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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Criada a Frente Parlamentar Mista do Audiovisual

Por Fernando Lauterjung

Foi criada nesta sexta, 30, em São Paulo, a Frente Parlamentar Mista do Audiovisual, presidida pelo deputado Orlando Silva (PCdoB/SP) e tendo como secretária geral a deputada Bruna Furlan (PSDB/SP). "Quando conversei com o Paulo (Schmidt, presidente da Apro) e com a Sonia (Regina Piassa, diretora executiva da Apro) sobre a frente, pensei que seria importante ter uma agenda concreta.
Apresentamos uma com 17 pontos. Temos que fazer avaliações periódicas e rever a agenda quando necessário. A frente precisa ter objetivo", destacou Orlando Silva na cerimônia de lançamento, que aconteceu no Museu da Imagem e do Som – MIS.
"Para nós, produtores, parlamento é uma coisa muito distante. Mas percebemos que se a gente não militar, não avançamos em nossas conquistas. Economia criativa representa apenas 2,7% do PIB, com potencial para chegar a 10%", disse Paulo Schmidt, da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro), no evento. Participaram ainda das discussões e do lançamento da frente a Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (ABPITV), Associação Brasileira das Produtoras de Fonogramas Publicitários (Aprosom), Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (Siaesp) e Sindicato da Indústria Audiovisual (Sicav).
Felipe Trielle, da Aprosom, destacou a importância do recolhimento de direitos autorais para o setor de áudio. "Dependemos do cumprimento da lei do direito autoral. Estamos sofrendo muito, sobretudo no mundo online", disse, sobre um dos pontos a serem abordados pela frente.
Manoel Rangel, presidente da Ancine, também participou do lançamento. "Sem valentes que decidem abraçar essa causa no Congresso Nacional, não é possível fazer as conquistas necessárias para fazer do Brasil um grande centro produtor de conteúdo. A Ancine está à disposição de vocês, com um corpo técnico capaz. Contamos com vocês para as batalhas de afirmação do audiovisual brasileiro", disse.
Veja quais são os 17 pontos a serem trabalhados pela Frente Parlamentar Mista do Audiovisual:
  • Impulsionar a tramitação dos projetos de revisão da Lei de Direitos Autorais
  • Revisar a Lei 6.533/78 que regulamenta a profissão de artista e técnicos, incluindo profissões recentes não contempladas e eliminando outras que já não existem
  • Propor a inclusão de cotas de produção nacional para segmentos além da TV paga, bem como limitar o efeito de reprises para cumprimento das cotas
  • Desonerar a aquisição de equipamentos para o setor
  • Impulsionar a tramitação de projetos de lei que tratem da regionalização da produção para a TV
  • Atuar, junto ao Mnistério da Cultura, na criação do Laboratório de Desenvolvimento de Incubadoras de Projetos Culturais
  • Acompanhar quaisquer medidas legislativas e administrativas para regulamentar a exploração e veiculação de obras na Internet, VOD etc.
  • Garantir a destinação de recursos do Fundo do Setor Audiovisual (FSA)
  • Garantir os desembolsos do FSA já comprometidos nas chamadas públicas
  • Ampliar a quantidade de salas de exibição no país
  • Ações para equacionar a distribuição e exibição do audiovisual
  • Reforçar a importância do Conselho Superior de Cinema
  • Reforçar a importância da Cinemateca Brasileira
  • Ações para fortalecer a Secretaria do Audiovisual do MinC
  • Ampliar acordos de coprodução internacional
  • Ações para facilitar a emissão de vistos de trabalho para talentos estrangeiros
  • Ações para facilitar o uso de locações particulares e logradouros públicos em produções

