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segunda-feira, 9 de março de 2026

Livro sobre a fabricação dos invisíveis na história do Brasil pode ser baixado gratuitamente


O livro “Quem somos nós na fila do pão? A fabricação dos invisíveis na história do Brasil” pode ser baixado e lido gratuitamente por meio desse link.


O livro “Quem somos nós na fila do pão? A fabricação dos invisíveis na história do Brasil”, lançado pelo jornalista José Cristian Góes em 2022 e com todas as edições impressas esgotadas, será agora distribuído gratuitamente no formato digital, pela Mangue Jornalismo de Sergipe.

Editado pela Edise, “Quem somos nós na fila do pão?” é parte da tese de Doutorado em Comunicação e Sociabilidade defendida pelo jornalista Cristian Góes na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). No livro, ele propõe um percurso crítico para discutir o “Outro” e as identidades, recorrendo a alguns elementos da História.

“Busquei mergulhar na trajetória da formação nacional para pensar sobre quem é o Outro em nós”, informou Cristian.

No trabalho emergem discussões sobre as manipulações identitárias, genocídios, escravização indígena e africana, o nascimento dos ‘Ninguéns’. A violência e o racismo são temas vitais no livro. Cristian Góes trata da fantasia da nação e da pátria, da participação da igreja na pedagogia racista e a construção ideológica dos invisíveis para consolidar a ideia de país.

“O Outro é fabricado no Brasil como repulsa, prevalecendo como a Diferença contra nós, que será sempre pobre, indígena, negra, criminosa, suja, doente, ameaça constante em permanente controle e extermínio. Todavia, a elite brasileira também produziu um Outro como desejo, referência, a ser imitado”, analisa Cristian Góes.

Para o autor, há um acerto de contas histórico entre nós que ainda está em aberto e que precisa ser enfrentado. Além desse livro, a tese de Cristian Góes foi dividida em outros dois livros:

·        “A Comunidade Invisível”, editado pela Ponte Editora, em Portugal.

·        “O jornalismo e a experiência do invisível: teoria, método e estudo de caso”, pela Editora Appris, de Curitiba/PR.

O livro “Quem somos nós na fila do pão? A fabricação dos invisíveis na história do Brasil” pode ser baixado e lido gratuitamente por meio desse link.

O autor:

José Cristian Góes é jornalista, doutor em Comunicação pela UFMG, com doutoramento sanduíche na Universidade do Minho/Braga, Portugal. É mestre em Comunicação pela UFS. 

Foi repórter e colunista em jornais, revistas e portais e trabalhou em assessoria de comunicação. Foi secretário de Comunicação da prefeitura de Aracaju, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe e membro da Comissão Nacional de Ética dos Jornalistas. 

É servidor público federal e coordena a Mangue Jornalismo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Pesquisa aponta indução dos algoritmo do Instagram a transtornos alimentares em mulheres

Decréscimo da autoestima e insatisfação corporal surgem da pressão por padrões de beleza. Quanto maior o engajamento na rede social também maior é a influência negativa

Da Ascom do Uniceub

O Instagram é uma rede social que vai além da informação dinâmica. A vitrine social mostra pessoas, lugares e situações como sinônimo de pertencimento social, sucesso e felicidade plena. Por vezes, distorce a imagem da realidade e acaba frustrando homens e mulheres, sobretudo o público feminino. Com base nos efeitos psicológicos causados pela rede, a estudante de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Stephanie Popoff, realizou uma pesquisa com 118 mulheres de 18 a 54 anos e usuárias assíduas do Instagram, para identificar a relação entre o uso da rede como comportamento de risco associado aos transtornos psicológicos e alimentares em jovens adultas.

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Os resultados são impactantes: das 118 mulheres entrevistadas, 83,9% relataram ter tido diagnóstico de transtornos psiquiátricos, sendo os transtornos de ansiedade os mais prevalentes na amostra 51,5%, seguidos por transtornos de humor 24,2%. Outras 14,1% participantes afirmaram ter diagnóstico de transtornos alimentares. “A utilização excessiva de alguns conteúdos recomendados pelo algoritmo do Instagram pode influenciar para o surgimento de transtornos alimentares, considerando que a insatisfação corporal é um fator de risco para a manifestação de transtornos alimentares”, explica Stephanie.

Orientador do projeto e professor de Psicologia do CEUB, Daniel Barbieri destaca que pelo fato da rede social estar integrada à vida das pessoas, provoca diferentes graus de engajamento, de modo que as pessoas consideram uma parte significativa da vida e se importam com as reações. “As pessoas que postam muitas informações são diretamente afetadas pelas reações estabelecidas – o que se relaciona à autoestima das mulheres com maior engajamento nas redes sociais”, considera. “Mulheres que são mais engajadas no Instagram podem passar o dia inteiro sofrendo publicações de outros engajamentos”, alerta Daniel.

A partir da interpretação dos dados, as informações pessoais - fotos, momentos históricos – são aquelas mais sujeitas a gerar os julgamentos estéticos e alimentares. “De fato, as redes sociais são interessantes em vários contextos, por possibilitar a comunicação entre as pessoas, mas tem uma faceta perigosa, que é potencialmente danosa à saúde mental”, considera Daniel. De forma complementar, a estudante de Psicologia do CEUB arremata: “O mais crítico é porque a rede opera como propagadora de determinados ideais de beleza que, muitas vezes, são insustentáveis ou até mesmo inexistentes”.

