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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Internet: Países dos Brics terão sua própria rede.

Em tempos de Trump, nada mais seguro do que desenvolver sua própria rede de internet. 
Afinal, o cowboy pode mandar desligar o interruptor que fornece o serviço a todos os países do planeta. 

É sempre bom ter em mente que os Estados Unidos da América se negam a transferir a gestão mundial da Internet a um organismo das Nações Unidas.

Como seguro morreu de velho e a internet está hoje na base da economia globalizada, os países que formam o bloco dos BRICS - Brasil, Rússia, la Índia, China e África do Sul -, decidiram criar a sua própria rede. O projeto é puxado pela Rússia.
A notícia foi divulgada em espanhol pelo portal da Rede Voltaire.
Confira abaixo

Los países del grupo BRICS (Brasil, Rusia, la India, China y Sudáfrica) han decidido dotarse de su propio sistema de internet para escapar al control de Estados Unidos.
Lo que hoy conocemos como internet se halla hasta ahora bajo la administración de la ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), una asociación paraadministrativa del Departamento del Comercio de Estados Unidos.
La creación de una nueva “internet” con su propio órgano de administración y gestión es una proposición del Consejo de Seguridad Nacional de la Federación Rusa. Todavía no se sabe cómo se articularía eso con el sistema de DNS (Domaine Name System) alternativo que ya funciona en China.
De llegar a extenderse ese sistema, Estados Unidos perderá el control de las telecomunicaciones mundiales. Incluso es posible que las comunicaciones vía internet se dividan entonces en dos zonas, de manera que, para estar al alcance de todos los internautas, los sitios web tendrían que estar adscritos a ambos sistemas.

domingo, 16 de junho de 2013

A batalha das telas

Por Orlando Senna, publicado anteriormente em blog Refletor, em 14/06/2013

Há indícios de que está surgindo no horizonte a ideia de um mercado comum audiovisual BRICs, um bloco de produção/difusão formado por Brasil, Rússia, Índia e China, lastreado no potencial de consumo de suas populações, que somam mais de três bilhões de pessoas. O assunto estaria sendo aventado em Brasília e em Pequim e, se andar, será um alvoroço no mercado mundial de cinema, TV, videogame e internet. 
É o século XXI se mexendo. Além de cogitações, também há fatos. No inicio de maio, Estados Unidos e China tiveram um embate relacionado com mercado cinematográfico. A China cobrou um imposto altíssimo pela exibição em seu território de Homem de Ferro 3. Os Estados Unidos têm direito a 25% da bilheteria de seus filmes exibidos na China e argumentam que todos os impostos já estão embutidos nos 75% que ficam nos cofres chineses. A China pretende aumentar ainda mais o imposto e não quer conversa, o que quer é diminuir cada vez mais a presença de Hollywood em suas telas.
Duas semanas depois os ministros de Cultura de 14 países da União Europeia pediram aos líderes políticos da zona do euro que excluam o setor cultural das negociações de livre comércio com os Estados Unidos, com a intenção de proteger a Europa da enxurrada de filmes e programas de TV made in USA. Ou seja, que os produtos culturais não podem obedecer às leis do mercado porque contêm valores imateriais não mensuráveis em uma contabilidade. As regras devem ser outras. O movimento é liderado por Alemanha e França e o assunto voltará (já esteve por lá uma vez) à OMC-Organização Mundial do Comércio.

terça-feira, 26 de março de 2013

Rússia pretende implantar canais de TV no Brasil

Por Alex Solnik, Gazeta Russa, publicado anteriormente no Irã news

Em reunião no Consulado-geral da Rússia em São Paulo, representantes do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo apresentaram medidas para disseminar a cultura nacional em diversos países, incluindo o Brasil. Entre elas, está a abertura de centros de culturais e científicos, bem como um canal de televisão.
A visita do primeiro-ministro russo, Dmítri Medvedev, ao Brasil, em fevereiro passado, está produzindo resultados mais rápidos do que se podia esperar. Alguns deles foram revelados pelo cônsul-geral da Federação Russa em São Paulo, Mikhail Troiánski, durante uma reunião realizada na manhã de sábado passado (15).
O encontro contou com a presença do diretor do departamento de Assuntos de Compatriotas do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Anatóli Makarov, e seu vice, Serguêi Nikolaev, e dos líderes das comunidades russas de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Pernambuco.
“Uma das iniciativas que já está em andamento é a criação de um projeto conjunto entre a empresa brasileira Mineral Star e a russa M.A.S.T. na elaboração e extração de minérios raros na Bahia”, disse Troiánski. Makarov também divulgou algumas novidades da política externa russa que têm como objetivo expandir a influência russa em duas frentes, idioma e mídia.
“[O presidente russo Vladímir] Pútin enviou um comunicado ao parlamento no qual enfatiza a importância de divulgar a língua russa pelo mundo”, anunciou Makarov. Atualmente, existe apenas uma escola em São Paulo que oferece curso de russo e está localizada na Vila Zelina, onde se concentra grande parte da colônia russa da cidade.
Outra tarefa importante assumida pelo ministério é a criação de uma rede de telecomunicações capaz de transmitir canais de TV russos em vários países, inclusive no Brasil.
Segundo Makarov, Pútin ordenou a criação de um fundo especial que vai cuidar da expansão da imprensa russa no mundo a fim de “vencer a batalha da informação”.
Isso porque as notícias da Rússia geralmente chegam ao Brasil via Estados Unidos, e não diretamente de Moscou, como funcionava nos tempos da União Soviética.
Um canal russo faz falta não só aos compatriotas, mas também serve como um apoio cultural e comercial, acreditam os diplomatas.
“Além disso, está em tramitação no parlamento um projeto de um acordo bilateral para a abertura de centros de cultura e ciência russa no Brasil”, finalizou Makarov.

