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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Moçambicano vence prémio internacional de fotografia

De Portugal Digital

O fotógrafo moçambicano Mauro Pinto, é o vencedor da 8.ª edição do Prémio BES (Banco Espírito Santo) Photo, no valor de 40 mil euros. Iniciativa do Banco Espírito Santo, o prémio é organizado em parceria com o Museu Coleção Berardo e a Pinacoteca do Estado de São Paulo.

O júri justificou a escolha pela "forma como a série revela a entrega do artista à realidade das pessoas que habitam os espaços retratados, ao mesmo tempo que transmite uma perspetiva histórica e sociológica da realidade contemporânea moçambicana, através deste bairro da capital".

Mauro Pinto, nascido em 1974 em Maputo, onde vive e trabalha, mostra trabalhos em Lisboa pela terceira vez. Já realizou exposições em França e no Brasil. Ele apresentou uma série de 12 fotografias captadas no bairro da Mafalala, em Maputo, onde nasceram figuras importantes do país, como o futebolista Eusébio e o poeta Craveirinha.

Intitulada 'Dá Licença', a série revela o interior de casas, sem qualquer presença humana, mas cujo recheio - desde móveis, sofás esfacelados, brinquedos, electrodomésticos antigos e outros obcjetos pessoais revelam a intimidade dos residentes.

Os outros finalistas desta edição do prémio eram Duarte Amaral Netto (Portugal), Rosangela Rennó e o Coletivo Cia de Foto (ambos do Brasil).

No ano passado, o galardão foi alargado a artistas de nacionalidade brasileira e dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Helena Almeida conquistou a 1.ª edição, em 2004, seguindo-se José Luís Neto, Daniel Blaufuks, Miguel Soares, Edgar Martins, Filipa César e Manuela Marques, vencedora no ano passado.

O júri internacional que escolheu o vencedor foi composto pela curadora e investigadora Dominique Fontaine (Montreal), o curador e diretor do Wiels Arts Center for Contemporary Art, Dirk Snauwaert, de Bruxelas, e o curador e professor Ulrich Loock, de Berlim, ex-diretor dos museus Kunsthalle Bern e de Serralves.

A exposição das obras inéditas dos finalistas foi inaugurada a 14 de março, no Museu Colecção Berardo, e irá depois ser apresentada na Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre junho e agosto deste ano.

domingo, 28 de agosto de 2011

Radionovela vai ajudar combater a AIDS em Moçambique

Do África Digital

A Organização Mundial para Migrações, OIM, anunciou o lançamento de uma radionovela com apoio da agência, que aborda a prevenção do HIV em Moçambique.

A série em língua emakwa intitulada “Mukwaha n’Ekumi”, ou Viaje Seguro – em tradução livre –, será difundida no corredor de Nacala, a norte. Trata-se de um dos mais movimentados do país, ligando a região moçambicana à capital malauiana, Blantyre, informa a rádio ONU.

A OIM aponta que a iniciativa, que tem o objectivo de aumentar o acesso aos serviços de saúde – especialmente do HIV, aborda o estigma, discriminação, parceiros múltiplos e o uso do preservativo. O país apresenta uma taxa de prevalência de 11,5% entre pessoas de idades entre os 15 e 49 anos.

Falando à Rádio ONU, de Maputo, o director de línguas nacionais da Rádio Moçambique, António Ndapassoa, que teve contacto com o projecto, comentou os benefícios esperados com a produção da iniciativa.

“Quando em contacto com o projecto pareceu-me uma abordagem bastante feliz. Pareceu-me uma maneira muito inteligente de por a própria comunidade a reflectir à volta dos seus problemas e buscar soluções e caminhos que possam beneficiar a própria comunidade nesta questão de como enfrentar o HIV buscando soluções locais”, disse.

Os programas devem ser transmitidos por rádios comunitárias ao longo do corredor e em locais que incluem barracas ou feiras comerciais, onde o rádio é o principal meio de comunicação.

De acordo com a OIM, o aumento de infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias, incluindo a criação de corredores da Beira e Nacala expandem o sector dos transportes e aumentam as ligações com os países vizinhos.

O processo resulta num maior número de postos fronteiriços e atrasos de passageiros e motoristas à espera de autorização de passagem, diz a agência.

A situação pode levar ao aumento de sexo como comércio nos postos de controlo bem como o número de parceiros, um dos principais factores de alastramento do HIV em Moçambique.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Moçambique decide adotar padrão europeu de TV digital

Por Eduardo Castro- Correspondente da EBC na África

Maputo – Moçambique vai seguir a recomendação da Comunidade de Países da África Austral (Sadc) e adotar o padrão europeu de televisão digital (Digital Vídeo Broadcasting - DVB-T2).

“A medida foi tomada em reunião do Conselho de Ministros – ou seja, é uma decisão de governo”, disse o diretor-geral do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), Américo Muchanga. Ele espera que a instalação da infraestrutura comece ainda este ano.

Em novembro, a Sadc aprovou recomendação para que seus 14 integrantes (África do Sul, Angola, Botsuana, Congo, Lesoto, Madagascar, Malawi, Ilhas Maurício, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue) adotassem o sistema europeu. Mas, como a medida não é obrigatória, o Brasil e o Japão mantêm a esperança de conquistar alguns usuários para o seu sistema ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial). Propuseram, inclusive, a realização de testes em países como Angola, Botsuana e Moçambique.

