

Colegas candidatos

Por André Ricardo, no Blog do André Ricardo

Eles estão de licença desde o começo do mês, como manda a legislação. Não é para tratamento de saúde, capacitação ou assuntos particulares, mas para contribuir com o processo político na cidade onde vivem. São três colegas batalhadores, talentosos, engajados. Com pouco dinheiro, a investida no confuso, árduo e ingrato mundo da política torna-se uma aventura e tanto. Jornalistas efetivos da TV Senado, eles têm trajetórias diferentes, mas pontos em comum, dentre eles, o fato de serem cariocas. Abaixo, um resumido perfil de Thiago, Solange e Chico – brasileiros que renunciam a sossego e privacidade para qualificar a corrida rumo à Câmara Legislativa do Distrito Federal. A eles, meus parabéns e boa sorte.
Thiago Tibúrcio está em Brasília há menos de dez anos. Recém-formado, trabalhou na TV Globo, do Rio, onde chegou à produção do Jornal Nacional. Apesar do futuro promissor, pediu demissão e partiu em busca de novos sonhos. Veio para Brasília, passou em concursos, trabalhou em outro local, até ser chamado para a TV Senado onde é repórter há pouco mais de cinco anos. Católico engajado, é diretor da Sociedade de São Vicente de Paulo, pela qual desenvolve trabalhos junto a comunidades carentes. Antes, presidiu o Movimento Eucarístico Jovem. Candidato a deputado distrital pelo PDT, quer combater o que chama de “sequestro da representatividade” no meio político. Se eleito, seu mandato deve priorizar a fiscalização das contas do Poder Executivo, o fim de privilégios parlamentares e a defesa de projetos que promovam a dignidade humana. Com campanha modesta, aposta nos ideais que defende e no trabalho de formiguinha dos colaboradores, mas reconhece: o importante não é ganhar, mas sim marcar a posição de que existem pessoas sérias e comprometidas com o que é justo e para todos.
* Solange Calmon já tinha passado pelo Jornal do Brasil, no Rio, quando chegou a Brasília, três décadas atrás. Servidora do Senado, foi uma das pioneiras da TV. Nos anos 80, ajudou a viabilizar o Partido Verde, dando suporte a militantes que vinham a Brasília. Depois de militar por dois anos no PV, desfiliou-se. Anos atrás, começou a fazer trabalho voluntário com pessoas cegas. Animada pela experiência, criou o programa Inclusão, que passou a dirigir e apresentar, trazendo ao debate questões de cidadania, acessibilidade, direitos humanos. Programa mais premiado da emissora, já abordou a causa dos hansenianos, dos autistas, da terceira idade, a questão das doenças raras, do racismo etc. Convidada, decidiu candidatar-se, ao vislumbrar a chance de fazer a inclusão na prática. A família tentou demovê-la da ideia, mas a vontade de batalhar foi mais forte, mesmo sem dinheiro para bancar o desafio. Eleita, pretende pôr o mandato a serviço das pessoas com deficiência, da luta das mulheres e em favor do bem-estar das crianças. É candidata a deputada distrital pelo PCdoB.
* Chico Sant’Anna integra uma geração que revolucionou o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF no final da década de 1970. Recém-formado, Chico despontou na liderança da categoria ocupando cargos no Sindicato e nas Federações Nacional (Fenaj) e Internacional (FIJ) de Jornalistas.
Profissionalmente, atuou na TV Globo, Folha de S. Paulo, entre outros veículos. Há 20 anos na TV Senado, dirige ultimamente o programa Diplomacia. Tem doutorado em Ciências da Informação e Comunicação pela Universidade de Rennes 1 (França).
Sua tese sobre comunicação pública virou livro e foi premiada.
Em 2010, candidatou-se ao Senado pelo PSOL – mesmo partido pelo qual lança-se agora a deputado distrital, buscando ser um especial defensor e vigilante dos interesses dos cidadãos brasilienses.
Para bancar a campanha, conta com doações de amigos e simpatizantes do projeto. Eleito, pretende priorizar quatros áreas: mobilidade urbana, qualidade de vida, desenvolvimento sustentável e comunicação social.
Quer transformar em projetos ideias como transformar a linha férrea da extinta RFFSA em um Trem Urbano do Distrito Federal implantar bilhete único diário e mensal no transporte coletivo e dar estímulo fiscal para quem preservar a vegetação nativa do cerrado ou recuperar áreas degradadas.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A mando da candidatura do PSDB, Jornalista tem casa invadida pela polícia do Rio de Janeiro

Publicado originalmente no portal O Jornalista

A jornalista Rebeca Mafra teve a casa invadida na tarde desta quarta-feira (11) no Rio de Janeiro. Rebeca estava no trabalho, na Barra da Tijuca, zona oeste, quando recebeu uma ligação do porteiro do prédio onde mora, na Lapa, região central, dizendo que um delegado queria entrar em seu apartamento.