Maior engajamento e menor autoestima

A pesquisa da aluna do CEUB se propôs a investigar de que maneira o uso do Instagram está relacionado à autoestima e a satisfação corporal de mulheres adultas, tendo em vista que a plataforma utiliza estritamente a imagem corporal como ferramenta de interação entre os usuários. Também buscou correlacionar o uso exacerbado do Instagram como comportamento de risco associado aos transtornos alimentares em jovens adulta.

Para essa apuração, a pesquisadora entrevistou 118 mulheres adultas, de 18 a 54 anos e usuárias assíduas do Instagram por meio de três questionários distintos. Entre pontuações que significam “discordo totalmente e concordo totalmente” as mulheres responderam sobre os conteúdos preferidos e se sentem pressionadas por determinados tipos de padrão.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Livro: Jornalista analisa a violência contra as mulheres

Cuidado e Autocuidado entre Mulheres Ativistas no mundo online – estimulando (novas) subjetividades em tempos de pandemia e violência é resultado do pós-doutorado da autora. O volume nos brinda com as experiências que vem sendo realizada nas rodas de cuidado e de autocuidado entre mulheres ativistas organizadas pela ong Cfemea e nos conclama a lutar para a implementação de Políticas Nacionais de Cuidado. 


Por Cristina Gobbi*

O livro produzido pela pesquisadora Cosette Castro e prefaciado pela socióloga Guacira Oliveira trata de um tema sensível, atual e necessário. Traz os conceitos das pedagogias do feminicídio e da secundarização, revela a invisibilidade e a naturalização da violência de todos os tipos, que vem sendo copiosamente ampliada e reforçada pela cultura do ódio e a invisibilidade feminina.

Demonstra que a violência estrutural contra as mulheres, convertida em agressões físicas, psicológicas, sociais, domésticas, familiar, institucional, racista, etc., refletem as desigualdades não superadas e que são brutal e cotidianamente marcadas no corpo, na memória, na vida e nos sentimentos do grupo. 

Trata dos desafios do cuidado e do autocuidado nas rodas de cuidado presencial e virtual, trazendo como as tecnologias digitais podem ajudar na ressignificação dos laços sociais, fraternos e afetivos, e no incentivo ao cuidado coletivo sob o ponto de vista das mulheres, em especial no momento de isolamento social da Covid-19 que atravessamos. 

Reflete sobre a igualdade de gênero e o direito à diversidade, amparados no respeito à pluralidade racial, de corpos, sexualidade e de gerações, situando o movimento de mulheres como um espaço de resistência, onde o cuidado coletivo e o autocuidado são ‘um ato político’.

Resultado do pós-doutorado em Psicologiada autora, o volume nos brinda com as experiências que vem sendo realizada nas rodas de cuidado e de autocuidado entre mulheres ativistas organizadas pela ong Cfemea e nos conclama a lutar para a implementação de Políticas Nacionais de Cuidado.

O e-book Cuidado e Autocuidado entre Mulheres Ativistas no mundo online – estimulando (novas) subjetividades em tempos de pandemia e violência pode ser acessado, lido, descarregado e compartilhado gratuitamente no site da Ria Editorial (clique aqui), no  Google Play (clique aqui) e também no Google Livros (clique aqui).

 

*Professora da pós-graduação em Comunicação da Unesp. 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Editora UnB lança livro sobre Arquivologia & Cinema

Por Ana Célia Rodrigues

Cynthia Roncaglio e Miriam Manini são pesquisadoras e docentes do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação e do Curso de Arquivologia da Universidade de Brasília, onde encontraram o diálogo na Arquivologia, “campo do conhecimento que nos instiga a olhar para dentro e para fora da disciplina, numa tentativa incessante de nos enriquecer intelectualmente e, na medida do possível, enriquecer esta disciplina científica com nossas buscas teóricas e metodológicas”, como descrevem as autoras. E nesse diálogo descobriram que a paixão pelo cinema - “a imagem, fixa ou em movimento, e a palavra, dita ou registrada” - também as aproximam.
Cynthia e Miriam relatam: “não foi difícil diante das nossas experiências pedagógicas e culturais e durante o estreitamento da nossa convivência acadêmica e pessoal, surgir o interesse em realizar em conjunto, um estudo sobre Arquivologia e Cinema”.
Assim nasce esta obra, “que transmite prazer pela proposta”, um livro que “inclui a discussão de filmes em aulas de Arquivologia, ultrapassando a simples ilustração”, e que “ainda traz ótimas  receitas culinárias, testemunhas degustativas da feitura do livro”, enfatiza Johanna Smit, no prefácio.
As autoras apresentam neste livro um estudo da relação entre a Arquivologia e o Cinema, abordando a utilização do filme como recurso pedagógico para o ensino da Arquivologia. Descrevem, ainda, o processo de elaboração da obra, oferecendo as receitas culinárias que inspiraram seus encontros intelectuais.
A relevância do tema tratado nesta obra, o uso do Cinema no processo pedagógico do ensino superior e, em especial, sua interface com a teoria e prática arquivística para o ensino da Arquivologia, aliados ao ineditismo da abordagem e a escassez de produção bibliográfica em nível nacional e internacional, são aspectos que ressaltam a pertinência da pesquisa realizada pelas autoras.
Pesquisa teórica consistente, fundamentada em bibliografia atual, que problematiza as funções arquivísticas e a terminologia que as envolve, assim como a relação entre a Arquivologia, o Cinema e a Leitura de Imagens, aspectos que são muito bem explorados nos filmes escolhidos como exemplos para  análise.
O livro está estruturado em dois capítulos teóricos: o primeiro trata das relações entre as funções arquivísticas e a leitura de filmes, e o segundo aborda o uso do Cinema na transmissão do conhecimento como fonte documental. No terceiro capítulo, apresenta uma proposta metodológica inovadora, desenvolvida para o estudo das funções arquivísticas através da análise de filmes. O apêndice A oferece a lista de filmes analisados e indicados para uso didático em sala de aula; o apêndice B apresenta a Ficha de Análise Arquivística de Filmes (FAAF) elaborada, e as instruções para seu preenchimento; e o apêndice C proporciona as receitas culinárias para acompanhar uma sessão de filmes em casa, convidando o leitor ao prazer do cinema e à reflexão crítica sobre o filme como recurso didático para o ensino da Arquivologia.
Destaca-se a primorosa seleção dos filmes, o rigor na descrição dos procedimentos metodológicos desenvolvidos e a qualidade do resultado alcançado em sua aplicação, o que torna esta obra uma referência para o ensino da Arquivologia no Brasil.
As receitas de cozinha dos encontros das autoras são detalhes que aliam saber e sabor, e tornam a leitura da obra ainda mais prazerosa.
________________
Ana Célia Rodrigues é professora do curso de Arquivologia e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal Fluminense  (PPGCI/UFF).

