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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

TV paga: canais internacionais remeteram R$ 1,311 bilhão ao exterior em 2012

Com base no texto de Samuel Possebon, do TelaViva news


Com base nas regras do  Artigo 39 da MP 2.228/01 é possível estimar que a remessa de valores para o exterior pelos canais estrangeiros que são distribuídos pelos serviços de TV Paga totalizou R$ 1,317 bilhão remetido ao exterior em 2012, contra R$ 1,085 bilhão em 2011. Como exigência para poder enviar toda esta fortuna para o exterior, os canais estrangeiros tiveram que recolher em impostos apenas 3%, ou seja No total, o mecanismo recolheu no ano passado R$ 39,5 milhões.
Em 2012, cresceu em 21,4% o recolhimento feito pelas programadoras internacionais de TV paga pelas regras do Artigo 39 da MP 2.228/01, segundo dados da Ancine. No total, o mecanismo recolheu no ano passado R$ 39,5 milhões, contra R$ 32,55 em 2011; R$ 25,7 milhões em 2010 e R$ 22,3 milhões em 2009. Ou seja, desde 2009 o mercado de TV paga propiciou um aumento de 70% no recolhimento previsto no artigo. Este mecanismo do Artigo 39 prevê que, para ficarem isentas do pagamento de 11% de Condecine sobre as remessas feitas ao exterior, as programadoras podem optar por recolher 3% do total remetido em uma conta corrente destinada a coproduções com produtoras independentes. Esse montante deve ser depositado em uma conta monitorada pela Ancine.
O dado que se depreende desses números, contudo, é ainda mais relevante. Aponta o quanto as programadoras internacionais remeteram ao exterior, já que o recolhimento é equivalente a 3% das remessas (admitindo-se que todas optaram pelo recolhimento dos 3% em detrimento do pagamento de 11% em tributos). Foi um total de R$ 1,317 bilhão remetido ao exterior em 2012, contra R$ 1,085 bilhão em 2011 e R$ 857 milhões em 2010. Note-se que isso não representa necessariamente o lucro dos canais, já que muitos dos custos são pagos diretamente no exterior e há recursos que não são remetidos. O valor também não inclui a receita das joint-ventures internacionais que têm sede no Brasil, como Telecine.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Argentina: multinacionais deverão reduzir sua presença em meios de comunicação

De Medioslatinos
  
Con el fin de adecuar sus inversiones a la nueva Ley de Servicios de Comunicación Audiovsual argentina, las filiales de los grupos Prisa y Telefónica deberán desprenderse de algunos de los medios de comunicación que manejan en el país. El Grupo Prisa es dueño de Radio Continental en Buenos Aires y de otras cuatro emisoras en Buenos Aires y otras ciudades. 
Por este motivo, la Autoridad Federal de Servicios de Comunicación Audiovisual (AFSCA) ha cuestionado la duplicidad de frecuencias y la mayoría de capital extranjero. La empresa Telefónica, por su parte, es adjudicataria de Telefé en la capital del país y de ocho canales más de televisión abierta en provincias. 
Las autoridades cuestionan que el grupo posee más licencias de las permitidas, que las empresas son controladas en un 100% por capitales extranjeros, cuando la ley permite un máximo de 30% y que el propietario preste un servicio público, algo prohibido por la ley.

Información publicada en el sitio web del periódico español El Mundo. Para más detalles haga click aquí.

terça-feira, 3 de abril de 2012

TV Paga: Programadoras internacionais remeteram R$ 1,08 bilhão ao exterior em 2011

Por Samuel Possebon, publicado no Pay-TV news

Programadoras de TV estrangeiras lucram R$ 1,083 bilhão
e investem em produção nacional apenas
R$ 32,5 milhões.