sábado, 26 de janeiro de 2013

Big Brother TV Câmara


Por Nelson Barros Neto, da Folha on-line

Henrique Alves quer usar TV Câmara para limpar imagem dos deputados



Candidato à presidência da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) prometeu na quinta-feira (24) usar a TV Câmara para acabar com a imagem de "vagabundagem dos deputados" no país.
"Ela [TV] precisa acompanhar os parlamentares nos finais de semana, para que eu não veja mais fotos nas sextas e segundas-feiras do plenário vazio, dando imagem de que é vagabundagem dos deputados, e não é", disse.
Leonardo Prado - 7.mai.2012/Agência Câmara
Henrique Alves, favorito na disputa à presidência da Câmara
Henrique Alves, favorito na disputa à presidência da Câmara
Para o deputado, que esteve ontem em campanha em Salvador, seria uma forma de divulgar o "trabalho na base" dos congressistas. "Às vezes trabalhamos muito mais nas bases, e dá a impressão de que é só lazer, e não é."
A proposta de usar a emissora oficial da Casa para o mesmo fim também esteve na plataforma de 2009 de Michel Temer (PMDB-SP), hoje vice-presidente da República, em sua eleição para a Presidência da Câmara.
Temer afirmou à época que a medida não geraria "cabide de empregos" nem seria dispendiosa graças a possíveis convênios com TVs de Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais.
A promessa, contudo, não vingou. Apontando dificuldades financeiras, o canal pediu para os deputados produzirem seu próprio material, que seria editado pela TV. Em quatro anos, só um enviou --e a gravação não foi para o ar.
O diretor de divulgação da emissora, Sérgio Chacon, disse que o deslocamento de uma equipe no fim de semana é caro. Citou ainda como dificuldade o fato de congressistas alterarem suas agendas com frequência.
"A Câmara é muito rígida com os gastos, tem que fazer uma série de justificativas. Ainda tem problema de ordem ético, porque não pode fazer um negócio que beneficie apenas alguns. Tudo aqui se pauta pela proporcionalidade partidária, e teríamos dificuldade de compatibilizar com as viagens", disse.
'HENRIQUES DA ÉPOCA'
Alves recebeu ontem, em almoço em Salvador, apoio de 32 dos 39 deputados federais baianos.
Questionado sobre um possível sentimento de perseguição em razão de reportagens negativas na mídia sobre sua atuação parlamentar, o deputado afirmou que a imprensa é "nossa parceira".
"Ela [imprensa] sabe que foram os Henriques da época e de hoje que asseguraram legitimamente a liberdade de imprensa, que é basilar para a democracia brasileira."

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Depois da Itália, agora é a Espanha que ameaça fotojornalistas

Publicado originalmente no El Pais

El Congreso retirará su acreditación a los fotógrafos de prensa que, al desempeñar su trabajo en el hemiciclo y en las comisiones, vulneren los "derechos fundamentales" de los diputados, como puede suceder con la difusión de los documentos que manejan en sus escaños o de los mensajes recibidos en sus móviles.

La posibilidad de retirar la acreditación a los gráficos, por un plazo máximo de un año, está incluida en una instrucción de la Presidencia de la Cámara, adoptada hoy con el parecer unánime de la Mesa, que ha analizado un informe jurídico sobre la compatibilidad entre la libertad de información y los derechos de los diputados.

El informe fue encargado por el presidente del Congreso, Jesús Posada, tras la publicación en el diario El Mundo de una fotografía captada en el hemiciclo con un mensaje privado recibido en el móvil del diputado socialista Alfredo Pérez Rubalcaba. La imagen permitía leer nítidamente el texto, en el que alguien anunciaba a Rubalcaba que Alberto Ruiz-Gallardón iba a ser nombrado ministro de Defensa, y su publicación fue calificada de "intolerable" por el presidente de la Cámara baja.

Contiene la instrucción un preámbulo en el que el propio Posada remarca que "quiere realzar y reforzar el derecho constitucional a la información, y simultáneamente, proteger otros derechos constitucionales también susceptibles de protección cuyo desarrollo armónico es exigencia cabal de un sistema democrático". El texto establece que para el ejercicio de la información gráfica en el interior del Congreso será preciso disponer de una acreditación, como ocurre ahora, expedida por la Dirección de Comunicación de la institución, teniendo en cuenta "el espacio disponible en la Cámara para el desarrollo de la actividad".

Además advierte de que "solamente los informadores gráficos acreditados podrán efectuar fotografías en el recinto del Congreso", y ello mediante los accesos que se determinen, sin poder captar imágenes en aquellas áreas que se señalen expresamente como prohibidas para tal actividad. El apartado 5 del documento, bajo el epígrafe "límites", contiene una única disposición que señala: "En el desempeño de la actividad autorizada, los redactores gráficos deberán respetar los derechos fundamentales de los diputados y demás personas que prestan sus servicios en la Cámara".