Resenha publicada originalmente em Resgate – Revista Interdisciplinar de Cultura do Centro de Memória da Unicamp – v.24, n.2[32] p. 129-131, jul./dez. 2016____

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Pesquisadores de Comunicação de faculdades não federais querem participar dos editais do governo federal

Pesquisadores e professores de escolas de Comunicação Social que não fazem parte da rede do Ministério da Educação afirmam que os editais e chamadas públicas lançados pelo governo privilegiam apenas as universidades federais.

Desde a primeira gestão do governo Dilma Houssef, os editais e chamadas públicas do governo federal tem privilegiado as universidades federais. E ao começar o segundo mandato, os editais seguem com o mesmo enfoque, como é o caso do Edital Mais Cultura nas Universidades, do MinC.

O princípio de  defesa das instituições de ensino superior públicas federais estaria correto não fosse a realidade da universidade brasileira, principalmente no que diz respeito aos estudos de Comunicação. Neste caso, o que está ocorrendo é uma distorção, afirmam os pesquisadores Cosette Castro, da Universidade Católica de Brasília (UCB), Alvaro Benevenuto Jr., da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Maria Cristina Gobbi, da Unesp, Sergio Gadini, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Cristiano Max Pinheiro, da Feevale, no Rio Grande do Sul e Alberto Perdigão, da Universidade de Fortaleza (Unifor). 

Os  seis pesquisadores que atuam em universidades públicas municipais e estaduais, comunitárias, confessionais e privadas contam que existem 106 universidades federais no país com cursos de Comunicação. “Eles  recebem 9,4% dos alunos brasileiros (18.700 jovens), mas 100% dos seus pesquisadores podem participar dos editais do governo federal”.
De outro lado, estão 1.246 universidades públicas municipais e estaduais, comunitárias, confessionais e privadas que recebem  90,6% dos estudantes de Comunicação do país. São 206 mil 374 alunos espalhados pelo Brasil que - junto com seus professores e pesquisadores - são impedidos de participar dos editais e chamadas públicas do governo federal. Esses estudantes têm como espaço de formação o mercado, enquanto os estudantes das universidades públicas federais são preparados  para pesquisar, pensar políticas públicas e futuramente ocupar altos cargos.

A partir dessa realidade, os pesquisadores do Centro-Oeste, Sul, Sudeste e Nordeste do país decidiram lançar na quinta-feira, 19/2, uma carta aberta ao ministro da Cultura, Juca Ferreira, extensiva ao ministro da secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Thomas Traumann, através do site de petições Avaaz. Nele  solicitam  que os editais e chamadas públicas do governo federal sejam ampliados para todas as universidades, com critérios claros de participação, inclusive para jovens cursos de pós-graduação em Comunicação que leve em consideração o currículo e experiência dos pesquisadores.

“Trata-se de uma dupla exclusão”, diz Cosette Castro, que coordena o Observatório Latino-Americano das Indústrias de Conteúdos Digitais (Olaicd) na Universidade Católica de Brasília, do qual participam pesquisadores brasileiros e de oito países da Região. A primeira ocorre  dentro  do próprio governo. “Ao excluir as demais universidades, tratam  os professores e pesquisadores como cidadãos de segunda categoria. No entanto, se observamos os currículos Lattes desses pesquisadores encontramos uma importante produção acadêmica reconhecida dentro e fora do país”.

A segunda exclusão é ainda mais perversa, conta a pesquisadora,  porque atinge  90,6% dos estudantes de Comunicação do Brasil, entre eles a camada mais pobre  da população.  “50% dos estudantes de universidades privadas, comunitárias ou confessionais recebem bolsa integral ou parcial do PROUNI”. Eles são diretamente prejudicados pelos editais do governo federal, já que não podem participar de projetos de iniciação científica e outras chamadas que possibilitam a formação de um jovem pesquisador, seja no âmbito da graduação ou da pós-graduação.

