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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Ancine disponibiliza R$ 60 milhões para TVs públicas

Ancine abre inscrições dos editais de linha de produção voltada às TVs públicas


A Ancine abriu as inscrições para cinco chamadas públicas regionais da Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas, do Programa Brasil de Todas as Telas. São elas os Prodav 08, 09, 10, 11 e 12. O período de inscrição encerra-se em 31 de março de 2016.
Pelo segundo ano consecutivo, a linha disponibiliza R$ 60 milhões, em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), para investimentos em obras destinadas ao campo público de televisão, nos segmentos de TV universitária, comunitária e educativa e cultural.
Com o objetivo de regionalizar a produção de conteúdos audiovisuais independentes, os editais são divididos pelas cinco regiões do País disponibilizando R$ 12 milhões para cada. Este ano o edital da Região Sudeste será fracionado entre RJ/SP e MG/ES, destinando metade do valor para cada parte. Compostos majoritariamente por obras seriadas, os cinco editais fomentarão a produção de 56 obras – 26 destinadas ao público adulto, 10 ao público jovem e 20 ao público infantil – totalizando mais de 200 horas de programação.
Os perfis de programação foram definidos a partir das propostas levantadas durante o Seminário de Programação da Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas, que aconteceu na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, nos dias 7 e 8 de dezembro.

Os editais desta linha serão operados por meio de uma parceria entre a Ancine, a secretaria do Audiovisual do ministério da Cultura e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e contam com o apoio da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM) e Associação Brasileira de Emissoras Públicas Educativas e Culturais (ABEPEC).

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Criada a Frente Parlamentar Mista do Audiovisual

Por Fernando Lauterjung

Foi criada nesta sexta, 30, em São Paulo, a Frente Parlamentar Mista do Audiovisual, presidida pelo deputado Orlando Silva (PCdoB/SP) e tendo como secretária geral a deputada Bruna Furlan (PSDB/SP). "Quando conversei com o Paulo (Schmidt, presidente da Apro) e com a Sonia (Regina Piassa, diretora executiva da Apro) sobre a frente, pensei que seria importante ter uma agenda concreta.
Apresentamos uma com 17 pontos. Temos que fazer avaliações periódicas e rever a agenda quando necessário. A frente precisa ter objetivo", destacou Orlando Silva na cerimônia de lançamento, que aconteceu no Museu da Imagem e do Som – MIS.
"Para nós, produtores, parlamento é uma coisa muito distante. Mas percebemos que se a gente não militar, não avançamos em nossas conquistas. Economia criativa representa apenas 2,7% do PIB, com potencial para chegar a 10%", disse Paulo Schmidt, da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro), no evento. Participaram ainda das discussões e do lançamento da frente a Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (ABPITV), Associação Brasileira das Produtoras de Fonogramas Publicitários (Aprosom), Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (Siaesp) e Sindicato da Indústria Audiovisual (Sicav).
Felipe Trielle, da Aprosom, destacou a importância do recolhimento de direitos autorais para o setor de áudio. "Dependemos do cumprimento da lei do direito autoral. Estamos sofrendo muito, sobretudo no mundo online", disse, sobre um dos pontos a serem abordados pela frente.
Manoel Rangel, presidente da Ancine, também participou do lançamento. "Sem valentes que decidem abraçar essa causa no Congresso Nacional, não é possível fazer as conquistas necessárias para fazer do Brasil um grande centro produtor de conteúdo. A Ancine está à disposição de vocês, com um corpo técnico capaz. Contamos com vocês para as batalhas de afirmação do audiovisual brasileiro", disse.
Veja quais são os 17 pontos a serem trabalhados pela Frente Parlamentar Mista do Audiovisual:
  • Impulsionar a tramitação dos projetos de revisão da Lei de Direitos Autorais
  • Revisar a Lei 6.533/78 que regulamenta a profissão de artista e técnicos, incluindo profissões recentes não contempladas e eliminando outras que já não existem
  • Propor a inclusão de cotas de produção nacional para segmentos além da TV paga, bem como limitar o efeito de reprises para cumprimento das cotas
  • Desonerar a aquisição de equipamentos para o setor
  • Impulsionar a tramitação de projetos de lei que tratem da regionalização da produção para a TV
  • Atuar, junto ao Mnistério da Cultura, na criação do Laboratório de Desenvolvimento de Incubadoras de Projetos Culturais
  • Acompanhar quaisquer medidas legislativas e administrativas para regulamentar a exploração e veiculação de obras na Internet, VOD etc.
  • Garantir a destinação de recursos do Fundo do Setor Audiovisual (FSA)
  • Garantir os desembolsos do FSA já comprometidos nas chamadas públicas
  • Ampliar a quantidade de salas de exibição no país
  • Ações para equacionar a distribuição e exibição do audiovisual
  • Reforçar a importância do Conselho Superior de Cinema
  • Reforçar a importância da Cinemateca Brasileira
  • Ações para fortalecer a Secretaria do Audiovisual do MinC
  • Ampliar acordos de coprodução internacional
  • Ações para facilitar a emissão de vistos de trabalho para talentos estrangeiros
  • Ações para facilitar o uso de locações particulares e logradouros públicos em produções