Este artículo es el que sirve de apoyatura al régimen sancionador que se determina en las disposiciones posteriores referidas al "incumplimiento" de las normas. Así, se establece que si la Dirección de Comunicación detectara "contravenciones" de lo dispuesto en la norma, lo comunicará a la Secretaría General del Congreso, que podrá incoar un expediente "con audiencia de los afectados" para determinar "las circunstancias en que se produjeron los hechos'.

Si tras finalizar el expediente "se dedujera un comportamiento inadecuado y contrario a esta instrucción", la Secretaría General elevará una propuesta a la Mesa, la cual estará facultada para retirar la acreditación por un plazo máximo de un año, aunque el medio para el que trabaje el fotógrafo sancionado podrá acreditar a otro profesional.

En el preámbulo, el presidente Jesús Posada destaca que la Cámara ha venido "dando apoyo al ejercicio de la actividad informativa" en el Congreso, "consciente del importante papel que los medios juegan en una sociedad libre y democrática".

Pero a continuación apunta que "el transcurso del tiempo y la constatación de determinadas circunstancias aconsejan regular de manera más precisa y con el rango normativo adecuado el desempeño de la actividad de la prensa gráfica en la Cámara, aprovechando la mayor parte de las prácticas ya consolidadas".

Las nuevas normas entrarán en vigor a partir del 1 de enero de 2012, de manera que ya será de aplicación en el próximo pleno del Congreso, que se celebrará el 11 de enero.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Comunicação legislativa: Câmaras ganham canais de TV digital

Da Folha de São Paulo


Câmaras municipais de 16 cidades brasileiras, incluindo quatro capitais, vão ganhar novos canais abertos em TV digital até o fim do primeiro semestre de 2012. As emissoras ampliarão o palanque eletrônico de 345 vereadores que podem concorrer à reeleição em outubro e já terão espaço garantido no horário eleitoral gratuito.

Os canais poderão ser sintonizados por todo aparelho equipado com conversor digital. Isso aumentará o alcance das "TVs Câmaras" já existentes, restritas a canais por assinatura ou a horários comprados em emissoras abertas.

Os 55 vereadores paulistanos foram escolhidos para estrear o primeiro canal digital, em janeiro. A "experiência" custou R$ 4 milhões à Câmara dos Deputados, que coordena a implantação das emissoras em todo o país.

Em fevereiro, será a vez de Belo Horizonte, Fortaleza e Porto Alegre, com gasto previsto de R$ 1 milhão cada. As outras 12 cidades entram no sistema em março, segundo o cronograma
oficial (veja quadro ao lado). No interior, o custo médio de R$ 300 mil para a implantação de cada TV deve ser bancado pelos orçamentos das próprias câmaras municipais.

Além dos 16 municípios "contemplados" inicialmente, há mais quatro capitais preparadas para estrear suas emissoras digitais no segundo semestre: Cuiabá, Goiânia, Salvador e Vitória. Há ainda uma fila de cerca de cem câmaras com pedido para entrar em canal aberto digital.

LONGO ALCANCE

A gerente do projeto de TV digital da Câmara dos Deputados, Evelin Maciel, diz que as imagens dos vereadores paulistanos ficarão disponíveis para 20 milhões de pessoas, já que o sinal do novo
transmissor terá alcance em toda a região metropolitana.

O interesse dos vereadores em aparecer na TV aberta pode ser medido pela situação de Belo Horizonte, onde o sinal vai "vazar" para 34 cidades da região metropolitana. Sob pressão dos vereadores de outros municípios, os responsáveis pela emissora tiveram que fazer um acordo para receber material gravado e distribui-lo pela programação, segundo contou o coordenador da TV Câmara de BH, Guilherme Minassa.

O especialista em direito eleitoral Flávio Britto diz que a divulgação institucional das atividades dos vereadores é positiva, mas que os "excessos" terão de ser vigiados para que os canais não virem vitrines para as eleições. "O vereador não pode usar o espaço na TV para fazer propaganda eleitoral explícita. Se acontecer, tem de ser denunciado", afirma.
O cientista político Milton Lauerta, da Unesp de Araraquara, diz que o espaço só deve ser usado para tratar da atividade legislativa. "O problema está no uso que será feito. Se forem programas ruins e com único propósito eleitoral, certamente afastarão o cidadão ainda mais da Câmara", diz.