Os pesquisadores recordam que se -  essa política de exclusão, também presente nas instituições de fomento como a CAPES e o CNPq -  sempre existisse, vários projetos ligados direta ou indiretamente à  área da Comunicação, não poderiam ser desenvolvidos. É o caso do middleware Ginga – que permite a interatividade na TV digital pelo controle remoto e foi desenvolvido em software livre pela PUC-RJ; do Observatório Latino-Americano das Indústrias de Conteúdos Digitais (OLAICD), da UCB - DF ; da TV digital da UNESP, que estaria esperando até hoje para ir ao ar;  ou do  curso de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), de caráter confessional,  que não chegaria a nota 6. Esses são apenas alguns exemplos da expertise existente na academia brasileira, que atuam mais  além das fronteiras das universidades federais.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Políticas públicas dinamizam e fazem sucesso mundial a indústria nórdica de videogames.

Por Sergio Figueroa, no Ópera MundiTradução: Mari-Jô Zilveti, Matéria original publicada no site do jornal espanhol El Diario.


Berço de fenômenos recentes como Angry Birds e Candy Crush, a Escandinávia tem se destacado nos últimos anos no setor; estúdios atraem investimentos para países de origem e empregam profissionais de várias nacionalidades.

Mario Bros. é um fenômeno cultural, a marca PlayStation é conhecida no mundo inteiro, e todo ano mais de 10 milhões de pessoas jogam Call of Duty. Mas, nos últimos tempos, surgiu um novo fenômeno nos videogames, com títulos que fazem muito barulho: Angry Birds, Battlefield, Candy Crush Saga, Clash of Clans... Todos eles têm algo em comum: foram criados na Suécia ou na Finlândia.
O Japão e os Estados Unidos dominaram a indústria de videogames desde que ela se transformou em um fenômeno de consumo de massas, com nove das dez grandes distribuidoras operando no país asiático ou nos EUA. Ao mesmo tempo, empresas europeias foram perdendo terreno, com exceção da multinacional francesa Ubisoft.  Mas, nesta década, surgiu uma nova frente: o desenvolvimento nórdico. Não que tenha surgido uma grande empresa dominante, mas sim uma rede de criação e desenvolvimento com centenas de equipes que conseguiram atrair jogadores e investidores.
Entre 2006 e 2013, o setor sueco produtor de videogames cresceu 39%, além de ter faturado 76% a mais no último ano fiscal do que no ano anterior: 752 milhões de euros [mais de 2,2 bilhões de reais], segundo o relatório anual elaborado pela Dataspelsbranschen, associação de desenvolvedores suecos. A cifra refere-se unicamente à produção, não à comercialização dos jogos.
No fim de 2013, o setor era formado por 170 empresas, e mais da metade delas foram formadas a partir de 2010. Este segmento está gerando trabalho a mais de 2.500 pessoas com contrato em tempo integral. E não para de subir, principalmente com relação às mulheres empregadas. Entre 2012 e 2013 houve uma média de acréscimo de empregos de 29%, enquanto o número de mulheres contratadas subiu 38%. Também é um setor multicultural, uma vez que em torno da criação de videogames na Suécia reúnem-se pessoas de 30 nacionalidades diferentes.
A desenvolvedora média sueca dá trabalho a 15 pessoas, fatura 4,5 milhões de euros ao ano e desenvolve games principalmente para dispositivos móveis. Por trás dessa generalização, há uma realidade na qual brilha a diversificação.
Entre estas 170 empresas há gigantes especializadas em videogames de alto orçamento para consoles tradicionais e PCs e pequenos projetos para dispositivos móveis. No entanto, a concentração é clara. As cinco maiores desenvolvedoras representam 76% do faturamento total da indústria sueca de videogames e dão emprego a 51% de todo o pessoal envolvido.
Candy Crush: febre das guloseimas virtuais foi desenvolvida pela sueca King
A Digital Illusions (conhecida como DICE) é a grande referência da região: emprega mais de 500 trabalhadores e é responsável pela franquia de jogos de ação Battlefield. Em segundo lugar vem a Massive Entertainment, com 241 funcionários. No entanto, empresas como estas não são as que estão mais ganhando dinheiro. O faturamento da DICE em 2013, 74 milhões de euros, foi apenas um terço do que conseguiram outras duas companhias, Mojang e King.
Há um fator comum entre as duas últimas: elas chegaram não apenas ao núcleo duro de tradicionais jogadores de videogame, mas ao grande público. Segundo o relatório, “os jogos mais rentáveis na App Store em 2013 foram os desenvolvidos na Suécia”; um deles é pago, o outro é gratuito. A Mojang, que obteve faturamento de 238 milhões de euros, criou o fenômeno Minecraft e conseguiu disseminá-lo em uma multidão de plataformas – em julho de 2014 já contabilizava 54 milhões de cópias vendidas. A King, que faturou 210 milhões de euros, é a proprietária do jogo Candy Crush Saga e os derivados que surgiram em seguida.
Apesar de ser um país menos povoado, na Finlândia também germinou uma indústria de videogames que continua crescendo. Suas raízes estão na Nokia, que potencializou a produção de títulos para seus telefones celulares e seu console portátil N-Gage. O primeiro grande sucesso se deu também nos celulares, com a febre Angry Birds.
Ao terminar o primeiro trimestre de 2014, havia cerca de 200 empresas de desenvolvimento de videogames no país, e quase metade delas tinha menos de dois anos de existência. Nelas trabalham cerca de 2.400 pessoas. Seu crescimento foi mais lento e gradual devido às demissões em grandes empresas como a Rovio, criadora dos passarinhos raivosos que ainda dá emprego a cerca de 650 pessoas.
O faturamento da indústria finlandesa de jogos atingiu 900 milhões de euros [2,6 bilhões de reais] em 2013, quadruplicando o valor acumulado em 2012. Aproximadamente 90% deste volume correspondem a vendas no exterior.
Diferentemente de seus vizinhos, os finlandeses não se organizaram em grandes empresas destacadas pelas multinacionais estrangeiras. Foram fundadas e cresceram como start-ups no bojo do próprio trabalho e financiamentos públicos. De todas elas, duas cresceram com especial vigor a partir de títulos gratuitos e concentram grande parte do emprego e do negócio: a Rovio, primeira a deslanchar com os Angry Birds, e a Supercell, que lhe alcançou com Clash of Clans e Hay Day.