No telefone, ele ameaçou arrombar a porta se Rebeca não estivesse lá em 15 minutos. Segundo a jornalista contou à Revista Fórum, por sorte uma vizinha tinha a chave e conseguiu abrir a porta.
A ação policial foi resultado de um pedido do senador Aécio Neves (PSDB) ao Ministério Público para investigar internautas que teriam postado comentários contra o candidato tucano em sites de notícia.
Quando Rebeca chegou em casa, tinham revirado todas as suas coisas e levado todos equipamentos eletrônicos, inclusive máquina fotográfica e cartão de memória. Rebeca afirmou à Revista Fórum que não tem ideia por que foi alvo do mandado de busca e apreensão. Ela diz que nunca falou nada de Aécio Neves nas redes sociais, que não não tem filiação partidária e nem é militante. Atualmente, ela trabalha com cinema.
Em nota, a equipe do senador disse se tratar de "investigação dos crimes praticados contra Aécio Neves por quadrilhas virtuais" e que "o PSDB, em nenhum momento, requereu a realização de busca e apreensão de quaisquer equipamentos ou documentos, sejam em residências ou em sedes de empresas. Os pedidos solicitados limitaram-se aos que são padrão nesse tipo de investigação, qual seja: oitiva de testemunhas, depoimento dos suspeitos já identificados como participantes da quadrilha, e providências para apuração se essas pessoas são remuneradas por terceiros pela execução dessas ações".
Fórum teve acesso, com exclusividade, à decisão expedida pelo juiz Alberto Fraga da 39ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, que acolheu requerimento do Ministério Público. A decisão diz que "o procedimento investigatório foi iniciado a partir de notitia criminis encaminhada pelo Exmo. Senador Aécio Neves, na qual noticia a prática reiterada de crimes contra sua honra através da colocação de comentários de leitores em sites de notícia, muitos dos quais não guardam qualquer pertinência com as notícias comentadas".
O processo do MP diz ainda que haveria  "indícios de que tais de comentários são lançados de forma orquestrada" e que a intenção seria "alterar os resultados dos mecanismos de busca na internet, como o Google, por exemplo, fazendo com que tais páginas - ainda que substancialmente irrelevantes - alcancem destaque nos resultados das pesquisas".
A medida tem sido considerada censura e um ataque à liberdade de expressão. Também foram expedidos mandados de busca e apreensão para outras quatro pessoas.
Fonte: Revista Forum

terça-feira, 22 de abril de 2014

Jornalista mostra em livro que juventude em rede rejeita os políticos

                                                     Juventude irá às ruas, para novos rolezinhos, para o “não vai ter Copa”, para encontro dos black e dos pink  blocks com a polícia.
            
Na obra RUPTURAS, lançada na II Bienal do Livro de Brasília, o jornalista e historiador, Aylê-Salassié F. Quintão, revela que os políticos brasileiros não devem, nas próximas eleições, apostar muito “no voto das gerações conectadas em redes virais”. Ele mostra que essa juventude, representando já 25% dos eleitores, começa a produzir uma história própria, sem a necessidade dos políticos e até dos familiares.São rebeldes em casa e, fora, insensíveis às propagandas e conchavos partidários” - dia o autor.

Nem por isso está ausente das discussões políticas. Mas, constitue uma comunidade exclusiva, caracterizada pela conectividade, e que se reúne no que o autor chamou de Parlamento Digital (Cap IV), um espaço aberto, virtual, movido pela telefonia móvel, movimentando-se como um polvo   nas ruas, nas escolas, em casa, nos estacionamentos, onde tiver internautas. Discute  os interesses pontuais dos cidadãos, puxados por hastags (#) ou palavras chaves, reproduzidas em discussões virais por meio das tecnologias e aplicativos da internet e até  dos jogos. É esse Parlamento que promove as manifestações de rua pela redução das tarifas dos ônibus, pelo o Não vai ter Copa”, os rolezinhos nos shoppings, o encontro dos black block e dos  pink blocks com a políci, e outras mobilizações.