Não é por acaso que as grandes programadoras internacionais de TV por assinatura têm declarado repetidamente que o Brasil é um dos mais importantes mercados para elas, fora os EUA. Em 2011, estas programadoras remeteram ao exterior pelo menos R$ 1,083 bilhão. Esta conta é feita com base no recolhimento que as empresas fazem referente ao Artigo 39 da MP 2.228/2001. Por este artigo, para ficarem isentas do pagamento de 11% das remessas internacionais para a Condecine, as empresas podem optar por recolher para uma conta destinada a coprodução o equivalente a 3% das remessas. 
Em 2011, segundo dados da Ancine obtidos por este noticiário, foram recolhidos pelas programadoras internacionais R$ 32,5 milhões. O valor é 26% maior do que o que foi recolhido em 2010 (R$ 25,7 milhões), que por sua vez já havia sido 15% maior do que o número de 2009. O resultado expressivo das programadoras internacionais se deve ao crescimento do mercado brasileiro, que em 2011 se expandiu acima de 30% na base de assinantes. O recolhimento em 2011, para se ter uma ideia, já é o dobro do de 2008. Destaque-se que esse número de R$ 1,083 bilhão não é o faturamento das empresas, já que boa parte do resultado fica no Brasil para custear as operações locais e investimento.
Ao todo, desde que o incentivo do Artigo 39 foi criado, as programadoras internacionais recolheram R$ 175,5 milhões por este mecanismo. Vale lembrar que os recursos do Artigo 39 têm necessariamente que ser aplicados em coproduções com produtoras brasileiras dentro de um prazo de seis meses. As programadoras internacionais podem complementar os recursos investidos em coproduções com recursos próprios e com outros mecanismos de incentivo, como o Artigo 3ºA.
A Ancine ainda não abriu o resultado das programadoras internacionais discriminado por programadora.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Grupo português Ongoing compra IG

Do Jornalistas & Cia

Deve ter sido concretizada hoje, 4ª.feira, 28/3, o anúncio da compra do iG pelo grupo português Ongoing,
que detém 30% da empresa brasileira Ejesa, editora dos jornais Brasil Econômico, O Dia, Meia Hora e Marca (os restantes 70% pertencem a Maria Alexandra Mascarenhas Vasconcellos, presidente do Conselho). Entre outros negócios, o Ongoing detém 6,7% do capital da Portugal Telecom, dona de 22,4% da Oi (seu atual braço brasileiro, controlado majoritariamente pela Brasil Telecom), que, por seu lado, é dona do iG.
Ao adquirir o portal, o grupo amplia sua atuação no mercado brasileiro de mídia, com empresas complementares, sendo a de internet calçada na de telefonia.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Radiodifusores do Chile pedem limites de ação do Grupo Prisa

De Medioslatinos
 
"En España ningún extranjero puede operar o controlar más del 25% del capital social de una empresa radiodifusora, y nadie puede operar y controlar más de cinco cadenas de radio, y el Grupo Prisa , controlador del periódico El País, controla en Chile el 100% del capital social de 11 cadenas de radio, con más de 200 concesiones, y esta situación vulnera claramente la Ley de Prensa". 
Con estas palabras, el Presidente de la Asociación de Radiodifusores de Chile (Archi), Luis Pardo, ha salido a exigir al Presidente de Chile que vele por el cumplimiento de la Ley de Prensa. Según el dirigente, el Presidente Sebastián Piñera habría afirmado ante todos los radiodifusores en abril del año pasado, que le pediría a los consorcios extranjeros que respetaran la ley chilena. 
La asociación presidida por Pardo sostiene que el grupo Prisa controla más cadenas de radio de las que permite la legislación chilena, violando la "cláusula de reciprocidad internacional" en las concesiones radiales.

Información publicada en el periódico español El Mundo. Para más detalles haga click aquí.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Em meio à crise, grupo espanhol Planeta vende suas ações no El Tiempo da Colômbia

De Medioslatinos


El hombre más rico de Colombia, Luis Carlos Sarmiento, acaba de anunciar la compra de un 55% de la Casa Editorial El Tiempo, que se encontraba desde hacía cuatro años en manos del grupo español Planeta.

Si se suman estas acciones a las que ya poseía, el empresario pasará a controlar el 93% del las acciones y con ello, el principal periódico colombiano, más sus muchas revistas de entretenimiento, más media docena de periódicos información regional, más la publicación ecnómica Portafolio, más el canal bogotano de televisión Citytv, más el canal por cable ET. La fortuna de Sarmiento, que ocupa el lugar 75 a nivel mundial, se estima en más de 10.000 millones de dólares.


Información publicada en La Revista Semana y el Sitio Web de Ciespal. Para más detalles haga click aquí.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Isto É: Filho de FHC seria testa de ferro de Walt Disney Group

Do Congresso em Foco

Os passos do grupo americano The Walt Disney Company no Brasil vêm sendo seguidos com atenção pelo Ministério das Comunicações. Foram constatados fortes indícios de que, por meio de uma manobra ilegal, a companhia seria a controladora da Rádio Itapema FM de São Paulo, conhecida popularmente como Rádio Disney.

