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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Caldas Novas - GO: Rádio e TV são empasteladas a mando de políticos locais do PSDB

Por Adriana Martins, de Caldas Novas - GO

A emissora TV Gazeta - GO e a Rádio Gospel FM foram arrombadas e saqueadas em Caldas Novas, estado de Goiás, no dia 2 de janeiro, supostamente a mando de lideranças políticas locais filiadas ao PSDB, mesmo partido do governador Maguito Vilela.
Segundo funcionários, ainda perplexos com o ocorrido, a invasão armada ao prédio das emissora teria sido, supostamente, a mando do prefeito da cidade e do grupo do recém eleito deputado estadual Marquinho do Privé -PSDB/GO.
As evidências partem de um vídeo - com mais de 22 mil acessos na internet - onde um dos líderes da invasão (funcionário do grupo hoteleiro da família do deputado), que levou todo o equipamento da TV e também o que era de uso pessoal de um funcionário, diz abertamente que o motivo foi por o dono das emissoras falar contra o prefeito Evandro Magal. 
Entretanto, como salienta o próprio proprietário das duas emissoras, Adão Gonçalves, até há pouco tempo, o relacionamento dos dois grupos era bom.


Veja também:



Família do ex-vice-prefeito de Caldas Novas
e hoje deputado estadual, Marquinhos Privê, PSDB, 
é apontada como sendo a mandante
do empastelamento das duas emissoras.
No início do ano, o então vice-prefeito de Caldas Novas, me procurou para fazer uma negociação na divulgação da sua campanha, já que o mesmo seria candidato a deputado estadual.Na ocasião negociamos que o agora deputado Marquinhos do Privé, compraria alguns equipamentos que seriam usados na TV Gazeta e em troca, minhas empresas fariam anúncios e matérias pagas, o que foi feito. No final da campanha, o deputado Marquinhos do Privé ficou me devendo alguns valores, além dos equipamentos que ele já tinha me entregado - afirma Adão Gonçalves, proprietário das emissoras.

A TV e a rádio permanecem fora do ar. Outra grande emissora de TV esteve no local e fez a matéria, porém antes de veiculá-la, o deputado Marquinho do Privé esteve na emissora, em Goiânia, tirou foto com o repórter e a matéria simplesmente sumiu. 
Será que em Caldas Novas a lei que garante liberdade de imprensa não existe? Os poderosos estão desafiando a justiça brasileira certos de que o dinheiro compra tudo e todos?

As imagens da violência que reina em Caldas Novas, no estado de Goiás, e a total falta de ação das autoridades policiais são chocantes. Demonstram a existência de coronéis que estão acima da lei e da ordem.

Veja o vídeo produzido a partir de imagens de celulares e cinegrafistas amadores.




Adão Gonçalves, proprietários das emissoras,
diz que elas foram alvo de ação a mando
das lideranças políticas locais.
Segue, abaixo, o relato do proprietário das emissoras Adão Gonçalves.