Embora defendam intransigentemente a democracia, os internautas não acreditam nas boa intenções dos políticos, federais ou locais, na isenção dos ministros , desembargadores e juízes, na segurança policial e vêm como ridículas e total desconfiança as campanhas de publicidade afirmativas dos governos, constata o autor de RUPTURAS. 
Assim, nas próximas eleições, os políticos vão se ver diante de um grande dilema: atrair essa faixa representada por, pelo menos, 30 milhões de  internautas interligados eletronicamente abrindo discussões em praças públicas sobre problemas de transportes, da saúde , da escola, do emprego e da violência.

Descompromisso com Brasília 

Sem que se perceba claramente, as redes de jovens conectados   expandem-se também  no DF – 300 mil internautas. Uma das suas características é a falta de compromisso com a cidade, com a sua história, com as ideologias com as lideranças.  Essas gerações (X,Y, W),  também chamadas pelo autor de galácticos (Cap. II)por transitarem em espaços fora da órbita das discussões locais, não cultivarem uma identidade formal e de raiz com a Capital Federal – são desprovincializados – e verem a cidade já quase  como um objeto de estudos arqueológicos .  

RUPTURAS  discute ainda a formação da juventude brasiliense (Cap III), destacando a influência, nesses 50 anos , de duas lideranças marcantes: Honestino Guimarães, lider político estudantil , ex-presidente da Federação Nacional dos Estudantes da UnB (FEUB) e da União Nacional dos Estudantes (UNE), preso e desaparecido na ditatura; e Renato Russo, líder punk, conhecido nacionalmente,  que impulsionou a formação de grupos de rock em Brasília. Ambos gritavam indignados: “Que país é esse!”, e milhares de jovens assumiam as ruas e praças.  

Contatos com o autor ayleq@yahoo.com .br , editoraotimismo@gmail.com tels: (61) 34682509   (61) 33860459

sábado, 13 de abril de 2013

Eleições da Venezuela terão transmissão da TV Cidade Livre de Brasília


A TV Cidade Livre de Brasília, canal 8 da NET (só no DF), estará retransmitindo a cobertura da Telesur das eleições da Venezuela, neste domingo, 16 de abril 2013, o máximo de tempo possível, cumprindo com sua defesa de uma integração informativo-cultural.
Estamos convictos que a eleição Venezuelana é uma comprovação de intensa participação popular, uma democracia que conta com o voto popular consciente e a organização popular em forma de partidos, organizações popualres, Comunas Populares, sindicatos, onde o voto náo é obrigatório e o país já náo tem mais analfabetos, conforme reconhece a UNESCO.
A continuidade do processo da Revolução Bolivariana, por meio da eleição de Nicolás Maduro, será uma expressão do aprofundamento das transformações sociais ali, cumprindo o legado de Hugo Chávez, com desdobramentos positivos para toda a América Latina, seja através do fortalecimento da Unasul, da Celac, do Mercosul, como também da consolidação do Banco do Sul, da Petrosul, da Telesur e todos os demais mecanismos de integração e cooperação solidários, aos quais nos associamos.
A Revoluçao Bolivariana, suas conquistas sociais, seu processo de industrialização, seus acordos de cooperação com o Brasil e demais países, sua reivindicação do socialismo do século XXI, indicam o amadurecimento de um processo de mudanças populares em toda América Latina, e apontam para caminhos de superação e ruptura com a ideologia neoliberal. Tudo isto faz como seja muito importante que militantes, pensadores, membros do governo, gestores, jornalistas e público em geral, acompanhem este processo democrático de transformações. Além disso, é muito importante apoiar tomada de medidas para que a Telesur possa ter mais visibilidade no Brasil, como já possui em diversos países latino-americanos e até nos EUA.
Assim, convocamos a todos que acompanhem a transmissão da TV Cidade Livre sobre a Eleição na Venezuela porque ali, neste momento, está sendo jogada uma grande batalha para a continuidade e aprofundamento das transformações sociais populares em toda a América Latina

terça-feira, 27 de novembro de 2012

[Veja o vídeo] Videocast analisa o papel das mídias sociais em tempos de eleições