De acordo com as leis nacionais, empresas jornalísticas e emissoras de rádio e televisão não podem ter participação estrangeira no seu capital acima de 30%. Para mascarar a situação irregular da emissora, o grupo americano, um dos maiores conglomerados de mídia e entretenimento do mundo, estaria recorrendo a um personagem de peso como testa de ferro: Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. É ele quem se apresenta para os órgãos públicos como o acionista majoritário da Rádio Holding Participações Ltda., controladora de 71% da Itapema FM de São Paulo. Os outros 29% pertencem a The Walt Disney Company (Brasil) Ltda.

Documentos obtidos por ISTOÉ demonstram, no entanto, que a participação de Paulo Henrique Cardoso no capital da Rádio Disney é apenas simbólica. Na ficha cadastral da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), emitida na quinta-feira 17, quem aparece na posição de sócia majoritária da Rádio Holding e, portanto, da Rádio Disney FM é uma outra empresa: a americana ABC Venture Corp. O endereço da ABC Venture, registrada na Califórnia, é o mesmo de outras empresas do grupo Disney, como a famosa rede de televisão aberta dos Estados Unidos ABC, adquirida na década de 90. As coincidências não param por aí. Segundo o governo do Estado da Califórnia, a executiva responsável legal pela ABC Venture é Marsha L. Reed, cujo nome também aparece no quadro de funcionários de alto escalão disponibilizado no site do grupo Walt Disney. Na realidade, a ABC Venture (controladora da Rádio Holding e da Rádio Disney) é uma subsidiária da Disney Enterprises Inc., braço do conglomerado The Walt Disney Company.

Cruzando as informações obtidas por ISTOÉ, percebe-se que, por meio de suas ramificações, a Walt Disney é dona de mais de 99% da rádio brasileira Itapema FM, sintonizada na capital paulista pela frequência 91,3 MHz. Esse controle é proibido e sujeito a sanções pela legislação nacional. “Se comprovada uma irregularidade desta, a concessão de funcionamento pode ser cancelada”, explica Jacintho Silveira, professor de direito administrativo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Um expediente parecido da Disney foi identificado também por autoridades locais na Argentina. Um parecer do Departamento do Tesouro, de junho de 2010, foi contrário à venda da Difusora y Radio Medios S.A. para a ABC Venture Corp. e Disney Company Argentina. Um dos motivos apresentados pelo procurador Joaquim Pedro da Rocha para recomendar o bloqueio do negócio foi que ambas as empresas eram, no fundo, a mesma coisa. Direta ou indiretamente pertenciam ao grupo americano.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Duas multinacionais arrematam quatro posições satelitais do Brasil

Das quatro posições satelitais brasileiras licitadas pelo governo, duas ficaram com a Embratel, controlada pelo capital mexicano, e duas pela norte-americana Hughes. Embora o Brasil não possua nenhum satélite de comunicações em mãos do Estado ou, pelo menos de empresas nacionais, nem mesmo a recém ressucitada Telebrás entrou na disputa. O setor estratégico das comunicações satelitais no Brasil, inclusive as de caráter militar, estão sob controle estrangeiro.

Empresa do grupo Embratel compra dois espaços para lançamentos de satélites
A Star One pagou R$ 37 milhões por cada espaço, com ágio de 837,7% sobre o preço mínimo estipulado pela Anatel, de R$ 3,9 milhões.

A Star One, subsidiária da Embratel, venceu hoje a disputa por duas posições orbitais para lançamento de satélites que foram leiloados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A empresa pagou R$ 37 milhões por cada espaço, com ágio de 837,7% sobre o preço mínimo estipulado pela Anatel, de R$ 3,9 milhões.

O primeiro e o quarto espaços foram arrematados pela empresa HNS Americas Comunicações, do Grupo Hughes. Na primeira posição, o preço vencedor foi por R$ 145,2 milhões, com ágio de 3.579,82% sobre o preço mínimo. Já para o quarto espaço a HNS Americas ofereceu R$ 35,2 milhões, com ágio de 792,58%. Depois de perder a primeira posição licitada, a empresa SKY do Brasil desistiu de participar da disputa.

Os quatro espaços licitados pela Anatel totalizaram R$ 254,4 milhões. As posições poderão ser exploradas por 15 anos e as empresas que vencerem a licitação poderão usar os satélites para oferecer serviços de telefonia, televisão, radiodifusão e transmissão de dados, inclusive na área rural. Os satélites deverão cobrir 100% do território nacional e dedicar parte da capacidade para atender o mercado brasileiro.