A gerente da Câmara dos Deputados diz que a intenção do projeto não é promover candidatos com mandato. Evelin Maciel sugere que os vereadores que tentarão a reeleição sejam cortados de programas jornalísticos ao vivo para evitar "o perigo".

No entanto, os vereadores ainda poderão fazer propaganda nos discursos em plenário e nas comissões.

Parlamentares usam pouco a Internet

Do Congresso em Foco

A maioria dos parlamentares ainda não despertou para a era digital. Levantamento divulgado pela agência Medialogue, especializada em pesquisa de mídia, mostra que os deputados federais e os senadores ainda patinam no uso das ferramentas da internet e pouco exploram a interatividade. Em outras palavras, dão pouca bola para o eleitor na rede mundial de computadores.

Alguns números apontados pela agência apontam para esse cenário: 55% dos senadores não publicam projetos e propostas em seu site; só 23% deles atualizam seus blogs regularmente; 22% dos sites dos parlamentares não têm sequer formulário para o eleitor entrar em contato; 70% dos deputados não publicam sua agenda de compromissos, e somente 3% dos deputados federais informam gastos pessoais em suas próprias páginas.

Ao todo, 15% dos senadores e 24% dos deputados não têm sequer página na internet. De acordo com a pesquisa, pouco mais da metade dos deputados (51%) respondem no Twitter. No Senado, o índice de resposta é ainda inferior (43%).

“É comum encontrar no ar sites de campanhas eleitorais antigas e nada mais de novo sobre o político eleito. Os recursos digitais são usados como eram usadas antes as faixas, os santinhos e os programas de TV: apenas para ‘pedir’, sem dar chance para o eleitor falar”, avaliou o diretor da agência e coordenador da pesquisa, Alexandre Secco.

Clique aqui para ver o estudo

Para ele, isso mostra que a maioria dos parlamentares que usam a internet como ferramenta de comunicação com o eleitor ainda está preso à chamada “velha internet”, caracterizada como via de mão única, em que não havia diálogo. “O termo ‘internet 2.0″ é usado para descrever os novos canais surgidos em meados dos anos 2000 que permitiam uma interação verdadeira, como ocorre hoje em canais sociais como o Facebook e o Twitter. No Facebook, quem fala também precisa ouvir. Para ser um político 2.0 não basta ter um site. É preciso interagir”, observou Secco.

Um exemplo de como essa interatividade ainda é tímida ficou evidenciado num teste feito pelos pesquisadores. Foram encaminhadas mensagens eletrônicas aos congressistas com perguntas sobre o trabalho do parlamentar na internet, como gastos de gabinete, agenda oficial e endereços de contato. Apenas 14% dos 81 senadores deram alguma satisfação. Dos 513 deputados, somente 24% responderam.

O estudo ressalta, porém, que há uma nova geração de políticos que tem sabido explorar as novas ferramentas de comunicação do mundo digital. Alguns jovens, e outros já bastante experientes.

A pesquisa destacou 16 deputados e oito senadores que, de acordo com uma série de critérios, fazem uso dos recursos digitais de maneira mais eficiente. São eles os senadores: Aloysio Nunes (PSDB-SP), Alvaro Dias (PSDB-PR), Cristovam Buarque (PDT-DF), Eduardo Braga (PMBD-AM), Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Marta Suplicy (PT-SP) e Renan Calheiros (PMDB-AL).

A lista dos deputados reúne: Alessandro Molon (PT-RJ), Aline Corrêa (PP-SP), Anthony Garotinho (PR-RJ), César Colnago (PSDB-ES), Penna (PV-SP), Dimas Ramalho (PPS-SP), Dr. Aluizio (PVRJ), Gabriel Chalita (PMDB-SP), Ivan Valente (Psol-SP), José Nunes (DEM-BA), Manuela (PCdoB-RS), Mara Gabrili (PSDB-SP), Mendonça Prado (DEM-SE), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), Roberto Freire (PPS-SP) e Romário (PSB-RJ).

O levantamento “Político 2.0 – Deputados e Senadores” foi realizado entre os dias 27 de junho e 9 de setembro de 2011. Segundo os pesquisadores, 70 mil indicadores foram classificados e analisados.

domingo, 25 de outubro de 2009

Deputado pode ter programa em televisão pública?