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Cineasta Vladimir Carvalho completa 80 anos

Vladimir Carvalho: foto de Wilson Dias - EBC

Por TT Catalão


Eis um cabra marcado para vencer...
Vladimir Carvalho, 80 anos de generosa entrega ao que mais nos move: 
um cinema comprometido sem ser escravo de cartilhas dogmáticas; 
um cinema engajado, sem ser datado (preso a uma revolução que não tem fórmula, mas segue em processo aberto...
Guerrilheiro de linguagem e apaixonado pela Brasília real: a das ruas!
Conterrâneo velho de guerra sempre presente em todas as nossas lutas na cidade...e no entanto leve, solar, com aquele risão de alma aberta a nos dizer: avante e adelante que o dia raia pra que a gente não traia...e nem carregue tralhas de "celebridade" pronta, egolátrica -
Vladimir é a sua obra, aberta, olho sem restolho...
Pelas armas do santo guerreiro Miguel (seu anjo combatente) lá vai e lá vem Vladimir, resistente por ser persistente...em si (pela própria pessoa que soa) o cinema se faz o próprio e se anima...
Seu maior presente seria a concretização da Cinemateca de Brasília algo por que lutamos há anos.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ministério das Relações Exteriores lança o VIII Concurso Itamaraty do Cinema Brasileiro

O Ministério das Relações Exteriores (MRE), por intermédio do seu Departamento Cultural, torna público o lançamento do VIII Concurso Itamaraty do Cinema Brasileiro. O concurso tem como objetivo fomentar a produção de filmes nacionais independentes e sua divulgação no exterior. Nesta edição de 2013, será concedido um prêmio de 50 mil reais ao filme vencedor, segundo os critérios de impacto cultural, direção, argumento, roteiro, fotografia, interpretação e edição. Em caso de empate, o prêmio será dividido entre os vencedores.

Poderão participar do VIII Concurso Itamaraty do Cinema Brasileiro os longas-metragens selecionados para a Mostra Aurora, segmento da Mostra de Cinema de Tiradentes. A Mostra Aurora é composta por até sete longas de realizadores independentes que tenham assinado, no máximo, dois filmes. O objetivo desta mostra é projetar o trabalho de novos realizadores, bem como dar visibilidade à produção independente, discutindo as novidades do cinema brasileiro. O filme vencedor será escolhido pelo Júri da Crítica do festival.

Serão aceitos na Mostra apenas filmes brasileiros, com duração superior a 60 minutos, realizados a partir de 2012. Não há restrição de formato. Todas as obras devem apresentar o Certificado de Produto Brasileiro para a exibição em festivais, emitido pela ANCINE. Verifique o regulamento da Mostra de Cinema de Tiradentes e saiba mais sobre o processo de inscrição na mostra.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sete filmes brasileiros bateram a marca de 1 milhão de espectadores em 2011

Do Portugal Digital

O mercado cinematográfico brasileiro ficou muito aquecido no ano passado, de acordo com os dados do Informe Anual de Acompanhamento de Mercado de 2011, divulgado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). O número de ingressos vendidos nas bilheterias dos cinemas foi recorde na última década, totalizando 143,9 milhões de bilhetes, com geração de renda bruta de R$ 1,44 bilhão. Sete filmes nacionais bateram a marca de 1 milhão de ingressos vendidos.

“Isso faz do mercado brasileiro um dos mais importantes do mundo em salas de cinema, o que aumenta a importância do país para a circulação e a exploração de filmes”, disse à Agência Brasil o presidente da Ancine, Manoel Rangel.

No ano passado, 99 filmes brasileiros foram exibidos nas salas de cinema do país. “Esse número é três vezes maior do que a quantidade de filmes brasileiros veiculados nas salas de cinema em 2003”, informou Rangel. Esclareceu que o número chegou bem próximo da meta estabelecida pelo governo federal em 2003, que era atingir um patamar de produção e lançamento de 100 filmes brasileiros por ano.

Outro dado relevante, segundo o presidente da Ancine, é que 66% da renda obtida com os filmes brasileiros (R$ 163,27 milhões) foram gerados por distribuidoras brasileiras. Rangel lembrou que, desde 2006, o governo federal tem investido no fortalecimento das empresas nacionais de distribuição, estimulando-as a trabalhar com filmes brasileiros. “O país ganha quando empresas brasileiras de distribuição aderem com força ao processo de produção e distribuição de filmes brasileiros”.