As outras empresas que apresentaram documentos para participar do leilão foram a Eutelsat do Brasil, a Hispamar Satélites, a Intelsat Brasil Serviços de Telecomunicações, a SES DTH do Brasil e a Star One. Uma mesma empresa poderá obter até dois dos quatro direitos licitados.

Segundo a Anatel, a licitação vai possibilitar o aumento da capacidade satelital brasileira para atender às atuais demandas no setor e àquelas antecipadas em função de grandes eventos, tais como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, entre outros projetos.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Bolívia reduzirá a 29% participação de capital estrangeiro na mídia

De Medioslatinos


El porcentaje de inversión extranjera en medios de comunicación bolivianos se reducirá del actual 49% a un 29%. Así lo establece el nuevo proyecto de Ley de Telecomunicaciones y Tecnologías de la Información y Comunicación que discutirá la semana entrante la Asamblea Legislativa de aquel país. Esta normativa tendrá un impacto directo sobre el escenario mediático boliviano, que ya viene modificandose desde a asunción de Evo Morales a la Presidencia en 2006.

Hasta hace unos años, el grupo español Prisa tenía presencia accionaria en el diario La Razón y ATB. En 2009, Prisa decidió vender sus participaciones en esos medios. Otro medio con capitales extranjeros es la red PAT (Periodistas Asociados Televisión).

En 2007 el empresario libanés Abdala Daher compró el 60 % del paquete accionario de la red televisiva, informó el diario El Deber en marzo de ese año. Todavía se desconocen los detalles del procedimiento para la desinversión de los capitales externos bajo el nuevo marco normativo.


Información publicada en el periódico boliviano Cambio. Para más detalles haga click aquí.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Grupo luso Ongoing diz que "cumpre a lei" no Brasil

Do Portugal Digital

Lisboa - O vice-presidente da Ongoing, Rafael Mora, assegura que o grupo português, presente no Brasil através da Ejesa, "cumpre perfeitamente a lei", limitando-se a deter 30% da Ejesa, a dona do jornal "Brasil Econômico", feito à imagem do português "Diário Económico".

Em entrevista ao "Diário de Notícias", Rafael Mora explica que o facto de a brasileira Alexandra Vasconcellos, mulher do presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos, deter 70% da Ejesa acontece "para cumprir a lei". "Da mesma forma que, se amanhã investirmos noutro grupo brasileiro, também terá de ser nas mesmas condições", indicou Rafael Mora.

A Ejesa foi alvo, no ano passado, de uma denúncia da Associação Nacional de Jornais do Brasil (ANJ), que levou a uma investigação numa comissão parlamentar, por alegadamente ser um instrumento através do qual a Ongoing controlava totalmente o "Brasil Econômico".

O vice-presidente do grupo rejeita que tenham sido usados “meios ilícitos” para lançar o Brasil Econômico e acusa a Associação Nacional de Jornais (ANJ) de estar dependente de um grupo de media concorrente.

"Houve uma comissão parlamentar que investigou o assunto. Foram lá e viram que o grupo Ejesa, que é o proprietário do Brasil Económico e do Dia, cumpre absolutamente a 100% o artigo 222.º da Constituição brasileira, que diz taxativamente o seguinte: um grupo estrangeiro tem de deter menos de 30% e os 70% restantes terão de ser detidos por brasileiros natos", refere Rafael Mora.

"A nossa sócia, a dr.ª Alexandra Mascarenhas de Vasconcellos, por acaso casada com o dr. Nuno Vasconcellos, presidente do grupo Ongoing, há 23 ou 24 anos - não foi há seis meses, há cinco dias, nem por motivos de interesse - é a detentora, presidente do Conselho de Administração e accionista maioritária", acrescenta o vice-presidente da Ongoing.

“O nosso plano é continuar a crescer, quer no Brasil, se pudermos, com o grupo Ejesa, quer o grupo Ongoing, independentemente do grupo Ejesa, noutras atividades de media, porque nada nos impede de ter a aliança com o grupo Ejesa na imprensa escrita e poder ter uma aliança com outro grupo brasileiro em rádio, na televisão ou na Internet", diz.

O "número dois" do grupo destaca ainda a importância estratégica do Brasil para o Ongoing e enfatiza o crescimento do mercado publicitário no país. “É curioso ver que a publicidade no Brasil, no ano passado, cresceu 20%. Cá em Portugal diminuiu esses 20%”, refere.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Folha oferece a Portugal Telecom R$ 320 milhões por fatia na UOL

Do Portugal Digital

A Folhapar (dona da "Folha de São Paulo") está em negociações com a empresa telefônica portuguesa Portugal Telecom (PT) para comprar dela a participação de cerca de 29% no portal UOL. De acordo com a edição do "Diário Económico", a PT recebeu da Folhapar uma oferta de R$ 320 milhões (cerca de 140 milhões de euros) para vender a sua posição.