"Na última sexta-feira, 02/01, fui surpreendido com a informação que pessoas ligadas ao Prefeito de Caldas Novas e ao Deputado Estadual Marquinhos do Privé, estavam na porta da minha emissora para retirar a emissora do ar.
Comuniquei aos meus advogados, os quais foram de imediato para a porta da emissora, a mesma se encontrava fechada, pois estava exibindo programação gravada, por causa do feriado. Ao constatar que realmente os representantes do prefeito de Caldas Novas e ao deputado estadual, Marquinhos do Privé, estavam dispostos a arrombar a porta da emissora, os advogados chamaram a policia, a qual compareceu e aconselhou os mesmos a não invadir a emissora. Neste momento a PM recebeu ordem para deixar a porta da emissora.
Em seguida, o gerente do Hotel Privé, Ézio Afonso, e a advogada do Grupo Privé, Drª. Norma Luiza Reategui, voltaram para a porta da emissora e chamaram o restante dos funcionário e um caminhão de mudança, chegou também o segurança do deputado Estadual Marquinhos do Privé, Omar Bernardo, conhecido como "Capacete", com arma na cintura, o qual quebrou a porta da emissora para os funcionários do Grupo Privé entrarem.
A ação durou cerca de 30 minutos, logo que a polícia saiu e começaram a arrobar a emissora, ligamos para todos os números de celulares das viaturas. Liguei para o celular do comandante de polícia, Tenente Coronel Wesley, para o Major Welington, para a CPU, para o 190 através de várias operadoras e ninguém nos atendeu.
Ligamos também para o Corpo de Bombeiros, que através dos seus oficiais fizeram contados com a PM, mas ninguém quis fazer o atendimento da ocorrência.
A Policia Civil atendeu o telefone, mas disse que não poderia atender pois é serviço da PM.
Depois de uma hora do ocorrido, a PM compareceu no local para fazer a ocorrência.
Nas gravações feitas por celulares de funcionários, clientes e por quem passava pelo local, pode ser constatado agressões a funcionários da TV Gazeta, os quais foram obrigados a desligarem equipamentos coagidos sob ameaça de arma de fogo.
Nas gravações também fica claro que o motivo da ação é pelo fato das emissoras e jornal estarem fazendo matérias “negativas” contra a administração do Prefeito Evandro Magal.
Levaram vários equipamentos da sede da empresa, tirando a TV Gazeta canal 23 do ar, retirando também a Rádio Gospel do ar, e deixando o jornal diário Gazeta impossibilitando de editar suas edições, que circula em Caldas Novas e sul do Estado de Goiás. Além de equipamentos foi levado o valor de R$ 34.683,00, do caixa da emissora, o qual seria utilizado para o pagamento de funcionários no próximo dia 5.
Apesar do gerente do deputado Marquinhos do Privé ter dito nas gravações que a ação criminosa estava sendo feita porque os veículos de comunicação estavam falando “mau” do prefeito de Caldas Novas Magal e do governador, o empresário Adão Gonçalves não acredita na participação do governador nessa ação criminosa pois seus veículos nunca falou mal do seu governo e ao contrário disso sempre divulgou o bom trabalho realizado pelo governador Marconi em todo o estado de Goiás".

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A mando da candidatura do PSDB, Jornalista tem casa invadida pela polícia do Rio de Janeiro

Publicado originalmente no portal O Jornalista

A jornalista Rebeca Mafra teve a casa invadida na tarde desta quarta-feira (11) no Rio de Janeiro. Rebeca estava no trabalho, na Barra da Tijuca, zona oeste, quando recebeu uma ligação do porteiro do prédio onde mora, na Lapa, região central, dizendo que um delegado queria entrar em seu apartamento.


No telefone, ele ameaçou arrombar a porta se Rebeca não estivesse lá em 15 minutos. Segundo a jornalista contou à Revista Fórum, por sorte uma vizinha tinha a chave e conseguiu abrir a porta.
A ação policial foi resultado de um pedido do senador Aécio Neves (PSDB) ao Ministério Público para investigar internautas que teriam postado comentários contra o candidato tucano em sites de notícia.
Quando Rebeca chegou em casa, tinham revirado todas as suas coisas e levado todos equipamentos eletrônicos, inclusive máquina fotográfica e cartão de memória. Rebeca afirmou à Revista Fórum que não tem ideia por que foi alvo do mandado de busca e apreensão. Ela diz que nunca falou nada de Aécio Neves nas redes sociais, que não não tem filiação partidária e nem é militante. Atualmente, ela trabalha com cinema.
Em nota, a equipe do senador disse se tratar de "investigação dos crimes praticados contra Aécio Neves por quadrilhas virtuais" e que "o PSDB, em nenhum momento, requereu a realização de busca e apreensão de quaisquer equipamentos ou documentos, sejam em residências ou em sedes de empresas. Os pedidos solicitados limitaram-se aos que são padrão nesse tipo de investigação, qual seja: oitiva de testemunhas, depoimento dos suspeitos já identificados como participantes da quadrilha, e providências para apuração se essas pessoas são remuneradas por terceiros pela execução dessas ações".
Fórum teve acesso, com exclusividade, à decisão expedida pelo juiz Alberto Fraga da 39ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, que acolheu requerimento do Ministério Público. A decisão diz que "o procedimento investigatório foi iniciado a partir de notitia criminis encaminhada pelo Exmo. Senador Aécio Neves, na qual noticia a prática reiterada de crimes contra sua honra através da colocação de comentários de leitores em sites de notícia, muitos dos quais não guardam qualquer pertinência com as notícias comentadas".
O processo do MP diz ainda que haveria  "indícios de que tais de comentários são lançados de forma orquestrada" e que a intenção seria "alterar os resultados dos mecanismos de busca na internet, como o Google, por exemplo, fazendo com que tais páginas - ainda que substancialmente irrelevantes - alcancem destaque nos resultados das pesquisas".
A medida tem sido considerada censura e um ataque à liberdade de expressão. Também foram expedidos mandados de busca e apreensão para outras quatro pessoas.
Fonte: Revista Forum