Por essa razão, ele considera que 2011 foi um ano muito positivo. O cinema brasileiro teve a terceira maior bilheteria dos últimos dez anos. Na comparação de 2011 com 2002, verifica-se a expansão de 304% na venda de ingressos para filmes nacionais e de 50,8% na renda gerada pelos filmes brasileiros.

Ainda no comparativo da última década, os ingressos totais subiram 171,51% e a renda bruta 144,79%. O informe mostra que houve incremento de 160,53% na quantidade de ingressos de filmes estrangeiros vendidos nas bilheterias de cinemas no Brasil entre 2002 e 2011 e crescimento de 71,36% na renda de filmes internacionais.

Em 2011, foram vendidos cerca de 17,9 milhões de ingressos para filmes brasileiros. Manoel Rangel explicou que no ano anterior, a venda recorde de 25,6 milhões de bilhetes para produções nacionais resultou de um fenômeno de bilheteria, o filme Tropa de Elite 2. Sozinho, o filme do diretor José Padilha levou aos cinemas de todo o país 11,4 milhões de pagantes. No ano passado, sete filmes nacionais ultrapassaram a marca de um milhão de espectadores.

De acordo com o Informe Anual de Acompanhamento de Mercado de 2011, que consolida os dados de mercado no período de 31 de dezembro de 2010 a 05 de janeiro de 2012, três filmes brasileiros ficaram entre as 20 maiores bilheterias do ano passado. São eles De Pernas para o Ar, com 3,09 milhões de espectadores pagantes, Cilada.Com (2,99 milhões), e Bruna Surfistinha (2,16 milhões de ingressos vendidos).

Os números reforçam, para Rangel, a importância da política do governo para o setor do audiovisual, que prevê incentivos fiscais à produção nacional. "Ela [a política do audiovisual] é decisiva para que a gente possa ter condições de um bom desempenho para o cinema brasileiro”. Citou como exemplo o filme De Pernas para o Ar, que teve quase 70% do orçamento financiados com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, que garantiram a finalização e o lançamento dentro do prazo previsto. “Esse é o objetivo da política pública”.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Cinema: Ancine fixa cota mínima de 28 dias de exibição para obras nacionais

Do Portugal Digital

Em 2012, os cinemas do Brasil terão que exibir entre três e 14 diferentes filmes nacionais de longa-metragem por um tempo mínimo que varia conforme o número de salas em funcionamento. A cota mínima de exibição consta do Decreto 7.647, assinado pela presidente Dilma Rousseff e publicado hoje (22) no Diário Oficial da União.

Regulamentada pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), a chamada Cota de Tela é um instrumento legal adotado por vários países com o objetivo de promover a competitividade e a sustentabilidade da indústria cinematográfica nacional. No Brasil, segundo a Ancine, a “reserva de dias” vem sendo empregada desde a década de 1930, sendo reeditada e aprimorada anualmente conforme o desenvolvimento e as necessidades da indústria cinematográfica. Desde a década de 1990 a Cota de Tela é fixada por meio de decreto presidencial.

Para 2012, o decreto estabelece a cota mínima de três diferentes filmes brasileiros a serem exibidos por pelo menos 28 dias em cinemas com apenas uma sala. Tanto a quantidade mínima de títulos, quanto a de dias de exibição varia conforme o número de salas do complexo de exibição. Em estabelecimentos com 20 salas, por exemplo, a soma da exibição de ao menos 14 diferentes filmes brasileiros terá que totalizar um mínimo de 644 dias.

O número de títulos obrigatórios e de dias para 2012 é o mesmo que vigorou este ano. O número de dias mínimos de exibição, aliás, não sofre alterações desde 2005. No ano passado, a Ancine justificou a maior exigência quanto à diversidade de obras pelo crescimento do número de lançamentos anual, que aumentou de 30 títulos em 2001 para cerca de 80 novas obras no biênio 2009-2010. As informações são da ABr.

sábado, 21 de novembro de 2009

Cinema: Campanha baixa a até R$ 3 o ingresso para filmes nacionais

Da newsletter Brasília Confidencial


Começou nesta sexta-feira e vai até o dia 26, em 143 salas de cinema de 54 cidades, a segunda edição da campanha Semana do Filme Nacional, em que os ingressos são vendidos a R$ 6 (inteira) e a R$ 3 (meia-entrada).

Promovida pela Agência Nacional do Cinema e a Federação Nacional das Empresas Exibidoras, a campanha chega neste ano a 16 capitais e mais 38 cidades de 15 estados e do Distrito Federal exibindo 15 filmes lançados em 2009. Na cidade de Sã\o Paulo, por exemplo, 21 salas estão exibindo filmes nacionais com ingresso barato. No Rio são 20 cinemas; em Curitiba, nove; em Recife, sete; em Belo Horizonte e Porto Alegre, cinco; e em Brasília, três salas de exibição.

A lista das cidades e das salas de cinemas pode ser consultada no site www.ancine.gov.br