O grupo que controla a "Folha de São Paulo" detém 54,87% do capital do UOL e, enquanto parceiro da PT, tem direito de opção de compra sobre a sua participação. Mas, segundo o jornal português, as duas partes ainda não chegaram a acordo.

A família Frias, da Folhapar, pretende prosseguir a estratégia de criação de um grande ‘player' brasileiro na área dos conteúdos de Internet, com a ambição de crescer noutros mercados da América Latina, refere a mesma fonte.

O grupo Folhapar, porém, não é o único interessado nesta participação. Outros ‘players' brasileiros e estrangeiros terão também manifestado interesse junto da PT, segundo o "Diário Económico".

A eventual venda da participação no UOL poderá marcar a terceira venda de activos da PT no Brasil. Consumada que está a alienação da posição de 50% na Brasilcel, pela qual estava presente na Vivo, a PT tem em curso o processo de venda da empresa de "contact centers" Dedic, que vinha como complemento do negócio feito com a Telefónica para a Vivo.

A saída da Vivo está a ter impacto positivo não só para os accionistas da PT, mas também para os seus trabalhadores. A edição de hoje do "Jornal de Negócios" dá conta de que a PT decidiu premiar também os seus trabalhadores pelo negócio da venda da Vivo, que rendeu à empresa 7,5 mil milhões de euros. Até ao final do ano pagará mais 1.200 euros a cada trabalhador, como remuneração extraordinária.

O anúncio foi feito por Zeinal Bava, presidente da Portugal Telecom, no jantar de Natal da empresa, na sexta-feira. O prémio é para os trabalhadores, não incluindo a administração. E esta remuneração suplementar não impede a atribuição dos prémios anuais que habitualmente a PT garante por via da avaliação de desempenho, diz ainda o "Jornal de Negócios".

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Cinema: Ôla Mexicana para entrar no mercado de salas brasileiras

SÃO PAULO - Com a expansão dos shopping centers no País e o aumento da renda da classe C, empresas estrangeiras de entretenimento veem oportunidade para explorar o segmento, que atrai conglomerados de olho no sucesso de redes como o Cinemark e a Playarte, entre outros. É o caso da mexicana Cinépolis, que trabalha na implementação de salas de cinema, juntamente com uma busca por diversificação de produtos na área de bonbonnière. Com planos de brigar por uma fatia desse mercado de exibição no Brasil, os mexicanos anunciam investir R$ 500 milhoes em dois anos, e chegar a 300 salas de cinema no País.

A empresa já tem um complexo piloto no Brasil em parceria com a Multiplan, no Shopping Santa Úrsula, localizado no interior de São Paulo, em Ribeirão Preto. Lá há oito salas de cinema, três das quais em versão 3D.

A rede, com um faturamento total de U$ 800 milhões em 2009, afirma já ter fechado outras parcerias para entrar em São Paulo com salas dentro de empreendimentos como o Largo 13 (da REP Centros Comerciais), o Shopping JK, em Alphaville, do grupo Iguatemi, e no interior paulista, em Barueri. A meta é também entrar em Mato Grosso do Sul, Pará, Manaus, Bahia e Rio de Janeiro.

Com salas na América do Sul, na América Central e na Índia, a Cinépolis afirma ter entrado no Brasil em 2009, com o cinema 3D, com bonbonnières com produtos diversificados. "Aqui, no País, com um ano de atuação, já temos um tíquete que varia de R$ 9 a R$ 16", disse o presidente da empresa, Eduardo Acuna. Segundo ele, os planos são alcançar o mesmo público do México, onde já possuem em média 61,24% de ingressos vendidos no segmento.

Para isso, a estratégia é crescer em lugares de que o Brasil é carente como o cinema 3D, e implementar as bonbonnières por meios próprios, pois é uma empresa familiar. O presidente do grupo explanou hoje a situação do Brasil no segmento de entretenimento. "O seu país tem o dobro do tamanho do México, e tem a metade das salas. O Brasil tem espaço para mais seis mil salas. Os empreendedores de shoppings veem nossos produtos e a vantagem deles, mas o Brasil tem espaço para todo mundo", explicou.