Enviado por Luiz Flávio Mendes

O Brasil é o quinto país mais conectado do mundo, com cerca de 83 milhões e 500 mil usuários na rede mundial de computadores. As lan house representam 31% das conexões, sendo que a internet de casa já ocupa 27% dos acessos, os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBOPE). Segundo o órgão, em 2001, 79% dos brasileiros freqüentam os sites de redes sociais, somente no Facebook a adesão ultrapassa 50 milhões de pessoas no país. 
Nesse ambiente cibernético, os candidatos há uma vaga nos cargos políticos vem deslumbrando um novo cenário para a corrida eleitoral, entender as dinâmicas próprias desta tecnologia, assim como os erros e acertos cometidos por quem pretende um cargo nas esferas do poder nacional são discussões que permeiam esse Videocast.

O foco principal do debate está na influência das mídias sociais nas eleições. Ao interpretar o eleitorado brasiliense por faixas etárias, percebe-se que as gerações recentes que tem as redes sócias como parceiras diárias de comunicação percebem uma influência maior; todavia, na medida em que a idade avança a influência diminuem. Neste cenário atual percebe-se então que o poder dos sites de relacionamentos irá aumentar gradativamente nos próximos pleitos eleitoras. 
Do outro lado estão os candidatos, que também passam adaptações, ou seja, muitos deles não possuem uma existência virtual considerável, o que gera estranheza do eleitor cibernético em tempos de campanha. A busca do voto perpassa por dois momentos singulares no país: o “corpo a corpo” ainda é a grande estratégia das urnas, mesmo com o aparecimento das redes sociais, está última pode definir uma eleição através de um comentário negativo ao candidato. O grande desafio do ponto de vista jurídico é a construção de uma legislatura eficiente que possa conter os excessos, assim como os ataques intencionais na rede, implantados por assessores de políticos rivais.

Videocast
O trabalho de produção dos alunos de Jornalismo do UniCeub percebeu as mídias sociais como uma tendência do futuro, ou seja, a cada nova disputa eleitoral os sites de relacionamentos ganham mais espaços no processo de tomada de decisão sobre quem votar. Todavia, tudo depende do amadurecimento das ferramentas dentro do contexto democrático. Sendo assim, a última parte do Videocast conta com a participação dos alunos do ensino médio, tanto da rede pública e particular. 
De acordo com os novos eleitores, os comentários que surgirem na rede, como também a própria propaganda eleitoral em si, poderão impulsioná-los a fazerem uma pesquisa mais elaborada sobre o candidato, mas dificilmente conseguem definir o voto de imediato. Em suma, vivemos um agregamento da estrutura de comunicação disponível na pós-modernidade, os veículos tradicionais como o rádio, o jornal e a TV estão dialogando com as mídias sociais, como também, com a versão on-line de notícias. 
O cenário ampliou e está mais complexo e multifacetado, o que requer um aprofundamento detalhado não somente da mídia social em si, mas do papel dela dentro do contexto geral da informação.
De acordo com os colaboradores do Videocast, o jornalista Chico Sant'Anna e o cientista político Leonardo Barreto, as mídias sociais representam uma grande fronteira de mudança de comportamento, que cada vez mais influencia a política, devido a introdução de novos hábitos de informação, dando vozes a novos atores ao estabelecerem uma alto grau de interatividade. Todavia, eles ressaltaram que as mudanças sociais ocorrem via sociedade organizada, ou seja, o impulso pode ser cibernético, porém precisa ser canalizado no coletivo, no espaço de discussão pública, e não somente dentro do mundo virtual, para que as demandas sociais de fato venham ser supridas pelo poder instituído.

Veja aqui o videocast

Ficha Técnica:

Colaboradores:
Jornalista Chico Sant'Anna
Cientista político Leonardo Barreto

Reportagens: Ana Luiza Mendes, Guilherme Lopes, Cássio Lima, Sheylla Cristina, Ana Beatriz Machado e Inez Mustafa

Direção estúdio: Luiz Flávio Mendes
Produção: Daniela Giustina e Yuri Leão
Apresentação: Lucas Veloso
Direção geral: Cássio Lima

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Horário eleitoral influência legião de usuários do Twitter

Enviado por Aline Corrêa

Acirramento da disputa entre candidatos no 2º turno das eleições gera forte mobilização durante as transmissões do horário eleitoral na TV;