Jovens jogam Battlefield, da desenvolvedora sueca Digital Illusions (DICE). Foto de Peter Taylor / Flickr
As companhias finlandesas também se converteram em foco de atração de dinheiro para seus países. Não se trata apenas da entrada direta com controle estrangeiro como nos casos da DICE ou da Massive. Também estão conseguindo aporte de capital. A Supercell abocanhou 1,5 bilhão de dólares [3,9 bilhões de reais] dos investidores japoneses Softbank e GungHo Entertainment.
Existe uma fórmula mágica empregada pelas empresas destes países que possa ser replicada em outros lugares do mundo?
A primeira questão é se realmente o videogame nórdico é melhor do que o que se produz em outras regiões. “Na verdade, não”, responde sem rodeios o crítico sueco Bengt Lemne, do portal europeu Gamereactor. “Para cada título bom há muitos fracassos”, explica.
Para o desenvolvedor finlandês Mikael Haveri, da Housemarque Games, “o que acontece é que algumas companhias conseguiram mais atenção nos últimos anos e, portanto, a região em geral se beneficiou”. Seu estúdio foi um dos que brilharam com seu último lançamento, o Resogun, que foi desenvolvido em conjunto com a divisão de videogames da Sony, para o console PS4.
David Polfeldt, diretor da Massive Entertainment, ouviu tantas vezes a pergunta sobre o “segredo nórdico” que inclusive tratou do tema em algumas de suas palestras. A Massive foi comprada pela gigante europeia Ubisoft para apoiar o desenvolvimento de suas grandes sagas, como o jogo Tom Clancy’s The Division, que será lançado este ano.
Ele acredita que existam componentes geográficos e culturais. “Os autênticos alicerces da indústria de videogame nórdico são: boas ferramentas, bom planejamento e confiança em pessoas que tenham visão prática”. Ele crê que as condições climatológicas da região deram lugar a uma sociedade voltada ao “pragmatismo funcional”, que se esforça para criar ferramentas de alto nível e tomar decisões bem pensadas.
Os governos dos países nórdicos também contribuíram para este boom com políticas de incentivo, apesar de haver muitas diferenças entre os países da região. Como na Dinamarca, na Finlândia as administrações facilitam o acesso a subvenções e créditos concedidos pela Tekes, agência do país para a inovação. Na Suécia, no entanto, o negócio é tratado como mais uma indústria, e neste momento as empresas obtêm menos apoio público direto.
Ao esforço de cada país é preciso acrescentar uma iniciativa coletiva da indústria da região: o órgão Nordic Game organiza eventos e conferências e serve como ponto de encontro para start-ups e trabalhadores independentes do setor. Desde sua criação, conseguiu mais de 12 milhões de euros [35 milhões de reais] dos governos da região, que contribuíram para financiar 107 projetos.
No entanto, antigos governantes suecos tomaram uma decisão que para o crítico do Gamereactor é fundamental: “Houve uma reforma no início dos anos 90 para que as famílias tivessem redução de impostos em computadores pessoais. Isso significou uma grande porcentagem de crianças que tiveram acesso a computadores, propiciando seu interesse por programação.”
Lá a criação de videogames faz parte do sistema educativo, como qualquer outro curso de formação superior. Ao terminar a graduação, muitos decidem entrar no mundo profissional com seu próprio projeto e “há exemplos de empresas fundadas em incubadoras de centros de formação que acabaram sendo bem sucedidas”, como o Coffee Stain Studios, desenvolvedor do jogo Goat Simulator. Haveri lamenta que na Suécia “o design e a programação de videogames não são tão valorizados nos currículos”.
Produzir não é suficiente, também é preciso vender. O norte da Europa se deixou influenciar mais pela cultura dos anglo-saxões do que pela centro-europeia, segundo Polfeldt, para abafar sua relação com os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Isso lhes permitiu aprender “a linguagem do blockbuster, ou seja, o entretenimento de massas”.
Tecnologia, narrativa, esforço, educação e financiamento. Cinco chaves para entender o recrudescimento de uma potente indústria que, no entanto, não é uma questão de nacionalidade. Porque, no fim das contas, os grandes estúdios nestes países são pequenos mapas do mundo. Na Massive, por exemplo, um terço dos funcionários não é de origem nórdica, e entre eles há algo como 30 países representados. Gente que, como diz o chefe Polfeldt, “cresceu sem nenhuma destas influências”. 

domingo, 23 de novembro de 2014

Livro analisa radiojornalismo em rádio comunitária

Rádio comunitária é a rádio da comunidade - todo mundo é “dono” dela. É uma rádio diferente. Qualquer pessoa do lugar pode ocupar o microfone e fazer programas, botar música para tocar, fazer jornalismo.
Ao fazer seu mestrado em Comunicação na Universidade de Brasília, Dioclécio Luz colocou duas perguntas: numa rádio diferente como essa existiria um jornalismo diferente? Existiria um radiojornalismo que fosse característico desse tipo de emissora? 