A vantagem nas bonbonnières, no caso da Cinépolis, é apostar na maior variedade de produtos oferecidos para os clientes. "Todos os nossos complexos têm pipoca normal, light e doce, têm cachorro-quente, nachos, têm cafés, crèpes e baguettes. Uma oferta de produtos um pouco maior. Hoje as bonbonnières já entram em nosso faturamento", disse o presidente. Porém, questionado sobre qual seria a porcentagem, ele disse que ainda é muito cedo para falar.

Salas VIP

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Brasil: Estrangeiros entram agora na radiodifusão

Não é só na TV e na imprensa escrita que os grupos estrangeiros estão burlando a legislação nacional de comunicações e entrando num segmento que é proíbido a não brasileiros. Na verdade, isto se dá graças a ação política dos próprios empresários da comunicação do Brasil que no último ano de FHC, mas com as beneces do PT e demais partidos - salvo o PDT que se rebelou - aprovaram uma mudança na Constituição autorizando a entrada de grupos estrangeiros de forma minoritária no setor.

Os empresários acreditavam que o capital internacional iria vitaminar os grandes grupos, mas o que se vê hoje é que eles preferem criar novos meios e produtos. Depois da entrada do grupo português, com o jornal Brasil Econômico, e de várias operadoras de telefonia no ramo da TV paga, a vez agora é na radiodifusão.

A publicação M&M Online registra que nos próximos dias a Rádio Disney já poderá ser sintonizada, na frequência FM 91,3 Mhz, em São Paulo. Uma faixa que até há pouco tempo contava com programação religiosa. Para atuar no mercado nacional de radiodifusão, em que uma concessionária do serviço de transmissão não pode ter controle de grupo estrangeiro, a Disney se associou na empreitada como minoritária (29%) à empresa Rádio Holding Ltda. de Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em contrato que passou inclusive pelo crivo da Secretaria do Direito Econômico, do Ministério da Justiça.
Uma amostra do que o público-alvo da Disney pode esperar no dial pode ser conferido pela Rádio Disney na web, que está na Lastfm. O rádio é uma mídia já explorada pelo grupo nos Estados Unidos, e a Disney também tem uma emissora na Argentina.

domingo, 27 de junho de 2010

Congresso debate capital estrangeiro na internet

Do M&M Online

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática realizará audiência pública em 7 de julho com os Ministérios das Comunicações (Minicom) e da Justiça para tentar definir se o limite de 30% de participação de capital estrangeiro nas empresas jornalísticas e de radiodifusão é válido também para sites e portais noticiosos. As informações são da Agência Câmara e o tema tem sido objeto de controvérsia já há algum tempo.

Para a audiência pública, a comissão convidará algumas empresas que têm participação de capital estrangeiro como o jornal Brasil Econômico, controlado pelo grupo português Ongoing, e o portal Terra, braço de internet do Grupo Telefônica.

Também devem participar do debate entidades como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e Associação Brasileira de Radiodifusores (ABRA).

A audiência decorre de ofício encaminhado pela comissão ao Minicom que cobra providências sobre o assunto. Pela Constituição Brasileira, somente brasileiros natos ou naturalizados podem deter ações que superem 30% o capital das empresas de mídia no Brasil. E algumas empresas de mídia (tradicional e de internet), com 100% de capital estrangeiro, são acusadas de exercer a atividade jornalística sem ter o direito de fazê-lo

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Abert cobra restrição de capital estrangeiro em empresas jornalísticas

Do Pay TV News

A Abert mantém o ataque que vinha fazendo aos veículos de mídia ligados a grupos internacionais que atuam no país. Nesta terça, 8, a associação de radiodifusores divulgou nota reiterando sua posição e cobrando do Ministério das Comunicações a "aplicação de restrições previstas no Artigo 222 da Constituição Federal". Vale lembrar, trata-se do artigo que determina que 70% do capital total e votante das empresas jornalísticas instaladas no país devem pertencer a brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos.
O alvo claro da associação é a atuação do portal Terra, ligado ao grupo Telefônica, bem como do grupo português Ongoing, no Brasil. Contudo, pode afetar outros grupos portais como MSN, Yahoo e Google, além de outras empresas de mídia internacionais como Reuters, Bloomberg e BBC.


Veja a nota da Abert:

"Diante da ausência de providências do Ministério das Comunicações contra grupos estrangeiros que controlam sítios e portais de conteúdo jornalístico no país, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) reitera a necessidade de aplicação das restrições previstas no Artigo 222 da Constituição Federal.