Não, a dúvida não se refere a algum parlamentar brasileiro, apresentador de programa de rádio ou de TV. Tampouco, se refere a políticos que foram agraciados no Brasil com canais de rádio e TV. A preocupação é do jornal Le Monde e se refere ao deputado Jean-Marie Cavada (foto), que representa a França no Parlamento Europeu.
O parlamentar, membro da articulação Nouveau Centre, é ex-apresentador do programa La Marche du siècle, veiculado na TV pública France 3. O deputado deverá ancorar um programa especial consagrado aos refugiados climáticos - populações que precisam mudar de um lugar ao outro do planeta para fugir dos rigores do clima - e que será transmitido por outro canal público, o France 5, dia 24/11.
Os primeiros a reclamarem do que foi classificado confusão de papéis foram os sindicatos que representam os trabalhadores de France Télévisions, holding pública que reúne os dois canais anteriormente citados.
Existem diversos jornalistas competentes trabalhando na France Télévisions que poderiam ancorar este programa - declarou o jornalista Jean-François Téaldi, secretário-geral do Sindicato Nacional dos Jornalistas, vinculado a Central Geral dos Trabalhadores da França -SNJ-CGT. Qualquer que seja a sua coloração política um parlamentar não pode ser apresentador de um programa ainda mais num canal de serviço público - complementou.

Para ler, em francês, a reportagem do Le Monde sobre este tema, clique aqui.
No Brasil, quando vivo, o então senador Artur da Távola mantinha um programa de música clássica na TV Senado. Outros parlamentares já aventaram a possibilidade de manterem programas nas emissoras legislativas, mas a resistência, em especial dos jornalistas concursados, tem impedido que isso se concretize. Já nas emissoras privadas....

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Congressistas usam R$ 2 mi com divulgação

Por FELIPE BÄCHTOLD e JOSÉ EDUARDO RONDON, da AGÊNCIA FOLHA

A pouco mais de um ano das eleições, deputados federais e senadores gastaram juntos quase R$ 2 milhões de verba indenizatória com "divulgação da atividade parlamentar" apenas no último mês de julho.
Os gastos incluem despesas até com telemarketing, além de repasses a rádios, jornais e portais de internet -a maioria de pequenas cidades.
Os pagamentos a rádios com a verba indenizatória no período somam R$ 107 mil e a jornais, R$ 140 mil. O senador João Ribeiro (PR-TO) repassou de uma só vez R$ 10 mil a um site do Tocantins, onde há propagandas de ao menos outros dez políticos.
Ao todo, 28 senadores e 262 deputados usaram a verba para divulgação do mandato em julho. Apenas na Câmara, foram 577 repasses no mês. A maior parte dos gastos foi para gráficas, produtoras e empresas do ramo de publicidade.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Parlamentares Cibernéticos

Por Anna Ramalho, do Jornal do Brasil , 30/07/2009

A Secretaria de Comunicação da Câmara Federal fez um levantamento de quantos deputados já estão no Twitter – o site de relacionamentos no qual, em vez de amigos, o usuário tem seguidores.
Até a segunda semana do mês, eram 74. As bancadas mais cibernéticas são a do PT e a do DEM, empatadas com 16 nomes. Já o PMN tem um nomes apenas, o de Fábio Faria, o ex-namorado de Adriane Galisteu.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Pesquisa do Instituto FSB mostra que mídia impressa é a mais consultada pelos Deputados

Políticos jovens mostram afinidade com a internet. Folha permanece como mídia de maior credibilidade. Revista Veja e Jornal Nacional se destacam. Influência da Mídia nas decisões da Casa é moderada.