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Livro sobre rádio é finalista do Prêmio Jabuti

No Livro "Radiojornalismo nas rádios comunitárias" o autor também quis saber como fazer jornalismo neste veículo se ele é perseguido pelo Estado, a legislação em vigor poderia ser assinada por Mussolini, emissoras poderosas querem o seu fim, líderes oportunistas impedem que ele cresça, religiosos, políticos e empresários querem se apossar dele?
As respostas estão no livro, resultado de dois anos de pesquisa, quando o autor estudou as concepções teóricas e as práticas de rádios comunitárias da Bahia, Pernambuco, Distrito Federal e São Paulo.
Ao final temos uma obra destinada aos estudiosos do tema e também para todos que atuam com rádios comunitárias, independente da formação escolar.
"Radiojornalismo nas rádios comunitárias", de Dioclécio Luz, já está disponível nas livrarias na forma impressa ou em e-livro, no portal da Editora Kiron.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Pesquisa busca mapear práticas juvenis na internet

Por Dione Moura

Nessa semana, no dia 12/08/2014, a Rede Brasil Conectado, um grupo formado por pesquisadores de universidades de todo o país, lançou o Questionário da Pesquisa Nacional Jovem e Consumo Midiático em Tempos de Convergência. O estudo mapeia o consumo dos meios de comunicação, com ênfase em plataformas digitais, para investigar as práticas, fluxos e rituais de jovens entre 18 e 24 anos na internet e pretende reunir as respostas de milhares de pessoas.
O questionário envolve perguntas sobre o uso de redes sociais, dispositivos móveis e aplicativos, visando comparar resultados das diferentes regiões, a fim de conhecer a diversidade brasileira.
A página do questionário estará disponível no endereço eletrônico da Rede Brasil Conectado: www.redebrasilconectado.com.br
A Rede é coordenada pela professora Nilda Jacks, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e conta com equipes em 26 estados mais o Distrito Federal. A pesquisa foi iniciada em 2012 e já mapeou as práticas de consumo cultural e midiático de jovens da classe C, bem como suas atividades no Facebook. O questionário que será lançado é a última etapa da investigação que pretende construir um mapa das relações entre os jovens e a mídia.

Os resultados da pesquisa serão amplamente divulgados em 2015.
Mais informações,clique aqui.

domingo, 2 de março de 2014

Novo blog jornalístico foca a pesquisa científica

Universidade, Ciência e Ambiente é um novo blog jornalístico. 
Editado por Maurício Tuffani, tem por público-alvo as pessoas que trabalham e estudam nas universidades, faculdades, centros universitários, instituições de pesquisa das diversas áreas do conhecimento e nas entidades públicas e privadas de gestão ambiental e de ciência, tecnologia e inovação, além das organizações não-governamentais que atuam nessas áreas. 
O blog é voltado também para profissionais do jornalismo científico e da divulgação científica. 
Universidade, Ciência e Ambiente publica diariamente nos dias úteis notícias, análises ou comentários sobre política das áreas de pesquisa e desenvolvimento (P&D), ensino superior, ciência e meio ambiente e também sobre assuntos que possam afetar o dia a dia de seu público-alvo. Em caso de urgência da informação, o blog poderá publicar em finais de semana e em feriados.

Jornalista desde 1978, especializado em ciência, educação e meio ambiente, Maurício Tuffani foi repórter e editor de ciência na Folha de S. Paulo, redator-chefe e editor-chefe na revista Galileu(Editora Globo), fundador e diretor editorial da revista Unesp Ciência e, a serviço do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), foi editor-executivo do portal PNUD Brasil e do site Nações Unidas no Brasil.
Para visitar o blog, clique aqui.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Belém sediará congresso de pesquisadores em Comunicação

Enviado pela profª. Maria Ataide Malcher


Já está no ar o portal do 23º Encontro Anual da COMPÓS, que ocorrerá em Belém do Pará, entre os dias 27 e 30 de maio de 2014. Para acessá-lo, clique aqui.  
No portal, há informações sobre o seminário internacional, inscrições, prazos para submissão de trabalhos e dicas de turismo para aproveitar os encantos de Belém do Pará. Confira também as informações sobre hotelaria oficial do evento e suas tarifas promocionais para os participantes da 23ª COMPÓS.
Criada em 16 de junho de 1991, em Belo Horizonte (Minas Gerais), a Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (COMPÓS) é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, que atua principalmente no fortalecimento e qualificação das Pós-Graduações em Comunicação no país, estimulando o desenvolvimento teórico-científico e tecnológico na área da Comunicação.
Neste ano. o 23º congresso da  Compós 2014 acontece na cidade das Mangueiras, com organização sob responsabilidadedo Programa de Pós-Graduação Comunicação, Cultura e Amazônia (PPGCOM) da Universidade Federal do Pará (UFPA). 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Editora da Universidade de Ilinois libera acesso gratuito a artigos científicos de Comunicação

A editora da Universidade de Illinois liberou o acesso gratuíto a artigos científicos de duas publicaçãoes por ela editadas.
Os textos versam sobre políticas de comunicação e redes sociais, blogs, mídias emergentes, radidifusão na África e rádios locais, dentre outros. Todos os artigos são todos em inglês.