Documento protocolado no último dia 31, endereçado ao ministro das Comunicações, José Artur Filardi Leite, adverte sobre consequências da demora da União em fiscalizar a ação ilegal desses grupos.

Quanto mais tempo se passa sem a fiscalização adequada mais as empresas infratoras de tais regras se consolidam no mercado e prejudicam aqueles que cumprem integralmente as regras constitucionais.

O Artigo 222 da Constituição determina que 70% do capital total e votante das empresas jornalísticas instaladas no país devem pertencer a brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos.

Esta limitação, prevista no texto constitucional, aplica-se a qualquer empresa jornalística, independente do veículo utilizado para transmitir a informação.

Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão - ABERT"

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Internet: empresários da comunicação lançam manifesto em defesa do capital nacional na web

A Associação brasileira de Rádio e televisão - Abert e a Associação Nacional de Jornais -ANJ lançaram um manifesto em defesa da aplicação sobre os provedores de sitios e portais jornalísticos das mesmas regras que restringem o capital internacional nos meios de comunicação nacionais. O tema está sendo debatidos na Câmara dos Deputados.

Veja abaixo o documento:

A CONSTITUIÇÃO GARANTE LIBERDADE DE EXPRESSÃO E CONTEÚDO NACIONAL SOB RESPONSABILIDADE DE BRASILEIROS

A Internet é um dos maiores fenômenos da história da comunicação social e da mídia. A partir da convergência digital, funções antigamente desempenhadas pela correspondência por cartas, pelo telefone, por lojas e bancos etc, hoje são feitas via web. Da mesma forma, os conteúdos antes veiculados pelo papel impresso (jornais e revistas) , ou pela radiodifusão (rádio e TV), hoje também circulam – e alcançam enormes audiências - em sites dentro da Internet. No caso desta última função, trata-se simplesmente de outra forma de veiculação dos mesmos produtos jornalísticos.
Ora, existem princípios e regras constitucionais que de modo algum deixam de existir, ou devem ser esquecidos, apenas porque se mudou o meio pelo qual os produtos jornalísticos são veiculados. Há dois princípios dos quais a sociedade brasileira não pode, em qualquer hipótese, abrir mão: primeiro, a liberdade de expressão, pela qual tanto lutamos e vamos continuar a lutar, por ser, acima de tudo, um direito da sociedade, antes de ser dos meios de comunicação. Segundo, a preservação da produção do conteúdo nacional sob a orientação de brasileiros.
Sobre o primeiro ponto, o da liberdade de expressão, temos assistido, com estupefação, a tentativas de regulação do território da web a partir de interesses meramente circunstanciais, político-eleitorais ou de segmentos, prejudicando assim a atividade jornalística na Internet. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da constitucionalidade da Lei de Imprensa, já se manifestou categoricamente no sentido de que o direito de informação da sociedade está acima de eventuais interesses individuais ou de grupos. Na questão da legislação eleitoral, também há que se pautar a discussão pelos conceitos que já existiam antes da criação da Internet – lembrando, mais uma vez, que se trata de um veículo diferente para uma atividade, a jornalística, que nada tem de nova.
Sobre a questão da preservação da produção e programação do conteúdo nacional, também não se está “criando a roda”. No caso dos jornais e revistas, grande parte dos equipamentos, do papel e outros insumos necessários à sua veiculação sempre foram importados, mas não a responsabilidade pela orientação intelectual de tais mídias. Da mesma forma, o rádio e a TV sempre necessitaram de equipamentos vindos do exterior para se viabilizar tecnicamente, mas não para a produção de seus conteúdos. No caso da Internet, sem dúvida são imprescindíveis as vias de distribuição (como as redes de banda larga), assim, como equipamentos, hardwares e softwares em geral importados, mas isso não significa que tenha mudado qualquer aspecto em relação à prerrogativa da produção de conteúdo brasileiro por brasileiros.
A atividade jornalística, por qualquer tecnologia utilizada, está protegida em nossa Constituição, como um direito social. Nossos direitos constitucionais, mais precisamente o artigo 222, asseguram que, qualquer que seja o meio de exercício de atividade empresarial com finalidades jornalísticas, devem ser obedecidas regras de propriedade e gestão editorial por brasileiros. Obviamente, com a Internet não poderia ser diferente. Esta regra foi criada para preservar nossos direitos à informação livre e soberana, e à manutenção da cultura nacional. Ou seja, para que não sejamos filiais de eventuais interesses estrangeiros.
Por isso, o artigo 222 da Constituição estabelece, sem diferenciar o meio pelo qual a atividade jornalística é exercida, que a propriedade de empresa desta natureza é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de 10 anos, ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País. Estabelece ainda que, em qualquer caso, pelo menos 70% do capital votante das empresas jornalísticas deverão pertencer, direta ou indiretamente, a brasileiros natos ou naturalizados há mais de 10 anos, que exercerão obrigatoriamente a gestão das atividades e estabelecerão o conteúdo.
O que está em questão, portanto, é um princípio constitucional irrefutável: o da isonomia. Todos, pessoas ou empresas, são iguais perante a lei, salvo nas condições estabelecidas pela própria Constituição. O acesso à Internet deve ser livre, assim como a prestação de muitos serviços via Internet, como a comunicação por meio de e-mails, redes sociais, ou serviços de e-commerce puro etc, que obviamente não estão sujeitos ao artigo 222 da Constituição. No entanto, uma empresa que explore o jornalismo como negócio no Brasil precisa seguir as regras previstas na Constituição, seja em que meio for. O espírito da lei foi o de preservar a produção de conteúdo nacional em mãos de brasileiros. Assim, as empresas de mídia impressa e de radiodifusão nacionais têm que investir em jornalismo obedecendo aos dispositivos constitucionais, entre os quais o que estabelece as restrições ao investimento estrangeiro. E são fiscalizadas sob esse aspecto, sendo obrigadas a informar sua composição societária anualmente à Junta Comercial. Não é possível que empresas nacionais sejam tratadas de forma muito mais restritiva e rigorosa que as empresas de capital estrangeiro ou majoritariamente estrangeiro.
Na euforia que se instaurou com a efervescência da Internet, várias empresas estrangeiras simplesmente passaram a produzir conteúdo brasileiro, ignorando flagrantemente nossa Constituição. Está mais do que na hora da sociedade brasileira restabelecer a lei e desfazer o equívoco: a liberdade irrestrita no uso da infra-estrutura de redes da Internet e nos serviços de intercomunicação (redes sociais e outros) não pode ser confundida com desrespeito à lei no que se refere à produção e programação de conteúdo nacional. O jornalismo e a autonomia da opinião pública nacional merecem respeito!

Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão – Abert
Associação Nacional dos Jornais - ANJ

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Internet: Abert defende restrições a capital estrangeiro para sites de notícias

Da Assessoria de Comunicação da Abert

Os portais e sites de notícias na internet devem respeitar a mesma limitação de capital estrangeiro imposta às empresas jornalísticas e de radiodifusão em atividade no país. Esta é a opinião do advogado Luís Roberto Barroso, que representou a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), nesta quarta-feira (11), em audiência pública realizada na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados.

O artigo 222 da Constituição limita em 30% o capital estrangeiro para empresas jornalísticas e de rádio e televisão. O mesmo artigo estabelece que a responsabilidade editorial e a seleção e direção da programação dos veículos devem ser funções privativas de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos. “Não vejo por que essa restrição não deve ser cumprida também por empresas que oferecem o mesmo serviço no país”, afirmou Barroso.

O advogado citou três razões principais que explicam a preocupação dos constituintes ao elaborar o texto em 1988. A primeira delas é a necessidade de preservação da soberania nacional. “O debate realizado no Brasil não pode ser pautado por interesses de quem é de fora. Ninguém quer controlar o livre fluxo de idéias, mas é preciso que a soberania nacional se manifeste por meio do jornalismo”, disse.

Em segundo lugar, citou a necessidade de preservar a cultura nacional. Por último, falou sobre a responsabilização pelo conteúdo divulgado. “Deve haver um responsável pela linha editorial que seja do país”, afirmou.

Barroso concluiu dizendo que não importa o meio utilizado mas, se o conteúdo for jornalístico, a empresa deve estar sob as mesmas normas previstas para as emissoras de rádio, televisão, jornais e revistas. “É uma questão de isonomia.”

A mesma posição foi defendida pela Associação Nacional dos Jornais e pela Associação Brasileira de Internet. Para o advogado Tércio Ferraz, que representou a ANJ, a maior preocupação não é com o veículo, mas com o conteúdo, “que não pode ficar na mão de um monopólio empresarial”. Segundo a representante da Abranet, Taís Gasparian, a entidade defende que o conteúdo jornalístico seja produzido por empresas nacionais.

Participaram da audi�ncia pública o consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, e o membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Demi Getschko.