terça-feira, 31 de julho de 2012

BRICs já representam 45% de novos acessos à banda larga móvel

Da Pay-TV news

Em 2011, os países do BRICs (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) somaram 144 milhões de acessos à banda larga móvel, representando 45% do total de novos acessos no mundo durante o ano passado. Divulgado nesta segunda-feira, 30, o levantamento da UIT World Telecommunication/ICT Indicators Database destacou a representatividade dos países em desenvolvimento no panorama global das telecomunicações.
Segundo o estudo, até o final de 2011, havia mais de um bilhão de acessos à banda larga móvel no planeta. Isso significou que a conexão rápida (3G ou 4G) para dispositivos móveis obteve um crescimento anual de 40% no período, tornando-se o serviço de tecnologia de comunicação e informação (ICT, na sigla em inglês) mais dinâmico para a organização.
A UIT ressalta, no entanto, a grande disparidade entre os mercados quanto à cobertura 3G: enquanto países desenvolvidos já contam com 51% de penetração da tecnologia, nações em desenvolvimento ainda amargam 8%, embora estejam "correndo atrás", de acordo com pesquisa. No continente africano, por exemplo, foi registrada uma penetração de apenas 5%, enquanto todas as outras regiões observaram uma taxa acima dos 10%. Por outro lado, na Coreia do Sul e em Cingapura há mais acessos à banda larga móvel do que habitantes, enquanto no Japão e na Suécia a penetração passou dos 90% em 2011.
Rede móvel
A UIT registrou seis bilhões de acessos móveis em 2011, correspondendo a uma penetração global de 86%. Países em desenvolvimento contribuíram com 80% dos 660 milhões de novos acessos no ano passado, segundo a pesquisa. Somente na Índia, foram 142 milhões de novas assinaturas a serviços de telefonia celular, o dobro da África e mais do que  Liga Árabe (formada por 22 países como Líbano, Emirados Árabes, Qatar e Síria), CEI (Comunidades de Estados Independentes, formado por 11 repúblicas da antiga União Soviética) e Europa juntos.
No final de 2011, já existiam mais acessos móveis do que habitantes em 105 países, incluindo nações africanas como Botsuana, Gabão, Namíbia, Seicheles e África do Sul. Brasil, Costa Rica, Cazaquistão, República de Laos e República do Mali foram os países onde a penetração de acessos cresceu mais, ainda segundo a UIT.
Internet
O levantamento registrou 2,3 bilhões de pessoas com acesso no mundo, com crescimento de 70% em países desenvolvidos, com destaques para Islândia, Holanda, Noruega e Suécia, que têm mais de 90% da população online. Em países em desenvolvimento, o número de usuários da web dobrou entre 2007 e 2011, mas a penetração ainda está em 25% em média.
A disparidade também se mostra na capacidade de banda por regiões: na média, usuários europeus têm 25 vezes mais quantidade de banda de Internet do que os africanos. Ainda assim, nos últimos cinco anos, a capacidade total internacional cresceu sete vezes, chegando a 76 Tb/s, ou 34 Mb/s por usuário.
Já a banda larga fixa acumulou 590 milhões de acessos no mundo, com crescimento de 5% em países desenvolvidos e 18% nos mercados em desenvolvimento. Algumas regiões específicas mereceram destaque pela UIT: África e Liga Árabe tiveram penetração baixa, registrando 0,2% e 2% respectivamente. Já França, Dinamarca, Holanda, Noruega, Coreia do Sul e Suíça mostraram penetrações acima de 35%.
A China sozinha adicionou 30 milhões de acessos em 2011, atingindo uma penetração de 12%. Os países que mais cresceram no período estudado foram Bahrein, Costa Rica, Equador, Mauritânia e Uruguai – estes dois últimos, no entanto, foram os únicos a atingir penetração de mais de 10% com a banda larga fixa entre o grupo.