Confira abaixo:

The Official Journals of the Broadcast & Eletronic Media

The Value of Big Data in Digital Media Research,
Merja Mahrt and Michael Scharkow (Volume 57, Issue 1, 2013)

Emergent Media Technologies, Speculation, Expectation, and 
Human/Nonhuman Relations,
Anne Galloway (Volume 57, Issue 1, 2013)


The Web and Digital Humanities: Theoretical and Methodological Concerns, 
Niels Brügger and Niels Ole Finnemann (Volume 57, Issue 1, 2013)

Social Media and Online Political Communication: The Role of Interpersonal Informational Trust and Openness,
Itai Himelboim, Ruthann Weaver Lariscy, Spencer F. Tinkham and Kaye D. Sweetser (Volume 56, Issue 1, 2012)

The Influence of Computer-Mediated Communication Apprehension on Motives for Facebook Use,
Daniel Hunt, David Atkin and Archana Krishnan (Volume 56, Issue 2, 2012)

Invited Essay: Affordances, Technical Agency, and the Politics of Technologies of Cultural Production, 
Gina Neff, Tim Jordan, Joshua McVeigh-Schultz, and Tarleton Gillespie (Volume 56, Issue 2, 2012)

Beyond “Dudecore”? Challenging Gendered and “Raced” Technologies Through Media Activism, 
Christina Dunbar-Hester (Volume 54, Issue 1, 2010)

Journal of Radio & Audio Media

Barry Rooke and Helen Hambly Odame (Volume 20, Issue 1, 2013)

Herald Strategic Alliance,
John C. C. Halbert and Walter S. McDowell (Volume 20, Issue 1, 2013)

Maurice Odine (Volume 20, Issue 1, 2013)

org, Kristine Johnson (Volume 19, Issue 1, 2012) 

Emma Roderoa (Volume 19, Issue 1, 2012)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Portal agrupa estudos de Comunicação publicados na Europa


AMERICA LATINA PORTAL EUROPEO é uma ferramenta que permite identificar a situação da pesquisa acadêmica dos Estudos Latino-americanos publicados na Europa. 
O portal é fruto da cooperação entre as redes Redial e Ceisal e tem por objetivo oferecer um completo sestema de informação especializada na pesquisa européia no campo das Ciências Humanas e Sociais na América Latina.
No Velho Continente, são editadas mais de 120 revistas científicas dedicadas à América Latina. O portal reúne cerca de 1600 artigos publicados em 2012 em Humanidades e em Ciências Sociais. No campo da Informação e Comunicação estão disponíveis 58 trabalhos.
O portal permite também a busca por períodos históricos, por países, regiões geográficas e palavras-chaves.
Para acessar o banco de dados de Informação e Comunicação, clique aqui. 


sábado, 26 de janeiro de 2013

Revistas científicas recebem artigos para publicação

Duas revistas científicas na área de Comunicação Social lançaram editais convocando autores e pesquisadores a submeterem seus trabalhos para publicação.
A primeira delas é a Revista Mosaico CPDOC do programa de Pós-Graduação em História Política e Bens Culturais do CPDOC-FGV. Ela estará recebendo artigos para o próximo número até 28 de fevereiro de 2013.
Mais informações, clique aqui ou entre em contato pelo correio eletrônico mosaico@fgv.br.
A segunda publicação é a Revista Eletrônica Eptic Online, produzida pelo Observatório de Economia e Comunicação (Obscom) da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Ela está com a chamada de trabalhos aberta para a edição de maio-agosto de 2013, vol. XV, n. 2, que trará o dossiê temático Comunicação Pública: cenário e perspectivas.
Tendo como mote os cinco anos de constituição da  Empresa Brasil de Comunicação (EBC) a Revista pretende fomentar  a reflexão crítica sobre o panorama da comunicação pública ou não-comercial no Brasil. Serão aceitos  artigos que tragam discussões teóricas e/ou resultados de pesquisas sobre o campo público de comunicação: EBC e seus canais, emissoras  legislativas, judiciárias, comunitárias, educativas ou universitárias. As contribuições podem  abordar vários  aspectos, como política de comunicação, estrutura e  análise de conteúdo/programação.
As diretrizes para os autores, possuidores de titulação mínima de mestre, as formas de submissão e demais informações  estão disponíveis no portal da Revista.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Nasa desenvolve internet para operar fora da órbita terrestre

De Medioslatinos

La NASA y la Agencia Espacial Europea están comenzando a testear una nueva tecnología de comunicación espacial. Se trata de un prototipo basado en el protocolo de Red de Disrupción Tolerante (o DTN, por sus siglas en inglés),y que podria permitir en el futuro conexiones de Internet fuera de la orbita de la tierra. 
El mayor avance concretado hasta el momento fue el movimiento de un robot Lego en el Centro Europeo de Operaciones en Alemania, controlado en forma remota por un astronauta que se encontraba en la Estación Espacial Internacional, que orbita el planeta a unos 400 kilómetros de altura. Esta tecnologia permitirá a los astronautas en una nave controlar robots que bajen a otros planetas con el fin de explorarlos, por ejemplo, sobre Marte. Y, en un futuro incluso más lejano, hará posible que infraestructura o habitantes en otros planetas puedan valerse de esta forma de comunicación, explicó la NASA en un comunicado.