O horário eleitoral do 2º turno veiculado nas emissoras de TV influencia votos, gera argumentos para quem deseja convencer indecisos e é amplamente debatido durante sua exibição pelos “frequentadores” de redes sociais. Durante 9 dias a E.life monitorou usuários do microblog simultaneamente à exibição do programa político, entre 20h30 e 21h. Especializada em inteligência de mercado e gestão de relacionamento nas redes sociais, a E.life mensurou o engajamento dos usuários com o conteúdo veiculado no horário eleitoral, apontando ainda o impacto dos discursos e propostas apresentados pelos candidatos Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) na opinião dos “eleitores-twitters”.
“Engana-se quem afirma que o horário eleitoral, por ser chato para muitos, é pouco influente na decisão do pleito”, afirma Andrea Hiranaka, gerente de Pesquisa de Mercado e responsável pela condução do estudo. “Nossa conclusão está embasada em milhares de posts, e seus respectivos conteúdos, veiculados exclusivamente enquanto o debate discorre na TV”, explica. 

‘Eleitores-twitters’ atuam na rede como detratores ou promotores de Fernando Haddad e José Serra em debates simultâneos à veiculação do programa político;
 
“A era das famílias reunidas em frente à TV para discutir a programação está dando lugar para um fenômeno ainda mais forte, que rompeu as barreiras domiciliares e hoje pode ser percebido pela influência que a televisão, em especial a publicidade, exerce em conteúdos de redes sociais”, defende Alessandra Lima, CEO e fundador da E.life. De acordo com o executivo, “40% dos assuntos que ganham popularidade com rapidez no microblog (trending topics) são influenciados, direta ou indiretamente, pela programação da TV”. 
O levantamento mostra que assim como no 1º turno e parte do 2º, José Serra se manteve como o candidato mais “falado” (share of buzz) no Twitter. Mas a análise do share of buzz não informa se os comentários a respeito de Serra, somados, foram favoráveis ou não em sua disputa ao cargo de prefeito da cidade de São Paulo.
A análise dos retweets (RTs), ou seja, posts mais replicados nesta rede, mostra que o candidato do PSDB tem clara vantagem empotencial de impactados, impulsionado principalmente pelo perfil do Pastor Silas Malafaia. Nos dias da análise, dos 10 tweets com mais RTs que citam Haddad e Serra, seis deles claramente apoiam o tucano, chegando a impactar 6,2 milhões de pessoas contra 4,2 milhões do candidato do PT.
Fernando Haddad, atualmente o candidato com maior percentual de intenção de votos nas pesquisas, é aquele que recebeu mais apoio dos internautas no Twitter por meio de hashtags. Durante os dias de horário político analisados no 2º turno pela E.life, dos 42.904 tweets que citam Fernando Haddad e José Serra, 1.642 possuem hashtags claramente favoráveis ao petista, somando, neste modelo, 4,1 milhões de pessoas impactadas contra 2,1 milhões do tucano.

1º turno
A E.life também monitorou no Twitter outros candidatos à prefeitura de São Paulo no 1º turno, no período de 9 de agosto a 13 de outubro. Apesar de Celso Russomano ter estado à frente nas pesquisas de intenção de votos, Fernando Haddad e José Serra (que chegaram ao 2º turno) apresentaram maior número de menções no microblog. “Pode ser apenas uma coincidência, exigiria uma análise muito mais complexa, mas de qualquer forma o buzz quantitativo mostrou legitimidade da análise”, afirma a gerente à frente do estudo.
O candidato Fernando Haddad defendeu durante o horário eleitoral, entre outros assuntos, reformas na educação municipal e suas propostas geraram tanto buzz positivo quanto negativo. Picos de buzz sobre José Serra trazem comentários negativos do candidato e demonstraram seu alto índice de rejeição. Russomano foi criticado por seus discursos e Soninha foi lembrada mais pela chuva artificial que aparecia em seus comerciais que pelas suas propostas.
Na semana de votação do primeiro turno, os picos de engajamento se intensificaram. Notícias positivas sobre o Haddad ganharam retweets de seus apoiadores enquanto o programa de Serra foi alvo de brincadeira ao mostrar sua trajetória. A partir da segunda semana de setembro, o percentual de intenção de votos de Celso Russomano diminuiu, enquanto o buzz a seu respeito aumentou. “Esse comportamento revela claramente a mobilização ocorrida contra o candidato”, reforça Andrea Hiranaka.