Mesmo se tratando de decisão de governo, Muchanga não desencoraja os testes com o padrão nipo-brasileiro, porque uma comissão do Ministério de Transportes e Comunicações ainda vai determinar como será a migração para o sistema digital. “As decisões de governo são dinâmicas e ainda não há nada instalado”, diz Muchanga. “A comissão de migração ainda vai se debruçar sobre todo o processo."

O grupo vai desenhar a estratégia da migração do atual sistema analógico para o digital, que deverá estar completa em 2015. Deve ser criado pelo menos um órgão estatal para gerir o processo. Também será determinado se o país vai adotar o operador único de rede.“É melhor termos um único operador, para sinais públicos e privados, por questões econômicas”, diz o diretor-geral. “Mas isso ainda será objeto de análise”.

A Tanzânia e a África do Sul estão mais adiantados na digitalização da transmissão de rádio e televisão na África Austral. No continente como um todo, as Ilhas Maurício já completaram 90% do processo.

O diretor-geral do INCM não quis adiantar qual será o investimento necessário em Moçambique. Ele disse que a decisão pelo sistema europeu “não está baseada em nenhuma promessa.” Alguns países que já haviam optado pela padrão europeu, como a Colômbia, reabriram as negociações depois que a União Europeia não cumpriu promessas de financiamento.

Moçambique tem quatro emissoras de TV abertas, que atingem praticamente todo o território nacional - a TVM (pública), STV, Miramar (ligada à brasileira Record) e a TIM – além de canais locais e da emissora pública portuguesa, a RTP.

Segundo o censo de 2007, somente 467.536 lares do país tinham aparelho de TV. O diretor-geral do INCM estima que Moçambique esteja hoje com um número bem maior de televisores, por causa do crescimento econômico e da melhora na distribuição de energia nos últimos anos.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

TV Brasil tem novo correspondente na África

A TV Brasil tem um novo correspondente na África. O repórter Eduardo Castro estréia hoje no telejornal Repórter Brasil-Noite, direto de Moçambique. A TV Brasil foi a primeira televisão a ter um correspondente no continente africano.
Até o mês passado, a base da TV era em Angola, mas agora o correspondente ficará sediado em Moçambique. E a primeira reportagem de Eduardo Castro vai mostrar a influência do Brasil em Moçambique. O Repórter Brasil vai ao ar de segunda a sábado às 21 horas.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

TV Digital: Governo acena com apoio do BNDES para países que escolham padrão nipo-brasileiro

Por Mariana Mazza, do Telva Viva news, em 21/07/2009

O governo encontrou uma nova estratégia para estimular que outros países adotem o mesmo padrão de TV digital escolhido e atualizado pelo Brasil. A tática consiste em acenar com suporte financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a aquisição de transmissores e demais equipamentos necessários à digitalização para os países que escolherem o padrão nipo-brasileiro de TV digital. Dois países podem ser os primeiros candidatos a usar a linha de financiamento do banco estatal, segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa. São eles Moçambique e Chile.
Uma comitiva brasileira deve ir em breve ao país africano para tratar de diversos assuntos de interesse nacional. E a radiodifusão deverá estar na pauta. Um grupo de trabalho está sendo criado no Minicom e terá como chefe o secretário de Telecomunicações, Roberto Pinto Martins. A missão do grupo será apresentar um projeto para a digitalização das TVs de Moçambique, com sinais de apoio brasileiro em caso de escolha do padrão.
Já com relação ao Chile, o ministro Hélio Costa disse que as negociações continuam. E que os chilenos têm demonstrado interesse na oferta brasileira, desde que exista um apoio financeiro ao projeto de transição. A linha do BNDES que pode suportar essas encomendas é o Prodtv, com recursos de R$ 1 bilhão disponíveis até 2013.
A fonte de financiamento não tem tido grande procura pelos empresários brasileiros, muito por conta da falta de familiaridade com o sistema de captação de recursos no BNDES por parte do setor e pelas dificuldades de dar as garantias necessárias. Diversas empresas não conseguiram apresentar a documentação exigida pelo banco. Outro fator que pesou na baixa procura é o fato de que os grandes transmissores usados na digitalização não são fabricados no Brasil. E a linha suporta apenas a aquisição de equipamentos nacionais. O chefe do Departamento de Telecomunicações do BNDES, Alain Fischler, mostrou-se otimista em maio deste ano, quando declarou que esperava um aumento da procura por financiamento já que agora as empresas precisam de equipamentos que podem ser fornecidos por fabricantes nacionais.
O alvo do Minicom é angariar adeptos do sistema nipo-brasileiro de TV digital antes da Copa do Mundo de 2010. "Acho que estamos chegando em um momento de decisão", afirmou o ministro Hélio Costa. A viagem para Moçambique deve ser feita na segunda quinzena de agosto.

Justiça

O ministro Hélio Costa também comentou o parecer apresentado pela Procuradoria Geral de República (PGR) no processo movido pelo PSOL para invalidar o decreto que implantou a TV digital no Brasil. A PGR apoiou os argumentos apresentados pelos autores da ação e pôs em xeque a legalidade da implantação. Para Costa não há dúvidas sobre a validade do projeto e a questão será esclarecida. "O decreto foi cuidadosamente elaborado para evitar a sobreposição de canais, que se desse mais de um canal, e para não prejudicar o cidadão", afirmou o ministro, que deverá procurar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto, relator do caso, para apresentar o posicionamento do Minicom.