Información publicada en el sitio web de América Economía. Para más detalles haga click aquí

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Pesquisa pretende definir perfil do jornalista brasileiro

Desde o dia 24 de setembro, os jornalistas brasileiros podem participar do mais amplo levantamento sobre o perfil da profissão já feito no país, respondendo a um questionário detalhado disponível na internet. O projeto de pesquisa, do Núcleo de Estudos sobre Transformações no Mundo do Trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina (TMT/UFSC) tem o apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor).

Outros trabalhos semelhantes
 
Pesquisas semelhantes já foram realizadas dentro e fora do Brasil. Nos casos brasileiros os trabalhos limitaram-se a analisar públicos mais reduzidos, como são os casos de Heloiza Herscovitz, (2000), que analisou jornalistas de São Paulo, de Isabel Siqueira Travancas (1983), que analisou o perfil do jornalista carióca, e de Chico Sant'Anna, editor deste blog, que analisou para sua tese de doutorado o perfil dos jornalistas que cobrem o Congresso Nacional, em Brasília, para a imprensa tradicional comparativamente aos que são contratados pelo Senado Federal para atuar em suas mídias parlamentares. Em Portugal, Joaquim Trigo de Negreiros (2004), realizou pesquisa semelhante.
Os resultados obtidos com a participação espontânea dos profissionais serão comparados a dados colhidos junto a 1.102 jornalistas, uma amostra selecionada entre mais de 92 mil nomes de registrados em funções jornalísticas, em relações fornecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. É a primeira vez que uma pesquisa com jornalistas brasileiros vai comparar dados de websurvey com levantamentos por amostragem.
"O uso de internet para a realização de pesquisas quantitativas ainda é recente no Brasil", observa o coordenador da pesquisa, o professor Jacques Mick, do Departamento de Sociologia e Ciência Política da UFSC. "Não temos como saber, a priori, se a participação espontânea dos jornalistas com acesso à internet corresponderá à distribuição do conjunto da categoria. Por isso, optamos por comparar os dados obtidos por meio de duas estratégias distintas de pesquisa", explica.
A equipe de pesquisa, formada por professores e alunos de graduação, mestrado e doutorado, está desenvolvendo ações de divulgação do link para o questionário por email, redes sociais e sites de notícias. Os jornalistas são convidados a responder e a compartilhar com os colegas os links para o questionário. Fenaj, FNPJ e SBPJor ajudarão a divulgar os canais de coleta de dados. Os jornalistas registrados que integram o plano amostral estão sendo localizados desde 17 de setembro pela internet ou por telefone e convidados a participar.
O questionário para participação direta está disponível na página da pesquisa na internet - http://perfildojornalista.ufsc.br, onde há mais informações sobre os objetivos, a equipe e os procedimentos metodológicos. O questionário também está disponível em https://pt.surveymonkey.com/s/perfil_jornal_aberto. O tempo médio de preenchimento é de apenas dez minutos.
(Mais informações com o Prof. Jacques Mick, no telefone (48) 9982-8495 ou no email jacques.mick@ufsc.br.)
Fonte: Fenaj

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Intercom, em Fortaleza, já recebe inscrições

Já estão abertas as inscrições para o congresso da Intercom, que este ano será realizado em Fortaleza, de 3 a 7 de setembro. O prazo final de inscrição é 29 de junho, mas os interessados em submeter trabalhos devem efetuar o pagamento da taxa de inscrição até o dia 26 de junho.
É importante que todos participem, pois o congresso é o principal encontro do nosso grupo e as pesquisas apresentadas consolidam ainda mais a nossa área.
Além disso, no congresso vamos fazer o lançamento oficial do nossoPortal do Rádio e todos já estão convidados desde já.
Todas as informações sobre as inscrições estão disponíveis aqui.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Universia Brasil disponibiliza na web livros de Comunicação

Com o objetivo de auxiliar estudantes de graduação e pós-graduação que precisam de material de apoio para desenvolver projetos acadêmicos, o portal Universia Brasil disponibilizou em sua página uma relação de 120 livros acadêmicos em formato digital disponíveis para download gratuito.
Os títulos são da Cultura Acadêmica,  um dos braços da editora principal da Universidade Estadual Paulista (UNESP), e estão divididos em 23 áreas de conhecimento, dentre elas Comunicação Social.
O Universia Brasil, maior rede ibero-americana de colaboração universitária, está presente em 23 países e completa em 2012 dez anos de atividade no Brasil.
Para acessar todo os livros, clique aqui.

Na área de Comunicação Social, os livros disponíveis são:

Representações, jornalismo e esfera pública democrática

Autor: SOARES, MURILO CÉSAR
Os textos deste livro analisam as representações da política e da mídia nas sociedades democráticas contemporâneas. A primeira parte da obra é dedicada aos aspectos cognitivos e retóricos do jornalismo e sua influência sobre as audiências.

História e comunicação na nova ordem internacional

Autor: VICENTE, MAXIMILIANO MARTIN
O livro estabelece pontos de encontro entre a História e a Comunicação, analisando a trajetória recente dessas duas áreas no intuito de identificar suas possibilidades de convergência. Indica também, por outro lado, a necessidade de se atentar para as diferenças entre ambas, sem que isso represente, necessariamente, um antagonismo irreversível.

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