Clique aqui para ver a íntegra da pesquisa



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Jornalista é vítima de agressão no interior do RN



Jornalista Roberto Guedes
Por Marco Carvalho do Novo Jornal

O jornalista Roberto Guedes foi vítima de um atentado durante a noite deste sábado (15) no município de Caiçara do Rio dos Ventos, a cerca de 100 quilômetros de Natal. Atingido por uma pedra, Roberto teve o braço fraturado em dois pontos e passou por procedimentos cirúrgicos. Internado no Hospital da Unimed, ele tem situação estável e passa bem. 
A reportagem do NOVO JORNAL o entrevistou no apartamento onde está recebendo atendimento médico na manhã deste domingo. Com o braço enfaixado, Roberto atribuiu o ataque sofrido a um grupo político que está em campanha eleitoral em Caiçara. “A minha independência em informar tudo o que sabia não é bem vista. Isso incomoda muita gente em Caiçara”, disse Roberto Guedes. Além do ferimento do braço, Roberto teve o veículo alvo de violência por parte de pessoas que Roberto diz já ter identificado.
A ocorrência teve início quando o jornalista, que possui residência em Caiçara, se deslocava para a Igreja. “Em virtude dos constantes ataques que pessoas da cidade vinham recebendo, propus uma missa para a pacificação da cidade. Para que aquilo que estava ocorrendo não acontecesse mais”, contou. Antes de ir à Igreja, Roberto passou pelo posto de gasolina do município, onde teve início as discussões e brigas. Ele diz ter sido cercado por homens que o impediam de deixar o local e passaram a chutar seu carro.
“Eles jogaram um líquido amarelo no para-brisas e eu não conseguia ver nada. Foi quando buzinei e arranquei para escapar daquela confusão. Senti um impacto e eles estão dizendo que atropelei uma pessoa”, relatou. O jornalista reforçou que agiu por instinto de legítima defesa: “Se não tivesse saído de lá da forma que fiz, estaria morto”.
Após fugir do posto de gasolina, Roberto foi mais uma vez cercado na saída da cidade, oportunidade na qual foi atingido por uma pedra. “A pedra quebrou o vidro do lado do motorista e imprensou meu braço contra o volante. Fiquei com muita dor”, disse. Mesmo com o ferimento, o jornalista decidiu sair da cidade e procurar proteção policial.
Ele dirigiu cerca de 70 quilômetros com o braço quebrado até parar no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Macaíba, onde pediu ajuda. O caso foi registrado na Delegacia de Plantão da zona Sul de Natal pelo delegado Custódio Arrais Neto e deverá ser investigado pela delegacia de Caiçara.
Lá, a outra parte registrou boletim de ocorrência em virtude do atropelamento e Roberto Guedes registrou o boletim pelo atentado e a violência sofrida. “Agi em legítima defesa. Em vários momentos, entre Caiçara e Macaíba, pensei que fosse morrer”, relatou emocionado no leito do hospital.
A atuação jornalística o levou a receber ameaças na cidade. Em virtude disso, chegou a pedir proteção policial na semana passada ao Ministério Público da Comarca de Lajes.
Na manhã deste domingo, Roberto passou por uma cirurgia exploratória que visava identificar melhor a lesão sofrida no braço esquerdo. A equipe médica já informou que até terça-feira, ele deverá passar por novo procedimento cirúrgico que irá implantar placas e pinos para auxiliar na recuperação da região ferida.




Nota de Repúdio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte repudia toda e qualquer forma de violência principalmente gerada como
forma de intimidar jornalistas no exercício da profissão. É inadmissível que nos dias atuais pessoas não aceitem opiniões diferentes e achem que com violência poderão cercear a liberdade de expressão.
O Sindjorn se solidariza com o jornalista Roberto Guedes que sofreu um atentado nesse sábado, 15 de setembro. Segundo seu relato, em represália a críticas políticas que teria feito no município de Caiçara do Rio dos Ventos. É preciso que o fato seja apurado e que todas as medidas cabíveis sejam tomadas, seja por parte da polícia como também da Justiça. Não podemos admitir que coisas desse tipo tornem nosso estado um dos mais perigosos para o exercício da profissão de jornalista. Profissão essencial para o exercício pleno da democracia e cidadania.
Por fim, nos colocamos à disposição para acompanhar e cobrar das autoridades competentes uma solução para o caso, bem como prestamos total apoio ao jornalista agredido.
A Diretoria