Do Instituto FSB, 15/06/2009

Em um levantamento feito com 235 deputados federais de todas as Unidades da Federação e de 18 dos 19 partidos com representação na Câmara, o Instituto FSB Pesquisa identificou que os deputados federais ainda têm nos jornais impressos sua principal fonte de informação (65%). A mídia impressa é seguida pela Internet (17%), telejornais (13%), rádios (2%), revistas (1%) e por outros meios (2%).
Confirmando o aparentemente inevitável crescimento da Internet como ferramenta predominante de informação, o estudo identificou que a vantagem e predominância dos jornais diminui a cada geração. Entre os deputados com mais de 53 anos (116 entrevistados), a vantagem desta mídia como principal fonte de informação dos deputados federais é de 64 pontos (72% preferem os jornais, contra apenas 8% que dizem preferir a Internet). Já no grupo com idade até 45 anos (57 parlamentares), a diferença cai para 17 pontos.
Quanto à preferência entre os diferentes títulos, mantiveram-se as posições observadas na primeira edição da pesquisa, realizada no ano passado: Folha de S. Paulo (citada por 77% dos deputados como um dos 3 jornais de sua preferência), O Globo (citado por 38%), O Estado de S. Paulo (29%), Correio Braziliense (28%) e Valor Econômico (10%). Outros jornais foram citados com menor frequência, o que sugere uma relevância importante dos títulos editados fora do eixo São Paulo-Rio-Brasília. Em geral, o nível de credibilidade é bom (média 7 numa escala de 0 a 10), com pequena vantagem para os diários econômicos.
A pesquisa também mostra a força de alguns jornais que circulam fora do eixo SP-RJ-DF. Entre eles estão títulos tradicionais como A Tarde, lido por 33% da bancada baiana, o Estado de Minas, lido por 38% da bancada mineira e a Zero Hora, lido por expressivos 71% dos deputados federais gaúchos.
No campo das revistas semanais, a Veja se manteve na liderança, com declaração de 73% dos entrevistados. Em segundo e terceiro lugares estão: Istoé, com 43% e Época, com 36%.
Na mídia eletrônica, os telejornais da Rede Globo tiveram maior preferência: Jornal Nacional (57%), Jornal da Globo (31%) e Jornal da Dez (21%). Com relação às rádios de preferência dos entrevistados estão em destaque a CBN, na liderança com 53%, na sequência, vem a BandNews FM, com 16%, seguida pela Jovem Pan, com 10%.
Na mídia online, o UOL continua em primeiro lugar, com 20%, seguido do Blog do Noblat, com 15%, do G1 (12%), do Terra (11%), Blog do Josias (5%) e iG (1%). No primeiro levantamento feito em 2008, apenas 20% das respostas sobre sites e blogs da preferência do entrevistado não se referiam a um desses seis veículos. “Constatamos que o percentual sobe para 53% na pesquisa deste ano, indicando que a atenção dos parlamentares volta-se a um número mais amplo de sites e blogs, acompanhando a tendência mundial na adoção do uso da internet para pesquisas e obtenção de informação”, completa Wladimir Gramacho, Diretor Executivo da FSB Comunicações.
Outra questão interessante foi sobre a influência que a mídia exerce nas decisões e votos dos deputados. O resultado médio foi moderado - grau 4,5 numa escala de 0 a 10. Entretanto, 30% dos entrevistados afirmam que a força da mídia em suas posições está num intervalo bem mais alto, entre 7 e 10.
O estudo completo pode ser acessado aqui.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Lá como cá: Parlamentares chilenos preferem corridas de cávalo à votação de leis

O jornalista chileno Senén Conejeros informa em seu blog que a TV chilena mostrou os deputados daquele país acompanhando as corridas de cavalo pela internet durante as sessões de votação de novas leis.
Veja abaixo, em espanhol, as informações de Senén Conejeros


La TV mostró anoche a Diputados, en plena sesión, conectados a Facebook, que miran los informes de carreras de caballos en plena sesión, que votan proyectos de ley por otros parlamentarios, que salen a pasear mientras sesiona la sala, que entran, firman y se van del hemiciclo, que viajan en sus automóviles a más de 150 kilómetros por hora hacia Santiago (en momentos que aumentaron exponencialmente los accidentes por exceso de velocidad) y que tienen sedes distritales que no ocupan o que son ocupadas como casas particulares.

Es previsible que como “la mejor defensa es el ataque”, comience ahora una ofensiva de los parlamentarios para denunciar, por ejemplo, a las autoridades del Ejecutivo, a los “malos periodistas” y a cuantos les sirva para intentar desviar la atención pública de lo que dejó en evidencia anoche Televisión Nacional de Chile: que es demasiado lo que se les paga (alrededor de 20.000 dólares mensuales) considerando lo mucho que varios abusan. Especialmente con la paciencia democrática de los chilenos.